sexta-feira, março 10, 2006

OPERAÇÃO STOP

vi hoje no telejornal que os funcionários da câmara municipal do porto passam a ter um controlo de alcoolémia a seguir ao almoço, antes de pegarem ao serviço da parte da tarde.
ora bem, vejamos a seguinte situação.
o sr.andrade vai almoçar à tasquinha, como faz todos os dias.
e todos os dias despeja dentro de si pelo menos meia litrosa de vinhaça.
como o sr.andrade, fazem o mesmo o sr.falcão o sr.piçarra e o sr.nunes.
já os estou a imaginar a voltarem para o trabalho:
- eh pá, num bamos pla escadaria norte qu'disse-me a nandinha da secretaria que bai haber operaçaum stop...
- olhameste...(agride o sr.nunes com uma belinha na nuca) pla escadariiia...queres matar a gente ó quê?? qués qu'eu bomite o cuzido tuodo?
- oh pá, bamos mazé plo ilvador tuodos juntos qu'assim ao menos se apanharem alguém há semprum ou duois que se escapam, num éi?
- eu quantabócês num sei, mazeu bou à casinha trincar grãuns de café pa enganar a máquina, essa baca...

e a conversa agentes da autoridade:
- boa tarde (continência), os seus cartões de picar o ponto por favor. ora muito bem, os senhores ingeriram alguma bebida alcoólica nos últimos 15 minutos? pelo bafo, quer-me parecer que sim...queiram sair do elevador um a um por favor, vamos proceder à despistagem de alcoolémia...

terça-feira, março 07, 2006

conselheiro cinemental

já abriu o conselheiro CINEmental.

da autoria do (grande) autor, pois claro...

triste mas verdade

como não só de risos vive o homem, aqui fica uma história tristonha sobre uma entre muitas realidades portuguesas algo ocultas.
ontem vinha para casa do supermercado com a minha mãe quando, enquanto tirávamos os sacos do porta-corpos...aaah, porta-bagagens, um homem nos interpela.
começa a dizer que está desempregado, que trabalhou 28 anos na lisnave, que não quer pedir dinheiro, mas que tem muita fome.
tinha óptimo aspecto, uma pessoa normal, dir-se-ia.
e começa a chorar.
parvo, eu fico sem reacção.
a minha madre dá-lhe um pacote de leite para a mão.
ele agradece muito, muito e começa a andar enquanto abre o pacote de litro.
em 15 metros mandou um pénalti naquele merda.
não estou a brincar, ele bebeu o litro de leite de pénalti.
ao vê-lo a afastar-se optei por lhe dar mais uma laranja e um pacote de batatas fritas grande, que eram as únicas coisas comestíveis no momento, sem preparação.
tudo o resto eram infelizmente congelados e afins.
que vontade de o convidar para jantar lá em casa e dar-lhe tudo.
mas o medo e a desconfiança são mais fortes que a bondade, não é?
a minha mãe advertiu-me, antes de dar a laranja ao senhor:
"não lhe dês uma laranja, que isso vai-lhe fazer mal. ele acabou de beber o leite!!"
pois, mas o que não mata engorda, não é?
e aquele senhor bem precisava de engordar...

segunda-feira, março 06, 2006

piscina

o (grande) autor, em época pre-veraneante, decidiu tornar aos grandes palcos molhados da piscina do inatel.
visto lá ter andado largos anos em competição [o (grande) autor é muita bom], decidiu voltar a entrar no rectângulo aquático de outrora e dar alguma alegria aos seus músculos agora tapados por uma camadinha isolante de frios e tempestades.
dirigiu-se então o nosso herói à secretaria do inatel, em busca de informações e papéis de inscrição.
direcciono-me à secretaria, para constatar que está fechada às 18h15m, embora o horário indique um suposto fecho às 20h.
dirijo-me então ao SIgurança que, interrompendo pacientemente a novela da tvi, me informa que "a secretaria agora é ali ao fundo, naquele edifício, não sabia???".
pois, não sabia.
e não sabendo muita coisa, talvez passe a trazer sempre a maya comigo.
entro na nova secretaria e, após constatar que as barracas estão de novo na moda, verifico que existe uma bela estante, cheiiiiinha de papéis e folhetos informativos.
"ora bem, ora bem, deixa cá ver...natação livre..."
não existia um folheto relativo a esta modalidade.
não que não me oferecessem yoga, natação com bóias, pilates, judo, futebol, ping-pong, petanca ou apedrejamento de políticos...apenas natação livre não existia.
passa o (grande) autor à frente de umas jovens babadas que guardam o seu autógrafo, somente para perguntar pelos famosos panfletos.
"vá ver na estante dos folhetos informativos" responde-me um senhor nitidamente sem vida sexual a dois activa.
respondo-lhe então que já tinha dado uma vistinha de olhos de 12 minutos e que não a tinha encontrado.
o punho partido pergunta então ao seu colega pelos pedaços de papel.
o colega contesta que estão guardados numa gaveta mesmo atrás de si.
o esfrega-mastros faz um esforço que quase lhe custa uma vértebra e alcança-me o folheto, finalmente.
eu saio triunfante, não sem antes ter levado com um "faça o seu trabalho que eu faço o meu" por ter sugerido uma possível deslocação dos panfletos sobre natação livre da gaveta para a estante-maravilha.
vai uma braçada?

quinta-feira, março 02, 2006

comentário

ontem, observava eu atentamente o jogão que a nossa selecção fez contra uma equipa que nem sabe o que é um esférico, quando me apercebi que havia alguém ainda mais atento do que eu.
o comentador da televisão estatal que transmitia o jogaço disse:

"quaresma remata.......ah, mas está lá o guarda-redes!!"

caramba...há que ter olhos de lince...

quarta-feira, março 01, 2006

wc

visto que em portugal muito pouca coisa funciona como devia, agravado ainda pelo facto de a casa-de-banho ser um domínio pouco explorado pela indústria portuguesa, temos de dar a mão à palmatória aos 88% que não lavam as ditas.
senão vejamos:
o tuga está a trabalhar e tem de ir ao wc, já à rasca, apertado entre duas tarefas.
tem de fazer a coisa a correr porque o sacana do patrão escolheu logo o dia em que a diarreia atacou para passear a tromba pelo escritório.
não se faz, caraças. dia de mal-estar intestinal deveria automaticamente ser dia de estar-sentado-na-sanita-com-a-bola-o-record-e-o-jogo-e-uma-sandes-de-frutos-do-mar.
o tuga entra no wc a correr, esbaforido de pressão pançal e perseguido pelo tic-tac do relógio de parede.
faz a sua cena, provocando risos em todos os presentes no wc devido ao espectáculo de formula 1 perpretrado pelos seus intestinos.
limpa-se mal e porcamente porque a dona palmira e a dona almerinda, funcionárias da limpeza do escritório, meteram baixa na mesma semana e não há quem coloque mais papel higiénico nas cabines de som.
(pensa-se que estão juntas num motel nos arredores de lisboa)
o tuga sai da cabine já aliviado, limpando as pingas de suor ao lencinho que a sogra lhe deu no natal.
vai lavar as mãos, molha-as, mas não há sabonete.
as mãos continuam um nojo, mas molhadas.
dirige-se ao secador de mãos e este não funciona.
o tuga prega-lhe um soco e o bicho continua sem responder.
o tuga coloca as mãos nas variadas posições sugeridas pelo autocolante já todo riscado pelos filhos da dona palmira que acompanham por vezes a mãe ao trabalho e nada.
resultado, o tuga fica com as mangas da camisa molhadas porque estas, previamente arregaçadas, com tanto soco e chapada na máquina, acabaram por descair encharcando-se nos pingos de água tépida.
o tuga volta à secretária a limpar as mãos as calças, mesmo a tempo de ver o boi do chefe a mexer-lhe no computador e a constatar que o tuga não estava a trabalhar, mas sim a ver os mails de conteúdo pornográfico que os amigos lhe mandam.
e ainda por cima a diarreia dá de novo sinais de vida!

terça-feira, fevereiro 28, 2006

no carnaval ninguém leva a mal

diz o ditado que no "carnaval ninguém leva a mal".
passo assim a descrever situações em que ninguém poderá levar a mal:
- levar com um ovo podre na cabeça depois de uma permanente de 75€ feita em cabeleireiro da moda
- bombinhas de mau cheiro no metro que empanou entre picoas e o marquês há 32 minutos
- esguicho de água pelas costas abaixo quando estão 3ºc na rua
- bisnagas empunhadas por mascarados dentro do BES da cova da moura
- algemas de plástico postas em tornozelos de polícias de verdade
- cabeleireiras afro em concentrações de neo-nazis
- cabeças rapadas em concentrações dos palop's
- disfarces de lobos em festas de capuchinhos vermelho
- disfarces de porquinhos em festas de lobos
- chapéus de cowboys em brokeback mountain
- petardos na assembleia da república
- disfarces de homens-aranha junto à fábrica da baygon
- máscaras de michael jackson junto a jardins de infância

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

prendas e afins

devido ao facto de o (grande) autor ter efectuado 24 aninhos no último sábado e de se ter ausentado da capital por 4 dias para os festejar devidamente, a maravilhosa escrita bloguista levou um valente rombo.
deste aniversário muito há para relembrar, muitas prendas, muitos sorrisos, muita coisa.
mas a prenda mais original e especial foi a dada ao (grande) autor pelo vítor.
oh vítor, não era preciso tanto, por isso aqui ficam prestados publicamente os meus agradecimentos à tua generosa pessoa.
és um bacano vítor, continua assim.
vítor...vítor baía, entenda-se...

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

ski em comprimento

nos países do norte da europa, e especialmente na finlândia, há uma tradição que nos ajuda a compreender o porquê de serem sempre os finlandeses a ganhar as competições de saltos em comprimento de ski nos jogos olímpicos.
corre o boato de que as mães das criancinhas até aos 5 anos, as enviam para a escola, não no schoolbus como nas americanadas, mas sim de outra forma.
de manhã, depois do cerélac no bucho e do cestinho preparado com o fígado e arroz do almoço e o nogat do lanche, as mães sentam os filhotes no topo da rampa de lançamento situada ao lado do casebre.
depois, dizem frases do género "filhinho querido, olha ali um elefante a voar" e, quando os putos tentam vislumbrar o paquiderme alado, as progenitoras dão-lhes um empurrãozinho rampa abaixo, depois de lhes terem colocado um par de skis com o triplo do tamanho dos catraios.
as rampas, diz-se, são direccionáveis, por isso as mães fofinhas podem apontá-las para onde quiserem, conforme os putos vão para o edifício central ter finlandês ou para o pavilhão 2, ter educação física em calções com -23º ao sol.
é assim, nos países desenvolvidos.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

hi tech, goodbye tech...

imaginem-se frente a uma TV a ver a formula 1.
agora imaginem que depois de 15 minutos a ver a corrida nessa primeira TV, vos tiram a dita e vos entregam outra onde vos obrigam a ver a mesma corridinha, mas em câmera lenta.
carros que passam de 300km/h em pista aberta para 30km/h no meio das ruas da costa do castelo.
e isso durante a coisa toda!
já tinham visto aí umas 20 voltas na primeira TV, por isso restam-vos aí umas 50 a passo de caracol coxo, com ciática e joanetes.
é assim que me sinto a trabalhar neste fi...duma grande p... deste computador donde vos escrevo este belo textinho.
não que sequer tenha tido direito às primeiras 20 voltas a velocidade normal, isso era só um termo de comparação.
porque neste posto de trabalho, o computador não está cá para facilitar a vida, mas sim para me f...., não, F....a mesma.
a senhora que trabalha ao meu lado é que de quando em quando solta uns olhares de admiração.
não sei se é por causa de me ver a levantar o monitor só com uma mão enquanto com a outra agarro no teclado e os faço dar beijinhos violentos um no outro.
talvez fique admirada com a minha força de braços.
no outro dia convidei-a para jogarmos ao "atira o computador pela janela", um joguinho por mim inventado.
o objectivo é o de fazer o computador bater em todos os aparelhos de ar condicionado perspegados da parte de fora do prédio antes de se espalhar no chão.
ela não quis.
eu fiz beicinho e fui jogar sozinho.
pelos vistos sou o único a ver as coisas em câmera lenta aqui no prédio...

sábado, fevereiro 18, 2006

tu e eu

tu e eu somos nós.
nunca esquecerei aqueles 3 anos agarrado a ti.
sabemos que nunca nos esqueceremos, que tudo o que passámos foi algo de maravilhoso.
nunca terei alguém como te tive a ti, naquela parte tão importante da minha vida...
mas tens de compreender que as coisas mudam, as pessoas crescem, evoluem, partem para novas caminhadas, por vezes sozinhas, por vezes acompanhadas.
tê-la conhecido não invalida o que nós vivemos, apenas me tranporta para um novo mundo em que tu, infelizmente, já não existes.
mil desculpas meu amor, tenho de partir, mas nunca te esquecerei, lembra-te disso.
agora uso a sanita e por isso tu, meu querido penico, terás sempre um cantinho no meu coração, mas não mais te verei...

