quinta-feira, maio 29, 2008

El Acuerdo Ortiogriáfico

Hola, carus leitôres.
El (grande) auctor, numa haltura en que tanto se habla du acuerdo ortiogriáfico, quer deichar aqui uma ssujestão.
E pruque não haumentar ainda más a habrangessia do acuerdo i aglutinar tamém houtras línguas y até maneiras de hablar?
Podiaçe juntar ao acuerdo o castellano, o parolo y o saloio.
Açim podiasse escrever como çe quizeçe, que nunca íría estár erradu.
E todos ficávamus muitu más com temtes.
Os portugueses, us brasileiros, os espanhóis, us parolos, os saloios, os que naum sabem escrever cem errus i aimda muitu más jente, de certesa.
É çó uma sujerenssia, mas póde ser que péguê.
Vamus lá pessual, a poi ar a noça nóva mega-língua, póde çer que até se paçe â aplicar au Allgarve e tudo.
Mazaí tinha-mos dia a-daptar aos ingleses tamém, o que era mais com-plicadu.

Ah, mas mais imprutante:
Forssa Portugau!
Vivó Êuro dôis mili ôito, vamus gañar!

quarta-feira, maio 28, 2008

Camisas Barcilónicas

O (grande) autor descobriu a sua vocaçao.
Bom, se nao a sua vocaçao, pelo menos algo que serve para ganhar uns trocos sem fazer muito e, mais importante, sem se cansar.
Porque isso do cansaço faz mal à gente, já se sabe.
E o trabalho, ui, nem se fala.
Entao, dado trabalhar numa loja de roupa que tem muitas camisas, e dado que as camisas tem de estar sempre engomadinhas, o (grande) autor dedica-se agora a engomar as ditas.
E sentado.
Ah pois é, que de pé dá dor nas costas e cansa.
E o cansaço?
Faz mal à gente, claro.
Assim, das 16 horas que o vosso engomador trabalha por semana, 10 sao passadas sentadinho, confortável, a engomar.
Porém, alguém replicou que era um trabalho triste.
Replica o engomas que triste é, já de avanço, trabalhar numa loja de roupa.
Assim, há que atenuar o nível de tristeza e fazer com que as horas passem mais depressa.
E, já agora, o leitor ouviu falar daquele trabalho que alguns homens executam, que é o de aparafusar parafusos (podiam ser pregos, mas sao mesmo parafusos) na ponte 25 de Abril, por causa da vibraçao?
Chegam ao fim da ponte e tem de recomeçar no sentido contrário, porque com a vibraçao provocada pelos pópós e pelo pouca-terra, já os parafusos se recomeçaram a soltar.
Engomar camisas nesta loja é o mesmo.
Chegar ao fim e recomeçar, porque em 10 minutos um cliente consegue mexer em pelo menos 57 das 170 camisas expostas.

segunda-feira, maio 26, 2008

Uma Questao Sem Importancia Alguma

Adverte-se que o nível de interesse do texto que se segue roça a pedra da calçada.

O (grande) autor tem uma questao, muito provavelmente derivados de estar a utilizar a internétxi de uma biblioteca púbica. Pública, perdao.
Porque é que nos filmes sobre assassinos em série (geralmente norte-americanos) os assassinos (serial, para os amigos) sao quase sempre apanhados porque usaram a internétxi de uma biblioteca pública para pesquisar livros sobre satanás, jornais góticos ou ver pornografia de baixa qualidade?
Nao é sempre, mas há uma tendenciazinha para que sejam identificados, localizados e mais coisas acabas em "ados" por causa de terem ido pesquisar no google como "matar; silenciosamente; biblioteca; universidade; mamas grandes" num computador de uma biblioteca pública.
Depois vem o Tommy Lee Jones, o Morgan Freeman ou quem quer que tenha entrado ao serviço naquele dia e apanha o serial porque ele se lembrou de comprar um bisturi no e-bay com o próprio cartao de crédito.
Será que um gajo nao tem dinheiro para um ADSLzinho, uma netcabo, uma coisa em condiçoes?

quinta-feira, maio 22, 2008

Porteira Barcilónica

Hoje, pela primeira vez na sua (pequena) vida, o (grande) autor deu o devido valor ao conceito "porteira".
Nunca mais digam que as porteiras sao cuscuvilheiras, que se metem na vida dos condóminos, que andam sempre de bata azul e roxa e de chaves na mao.
Bom, a parte da bata e das chaves podem dizer, que faz parte da sua profissao.
Sim, porque ser porteira é uma profissao, e de orgulho.
Quem dera ao (grande) autor poder responder que "porteiro" é a sua profissao.
E a razao de tanta admiraçao por um dos seres mais desprezados pela sociedade condominense?
Bom, o (grande) autor saiu hoje de casa, atrasado, claro está, quando já ninguém estava em casa, estando 80% dos seus roomies "de fim-de-semana".
Fechou a porta apenas para, no milésimo de segundo seguinte, notar que nao tinha as chaves, derivados ao facto de as ter deixado dentro de casa.
De uma inteligencia superior, como se pode constatar.
Assim, desesperado e sem o telefone da única companheira de casa que nao foi "de fim-de-semana", já ponderava o (grande) parvo arrombar a porta.
Nisto, lembra-se o gajo que aquele prédio tem porteira.
Tentar é como pedir e como ganhar o euromilhoes, nao custa nada.
Entonces, lá foi o bacano falar com a porteira, perguntar-lhe se por acaso nao lhe poderia dispensar meio conto...aaahhh...uma chavezinha extra.
E nao é que a porteira, cumprindo todos os requisitos de porteira menos a bata (hoje deveria ser casual-thursday) diz ao um quase-choroso que tem uma chave extra.
Extase, júbilo, alegria, Benfica-campeao.
Uff, porta nao arrombada, chave própria no bolso e de novo de saída, mais atrasado ainda, claro.
Concluindo, a partir de hoje, o leitor há-de olhar para a sua porteira com outros olhos e, inclusive, passar a fazer-lhe olhinhos.
Porque as Donas Palmiras, as Donas Fernandas e as Donas Joaquinas merecem.

