quinta-feira, março 29, 2007

F..... com a vida

O (grande) autor está f..... com a vida.
Chateado.
Com poucas perspectivas.
É claro que tais perspectivas escassas, são imensamente imensas (reforçando a redundância) para muito boa gente por esse mundo fora.
Mas, um dia alguém disse que "os nossos problemas são os nossos problemas e os nossos problemas às vezes são os maiores do mundo".
Há de facto algum negativismo e pessimismo neste texto, pelo que aconselho os mais deprimidos e depressivos a afastarem os objectos cortantes de ao pé de si e a fecharem as janelas.
Acabando neste momento o seu curso, o (grande) autor não sabe bem a quantas anda nem o que irá fazer.
Mal menor, pois poder-se-á sempre dedicar à escrita e ganhar uns valentes dois (ou até mesmo três) Euros por mês.
Tranquilamente.

O pior prende-se com a perspectiva das relações pessoais.
Todos estamos rodeados de relações que não funcionam, amores que se juraram eternos e que se perderam por umas mamas (termo clínico) de uma secretária mais nova ou pelos abdominais de um professor de ténis, amores vividos em contra-mão ou amores de sentido único.
Porque é que alguém acredita que irá viver feliz ao lado de outra pessoa até ao resto das suas vidas, se está mais do que provado que as pessoas só querem o que não têm.
Se a galinha é sempre melhor do outro lado do quintal e tem umas pernas mais magras?
O ser humano foi feito para estar em modo "coelho", no que respeita às relações.
E é uma perfeita tanga dizerem que os homens têm mais tendência para o apetite que as mulheres.
Ambos os sexos querem o mesmo.
Sexo.
Novas relações.
Explorar o mundo.
Experimentar novos parceiros.
E quem diga que não está a mentir.
Então porque raio há-de o (grande) autor perspectivar uma relação duradoura e feliz?
Se 99% dos casais que conhece se separaram, mais cedo ou mais tarde, com mais merda ou menos merda.
Diz-se que o amor é para se viver como a vida.
Sabe-se que vai acabar, por isso que se viva ao máximo e da melhor maneira possível.
Mas porque é que o amor há-de de certeza acabar?
Salvando todas as hipocrisias, pois de más tentações está o céu cheio, será o (grande) autor assim tão antiquado por querer um amor eterno, cheio de filhos, netos e bisnetos até que a morte os separe?

quarta-feira, março 28, 2007

Atenção qu' isté berídico

Tenho dois amigos meus que trabalham no SEF, no departamento de informática.
Contaram-me os gajos que há uns tempos foi para lá trabalhar um brasileiro, que estava em Portugal com um visto de estudante.
Ora, o brazuca não podia trabalhar com contrato nem nada parecido, era estudante, ponto.
Mas claro que, como se trata de Portugal, o "rapaiz" conseguiu ser contratado e está a trabalhar com contrato e sem visto, dado que o visto de estudante expirou...
E onde está ele a trabalhar?
No departamento de informática do SEF.
E o que é o SEF?
É o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Bem-vindo a Portugal, terra das oportunidades.
E do Allgarve.

terça-feira, março 27, 2007

A facada peniana

Hoje, foi o (grande autor) dar umas braçadas a uma piscina de Lisboa, a ver se começa a caminhar na rua, em vez de rebolar.
Para se chegar ao complexo ("complexo" é uma das melhores palavras que existe) das piscinas, teve o quase-desportista de passar pelos balneários exteriores, destinados aos praticantes da arte (por tantas vezes marcial) do futebol.
Foi ao passar em frente a tais vestuários (outro vocábulo óptimo) que o (grande) nadador ouviu a frase que o deixaria traumatizado para o resto do dia e que o levaria a vestir-se e equipar-se dentro de um daqueles cubículos individuais.
Berrou assim um dos Cristianos Ronaldo:

"Oh fo*a-se!! Mostra lá então essa circuncisão, car*lho..."
.

