segunda-feira, outubro 15, 2007

O Início do Documentário "Barcilónia"

Começou hoje o master.
Quer-se dizer, começava.
Porque, talvez para que o (grande) autor não sinta falta de Portugal, o professor que iria dar a primeira aula - realização - faltou.
Apareceu o director da escola a pedir desculpas e a explicar que o pai do prof de realização teve um ataque cardíaco ontem.
Pela primeira vez na sua (grande) vida, quem vos escreve não ficou contente por não ter aulas.
Um gajo vai envelhecendo e dá nisto.

Bom, quanto aos coleguinhas de classe, são 18.
Os que apareceram hoje distribuem-se da seguinte forma, pelo globo terrestre, tal como se distribuíam pela mesa do café onde fomos passar o tempo de furo:
1 Brasileiro - vive em São Paulo, mas é do Rio, cheio de tatuagens.
1 Colombiano - de Bogotá (Nônô, não estás bem a ver, é um sósia do Gerardo).
1 Chileno - Não me lembro do nome da sua cidade, parece um lutador de wrestling.
1 Catalão - De Barcelona (Catalunya no e España), igual ao Jack, do Lost.
1 Espanhol - De Murcia, igual a um amigo meu de San Sebastián, tenho de lhe perguntar se tem irmãos.
1 Inglês - Não me lembro de que cidade, mas não era Londres, senão lembrava-me, com um ar mesmo british.
1 Italiano - Do Norte, mas não especificou cidade, com um piercing na sobrancelha.
1 Espanhola - De Huesca, com o cabelo laranja.
1 Espanhola - Não percebi de onde era, com uma argola no nariz.
1 Francês - De Paris, com gel no cabelo e as golas do polo para cima.
1 Holandês - Não disse de onde, quase não fala castellano.

Os restantes coleguinhas, corre o rumor de que são todos Sul-Americanos e que estão ainda do outro lado do oceano, presos a complicações burocráticas relativas a vistos de permanência.
Como podem comprovar, o master é, de facto, internacional.

Só uma achega, o cartão do DIA%Minipreço português também serve para aqui e o (grande) autor já benficiou de descontos no Chocapic e nos iogurtes.

domingo, outubro 14, 2007

Casas e Praças na Barcilónia

O (grande) autor tem andado em busca de casota.
Pelo meio busca um trabalho, enquanto se passeia pela ruas planas de Barcelona, de praça em praça.
Desde um argentino bodybuilder motard gay - "que tamo bucando un tío tranquilo"-, uma mexicana advogada com um cão a pilhas - "que puedes utilizar todo el piso, excepto el salón, que es solo para mi"- e uma quarentona maníaco-depressiva - "que yo salgo por las 6h de la mañana y nadie me ve hasta las 9h de la noche" -, já estes (grandes) olhos viram tudo.
De noite as praças e os bares albergam os milhares de jovens, até que a polícia aparece a escoltar os cantoneiros que tratam de pôr a ordem e a limpeza na cidade, respectivamente.
Amanhã começam as aulas e já o papel, a caneta e a imaginação documental estão preparados para entrar num (grande) ano.
La Gaviota é o sítio em que nos sentimos em casa e se grita pelo Barça, mas não tanto como pelo Benfica, e onde o dono, Alberto, já nos cumprimenta com apertos de mão.
A coisa promete, na cidade onde se passa pela fila para a La Pedrera, se pára, se entrega um currículo e se segue.
Porque não precisamos de visitar a La Pedrera já.
Porque vivemos e sonhamos acordados aqui.

quinta-feira, outubro 11, 2007

O (grande) Autor Em Barcelona

Caros leitores, amigos, inimigos e pessoas que se enganaram na página e vieram aqui parar enquanto procuravam "opiniões do professor Marcelo sobre isso tudo sobre o qual nunca ninguém opinou nem ninguém quer saber".
O (grande) autor efectuou - que belo verbo, "efectuar" - uma (grande) mudança na sua vida.
Pois é, o estaminé opinador cambiou-se para o outro lado da península, para a bela Barcelona.
Começa na próxima segunda-feira o mestrado em cinema documental que irá o (grande) frequentar até Julho de 2008.
Como de blogs de merda está a internétxi cheia, o vosso amigo decidiu não criar mais um do tipo "O jota em barcelona" ou "Mais um tuga na Cataluña" e mantém este agradável pousio como quartel-general das estupidezes a comunicar, seja em português, castellano ou catalá.
Bueno, vai o (grande) sair para a rua em busca da sua escola (ainda apenas vislumbrada via net e com grandes possibilidades de ser fictícia), em busca de trabalho e de um cartão de uma rede de teleCHULOS espanhola, que o rómingue (como diz um gajo que eu cá sei) está carote.

Em breve mais notícias sobre a Barcilónia.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Segurança da Segurança Social


Alguém me pode explicar porque raio tem o segurança na Segurança Social um tapete para os pés debaixo da sua secretária?
Ser segurança na Segurança Social deve ser dos trabalhos mais chatos e monótonos do mundo.
Vigiar velhotas que vão reclamar por causa da pensão de 100€ mensais (o que de si já é triste) estar atrasada?
O homem não anda propriamente de cinco em cinco minutos a tirar pessoas da lama, ou a chapinhar em poças de água de esgoto.
Na generalidade, estes seguranças estão tão desesperados por fazer alguma coisa que (e sei por experiência própria), mal o cidadão entra no seu perímetro de acção, o segurança rapidamente se nos dirige e indica o dispositivo das senhas, explicando em 3,2 segundos o significado de cada senha, por cores e denominações.
Não contente, mal a pessoa acena que sim sem ter percebido nada, indicam-nos o placard onde os números das senhas vão (lentamente) progredindo.
Mas porquê um tapete debaixo da sua secretária?
Para limpar os pés de cada vez que pisa um fio de baba oriundo da boca de um cidadão que adormeceu na fila de espera?

Nesta fotografia, o segurança choraminga perante uma cliente que diz não ter percebido as suas indicações.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Segurança Social

Hoje foi o (grande) autor tratar de seus assuntos à Segurança Social.
Claro que hoje não bastou e há uma segunda volta amanhã.
Aliás, está implícito que um gajo nunca consegue tratar do que quer à primeira, seja nas finanças, na segurança social, na paróquia, na junta de freguesia ou no centro de emprego.
Porém, relativamente à segurança social, como frisou um (grande) amigo, o acontecimento é especial:

"Ir à segurança social não é uma coisa qualquer... é um compromisso para toda a vida."

segunda-feira, setembro 24, 2007

O MSN

O messenger, apesar de tudo, é bom.
É fixe, um gajo estar a trabalhar no seu canto e ter acesso aos cantos dos amigos, além fronteiras.
Hoje falei com pessoal que está em Barcelona, no Porto, em Lisboa, em Shangai, em Florença, em Faro, em Edimburgo e no Brasil.
Low-cost mais low-cost que este não há.
Não há nada como ir e tocar, mas à falta de melhor, é muito bom falar.

domingo, setembro 23, 2007

Agora Que Não Tem Nada A Ver

Acreditem no que vos escreve o (grande) autor, em jeito de professor karamba:

A vida é como um computador.
Se um gajo não vai fazendo uns back-ups de vez em quando, arrisca-se a perder tudo um dia.
E não deixem para amanhã o back-up que podem fazer hoje!
.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Urinar - Do Nível Sóbrio ao Nível Ébrio

Caros leitores, o (grande) autor tem hoje para vós a tabela que indica a taxa de alcoolémia no sangue, partindo apenas da forma como o indivíduo urina.
(Urinar - que verbo deveras fantástico.)

Nível Sóbrio - O ser humano entra no WC e, sendo homem, não consegue urinar entre duas pessoas, nos mictórios (que palavra brilhante) verticais. Sendo senhora, não há problemas porque os mictórios se chamam sanitas e geralmente estão inseridos em cubículos com portas e fechaduras, a menos que se encontrem na EB 2+3 de Chelas ou no Colombo.

Nível já-bebi-umas-imperiais - O homem consegue urinar entre duas pessoas e até mantém uma conversa sobre futebol com uma delas enquanto sacode o bicharoco como se de um shaker se tratasse. A senhora, do fim da fila, começa a berrar com as senhoras que ocupam as sanitas no momento a dizer-lhes que aquilo não é uma sala de parto.

Nível já-não-vejo-nada-à-minha-frente - O homem, além de conversar com o colega do mictório ao lado, ainda lhe pede um cigarro, diz mal do seu clube e urina-lhe para cima quando se vira para tentar chegar ao isqueiro que caiu ao chão. A senhora, irrompe pelo cubículo e arranca de lá a outra senhora, oferecendo-se para se sentar ao lado dela e urinar ao mesmo tempo, se ela não sair.

Nível chamem-o-INEM-por-favor - O homem urina em qualquer lado, interiores ou exteriores, na presença de senhoras, polícias ou sogros. A senhora urina geralmente na rua, sempre entre dois carros, a rir a bandeiras despregadas com as amigas e a cair para trás no final.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Mas Eu Tou Nua, Por Acaso?

Mais uma vez deslocou-se o (grande) autor até ao local de maior diversidade humana de Lisboa a seguir à praça do Martim Moniz:
a feira da ladra.
Acompanhado pelos suspeitos do costume, lá montaram os heróis as suas bancas, prontos a vender toda a merda que levavam.
A hora de chegada foi mais tarde que o costume, 7h da matina.
Por volta das 11h30, com poucos Euros no bolso, a malta divertia-se em regateios com os clientes, trincas em sandocas e previsões para o Glorioso-Milão.
Até que lá apareceu aquela senhora velhota, colega feirante, que sempre por ali anda, em busca de pechinchas para comprar e posteriormente vender mais caro na sua banca.
A senhora tem um, ou talvez mesmo dois, parafusos a menos, mas é super-divertida e boa-onda.
"Nice-wave", como agora a morangada diz.
Entrou, como seria de esperar, em diálogo com o (grande) autor.

- Blablabla, deixa lá ver que champôs é qu'tens aqui. - referindo-se às amostras de champô e gel-de-banho que o vosso amigo se diverte a coleccionar nos hotéis internacionais e extra-terrestres por onde passa, 597 vezes por ano.
- Estas são champô e estas gel-de-banho. - atalhou e indicou o (grande) feirante.
- Oh pá, mas tu vê lá se me vendes um champô bom, vê lá se não me cai o pintelho...aaa...o cabelo.
- !!!! (engasganço com a sande de pasta de atum e polpa de tomate)
- Ai, esta cabeça já não é o que era.
- Bom, e não quer levar também aqui uma roupinha? - apontando para a caixa de cartão atafulhada de roupinha da moda.
- Olha lá pá, mas eu tou nua, por acaso?
- (riso descontrolado com pedaços da sande a voarem em todas as direcções)
- Deixa tar que se eu andasse aqui nua, não havia clientes, pá! - rematou a senhora, sempre com o sorriso tri-dental que a caracteriza.

terça-feira, setembro 18, 2007

Uma Pessoa Sem Nome Acrescentou

Os seguintes pontos ao post "Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer":

- começa a fazer a barba na noite anterior para dormir mais um bocadinho de manhã e além disso não se cortar todo derivado a sono
- começa a encarar a ida ao ecoponto como “exercício”
- começa a pensar em ir sempre à baliza em jogos de futebol
- prefere dormir a fazer o amor
- passa a ter muito cuidado com o que come
- começa a importar-se mais com a textura/qualidade do papel higiénico do que com o preço
- a garrafa de vodka que está no congelador dura mais de um mês
- a palavra “caminhada” começa a não parecer tao absurda
- and so on

segunda-feira, setembro 17, 2007

Lolada :b :D :% :& :/ :( := :? :'( :@ :# :» :«

O (grand) autor, kd andou na escol, aprndeu a escrvr cas letrs tods e s/ ícns xpressivs.
LOL.
K estpidz.
Pkraio ék algém s lmbro dnsinar axim?
S popams tnt ns calos ds deds e teclas enviand 1simpls :), 1:( ou 1:b .
LOLADA.
Tassmem a ver ku futur tá ns resums pah.
Abaix as palvrs inteiras, dalh monossílabs!
Já agor, ké 1monossílab?
Dass...

domingo, setembro 16, 2007

Vi o Delorean do "Regresso Ao Futuro"

E tirei-lhe uma fotografia mesmo antes de desaparecer.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Geração Playstation

A geração do (grande) autor foi apelidada de "geração rasca", por causa de não se sabe bem o quê.
Na altura houve muitas manifestações, muita revolta estudantil, muitos cartazes a dizer "quem foi a p... da vaca que nos deu este leite?" e coisital, deve ter sido por isso.
Hoje em dia, a geração dos mais novos, na (grande) opinião, é a Geração Playstation.
90% dos miúdos de hoje em dia têm peso a mais, falam numa linguagem indecifrável ao ouvido menos treinado, têm calos nos dedos derivados à força com que carregam nas teclas dos comandos, acham que "ir lá para fora brincar" significa ir fazer Erasmus para Itália e discutem sobre quem matou mais pessoas e assaltou mais velhinhas na noite virtual anterior.