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

resultado final

chegámos em definitivo ao final da 1ª volta da época 2005/2006 de exames da vida do (grande) autor.
resultado final de 3 para os exames 3 para o mestre.
assim, fazemos o rescaldo desta 1ª volta, com resumo alargado:

- 1-o para o (grande) autor dia 6 de janeiro. a começar bem o campeonato, o nosso herói adianta-se no marcador.
- o empate verifica-se no dia 26, 20 dias depois. apanhado à sombra da bananeira e de costas, os exames aproveitaram de forma cobarde para igualar o marcador.
- dia 30 o (grande) autor passa de novo para a frente. jogada espectacular, um pleno de mestria, sem ajudas dos árbitros e com pouca preparação, o 2-1 está feito.
- vem de novo o empate no dia 3 de fevereiro. em mês azarado e com muita culpa do terreno e do esférico (incrivelmente redondo), mais uma vez os exames empatam a partida, levando a plateia de algumas dezenas de perguntas ao rubro.
- no dia 4, ou seja, um dia depois, os exames passam para a frente. aproveitando-se mais uma vez de forma mesquinha da má condição psicológica do (grande) autor depois deste ter sofrido mais um empate, os exames não perdem tempo e fazem o 3-2, desta feita com muitas culpas do árbitro e vencendo pela diferença mínima (nota de 9 quando para passar bastava o 10).
- porém, o nosso (grande) autor não baixou os braços e, dia 10, vingou-se de tanta facada nas costas, fazendo um jogo magistral, aproveitando tudo o que eram tácticas ilícitas e escapando-se a 2 vermelhos directos, igualando o marcador a 3-3, resultado com que termina esta 1ª volta.

passamos agora na íntegra, a entrevista a cócó, defesa central dos exames:
- cócó, como vê esta 2ª volta depois deste empate na 1ª?
- hee, né? veijo cuzólhus, né? eu penso quiiiiiiii...u grandji autorr feiz uma bôa primêira vólta, né? agora nóis temu qui prepará bem a sigunda vólta, né?
pensu cuzárbitrrus desti jógos não foram múito fávuráveiss à gentxi né?
maisé asi meismo né?
vamus istar dji cabeça levantáda i tentarr o nossu mélhori né?
lá nu brasiu a gentxi não tábituada a tanta pressão du publico né?
mais a gentxi vai trabalhá e, portantu né, vamu fazê u nóssu mélhó prá ganhá essi campionato dessi filhádaputa qué essi grandji autô qui pára mim, não sabe né? não sabi jogá esti jôgo...
i joga fêêio, u cara...

aguardemos então a 2ª volta deste emocionante campeonato.

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

friends

eh pá eu adoro o "friends".
epás comem-se na praia.
na praia faz sol.
o sol traz calor.
calor é bom quando está frio, no inverno.
quando está frio agasalhamo-nos.
o agasalho é castanho.
castanho é o outono.
no outono as folhas caem.
as folhas nascem na primavera.
na primavera já faz sol.
o sol traz calor.
quando está calor vamos à praia.
na praia comem-se epás.
eh pá eu adoro o "friends"...

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

eu tenho um sonho

eu tenho um sonho.
não é dos eróticos, dos que levam ao desespero da minha empregada, que tem de me mudar os lençóis todos os dias.
também não é dos premonitórios, em que sonho que vou ter 12 a uma cadeira e depois tenho 6.
é um sonho de merda.
literalmente.
sonho com o dia em que vou na rua a pisar todos os cócós de cão que encontre!!
não que tenha qualquer fetiche com bestialismos e chuvas douradas e coisas do género.
não que goste do aconchego de uma bela bosta a aquecer-me a plantinha do pé.
o objectivo desta maratona mal-cheirosa era o de, após 32kg de cagalhões pisados pelos meus piores ténis, ir passear-me a casa de todas as pessoas que têm cães no meu bairro.
do estilo, ir lá pedir ovos, apresentando-me como o vizinho do andar de baixo que, ups, pisou merda de cão no seu trajecto para casa.
quando fossem buscar os ovinhos, eu apresentava o seu tapete do hall, de preferência um arraiolos ou uma bela alcatifa, ao meu "téni" (no qual estaria grudado o presente saído do traseiro do seu lulu há tão pouco tempo), insistindo para que este e o tapetezinho se tornassem melhores amigos, vincando bem o contacto entre eles.
é um sonho que cheira mal, mas é o meu sonho.

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

futebol Lda.

numa semana está o sporting na maior crise de sempre.
duas semanas e 6 golos no bucho depois, está o benfica praticamente a fechar portas ao futebol e a ter como modalidade única o pião, sendo outros os maiores do mundo.
isto do futebol tem muito que se lhe diga mas, pricipalmente, as pessoas não querem viver o jogo, mas sim o escândalo.
ontem fui à bola.
comigo e outros veio um amigo meu islandês.
no final, após muitos palavrões em português tentado ao árbitro, eu perguntei-lhe se tinha gostado do jogo.
ele respondeu:
- sim, claro! 4-0, foi um bom jogo. e estar aqui no meio (de uma claque sem nome) é diferente, para melhor.
a sua frase foi a prova de que não é preciso assistir a programas de televisão e alimentar crises para se gostar de futebol, seja aqui ou ali.
crise há com o aquecimento global...agora se foi pénalti ou não...

sábado, fevereiro 11, 2006

fim da 1ª volta

chegou ao fim a 1ª volta do campeonato académico 2005/2006 da vida do (grande) autor.
tendo apenas duas equipas a jogar esta liga [o (grande) autor e os exames ], até agora o resultado pende a favor do nosso mestre.
2-1 é o resultado provisório, sendo que faltam sair ainda 3 notas, para obtermos a classificação final desta 1ª volta (terminada agora em início de fevereiro).
com duas vitórias e uma derrota, o (grande) autor está confiante, acreditando num resultado positivo de, pelo menos, 4-2.
o ambiente no balneário está sereno e as tácticas de estudo utilizadas pelo nosso herói, embora muitas vezes não se coadunarem com as regras do jogo (cábulas), têm sido deveras eficazes.
os árbitros (vigilantes de prova) têm fechado os olhos a algumas grandes penalidades e até cartões vermelhos directos para a equipa de quem escreve.
a equipa dos exames clama por justiça académica e ameaça até, à semelhança do que um clube ali do campo grande fez há uns anos, declarar luto pela morte da verdade académica deste campeonato.
aguardemos então pelos resultados dos últimos 3 jogos para declararmos o vencedor desta 1ª volta.
e já se sabe...num jogo como este não há empates!
é copiar...aaah, desculpem....estudar ou chumbar.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

que saudades...

dos jogos de berlinde
dos roda-bota-fora
dos guarda-redes avançado
dos bate-pé
dos piões
dos meliantes à porta da escola à última hora quando já era de noite
dos "hoje na ginástica é futebol!!"
dos chochos
dos linguados
dos apalpões
dos rankings de "o mais-giro/a mais-gira da turma"
dos vir a pé para casa com os amigos
dos estudar de véspera para o teste e ter muito bom
dos trabalhos manuais em EVT
dos concursos de chuva de estrelas em educação musical
dos a ver quem chega mais depressa ao balneário
dos hoje é no ginásio, esqueci-me das sapatilhas

.......

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

impor-expor

já que é tanto o medo das lojas de chineses aqui no nosso jardim à beira-mar plantado, que me dizem de abrirmos uma cadeia de lojas de portugueses na china?
a cuca já foi para lá, infiltrar-se no meio, tirar umas medidas à coisa, pois eu e ela temos um esquema montado para invadirmos aquilo, em poucos meses.
vamos mandar à volta de 80 srs.manéis, cerca de 60 donas lucindas e 100 dos nossos melhores srs. zés, com capital suficiente para montar quase duas centenas de "é tud'a cem!", nomes das nossas lojas no estrangeiro.

nas nossas lojas vender-se-ão os seguintes produtos:
- escoadores para arroz
- carninha de pombo, importada directamente da praça do comércio e arredores
- rímel especial para olhos em bico
- preservativos de 8 centímetros
- coletes reflectores, para quando a moda pegar
- galos de barcelos, para centros de mesa
- canecas com o nuno gomes e o pedro barbosa
- garfos, facas, colheres e pratos rasos
- detergentes para limpar a gordura das paredes
- bonés, para eles começarem a aprender o conceito de "apanhar bonés"
- sanitas em forma de alvalade XXI

e aquele que pensamos ser o top de vendas:
- remendos para pneus de bicicleta!!

chiça, vamos tomar conta daquilo...

terça-feira, fevereiro 07, 2006

o seu bilhete por favor

ontem vi no telejornal que um avião da tap teve de aterrar de emergência em paris, porque levava um passageiro a mais, que não constava na lista daqueles.
já estou a imaginar o pica do avião:

- boa tarde, o seu bilhete por favor.
- aaah...boa tarde, eu não tenho bilhete, eu sou amigo do santos.
- o santos? quem é o santos?
- é o piloto...ele disse-me que eu podia vir, que me dava uma boleiazinha, que ninguém ia reparar...
- pois, meu caro, mas se o senhor não viaja com um título de transporte devidamente obturado, não poderá prosseguir viagem.
- sim, compreendo, mas o santos disse...
- o santos aqui não manda nada! eu sou a autoridade neste veículo de transporte colectivo de passageiros! e você terá que abandonar o veículo.
- mas, mas...estamos a 32 mil pés de altitude...
- pois, vamos ter de encostar em paris e o senhor leva uma multinha, para não andar aqui a brincar aos cowboys, tá a compreender??
- aaah...sim...
- porque isto já o meu bisavô, que era fiscal no eléctrico em 73 dizia "esses meliantes, que vão agarrados lá atrás à pendura...era dar-lhes com um pau e ficar a vê-los a rebolar pela linha fora, para aprenderem...". e o senhor é como se viesse aqui à pendura!
- sim, mas o santos disse...
- o santos, o santos...o santos vai mas é encostar este bichinho ali no charles de gaulle e você vai a pé pra casa, meu amigo...

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

novo dito popular

há uns dias atrás, aquando de condução cabazmente conseguida, o (grande) autor viu atravessar-se na sua frente um rapaz, saltando de entre dois carros estacionados.
com destreza, mestria e uns travões abs, o (grande) autor evitou o pénalti cometido pelo carro sobre o miúdo, que daria expulsão certa.
aliviado, logo o (grande) autor se recordou do ditado popular acerca de quando uma bola atravessa a estrada, que versa assim:
"atrás de uma bola, vem sempre uma criança."
incorrendo talvez em alguma falta de gosto, logo o (grande) autor inventou outro dito popular:
"atrás de uma bola, vem sempre uma criança. e atrás dessa criança, vem sempre o bibi."
por isso, se algum dia se vos atravessar à frente do veículo uma bola, seguida de uma criança, esperem um pouco e, quando for o bibi a passar, entrem de carrinho e a pés juntos e vão tomar banho mais cedo...

domingo, fevereiro 05, 2006

erasmus

vocês já foram fazer erasmus?
sim? muito bem.
não? ponham-se a caminho.
porquê?
porque só aí poderão entender o significado de uma conversa entre um português, dois italianos, uma boliviana e uma japonesa, num carro português, perto da fronteira entre Espanha e França, acerca da quantidade de tabaco e álcool que poderá cruzar a fronteira sem cruzar a fronteira do consumo próprio para o tráfico...

como termina essa conversa?
num grande ponto de interrogação e tantas figas feitas quantas as permitidas pelos dedos que existem no nosso corpo...

vão fazer erasmus, caramba!!
co'a breca...

