quarta-feira, junho 18, 2008

O (grande) Apreciado

O (grande) autor é, sem dúvida, um jovem muito apreciado pela comunidade homosexual masculina mundial.
Depois de vários assédios em Lisboa, chegou o momento da internacionalizaçao dos mesmos.
Há umas semanas, ao entrar num espaço de diversao nocturna, o (grande) autor foi apalpado por um senhor com os seus 50 anos.
Para nao obrigar o tal senhor a entrar nos cuidados intensivos do hospital mais próximo, o vosso amigo nada fez, limitando-se a afastar-se do homem.
Homem que, de qualquer das formas, tem bom gosto, claro.

Ontem pela tardinha, decorreu mais um assédio, desta feita, verbal.
Num estabelecimento da funçao pública, um dos empregados perguntou quem é que ali estava para qualquer-coisa-que-para-o-caso-nao-interessa-nada.
O vosso amigo respondeu que estava.
O funcionário, entao, com um fiozinho de baba a escorrer pelo canto direito da boca, contesta:
- Olhe, ainda está esta senhora à sua frente e estamos quase a fechar, por isso nao sei se o consigo atender. Mas se me levar a jantar, posso responder-lhe às perguntas que quiser.

Enfim.

quinta-feira, maio 29, 2008

El Acuerdo Ortiogriáfico

Hola, carus leitôres.
El (grande) auctor, numa haltura en que tanto se habla du acuerdo ortiogriáfico, quer deichar aqui uma ssujestão.
E pruque não haumentar ainda más a habrangessia do acuerdo i aglutinar tamém houtras línguas y até maneiras de hablar?
Podiaçe juntar ao acuerdo o castellano, o parolo y o saloio.
Açim podiasse escrever como çe quizeçe, que nunca íría estár erradu.
E todos ficávamus muitu más com temtes.
Os portugueses, us brasileiros, os espanhóis, us parolos, os saloios, os que naum sabem escrever cem errus i aimda muitu más jente, de certesa.
É çó uma sujerenssia, mas póde ser que péguê.
Vamus lá pessual, a poi ar a noça nóva mega-língua, póde çer que até se paçe â aplicar au Allgarve e tudo.
Mazaí tinha-mos dia a-daptar aos ingleses tamém, o que era mais com-plicadu.

Ah, mas mais imprutante:
Forssa Portugau!
Vivó Êuro dôis mili ôito, vamus gañar!

quarta-feira, maio 28, 2008

Camisas Barcilónicas

O (grande) autor descobriu a sua vocaçao.
Bom, se nao a sua vocaçao, pelo menos algo que serve para ganhar uns trocos sem fazer muito e, mais importante, sem se cansar.
Porque isso do cansaço faz mal à gente, já se sabe.
E o trabalho, ui, nem se fala.
Entao, dado trabalhar numa loja de roupa que tem muitas camisas, e dado que as camisas tem de estar sempre engomadinhas, o (grande) autor dedica-se agora a engomar as ditas.
E sentado.
Ah pois é, que de pé dá dor nas costas e cansa.
E o cansaço?
Faz mal à gente, claro.
Assim, das 16 horas que o vosso engomador trabalha por semana, 10 sao passadas sentadinho, confortável, a engomar.
Porém, alguém replicou que era um trabalho triste.
Replica o engomas que triste é, já de avanço, trabalhar numa loja de roupa.
Assim, há que atenuar o nível de tristeza e fazer com que as horas passem mais depressa.
E, já agora, o leitor ouviu falar daquele trabalho que alguns homens executam, que é o de aparafusar parafusos (podiam ser pregos, mas sao mesmo parafusos) na ponte 25 de Abril, por causa da vibraçao?
Chegam ao fim da ponte e tem de recomeçar no sentido contrário, porque com a vibraçao provocada pelos pópós e pelo pouca-terra, já os parafusos se recomeçaram a soltar.
Engomar camisas nesta loja é o mesmo.
Chegar ao fim e recomeçar, porque em 10 minutos um cliente consegue mexer em pelo menos 57 das 170 camisas expostas.

segunda-feira, maio 26, 2008

Uma Questao Sem Importancia Alguma

Adverte-se que o nível de interesse do texto que se segue roça a pedra da calçada.

