sábado, maio 20, 2006

à la sergeï bubka

outro dia foi batido o record da taxa de alcoolémia em Portugal.
7,46 gramas por litro.
(sete vírgula quarenta e seis gramas por litro)
como será possível??
com a parada tão elevada, o normal mortal começa a acreditar que será possível saltar a esta altura sem derrubar a fasquia.
assim, o (grande) autor irá interromper a actividade deste blog para tentar bater a façanha e chegar às 8 g/l ...

ps - se a actividade opinadora não for retomada dentro de 4 dias (um dia para bater a façanha, dois para internamento hospitalar e um para recuperação da capacidade motora), liguem para o INEM e para os bombeiros, por favor...

sexta-feira, maio 19, 2006

one-man-show

uma das coisas que o (grande) autor gosta de fazer é ver o telejornal, às 20h.
pois há uns minutos atrás, aquando da espera pelo noticiário, conseguiu o nosso herói chegar à conclusão de que encontrou na tv o seu próprio herói.
essa figura sobre-humana é, sem tirar nem pôr:
fernando mendes!!
sim, o apresentador gordinho, cheio de graçolas e com um sentido de improvisação irreal.
não há mesmo explicação para este senhor, é um verdadeiro espectáculo televisivo, ele próprio.
para terem a noção, aqui fica um excerto do que o senhor disse enquanto apresentava o concurso que precede o telejornal:

(o tema era "o que podem os magros fazer melhor que os gordos")
- ora bem, o meu amigo respondeu "musculação". pois olhe que os gordos não precisam de musculação porque têm muitos músculos! isto não é só banha! eu, por exemplo, tenho muito músculo por debaixo da banha.
banha aqui, banha ali, benha cá almoçar...

(ainda no mesmo tema, o concorrente responde "sexo")
- então o meu amigo acha que os gordos fazem menos sexo que os magros?

(vira-se para o painel onde aparecem as respostas certas)
- oh painel, tu tens sexo?

(no painel aparece um "x", de resposta errada)
- ooh...o painel também não tem sexo...

sinceramente, aconselho-vos a ver qualquer programa que o homem apresente.

quinta-feira, maio 18, 2006

o sol através da peneira

em tempo de alta crise financeira, descida da moral portuguesa, perspectivas cada vez mais negras para um futuro melhor, gasolina ao preço do ouro, buracos em tudo o que é esquina tuga, é tempo de o (grande) autor apresentar a lista de peneiras que filtram o sol que nos frita o couro cabeludo:

1º - o mundial 2006 - "não tenho dinheiro para pagar a escola do miúdo? desde que cheguemos aos quartos-de-final, bem pode o miúdo ir trabalhar..."

2º - o rock in rio - "quem canta, seus males espanta", não é o que se diz?

3º - a cow parade - para o povo não ver a cowboiada que por aqui anda, nem que esta lhe mande uma chapada na cara em forma de metáfora com cornos.

4º - o euro dos sub21 - o quaresma não vai à selecção A ? mas vai fazer brilhar Portugal, a marcar golos em estádios que ainda estamos a pagar, sendo dois deles de clubes que estão na 2ª divisão...

5º - o verão - "aaahh, o calor!! com este calor ninguém aguenta..."

6º - o campo pequeno - "maria!!vamos ali ao novo shopping, deixa lá isso da contabilidade, caraças..."


por estas e por outras, o (grande) autor recomenda um boné de abas e protector solar factor 112.

terça-feira, maio 16, 2006

o quarto 19

era uma vez...
um hospital português, cheio de quartos, médicos, enfermeiros, pessoal, zonas de cuidados intensivos, de cuidados intermédios, etc, etc...
o curioso é que, todas as sextas-feiras, morria uma pessoa num dos quartos dos cuidados intensivos, sempre na mesma cama!
não falhava, todas as sextas lá quinava o doente daquela cama, daquele quarto.
uma coincidência tramada, maldição, tudo passou pela cabeça dos médicos e enfermeiros.
decididos a desvendar o caso, quais perry mason da medicina, o staff decidiu colocar uma câmera escondida no quarto, para poder ver o que se passava.
à espera de verem uma alma penada, um lobisomem ou um assassino em série, deram todos com o queixo no chão quando repararam que o assassino era, nem mais nem menos...
a dona ermelinda, funcionária da limpeza.
que sucedia a cada sexta-feira?
a dona ermelinda entrava no quarto, a assobiar, falava com os doentes enquanto aspirava e ia-se embora.
detalhe tramado é o de que a dona ermelinda, para ligar o aspirador, tirava a ficha do ventilador de um dos doentes da tomada!!
quando o quarto estivesse a brilhar, desligava o aspirador, ligava de novo o ventilador e era vê-la corredor fora, a assobiar...