Já se imagina o slogan de promoção da Playstation 7, wireless, está claro:
"Playstation Wireless - A tua geração nunca estará presa por um fio."
.

terça-feira, setembro 11, 2007

Cliente Seguinte

Já repararam que a placa que existe nas passadeiras rolantes das caixas de supermercado "Cliente Seguinte" é a peça mais importante para quem quer que se encontre na fila?
Sempre que os nossos produtos ultrapassam a margem de separação de 28,7 centímetros estipulada pelo I.M.S.P.C.D.P.R.S. - Instituto para a Margem de Separação de Produtos de Clientes Distintos em Passadeiras Rolantes de Supermercados - o cliente, muito afoito, pega logo na plaquinha e coloca-a entre as nossas cervejas e a RC Cola dele.
E se não são os clientes, são os caixas que imediatamente separam as águas, não vá haver uma confusão entre o nosso gel-de-banho e a lixívia da senhora.
Depois ainda tinham de anular algum produto, que trabalheira!
Sim, porque calhamos sempre na caixa do funcionário que não tem sequer competência para dar um peido sem que o gerente venha com uma chavezinha e lha introduza no ânus, para lhe relaxar os músculos glúteos, quanto mais anular a nossa cachaça da conta da D.Felismina.

sábado, setembro 08, 2007

Acabei De Me Aperceber De Duas (2) Coisas

A primeira é a de que este espaço é mantido desde o dia 3 de Agosto de 2005, ou seja, há dois anos e picos.
Impressionante, nunca pensei que conseguisse arranjar tanta estupidez para escrever durante tanto tempo.

A segunda (e que me ajuda a manter a primeira) é a de que ouvi, de facto, uma jornalista no local a dizer a seguinte frase, a propósito da novela Maddie:

- (...) houve muitos turistas aqui em Portimão que não foram à praia e preferiram ficar aqui junto à PJ, numa tentativa de vislumbrar Kate ou Gerry a entrar nas instalações..."

Mas porquê?
Porquê?!

terça-feira, setembro 04, 2007

Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer

Chegou o (grande) autor à conclusão de que um gajo nota que está a envelhecer quando:

- começa a ponderar assinar a Sportv
- os amigos começam a emigrar
- já não há Sras. Contínuas no local onde passa o dia quase todo
- não aguenta cinco noites seguidas ao mesmo ritmo
- começa a preferir pagar 4€ de táxi do que andar uma hora a pé para ir para casa às 6h da manhã
- os amigos começam a assumir que são gays
- começa a jogar squash
- os amigos começam a ter filhos
- vai assistir a concertos sentados
- leva cachecol para os jogos do Glorioso
- já não aceita fazer campismo selvagem porque não há WC

segunda-feira, setembro 03, 2007

Where Everybody Knows My Name

Não faz muito o estilo do (grande) autor deixar aqui letras de músicas que ilustram o seu estado de espírito.
Porém, nunca uma letra fez tanto sentido.
Neste momento que se desvanece entre o final das férias de 25 anos e o início da vida adulta...
Lembram-se do genérico do "Cheers - Aquele Bar" ?

Making your way in the world today takes everything you've got.
Taking a break from all your worries, sure would help a lot.

Wouldn't you like to get away?

Sometimes you want to go...
Where everybody knows your name, and they're always glad you came.

You wanna be where you can see, our troubles are all the same
You wanna be where everybody knows your name.
You wanna go where people know, people are all the same,
You wanna go where everybody knows your name.

.

terça-feira, agosto 14, 2007

Mi! Mi! Micaela!

Como prova da presença do (grande) autor em concertos de renome, aqui fica esta fotografia tirada com uma máquina fotográfica com a qual se pode efectuar chamadinhas telefónicas.
A Micaela anda mais gordinha, mas a voz continua potente.
Arrasa a Lena d'Água e a Ana Malhoa.
Só não bate a Mónica Sintra, mas isso são outras lides...

sexta-feira, agosto 10, 2007

Aqui Fica

Mais uma recordação fotográfica dos Açores, mais concretamente de São Jorge.
Depois do Sudoeste Alentejano, o (grande) autor move-se agora para terras mais a Norte, para disfrutar de tudo o que um concerto de Micaela tem para oferecer.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Este Espaço Maravilhoso

Encontra-se de porta entreaberta para umas (merecidas) férias.
Porém, dada a imprevisibilidade do (grande) autor, pode ser que já amanhã haja actividade por aqui.
A ver vamos, como dizia o cego.

Uma imagem açoreana vos deixo, como prova derradeira da omnipresença d' O Clube.

quinta-feira, julho 26, 2007

Açores - O Assalto Insular

Escreve-vos o (grande) autor directamente da ilha do Faial, utilizando a internétxi do mestre Peter.
Como aqui ainda são 10h28m da matina, ainda é o rato que está na mão direita, em vez do famoso gin tónico.
Lá para as 10h50m a conversa será outra, mais entaramelada, claro.
Aterrado na segunda de manhã na Terceira e vista esta pela primeira vez, ao fim do dia a SATA não perdeu qualquer mala e largou o vosso amigo no Faial, onde se situa o quartel-general deste assalto insular.
Até agora há três aspectos a destacar, para além de toda esta beleza natural e da simpatia das pessoas.

1º - A quantidade de vacas que por aqui pastam. Uma autêntica Índia, estas ilhas. As vacas pastam onde querem, como querem e quando querem, sendo o humano a desviar-se delas em vida, mas deglutindo-as (saborosamente) em morte.

2º - A falta de pessoas bonitas. Dizeram-me por aqui que está tudo nos genes. Derivado à insularidade, as pessoas vão acasalando com primos e afins e a coisa acaba por resultar em taxas de pessoas bonitas abaixo dos 10%. Claro que toda a regra tem a sua excepção, como comprova aquela moçoila avistada no porto da Horta. Pelo menos ao longe parecia uma moçoila.

3º - O Tuning - É um fenómeno de escape social, está claro. Derivado à insularidade e à falta de cinemas, o pessoal mais jovem, em vez de ir fazer amor para o mato (porque aqui ainda não há o subsídio por maternidade) vai antes fo$#r os ouvidos aos habitantes e turistas que inocentemente se passeiam pelas avenidas marginais. No mínimo, bizarro.

De partida para o encontro com as baleias, máquina a tiracolo e meio quilo de creme no nariz, como manda a lei.

at'jâ

sábado, julho 21, 2007

Cinema

Ontem foi o (grande) autor ao cinema, convencido de que iria ver um bom filme - Alpha Dog - estando, porém, redondamente enganado.
Depois de meia-hora de filme, arrependidos de não terem ido cortar os pulsos em vez de entrarem no cinema, o (grande) autor e sua companhia começaram a ouvir um telemóvel que soava demasiado alto.
De facto, não era um télélé, mas sim o alarme de incêndio.
Os 3 jovens mauzões que na última fila não tinham parado de sussurrar em voz alta desde o início do filme, deixaram atrás de si uma nuvem de poeira, tal foi a velocidade com que atravessaram a porta de saída.
Chegados cá fora, o empregado do cinema acalmou as hostes, dizendo que o alarme tinha disparado não se sabia porquê, mas que devia ser um problema técnico.
Pelo ar dele, bem poderia estar uma das salas a arder, que ele ia continuar a pensar que tinha sido um problema técnico.
Bom, voltados às salas, começou a desenhar-se na (grande) mente uma escapadela digna de Rambo III.
Conferenciou com a sua companhia e dirigiram-se às bilheteiras, pedindo o dinheiro dos bilhetes de volta, dada à interrupção do filme, que até aí ainda não tinha recomeçado.
Assim, graças ao problema técnico (ou à sala a arder) os 4,5€ voltaram aos bolsos dos inventores da modalidade "veja-o-filme-se-não-ficar-totalmente-satisfeito-devolvemos-lhe-o-seu-dinheiro".

terça-feira, julho 17, 2007

Cinco Oradores E Um Funeral

No domingo foi o funeral.
Foi o funeral mais bonito a que já fui.
Em pleno centro funerário (porque o meu Pai era tão religioso como o Pinto da Costa inocente) montámos um projector, um portátil e um ecrã.
Enquanto eu, a minha irmã e três amigos líamos, à vez, uns textos e dois poemas em sua memória, iam passando fotografias recentes e antigas, todas de criar-lágrima-no-canto-do-olho.
Depois seguiu para o crematório (porque o meu Pai queria as cinzas espalhadas numa das nossas muitas praias), terminando com uma valente salva de palmas.

O meu Pai, sempre que íamos a um funeral, dizia-me, em susurro:
- Mas porque é que as pessoas querem ser enterradas? Já viste o desperdício de espaço? Já viste quantos campos de futebol é que se faziam nas zonas dos cemitérios??

Pedimos ainda às pessoas para, além de não virem de preto, em vez de trazerem flores (que apodrecem dois dias depois e vão para o lixo) trazerem um cheque à ordem da União Zoófila, para ajudarmos os cães e os gatos, que tanto precisam.
Até agora já conseguimos 430€, o que com toda a certeza deixa o meu Pai contentíssimo.

Foi mesmo bonito (para um funeral).

Até já, Pai.
Vai lá andando que um gajo já lá vai ter.

quinta-feira, julho 12, 2007

O Meu Pai Foi Andando

(suspiro)
O meu pai não resistiu e decidiu partir.
Como eu costumo dizer, foi andando e depois um gajo vai lá ter, mais tarde.
É o dia mais triste da minha vida.

Mas, para completar o rodopio de emoções, recebi hoje também a última nota que faltava.
Passei e acabei o curso.
Que vitória com sabor amargo.

Queria agradecer a todos os que durante estes dias difíceis ajudaram, transmitindo palavras de apoio, escritas ou faladas.

Enfim, como diz um amigo meu quando já tem pouco sangue no álcool:
"Oh amigo, iss' pa um gajo morrer, só basta é tar bibo."