segunda-feira, março 26, 2007

uma opinião sobre isso

Pega na lancheira e vai dar o almoço ao pai, mas não penses nisso porque senão ainda ficas todo descontrolado alto deleite, como a aprendiz.
Mas descansa, que "há mar e mar, há ir e voltar",diziam conversando a miss butterfly e a miss Londres.
Aliás, não te preocupes, pois também o pequeno Fred tinha umas perspectivas bizzaras sobre a sua vida, que era uma blogaria pegada, assim mais ou menos como a do blog do Nando, que vivia com a Sofia na Suécia.
Uma vez apareceu-lhe o poeta popular, sempre a escrever naquele caderno preto e a comer pudim royal, empurrado por uns sopros de improviso (e por uns LSDees, comprados na Dinamarca).
Sempre a queixarem-se que têm uma vida de cão, como a do Pepe, encontraram um dos seus amigos ductos (indiscretos, esses gajos) que lhes perguntou:
"Vamo tomá um chopy em honra da Joaninha na Holanda?".
Antes disso debateram alguns enfoques sobre questões irrelevantes, enquanto se abriam uns com os outros, dado que se encontravam fechados hermeneuticamente, pois co-existem num descartável mundo novo, praticamente como num tapete rolante.
Como são piores que os putos, mudaram logo de ideias e foram ao cinema ver o nome filme da Patricia Sound Image, o "hoth VI", com o sylvester stalosses e o arnold stendenavengen.
No final do filme, cagaram uns nos outros e no Hi5 e foram fazer novos amiguinhos.

domingo, março 25, 2007

Um pormenor fedorento

Só para dar realce a um pormenor que muito agradou ao (grande) autor no programa dos Gato Fedorento "Diz Que É Uma Espécie De Magazine" de há pouco.
Quando entregaram as folhas com as letras da canção de Sam The Kid ao vocalista da Ala dos Namorados, podia ver-se algo claramente que eram folhas de rascunho.
Ou seja, foram aproveitados ambos os lados das folhas.
Pelo menos assim pareceu, ao (grande) autor.
Numa altura em que finalmente se começa a ter alguma consciência do problema ecológico em que estamos enterrados, aqui fica um aplauso merecido à produção do pugrama.
E aos gatos, claro.

Ps- Hoje, na (grande) opinião, foi razoável. Mas também, depois da imitação do Prof. Marcelo, a fasquia ficou demasiado alta.

quinta-feira, março 22, 2007

Uma coisa que eu gostava de ver

Era um gajo chegar ao casino, dirigir-se à roleta e apostar todo o seu ordenado acabado de receber em como saía vermelho, por causa de o Benfica ter ganho na noite anterior.
Se não saísse o gajo desatava a gritar "Isto é um roubo!!!!", enquanto cantava aos berros a música dos Táxi:
"Chamem a polícia...bau au au...chamem a polícia..."
Isso sim, era d'homem.
Isso e sair com os dedos das mãos intactos e as duas rótulas a funcionar.

terça-feira, março 20, 2007

Nicole "Summer" Eggert


Quem nunca viu as "Marés Vivas"?
O mestre Hasselhoff a tomar conta das nadadoras-salvadoras e dos outros gajos que para lá andavam a estorvar.
Na primeira série, pelo menos na primeira série que passou em Portugal, havia uma personagem chamada Summer, interpretada pela Nicole Eggert.
A Summer era linda.
A Summer ia ser a mulher dos filhos do (grande) autor, na altura com 11 ou 12 aninhos, mas com (grande) vontade de constituir família.
Ou pelo menos de tentar procriar com a Summer.
A Summer era de facto o vento que fazia a bandeira despregar-se do mastro.
Era tudo, caraças.
Um primeiro amor, uma pessoa impecável, bonita e inteligente, era ela a "tal".
E um dia todo o sonho se desfez.
O (grande) autor entrou numa papelaria para comprar cromos da caderneta do mundial e viu uma capa que o fez quase vomitar o almoço.
A sua Summer estava despida de roupas e pudores, na capa de uma revista, juntamente com aquela vaca da C.J., a que levara a perfeita Summer por esses maus caminhos, com toda a certeza.
Não podia ser a sua Summer.
Porquê a Summer?
Caíram os cromos juntamente com o coração e o nó na garganta, tudo espalhado no chão da papelaria.
Apanhados os cacos, nunca mais o amor foi o mesmo para o (grande) autor.
Pelo menos o amor televisivo.