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

adlkpkwsp pepkk

tenho um exame amanhã à tarde e outro no sábado de manhã.

não tenho tempo para nada.
excepto para escrever estas belas linhas, em intervalo de fritanço cerebral.

se o meu cérebro frita, é porque não está habituado a trabalhar, devem estar alguns de vocês a pensar.

pois a esses digo:

QUEM DIZ É QUEM É, CALA A BOCA JACARÉ, CHEIRAS MAL DO CHULÉ, O TEU PAI BEBE CAFÉ E A TUA PILA NEM SE PÕE EM PÉ!

tenho dito.

("joãozito, já te tenho dito, que não é bonito andars-m'enganar...")

quarta-feira, fevereiro 01, 2006



sms

no período festivo mais recente (natal e fim-de-ano), os portugueses enviaram, num conjunto total das 3 redes mais utilizadas, a módica quantia de 543 milhões (quinhentos e quarenta e três milhões) de mensagens escritas.
tendo o facto em conta, passo a reproduzir um futuro diálogo entre mãe e filha via sms, já que assim é muito mais fácil.

(tit-tit)
filha, vem jantar que já está a comida na mesa.beijinhos,mãe.
(tit-tit)
ñ, ñ tenh fome.e ñ ass as msgs kja sei kes tu.
(tit-tit)
??? vem lá e despacha-te senão ficas de castigo.beijinhos.mãe.
(tit-tit)
cala-t bruxa, ñ mandas em mim!
(tit-tit)
não me falas assim minha filha, olha que chamo o teu pai.beijinhos.mãe.
(tit-tit)
ahahahah,iss dev ser p rir,ele aind manda - ktu. ess urso movid a viagra.
(tit-tit)
filhinha, vem lá comer e olha que não percebi a tua mensagem, já te disse que não deves escrever assim com abreviaturas que não se percebe nada.beijinhos.mãe.
(tit-tit)
ai é?tao ñ m xateies e vai tu cmer o nojo k fzste.
(tit-tit)
??? vem comer.beijinhos.mãe.
(tit-tit)
já tou em casa d maria, amanh cheg p peq-almoço, s calhar.
(tit-tit)
já está tudo frio, se não vieres vou dar a tua parte ao cão.beijinhos.mãe.
(tit-tit)
o cao vei cmg, otária!!
(tit-tit)
??? vá,vem lá.beijinhos.mãe.

terça-feira, janeiro 31, 2006

neve em lisboa

cai a neve em lisboa.
ai que lindo, é bonito, muitos lisboetas nunca tinham visto neve.
e no verão, tão bom, aquele quentinho, tudo na praia, papo pró ar, 40º à sombra, uma maravilha, "maria, tráz lá mais uma sand'atum e uma bjeca!!"...

bom bom era se nevasse mesmo na noite de natal...assim era mesmo como nos filmes, o pessoal à lareira, chocolate quente, prendinhas debaixo da árvore...

então e será que há 100 anos também nevava em lisboa no inverno e faziam 40º no verão?
esporadicamente sim...mas nos dias de hoje?
secas como quem muda de cuecas, frio como nunca aqui se viu?

ou isto é tudo produto da alteração climática, aquecimento global, destruição humana do planeta?

ah, pois, mas esse tipo de problemas não ganham audiências nem fazem circular 3 milhões (sim, 3 milhões!!!) de mensagens escritas entre télélés portugueses no dia em que a branquinha caiu...

enfim, tenho é pena dos nossos filhos, e do mundo que lhes vamos deixar...

segunda-feira, janeiro 30, 2006

eu, eu mesmo e o meu exame


(as cábulas da minha colega)

hoje tive um exame que durou 3 horas e 10 minutos.
caraças...

durou mais:
- que dois jogos de futebol
- que 5 episódios do friends
- que o senhor dos anéis na versão mais curta
- que ir a carnaxide e voltar em hora de ponta
- que 99% das relações sexuais
- que a mais curta relação sexual tantra
- que as horas que dormi na noite passada
- que o tempo de antena dado aos palhaç...aaa...políticos
- que eu demorei a nascer
e...
- que o tempo total de estudo para o próprio exame...

será que vou passar?

sábado, janeiro 28, 2006

novo ditado

outro dia, aquando de umas cervejas em excesso ao jantar, mas não necessariamente por causa disso, o (grande) autor inventou um provérbio, adaptado de um famoso conto de fadas.
reza assim:

"não podemos ser cigarras, neste mundo de formigas"

sexta-feira, janeiro 27, 2006

o segundo caso da nova presidência

uma conhecida minha foi votar, deixando a filha no carro.
"lem lem lem, lem lem lem..."
lá foi cantarolando, qual capuchinho vermelho num mundo de lobos maus.
chegada ao cubículo de voto, deparou-se com um problema bicudo, irritou-se, votou e zarpou.
chegada ao carro, indignada, comentou com a filha que "era uma vergonha, não me deixaram votar em branco!!"
ao que a filha indaga o normal "porquê".
responde a senhora:
- só havia quadradinhos com candidatos, não havia nenhum para votar em branco!!

(isto aconteceu! aliás, que me caiam já os testículos, se não aconteceu!)

segunda-feira, janeiro 23, 2006

o primeiro caso da nova presidência


apanhado desprevenido pelos resultados que ditavam a sua vitória, o nosso presidente soltou um berrinho de emoção, fazendo uma estranha careta.
mais tarde, recorrendo às imagens virtuais, o (grande) autor constatou um facto, até ao momento desconhecido pelos portugueses:
o berrinho e a careta não foram provocados pela emoção, mas sim pelo facto de o senhor de óculos (em 2º plano na imagem) lhe ter dado um apalpão no rabiosque.

domingo, janeiro 22, 2006

iiiiihhhh...leições

em dia solarengo, os tugas puseram finalmente a praia de lado e foram até às escolas da zona marcar cruzes dentro de quadrados feitos em papel.
a tinta permanente alguns, com uma pena outros, todos tiveram o direito a dar a sua opinião.
o voto é secreto, por isso aqui digo que o meu voto permanecerá na urna que o albergou, tal como uma mãe acolhe seu filho nos braços.
eu, o pai da criança, tive alguma relutância em deixá-lo partir assim, de repente.
não estava preparado para o choque, devo confessá-lo.
porque o meu filho se foi juntar aos seus irmãos para, todos juntos, decidirem o futuro do nosso país à beira-mar refastelado.
ou seja, cavaco brotou dos nossos filhos.
assim sendo, cavaco é o nosso neto mais recente.
resta-nos saber se seremos os avós dedicados, que pagam guloseimas sem fim ao netinho, ignorando as vontades dos nossos filhos enclausurados em caixas, de que deixemos os dentes do seu rebento em paz.
ou será que cavaco será o neto mimado que fará birra se não o levarmos a andar no carrocel?
de qualquer das formas, sempre se disse que a família não se escolhe, calha-nos.
e cavaco é o novo corpo sentado à nossa mesa todos os dias.
veremos se come a sopa, a salada e a fruta, como um bom menino...

sexta-feira, janeiro 20, 2006

meia bolha

um tio-avô de um amigo meu, beberola inveterado, mandou a sua mulher ao médico e com ela foi.
um leão nunca acompanha a sua leoa na caçada, mas para uma ida ao consultório, achou que era melhor ir mijando em tudo o que era poste de electricidade, para marcar bem o seu território.
o doutor atendeu-os e, após verificar o bom estado da senhora, mirou o tio-avô do meu coleguinha.
vendo-o com os olhos amarelados, advertiu sorrateiramente a senhora para o facto de o seu marido, possivelmente, estar quase quase quase a contrair uma cirrosezita.
chegados ao café, a sra.dona advertiu também o seu leão.
o leão rugiu então:
- o quê? ele é que vai ter uma cirrose, mas é nos co#*ões pá... oh zé, serve lá aí meia bolha fachavor!!

passados 2 meses o sr. continuou a beber, mas só água benta, deitado...

quinta-feira, janeiro 19, 2006

ah pois é...

certo dia solarengo, foi o (grande) autor enfiar-se num dos compartimentos mais fechados de sua casa, para peregrinação diária.
a coisa corria bem, a matéria fluia com abundância, com alguns intervalos para arejar o campo.
entretido numa leitura deveras interessante como é a revista maria, curioso pelas questões suscitadas na zona reservada a cartas dos leitores, deixou-se o (grande) autor levar pelo entusiasmo e prosseguiu a peregrinação como se para compostela se dirigisse.
terminada a etapa diária, lidos os problemas sexuais alheios, decide o (grande) autor fazer-se à estrada.
pronto para limpar o terreno, sacudir as botas e enfiá-las no saco para futuras caminhadas, depara-se com o facto interessante de que não existia nas proximidades, material digno de recolher a relva cortada.
vermelho até ao tutano e já com algumas irritações cutâneas, decide o (grande) autor, em detrimento da opção de saltitar até ao armazém dos corta-relva, gritar pela funcionária caseira de sua modesta casa, em jeito de socorro.
a senhora acedeu ao pedido e, muito corajosamente, devido à proximidade do lixo radioactivo, ou por ter colocado a velhinha mola no nariz, entregou ao necessitado o produto, tendo-o recebido este como se de cerveja se tratasse, em noite de jogo do glorioso.
agradecimentos feitos, afastada a senhora, pôde o (grande) autor proceder à limpeza do local e seguir o seu caminho.
depois de lavadas as mãos, está claro.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

global warNing

rimar não faz sentido, quem o faz está perdido e quem vos avisa é vosso amigo.
não percam tempo nessas andanças, façam outro tipo de poupanças, procurem outras armas, outras lanças.
quem rima é um ser demente, com as rimas não se anda para a frente, procurem outra solução, minha gente.
é um apelo que a todos faço, uma mensagem que a todos passo, fujam, que o tempo para o fazer é escasso.
caramba!! só agora reparei, que nas rimas me afundei, estou tramado...AQUI D' EL REI!!
ai, pobre de mim, que também eu fui agarrado, nesta teia das rimas estou enrolado, não tenho safa, estou condenado!
fujam vocês, caros leitores! fujam ao pior dos temores! continuem a saga e façam-se também (grandes) autores...

terça-feira, janeiro 17, 2006

batalha

há dias, houve uma batalha verbal num aeroporto europeu.
a voltar de uma bela cidade, vinha um casalinho amigo meu.
os dois aprochegam-se do check-in e procedem aos trâmites usuais:
- máximo 20kg de bagagem,
- não se pode fumar no avião,
- se este for a cair, gritar o máximo que se puder até perder os sentidos,
- o truca-truca terá de ser na casa-de-banho, com a tranca na porta e o sinal de "ocupado", para não assustar mentes que voam mais baixo que os 32mil pés de altitude.

até aí tudo bem.
eis-senão-quando-porém, a minha amiga enceta uma bela conversa com o o funcionário da companhia aérea, destacado para a função de "levado da breca":

- olhe, desculpe, nós não queremos estes lugares, não fomos nós que os marcámos.
- olhe, eu também não.
- aahh, pois então, queremos lugares à frente se faz favor.
- minha senhora, à frente vai o piloto. (!!!!!!)
- ah sim? então queremos lugares logo a seguir a esse senhor, o tal piloto.
- a seguir ao piloto é a 1ªclasse.
- então queremos lugares logo a seguir a essa senhora, a 1ªclasse.

o funcionário, mal-disposto por alguma mal-função anal, acedeu à derrota verbal e até admitiu ter tentado acertar alguns golpes abaixo da cintura.
a sorte do chico-esperto foi a de que a vencedora do diálogo estava de férias, bem-disposta e sem a mesma mal-função anal.
não fosse isso e, conhecendo-a como conheço, teria procedido aos trâmites usuais para apresentar queixa do funcionário-palhaço e até tinha perdido o avião só para se certificar que o batatinha assinava ali mesmo o formulário de despedimento com justa causa.