É continuar, com o humor de um lado e a memória do outro.

quinta-feira, julho 05, 2007

O Que Faz Mais Confusão

Em ir a um hospital todos os dias é que, para chegar aos cuidados intensivos, onde está o meu pai, tenho de passar pela entrada das urgências.
E faz imensa confusão, porque todos os dias estão lá pessoas diferentes, agarradas umas às outras, a fumar e a chorar.
Todos os dias vou lá e todos os dias vejo pessoas diferentes em desespero.
Ouço frases das histórias de alguns quando passo, vejo lágrimas a cair pela cara, piso lenços no chão.
Romenos, brasileiros, portugueses, ingleses, espanhóis, já ouvi todas as línguas, à porta daquelas urgências.
E ali, todos os idiomas são iguais.

O Meu Pai - II

Infelizmente, o meu pai continua na mesma.
Coma profundo, sem reacções.
Ele está adormecido e eu, uns dias estou triste-standart, outros dias estou arrasado.

Porém, como a vida tem de continuar, mais vale um gajo encarar isto com algum humor do que andar aí a chorar pelos cantos agarrado às saias das senhoras que passam no metro.
E eu tenho um humor da cor da maioria dos habitantes da Cova da Moura.

Assim, passo a enunciar algo que me revolta.
Como muitos poderão saber, fiz ontem o último (espero) exame do meu curso.
Correu bem, dadas as circunstâncias.
Odeio ser avaliado, como a maioria das pessoas.

Mas o que me chateia é que, mesmo em coma, um gajo está a ser avaliado.
Ontem falei com um médico que me disse que o "score" do meu pai é muito baixo.
O score mede-se consoante o nível de reacções que o comatoso tem, como resposta a dados estímulos.
O score vai desde zero (meio-morto) até 15 (quase-a-acordar-do-coma)
Esses estímulos vão desde pequenos beliscões até dores que fazem o Stephen Hawking fazer os 100 metros em 7,4 segundos, bem como reacções ao som e à luz, entre outros.

E o meu pai é um calão!!
Tem um score de 3 ou 4.
Não há direito!
Mesmo em coma um gajo é avaliado (à revelia do próprio) e fica com fama de calão, porque tem más notas.
O que eu disse ao médico é que ele não devia estar à espera do exame e então não se preparou devidamente.
A ver se o chavalo estuda, para no próximo rebentar a escala.
.

terça-feira, julho 03, 2007

O Meu Pai

Como custa escrever isto.
O meu pai está em coma profundo.

Na sexta dia 29 ia a passar na Ponte 25 de Abril e, sem sabermos ainda como, chocou com um carro, caiu da mota e aterrou num coma.
Os paramédicos do INEM (os que vão naquele carro de dois lugares, um verdadeiro mini-hospital) tiveram de o reanimar 5 vezes, pois ele insistia em entrar em paragem cardíaca.

O meu pai é rijo, há-de acordar e voltar ao normal.
Porém, agora não há nada a fazer, apenas esperar que a rigidez o leve a acordar.
Tem a perna esquerda partida em dois sítios, o esterno partido, o pulmão esquerdo perfurado, a clavícula esquerda partida e um traumatismo craniano muito grave, por causa de ter partido a cabeça na nuca, apesar de levar capacete.
Imagino a queda e o embate.

Não sou muito de contar assim a minha vida pessoal na internet.
Mas que isto sirva de exemplo de que realmente não acontece só aos outros.
Aproveitem quem têm, pois de um segundo para o outro podem perdê-los.

Não sei quanto tempo estarei sem escrever aqui, mas agora não ando com muita vontade.
Se houver notícias aviso.

Caraças, ele tem de acordar e ficar bom.
Só pode.

sexta-feira, junho 29, 2007

A Corrida do (grande) Autor

Está o nosso piloto em (grande) velocidade a sair da última curva e a entrar na recta final, lançado para cruzar a linha da meta.
Nesta, segurando a bandeira axadrezada, estão duas professoras.
Será que vão dar a bandeirada final, permitindo a ida do (grande) autor ao pódio académico?
Será que rebentará um pneu a alguns metros da meta, causando o espetanço do ano?
Ou será que o (grande) autor passa a linha da meta, mas alguma das professoras o manda dar mais uma volta à pista?

Aguardem sentados na bancada central...
O que acontecerá na recta final?

quarta-feira, junho 27, 2007

Vem Aí O Verão

Vem aí o Verão
E com ele as secas e os incêndios
Os bikinis, as tangas, o futebol na areia
O protector, os escaldões
As marcas de bikini, as marcas das tangas
(neles - blargh- e nelas).
No Verão comem-se gelados
No Verão há romances no ar
Os gelados esfriam a cabeça
Os romances esquentam o coração.
Vem aí o Verão
E com ele as ondas pequenas
Para os surfistas de Verão
Que não vão lá no Inverno.
No Verão há cães na praia
E com eles os cócós na toalha.
Gosto do Verão
Mas não gosto das piscinas de chichi
Que se formam nas praias da Costa
Vem aí o Verão
E eu só penso em ir à neve
Mas antes vou à praia
E adoro ir à praia
Mas porque vem aí o Verão.
Quando vier o Inverno
Não sou surfista de Inverno
Por isso vou à neve
Mas vou estar a pensar na praia
Porque virá aí o Verão.
E sim, eu sei que o Verão já chegou
Mas eu gosto de pensar nas coisas que aí vêm
E às vezes penso mais no que aí vem
Do que naquilo que cá está
E um dia arrependo-me.

E se houver um ente superior, impedir-me-á de escrever mais barbaridades destas.

domingo, junho 24, 2007

Coisas Que Me Arrepiam Só de Pensar

Partir uma perna com fractura exposta no tempo das cavernas.
O que é um gajo fazia nessa altura? Pedia aos lobos para lamberem a ferida e empurrarem o ossinho para dentro sem o roerem?

Ter de arrancar um dente há 200 anos.
Acho que só deixava que mo tirassem quando tivesse desmaiado de bêbedo.
Podia ser que a dor de cabeça da ressaca no dia seguinte fosse maior que a dor na boca.

A cena n' O Silêncio dos Inocentes em que a Jodie fica presa no poço do travesti assassino e vê as unhas das anteriores prisioneiras cravadas nas paredes do poço, de tentarem trepar "à unhada".
Quimpesssssão...

O vídeo do Abel Xavier a meter a mão na bola contra a França em 2000 e a atirar-se para o chão com uma tabuleta nas costas onde se pode ler:
"Desviei a bola com a mão propositadamente e não estou sob o efeito de drogas, apesar da cor do meu cabelo."

quinta-feira, junho 21, 2007

Ultimamente

Não têm acontecido coisas dignas de exposição neste espaço lúdico.
Depois da bonança vem sempre a tempestade, por isso aguardem...
Ou é ao contrário?

Ps- Por aí dizem que há homens que ficam bem de eyeliner, como o Jack Sparrow.
Na (grande) opinião, é preciso ser muito Depp para usar eyeliner.

quarta-feira, junho 20, 2007

7 Maravilhas da Blogosfera

Imaginado pelo 100 sentidos.


"Regulamento
1.
Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail:
7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
- Os votos no blog 100 Sentidos (O Sentido das Coisas).
No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
Apelo à divulgação desta iniciativa junto a todos os bloggers interessados em reconhecer publicamente o esforço, a dedicação e o talento para a arte de blogar de alguns dos seus congéneres."

Aqui ficam as 7 escolhas do (grande) autor:
(meramente exemplificativas, pois se pudesse escolhia todos os da minha lista de links, que por alguma razão lá estão)

A Quatro
Descontrolado Alto Deleite
Não Penses Nisso
Pega Na Lancheira e Vai Dar o Almoço Ao Pai
Pudim Royal
São Piores Que Os Putos
Uma Blogaria Pegada
.

terça-feira, junho 19, 2007

Como Descobrir Um Tuga

Há uns dias atrás, mais concretamente na noite de 11 para 12, ou seja, véspera de Santos, passeava o (grande) autor por uma Alfama todavia em construção para arraiais.
Bebendo umas imperiais ainda a preço normal e não a preço de petróleo, encontrava-se num largo em que circulavam mais turistas que portugueses.
Geralmente, em qualquer país, os turistas distinguem-se bem dos nativos, mas nesta noite tal não sucedia com uma clareza cristalina.
Porém, um sujeito passou que logo se denunciou.
Como?
Tinha bigode, vinha vermelhusco na zona do nariz, envergava uma manga-a-cava deveras b-o-n-i-t-a onde acondicionava uma pança de 8 meses e calçava um chinelo catita, deixando à mostra a unhaca do pé, que parecia podre.
O fundamental?
Trazia o maço de tabaco preso entre a pança e a manga-a-cava, na zona do umbigo.

Uma fotografia seria espectacular, mas a vossa imaginação também vos deve levar a voar a rir pelos teclados fora.

sábado, junho 16, 2007

Humano Desumano

Ainda há pouco esteve o (grande) autor a ver um documentário na 2, narrado pelo Jeremy Irons.
Que voz, nossa senhora.
Homosexualidades à parte, no documentário um leopardo matava um babuíno, seu inimigo natural.
Porém, agarrado ao babuíno e sem que o leopardo notasse, vinha um mini-babuíno, com dias de idade.
O leopardo, ao contrário do que se pudesse esperar, cuidou da pequena cria (embora lhe fosse comendo a mãe, é certo), até que os outros babuínos chegaram para o resgatar, tendo o leopardo abandonado a mãe-babuíno morta, mas a cria, vivinha da silva e a respirar saúde.

Ora, o que o (grande) autor não compreende é porque é que a raça humana é a única "racional", mas também a única onde os seus membros se matam uns aos outros.
Neste documentário, um membro de uma raça não mata uma cria de uma outra raça, sua inimiga natural.
No entanto os humanos, diariamente, matam, violam, torturam, roubam e enganam propositadamente os seus semelhantes.
Mas porque carga d'água?
Devemos ser a única espécie que mantém as crias do seu semelhante fechadas numa sala escura para as violarmos durante anos até que estas morram de tristeza.
Devemos ser os únicos a matar um semelhante porque este adora outro deus.
Os únicos que enganam os membros mais velhos da espécie para lhes ficarmos com o dinheiro.
Os únicos a matar as próprias mães porque queremos uma herança rapidamente.
Os únicos que mantemos prisioneiros para os torturarmos até eles dizerem onde estão "as armas".
Nunca vi um leão a amarrar uma impala a uma árvore e vê-la morrer, só pelo prazer e porque ela é de uma facção rival.
Nunca vi uma hiena a guardar as crias de gnu numa covinha, para "brincar" com elas.
E estes animais são todos de espécies diferentes!!
Porque é que nós, humanos, fazemos tanta merda aos nossos iguais?
Com tudo o que se passa intra-humanidade, não admira que as maldades que se fazem às outras espécies, como as touradas ou as lutas de galos possam ser consideradas "tradições".
Os animais irracionais são animais.
Mas alguns humanos é que são uns animais.

sexta-feira, junho 15, 2007

quinta-feira, junho 14, 2007

Gosto Muito

Daquele anúncio ao medicamento anti-diarreia.
Acho espectacular, um anúncio que tenha como tema central a diarreia.
Não passa despercebido, quanto mais não seja porque é diarreia, do que se trata.
"Diarreia".
Que palavra bonita.
Caramba, um gajo vê aquele homem no anúncio a sentar-se na cadeira do teatro e a sorrir, porque tomou o comprimido e sabe que não se vai desfazer em merda líquida nas próximas duas horas.
E o espectador em casa sorri, solidário, ou simplesmente porque sabe que tem uma retrete à mão (ou ao rabiosque), se precisar.
"Para parar a diarreia, antes que a diarreia nos pare a nós".
Divinal.
Sabe tão bem ver esse anúncio entre a 3ª e a 4ª (e última) garfada do almoço.
Só não bate os anúcios ao Tena Lady, mas isso já é outro campeonato.