sexta-feira, março 16, 2007

Choca aqui

Odeio as pessoas que dão apertos de mão frouxos.
Não há coisa mais irritante do que estender a mão para cumprimentar alguém e darem-nos um pedaço de carne com dedos, meio morta.
Apertam a mãozinha como se a tivessem dormente, como se tivessem estado a dormir 14 horas com a mão debaixo do corpo.
Dá vontade de lhes mandar uma chapada e dizer para acordarem e apertarem a mão como deve ser!
Dá vontade de lhes espetar um pau pelo canal traseiro a ver se arrebitam.
Ou então fazer-lhes um "mão morta, mão morta, vai bater aquela porta!" enquanto lhes damos com a própria mão na face e um dedo se espeta involuntariamente no olho esquerdo.
Sejam firmes, caraças!
Não é preciso arrancarem as mãos alheias, mas por favor não dêem apertos de mão como se estivessem a apalpar urtigas.

quinta-feira, março 15, 2007

voa, verdinha!

Há uns tempos, ia uma amiga do (grande) autor tranquilamente a caminhar na rua, a comer uma sandoca.
Porém, cometeu o erro de passar em frente a uma tasca das antigas.
No preciso momento em que ia a passar, ouviu um som.
Um som profundo, alguém que tentava salvar das profundezas da sua garganta uma amiguinha verde.
A luta deu-se durante uns milésimos de segundo.
Vitória, a amiguinha estava salva!
Já na boca, o salvador tratou de a largar para o mundo, para que esta pudesse prosseguir alegremente a sua vida e aquele pudesse voltar para o copo de vinho no balcão.
Só que, azar dos azares, qual Cristiano Ronaldo dos lançamentos de escarras, o herói de bigode conseguiu fazer com que a sua amiga verde fosse aterrar em cima da sandes da amiga do (grande) autor.
Sem hipóteses de defesa, diria o mestre Gabriel Alves.

terça-feira, março 13, 2007

ILGA

No outro dia, foi o (grande) autor e uma pandilha de amigalhaços a uma festança.
Motivados por uma amiga portuguesa que sempre os leva a festas fixarolas, lá foram todos mais uma vez, imbuídos num espírito de diversão, alegria e cerveja.
Chegádos ao local, paga a entrada, o (grande) autor começa a notar uma forte presença no ar.
Naquele oceano de boas ondas flutuava uma camada de um produto que se impunha fortemente, embora sem incomodar qualquer pessoa.
Passados uns momentos o (grande) vai até à casa-de-banho e à entrada desta vê um placard de cortiça, onde se encontravam vários anúncios de cariz sexual.
"Homem de 40 anos procura rapaz de 20 para convívio agradável".
"Rapariga de 30 e poucos procura outras raparigas de mente aberta e vontade de se divertir".
Algo parecido com estes exemplos.
A pensar que era uma coincidência, entra o dito no wc, faz as suas coisinhas e sai.
Ora, à saída, repara num cartaz que denominava o local da festa.
ILGA - Instituição de Lésbicas e Gays Assumidos.
E aí uma luz acendeu-se ao fundo do túnel confuso do (grande) autor.
Estava tudo explicado.
"Mais uma cervejola e siga para a pista continuar o bailarico", pensou.
Chegado ao bar, juntou-se a teoria à prática.
Os dois barmen estavam a pesquisar o interior bucal um do outro.
O (grande) autor segurou a velinha uns momentos, a ver se a sua presença era notada.
Qual quê, teve de pousar a velinha e soltar um "olhe desculpe..." para pedir a cerveja.
Voltou a pegar na vela, na cerveja e foi então para a pista.

sábado, março 10, 2007

Body Swap

Esta história é um bocado mórbida.
Há uns dias, houve uma troca de cadáveres num hospital do nosso Portugal.
Uma família levou a enterrar um dos seus membros, quando na realidade o seu parente iria ser enterrado por outra família que, por acaso, reparou que o corpo não era o do seu ente querido.
Ambos os senhores tinham morrido no mesmo dia, indo para a morgue com as fichas de óbito trocadas.
Agora, porque raio é que a 1ª família não reparou que o corpo que ia a enterrar não era o "seu"?
será que se queriam ver assim tanto livre do velhote que enterravam qualquer um?