O (grande) autor tem uma questao, muito provavelmente derivados de estar a utilizar a internétxi de uma biblioteca púbica. Pública, perdao.
Porque é que nos filmes sobre assassinos em série (geralmente norte-americanos) os assassinos (serial, para os amigos) sao quase sempre apanhados porque usaram a internétxi de uma biblioteca pública para pesquisar livros sobre satanás, jornais góticos ou ver pornografia de baixa qualidade?
Nao é sempre, mas há uma tendenciazinha para que sejam identificados, localizados e mais coisas acabas em "ados" por causa de terem ido pesquisar no google como "matar; silenciosamente; biblioteca; universidade; mamas grandes" num computador de uma biblioteca pública.
Depois vem o Tommy Lee Jones, o Morgan Freeman ou quem quer que tenha entrado ao serviço naquele dia e apanha o serial porque ele se lembrou de comprar um bisturi no e-bay com o próprio cartao de crédito.
Será que um gajo nao tem dinheiro para um ADSLzinho, uma netcabo, uma coisa em condiçoes?

quinta-feira, maio 22, 2008

Porteira Barcilónica

Hoje, pela primeira vez na sua (pequena) vida, o (grande) autor deu o devido valor ao conceito "porteira".
Nunca mais digam que as porteiras sao cuscuvilheiras, que se metem na vida dos condóminos, que andam sempre de bata azul e roxa e de chaves na mao.
Bom, a parte da bata e das chaves podem dizer, que faz parte da sua profissao.
Sim, porque ser porteira é uma profissao, e de orgulho.
Quem dera ao (grande) autor poder responder que "porteiro" é a sua profissao.
E a razao de tanta admiraçao por um dos seres mais desprezados pela sociedade condominense?
Bom, o (grande) autor saiu hoje de casa, atrasado, claro está, quando já ninguém estava em casa, estando 80% dos seus roomies "de fim-de-semana".
Fechou a porta apenas para, no milésimo de segundo seguinte, notar que nao tinha as chaves, derivados ao facto de as ter deixado dentro de casa.
De uma inteligencia superior, como se pode constatar.
Assim, desesperado e sem o telefone da única companheira de casa que nao foi "de fim-de-semana", já ponderava o (grande) parvo arrombar a porta.
Nisto, lembra-se o gajo que aquele prédio tem porteira.
Tentar é como pedir e como ganhar o euromilhoes, nao custa nada.
Entonces, lá foi o bacano falar com a porteira, perguntar-lhe se por acaso nao lhe poderia dispensar meio conto...aaahhh...uma chavezinha extra.
E nao é que a porteira, cumprindo todos os requisitos de porteira menos a bata (hoje deveria ser casual-thursday) diz ao um quase-choroso que tem uma chave extra.
Extase, júbilo, alegria, Benfica-campeao.
Uff, porta nao arrombada, chave própria no bolso e de novo de saída, mais atrasado ainda, claro.
Concluindo, a partir de hoje, o leitor há-de olhar para a sua porteira com outros olhos e, inclusive, passar a fazer-lhe olhinhos.
Porque as Donas Palmiras, as Donas Fernandas e as Donas Joaquinas merecem.

quarta-feira, maio 21, 2008

Parabienes


Hoje, se o pai do (grande) autor fosse vivo, faria 51 anos.
Parabienes, cámané.

terça-feira, maio 20, 2008

Questionário da Moda

O (grande) autor geralmente nao gosta deste tipo de questionários, mas este até é algo interessante, sem ser muito revelador da própria pessoa.
Como dizia o (grande) pai, "é uma teoria, como qualquer outra."