Aqui fica mais um exemplo de publicidade de qualidade(??):

A diarreia é muito perigosa. Dê ao seu filho(a) Soro Oral.

quarta-feira, junho 13, 2007

Ricardo II - Director's Cut

Foi o (grande) autor assistir a mais uma estreia na sua vida.
Não uma estreia como aquela aos 13 anos, nem como a outra aos 16, nem aqueloutra aos 17.
Esta foi uma de teatro, no sempre mui nobre Dona Maria Sigunda.
Quem o acompanhava advertiu:
- Para a peça começar às 21h, deve haver tramóia...
E tramóia teve lugar, sim, uma autêntica emboscada num vale estreito, sem aviso.
Porquê?
Porque a peça teve intervalo.
Mas duas horas após ter começado.
Quando se assiste a alguma coisa que tem o intervalo decorridas duas horas, ou a cena está a ser muito interessante, ou a pessoa começa imediatamente a mostrar interesse pelo corte de pulsos ou pela auto-asfixia.
Neste caso, a situação provou um bocadinho de ambas.
Não foi o gato às filhoses pela duração de 3h35m, mas torceu a porca um nadinha o rabo à qualidade.
No final, a dupla maravilha esperava, ansiosa, pelo beberete, como 99,9999999999997% dos presentes, enquanto tentava restabelecer a circulação sanguínea nas pernas.
O beberete lá chegou, mas com pouco vigor.
Umas empadinhas, uns folhadinhos, uns pastéis-de-nata em miniatura, uns canapés e uns presuntos, acompanhados de um espumante e uns suminhos aguados para empurrar.
Porém, os brigadeiros, os queijos, os patês, o champagne e o vinho tinto ficaram na casota, de castigo.
Tal como a fotografia do (grande) autor para a Caras, que não pagou o suficiente, desta vez.
A cavalo dado não se olha o dente, mas este cavalo, numa corrida, ficaria em 3º.
E chiça, que o (grande) autor é mesmo pobre e mal agradecido.

domingo, junho 10, 2007

Curioso e Engraçado (parece um título de uma crónica da "Maria")

A páginas tantas, enquanto estava a dar a final do (desviador de estudo) Roland Garros, foi filmado um cartaz nas mãos de um espectador na bancada que dizia, em francês:

Nico, vai estudar para os exames em vez de estares a ver a final!!

É bom saber que ainda há algum sentido de humor em França.

sábado, junho 09, 2007

A Memória dos Cheiros

Acha o (grande) autor fenomenal a memória dos cheiros.
A capacidade que o nosso corpo tem de, ao cheirar qualquer coisa, nos transportar para um local, uma data, uma pessoa ou um momento de nível alcoólico exacerbado.
Por exemplo, no (grande) caso:

Cheiro a maresia - Porto de Sesimbra

Cheiro a cócó, chichi, vomitado, animais mortos - Casas-de-banho do Sudoeste, em 2000

Cheiro a rosas - Rosas (das que nunca me ofereceram!)

Cheiro a pão no forno - Padaria da Estrela, às 06h42m de uma terça

Cheiro a álcool - Hálito do Sr. Santos, porteiro da escola EB 2+3 Eugénio dos Santos, onde andei

Cheiro a suor - Carruagem do metro, às 18h15m, Baixa-chiado

Cheiro a bacalhau - A cozinha da minha avó, quando há bacalhau de molho (ca nuojo)

Cheiro a cebola - Carruagem do metro, às 18h27m, Entrecampos

Cheiro a fritos - As roullotes à volta do estádio da Luz, 2 horas antes de prélio

Cheiro a alcatrão molhado - A minha rua, quando vêm as primeiras chuvas de Verão

Cheiro a queimado - A minha mãe a fazer torradas para o pequeno-almoço

Cheiro a tubo de escape - O parque de estacionamento das Amoreiras, em 1992

Cheiro a éter - A sala de espera de Santa Maria, a ter o pior episódio sanguíneo da minha vida

Cheiro a álcool etílico e acetona - As paredes da cozinha da minha casa de Erasmus, que tivémos de limpar no último dia, de lágrimas no canto do olho

Cheiro a algas - A praia do Meco, desde 1982

Cheiro a peixe frito - A feira popular, antes de o Santana decidir que seria fechada, porque lhe apeteceu

Cheiro a cigarros - A minha roupa depois de ir sair à noite em sítios semi-fechados

Cheiro a merda-que-não-se-estava-à-espera - A fralda de um bébé de 8 meses

Cheiro a pessoa bonita - O (grande) autor

and soi on, and soi on...

sexta-feira, junho 08, 2007

Lá Está Outra Vez

O Roland Garros a estragar-me o estudo.
A terra batida insiste em entrar-me para os olhos...

quarta-feira, junho 06, 2007

Isto dos Exames (recta final)

Mais uma época de exames
Estes serão os últimos desta carreira
Não sei que me reserva a vida
Mas depois deste curso, o Sol na eira

Nota-se que os exames começaram
Porque o calor também despontou
É sempre assim, não há que enganar
Sem poder ir à praia, agora a chuva acabou

Tardes e noites agarrado a eles
As manhãs passadas a dormir
Eles ao lado da cama ou na sanita
Eles agarram-me quando quero ir sair

Eles prendem-me à mesa e à cadeira
Nem sequer consigo sair de mansinho
Outro dia fui apanhado em flagrante
Saltou-me o Código Civil ao focinho

Eles, os livros e as canetas
São os mestres de secretária
Um gajo já nem sequer come bem
E um gajo até é mestre de culinária

Mas é tudo por uma boa causa
Um dia agradecerei este esforço
Quando viver numa ilha só minha
Com os rebentos a dormirem no meu dorso

Que bela merda de poema
Se poema se pode sequer chamar
Isto dos exames dá cabo dum gajo
E um gajo começa a tresloucar

terça-feira, junho 05, 2007

Hoje, No Bar

Da faculdade, ouviu o (grande) autor o seguinte diálogo em dialecto-de-Cascais, entre duas meninas, sentadas cada uma na sua mesa, separadas por uma dezena de metros.

- Viste a não-sei-quantas hoje?
- Não, mas falei com ela, hoje não vem.
- Porquê??
- Ficou em casa para receber o canalizador, rebentou-lhe um cano na piscina.
- Ih pá, deve estar chateadíssima, vou-lhe ligar.
- Ihihih, liga-lhe, que deve estar chateadíssima.

Não ficou o (grande) autor para ouvir o diálogo entre a não-sei-quantas e a fulana-de-tal.
Felizmente conseguiu saltar pela janela antes da não-sei-quantas atender.

segunda-feira, junho 04, 2007

Hoje

Faz muito calor.
Deve ser por isso que tenho a cabeça em água.

sábado, junho 02, 2007

Algures Lá Fora

Algures lá fora está alguém que gosta de cada um de nós.
Essa pessoa, que para alguns sortudos é mais do que uma pessoa, gosta de nós, sem nós sabermos.
Imaginem que sabem quem é a vossa "pessoa", aquela que gosta de vocês, sem vocês saberem.
Se soubessem, se calhar, tudo seria diferente.
Será que largariam a pessoa com quem estão para estar com essa "pessoa"?
Será que ficaria tudo igual, sentir-se-iam lisonjeados e de ego massajado, mas nada mudaria?
E será que vocês são a "pessoa" de alguém?
Será que secreta e platonicamente gostam de alguém, mas não lhe dizem?
A vida seria muito mais fácil se não houvesse tantos segredos e complicações e joguinhos e diz-que-disse-mas-fiz-outra-coisa.
Mas também perderia todo o interesse.
Só quer o (grande) autor com isto dizer que devemos ficar contentes, porque de certeza que há por aí muita gente que gosta de nós sem sabermos.
E se calhar um dia vamos saber.
E, aí, mudará alguma coisa, ou não?

terça-feira, maio 29, 2007

Circum-navegação Portuguesa

O Eusébio.
O Rui Pedro.
As bacoradas dos vários ministros.
O desemprego.
A Ota.
A Independente.
As crises nas várias câmaras municipais.
O apito dourado.
O fecho/re-abertura/fecho dos hospitais.
A Maddie.
O défice.
As obras.
O Cristiano Ronaldo.
Os incêndios de Verão.
Os ventos de Outono.
As cheias de Inverno.
As alergias de Primavera.

Parece aquela parte do "Notting Hill" em que para se dar a entender que passou um ano põem o Hugh Grant a caminhar numa rua onde faz sol, faz vento, chove, neva e floresce em 20 segundos.
Portugal é assim, uma pescadinha de rabo na boca.
Mas não é um filme.

domingo, maio 27, 2007

She Calls Me Big Boy Now

O (grande) autor recebe diariamente umas mãos cheias de e-mails.
Sendo 72% provenientes de amigos e conhecidos, 19% de admiradoras e 3% de admiradores, há uma imensa minoria de 6% de e-mails provenientes de umas pessoas muito especiais.
São essas os Estranhos Preocupados com o Penis do (grande) Autor - os E.P.P.G.A..
Sim, em base diária, o vosso escritor recebe variados conselhos de como melhorar a sua vida sexual, de como dar prazer até à gata siamesa da porteira e, com maior ênfase dada, de como acrescentar centímetros fundamentais ao seu amigo do rés-do-chão.
Como fazê-lo crescer, como alargá-lo, como esticá-lo, como fazer do miúdo gato sapato, praticamente.
Mas porque é que os E.P.P.G.A. se preocupam tanto com o jotinha?
Alguém se foi queixar à direcção-geral das actividades penianas?
Seja o que for que se tenha passado, facto é que o (grande) autor recebe agora propaganda deveras apelativa.

Enlarge your penis.
Enlarge your manhood.
Improve your package.
Can't stand sex all night?
Better performance in the bedroom!
Still can't lift it up?
Improve your sex life.


e, a minha preferida, She will call you big boy!

Obrigado aos E.P.P.G.A., pelo tempo e dedicação dispendidas com tão singelo membro da nossa sociedade.
Irá ter lugar uma reunião com quem de direito e, consoante as reclamações, medidas serão tomadas.

sábado, maio 26, 2007

Blogues

Um gajo lê o blogue das outras pessoas e acha que as conhece.
Um gajo lê o blogue das outras pessoas e acha que está perto delas.
Não se fala com o dono do blogue há meses, mas como se vai lendo o blogue do tipo, acha-se que nos vamos mantendo a par de como as coisas andam.
Um gajo gosta daquela rapariga e vai ler o blogue dela todos os dias, porque é uma maneira de estar junto dela sem vergonhas e sem introvertidices.
Um gajo até comenta os textos dela, como anónimo, e acha que está a manter uma conversa.
Pelo menos acha que lhe está a dizer qualquer coisa.
Um gajo lê o blogue do amigo, que está sempre escriturariamente animado.
Um gajo pensa que o amigo anda porreiramente, dado que escreve sempre coisas bem-dispostas e um gajo se ri com o que ele escreve.
A verdade é que a internet aproxima muita gente, mas também dá a sensação de proximidade a muita gente que, no entanto, nunca esteve tão longe daquilo que acha que está ao seu lado.

A internet é como o elixir de flúor dentário.
De nada serve sem uma prévia lavagem de dentes.