segunda-feira, maio 15, 2006

e agora connosco...


aaa...alguém quer responder?

sábado, maio 13, 2006

leis

a partir do início desta época balnear, na praia, não se pode nadar com bandeira amarela, nem se pode ir à água com bandeira vermelha, sujeitando-se os infractores a uma coima de, pelo menos, 55 euricos.
comentando o facto de hoje em dia se legislar sobre tudo e todos, passo a citar um amigo:
de facto, "o sistema está com diarreia legislativa".

quarta-feira, maio 10, 2006

planos

como se fosse o primeiro dia do ano, afinal, se o natal é quando um homem quiser, o primeiro de janeiro também, deixo aqui as minhas resoluções de ano novo:

1 - ter 10 anos outra vez
2 - ter montes de legos e playmobiles para brincar, sozinho, ou acompanhado
3 - ter cincos a tudo.
4 - jogar à bola todos os dias com os amigos, intercalado com jogos de pião, berlindes e mosca.
5 - dar o primeiro beijo a uma rapariga.
6 - não precisar de estudar para ter boas notas.
7 - ser expulso das aulas mas não levar recado para casa.
8 - entrar para a escola secundária da cidade universitária.
9 - passear dias inteiros com os amigos de mochila às costas por não saber se vou dormir em casa.
10 - fazer 18 anos.
11 - entrar para a universidade.
12 - ir para eramus.
13 - passar os melhores anos da minha vida.
13 - inventar uma máquina do tempo.
14 - ter dez anos outra vez.
15 - ter montes de legos e playmobiles para brincar, sozinho, ou acompanhado.

lem lem lem...

terça-feira, maio 09, 2006

olé ??!?

dia 18 de maio vai finalmente abrir a praça do campo pequeno.
finalmente?
neste caso, "finalmente" tem, para mim, um dúbio sentido.
"finalmente", porque moro ali perto e acabam-se as obras.
"finalmente", porque é o início do fim desse projecto.
(espero)
não consigo compreender, como é que no século XXI, em que há leis contra tudo e todos, movimentos anti-tudo, solidariedade com todos...os animais ainda poderão ser fonte de diversão para outra espécie.
nunca vi os macacos andarem a jogar à bola com os esquilos enroladinhos.
nunca vi os elefantes usarem as girafas para lhes prenderem uns cestos na tola e jogarem basket.
nunca vi os tubarões a usarem as focas para jogar polo aquático.
só mesmo os humanos é que podem usar a sua inteligência e astúcia para enganarem outros seres com quem partilham o planeta, simplemente para sua própria diversão.
"ah, mas os touros têm uma vida muito boa até ao dia da tourada."
ah, então vamos lá dar uma boa vida a um humano, a comer, beber e f#der à grande, para depois o fazermos passar pela maior tortura da história, enquanto outros se riem dele e batem palmas.
dia 18 de maio vai finalmente abrir a praça, com um belo festival desumano, e as figuras do nosso jet-set lá estarão para comer e beber à pala, enquanto os animais na praça têm o seu último dia de vida, na maior das agonias.
lá estarão também as associações pro-animal (ou anti-anormalidades-humanas), em protesto contra este tipo de atrocidade.
eu vou lá estar com estes últimos, venham vocês também.

ps- de frisar que este texto versa sobre o tema diversão-humana-à-custa-de-animais. sobre o facto de nos alimentarmos dos animais e como o fazemos, essa é outra história.



assim já não tem tanta graça, não é?

(imagem gentilmente cedida pelo nandinho )