- Oh mãezinha, mas este não é o pai...
- Deixa estar filha! O teu pai, com tantas que já fez, de certeza que conseguiu também fazer uma operação plástica antes de morrer, o sacana.
- Mas o pai era muito baixo e este senhor parece que joga na NBA...
- O teu pai era um gajo manhoso...deve estar de saltos altos, o boi!
(nisto levanta a parte do lençol que cobre os pés do corpo)
-Olha, realmente não está. Deve ter feito outra operação para ficar mais alto também. Devia era ter pensado numa para aumentar o zéquinha dele, isso é que era dinheiro bem gasto, que aquilo até nas tomadas ficava à larga...
- Oh mãe, mas o pai era branco e este senhor é negro...
- Oh filha, já sabes que isto hoje em dia uma pessoa vai aqueles sumários e fica bronzeada em três tempos.
- Oh mãe, mas acho mesmo que o pai era careca e este senhor tem carapi...
- Oh filha, cala-te! (manda um chapadão na filha) O teu pai morreu, vai a enterrar mesmo que não se pareça com o teu pai! Morreu, morreu, não há nada a fazer. Olha, ali está o Sr. António-da-padaria! Ai... está cada vez mais novo, vamos lá falar-lhe...

sexta-feira, março 09, 2007

make way for the S.O.V.

Lady Sovereign
O (grande) autor não é nada de escrever coisas do género ai-esta-banda-é-tão-gira ou falar das suas experiências auditivas.
Mas esta rapariga, têm de ouvir.
Lady Sovereign, a.k.a. S.O.V., 22 anos, Londrina, uma verdadeira Eminem no feminino, até melhor, penso.
Ok, quem não gosta de Eminem ou música do género só leu até à última linha.
Agora para vocês, que possam gostar de todos os tipos de música, como o (grande) autor, decerto irão apreciar esta lad.
As letras das músicas são excelentes, apesar de quase imperceptíveis ao ouvido portuga, pouco treinado no campo do "cockney", o calão usado pelos londrinos.
Até o (grande) teve de ir ler as letras na internet.
Sempre de rabo-de-cavalo ao lado, SOV vai atingindo tudo e todos, palavra a palavra.
Na (grande) opinião, as melhores são "gatheration" e "blah, blah".
Muito bom, mesmo.

mais em: http://www.ladysovereign.com/flash.php
ou: http://www.myspace.com/ladysovereign

quinta-feira, março 08, 2007

China ali ao lado

Hoje esteve o (grande) autor na palheta com um grande amigo italiano, via skype.
Uma maravilha, esse skype.
E o amigo também, claro.
A grande novidade desse amigo italiano é a de que vai trabalhar para a China, num atelier (ou ateliê) italiano de arquitectura, em Tianjin, que é assim como quem vai ali do campo grande, a 120km de Pequim.
Mas a coca-cola no topo do cheeseburguer é que a namorada dele também vai!
E porquê?
Porque ela tirou uma licenciatura em chinês (mandarim) e línguas orientais e, que chatice, no atelier para onde ele vai precisam de um intérprete/tradutor de italiano para mandarim e vice-versa.
Pagam-lhes a viagem, a casa e mais umas largas centenas de € por mês.
Já diziam os irmãos mais velhos da TVI:
"Que cena, meu!"

quarta-feira, março 07, 2007

senhoras vs homens

Ouvi outro dia este dito popular, que considero ter um fundo de verdade:

"Se fecharem 10 senhoras numa sala, matam-se umas às outras.
Se fecharem 10 homens numa sala, jogam futebol 5 contra 5."