Um mês seria: Agosto, por Pinheiro de Lafoes e a praia.
Um dia da semana: Sexta, pelas jantaradas.
Um número: 10, como o Maestro.
Um planeta: Terra, aquele que andamos a ver se cai num buraco negro.
Uma morada: Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Av. General Norton de Matos, 1500, Lisboa, Portugal.
Um móvel: uma escrivaninha, onde se escrevia antes de haver estas coisas da internétxi.
Um líquido: água, quando se tem sede; coca-cola, quando nao se tem.
Um pecado: gula, por todos os buffets que há no mundo. Ainda ontem o (grande) jantou num.
Uma pedra: mármore, porque é pesado como tudo, apesar de nao parecer.
Um metal: ferro enferrujado, pelo risco do tétano.
Uma árvore: Pinus Pinea L, mais precisamente um que está em frente ao Museu da Marinha de Lisboa.
Uma fruta: a laranja, pelos sumos de laranja ao pequeno-almoço, a melhor cena que existe.
Uma flor: malmequer, bem-me-quer.
Um clima: um que permita andar de chinelos o ano todo.
Um instrumento musical: a bateria, o instrumento mais fixe que há.
Um elemento: a água, como a água salgada da praia do M. .
Uma cor: vermelho pelo Benfica, amarelo pelo geral.
Um animal: o cao, o melhor amigo do seu pior inimigo.
Um som: 3000 vozes no estádio da Luz a cantar em uníssono o mesmo cantico.
Uma canção: entre muitas diferentes, uma mais recente, "I Am a Vampire" da banda sonora do Juno, um dos melhores filmes do ano.
Um perfume: Elements Aqua, Boss.
Um sentimento: Esperança, para o ano é que é.
Um livro: "Diário da Pampilónia", porque é simplesmente espectacular.
Uma comida: rolo de carne em casa dos (grandes) tios, num domingo.
Um lugar: praia do M., sem pessoas, com muito Sol e muitas ondas.
Um gosto: o que fica na boca depois de lá passarem gambas al ajillo.
Um cheiro: o que sai de um padaria qualquer.
Uma palavra: "Olá", porque é o início de tudo, bom ou mau.
Uma expressao: "foda-se", porque é uma expressao, literalmente, libertadora.
Um verbo: falar, porque a falar é que a gente se entende.
Um objecto: o caderninho preto que vai sempre no (grande) bolso, para anotar as parvoeiras de que se lembra.
Uma peça de roupa: o fato-de-banho, pela sua polivalencia.
Uma parte do corpo: uns bonitos seios, sejam de homem ou mulher, para nao haver discriminaçoes.
Um filme: Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida.
Uma forma: redonda, como a barriga de um verdadeiro homem.
Uma estação: Verao, pela praia e pelo Sol e pelos chinelos e pelo fato-de-banho e pelos seios alheios.
Uma frase: "A vida sao 2 dias e o carnaval sao 3".

E pronts, agora quem quiser faça-o também, tra la la.

segunda-feira, maio 19, 2008

Novidades Barcilónicas

Isto anda complicado, a modos que a no último mes se passaram vários episódios (todos agradáveis ou quase, balha-nos isso) que nao permitem a regularidade dos relatos por parte do (grande) autor.
Primeiro, a quase mudança de casa.
Encontrar um poiso onde viver estabilizadamente está-se a revelar um processo mais complicado que o que inicialmente se pensava.
Muitos buracos escuros, muitas mansoes milionárias, mas nenhum meio-termo que se coadune com o (grande) bolso.
Em segundo lugar, o documentário.
Finalmente acabado, terá a sua estreia em breve em alguma sala da Barcilónia.
Um resultado final muito positivo, tendo o (grande) autor sido responsável por qualquer tipo de som que se ouça no dito.
Em terceiro, a falta de internetxi disponível a qualquer hora.
Num quarto alugado numa casa de amigos de amigos, a internet chega, ou nao, dependendo do vizinho e sua própria ligaçao.
Assim, há umas duas semanas que o vizinho está armado em mete-nojo e nao nos proporciona sequer um fiozinho de sem fios.
Por isso neste momento está o vosso na escola, a escrever num teclado espanhiolé, sem acentos e mais que tais.
Promentendo notícias em curto espaço, este gajo vai continuar a usar a internetxi, mas agora para ver casas para arrendar, no www.loquo.com , a salvaçao de muita gente nesta cidade.
Inté.

domingo, abril 27, 2008

O Colega Egípcio

Como dito anteriormente, lá na loja onde agora trabalha sextas e sábados das 14h às 22h, o (grande) autor tem um coleguinha egípcio.
Este coleguinha, muito simpático, prima pela diversão.
Pela diversão própria e alheia, entenda-se.
Própria, pois está constantemente a rir, por tudo e por nada e deve-se divertir imenso sozinho.
O homem ri, sorri, ri, sorri, parece que tem um freezbee enfiado na boca.
Alheia, porque faz tanta merda dentro da loja que só dá para rir.
Assim, numa passada jornada, o (grande) autor tentou fazer uma piadola ao melhor estilo malucos do riso.
Dizia assim o egípcio:
- Este espaço vai ter de ficar vazio, porque daqui a umas semanas vem para aqui um costureiro fazer arranjos na hora.