olé.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

cineminha

há uns dias fui ao cinema.
fui à sessão da meia-noite e, berdadeberdadinha, na sala só estava eu e quem comigo ia.
não divulgo a cadeia de cinemas, pois adoro ir ao cinema com pouca gente.
a coisa foi de tal ordem que os comentários foram feitos aos berros e as palavras sonavam no ar como se de bombas se tratassem.
ao fim e ao cabo, pareceu-me estar numa sala de estar gigante, com um ecrã gigante, tudo só para nós.
chato foi não poder ir ali só à cozinha buscar uns aperitivos e uma aguinha das pedras para empurrar...

domingo, janeiro 15, 2006

futebol s.a.

era uma vez um grupo de amigos.
o grupinho costuma jogar o desporto-rei (sem ser a procriação, que ainda não é desporto) aos sábados de manhã.
ora, quem é que se lembra de ir jogar à bola aos sábados de manhã??
é que se está mesmo a ver que ninguém irá aparecer.
zé e tozé, um dia, não podiam ir.
como boas pessoas que são, assim como líderes do grupo, enviaram outros dois em sua representação, amigos estes que não conheciam o resto dos jogadores.
chegádos ao campo à hora marcada, não habituados à não-comparecência da maltosa, esperaram um bom par de quartos de hora.
contando o que se passou aos dois amigos zé e tozé, despertaram nestes uma verdadeira furibundisse.
levados da breca, decidiram zé e tozé impor multas aos jogadores que se atrasassem ou não colocassem mesmo o seu real rabo no quadrado de campo.
na semana seguinte os incautos sujeitos a multas não voltaram a aparecer.
zé e tozé decidiram então formar uma sociedade recreativa.
mas uma cena mesmo a sério, do género de estar registada e com estatutos e actas e reuniões...tendo todos os supostos jogadores assinado a coisa e feito, como tal, um compromisso para com a sociedade.
ao serem perguntados na matéria de "porque raio formaram vocês, zé e tozé, uma merda duma sociedade recreativa??!?", estes contestaram:

- assim podemos processá-los...!!

(isto é verdade, ou incendeie-se já aqui o meu velhinho computador!)

quinta-feira, janeiro 12, 2006

"à noite" ou "ah, noite..."

de noite a vida é diferente.
eu, se pudesse, vivia só de noite.
de noite não há trânsito. de noite há silêncio na rua.

de noite podemos ter medo do escuro, é verdade.
porém, a noite encombre as nossas passadas, os nossos movimentos, as nossas atitudes.
se juntarmos à noite um pouco de álcool, ficamos totalmente camuflados, já que a maior desculpa para quando se mete a pata na poça à noite é a de que "já tinha bebido uns copos".
a noite fascina-me, é algo que existe desde sempre, que nunca poderemos mudar.
e a mim fascinam-me as coisas que os seres humanos não podem alterar.
eu gosto de estar num sítio que está como veio ao mundo.
claro que provavelmente nesse sítio a água para o banho matinal é fria, mas não importa.
a noite existe, não é para nos passar ao lado por estarmos a dormir, mas sim para a vivermos. por isso, adormeço a meio da noite e acordo a meio do dia.
para agradar a gregos e troianos.




esta seria a minha resposta à pergunta "Desenvolva o seguinte tema: a noite no século XXI" do exame da disciplina de Partes do Dia e do Quotidiano I

quarta-feira, janeiro 11, 2006

brisa do mar

nas traseiras do meu prédio há gaivotas.
eu não moro assim muito perto do mar, mas elas devem achar que por aqui se está bem.
eu gosto de estar ao pé da janela, a fingir que estudo e a ouvir o som que elas fazem.
faz-me lembrar a praia, o som das ondas a rebentar, o cheiro a maresia.
como lá fora faz um frio de rachar, cá dentro os aquecimentos estão todos ligados e um gajo quase que consegue andar de tronco nu, como na praia.
bem, tenho é de ter cuidado senão um dia destes dá-me o calor e ainda mando um mergulho pela janela fora para refrescar e bato com a cabeça numa rocha...5 andares mais abaixo.
não tinha piada nenhuma, até porque dentro de casa não ando nem com a bóia à volta da cintura, nem com o pára-quedas às costas.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

cuidado: FRÁGIL

morreu uma amiga minha.
uma amiga que não via com tanta frequência como algumas outras, mas uma grande amiga.
era da minha faculdade e era minha amiga, não conhecida nem colega.
por variadas vezes se provou ser minha amiga, como eu amigo dela.
ela ia para os E.U.A. na 4ª feira, durante o último semestre do curso, acabá-lo em grande.
era um génio.
muitas vezes brincava com ela e dizia-lhe que ia ser presidente da república mais tarde, que tinha de me manter amigo dela, que ia dar jeito.
e ríamos.
ontem sentiu-se mal e, a caminho do hospital, entrou em coma e daí passou para a outra margem.
a última vez que falei com ela foi na 6ª passada, antes de entrar para o meu exame.
ela estava no bar, também ia ter exame, mas daí a meia-hora.
a última coisa que lhe disse foi:
- então já nos vemos, para pormos a conversa em dia. boa sorte!
e virei costas.
voltei atrás meio segundo depois para lhe dizer "ainda bem que não agradeceste, porque agradecer a um desejo de boa sorte dá azar!!"
e rimos.
quando saí do exame, 3 horas de fritanço cerebral, a cabeça prestes a explodir, só via a minha cama à frente, não a procurei para pormos a conversa em dia.
e olha...agora nunca mais a vamos pôr...

beijinhos, marta!

domingo, janeiro 08, 2006

já agora

já leram o jornal hoje?

e ontem?
e amanhã?

sábado, janeiro 07, 2006

ciência e tecnologia

no aeroporto há uns pássaros especializados em afastar outros pássaros.
assim a modos que como os polícias das manifestações dos pássaros.
"tá a circular amigo, não há nada para ver aqui".
e porquê?
porque no chão, junto às pistas dos aeroportos, as minhocas e bichos semelhantes brotam da terra como a merda brota da boca do fernando rocha.
os aviões, ao aterrarem e levantarem voo, causam tal vibração no terreno, que as minhocas parecem estar sob o efeito de vodka-red bull e "amandam-se" cá pra fora como o liedson se "amanda" para o chão nas grandes áreas adversárias.
assim, há pássaros-bófia que afastam as gaivotas, pombos e todo o tipo de ave menor que se alimenta dos drogados invertebrados, para evitar que aqueles, numa descida de olhos postos na minhoca da pista 4 e já a salivar, não sejam sugados para um dos reactores de um 747, provocando um desastre aéreo como jamais visto, desde camarote.
(por exemplo: camarote presidencial)
resta saber se estes bófias alados aproveitam para ficar com os possíveis repastos alheios, aproveitando-se da condição de VIP no espaço do aeroporto.
eu cá aproveitava-me, mas não tenho asas.
nem como minhocas (ainda).

quarta-feira, janeiro 04, 2006

caramba

epá (ou calipo ou supermaxi), o (grande) autor não morreu!
facto é que se encontra em mais uma grande batalha desta guerra que é a dos exames em janeiro.

com a cabeça ainda a latejar de uma passagem de ano calminha, o (grande) autor debate-se agora com outra dor de cabeça que responde pelo nome de "exame de dia 6 - o 1º de seis".

parece um filme de bollywood, mas não, é a mais pura das realidades.
o protagonista é bonito, sim, ou não fosse interpretado pelo (grande) autor.

porém, a beldade da película não será uma scarlett johannson ou uma naomi watts, mas sim uma bela nota de 10 ou mais na pauta.
aguardemos então pelas sequelas, que serão 5.

muita sorte para o (grande) actor/autor que, se munido de verdadeiros talentos representativos como o grande stallone, safar-se-á com distinção...

quinta-feira, dezembro 29, 2005

newsflash

hoje à noite vi uma notícia no telejornal.
o título era:
"o governo espanhol vai acabar com uma das maiores tradições do país"

pensei:
"fixe, acabaram as touradas! vá lá, não são assim tão maus, os nossos irmãos..."

continuei a ver o desenvolvimento da notícia.
era:

"o governo espanhol vai emitir um decreto que porá fim à tradicional siesta"

a partir daí a minha casa passou a ter bolinha no canto superior direito, pois só asneiras me saíram pela boca...

terça-feira, dezembro 27, 2005

do (grande) autor

o cão do joão, um grande caozarrão, chama-se leão.
leão é nome de gato, mas o leão é pacato, é um verdadeiro amigão.
um dia foram à rua, já ia alta a lua, sem nuvens, sem problema.
de repente voa no ar, um aroma um paladar, algo que lhes criou um dilema.
era uma menina maria bem jeitosa, muito alta e formosa, digna de um poemazinho.

o joão olhou para o leão, o leão olhou para o joão, e o joão seguiu o seu caminho.
a menina maria reparou e logo os parou, indangando o porquê da fuga apressada.
o joão olhou para o leão, não respondeu à questão e retomou a caminhada.
"és uma maria vai com as outras, olha que como eu há poucas", ripostou a rapariga.

o joão admitiu o facto, mas confirmou o próprio acto e fez-se à própria vida.
"nunca saberá como seria", pensou para si a maria, afastando-se indignada.
triste passou o serão, pensando no menino joão e esperando a alvorada.
"porque me recusou o menino, se estava ali sozinho, não lhe custava nada tentar..."

o joão foi-se embora, desapareceu naquela hora, pensando em um dia talvez voltar.
agora a rapariga vai para um lado, coração algo apertado e sozinha para outra vida.
o rapaz vai com o leão, pensando na sua acção, e vendo a partida da rapariga...

hi tech!! hi, how are you?

somos acordados por despertadores.
aquecemos o leite do pequeno-almoço no microondas.
vamos para a rua de elevador.
apanhamos o autocarro, o metro ou o carro para ir trabalhar.
atendemos as chamadas no telemóvel.
trabalhamos em computadores.
bebemos café das máquinas.
pagamos o supermercado com o cartão multibanco.
vemos televisão a segurar no comando.
corremos para o telefone de casa.
falamos no messenger.
dormimos a ouvir música na aparelhagem.
sonhamos com o filme que vimos no cinema.

mas nunca havemos de "fazer o amor" com as tomadas!!

uff... (suspiro de alívio com pingo de suor frio a escorrer pelo meio das costas)

domingo, dezembro 25, 2005

no natal ninguém leva a mal

(se o melhor vinho e whisky é o mais antigo, então...)


diz o zézinho para o pai natal:

- pai natal, tu róis as unhas?

- ROU, ROU, ROU...

quinta-feira, dezembro 22, 2005

natal

o natal é quando um homem quiser
foi assim que aprendi
também, nunca tive natais perfeitos
pois nunca tive aquilo que pedi

a minha árvore era um ramo
a minha lareira um fogareiro
as minhas prendas o pão e água na mesa
mas num ano deram-me um mealheiro

"para guardares os teus trocados"
diziam a custo os meus pais
porém, nunca o enchi muito
pois havia coisas mais fulcrais

os medicamentos para a minha irmã
o álcool da minha mãe
os cigarros do meu pai
e para mim, nada...também

assim cresci sem natal feliz
e a ver as outras famílias a sorrir
por isso comigo o natal é quando um homem quiser
e quando a minha carteira o permitir

pensando bem e melhor
o natal existe é no nosso coração
natal não deve existir no nosso bolso
e deve ir desde o avô até ao cão

por isso hoje sorrio
e dou prendas aos meus filhos sempre que posso
porque natal é quando um homem quiser
e o natal cá em casa, é um natal só nosso...




este texto podia ter sido escrito por tanta gente...
e o vosso natal, como é?

quarta-feira, dezembro 21, 2005

a todos os bloguistas e afins

escrevo hoje para reportar que não irei organizar o tão famoso jantar dos bloguistas e que me demito da função de presidente da associação mais famosa do mundo.
a vida não corre de feição, as circunstâncias não são as melhores, como tal, nada mais posso fazer do que enfrentar os factos e sair de cena.
peço muitas desculpas, a todos os que sei que têm de as receber.
delego todas as minhas funções para o MPR, sendo a secretária-geral, eleita por mim mesmo e por unanimidade, a mary mary.
façam vocês o jantar e, parafraseando uma "line" que existe em todos os filmes de guerra do mundo:

"continuem vocês, que eu não consigo..."

assim, continuo a ser um simples bloguista [mas sempre um (grande) autor], trabalhando dia a dia, um pé à frente do outro, para satisfazer os olhos e opiniões alheias.

