segunda-feira, setembro 24, 2007

O MSN

O messenger, apesar de tudo, é bom.
É fixe, um gajo estar a trabalhar no seu canto e ter acesso aos cantos dos amigos, além fronteiras.
Hoje falei com pessoal que está em Barcelona, no Porto, em Lisboa, em Shangai, em Florença, em Faro, em Edimburgo e no Brasil.
Low-cost mais low-cost que este não há.
Não há nada como ir e tocar, mas à falta de melhor, é muito bom falar.

domingo, setembro 23, 2007

Agora Que Não Tem Nada A Ver

Acreditem no que vos escreve o (grande) autor, em jeito de professor karamba:

A vida é como um computador.
Se um gajo não vai fazendo uns back-ups de vez em quando, arrisca-se a perder tudo um dia.
E não deixem para amanhã o back-up que podem fazer hoje!
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sexta-feira, setembro 21, 2007

Urinar - Do Nível Sóbrio ao Nível Ébrio

Caros leitores, o (grande) autor tem hoje para vós a tabela que indica a taxa de alcoolémia no sangue, partindo apenas da forma como o indivíduo urina.
(Urinar - que verbo deveras fantástico.)

Nível Sóbrio - O ser humano entra no WC e, sendo homem, não consegue urinar entre duas pessoas, nos mictórios (que palavra brilhante) verticais. Sendo senhora, não há problemas porque os mictórios se chamam sanitas e geralmente estão inseridos em cubículos com portas e fechaduras, a menos que se encontrem na EB 2+3 de Chelas ou no Colombo.

Nível já-bebi-umas-imperiais - O homem consegue urinar entre duas pessoas e até mantém uma conversa sobre futebol com uma delas enquanto sacode o bicharoco como se de um shaker se tratasse. A senhora, do fim da fila, começa a berrar com as senhoras que ocupam as sanitas no momento a dizer-lhes que aquilo não é uma sala de parto.

Nível já-não-vejo-nada-à-minha-frente - O homem, além de conversar com o colega do mictório ao lado, ainda lhe pede um cigarro, diz mal do seu clube e urina-lhe para cima quando se vira para tentar chegar ao isqueiro que caiu ao chão. A senhora, irrompe pelo cubículo e arranca de lá a outra senhora, oferecendo-se para se sentar ao lado dela e urinar ao mesmo tempo, se ela não sair.

Nível chamem-o-INEM-por-favor - O homem urina em qualquer lado, interiores ou exteriores, na presença de senhoras, polícias ou sogros. A senhora urina geralmente na rua, sempre entre dois carros, a rir a bandeiras despregadas com as amigas e a cair para trás no final.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Mas Eu Tou Nua, Por Acaso?

Mais uma vez deslocou-se o (grande) autor até ao local de maior diversidade humana de Lisboa a seguir à praça do Martim Moniz:
a feira da ladra.
Acompanhado pelos suspeitos do costume, lá montaram os heróis as suas bancas, prontos a vender toda a merda que levavam.
A hora de chegada foi mais tarde que o costume, 7h da matina.
Por volta das 11h30, com poucos Euros no bolso, a malta divertia-se em regateios com os clientes, trincas em sandocas e previsões para o Glorioso-Milão.
Até que lá apareceu aquela senhora velhota, colega feirante, que sempre por ali anda, em busca de pechinchas para comprar e posteriormente vender mais caro na sua banca.
A senhora tem um, ou talvez mesmo dois, parafusos a menos, mas é super-divertida e boa-onda.
"Nice-wave", como agora a morangada diz.
Entrou, como seria de esperar, em diálogo com o (grande) autor.

- Blablabla, deixa lá ver que champôs é qu'tens aqui. - referindo-se às amostras de champô e gel-de-banho que o vosso amigo se diverte a coleccionar nos hotéis internacionais e extra-terrestres por onde passa, 597 vezes por ano.
- Estas são champô e estas gel-de-banho. - atalhou e indicou o (grande) feirante.
- Oh pá, mas tu vê lá se me vendes um champô bom, vê lá se não me cai o pintelho...aaa...o cabelo.
- !!!! (engasganço com a sande de pasta de atum e polpa de tomate)
- Ai, esta cabeça já não é o que era.
- Bom, e não quer levar também aqui uma roupinha? - apontando para a caixa de cartão atafulhada de roupinha da moda.
- Olha lá pá, mas eu tou nua, por acaso?
- (riso descontrolado com pedaços da sande a voarem em todas as direcções)
- Deixa tar que se eu andasse aqui nua, não havia clientes, pá! - rematou a senhora, sempre com o sorriso tri-dental que a caracteriza.