Há que explicar que, na língua utilizada na Barcilónia, costureiro diz-se (foneticamente) "cusstutêru".
Assim, o vosso lojista preferido agarra e solta a seguinte pérola, em castellano:
- Eheheh, um cussturêru?... queres ver que é o Kusturica?

E pela primeira vez na egípcia vida, saltou-lhe o freezbee da boca.
O chavalo fechou a boca, olhou para o herman de serviço e "hein?".
Oh pá, caga nisso, passa-me aí essa camisa.

quarta-feira, abril 23, 2008

Últimas da Barcilónia

Primeiro que tudo, há que salientar que o (grande) autor não cometeu o acto de falecer.
Tal o provam estas linhas.
Bom, nada provam, dado que alguém se poderia ter apoderado da senha-passe (que granda palavra) do mestre e escrito isto.
O que não sucedeu.
Felizmente, dado que aí a incógnita sobre se o (grande) tinha cometido tal acto todavia manter-se-ia.
Bom, façamos um resumo dos últimos dias antes que o leitor adormeça.
Vamos por tópicos, que mais adiante serão desenvolvidos.
Para infortúnio do leitor, claro.

Pontnumarum (que significa primeiro que tudo, em latim)
Daqui a 3 dias está um documentário pronto a sair do forno.
Do forno porque a sala de montagem é um forno.
E cheira bem, cheira a homem.

Pontnumarudois (já perceberam, não já?)
O vosso mais-que-tudo começou a trabalhar numa loja de roupa.
Ui, isto vai dar pano para mangas. Literalmente.
Começa com o facto de ter um coleguinha egípcio que mal fala castellano.
Aguardem.

Pontumarutrês
Vai haver uma alteração de residência forçada.
Os colegas de casa vão para Berlim fazer "sabdeuzuquê" (uma espécie de malabarismo mas com vidros partidos).
A ideia do chefe era ficar com a casa para si.
Porém, a especulação imobiliária da Barcilónia não permitiu porque o recurso à prostituição para pagar renda ainda não é uma opção.
A especu, para os amigos, é muito odiada por aqui.
Uma espécie de ASAE da Catalunya, mas sem andar de máscaras na feira do relógio a prender ciganos nem a fechar tasquinhas que nunca mataram ninguém e querem cromos pokemon para as suas filhas.

Pontumarucatre
As aulas de Português continuam a correr bem, mas o stock de asneiras está a acabar, se alguém tiver sugestões não hesite.

Pontunumarucinque
Agora, todas as semanas há um joguinho de FUT7 entre a malta.
Mas isso não interessa nada, de facto.

Bueno, mais adiante desenvolver-se-ão os tópicos, quando o vento lhe der de Sueste.
Para infortúnio do leitor, claro.

quinta-feira, abril 10, 2008

Aulas na Barcilónia

Outro impensável sucede, enquanto falamos (péssima tradução de "as we speak").
Depois de andar por aí nu a filmar outros nus, o (grande) autor enveredou agora por um caminho temido por muitos e detestado por alguns.
O (grande) autor está a ... leccionar.
A dar aulas, a espalhar a sua magia instrutiva.
Pois é, numa empresa onde os empregados podem escolher que outras línguas querem aprender, houve 4 pessoas que escolheram o Português.
Uma peruana, um mexicano, uma polaca e um espanhol.
Como tal, desde há uns dias que os coitados têm aprendido os números, os dias da semana, os meses do ano, como se pede uma cerveja num bar, como se pede lume, como se pergunta o preço de um serviço prestado por uma senhora da vida, etc...
O básico, portanto.
Resumindo, dentro em breve chegarão ao nosso país uns indivíduos que falarão apenas por intermédio de palavrões e confundirão água com vodka, óleo fula com detergente para a louça, canetas com cigarros, notas de 5€ com talões de supermercado, etc...
Por favor ajudem-nos, pois foram vítimas do (grande) professor.