(we'll always have...the dog farm!)

terça-feira, dezembro 20, 2005

conto popular

diz a cigarra para a formiga, vendo-a encostada a um canto, pensativa:
- então formiga, não vais armazenar alimentos durante o verão para os teres no inverno e passares bem?

responde a formiga:
- não. ouvi agora no telejornal que vem aí uma tempestade tão grande no inverno que me vai estragar tudo o que armazenei. é a vida, são coisas da natureza, não as podemos evitar.
- então e quê? vais morrer de fome e frio no inverno?
- não sei, a ver vamos, como dizia o cego...

segunda-feira, dezembro 19, 2005

suspiro

uma coisa é certa:
nunca ninguém está bem como está.
mas outra coisa também é certa:
quem nada tem, não se pode queixar, mas pela pior razão.

temos de dar valor ao que temos, aproveitar enquanto podemos e deixar o futuro vir ter connosco, em vez de irmos a correr ter com ele.

e afinal de contas, o mundo é minúsculo, se comparado com o universo.

mas verdade é também, que os nossos problemas serão sempre os maiores, quando inseridos dentro de uma coisinha pequenina como é o nosso corpo.
se compararmos o nosso corpo e os nossos problemas com a imensidão do universo e de tantos outros problemas, a moral sobe.

mas a tristeza ninguém no-la tira.

e pe-ron-to.

(quem não sabe rimar fala
quem não sabe nadar afoga-se
quem não sabe cozinhar compra congelados
e quem tem medo de voar...droga-se
ou então...aprende-se de tudo um pouco nesta vida
e consegue-se chegar a um ponto longe do de partida!)

sábado, dezembro 17, 2005

I wonder (olá stevie)

será que irem 5 pessoas no carro, mas estando uma delas grávida, dá direito a coima por violação do artigo do código da estrada que delimita um máximo de 5 pessoas por carro?
e se for um monovolume, mas forem 7 pessoas lá dentro, incluindo uma grávida?
e se for num táxi e forem 4 clientes (estando uma grávida) e o condutor?
e se forem 4 clientes, mas for a condutora a estar grávida?

ora qu'isto tá aqui um berbicacho...
são as chamadas..."contracções da vida".

sexta-feira, dezembro 16, 2005

dubiosidades

há palavras que, pela sua formação e significado, significam significados (passando o pleonasmo elevado ao cubo) distintos.
senão atentem:

"tufone"
- oh maria, passa-me aí o tufone que vou ligar pró zé a pedir mais cervejas.
ou
- bem, isto passou aqui um tufone que arrasou com isto tudo, caraças.

"ds'que"
- bem, diz que ele andava metido com a empregada do pingo doce e que foram apanhados no armazém dos enlatados.
ou
- Disque 123 para ouvir as suas mensagens.

"cardamaço"
- bem, esse livro é cá um cardamaço...
ou
- oh ruben andré, ata-me os cardamaços senão ainda tropeças!

"eclair"
- vê lá se me consegues soltar aqui o fech'eclair da braguilha que tenho de ir mijar.
ou
-hmm...depois desta bela refeição composta por feijoada à transmontana e 2L de vinho da casa, acho que remato com um eclair...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

brilhantismo

se não podemos ganhar o euromilhões, se não nos dão a chave do banco de Portugal, se não há a eureira (árvore do euro)...cheguei à conclusão de que deveríamos ter direito a todo o dinheiro de todas as multas às quais escapamos.
pensem comigo:
a sociedade seria muito mais dinâmica!
haveria um misto de adrenalina por incumprir a lei e perspectiva de ganhar algo com isso.
falo nomeada e unicamente nas contra-ordenações, nas infracções ao código da estrada.
só valia nesse campo.
(imaginem-se de novo no 6º ano: "só vale até à parede e há guarda-redes avançado!")
eu, por exemplo, tinha feito dinheiro suficiente hoje à tarde, em apenas 15minutos e 2km de estrada, para não ter de trabalhar o resto do mês!
eu tenho um sonho...o de ser remunerado por cada multa à qual escapo.
assim, a polícia seria mais eficaz e o automobilista, se um mariquinhas-pé-de-salsa, cumpriria.
se um verdadeiro rei da estrada, infrigiria e teria a possibilidade de embolsar (ou desembolsar) algum.
uma questão a pensar...

quarta-feira, dezembro 14, 2005

ode (iabo)

no verão inflama-se o terreno
deste nosso Portugal
para no inverno as cheias
virem lavar o mesmo quintal

muitos dizem que fazem
outros muito que noticiam
mas que alguém tomasse mesmo medidas
era o que ainda outros queriam

os candidatos gladiam-se
mesmo debaixo dos nossos narizes
os jornalistas salivam-se
enquanto nós criamos raízes

ofuscados por luzes fortes
sem capacidade para protestar
lá vão os cordeirinhos
para o mato a pastar

venha a água venha o fogo
venham as relações internacionais
venham os casos de polícia
venham mais audiências e jornais

que o povo está cá para os receber
e nunca compreender o que andam a fazer de nós
e não ver o que vão fazer aos nossos netos
e esquecer o que fizeram aos nossos avós


terça-feira, dezembro 13, 2005

ele há dias

ele há dias em que não há vontade nem motivação para escrever.
nem aqui, nem onde quer que seja.
bem, se for para assinar o recibo do prémio máximo do euromilhões, talvez se pense no caso.
mas hoje, é um desses dias em que apenas o materialismo me abana.
talvez esteja gordo, talvez esteja com os pés enterrados até às canelas num bloco de cimento já seco.
enfim, não tenho vontade de escrever.
como tal, se vocês estiverem a ler algo nestas linhas, ui...é melhor darem um pulinho ao sr. doutor e dizerem "tguinta e tguês" de língua de fora.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

desata-me este nó

(esta é mais uma verídica)
o jovem mário, atrasado para o casamento e de braço ao peito, não tinha como fazer o nó da gravata.
chegado a casa dos amigos, depois de ter vindo a guiar, a fumar um cigarro e a falar ao telemóvel, tudo ao mesmo tempo, só com um braço, pensou estar nos braços alheios, a solução para o seu nó cego.
mas não, pois pobres colegas, atrasados também para o evento, não sabiam os próprios como descalçar essa bota.
o jovem mário volta então para a rua, esperando os amigos e buscando um par de mãos habilidosas.
corre para junto de um senhor e pede-lhe a gentileza, ostentando o braço engessado, de lhe fazer o nó da gravata.
ao que o transeunte responde:
- oh amigo, já não tenho mãozinhas para isso.
julgando o jovem mário que o senhor padecia de parkinson ou algo do género, sente o próprio queixo a roçar o chão quando repara que o senhor...
não tem um braço!!

quinta-feira, dezembro 08, 2005

SLB

ontem fui lá. onde? lá.
e fui para o meio da claque do meu clube, os no name boys.
já algumas vezes tinha ido e, a meu ver, é ali que se sente bem o jogo.
atrás de uma baliza, é certo, mas ali vê-se mais do que o beto a marcar o 2-1, vê-se a alegria que não se vê noutros locais, embora possa estar presente.
onde mais poderei abraçar-me a quem me aparecer à frente, onde mais poderei gritar a plenos pulmões que "é falta chiça penico chapéu de côco!!", onde mais poderei saltar e bater palmas e cantar com mais milhares de gargantas?
e digo-vos, ontem parei para ouvir o uníssono e até smarrepiaram os pêlos da nuca.
pois é, há muitas ganzas ali e está quase tudo sempre com um grãozinho na asa.
mas quantos pais de família não estão iguais, mas no sofá de casa, enquanto a maria vai buscar a cerveja e prepara a sand'coirato?
quantos de vós não berram sozinhos no carro com a pobre estereofonia?
quantos de vós nunca desejou atirar o telemóvel à televisão, tal o calhau que tinham na asa?
pois é, meus caros, ali, apenas se verbalizam e exteriorizam todos os sentimentos, maus ou bons. e ali não se assobiam os jogadores da própria equipa por ninharias, como nos lugares mais caros do estádio.
ali grita-se e perde-se a voz por causa de uma coisa que não está ligada à pessoa, mas a que a pessoa está ligada.
e quando o luisão, o anderson e o koeman vêm dizer que adoraram o apoio dos adeptos e que foi fundamental, ninguém se lembra que os cânticos de "slb, slb, slb, glorioso slb" começam nos tristes que só sabem é arranjar confusão e drogar-se, esses vândalos.
claro que também os há, mas nunca vi uma bolacha ou duas fazerem um bolo inteiro.
vão para o meio de uma claque e percebam do que falo.
eu já fui, por isso já posso falar.

ps - granda benfica...e como ontem ouvi, num berro atrás de mim:
"vamos cantar juntos, até à vitória!!"

quarta-feira, dezembro 07, 2005

muito riso, pouco siso

há uns anos fui ao dentista.
só agora conto isto, porque só ontem, enquanto estava na casa-de-banho a ler o 24horas, me apercebi de que já me passou o trauma.
(ah, e já fui ao dentista depois disso.depois do trauma, não depois da casa-de-banho).
bem, às 14h30 de um dia qualquer arranquei os dois dentes do siso, do lado direito.
estava de saída do consultório, já me estavam a começar a doer as moelas.
a anestesia parecia o ben johnson, tal a velocidade a que passou pela minha boca e se marchou.
em casa, depois de alguns analgésicos, continuavam as dores. a dada altura aquilo voltou a sangrar.
os pontos dados na minha bocarra tinham aberto.
boa.
o médico tinha dito que, se tal sucedesse, eu deveria engolir o sangue, em vez de o cuspir, porque o movimento de cuspir ajudava a abrir mais as feridas.
às 03h da madrugada entro em santa maria, zona de urgências, ligeiramente mal-disposto e com a boca patrocinada pela ferrari e pelo GLORIOSO.
entro na sala de espera, com a maior das convicções de que me encontrava bem mal.
nisto, chega uma senhora, vítima de acidente de viação, com uma fractura exposta na perna direita.
aí, pensei em sair de fininho e parar com as mariquices.
a senhora aguarda, como todos nós, porque as filas existem para alguma coisa.(coitada)
a senhora, a dada altura, começa a berrar como dali para o saldanha.
tinha uma câibra na perna esquerda.
os paramédicos vão lá, esticam a perna, normal.
passados outros 10min, a sirene ouve-se de novo.
agora era uma câibra, mas na perna direita.
como se estica uma perna com fractura exposta?
pois, compram-se uns tampões para os ouvidos.
com este cenário, já eu estava ainda mais mal-disposto.
cand bai peu seratendido, sinto-me como às 8h da manhã depois de 7 gin tónicos no lux...
"não tem aí um saquinho de plástico?" digo para a enfermeira.
a senhora entrega-me um daqueles sacos de 30 litros, transparente!!
eu começo a vomitar, mas nada mais nada menos do que todo o sangue engolido desde as 16h da tarde...
caso para dizer que a senhora da fractura exposta, ao ver o cenário, levantou-se e foi-se embora ao pé-cochicho e a chamar pela mãe.
fui então ser atendido.
chorei de dor (e já era um homenzinho, hein!!), mas as compressas na minha boca estancaram-me a hemorragia, não me deixavam gritar e quase não me deixavam respirar (ainda bem que tinha o nariz desentupido).
a última coisa de que me lembro foi a de levar uma injecção para as dores na minha firme nádega (dada por um enfermeiro preto), apertar as calças e começar a ver cavalinhos brancos a voar na minha direcção.
quando acordei, de manhã, só me doía a boca, não o rabo, por isso acho que correu tudo bem.
hoje em dia ando a ganhar coragem para arrancar os outros dois...