terça-feira, setembro 18, 2007

Uma Pessoa Sem Nome Acrescentou

Os seguintes pontos ao post "Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer":

- começa a fazer a barba na noite anterior para dormir mais um bocadinho de manhã e além disso não se cortar todo derivado a sono
- começa a encarar a ida ao ecoponto como “exercício”
- começa a pensar em ir sempre à baliza em jogos de futebol
- prefere dormir a fazer o amor
- passa a ter muito cuidado com o que come
- começa a importar-se mais com a textura/qualidade do papel higiénico do que com o preço
- a garrafa de vodka que está no congelador dura mais de um mês
- a palavra “caminhada” começa a não parecer tao absurda
- and so on

segunda-feira, setembro 17, 2007

Lolada :b :D :% :& :/ :( := :? :'( :@ :# :» :«

O (grand) autor, kd andou na escol, aprndeu a escrvr cas letrs tods e s/ ícns xpressivs.
LOL.
K estpidz.
Pkraio ék algém s lmbro dnsinar axim?
S popams tnt ns calos ds deds e teclas enviand 1simpls :), 1:( ou 1:b .
LOLADA.
Tassmem a ver ku futur tá ns resums pah.
Abaix as palvrs inteiras, dalh monossílabs!
Já agor, ké 1monossílab?
Dass...

domingo, setembro 16, 2007

Vi o Delorean do "Regresso Ao Futuro"

E tirei-lhe uma fotografia mesmo antes de desaparecer.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Geração Playstation

A geração do (grande) autor foi apelidada de "geração rasca", por causa de não se sabe bem o quê.
Na altura houve muitas manifestações, muita revolta estudantil, muitos cartazes a dizer "quem foi a p... da vaca que nos deu este leite?" e coisital, deve ter sido por isso.
Hoje em dia, a geração dos mais novos, na (grande) opinião, é a Geração Playstation.
90% dos miúdos de hoje em dia têm peso a mais, falam numa linguagem indecifrável ao ouvido menos treinado, têm calos nos dedos derivados à força com que carregam nas teclas dos comandos, acham que "ir lá para fora brincar" significa ir fazer Erasmus para Itália e discutem sobre quem matou mais pessoas e assaltou mais velhinhas na noite virtual anterior.

Já se imagina o slogan de promoção da Playstation 7, wireless, está claro:
"Playstation Wireless - A tua geração nunca estará presa por um fio."
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terça-feira, setembro 11, 2007

Cliente Seguinte

Já repararam que a placa que existe nas passadeiras rolantes das caixas de supermercado "Cliente Seguinte" é a peça mais importante para quem quer que se encontre na fila?
Sempre que os nossos produtos ultrapassam a margem de separação de 28,7 centímetros estipulada pelo I.M.S.P.C.D.P.R.S. - Instituto para a Margem de Separação de Produtos de Clientes Distintos em Passadeiras Rolantes de Supermercados - o cliente, muito afoito, pega logo na plaquinha e coloca-a entre as nossas cervejas e a RC Cola dele.
E se não são os clientes, são os caixas que imediatamente separam as águas, não vá haver uma confusão entre o nosso gel-de-banho e a lixívia da senhora.
Depois ainda tinham de anular algum produto, que trabalheira!
Sim, porque calhamos sempre na caixa do funcionário que não tem sequer competência para dar um peido sem que o gerente venha com uma chavezinha e lha introduza no ânus, para lhe relaxar os músculos glúteos, quanto mais anular a nossa cachaça da conta da D.Felismina.

sábado, setembro 08, 2007

Acabei De Me Aperceber De Duas (2) Coisas

A primeira é a de que este espaço é mantido desde o dia 3 de Agosto de 2005, ou seja, há dois anos e picos.
Impressionante, nunca pensei que conseguisse arranjar tanta estupidez para escrever durante tanto tempo.

A segunda (e que me ajuda a manter a primeira) é a de que ouvi, de facto, uma jornalista no local a dizer a seguinte frase, a propósito da novela Maddie:

- (...) houve muitos turistas aqui em Portimão que não foram à praia e preferiram ficar aqui junto à PJ, numa tentativa de vislumbrar Kate ou Gerry a entrar nas instalações..."