sábado, maio 06, 2006

álcool derramado na estrada

dois amigos meus um dia foram sair à noite.
estavam no algarve, com um grande grupo de amigos.
chegados a casa, mais para lá do que para cá, decidiram que iam às roullotes, pois a fome, agravada pela pressão do sangue que corria nas veias de álcool, fazia-se imperar.
pediram o carro a um terceiro amigo meu que, estando tão perto do céu que o senhor lá de cima lhe cheirava o hálito, lhes deu a chave para a mão.
lá vão eles, amena cavaqueira.
a dada altura, a nacional 125 aproximava-se deles, bem como eles dela, vindos de uma perpendicular.
ligeiramente cegos não se sabe bem porquê, ignoraram o sinal de stop, bem como o triângulo de cimento que brotava do chão, atropelando-os a ambos.
numa velocidade que lhes devia parecer de cruzeiro, voaram literalmente para o outro lado da 125, não chocando, milagrosamente, com outro carro.
saídos do carro, com o motor partido e no chão, o para-choques e uma parte lateral do carro no meio da 125, não prestaram atenção a esse facto, mas sim às sirenes da polícia que insistiam em gritar-lhes aos ouvidos.
quando o sr. agente chegou e lhes perguntou, apesar dos sinais óbvios, o que tinha acontecido, um dos meus amigos respondeu:
- oh sr. guarda, ficámos sem gasolina.
o sôr republicano, ainda incrédulo, replicou:
- então e o condutor?
- aaahhh...o condutor foi ali à bomba comprar mais enquanto nós tomávamos conta do veículo.

moral da história?
se conduzir...veja se tem o carro inteiro antes de falar com a autoridade.

sexta-feira, maio 05, 2006

fazem-se serviços de tradução

como este meio não serve apenas para o leitor se rir sem pagar um tusto, vem o (grande) autor informar todos os interessados que é também um (grande) tradutor.
tendo efectuado já diversos trabalhos de tradução de espanhol e inglês para tuga, informa-se aqui que, quem necessitar de tais serviços, apenas tem de enviar sinais de fumo para o mail do blog ( opinioes.sobre.isso@gmail.com ) e detalhes discutir-se-ão.
obrigadinho a todos por passarem a palavra.
o (grande) autor/tradutor

só uma achegazinha

o conselheiro CINEmental está de volta em grande, após pausa não se sabe bem porquê.
preguiçosos, ninguém quer trabalhar...!!

quinta-feira, maio 04, 2006

subscrevo outro autor


então e fazermos algo para mudar isso?
é como estudar:
um bocado todos os dias não custa nada...

terça-feira, maio 02, 2006

água de rosas

hoje, mais uma vez no meu local de pseudo-labuta, aconteceu outro acontecimento notável, fora o pleonasmo.
noves fora nada.
quem nada não se afoga.
chega!!
bem... estava o (grande) autor sentado à sua secretária, ocupadíssimo com um jogo de lemmings num pc de 1999, quando sente uma vontade de ir "orinar".
como quase todas as vezes, geralmente aquelas em que não se encontra alcoolizado, dirigiu-se o nosso herói até ao cubículo irmão gémeo de um wc de avião.
chegado à porta, depara-se com a luz acesa.
como muitas vezes os anti-ambentalistas que por ali trabalham se esquecem da luz acesa, aproximou (estupidamente) a cabeça da porta, afim de detectar algum ruído.
o silêncio imperava mas, subitamente, um odor a curral apoderou-se das narinas do mestre, tal como o tio patinhas se apodera de uma nota de cinco contos.
como se tivesse levado um soco de um tal tyson, o (grande) autor é empurrado para trás, agarrando-se ao nariz e tentando escapar com vida.
meio tonto e quase cego, consegue chegar até à sua cadeira, situando-se esta a uns escassos 3 metros da entrada do quarto-da-morte.
se a vida lhe salvou impedindo que abrisse a cabeça no chão depois de desmaiar, a cadeira iria acabar por matá-lo, visto encontrar-se a uma distância nada segura das radiações!
e que radiações!!, já que atravessavam a porta e espalhavam-se pelo corredor até à secretária do pobre autor.
respirando só pela boca, uma técnica que aprendera nas idas à casa-de-banho da escola, depois de a contínua ter limpo a mesma com lixívia, o nosso mártir consegue vislumbrar o unabomber rectal quando este escapava ileso.
era uma das pequenas e elegantes funcionárias do escritório.
incrédulo, o (grande) autor deixa de pensar que do wc iria sair um homem das obras de 2 metros e 120kg depois de almoçar caril de feijões vermelhos com feijões pretos, para passar a respeitar todo e qualquer funcionário que por ali andasse.
afinal, não é a palavra a melhor arma...