segunda-feira, dezembro 05, 2005

easy jet

numa altura em que muitos dos bloguistas comentam os debates e feitos pré-presidenciais, o (grande) autor passa aqui a comentar um outro debate, desta feita entre o próprio e a impressora do seu local de trabalho em part-time.
longe dos assentos almofadados e dos copos de água servidos pelas estações de televisão, enfiado num ambiente propício à criação de bactérias e germes, tal é o calor que paira no ar, o (grande) autor, de ora em diante "je", atravessou uma crise tecnológica digna de proporções catastróficas.
incumbido de tarefa menor, muito desaproveitadas as suas capacidades em qualquer área, "je" tinha de imprimir uma simples carta, previamente redigida, brilhantemente, se mo permitem, pelo mesmo.
a tarefa de escrita foi passada com distinção, a de formatação de texto, com louvor, mas foi na parte de impressão que "je", dependente de trabalho alheio (leia-se, da pu#a da impressora) se viu colocado em situação semelhante à de guarda-redes do marítimo frente a mantorras, ou seja, atascado.
dada a ordem de impressão, refastelado e deveras orgulhoso do seu trabalho, "je" inclinou-se na cadeira de pau para logo em seguida saltar dela.
as costas da sujeita estavam soltas e "je" ia caindo para trás.
enquanto colocava as traseiras do assento da morte no sítio, começou a ouvir um estranho gargarejar vindo da impressora (de ora em diante "PDI - PU#A DA IMPRESSORA").
convencido de que um mero encravar de folhas se tratava, "je" abriu a PDI, buscando a causadora de tal ruído.
é aí que, justamente quando "je" coloca a linha de visão em alinhamento com a ranhura de saída do papel, a PDI começa a despejar folhas para o seu exterior, qual galinha dos ovos de ouro com excesso de carga e à pressão.
imprime folhas atrás de folhas, com caracteres nunca antes vislumbrados por "je", levando-o a pensar que seriam insultos destinados à sua tão digna pessoa.
o nosso herói vê-se assim obrigado a desligar a PDI e tentar novamente, depois de contar até 100, respirar fundo e apanhar as 34 folhas do chão.
nova tentativa então.
a PDI começa a imprimir normalmente, "je" suspira de alívio e dirige-se com a mais recente impressão ao gabinete do seu patrão quando, nas suas costas, se começa a ouvir a galinha a ter outro ataque de diarreia de papel.
"je" corre e aplica um golpe visto demasiadas vezes no wrestling, deixando a PDI absolutamente KO e desprovida de luz ou som.
rindo ainda de satisfação, olhando para o adversário derrotado, pontapeando ainda o cadáver cinzento, "je" é porém surpreendido pelo patrão, que indaga (convenhamos que com alguma razão) o porquê de estar uma parte da impressora no chão, folhas por todo o lado e o cotovelo de "je" a sangrar...
como a PDI se remeteu ao silêncio, quem sabe se para sempre, terá "je" de contar com o primeiro ordenado para pagar as despesas de hospital da PDI ou arranjar uma nova dor de cabeça que cumpra a função da quase-defunta.

sapiência

do (grande) autor esta ausência
que na comunidade blog causou turbulência
foi considerada até uma indecência
por causar na própria obra má aparência
e denotar até algo de imprudência

mas não entrais vós em demência
pois está de volta a hortênsia
bem mais regada e sem qualquer renitência
para colmatar essa vossa carência
e parar com a maledicência

queira por favor vossa excelência
não considerar este escrito impertinência
apenas transmito que não foi decretada falência
e que com toda a minha ciência
volto para deixar reminiscência

o (grande) autor
(em lisboa, não em valencia)

quarta-feira, novembro 30, 2005

preocupação

oh pá, acabei de me aperceber de que, ao não re-enviar os 32 e-mails que me mandaram hoje, que terminavam com ameaças de atropelamento, fungos nas orelhas, pénis de negros no rabo, calvice, desamor, inimizades....talvez morra derivado a isto, hoje ou um dia destes que se avizinham.
quanto tempo aguentarei com algo de 30cm no recto, sem receber amor, sem amigos, sem cabelo, com as orelhas a cair e debaixo de um autocarro?
e quanto tempo aguentarei sem utilizar a expressão "derivado a" numa frase?
derivado a (merda!!) ter sempre um olho no burro e outro no cigano, aqui fica um abraço terno a todos vós.

terça-feira, novembro 29, 2005

finanças

é óbvio que, numa ida a uma repartição de finanças, ou serviço público do género, já se tem de ir preparado.
falo de um pequeno lanche, uma merendinha, uma garrafinha de água, um leque, uma revistinha, ou até mesmo um amigo.
mas, chegádos ao acampamento, vocês têm de ter a noção no que se estão a meter e prestar atenção a todos os sinais possíveis.
tira-se a senha.
olha-se para o número. é o 97.
olha-se para o painel dos números. vai no 32.
parece simples, mas não o é.
porque vocês têm de reparar bem em que balcão irão aterrar.
se o balcão onde atendem a senha da mesma cor da vossa for simplesmente um balcão, onde as pessoas são atendidas de pé, menos mal.
mas agora se o balcão onde irão ser atendidos tiver uma cadeirinha em frente, para o utente se sentar enquanto espera pelo serviço...
ui, aí então, meus amigos, meteram-se num belo sarilho.
não há volta a dar, irão demorar muito, mas muito mais tempo do que aquelas 3 horas que ambicionavam.
porque todos os serviços públicos se regem pelos idosos.
as instalações são pensadas para os idosos.
e todos sabemos que o estado acredita na capacidade de espera dos idosos.
agora, se até o próprio estado acha que o serviço irá demorar tanto tempo que os idosos talvez precisem duma cadeirinha enquanto são atendidos...
então podem ir para ao pé do segurança fazer conversa sobre a última jornada, porque o caso está mesmo mal parado.
e em segunda fila!!

segunda-feira, novembro 28, 2005

circos há muitos

o circo sempre me deprimiu.
mas posso dizer-vos que há 3 tipos de circos:

1- o circo megalómano, internacional, que tem tendas gigantes, são montados em estádios de futebol, têm mais funcionários que a EMEL, os animais vêm de todas as partes do mundo e mordem, picam, voam, falam e fazem bifes com ovo a cavalo.

2- o circo normal, aquele de praça de touros, com funcionários que fumam enquanto pegam nos litros de gasolina para molhar os anéis, futuramente de fogo, por onde vão saltar os tigres.

3- e o circo mínimo, o de aldeia.
em que há só 3 animais, um elefante, um papagaio e um macaco.
em que o homem das pipocas é visto a seguir ao intervalo a 25 metros do chão, no trapézio, agarrando à senhora que vende os bilhetes.
o apresentador é o mesmo que segura a trela do elefante, enquanto o varredor da pista mete a cabeça debaixo da pata do jumbo.
a meio do espectáculo, a senhora barbuda, que faz as farturas, descuida-se e deixa escapar o macaco, absolutamente necessário para o número final, acabando por pôr meia plateia (6 pessoas) à procura do símio, enquanto o papagaio grita asneiras-de-balcão-de-taberna.
encontrado o bicho, está tudo a postos para o gran finale, em que o macaquito escolhe uma pessoa do público para lhe colocar uma maçã em cima da cabeça e seguidamente disparar uma flecha, qual guilherme tell, fazendo um novo piercing ao voluntário.

o circo megalómano tem cada vez mais sucesso e rouba público ao circo normal, que da praça de touros passa ao parque de estacionamento de sete rios, mas mantém a sua actividade.
porém, o circo mínimo fecha as portas, pois não há verba para pagar o tratamento do espectador, nem para levar o macaco ao oftalmologista...

sábado, novembro 26, 2005

bravo!

(esta história é verídica)
imaginem um actor português já de provecta idade.
esse actor vai à broadway, em nova iorque, ver um espectáculo.
senta-se numa plateia de um teatro situado na rua-mãe-pai-avô-avó-piriquito de todos os artistas.
o sonho máximo de qualquer actor mundial e de marte é o de representar naqueles palcos.
no intervalo das peças, é tradição que os espectadores subam ao palco, para dar uma espreitadela.
o nosso amigo actor subiu, mas, enquanto se maravilhava com o local, teve um ataque cardíaco, em pleno palco!!
cai no chão, entram os paramédicos e tudo pára, na expectativa dúbia.
o público, enquanto os paramédicos o tentavam manter por cá, começou a bater palmas e a gritar, incentivando o nosso actor, aplaudindo de pé.
o nosso actor ficou-se, passou para o outro lado da cortina.
mas agora vejam lá bem...
que morte perfeita, a de um actor que nunca conseguiu chegar aos palcos da broadway, mas que morre num deles, perante um público que o aplaude de pé...

sexta-feira, novembro 25, 2005

três concertos e um funeral

ontem fui ao primeiro desejo dos xutos.
quer dizer, o desejo deles era que a casa estivesse cheia.
mas não estava, o que também não é nada mau, pois permite a livre circulação de pessoas na plateia, assim como a de capitais, no mercado mundial.
estiveram iguais a si próprios.
o zé pedro, com as suas performances de ave com o cio, pavoneando-se em frente das meninas da primeira fila, em poses para as máquinas, dedos pelo corpo, língua lascivamente de fora.
o kalú em grande. os calções habituais, a barba por fazer, a cruz a pender do brinco da orelha esquerda, os "1,2,3,4" do início das músicas.
o tim está, penso eu, neste momento, a soro. o senhor enganou-se nas letras, nas melodias e ria-se para os técnicos de som, aquando de um ou outro feedbackzitos.
o zé pedro já não bebe, o tim bebe a parte dele.
o joão cabeleira é mágico. os cigarros brotam da boca dele. eu acho que nunca alguém o viu a acender um cigarro. é um mito. porque sempre que se olha para ele, lá está, concentrado no solo, cigarro na boca, olhos semi-cerrados.
apesar de esta crítica, fiquem cientes que adoro xutos.
hoje à noite lá estarei para o 2º desejo e amanhã para o 3º.
mas, pelo andar da carruagem, tenho é medo que estes 3 concertos sejam uma carta de despedida para o público, porque pelo estado deles ontem, não sei se aguentam 3 dias disto...
não desfazendo, claro.

quinta-feira, novembro 24, 2005

jantar dos blogs

caros colegas bloguistas, membros ou não da melhor associação do mundo, a AJBNTMNFETO (vulga e curta, a dos bloguistas).
por diversas pessoas se terem cortado (umas literal, outras metaforicamente) ao jantar de dia 26 e também por causa disto, o jantar terá de ser adiado.
eu proponho a data de dias 7 ou 10 de dezembro, visto que no próximo fim-de-semana nem eu nem a cuca cá estaremos (bem como muitos de vocês, suponho, seus violentadores de pontes e feriados!!), e jantar sem presidente é o mesmo que jantar sem braço direito, não dá para se comer só com o garfo não é??
enfim, peço desculpas pelo atraso da comunicação, mas quanto mais as coisas custam, melhor sabem, não é?

ps- o restaurante já está escolhido, é do bom, do melhor...e em conta!!
depois colocarei aqui um mapita todo do futuro...

terça-feira, novembro 22, 2005

cobardia

esta é parte da letra de "violencia machista", de ska-p, uma música que fala sobre a violência doméstica

"Al día siguiente la audiencia subió en todos los reality shows
Víctima de una terrible agresión su larga agonía acabó
Mientras la ley no te quiera escuchar y siga dormido ese juez
Mientras el mundo no quiera cambiar, autodefensa mujer! (autodefensa mujer!) "

tradução

"no dia seguinte as audiências subiram, em todos os reality shows
vítima de uma terrível agressão, a sua longa agonia acabou
enquanto a lei não te quiser ouvir, enquanto esse juiz continuar a dormir
enquanto o mundo não quiser mudar, auto-defesa mulher! (auto-defesa mulher!)"

segunda-feira, novembro 21, 2005

granadinhas

eu vou às aulas.
como eu, outras pessoas também vão.
até aí normal, certo?
mas não, porque vocês não têm na vossa turma, uma pessoa como a que existe na minha turma.
nas aulas teóricas, consegue fazer perguntas até sobre a merda que o professor tem agarrada à sola dos sapatos:
- oh professor, mas isso é lama ou merda de cão?

a sério, se o professor faz uma cara mais estranha:
- oh professor, desculpe, mas está com gases? é que eu também estou e percebo-o muito bem, se quiser, tenho aqui uns comprimidos que me deu a minha tia, que é farmacêutica...