Mas porquê?
Porquê?!

terça-feira, setembro 04, 2007

Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer

Chegou o (grande) autor à conclusão de que um gajo nota que está a envelhecer quando:

- começa a ponderar assinar a Sportv
- os amigos começam a emigrar
- já não há Sras. Contínuas no local onde passa o dia quase todo
- não aguenta cinco noites seguidas ao mesmo ritmo
- começa a preferir pagar 4€ de táxi do que andar uma hora a pé para ir para casa às 6h da manhã
- os amigos começam a assumir que são gays
- começa a jogar squash
- os amigos começam a ter filhos
- vai assistir a concertos sentados
- leva cachecol para os jogos do Glorioso
- já não aceita fazer campismo selvagem porque não há WC

segunda-feira, setembro 03, 2007

Where Everybody Knows My Name

Não faz muito o estilo do (grande) autor deixar aqui letras de músicas que ilustram o seu estado de espírito.
Porém, nunca uma letra fez tanto sentido.
Neste momento que se desvanece entre o final das férias de 25 anos e o início da vida adulta...
Lembram-se do genérico do "Cheers - Aquele Bar" ?

Making your way in the world today takes everything you've got.
Taking a break from all your worries, sure would help a lot.

Wouldn't you like to get away?

Sometimes you want to go...
Where everybody knows your name, and they're always glad you came.

You wanna be where you can see, our troubles are all the same
You wanna be where everybody knows your name.
You wanna go where people know, people are all the same,
You wanna go where everybody knows your name.

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terça-feira, agosto 14, 2007

Mi! Mi! Micaela!

Como prova da presença do (grande) autor em concertos de renome, aqui fica esta fotografia tirada com uma máquina fotográfica com a qual se pode efectuar chamadinhas telefónicas.
A Micaela anda mais gordinha, mas a voz continua potente.
Arrasa a Lena d'Água e a Ana Malhoa.
Só não bate a Mónica Sintra, mas isso são outras lides...

sexta-feira, agosto 10, 2007

Aqui Fica

Mais uma recordação fotográfica dos Açores, mais concretamente de São Jorge.
Depois do Sudoeste Alentejano, o (grande) autor move-se agora para terras mais a Norte, para disfrutar de tudo o que um concerto de Micaela tem para oferecer.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Este Espaço Maravilhoso

Encontra-se de porta entreaberta para umas (merecidas) férias.
Porém, dada a imprevisibilidade do (grande) autor, pode ser que já amanhã haja actividade por aqui.
A ver vamos, como dizia o cego.

Uma imagem açoreana vos deixo, como prova derradeira da omnipresença d' O Clube.

quinta-feira, julho 26, 2007

Açores - O Assalto Insular

Escreve-vos o (grande) autor directamente da ilha do Faial, utilizando a internétxi do mestre Peter.
Como aqui ainda são 10h28m da matina, ainda é o rato que está na mão direita, em vez do famoso gin tónico.
Lá para as 10h50m a conversa será outra, mais entaramelada, claro.
Aterrado na segunda de manhã na Terceira e vista esta pela primeira vez, ao fim do dia a SATA não perdeu qualquer mala e largou o vosso amigo no Faial, onde se situa o quartel-general deste assalto insular.
Até agora há três aspectos a destacar, para além de toda esta beleza natural e da simpatia das pessoas.

1º - A quantidade de vacas que por aqui pastam. Uma autêntica Índia, estas ilhas. As vacas pastam onde querem, como querem e quando querem, sendo o humano a desviar-se delas em vida, mas deglutindo-as (saborosamente) em morte.

2º - A falta de pessoas bonitas. Dizeram-me por aqui que está tudo nos genes. Derivado à insularidade, as pessoas vão acasalando com primos e afins e a coisa acaba por resultar em taxas de pessoas bonitas abaixo dos 10%. Claro que toda a regra tem a sua excepção, como comprova aquela moçoila avistada no porto da Horta. Pelo menos ao longe parecia uma moçoila.

3º - O Tuning - É um fenómeno de escape social, está claro. Derivado à insularidade e à falta de cinemas, o pessoal mais jovem, em vez de ir fazer amor para o mato (porque aqui ainda não há o subsídio por maternidade) vai antes fo$#r os ouvidos aos habitantes e turistas que inocentemente se passeiam pelas avenidas marginais. No mínimo, bizarro.