segunda-feira, maio 01, 2006

piu piu BANG BANG

o (grande) autor vive num 5º andar, numa bela avenida cheia de árvores, cheia de vida, uma alegria.
nessas árvores vivem passarinhos, uns amores, pardais e outros tais que não reconheço.
há, porém, um dos passarinhos que adora o parapeito da minha varandinha.
e todas as manhãzinhas lá está ele, "piu piu piu", na minha janela.
as primeiras vezes foram agradáveis, acordar com o chilrear do passarinho, piu piu piu, põe qualquer um bem-disposto.
pois agora tem o efeito precisamente contrário.
agora durmo com 3 pares de sapatos junto à cama para poder, quando o filho-da-p#$a do pássaro se põe naquela lenga-lenga, atirar um à janela.
ao embater na janela, o sapato assusta o sádico alado e ele desaparece...durante uns 3 minutos.
justamente quando volto ao sonho erótico com a fátima felgueiras..."piu piu piu"...
e zumba, mais um sapato à janela.
quando se acabam os sapatos está na altura de levantar, visto que a águia-waNNabe não descansa até que eu esteja de pé a praguejar.
o gajo chega ao cúmulo de, quando eu me aproximo da janela mas não a abro, ficar a olhar para mim, parado, como se nao fosse nada com ele.
quando abro a janela para lhe partir o pescocinho, o sacana atira-se em queda livre durante um metro ou dois, para me dar a ilusão de que se vai matar, mas depois, estende as penas e lá vai ele para a árvore em frente, a fazer-me manguitos com as patas.
ai, era uma gripe das aves para a mesa 3 se faz favor...

sexta-feira, abril 28, 2006

a prima vera

nunca o sol me bateu tão forte no corpo
sabe bem andar ao sol, deixa-me absorto
a caminho do trabalho, pela manhã
sabe bem esse calorzinho... hãn hãn
atravesso a rua sem ser atropelado
sinto-me, de facto, um privilegiado
subo os dois andares até ao escritório
chego cedo, nada mau, um factor abonatório
passo pela máquina do café e dou-lhe uma bofetada
ouço a voz do meu chefe, nada animada
"(grande) autor, você tenha cautela"
logo fiz as pases com a máquina, fiz-me amigo dela.

quarta-feira, abril 26, 2006

há que dizê-lo

mandaram-me um mail há baita buéda time que contava a história de um tuga que foi trabalhar para um desses países lá do norte, onde o frio congela até os manuelinhos.
versava assim:
lem lem lem, o tuga e o amigo nativo iam para o trabalho.
o nativo dava boleia ao tuga e chegavam ao trabalho 20 minutos antes da hora todos os dias.
o nativo fazia questão de parar no 1º lugar do parque de estacionamento da empresa, o mais perto da saída e mais longe da porta de entrada do edifício.
lem lem lem, lá iam 6 minutitos a pé, ainda dava tempo para o cafézinho e cigarrinho da manhã.
um dia o tuga perguntou ao nativo, enquanto caminhavam do carro ao edifício:
- olha lá man, porque é que paramos o carro todos os dias tão longe? temos lugar à porta e tu páras ali ao fundo, tás parvo, ou quê?
- amigo tuga, nós chegamos sempre antes da hora, logo, temos tempo para caminhar a distância do carro ao edifício, no relax. quem chegar atrasado, precisa de ter os lugares mais perto da porta, para demorar o menos tempo possível. tázaver a cena?

ps - quem souber o que são "manuelinhos" ganha um prémio.

segunda-feira, abril 24, 2006

então e vai um cafézinho?