é bastante irritante, alguém que quer por força fazer-se notar...
- assim, 2+3=5, percebem, não é difícil, pois não?
- ó professor, desculpe, mas tenho aqui uma dúvida:
eu li no livro do professor, que comprei mesmo antes das aulas começarem, aliás, comecei a lê-lo nas férias do verão, que o professor pensa que, e muito bem, na minha modesta opinião, 2+3=5. agora eu pergunto, se me permite esta intervenção...
- exponha lá a sua dúvida por favor...
- pois, é assim, no seu livro, que, se me permite, está brilhantemente impresso, o professor diz então que 2+3=5. eu penso que, bem sei que sou uma modesta aluna, mas tendo assistido a TODAS as suas aulas...
- diga lá o que é, PORRA!!!
- ai, desculpe, então, o professor diz que 2+3=5. eu só queria perguntar se 3+2=5 também...
- caros alunos, que não esta besta, alguém tem uma granada, se faz favor?

sexta-feira, novembro 18, 2005

eu sei

eu sei que eu sou eu.
eu sei que tu és tu.
eu sei que nós somos nós.
eu sei que eles são eles.
eu sei que se eu for tu, tu és eu.
eu sei que se tu fores eu, eu sou tu.
eu sei que nós não somos eles e eles nunca serão nós.
eu sei que se eu for como eles, nunca serei como tu.
eu sei que se tu fores como eles, tu nunca serás como eu.
será que nós vamos ser como nós, ou seremos nós como eles?
eu sei que não se deve pôr a carroça à frente dos bois, mas às vezes sou um grande burro.
será um burro como um boi??

quinta-feira, novembro 17, 2005

aulinhas

incomodado por um som deveras perturbador, o meu sono de beleza decide vir dar uma volta à terra, para se aperceber e passar a mensagem ao meu corpo, de que estava ligeiramente atrasado para a escolinha.
banho, vestir e cereais, passaram assim a ser uma só acção.
imbuído pelo meu sentido apurado de condutor e ainda por cima tuga, saio de casa na mecha, já a ver a aula das 8h30m a começar às 09h só para mim.
morando em zona crítica para condução regular e respeitadora de regras, opto pela chamada selvajaria automobilística.
vai de ultrapassar em contra-mão, passar um vermelhito já assente há 3 segundos e de entrar na passadeira com 12 peões a atravessar.
gincana da estrada, piso seco, pneus slick, consigo alcançar a rotunda mais próxima do meu pousio.
mais um vermelhito, desta feita já encarnado e siga a ultrapassar pela direita.
o som de um apito não me incomoda, apenas me leva a pensar que há gente mesmo fanática da bola, ao ponto de irem apitar para a rua.
ou isso, ou a fáfá de belém anda a dar espectáculos nos semáforos.
chego ao parque da minha universidade, já o suor misturado com o cabelo ainda molhado do banho me escorria pela face, passo o cartão na ranhura, entro com bravura.
estaciono o carro fazendo a manobra quase em duas rodas, para passar por cima de um jovem que se tinha baixado para apanhar a caneta, no lugar ao lado do meu.
francamente, há malucos para tudo.
no bar peço o café, na corrida o bebo, galgando as escadas qual gazela a correr pela savana.
entro na sala esbaforido, cabelo de caracóis passado a escorrido, para olhar em volta e estar vazia.
olho para o horário, a sala era a correcta.
olho para o horário, a disciplina também.
passa um colega por mim e diz-me:
- ó (grande) autor, não sabias que a professora não vinha? pois, eu também não, podíamos ter ficado a dormir...

quarta-feira, novembro 16, 2005

inquéritos

como jovem estudante que sou, não tenho muito dinheiro na minha conta bancária.
para colmatar estas pequenas falhas da vida, decidi ir contribuir para a sociedade, fazendo inquéritos para um centro de sondagens, para depois vocês gramarem com as estatísticas na têbê.
ora, ontem foi mais um dia de intensa actividade telefónica e inquiridora, sendo que o momento alto das 3 horas em que estive a estupidificar com um telefone na mão e a ler perguntas num computador sucedeu da seguinte forma:

o (grande) autor pergunta:
- boa noite, estou a ligar do centro de sondagens, blablabla, posso fazer-lhe 39 perguntas e levá-lo à loucura? olh' qué grátis, amigo...

de lá me respondem em tom jovial, a roçar mesmo os 5 aninhos de idade:
- é a filha!!!

qual génio dos questionário, começo a coçar a cabeça e contesto:
- a filha? filha de quem?

esperando eu uma asneira, dizem-me:
- a filha do nelo!!

vai daí, lançado para falar com o nelo e fazê-lo cortar os pulsos antes de eu terminar o meu rol de tiros à queima-roupa, indago:
- então e o nelo, está? posso falar com ele?

eis que me espetam a faca nas costas:
- não, o nelo foi montar a barraca!!

i rest my case, no further questions...

terça-feira, novembro 15, 2005

me, myself and my tuga

ser tuga é:

- estacionar o carro em espinha em lugares paralelos, subindo o passeio, para não ter de pagar parquímetro

- lançar-se para cima das passadeiras, para atravessar, mesmo que lá venha um camião TIR a 110km/h

- mudar de faixa quando a sua está lenta e praguejar aos altos berros porque a que para onde mudou passou a ser a mais lenta

- "dar o golpe" no início de qualquer tipo de fila, seja de carros, cinema ou sopa dos pobres

- pôr o braço de fora do carro com a mão aberta, achar que esse movimento obriga os outros a cederem-lhe a passagem e mudar de faixa sem ver se vem lá o camião TIR a 110km/h

- bater com a chave de casa na porta do elevador, quando este está ocupado há mais de 20 segundos, para quem o estiver a utilizar ouvir e despachar-se, que um gajo não tem a vida toda

- acelerar a fundo quando o sinal cai para amarelo e passá-lo, independentemente de estar ainda a 150m dos semáforos e das velhotas que já vão a meio da passadeira

- ir passear o cão, vê-lo a fazer a necessidade sólida e pontapear a mesma para debaixo de um carro, indo em seguida procurar um pauzinho para tirar a merda da borda da sola

- lançar pragas aos emigrantes de leste, mas aplaudir quando estes violentam as máquinas dos parquímetros da CHULEL

- fingir estar a dormir assim que vê uma júnior de 104 anos a entrar numa carruagem de metro em que não há lugares vagos, para não ter de ceder o seu

segunda-feira, novembro 14, 2005

E.R.

há um amigo dos meus pais, o alberto, que é médico e que já salvou a vida à minha mãe por duas vezes, através dos seus diagnósticos incríveis.
leiam bem agora esta história, que é verídica e relata mais um diagnóstico, passo a expressão, do car@*ho...
estava o alberto numa noite de banco no hospital, quando entra nas urgências um punk de 20 e poucos anos, acompanhado pela mãe.
vinha com sintomas característicos de overdose.
os primeiros médicos que o assistiram, vistos os sintomas evidentes de overdose, perguntaram à mãe do rapaz que tipo de drogas tomava ele.
a mãe dizia que o rapaz não se drogava, jurava-o a pés juntos.
os médicos não acreditaram e não fizeram mais exames, dizendo à mãe do punk que ele morreria dentro de poucos minutos se ela não dissesse que drogas tomava o filho, pois não sabiam que medicamento administrar.
a mãe insistia, desesperada, que o filho não se drogava.
chega o alberto às urgências e vai falar com a mãe, explicando-lhe pela última vez que se ela não os ajudar, o filho morre.
ela mais uma vez nega a toxicodependência do miúdo.
então aí o alberto, assumindo que uma mãe que está a ver o seu filho morrer conta tudo o que for preciso para o salvar, vai à procura de outras causas que não o excesso de droga, para ele estar naquele estado.
chega-se ao pé do rapaz e repara que este tem calçadas uma botas doc.martens, típica indumentária punk.
pergunta então ao rapaz onde tinha comprado as botas e de cor eram originalmente.
o rapaz responde a custo que as comprou na feira da ladra e que eram pretas.
visto que as botas naquele momento eram roxas, o alberto perguntou como tinha o rapaz pintado as botas.
o rapaz responde que as pintou com um spray de grafitti.
o alberto decide então tirar-lhe as botas e constata que o rapaz não tinha meias.
ou seja, com o calor e suor, a tinta e seus químicos letais estavam a diluir e a entrar pela pele do rapaz, intoxicando-o...
o alberto tirou-lhe as botas, deu-lhe um antídoto para esse tipo de químicos e passadas duas horas o rapaz estava em casa, óptimo, a jantar com a mãe.

passando o plágio, "e esta hein?!?"

domingo, novembro 13, 2005

telejornal

perguntava o esperto do pivôt do telejornal da noite da sic, a um psicólogo, a seguinte questão, relativamente ao caso "joana":

- dr. não-sei-quê, o doutor nunca teve contacto com os arguidos, mas acha que, pelas imagens que viu na TV, que realmente foram poucas, os arguidos têm perfil de assassinos?

eu cá, se me apelidasse não-sei-quê, respondia:

- ó sr. esperto, é claro que acho! aliás, ainda no outro dia vi uma imagem da mãe da joana e disse para comigo, "dr. não-sei-quê, não haja dúvidas!! ela é culpada!!".
e acrescento ainda que, também por essa imagem, acho que ela já estava a congeminar aquele crime há uns tempos!
para ser mais preciso, faz dois anos desta quarta a 8 dias que ela andava a pensar naquilo!!

o único programa que eu via religiosamente era o telejornal.
aliás, adoro jantar a ver o telejornal das 20h.
pois agora acho que vou passar a jantar mais tarde e ver o "friends" às 20h30 na rtp2...

sábado, novembro 12, 2005

fisioterapia

aqui o (grande) autor, é também um (grande) snowboarder.
e como todos os grandes desportistas se lesionam de quando em quando, o gajo também se lesionou.
no ano do fim do mundo, o ano 2000, nos alpes franceses (que fino), o (grande) autor caiu a fazer snowboard.
neste episódio, foi dar directamente com o cóccix numa grande placa de gelo que, para sorte dos sintomas hipotérmicos, não era fino, mas que, para azar do cóccix, era bem duro.
resultado, passados 5 anos de massacre ósseo sem dor, a coisa começou a incomodar o sistema nervoso de quem vos escreve.
para curar esta merda fui parar a uma clínica, para fazer ultrassons, lasers e pomadinhas.
ora, chego à marquesa que me foi destinada, mandam-me despir.
dispo-me todo. nuinho da silva.
depois de provocar uma reacção de espanto, dado o tamanho do meu pénis (deixo à vossa imaginação se por defeito ou por excesso), a enfermeira explicou-me que era para me despir só da cintura para cima.
"dass...", pensei, enquanto pegava nos boxers da loja dos 300.
lá fiquei preparado na marquesa, barriga para baixo, tronco nú e calças ligeiramente rebaixadas (assim tipo tuNNing-fiat-punto-amarelo) de forma a que o rêgo aparecesse em todo o seu esplendor.
depois da pomadinha, do laser e coisital, chegou a hora da corrente eléctrica durante 15min.
tinha de ficar quieto, rêgo à mostra, com as descargas de corrente vindas dos aplicadores, a circular com via verde durante os 15min.
ora, não tendo levado a reader's digest para ler, sem café no bucho e depois de uma noite agitada, é óbvio que adormeci na marquesa.
para ser acordado pela enfermeira, 10min depois de terminado o tratamento, com o rabo gelado e a marquesa a escorrer baba.
enfim, lá vesti a t-shirt, camisola e casaco, retirando-me ao som de desculpas à enfermeira pela babalização do local.
terça-feira há mais. a ver é se tomo umas injecções de adrenalina antes...