E escusado será dizer que o primeiro a tocar sequer no telemóvel no meio da aula, viu o mesmo a voar pela sala, indo de encontro à sua própria cabeça.
Porque isto não é o da Joana.
Nem o da Carolina Michaëlis.

domingo, abril 06, 2008

Barcilónia Beach

Ontem foi o (grande) autor pela primeira vez molhar os pés no Mediterrâneo.
Com um Sol convidativo e um vento tipo-guincho, a praia foi o local escolhido para a proeza.
Já na mesma, comprovou-se que a qualidade dos serviços prestados no local são bem melhores e mais diversificados do que em Portugal.
Na nossa terra temos os senhores Olá ou as senhoras que vendem bolinhos, bolas-de-berlim e diarreias, por vezes.
(Supondo-se que agora terão sido exterminados pelo monstro-ASAE.)
Por estas bandas, dado que o monstro-ASAE ainda não cruza fronteiras, esse tipo de repressão não existe, dando possibilidades a todo o tipo de comércio.
E do bom, com montes de creme por cima.
Assim, naquela praia, de 10 em 10 segundos aparecia um paki (nome dado aos paquistaneses que vendem cervejas pelas ruas, durante a noite) formulando a sua célebre questão, para o ar:
- Cervezabeer, amigo?
Perfeito, não?
Para juntar à festa, com menos frequência surgia um outro tipo de paki, este do género vendedor-de-coco.
Sim, aparecia com um coador de cozinha, segurando-o através de um cordel que lhe dava aspecto de balança, cheio de coco já partidinho e pronto a manjar.
Para finalizar em beleza, de tempos a tempos emergia uma senhora a perguntar se alguém estaria interessado numa massagem.
De origem não tailandesa, a miss universo faz uma massagem no local, em cima da própria toalha do veraneante.

Yo no creo en brujas, pelo que l'ASAE, l'ASAE.

terça-feira, abril 01, 2008

Tou-te a ver Barcilónico

Em Outubro, quando começou o master, nunca pensava o (grande) autor que as coisas se desenrolassem desta forma.
No último sábado o impensável aconteceu.
A equipa de filmagens esteve como veio ao mundo (mas com os previdentes chanatos) enquanto filmava um grupo de naturistas numa piscina.
Os membros desse grupo concentram-se todos os sábados das 21h às 23h nas piscinas olímpicas da Barcilónia para praticarem nudismo enquanto nadam, brincam, fazem sauna, banho turco, etc.
E o (grande) autor e seus muchachos, como não podia deixar de ser, lá tiraram a roupinha toda para trabalharem mais à larga.
Pode utilizar-se aqui a expressão "uma história para contar aos netos", sim senhor.
Aqui fica um comprovativo, sem identificar rabos.

segunda-feira, março 24, 2008

Paradoxos Barcilónicos

Porque nem só de alegrias e risos vive um gajo, há que salientar um aspecto tenebroso da Barcilónia.
Por estas bandas, as caixas multibanco têm trancas.
Ou seja, pode qualquer pessoa entrar na caixa multibanco e, para sua segurança, trancar-se lá dentro, até concluída a operação.
Porém, os sem-abrigo aproveitam-se deste facto para, dado que lá dentro é bem mais quentinho que cá fora, trancar-se e dormir até que venha a polícia ou que o banco abra.
Há uns que não se trancam, apenas entram, deitam os seus cartões no chão e dormem.
Outros há que até constroem as suas próprias casinhas de cartão, com os seus pacotinhos de vinho tipo Casal da Eira e os seus jornais.
Outros até têm telemóvel e falam sabe-se lá com quem, deitados no chão, como já presenciou o (grande) autor.
Mas haverá maior paradoxo?
Um gajo entrar todo contente para levantar aqueles 10 eurinhos para ir sair à noite com os amigos e deparar-se com alguém literalmente deitado ao lado da máquina (aquela que cospe dinheiro), sem sequer ter uns trocos para um colchão ou coisa que o valha?
Se não for isto que nos faz dar valor ao que temos, seja muito ou pouco, o que será?

sexta-feira, março 21, 2008

Balanço Balancete

Destas mini-férias em Lisboa, o (grande) autor realça o seguinte facto, em jeito puramente de "coitadinho".

Tal facto responde pelo nome de costela-fracturada-ou-partida-não-se-percebe-muito-bem e deu-se derivado a choque contra jogador adversário em jogo amigável de futebol de 8.
Jogo ganho pela (grande) equipa, obviamente.