quarta-feira, maio 21, 2008

Parabienes


Hoje, se o pai do (grande) autor fosse vivo, faria 51 anos.
Parabienes, cámané.

terça-feira, maio 20, 2008

Questionário da Moda

O (grande) autor geralmente nao gosta deste tipo de questionários, mas este até é algo interessante, sem ser muito revelador da própria pessoa.
Como dizia o (grande) pai, "é uma teoria, como qualquer outra."

Um mês seria: Agosto, por Pinheiro de Lafoes e a praia.
Um dia da semana: Sexta, pelas jantaradas.
Um número: 10, como o Maestro.
Um planeta: Terra, aquele que andamos a ver se cai num buraco negro.
Uma morada: Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Av. General Norton de Matos, 1500, Lisboa, Portugal.
Um móvel: uma escrivaninha, onde se escrevia antes de haver estas coisas da internétxi.
Um líquido: água, quando se tem sede; coca-cola, quando nao se tem.
Um pecado: gula, por todos os buffets que há no mundo. Ainda ontem o (grande) jantou num.
Uma pedra: mármore, porque é pesado como tudo, apesar de nao parecer.
Um metal: ferro enferrujado, pelo risco do tétano.
Uma árvore: Pinus Pinea L, mais precisamente um que está em frente ao Museu da Marinha de Lisboa.
Uma fruta: a laranja, pelos sumos de laranja ao pequeno-almoço, a melhor cena que existe.
Uma flor: malmequer, bem-me-quer.
Um clima: um que permita andar de chinelos o ano todo.
Um instrumento musical: a bateria, o instrumento mais fixe que há.
Um elemento: a água, como a água salgada da praia do M. .
Uma cor: vermelho pelo Benfica, amarelo pelo geral.
Um animal: o cao, o melhor amigo do seu pior inimigo.
Um som: 3000 vozes no estádio da Luz a cantar em uníssono o mesmo cantico.
Uma canção: entre muitas diferentes, uma mais recente, "I Am a Vampire" da banda sonora do Juno, um dos melhores filmes do ano.
Um perfume: Elements Aqua, Boss.
Um sentimento: Esperança, para o ano é que é.
Um livro: "Diário da Pampilónia", porque é simplesmente espectacular.
Uma comida: rolo de carne em casa dos (grandes) tios, num domingo.
Um lugar: praia do M., sem pessoas, com muito Sol e muitas ondas.
Um gosto: o que fica na boca depois de lá passarem gambas al ajillo.
Um cheiro: o que sai de um padaria qualquer.
Uma palavra: "Olá", porque é o início de tudo, bom ou mau.
Uma expressao: "foda-se", porque é uma expressao, literalmente, libertadora.
Um verbo: falar, porque a falar é que a gente se entende.
Um objecto: o caderninho preto que vai sempre no (grande) bolso, para anotar as parvoeiras de que se lembra.
Uma peça de roupa: o fato-de-banho, pela sua polivalencia.
Uma parte do corpo: uns bonitos seios, sejam de homem ou mulher, para nao haver discriminaçoes.
Um filme: Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida.
Uma forma: redonda, como a barriga de um verdadeiro homem.
Uma estação: Verao, pela praia e pelo Sol e pelos chinelos e pelo fato-de-banho e pelos seios alheios.
Uma frase: "A vida sao 2 dias e o carnaval sao 3".

E pronts, agora quem quiser faça-o também, tra la la.

segunda-feira, maio 19, 2008

Novidades Barcilónicas

Isto anda complicado, a modos que a no último mes se passaram vários episódios (todos agradáveis ou quase, balha-nos isso) que nao permitem a regularidade dos relatos por parte do (grande) autor.
Primeiro, a quase mudança de casa.
Encontrar um poiso onde viver estabilizadamente está-se a revelar um processo mais complicado que o que inicialmente se pensava.
Muitos buracos escuros, muitas mansoes milionárias, mas nenhum meio-termo que se coadune com o (grande) bolso.
Em segundo lugar, o documentário.
Finalmente acabado, terá a sua estreia em breve em alguma sala da Barcilónia.
Um resultado final muito positivo, tendo o (grande) autor sido responsável por qualquer tipo de som que se ouça no dito.
Em terceiro, a falta de internetxi disponível a qualquer hora.
Num quarto alugado numa casa de amigos de amigos, a internet chega, ou nao, dependendo do vizinho e sua própria ligaçao.
Assim, há umas duas semanas que o vizinho está armado em mete-nojo e nao nos proporciona sequer um fiozinho de sem fios.
Por isso neste momento está o vosso na escola, a escrever num teclado espanhiolé, sem acentos e mais que tais.
Promentendo notícias em curto espaço, este gajo vai continuar a usar a internetxi, mas agora para ver casas para arrendar, no www.loquo.com , a salvaçao de muita gente nesta cidade.
Inté.
 
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