sexta-feira, novembro 11, 2005

bla bla bla

ontem, em deslocação ao bairro alto, aproveitei para disfrutar de mais umas horas em convívio com os amigos.
de bar em bar, cerveja em cerveja, lá fomos jogando o jogo do desvia-com-licença-olha-a-minha-cerveja-que-se-cair-pagas-me-outra.
e disto tenho uma conclusão a tirar. o bairro alto tem cada vez mais "meninos".
e o que são os "meninos"?
são uma das espécies que invadiu locais míticos de lisboa, como o bairro em questão, já tendo passado por zonas como santos, docas, cascais, guincho e afins.
usam a melhor roupa, têm o cenário mais fixe, são mesmo os maiores e têm mais amigos que o papa, pois falam a tanta gente como o líder que publicita o tide, com a sua roupa branca.
mas agora, nomeadamente no bairro alto, e nomeadamente os "meninos", adoptaram uma nova estratégia de propagação, que lhes permite, tanto agrupar-se, como ocupar a maior superfície possível, que é a de se empilharem uns nos outros.
é verdade amigos, agora saltam para as cavalitas uns dos outros e, qual pirâmide egípcia, passeiam-se pelas estreitas ruas.
"oh bernardo, traga-me aí mais uma pra eu não ter de descer pra baixo daqui dos ombros do salvador"
eu, perplexo, assistia impávido e sereno a este fenómeno.
curioso, diria.
resignado com a superioridade evidente da espécie, eu e o meu grupinho dirigi-mo-nos a ruas mais "para cima", evitando os comboios verticais, mas tendo a oportunidade de conviver com mais elementos de 2ª geração das ex-colónias.
não confundir com os telemóveis, que esses já são de 3ª geração.
hoje fui às aulas, mas só à das 10h, porque se fosse à das 8h30 corria o risco de morrer.
e muito provavelmente atropelado por mim próprio...

quarta-feira, novembro 09, 2005

malucos da chalaça

eu achei muita graça.
a quem contei respondeu-me que já tinha barbas.
eu resolvo aqui arranjar-lhe uma lâmina, dar-lhe uma achega e ver se a coisa pega:

um senhor que bebe muito álcool chega à tasca e remata:
- oh zé, um pénalti fachavor!

o zé prontamente lhe serve o pontapé da marca de grande penalidade.

o senhor que bebe muito álcool vira o castigo máximo em 2,3seg e diz:
- oh zé, o guarda-redes mexeu-se... serve aí outro!

terça-feira, novembro 08, 2005

baratas

um dia, enquanto estava um ano em espanha, um amigo meu espanhol ensinou-me (com demontração) algo de muito útil, que vos passo agora, útil e altruisticamente, a transmitir.
quando se depararem com uma baratinha em vossa casa, em vez de a esmigalharem com a pantufa, ouvindo aquele som asqueroso e ficando com a sola cheia de entranhas agradáveis à vista, façam da seguinte forma:
- com uma mão, peguem num isqueiro
- com a outra, peguem numa lata de laca ou desodorizante de spray, algo que seja inflamável (não recomendo gasolina, mas vocês é que sabem)
- apontem a lata na direcção do bichinho, aproximadamente a 45cm do mesmo
- em frente da lata, a cerca de 18cm, coloquem o isqueiro, previamente aceso
- aí, desfiram um valente jacto de fogo contra a pobre alma, durante uns bons 6 segundos até ouvirem o inconfundível crepitar (reconhecê-lo-ão, descansem)
- peguem no torresmo com um pouco de papel higiénico e mandem-no para o lixo
(ou ponham-no no meio das febras e entremeada grelhadas e sirvam-no ao vosso amigo que se esqueceu dos óculos)

assim, não sujam nada e o ser morre instantaneamente, sem perceber o que o atingiu, sofrendo menos.

ps- eu sou contra a morte de qualquer animal através de meios humanos, mas o que tem de ser tem de ser e o que tem de ser tem muita força...ou queima, neste caso.

ps2- este procedimento não é aconselhável em superfícies como carpetes, tapetes, alcatifas e afins, por isso, tentem dirigir o bicho para uma zona que não vos leve a queimar metade da casa.

segunda-feira, novembro 07, 2005

3, 2, 1....FIGHT !!

aconteceu-me, há uns minutos, um dos momentos mais dementes da minha vida.
como não poderia deixar de ser, compartilhei-o com o barbudo.
estávamos os dois a falar pelo messenger (essa maravilha da informática) quando nos deparamos com um tema que nos dividia opinativamente.
eu ameacei ficar sentido com ele e ele, não fosse ele quem é (é ele, está claro.ele.), começa a insultar-me.
eu não me fico atrás e retribuo na mesma moeda, como ser humano que sou.
começamos então a chegar a um estado que roçaria o confronto físico, não estivéssemos nós apartados por uma distância cibernáutica.
sugere ele então, como pacifista que é, uma luta à moda antiga, mano a mano, via teclado.
começa então, ao velho estilo street fighter:

ele: agora estou a empurrar-te e chamo-te ******
eu: empurro-te de volta e mando-te um soco, enquanto te chamo ***** ** ****
ele: limpo o sangue da boca, olho-te à steven seagal e mando-te ao chão, com uma placagem.
eu: agarro-te enquanto caio e cais em cima de mim. enquanto cais mando-te uma joelhada na barriga.
ele: vomito-te em cima, tal foi a força da joelhada e devido ao facto de ter almoçado feijoada.
eu: começo a gritar que é um nojo, para interrompermos a luta que assim não há condições.
ele: eu concordo, ajudo-te a levantar e dou-te uns kleenex para limpares isso, e digo-te que compreendo o teu asco, visto que me lembrei agora que reguei o repasto com tintol.
eu: compreendo e peço-te desculpa por te ter feito perder o almoço.
ele: digo-te que não há problema porque assim é da maneira que faço dieta.

terá sido assim tão demente como estou a pensar??

sábado, novembro 05, 2005

go swim

eu tenho um amigo.
na verdade, tenho mais do que um....acho eu.
bem, tenho pelo menos um.
e esse, meu homónimo, mas de alcunha "big", pratica natação no técnico.
[nota do (grande) autor: não sei porque lhe chamam big, até porque nunca o vi no balneário.
e mesmo que visse, eu cá sou muito homem e não sou gajo de prestar atenção a essas coisas!!!]
continuando, o big foi à natação na última quarta e, depois de muitas braçadas em costas e crawl, foi ter com o nosso grupo de amigos (olha, afinal parece que tenho mais que um!! que fixe!!) a uma tasca ao pé do técnico, a fim de ver o glorioso jogar contra um clube da terra aqui ao lado.
ora, o big queria despachar-se a sair do complexo desportivo, para ver o glorioso perder, até porque o sacana é lagarto (nunca gostei muito dele).
mas, para tal, teria que entregar a chave do cacifo ao segurança das piscinas.
visto que o big não o via no seu posto de trabalho, deu uma volta, procurando-o, para lhe devolver a chaveta.
não o encontrou, deixou a chave em cima do balcão e ala que se faz tarde.
porém, quem encontra o big sentado na tasca na mesa ao lado da nossa a vibrar com o simão e companhia??
acertaram...o zeloso segurança!!

sexta-feira, novembro 04, 2005

shopping

às vezes, a inspiração não chega.
não aterra na plataforma cerebral.
não sabemos o que deixar aqui para a posteridade.
temos todos os ingredientes, o teclado, os dedos, o ecrã, a cabeça, mas a grande carne assada no forno não sai.
se calhar, devíamos poder comprar no supermercado um pacotinho de 250g de imaginação para posts:
- olhe, desculpe, pode ver-me aqui o preço deste guisadinho de post de terça-feira sff?
- este são 3,49€...
- porra, tá caro!! então e esta sopinha de post de quarta-feira?
- esta tá em promoção. são 2,99€ e ainda leva um caldinho de post de sábado como oferta.
- ah, então levo a sopinha e o caldinho se fizer o favor. deixe estar que não preciso de saco, obrigado.

quinta-feira, novembro 03, 2005

M, de metro

ele entrou no metro, visivelmente cansado, mais um dia de aulas do 8º ano o tinha fustigado.
era o típico rapaz que não paga bilhete para ficar com o dinheiro que a mãe lhe dá para o passe e gastá-lo em gomas e cigarros de chocolate.
sentou-se num banquinho entre uma senhora já idosa de cabelo pintado de roxo e uma jovem empresária que mascava ruidosamente uma pastilha.
"trident?", indagou para si mesmo.
"naaa, pelo tamanho dos balões deve ser gorila", concluiu.
com o embalar da carruagem, entre o campo grande e o saldanha, adormeceu.
chegado a picoas, acordou sobressaltado, afastando o sonho que o incomodava, de que a sua mãe iria ver a carta com as faltas antes que ele a fizesse sumir, misteriosamente.
de repente, com as portas a fecharem, vê uma rapariga a entrar, no meio da multidão que se acotovelava.
não lhe via o corpo, apenas a cara, que irradiava uma luz diferente, parecida com a do sol.
ela começa a dirigir-se às pessoas que a rodeavam, amavelmente.
fala com elas, trocam papéis.
"é uma angariadora de fundos para uma instituição de solidariedade social", pensou.
fascinavam-lhe as pessoas altruístas e uma altruísta com uma carinha daquelas, era qualquer coisa de maravilhoso.
algo que o faria correr sobre espinhos sem sentir a dor pés dentro...
enquanto flutuava psicologicamente, reparou que o ser iluminado se lhe dirigia.
reparou que, junto ao coração, a rapariga trazia uma inscrição na camisola.
"é camisola de marca! ainda por cima é de boas famílias, veste-se tão bem..."
quando a sua fada se lhe aprochega, susurra-lhe ao ouvido num tom de voz tão suave como o mel doce das abelhas:
- boa tarde, o seu bilhete, por favor...

orgulho

há uns dias, no bar da minha faculdade, local onde me pavoneio perante a comunidade feminina, fui de encontro a um amigo meu, também colega do curso de exibicionismo.
[este primeiro parágrafo é para a namorada do (grande) autor ignorar]
este disse-me então, em amena cavaqueira, que o diário da pampilónia , o meu blog/diário de erasmus, foi uma das principais razões que o levaram a decidir ir fazer erasmus no próximo semestre...
obviamente que fui a correr para a casa-de-banho, de tanto orgulho, a chorar baba e ranho, sendo alvo de galhofa perante a audiência do sexo oposto, que já baixava os cartazes com a minha média de pontuação de 8,9 em 10.
mas isto para dizer que o meu ego decidiu tirar umas férias e ir voar alto pelos céus, levado pelas palavras do meu coleguinha.
agora pode ser é que vá de encontro a uma hélice de avião e a coisa corra mal...

quarta-feira, novembro 02, 2005

jantar bloguista

o (grande) autor, como presidente da AJBNTMNFETO (a associação dos jovens bloguistas que não têm mais nada que fazer na vida do que escrever textos para os outros lerem na internet), vem por este meio ultra-inovador informar que se irá realizar uma jantarada num restaurante a determinar, em princípio no dia 26 de novembro.
quem estiver interessado, bloguista ou não, poderá inscrever-se no mail ali ao lado ------------------>>>>>>>>>>>>

ficam também informados de que, no jantar, só entrarão pessoas com crachás nas lapelas a identificar o blog a que pertencem ou qual o bloguista que conhecem e que se chibou do jantar.

exemplo (imaginem um crachá aqui em baixo)

[ jota zambrotta (opiniões sobre isso) ]

ou (imaginem outro crachá)

[ zé barnabé - convidado de jota zambrotta (opiniões sobre isso) ]

o MPR , braço direito do presidente, colocou no seu blog uma votação para a data do jantar.
eu não sei pôr votações, nem o caraças, por isso não dou uma lista dos restaurantes para votarem, mas asseguro que o restaurante não será caro e o jantar não ultrapassará os 10/11€ por pessoa, com bebidas incluídas, está claro.

enfim, insurjam-se os associados
e venham os convidados
pois um belo jantar terá lugar
veremos quem quer participar...
 
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