Mas que (grande) comparação, sim senhor.

quinta-feira, maio 24, 2007

Amanhã

Vou aquilo.
Junto ao rio.
Vai ser a primeira vez na Europa.
Caraças.
Será que o Tim Reynolds também vai?
Espero que sim.

quarta-feira, maio 23, 2007

A Pedido De Muitas Famílias II

Devido a algumas reclamações relativamente à privacidade dos leitores, faz-se uma alteração no post original:

Para as milhares de famílias que não estão para procurar a amiga Maria do Camané, quem quiser que lhe seja enviada a bela música [seja conhecido do (grande) autor ou cidadão do mundo], basta enviar um mail para o mail o opiniões.sobre.isso@gmail.com e a secretária imaginária do (grande) autor enviar-lha-á dentro de uns dias.

Promoção limitada ao stock existente e não acumulável com outras promoções.
Também era uma boa ideia alguém explicar ao (grande) autor como se põe uma música a tocar no blog.

terça-feira, maio 22, 2007

MSN 7.5

Durante a noite, em casa a trabalhar, o que vale ao (grande) autor é o resto do pessoal online, ocupado ou falsamente ausente, pois presente.
De nada valem os offline, esses filhos da mãe que devem estar a fazer algo mais interessante que a redigir um trabalho cujo prazo de entrega expira no dia seguinte.
O MSN (héméciéne, na versão brasuca gratuitamente adquirida) é "O" ponto de encontro, um autêntico Henrique Mendes ou uma Fátima Lopes, trazendo para junto da lareira conjunta os que se arrefecem lá fora, sozinhos.
Obrigado aos senhores que inventaram a internet e esse tipo de maravilhas tecnológicas.
E um Obrigadão, chaval!!! ao senhor que inventou, altruísta e genialmente, o control C/control V.

segunda-feira, maio 21, 2007

Esta Letra É Simplesmente Espectacular

A música é cantada pelo Camané, a melodia é do José Mário Branco e a letra da Manuela de Freitas.
Se eu percebesse alguma coisa destas lides, punha-vos a música disponível para ouvirem aqui.
Como não sou... É uma espécie de jogo, irem ouvi-la a outro lado.

«Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que era quem me atendia quando eu telefonava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia para dizer que não estava

E quando eu insistia, e não desligava
Era sempre a Maria
Que me mentia
e me consolava
E perguntava o que é que eu lhe queria

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que nunca sabia por onde ela andava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
De quem se servia quando me enganava

E quando eu lá ia, e não a encontrava
Era sempre a Maria
Que me dizia
que ela não tardava
Que me jurava que ela voltaria

Quando eu ia buscá-la, e a gente saía
Era sempre a Maria que nos animava
Quando eu a convidava, e ela não queria
Era com a Maria que eu sempre dançava

E quando eu inventava uma melodia
Era sempre a Maria
Que me aplaudia,
e ela não ligava
E eu ficava a cantar prá Maria

No cinema, no escuro, quando eu a beijava
Ela empalidecia, a Maria corava
Ela não me ligava e adormecia
E era com a Maria
Que eu conversava
E que eu ficava quase até ser dia

Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia p'ra dizer que não estava
Até que outro dia ela me telefonou
E eu disse: Maria...
E eu disse: Maria!
E eu disse: "Maria, vai dizer que eu não estou!"»


(Grandes) leitores/as, têm reparado nas Marias das vossas vidas?
.

sábado, maio 19, 2007

Se Amanhã O Benfica For Campeão

É o fim-do-mundo-em-cuecas-da-Zara.
.

quinta-feira, maio 17, 2007

Por Ti, Estremeço

Não deve haver nada melhor do que uma pessoa vir ter connosco e dizer que estremece, na nossa presença.
Tal não aconteceu com o (grande) autor, calma.
A razão de ser destas linhas é a de que a pessoa que estremece pela outra, nunca lho dirá, em princípio, a menos que tenha a confiança dum Schumacher a conduzir um carrinho de supermercado.
No entanto, tenho a certeza absoluta de que a pessoa por quem se estremece, também estremece de volta.
Como?
É assim: na Natureza, o maior fenómeno de "estremecimento" são os tremores de terra.
Os tremores de terra são produzidos a partir do choque entre duas placas tectónicas.
Ora, é trigolimpofarinhamparo que, quando uma placa se mexe, choca com a outra e obriga a outra a mexer-se, provocando o "estremecimento" de que depois temos notícia no telejornal.
Assim, se uma placa se mexe e a outra também, provocando o estremecer geral, também uma pessoa, ao estremecer por alguém, irá obrigar a outra pessoa a estremecer, dando origem, não a um tremor de terra, mas a um amor correspondido.
Ou então não.

quarta-feira, maio 16, 2007

Momento Cultural do Dia

Hoje, tal foi a quantidade de trabalho e a quantidade de tempo livre, o momento cultural do dia do (grande) autor foi partilhar uma fila de trânsito com o Ruy de Carvalho.
.

terça-feira, maio 15, 2007

Nem Tudo O Que Reluz É...

Foi o (grande) autor visitar uma familiar sua já antiga a um desses centros onde algumas pessoas de idade vão confraternizar com os as outras pessoas com os mesmos interesses etários.
Uma espécie de infantário diurno para os séniores.
Já lá dentro, sendo a sensação de todos os presentes e o orgulho da sua parente, deu ao (grande) bisneto uma vontade de ir fazer uma chichoca, como diriam os sábios membros do clube.
Dirigiu-se a um dos WC indicados pela funcionária e vamos a eles, que a bexiga é pequena.
Enquanto soltava uma parte dos 3 litros de água diários impostos pela dieta, contemplava o (grande) autor a enorme quantidade de rolos de papel higiénico que proliferavam pelas prateleiras das paredes do WC.
Nisto, com olhos de lince, notou que um dos rolos havia resvalado para junto do colega piaçaba.
Acabado o serviço, puxado o autoclismo na versão poupança de água, tratou o mister de se agachar para recolocar o rolo junto de seus semelhantes.
Ao pousar o rolo, notou que este não tinha aquele aro oco de cartão, como os seus irmãos.
Analisou o bicho mais de perto e chegou a uma conclusão deveras agradável.
O rolo, não era um rolo.
Quer dizer, era um rolo, mas não somente de papel higiénico.
O interior do rolo estava, de facto, envolto numa quantidade tal de papel higiénico que parecia um rolo da scottex.
Mas não, era só fachada.
E o que estava no interior dos 2,5km de papel higiénico?
Uma bela fraldinha com brinde.

segunda-feira, maio 14, 2007

Um Conselho Sui Generis

Conselho dado por uma pessoa cuja profissão é "emprestar dinheiro às pessoas":

Se algum dia precisares de esfaquear alguém, lembra-te de o esfaquear no rabo.
Os músculos das nádegas são muito sensíveis e, assim, de cada vez que ele se sentar, vai-se lembrar de ti.
.

domingo, maio 13, 2007

WaNNa Go For A Ride?

A tradição ainda é o que era.
Uma amiga do (grande) autor veio à boleia com um amigo desde Amsterdão, na Holanda, até Lisboa.
Fizeram 2244 km em 3 dias, sem pagar um tusto furado.
Entraram em Lisboa na carrinha do correio.
É preciso ter tomates, sorte e um pouco mais de tomates.

Topem o percurso .

quinta-feira, maio 10, 2007

Hoje

Continua a saga da dieta neste corpo esculpido a escopo e martelo.
Jantou o (grande) autor meio bife grelhado, sopa e salada.
As outras pessoas que vivem na mesma casa do (grande) jantaram raviolis recheados com queijo embebidos em molho de tomate.
O (grande) autor esteve perto da desidratação, tal a quantidade de baba largada a olhar para os raviolis.

quarta-feira, maio 09, 2007

Alguém me explica

Porque é que as pessoas são crentes e fazem promessas, mas depois são atropeladas enquanto vão a pé até Fátima, para as cumprirem?

Eu acho que tudo se explica neste (grande) testemunho:

"Pois é, fui atropelada nesta curva e vim parar ao hospital, porque Nossa Senhora me salvou! Salvou-me a mim e a todos os que me acompanharam ao hospital!! Porquê? Porque de certeza que na próxima curva vinha um camião que nos ceifava a todos!"

terça-feira, maio 08, 2007

No Bar ou no Andaime, a Conversa é a Mesma

Hoje o (grande) autor esteve uma parte da tarde a destilar no bar da sua faculdade, no meio de um grupo de amigos.
Às tantas, um deles, oriundo do Norte, visto que as raparigas se vestem mais à vontade nestes dias, diz:

"Estou farto que me digam que é chato olhar assim para elas! Que quereis? Andais despidas!!"

Já de lágrimas nos olhos, a coisa não ficou por aqui.
Aquando da passagem de mais uma bela rapariga, esta com um peito digno de choque em cadeia, é lançada para a mesa a seguinte frase:

"Já viste bem as mamas daquela gaja?"

Ao que responde o verdadeiro Gabriel Alves dos comentários machistas [sendo que o (grande) autor é um mero Paulo Sousa]:

"Não é isso! É mais... tu já viste bem a gaja daquelas mamas?"
.

segunda-feira, maio 07, 2007

Eu Alerto-te

Contou um amigo do (grande) autor que o seu novo Mac tem um sistema de alarme anti-roubo.
A pessoa abandona o Mac e acciona através de um comando à distância um alarme, tipo automóvel.
Tit-tit.
(não é maminha maminha, é o som de activação do alarme, caraças!)
Então, assim que alguém mexer no Mac, este, com um sistema de detecção de vibração do disco rígido, desata numa frinchineira inacreditável.
Quem diz mexer, diz mexer no rato, tirá-lo da corrente ou espirrar ao lado dele.
De nada adianta ao meliante fechar o ecrãn do Mac, ou pedir-lhe ao ouvido que se cale.
Ah, se o gatuno for incauto, dado que o Mac tem uma câmera no topo da tampa, ainda lhe tira uma foto, para mais tarde recordar.
O melhor de tudo?
Este sistema está disponível na internetxi, a custo zero.
Será que também é preciso levar o Mac à rua a fazer chichi?

domingo, maio 06, 2007

Last Ride

Sábado, 5 de Maio de 2007, 8h30m da manhã, junto à Av. de Roma.
Do alto dos seus 48 anos e do alto de um 8º andar, decidiu pôr termo à vida.
Saltou de pés, não morreu na aterragem, morreu no Hospital.
A médica diz que, se sobrevivesse, ficaria um vegetal e as pernas teriam de ser amputadas.

Trabalhava numa agência de viagens e, quando eu tinha 17 anos, levou-me à República Dominicana, de borla, durante 10 dias.
Nesses dias, tal a espectacularidade da cena, engordei 5 kg, que nunca mais perdi.

Há pessoas que choram por tudo e por nada sem razão para chorar.
Há pessoas que riem por tudo e por nada sem razão para rir.
Ela era destas últimas, só que não se percebia.
Antes fosse das primeiras.

RIP M.J.G.

sexta-feira, maio 04, 2007

Geração Rasca?