Agora, sinceramente, não sei o que será melhor.

terça-feira, março 06, 2007

isto tem andado calmo

coisas chatas que não matam mas moem:

- beber água aquecida pelo Sol, na praia, quando se está mesmo com aquela sede

- vestir as calças na praia, ficando cheio de areia no interior daquelas

- sair dum banho quentinho e limparmo-nos a uma toalha molhada

- ao sair do banho, encostarmo-nos à cortina, gelada

- pisar uma poça de água, de meias calçadas

- sair da cama quente e pisar o chão gelado

- molhar as mangas ao lavar a louça

- cair-nos um pingo pelo meio das costas, vindo de uma goteira duvidosa

- pisar merda de cão mesmo antes de entrar em casa

- sair a chave do euromilhões que jogamos sempre, justamente na semana em que não jogámos porque nunca-me-sai-nem-vale-a-pena-gastar-estes-dois-euros-vou-mas-é-comprar-droga

terça-feira, fevereiro 27, 2007

a tua camisola

no jogo do Glorioso de ontem, havia um cartaz nas bancadas, segurado por um senhor com ar sério em que se podia ler:

"KIM DÁ-ME A TUA CAMISOLA"

KIM?
será o guarda-redes do Benfica de origem norte-americana?
ou será que o pessoal anda a ver muita televisão?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Vão dar os Oscars!! Mas ai é na TVI? Oh f...

Eu gosto de ver os Oscars.
Mas, infelizmente, dos 11,5 canais que tenho, ontem só a TVI é que estava a transmitir em directo.
A TVI, aquele exemplo de televisão, ícone da telenovela portuguesa, da informação interessante e dos cenários inspirados nas batalhas medievais.
Mas, mesmo na TVI, os Oscars têm piada.
Gosto de ver as estrelas, comentar vestidos, nomeações, vencedores e penteados.
Porém, estar a tentar ouvir o que dizia a Ellen Degeneres e estar a levar com os comentários dos que percebem tanto daquilo como eu de engenharia nuclear, ou o Nuno Gomes de golos, é que não tem tanta piada.
E ela estava a ter imensa piada!
Que irritante, balhamesantaquitéria!!
Sempre a tentarem traduzir tudo, e mal, a cada 10 segundos!
Será que não dá para entender que quem não percebe inglês vê hoje à noite o compacto legendado??
E, já agora, alguém podia fazer um donativo à TVI, ou uma chamadinha para o José Eduardo, para eles comprarem daqueles microfones em que se tem de carregar para falar, tipo walkie-talkie, para o telespectador não estar a ouvir a merda da respiração dos comentadores, tal como os seus "hhmmrrrmm" desentupidores de gargantas.
hhhhmmmrrrmmmmmrrrmmmm...
HHHRRRRRMMMMMMMRRRRRRRRMMMMM....
HHHHHRRRRRRRRRRRRRRRRRRRMMMM....
Não é normal estar-se a ouvir as pessoas a mexerem-se na cadeira, a suspirar e a falar em surdina.
Não é normal uma televisão permitir que isso aconteça, pelo menos uma estação de TV profissional.
Mas só a TVI é que estava a passar a entrega dos calços de porta.
E fui-me deitar passada uma hora daquele tormento.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

consigo, logo, faço.

Em Portugal, automobilisticamente falando (e não só), ainda se vive de uma forma ligeiramente selvagem.
A maior parte das pessoas tem certas atitudes porque consegue, não porque as possa ou deva ter.
Por exemplo, há pessoas que estacionam em cima do passeio, impossibilitando a passagem até dos cães.
Não porque devam ou possam fazê-lo, mas porque conseguem.
Se não houver um pino, um obstáculo (frise-se, irremovível), as pessoas acham logo que podem estacionar, mesmo que seja à porta de um hospital.
O mesmo se passa com a condução.
Há sinais e semáforos, mas se não vem lá ninguém, passa-se o vermelho ou ignoram-se as regras de trânsito.
É a mentalidade mais prática que existe, disso não haja dúvidas.
Mas temos as prioridades invertidas.
Onde devemos ser mais despachados, somos os mais lentos.
Quando devemos ter mais calma e ponderação, somos os mais acelerados.
Enfim, se consigo fazê-lo, posso fazê-lo.
Se não posso, então impeçam-me.
Mas se conseguir na mesma, faço-o.