Porém, há que parar para pensar no que sucederia se o dito jogo fosse a sério.
E, já agora, estaria o mestre vivo, se o adversário fosse o Fernando Aguiar?

Já entediados, perguntam ainda vocês, "mas o que é que se sente, com uma costela-fracturada-ou-partida-não-se-percebe-muito-bem?"

Que boa pergunta, sim senhor.
Bom, digamos que espirrar e rir às gargalhadas deixam de ser situações bem recebidas.
Espirrar, principalmente.
Um simples santinho já não chega, a coisa só lá vai com o spray milagroso, junto à linha lateral.

segunda-feira, março 17, 2008

Informação

O (grande) autor informa que, derivado a ter os dedos e as mãos cheias de chocolate, não consegue escrever.
Tal facto é derivado aos ovinhos e aos coelhinhos, que proliferam.
Derivadamente derivado.

quinta-feira, março 06, 2008

Para Dissipar

As dúvidas relativamente ao que seria aquele homem meio desnudo que aparece no canto inferior direito na fotografia do caixote do lixo Macgyveriano, aqui fica bem claro o que era.

O shô Burt Lancaster e a Shôdona Deborah Kerr, em "From Here To Eternity", na capa do guia de Fevereiro do British Film Institute.

Macgyver da Barcilónia

Tan tan taaan
tan tan taan

tan tan tan ta ra ra ran tán taaan


Tan tan taaan

tan tan taan
tan tan tan ta ra ra ran tán taaan


Quem não se lembra da espectacular música do genérico do Macgyver?
Só quem é surdo.
O Macgyver, aquele acerca de quem se dizia, na escola primária do (grande) autor, que sabia todos aqueles truques porque "ele já esteve na prisão!!!!".
Bom, inspirado nesse grande homem, o (grande) autor pegou num canivete (não suíço, mas do chinês) e fez um caixote do lixo a partir de um garrafão de 8(oito) litros.
Agora só lhe falta o cabelo à cavalão.


Ikea- o-caraças

quarta-feira, março 05, 2008

Fellini

Muitos de vós poderão estar a pensar que as linhas que se seguem serão sobre o realizador italiano.
Até porque o (grande) autor é todo do cinema e tal.
Mas não, por isso tirem o cavalinho da chuva.
Tanta coisa, só para poder usar esta expressão, que muito apraz o (grande) autor.

Continuando.

Um amigo do (grande) autor, brasuca, boa gente, vivia com um rapaz.
Notem o tempo verbal utilizado na frase anterior.
E porque razão mudou o brasuca de casa?
Porque o seu companheiro, além de porteiro de discoteca (ou seja, uma besta de dois por dois) tinha umas manias estranhas.
Tais como?
Bom, uma delas era a de acender os 4 bicos (desculpa) do fogão no máximo, para aquecer a casa.
E depois deixava o brinquedo ligado e ia dormir.
Porém, o quarto dele fica na outra ponta da casa e, se o fogão não aquecia nem a cozinha, muito menos o espaço do senhor.
Interessante, não acham?
Outra mania era a de encomendar muitas pizzas.
Pelo menos era o que o brasuca ouvia a partir do seu quarto.
Ouvia o sIgurança a falar com os senhores das pizzas, a pedir anchovas e afins, a executar as diligências próprias para a vinda das ditas.
No entanto, elas nunca chegavam.
Até que um dia o brasuca passou à porta do quarto do sIgurança e o viu a pedir as pizzas sem telefone e a falar sozinho com a parede.
Hhmmmm... que bom.

E porque se chama este texto "Fellini"?
Porque a discoteca onde o homem trabalha se chama Fellini.
A evitar, portanto.

terça-feira, março 04, 2008

Handyman Barcilónico

Vejam o que se pode fazer com 4 pregos e uma mesa construída a partir de pedaços apanhados da rua.
Esta é a vantagem de ter mobília grátis, podemos fazer com ela o que queremos.
Ou alguém ia espetar 4 preguinhos num móvel comprado em Paços de Ferreira?

Da esquerda para a direita:

- cabo telemóvel/computador
- cabo máquina digital/computador
- carregador mp3 e cabo mp3/computador
- carregador telemóvel

Qual Querido Mudei A Barraca qual quê.

segunda-feira, março 03, 2008

Derby Na Barcilónia

Foi o (grande) autor ver aquela merda ao bar do costume, onde um pint de Guiness custa 4,75€, 1/2 pint custa 3€, um pint de Carslberg custa 4€ e 1/2 pint custa 2,5€.
A Cruzcampo é mais barata, mas é tão má que não compensa.