Outro dia, entre uma ou outra cerveja, um amigo do (grande) autor arrasou com a expressão "geração rasca", definindo a nossa geração de uma forma muito melhor.
De facto, entre telemóveis, playstations, comandos de televisão, de vídeo e aparelhagens, playstations portáteis, computadores portáteis, telefones de 3ª geração, comandos nos volantes dos carros...

somos a Geração Polegar.

segunda-feira, abril 30, 2007

Nem Hetero, Nem Homosexual

Com a garrafa de plástico em cima da mesa, o professor começa a aula.
Também com o portátil em cima da mesma mesa, a mesma aula começa.
Todos sabemos que água e aparelhos electrónicos não são aconselháveis parceiros.
Nem hetero, nem homosexuais.
De início, a garrafa estava fechada, não causando transtorno ao aparelho rectangular negro.
Porém, dado o calor dentro da sala, o professor rompe as barreiras, salta as fronteiras e, sem passaporte, abre a garrafa, bebendo um pouco e pousando-a de seguida, aberta, ao lado do computador.
De imediato se sente uma tensão a pairar.
O professor gesticula, fala alto, emociona-se com o seu discurso, sentado na cadeira, à mesa, fazendo movimentos bruscos junto do casal mencionado.
Casal, nem hetero, nem homosexual.
Com um gesto menos preparado e mais inadvertido, acerta com as costas da mão direita na garrafa de água.
O computador, ao ver a sua amiga ser brutalmente empurrada, em vias de tombar desamparadamente na mesa, toma uma brava atitude.
Qual Martim Moniz, pretere o seu corpo e prefere o salvamento, lançando-se para amortecer a queda da sua amiga.
A garrafa aterra nas teclas macias do portátil, derramando parte do seu interior, mas não o suficiente para ser enviada para o caixote amarelo do ecoponto.
Chorosa, observa o seu companheiro, que tinha acabado de dar o soft e o hardware ao manifesto.
Ele partia agora, sem que ela pudesse demonstrar o carinho que por ele nutria.
Carinho, nem hetero, nem homosexual.

sexta-feira, abril 27, 2007

Coisas que se podem fazer mas que nunca vi alguém realmente a fazê-las

Ficar 3 horas sem ir à água depois de comer.

Depois de provar o vinho naquela degustação inicial antes de ser servido, dizer ao empregado que não quer o vinho, que venha outro, porque aquele não sabe bem, rematando com um "Você não sabe que o cliente tem sempre razão??".

Dizer ao chefe, às 17h20m, que tem um pedaço de espinafres entre os dois dentes da frente desde a hora de almoço.

Dizer a um polícia que não o vai subornar e que prefere apanhar a multa do que ir na conversa dele.

Respeitar os traços contínuos, sejam singulares ou duplos.

Perder aqueles 5kg a mais porque vem aí o Verão.

Ir à baliza porque é o que está mesmo mesmo a apetecer.

Fazer fio dental todas as noites.

Ir ao casino, ganhar e não voltar lá.

Deixar passar um táxi numa mudança de faixa ou num cruzamento.

Pedir um autógrafo ao Nuno Gomes.

Dizer à tia-avó que não gosta de receber meias pelo natal e que também aqueles pares vão ser vendidos a 0,50€ cada na feira da ladra.

quinta-feira, abril 26, 2007

O Colarinho Branco

O colarinho branco é um colarinho muito bom, parte de camisas muito boas, que raramente se suja.
Poupa-se no Tide (o que lava mais branco) e ganha-se no pescoço, que vai engordando, engordando.
Geralmente, os colarinhos brancos vêm com um sistema de lavagem automática, que lava de dentro para fora, sem recorrer a grandes esfreganços.
Poupa-se no amaciador, ganha a pança que vai crescendo dentro da camisa, a juntar-se ao papo, que começa a transbordar do colarinho.
O colarinho branco, embora branco, não se vê bem nem de noite nem de dia, passando limpinho nos testes de sujidade.
Há muitos por aí, mas só alguns se fazem notar, reparando-se no branco, porque à passagem do colarinho fica um cheiro valentemente az[ev]edo e que geralmente provoca uma caldeirada das antigas.
É, de facto, um espectáculo, o colarinho branco.
Mas é só para alguns e não se vende em todas as lojas.
Principalmente, não se vende no Jumbo nem no Feira Nova.
Só se vende nas lojas gourmet.

quarta-feira, abril 25, 2007

Muita Atenção


Atentem na Senhora da direita.
Aposta o (grande) autor o que quiserem em como ganhará esta Senhora um Urso, uma Palma, um Leão, um Globo, um César ou até um Oscar pela sua interpretação em "La Vie en Rose", filme sobre a vida da Senhora da esquerda.

terça-feira, abril 24, 2007

(grande) Bacorada

Hoje foi um dia pleno de bacoradas para o (grande) autor.
Cada vez que abria a boca saía uma asneirada, não se sabe se do calor, se simplesmente dos dias estarem mais longos.
Uma das (grandes) bacoradas foi a seguinte:

Dirigiu-se o mister ao Gabinete da Direcção da sua faculdade, a fim de refilar sobre qualquer coisa relacionada com o seu curso.
Dentro do hall de entrada do mesmo estava um Professor, Inglês, à conversa com a secretária.
Professor esse que, por azar ou por acaso, tinha acabado de dar uma aula ao (grande) autor, havia cerca de 10 minutos.
O (grande) autor envergava uma bela t-shirt com uma pistola de água estampada, apoiada na frase:
"watch out! water gun sniper at work!"

Frise-se que a t-shirt, ao contrário do que possam pensar, é excelente.
Ora, o Professor Inglês, do alto dos seus 60 e tal anos, armou-se em engraçado e, fazendo olhinhos à secretária-neta, lançou:
"He's very kind, he doesn't bring the water gun full...eheheh."

O (grande) autor, apanhado desprevenido e reportando-se ao calor abusivo que fazia hoje, lembrou-se de ripostar:
"It would be better... due to the weather..."

Reparando no sorriso amarelado do professor e da secretária, o (grande) autor montou-se na sua bacorada e partiu, cavalgando na sua estupidez, pensando se teria mesmo acabado de empregar a expressão "due to" numa frase sobre pistolas de água.

segunda-feira, abril 23, 2007

Aviso à Navegação

Nestum Mel não é melhor que Nestum Arroz.
Mas é bem melhor que Kellog's Special K.

Há 5 dias a fazer uma dieta intitulada "A Dieta da Sopa", o (grande) autor já perdeu 2kg com o método cujo nome parece saído de um êxito cinematográfico do mítico Tallon Seagal, o assassino vingativo dos quilos-a-mais.
Os quilos-a-mais mataram a família dele.
Agora ele irá atrás dos quilos-a-mais... sem piedade!!

Numa barriga perto de si.

sexta-feira, abril 20, 2007

Trabalhador-Estudante

Um gajo chega ao trabalho e os primeiros 10 minutos são passados a acordar, ver mails, encher a garrafa de água com que nos vamos empanturrar enquanto trabalhamos nas próximas horas, em vez de comermos pastéis de bacalhau ou croquetes trazidos de casa.

Um gajo chega à Universidade (dependente) e pode passar o tempo todo a dormir que depois estuda em casa, enquanto no intervalo das aulas vai ao bar comer qualquer coisa e até falta a uma aula ou outra para jogar um king com os gazeteiros.

Moral da história:
Quem ainda está a estudar que o aproveite.
Quem já está a trabalhar... Puff.

O (grande) autor... está com um pé no céu e outro no inferno.

quinta-feira, abril 19, 2007

SIC vs TVI - 1º round

Depois de uma pivôt da TVI ter atirado para o público telespectador mais uma daquelas bacoradas sem precedentes, desta vez foi Rodrigo Guedes de Carvalho, da SIC, que tentou dar um ar da sua graça sem, no entanto, ter conseguido bater a sua colega.

Atirou então, sobre as declarações proferidas pelos responsáveis da UNIndependente acerca da licenciatura de Sócrates, esperadas bombásticas, que afinal roçaram o banal:

"É caso para dizer que a montanha pariu um rato... E dos pequeninos!!"

Sempre achei que o verbo "parir" é um bom verbo para se utilizar em televisão sem ser absolutamente essencial.
Como "mamas", também é um bom termo.
O que foi? São termos científicos!!

quarta-feira, abril 18, 2007

Opinião Política do Momento

Graças a Alá que o assassino do massacre da Universidade de Virgínia não era árabe.
Nem preto.
Nem de tez mais escura que o branco-americano.
Nem usava barba.

Next Blog

Já experimentaram carregar em "Next Blog", ícone que existe no cimo, ao centro, de cada página de um blog?
Aparentemente, pelo que percebo com a minha diminuta capacidade de análise, vai passando de blog em blog, aleatoriamente, pela comunidade blogger.
Disse-me isto um amigo meu e eu transmito-vos como se da invenção da pólvora se tratasse.
Encontra-se com cada merda e com cada genialidade!!
Só em Portugal criam-se, em média, 400 blogs por dia...
Enfim.

terça-feira, abril 17, 2007

O Marcelo

Para todos os que pensam que este escrito é sobre o Professor Marcelo, enganam-se.
Este post é sobre um miúdo espectacular.
O Marcelo.
Só.
Então, foi ontem o (grande) autor ao palco dos sonhos assistir a mais uma exibição algo estranha da sua equipa vermelha.
Sentado numa cadeirinha atrás de si estava o Marcelo, vestido a rigor, gritando palavrões a torto e a direito, do alto dos seus 4 anos (aproximadamente).
Mal começou o jogo, o Marcelo começou logo a demonstrar que também tinha jeitinho para o chuto na bola.
Porém, à falta de um esférico, o bravo Marcelo optou por demonstrar a habilidade na cadeira da frente.
A cadeira do (grande) autor, claro.
Após 12 pénaltis convertidos pelo grande Marcelo - que até é nome de jogador comprado ao Fluminense pelo SLB -, já o (grande) autor estava desesperado, visto que a partida ia apenas no 4º minuto da 1ª parte.
Educadamente, virou-se o visado para trás, pedindo encarecidamente ao Marcelo que não batesse mais com os seus pézinhos de lã na p... da cadeira.
De pronto a mãe do Marcelo avisou o mesmo para não se armar em Ronaldo de bancada.
A coisa acalmou de facto durante uns segundos.
No entanto, 49 segundos depois, o Marcelo, aproveitando o facto de todo o estádio estar distraído com mais um falhanço do Nuno Gomes, arremessou o pontapé mais forte da sua vida na cadeira de plástico do (grande) autor.
Mais uma vez o mesmo procedimento, mais um cartão amarelo dado ao Marcelo por sua mãe.
Com a impressionante marca de 22 cartões amarelos mostrados pela mãe e pela avó, que estava do outro lado do catraio, o granda Marcelo não parava com aquilo, visto que já tinha percebido que, por muita porrada que desse, nunca iria ser expulso.
Já o (grande) autor estava sentado na ponta da cadeira, para não sofrer tanto com os impactos, quando o pai do Marcelo, que afinal servia para mais do que gritar nomes ao árbitro, se insurgiu.
Disse então, mostrando o cartão vermelho ao cabr#o do Marcelinho:

- Marcelo, voltas a mandar mais algum pontapé na cadeira do senhor e levas uma lambada como a que mandei ontem à tua irmã!! Lembras-te??

Coitado do Marcelo, parece que não se lembrava.
Saiu lesionado 17 segundos depois.

sábado, abril 14, 2007

A Manta Pariu Uma Inércia

A culpa da inércia humana é das mantas.
Correndo o risco de passar por um velhinho fofinho de 83 anos, cheio de pêlos nas orelhas, o (grande) autor descobriu que as mantas são as grandes culpadas da inércia.
Uma espécie de ponto sem retorno no mundo dos sofás, as mantas traçam uma linha virtual que nos impede de nos mexer após a sua colocação.
Uma pessoa deita a mantinha no colo, nas perninhas ou até mesmo só nos pézinhos e está condenada.
Já não se consegue levantar mais do sofá.
Nem as necessidades fisiológicas nos movem.
Uma mente sã, quando se prepara para se deitar no sofá debaixo da mantinha, tem de ir preparada, tal como um louco se prepara para uma travessia no deserto.
Telefone de casa, telemóvel, garrafa de água, um snack pronto-a-comer, uma almofada, maço de cigarros (para os agarrados) e uma algália.
Porque sabemos que a manta nos vai reter durante um largo período, até que acordemos com a mancha de baba na almofada e a face fria, por estar encostada ao laguinho.