De partida para o encontro com as baleias, máquina a tiracolo e meio quilo de creme no nariz, como manda a lei.

at'jâ

sábado, julho 21, 2007

Cinema

Ontem foi o (grande) autor ao cinema, convencido de que iria ver um bom filme - Alpha Dog - estando, porém, redondamente enganado.
Depois de meia-hora de filme, arrependidos de não terem ido cortar os pulsos em vez de entrarem no cinema, o (grande) autor e sua companhia começaram a ouvir um telemóvel que soava demasiado alto.
De facto, não era um télélé, mas sim o alarme de incêndio.
Os 3 jovens mauzões que na última fila não tinham parado de sussurrar em voz alta desde o início do filme, deixaram atrás de si uma nuvem de poeira, tal foi a velocidade com que atravessaram a porta de saída.
Chegados cá fora, o empregado do cinema acalmou as hostes, dizendo que o alarme tinha disparado não se sabia porquê, mas que devia ser um problema técnico.
Pelo ar dele, bem poderia estar uma das salas a arder, que ele ia continuar a pensar que tinha sido um problema técnico.
Bom, voltados às salas, começou a desenhar-se na (grande) mente uma escapadela digna de Rambo III.
Conferenciou com a sua companhia e dirigiram-se às bilheteiras, pedindo o dinheiro dos bilhetes de volta, dada à interrupção do filme, que até aí ainda não tinha recomeçado.
Assim, graças ao problema técnico (ou à sala a arder) os 4,5€ voltaram aos bolsos dos inventores da modalidade "veja-o-filme-se-não-ficar-totalmente-satisfeito-devolvemos-lhe-o-seu-dinheiro".

terça-feira, julho 17, 2007

Cinco Oradores E Um Funeral

No domingo foi o funeral.
Foi o funeral mais bonito a que já fui.
Em pleno centro funerário (porque o meu Pai era tão religioso como o Pinto da Costa inocente) montámos um projector, um portátil e um ecrã.
Enquanto eu, a minha irmã e três amigos líamos, à vez, uns textos e dois poemas em sua memória, iam passando fotografias recentes e antigas, todas de criar-lágrima-no-canto-do-olho.
Depois seguiu para o crematório (porque o meu Pai queria as cinzas espalhadas numa das nossas muitas praias), terminando com uma valente salva de palmas.

O meu Pai, sempre que íamos a um funeral, dizia-me, em susurro:
- Mas porque é que as pessoas querem ser enterradas? Já viste o desperdício de espaço? Já viste quantos campos de futebol é que se faziam nas zonas dos cemitérios??

Pedimos ainda às pessoas para, além de não virem de preto, em vez de trazerem flores (que apodrecem dois dias depois e vão para o lixo) trazerem um cheque à ordem da União Zoófila, para ajudarmos os cães e os gatos, que tanto precisam.
Até agora já conseguimos 430€, o que com toda a certeza deixa o meu Pai contentíssimo.

Foi mesmo bonito (para um funeral).

Até já, Pai.
Vai lá andando que um gajo já lá vai ter.

quinta-feira, julho 12, 2007

O Meu Pai Foi Andando

(suspiro)
O meu pai não resistiu e decidiu partir.
Como eu costumo dizer, foi andando e depois um gajo vai lá ter, mais tarde.
É o dia mais triste da minha vida.

Mas, para completar o rodopio de emoções, recebi hoje também a última nota que faltava.
Passei e acabei o curso.
Que vitória com sabor amargo.

Queria agradecer a todos os que durante estes dias difíceis ajudaram, transmitindo palavras de apoio, escritas ou faladas.

Enfim, como diz um amigo meu quando já tem pouco sangue no álcool:
"Oh amigo, iss' pa um gajo morrer, só basta é tar bibo."

É continuar, com o humor de um lado e a memória do outro.

quinta-feira, julho 05, 2007

O Que Faz Mais Confusão

Em ir a um hospital todos os dias é que, para chegar aos cuidados intensivos, onde está o meu pai, tenho de passar pela entrada das urgências.
E faz imensa confusão, porque todos os dias estão lá pessoas diferentes, agarradas umas às outras, a fumar e a chorar.
Todos os dias vou lá e todos os dias vejo pessoas diferentes em desespero.
Ouço frases das histórias de alguns quando passo, vejo lágrimas a cair pela cara, piso lenços no chão.
Romenos, brasileiros, portugueses, ingleses, espanhóis, já ouvi todas as línguas, à porta daquelas urgências.
E ali, todos os idiomas são iguais.
 
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