um dia destes, no meu local de trabalho em part-time, decidi (estupidamente) ir beber um cafézinho.
dirigi-me à máquina e optei por abordá-la como se de um cão se tratasse, de mão aberta e devagar, para que me pudesse cheirar e não me arrancasse um dedinho.
"é uma bela máquina", dizia eu para o fantasma ao meu lado, com o intuito de a elogiar e fazê-la babar-se, de preferência para dentro da minha chávena.
feito o contacto inicial, já com alguma confiança, abro o dispositivo, coloco neste a quantidade certa de café para me abrir as pálpebras e "zumba", atarracho-o de novo na chavala.
"on", chávena prontinha a levar com a torrente cafeínica, pacote de açúcar já aberto na mão...
nada sucede.
"hmmm...o erro é sempre humano", penso.
vai de pousar o açúcar, tirar a chávena e espreitar por debaixo do mamilo da senhora.
nisto, visto ter-me esquecido de tranformar o "on" em "off", começo a sentir uma ligeira quimadura húmida na testa.
rapidamente ponho-a em "off" e vou a correr buscar um pano à casa-de-banho.
quando acabo de limpar o anúncio à buondi que circulava na minha cara, reparo que a correria levou a que cerca de 20ml de café se tornassem os melhores amigos da minha camisa.
bonito.
volto para a máquina, a tempo ainda de constatar que o açúcar, emocionado com tamanha algazarra, se tinha jogado para o chão, qual liedson, espalhando-se pela alcatifa.
da minha boca sai um palavrão digno de taberna do cais do sodré.
volto a colocar a chávena debaixo do mamilo do aparelho, ponho-o de novo em "on" e espero mais um pouco.
desta feita para ver o café a sair em direcção ao fundo da chávena como se de um miúdo de 30kg na rampa mais alta do aquaparque se tratasse.
ou seja, galvanizado pela velocidade, chegou ao fundo da chávena e logo começou a sua subida pela borda, lançando-se na direcção mais uma vez do quê?
da minha camisa, claro está.
desta feita solto mais um palavrão digno de taberna do cais do sodré, mas agora em inglês.
se bem me lembro, chamei um nome à mãe da máquina.
de seguida, num impulso furibundo (marido da bunda, furibunda) mando-lhe um soco tal, que o manipulo do café se solta e "zás", voa em direcção à alcatifa começando uma relação do foro sexual com o açúcar.
ligeiramente chateado com " f " grande, começo a tentar acabar com o canal 18 ao nível do chão, enquanto proferia palavras dignas de banda sonora dum filme do género.
nisto sinto uma palmadinha nas costas.
viro-me e dou de caras com quem?
a empregada da limpeza a oferecer-se para apanhar aquilo?
não, claro que não.
com o chefe a dizer-me que "e vão duas...à terceira é de vez."
volto para a secretária com a camisa igual à de um miúdo de 3 anos depois de comer uma sopa de feijão preto, sem ter posto o babete.
adormeço passados cinco minutos, pois café, nem vê-lo.
quer dizer, vê-lo vi, apenas não o bebi.

sábado, abril 22, 2006

bola vs igreja

ir à bola é o mesmo que ir à igreja.
a bola é aos domingos, a missa também.
a bola tem árbitro, a missa tem padre.
a bola tem um esférico, a missa um crucifixo.
a bola tem 22 jogadores, a missa 22 crentes.
na bola o liedson atira-se para o chão, na missa o crente ajoelha-se.
na bola há foras de jogo e faltas, na missa há a bíblia.
na bola há claques, na missa há orações em conjunto.
na bola há "golo!", na missa há "amén!".
na bola paga-se bilhete, na missa paga-se esmola.
na bola há estádios, na missa há igrejas e catedrais.
na bola há equipamentos, na missa existem hábitos.
a luz é a catedral.
simão o deus.
golo!!!
amén.

quinta-feira, abril 20, 2006

back in business

de volta à vida lisboeta, depois de uma semana por terras de pasta, gelados e italianas, o (grande) autor faz assim um rescaldo da última jornada de repouso:

- os pés cheios de bolhas
- a barriga com mais uns centímetros derivado a hidratos de carbono e docinhos
- a cabeça cheia de cultura (não é só para usar chapéu)
- as pernas cheias de músculo andante
- a máquina fotográfica, vítima, com um processo instaurado por abuso de confiança
- as costas com a forma de uma mochila
- os bolsos cheios de chocolates (rebentou-se o pacote)
- a alma ainda a tremer de medo de atravessar nas passadeiras, nomeadamente em nápoles

é com este rescaldo que informo os caros leitores e ouvintes [este blog existe na versão áudio, só que ainda ninguém descobriu como aceder, nem o próprio (grande) autor] que as opiniões estão de volta, bem como o vosso motivo de sorrir...
(ou de cortar os pulsos com um canivete suíço falso comprado na almirante reis.)

terça-feira, abril 11, 2006

só assim por acaso...

se vossa excelência for num automóvel a 146km/h, sentado no lugar ao lado do motorista (vulgo lugar-do-morto) e iniciar a seguinte conversa com o seu amigo:

- então meu, tudo bem? não tás com sono? queres que conduza?
- tudo pá, deixa-me só destrancar aqui as portas.
- destrancar as portas? porquê?
- porque se tivermos um acidente e capotarmos, não te está muito a apetecer ficar trancado aqui dentro porque o fecho centralizado pifou no meio da cambalhota, pois não? hehehe...
- .......

e passados uns cinco minutos iniciar esta outra conversa:

- então meu, tudo bem? não tás com sono? queres que conduza?
- tudo pá, deixa-me só pôr aqui o telemóvel no bolso de dentro do casaco.
- para quê meu?
- para, se tivermos um acidente e capotarmos, eu for cuspido do carro e ficar imobilizado, poder ter o telemóvel junto a mim e não dentro do carro, todo partido.
- ............................... !!!!!!

sugiro que peça para ir à casa-de-banho fazer uma chichoca na bomba seguinte e nunca mais volte.
 
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