Está claro que o texto acima vale apenas para o período de Inverno.
Ou para os friorentos todo o ano.

sexta-feira, abril 13, 2007

Alguém me sabe dizer se

1 - O Nuno Gomes é filho do Fernando Santos e por isso é que joga sempre?

2- O Nuno Gomes tem uma relação especial com o Fernando Santos e por isso é que joga sempre?

3 - Eu também posso jogar no Benfica? Penso que se o Nuno Gomes joga, até a porteira do meu prédio devia poder jogar.

4 - Os restantes jogadores do Benfica ainda falam com o Nuno Gomes?

5 - O Nuno Gomes faz tenções de deixar de jogar futebol a nível profissional ainda a tempo de eu ver o Benfica ganhar mais alguma competição?

6 - O Nuno Gomes ontem, depois de ter falhado aquele golo a 24cm da baliza e de o ter roubado ao Simão, que não falharia, chegou ao balneário e disse "Bom jogo, rapazes, mas tivemos azar" ?

7 - O facto de pagarmos quotas ao Benfica não dá para ter algum tipo de influência na transferência grátis do Nuno Gomes para o Porto ou para o Sporting?


Enfim, por agora, era o que gostaria de saber.

terça-feira, abril 10, 2007

A pobre da Igreja

No sábado foi o (grande) autor penar um pouco na Missa Pascal.
Não de livre vontade, mas por ocasião do baptismo de sua irmã mais nova.
Para quem não saiba, quando a pessoa que se vai baptizar tem mais de x anos, o evento tem de ocorrer na noite de sábado para domingo de Páscoa, aglutinando-se à celebração da missa.
Neste caso decorreu das 22h às 01h.
3 horas em que o (grande) se sentiu como se estivesse pregado a uma cruz.
No final da coisa, teve toda a paróquia a oportunidade de assistir a uma situação, no mínimo, interessante, se não altamente incoerente.
Então não é que o Padre (Feitor Pinto) tinha o seu Audi topo de gama estacionado em cima do passeio, literalmente, em frente à entrada da Igreja?
O (grande) autor não é doutorado em princípios religiosos, mas não é suposto os padres viverem sem grandes bens materiais?
E não é suposto serem o exemplo para o resto da população?
Há alguma contradição no facto de o Padre andar de Audi e estacionar em cima do passeio à porta da Igreja, enquanto os fiéis largam notas de 20€ para dentro dos sacos de esmolas e caminham metros e metros a pé, apoiados nas muletas e nos parentes.
Sócrates (parece que) tirou o curso na Independente.
A Igreja... tê-lo-á tirado na Univesal do Reino de Deus?

sexta-feira, abril 06, 2007

Procura-se

Atirador furtivo profissional para trabalhinho fácil.
(Seguro contra tímpanos danificados incluído)

quinta-feira, abril 05, 2007

Comunicado

Vem o (grande) autor por este meio esclarecer e pedir desculpas a quem de direito acerca das "entrelinhas" lidas por algumas pessoas no post "F..... com a vida".
O (grande) autor está de facto com algumas reservas e dúvidas acerca do futuro, não acreditando muito na felicidade eterna, quer profissional, quer pessoal.
Porém, tudo isso é uma questão interna, que não tem como base qualquer pessoa ou instituição em concreto.
Algumas pessoas ficaram com a impressão de que o texto tinha sido escrito por causa da sua (grande) namorada e que os (grandes) teriam terminado a relação, sendo o texto fruto da árvore do desalento amoroso.
A todos os que se sintam enganados, as minhas desculpas.
A todos os que ficam felizes por afinal tudo estar bem, os meus obrigados.

Afinal de contas, como cantam os (grandes) Peste & Sida, "a vida são dois dias e o carnaval são três", por isso não há lugar a grandes depressões ou expectativas.
Prego a fundo, Michel.

quarta-feira, abril 04, 2007

Vieira, dame mas gasolina.

O (grande) autor foi ver o clássico entre Benfica e Porto.
Custa-me escrever a palavra Porto correctamente.
Geralmente escrevo Porco. Aliás, porco.
Mas, este espaço respeita tudo e todos, mesmo essa... instituição?
Enfim.
Estava o (grande) na bancada, graças ao cartão de sócio do hoth VI, quando mais uma vez um dos funcionários da instituição referida jazia no relvado, qual Ruy de Carvalho, a imitar um ferido da cena inicial d' "O Resgate do Soldado Ryan".
Era a 4ª ou 5ª vez que fazia a mesma cena, dramática.
E sempre que o actor entrava em cena, saía no carrinho da maca do SLB.
Nessa cena, o actor azul, mesmo depois do carrinho da maca ter entrado, saiu pelo seu próprio pé, começando a correr mal se encontrava fora do campo, pronto para entrar outra vez na peça de teatro que decorria no palco mais bonito da sua vida.
Essa atitude soltou a ira dos espectadores que, das fileiras mais atrás ou mais à frente, berravam nomes à mãe do actor brasileiro, homónimo do símio do Big Show Sic.
O (grande) autor, com uma calma e sentido de humor notáveis, gritou a plenos pulmões:

"LADRÕES! ANDAM A GASTAR-NOS A GASOLINA!!"

Risada na Broadway, espectadores mais calmos, cartazes a pedir a camisola do (grande) autor.

segunda-feira, abril 02, 2007

Mais um cheirinho TVI

No outro dia, estava o (grande) autor a fazer o zapping final pelos telejornais quando apanha uma notícia na TVI sobre mais um tornado nos E.U.A..
Não se percebe porque é que os tornados nunca entram na Casa Branca e apanham sempre os desgraçados dos americanos das províncias.
Enfim, mais umas imagens e relatos de destruição, milhares de pessoas com as vidas e habitações arrasadas, uma tristeza gigante...
E a pivôt da TVI sai-se com esta, para fechar com chavinha de ouro o telejornal, enquanto sorria como se fosse o RAP a fazer de Professor Martelo:

-É caso para dizer que os americanos estão transtornados...
.

quinta-feira, março 29, 2007

F..... com a vida

O (grande) autor está f..... com a vida.
Chateado.
Com poucas perspectivas.
É claro que tais perspectivas escassas, são imensamente imensas (reforçando a redundância) para muito boa gente por esse mundo fora.
Mas, um dia alguém disse que "os nossos problemas são os nossos problemas e os nossos problemas às vezes são os maiores do mundo".
Há de facto algum negativismo e pessimismo neste texto, pelo que aconselho os mais deprimidos e depressivos a afastarem os objectos cortantes de ao pé de si e a fecharem as janelas.
Acabando neste momento o seu curso, o (grande) autor não sabe bem a quantas anda nem o que irá fazer.
Mal menor, pois poder-se-á sempre dedicar à escrita e ganhar uns valentes dois (ou até mesmo três) Euros por mês.
Tranquilamente.

O pior prende-se com a perspectiva das relações pessoais.
Todos estamos rodeados de relações que não funcionam, amores que se juraram eternos e que se perderam por umas mamas (termo clínico) de uma secretária mais nova ou pelos abdominais de um professor de ténis, amores vividos em contra-mão ou amores de sentido único.
Porque é que alguém acredita que irá viver feliz ao lado de outra pessoa até ao resto das suas vidas, se está mais do que provado que as pessoas só querem o que não têm.
Se a galinha é sempre melhor do outro lado do quintal e tem umas pernas mais magras?
O ser humano foi feito para estar em modo "coelho", no que respeita às relações.
E é uma perfeita tanga dizerem que os homens têm mais tendência para o apetite que as mulheres.
Ambos os sexos querem o mesmo.
Sexo.
Novas relações.
Explorar o mundo.
Experimentar novos parceiros.
E quem diga que não está a mentir.
Então porque raio há-de o (grande) autor perspectivar uma relação duradoura e feliz?
Se 99% dos casais que conhece se separaram, mais cedo ou mais tarde, com mais merda ou menos merda.
Diz-se que o amor é para se viver como a vida.
Sabe-se que vai acabar, por isso que se viva ao máximo e da melhor maneira possível.
Mas porque é que o amor há-de de certeza acabar?
Salvando todas as hipocrisias, pois de más tentações está o céu cheio, será o (grande) autor assim tão antiquado por querer um amor eterno, cheio de filhos, netos e bisnetos até que a morte os separe?

quarta-feira, março 28, 2007

Atenção qu' isté berídico

Tenho dois amigos meus que trabalham no SEF, no departamento de informática.
Contaram-me os gajos que há uns tempos foi para lá trabalhar um brasileiro, que estava em Portugal com um visto de estudante.
Ora, o brazuca não podia trabalhar com contrato nem nada parecido, era estudante, ponto.
Mas claro que, como se trata de Portugal, o "rapaiz" conseguiu ser contratado e está a trabalhar com contrato e sem visto, dado que o visto de estudante expirou...
E onde está ele a trabalhar?
No departamento de informática do SEF.
E o que é o SEF?
É o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Bem-vindo a Portugal, terra das oportunidades.
E do Allgarve.

terça-feira, março 27, 2007

A facada peniana

Hoje, foi o (grande autor) dar umas braçadas a uma piscina de Lisboa, a ver se começa a caminhar na rua, em vez de rebolar.
Para se chegar ao complexo ("complexo" é uma das melhores palavras que existe) das piscinas, teve o quase-desportista de passar pelos balneários exteriores, destinados aos praticantes da arte (por tantas vezes marcial) do futebol.
Foi ao passar em frente a tais vestuários (outro vocábulo óptimo) que o (grande) nadador ouviu a frase que o deixaria traumatizado para o resto do dia e que o levaria a vestir-se e equipar-se dentro de um daqueles cubículos individuais.
Berrou assim um dos Cristianos Ronaldo:

"Oh fo*a-se!! Mostra lá então essa circuncisão, car*lho..."
.

segunda-feira, março 26, 2007

uma opinião sobre isso

Pega na lancheira e vai dar o almoço ao pai, mas não penses nisso porque senão ainda ficas todo descontrolado alto deleite, como a aprendiz.
Mas descansa, que "há mar e mar, há ir e voltar",diziam conversando a miss butterfly e a miss Londres.
Aliás, não te preocupes, pois também o pequeno Fred tinha umas perspectivas bizzaras sobre a sua vida, que era uma blogaria pegada, assim mais ou menos como a do blog do Nando, que vivia com a Sofia na Suécia.
Uma vez apareceu-lhe o poeta popular, sempre a escrever naquele caderno preto e a comer pudim royal, empurrado por uns sopros de improviso (e por uns LSDees, comprados na Dinamarca).
Sempre a queixarem-se que têm uma vida de cão, como a do Pepe, encontraram um dos seus amigos ductos (indiscretos, esses gajos) que lhes perguntou:
"Vamo tomá um chopy em honra da Joaninha na Holanda?".
Antes disso debateram alguns enfoques sobre questões irrelevantes, enquanto se abriam uns com os outros, dado que se encontravam fechados hermeneuticamente, pois co-existem num descartável mundo novo, praticamente como num tapete rolante.
Como são piores que os putos, mudaram logo de ideias e foram ao cinema ver o nome filme da Patricia Sound Image, o "hoth VI", com o sylvester stalosses e o arnold stendenavengen.
No final do filme, cagaram uns nos outros e no Hi5 e foram fazer novos amiguinhos.

domingo, março 25, 2007

Um pormenor fedorento

Só para dar realce a um pormenor que muito agradou ao (grande) autor no programa dos Gato Fedorento "Diz Que É Uma Espécie De Magazine" de há pouco.
Quando entregaram as folhas com as letras da canção de Sam The Kid ao vocalista da Ala dos Namorados, podia ver-se algo claramente que eram folhas de rascunho.
Ou seja, foram aproveitados ambos os lados das folhas.
Pelo menos assim pareceu, ao (grande) autor.
Numa altura em que finalmente se começa a ter alguma consciência do problema ecológico em que estamos enterrados, aqui fica um aplauso merecido à produção do pugrama.
E aos gatos, claro.