domingo, fevereiro 18, 2007

teletexto

Se há coisa que me irrita na televisão, no aparelho em si, é o teletexto.
É que é impressionante.
Um gajo quer ver os números do euromilhões ou a programação da TVI, para ver que filme do Stallone é que vai dar hoje e mais vale ir para a janela perguntar aos berros se alguém sabe, do que ir ao teletexto.
Imaginem que a página que querem procurar é a 222.
Pois o teletexto começa a busca a partir da 999, em descrescendo.
Passados 2 minutos, lá chega à 222.
Não é a p... da página que queriam, claro.
Tentam a 220.
Recomeça a contagem descrescente a partir da página 999.
Por esta altura já estão a apertar o comando como se de uma bolinha anti-stress se tratasse.
Lá chega à página 220.
A 220 indica que a página que querem é afinal a 132.
Seleccionam 132, está ali ao lado da 220, rezam para que salte imediatamente para lá.
Recomeça a contagem desde a 999.
Um "CUM FILHA DA P..." ecoa pelas escadas do vosso prédio.
Aterram na página 132, depois de terem ido dar uma voltinha à sala para se acalmarem.
Ok, é a página certa, pro-gra-ma-ção-da-T-V-I.
Mas a p... da página divide-se em quatro sub-páginas.
A primeira com a programação das 07h às 12h, a segunda das 12h às 17h, a terceira das 17h às 22h e a quarta das 22h às 04h.
É óbvio que a página em que calharam é a das 12h às 17h e vocês querem saber se o filme dá à noite.
Seleccionam outra vez a mesma 132, porque é impossível navegar pelas sub-páginas, rezando para que o cab... do teletexto seleccione sozinho a p... da sub-página que desejam.
E não é que o filho duma granda p... pára na sub-página das 07h às 12h.
Neste momento atiram com o comando à televisão, partindo-se este em três pedaços.
Desgastados pelos últimos 35 minutos e enfrentando o desespero de saberem que terão de se levantar para mudar de canal e subir ou baixar o volume da TV o resto da noite, vão até ao vizinho do lado perguntar se, para além de gelo para o whisky, tem a TVguia.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

homicídio inocente

era uma vez...a irmã do (grande) autor, há muitos anos atrás, quando aquela tinha apenas 4 ou 5 aninhos.
num belo dia de Sol, estacionado o carro dos papás ao pé de casa, os dois irmãos viram um passarinho caído no chão, meio zonzo e piu piu piu.
não voava, estava magoado.
levaram-no então para casa, para dele cuidar até que pudesse voltar a voar.
durante uma semana cagou o chão da cozinha, bebeu água e comeu cerelac através de uma seringa sem agulha, saltitou pela casa toda e piu piu piu.
após esses dias felizes, aparentava já estar quase pronto para o voo a partir do 4º andar.
assim, puseram-no na varanda, dentro de um caixote, para que, se quisesse, pudesse partir e piu piu piu.
por lá andou um par de dias, até que a irmã do (grande) autor, amante da higiene pessoal e alheia, decidiu que o passarinho precisava de uma banhoca.
independente desde muito precoce, lá foi lavar as penas ao passarinho, ao fim da tarde, depois da escola.
a seguir, claro, deixou-o na varanda para que o passarinho pudesse então zarpar, já lavadinho, de noite.
pois na manhã seguinte, foi a mãe do (grande) autor fazer o ponto da situação do passarinho.
este lá continuava, só que desta feita deitado.
durinho que nem um taco de golfe.
"estará com uma cãibra?" pensou a senhora.
parece que o frio não lhe fez bem, apesar de a irmã do (grande) autor ter jurado a pés juntos que o secou muito bem com uma toalhinha.
de agora em diante lembrem-se:
se gostarem dos vossos passarinhos, não os lavem, nem à mão nem na máquina.
e piu.
 
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