Ps- Hoje, na (grande) opinião, foi razoável. Mas também, depois da imitação do Prof. Marcelo, a fasquia ficou demasiado alta.

quinta-feira, março 22, 2007

Uma coisa que eu gostava de ver

Era um gajo chegar ao casino, dirigir-se à roleta e apostar todo o seu ordenado acabado de receber em como saía vermelho, por causa de o Benfica ter ganho na noite anterior.
Se não saísse o gajo desatava a gritar "Isto é um roubo!!!!", enquanto cantava aos berros a música dos Táxi:
"Chamem a polícia...bau au au...chamem a polícia..."
Isso sim, era d'homem.
Isso e sair com os dedos das mãos intactos e as duas rótulas a funcionar.

terça-feira, março 20, 2007

Nicole "Summer" Eggert


Quem nunca viu as "Marés Vivas"?
O mestre Hasselhoff a tomar conta das nadadoras-salvadoras e dos outros gajos que para lá andavam a estorvar.
Na primeira série, pelo menos na primeira série que passou em Portugal, havia uma personagem chamada Summer, interpretada pela Nicole Eggert.
A Summer era linda.
A Summer ia ser a mulher dos filhos do (grande) autor, na altura com 11 ou 12 aninhos, mas com (grande) vontade de constituir família.
Ou pelo menos de tentar procriar com a Summer.
A Summer era de facto o vento que fazia a bandeira despregar-se do mastro.
Era tudo, caraças.
Um primeiro amor, uma pessoa impecável, bonita e inteligente, era ela a "tal".
E um dia todo o sonho se desfez.
O (grande) autor entrou numa papelaria para comprar cromos da caderneta do mundial e viu uma capa que o fez quase vomitar o almoço.
A sua Summer estava despida de roupas e pudores, na capa de uma revista, juntamente com aquela vaca da C.J., a que levara a perfeita Summer por esses maus caminhos, com toda a certeza.
Não podia ser a sua Summer.
Porquê a Summer?
Caíram os cromos juntamente com o coração e o nó na garganta, tudo espalhado no chão da papelaria.
Apanhados os cacos, nunca mais o amor foi o mesmo para o (grande) autor.
Pelo menos o amor televisivo.

sexta-feira, março 16, 2007

Choca aqui

Odeio as pessoas que dão apertos de mão frouxos.
Não há coisa mais irritante do que estender a mão para cumprimentar alguém e darem-nos um pedaço de carne com dedos, meio morta.
Apertam a mãozinha como se a tivessem dormente, como se tivessem estado a dormir 14 horas com a mão debaixo do corpo.
Dá vontade de lhes mandar uma chapada e dizer para acordarem e apertarem a mão como deve ser!
Dá vontade de lhes espetar um pau pelo canal traseiro a ver se arrebitam.
Ou então fazer-lhes um "mão morta, mão morta, vai bater aquela porta!" enquanto lhes damos com a própria mão na face e um dedo se espeta involuntariamente no olho esquerdo.
Sejam firmes, caraças!
Não é preciso arrancarem as mãos alheias, mas por favor não dêem apertos de mão como se estivessem a apalpar urtigas.

quinta-feira, março 15, 2007

voa, verdinha!

Há uns tempos, ia uma amiga do (grande) autor tranquilamente a caminhar na rua, a comer uma sandoca.
Porém, cometeu o erro de passar em frente a uma tasca das antigas.
No preciso momento em que ia a passar, ouviu um som.
Um som profundo, alguém que tentava salvar das profundezas da sua garganta uma amiguinha verde.
A luta deu-se durante uns milésimos de segundo.
Vitória, a amiguinha estava salva!
Já na boca, o salvador tratou de a largar para o mundo, para que esta pudesse prosseguir alegremente a sua vida e aquele pudesse voltar para o copo de vinho no balcão.
Só que, azar dos azares, qual Cristiano Ronaldo dos lançamentos de escarras, o herói de bigode conseguiu fazer com que a sua amiga verde fosse aterrar em cima da sandes da amiga do (grande) autor.
Sem hipóteses de defesa, diria o mestre Gabriel Alves.

terça-feira, março 13, 2007

ILGA

No outro dia, foi o (grande) autor e uma pandilha de amigalhaços a uma festança.
Motivados por uma amiga portuguesa que sempre os leva a festas fixarolas, lá foram todos mais uma vez, imbuídos num espírito de diversão, alegria e cerveja.
Chegádos ao local, paga a entrada, o (grande) autor começa a notar uma forte presença no ar.
Naquele oceano de boas ondas flutuava uma camada de um produto que se impunha fortemente, embora sem incomodar qualquer pessoa.
Passados uns momentos o (grande) vai até à casa-de-banho e à entrada desta vê um placard de cortiça, onde se encontravam vários anúncios de cariz sexual.
"Homem de 40 anos procura rapaz de 20 para convívio agradável".
"Rapariga de 30 e poucos procura outras raparigas de mente aberta e vontade de se divertir".
Algo parecido com estes exemplos.
A pensar que era uma coincidência, entra o dito no wc, faz as suas coisinhas e sai.
Ora, à saída, repara num cartaz que denominava o local da festa.
ILGA - Instituição de Lésbicas e Gays Assumidos.
E aí uma luz acendeu-se ao fundo do túnel confuso do (grande) autor.
Estava tudo explicado.
"Mais uma cervejola e siga para a pista continuar o bailarico", pensou.
Chegado ao bar, juntou-se a teoria à prática.
Os dois barmen estavam a pesquisar o interior bucal um do outro.
O (grande) autor segurou a velinha uns momentos, a ver se a sua presença era notada.
Qual quê, teve de pousar a velinha e soltar um "olhe desculpe..." para pedir a cerveja.
Voltou a pegar na vela, na cerveja e foi então para a pista.

sábado, março 10, 2007

Body Swap

Esta história é um bocado mórbida.
Há uns dias, houve uma troca de cadáveres num hospital do nosso Portugal.
Uma família levou a enterrar um dos seus membros, quando na realidade o seu parente iria ser enterrado por outra família que, por acaso, reparou que o corpo não era o do seu ente querido.
Ambos os senhores tinham morrido no mesmo dia, indo para a morgue com as fichas de óbito trocadas.
Agora, porque raio é que a 1ª família não reparou que o corpo que ia a enterrar não era o "seu"?
será que se queriam ver assim tanto livre do velhote que enterravam qualquer um?

- Oh mãezinha, mas este não é o pai...
- Deixa estar filha! O teu pai, com tantas que já fez, de certeza que conseguiu também fazer uma operação plástica antes de morrer, o sacana.
- Mas o pai era muito baixo e este senhor parece que joga na NBA...
- O teu pai era um gajo manhoso...deve estar de saltos altos, o boi!
(nisto levanta a parte do lençol que cobre os pés do corpo)
-Olha, realmente não está. Deve ter feito outra operação para ficar mais alto também. Devia era ter pensado numa para aumentar o zéquinha dele, isso é que era dinheiro bem gasto, que aquilo até nas tomadas ficava à larga...
- Oh mãe, mas o pai era branco e este senhor é negro...
- Oh filha, já sabes que isto hoje em dia uma pessoa vai aqueles sumários e fica bronzeada em três tempos.
- Oh mãe, mas acho mesmo que o pai era careca e este senhor tem carapi...
- Oh filha, cala-te! (manda um chapadão na filha) O teu pai morreu, vai a enterrar mesmo que não se pareça com o teu pai! Morreu, morreu, não há nada a fazer. Olha, ali está o Sr. António-da-padaria! Ai... está cada vez mais novo, vamos lá falar-lhe...

sexta-feira, março 09, 2007

make way for the S.O.V.

Lady Sovereign
O (grande) autor não é nada de escrever coisas do género ai-esta-banda-é-tão-gira ou falar das suas experiências auditivas.
Mas esta rapariga, têm de ouvir.
Lady Sovereign, a.k.a. S.O.V., 22 anos, Londrina, uma verdadeira Eminem no feminino, até melhor, penso.
Ok, quem não gosta de Eminem ou música do género só leu até à última linha.
Agora para vocês, que possam gostar de todos os tipos de música, como o (grande) autor, decerto irão apreciar esta lad.
As letras das músicas são excelentes, apesar de quase imperceptíveis ao ouvido portuga, pouco treinado no campo do "cockney", o calão usado pelos londrinos.
Até o (grande) teve de ir ler as letras na internet.
Sempre de rabo-de-cavalo ao lado, SOV vai atingindo tudo e todos, palavra a palavra.
Na (grande) opinião, as melhores são "gatheration" e "blah, blah".
Muito bom, mesmo.

mais em: http://www.ladysovereign.com/flash.php
ou: http://www.myspace.com/ladysovereign

quinta-feira, março 08, 2007

China ali ao lado

Hoje esteve o (grande) autor na palheta com um grande amigo italiano, via skype.
Uma maravilha, esse skype.
E o amigo também, claro.
A grande novidade desse amigo italiano é a de que vai trabalhar para a China, num atelier (ou ateliê) italiano de arquitectura, em Tianjin, que é assim como quem vai ali do campo grande, a 120km de Pequim.
Mas a coca-cola no topo do cheeseburguer é que a namorada dele também vai!
E porquê?
Porque ela tirou uma licenciatura em chinês (mandarim) e línguas orientais e, que chatice, no atelier para onde ele vai precisam de um intérprete/tradutor de italiano para mandarim e vice-versa.
Pagam-lhes a viagem, a casa e mais umas largas centenas de € por mês.
Já diziam os irmãos mais velhos da TVI:
"Que cena, meu!"

quarta-feira, março 07, 2007

senhoras vs homens

Ouvi outro dia este dito popular, que considero ter um fundo de verdade:

"Se fecharem 10 senhoras numa sala, matam-se umas às outras.
Se fecharem 10 homens numa sala, jogam futebol 5 contra 5."

Agora, sinceramente, não sei o que será melhor.

terça-feira, março 06, 2007

isto tem andado calmo

coisas chatas que não matam mas moem:

- beber água aquecida pelo Sol, na praia, quando se está mesmo com aquela sede

- vestir as calças na praia, ficando cheio de areia no interior daquelas

- sair dum banho quentinho e limparmo-nos a uma toalha molhada

- ao sair do banho, encostarmo-nos à cortina, gelada

- pisar uma poça de água, de meias calçadas

- sair da cama quente e pisar o chão gelado

- molhar as mangas ao lavar a louça

- cair-nos um pingo pelo meio das costas, vindo de uma goteira duvidosa

- pisar merda de cão mesmo antes de entrar em casa

- sair a chave do euromilhões que jogamos sempre, justamente na semana em que não jogámos porque nunca-me-sai-nem-vale-a-pena-gastar-estes-dois-euros-vou-mas-é-comprar-droga
 
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