Ora, com preços destes, é como se um gajo fosse ao estádio, porque o que não gasta no bilhete gasta no combustível.

E para ver aquilo, para a próxima vez fica-se em casa a jogar umas damas.

domingo, março 02, 2008

Boa Acção Barcilónica

No sábado passado, em vésperas do pior jogo alguma vez proporcionado por duas SAD's portuguesas, foi o (grande) autor dar uma voltinha noite dentro.
Numa estação de metro (onde há mesmo placards que anunciam quanto tempo falta para o próximo metro chegar) foi encontrada uma carteira de homem no chão.
Sem dinheiro, claro, tinha lá dentro algo que todos deveríamos ter, para eventualidades destas:
uma lista num papel, passada a computador, com números de telefone.
Segundo o BI, carta de condução, cartões de débito e crédito, a coisa pertencia ao Ciriaco Sanchez.
Seria Sul-Americano?
Co'a breca.
O (grande) autor, recheado de bom samaritanismo e altruísmo, decidiu ligar para um dos números existentes na lista.
Ligou então para "pepito-primo".
Sendo da família, o pepito lá deveria saber por onde andava o Ciriaco.
Passados uns telefonemas, o pepito lá ligou a dizer que o Ciriaco ligaria.
Entretanto, o grupo lá se ia deslocando pelas ruas da Barcilónia, em direcção a uma festinha em casa de uns alemães.
Já em terras alemãs, ligou o Ciriaco a dizer que queria ter um filho do (grande) autor, tal era o agradecimento pela atitude.
Indicou-se o bunker ao Ciriaco e chegou o bacano passados uns 15 minutos, a voar sabe-se lá de onde, todo sorridente.

De frisar que em España um gajo, com um cartão de débito, pode ir às compras seja onde for, que não é preciso pôr código, só mostrar o BI.
E dado que o BI estava junto aos cartões, não havia de ser difícil convencer quem quer que fosse que o Ciriaco era o padrinho do (grande) autor e que lhe tinha pedido para ir às compras por ele.
Já para não falar que há muita gente que nem sequer pede o BI...

Esse lugar lá no céu, já está aquecido?

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

O Presente de Anos Barcilónico

Primeiro que tudo, dizer "presente" é mais fino que dizer "prenda".
Porque este é um espaço selecto e de "bom gosto", que é a nova expressão que os betos usam, para não dizer "na moda".

Bom, esta foi a PRENDA que a Joana Costa e o André Fidalgo regalaram ao (grande) autor, para que as manhãs sejam (grandes) e despertas.


De frisar que está assinada pelo Maestro.
E de notar que é de extrema beleza.
Carrega Cardozo.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Oscares 2008

Finalmente os senhores da TVI mancaram-se e proibiram os senhores "comentadores" dos Oscares de falarem enquanto o Jon Stewart e seus amigos apresentavam a cena.
E finalmente perceberam que os microfones dos "comentadores" são para estar desligados enquanto os "comentadores" não estão a falar, para que não se ouça o roçar das suas camisas nos aparelhos, os barulhos intestinais e os macacos a serem tirados do nariz.
Porque o (grande) autor existe para criticar negativa e positivamente.
Porque isto não é uma rua de sentido único, caramba.

sábado, fevereiro 23, 2008

Conselheiro Cinemental - O Regresso.

E o Conselheiro Cinemental voltou... um ano depois.
Qual Stallone, qual quê.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Aposta Feita Em 25 de Abril de 2007

Lembram-se os estimados leitores da aposta feita pelo (grande) autor em Abril do ano passado?

Se não, clickem aqui.

A senhora já ganhou o Cesar, o Bafta e o Globo de Ouro e, confirmando a (grande) aposta, deverá ganhar o Oscar no próximo domingo.

Porém, como o (grande) autor domina, e já que a Marion já ganhou os outros prémios todos, o Oscar irá para Ellen Page, a espectacular actriz de 20 aninhos (e muitos palminhos de cara) que protagoniza "Juno", um filme altamente recomendável.

Porque (grande) aposta, é aposta ganha.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Esta-Merda-É-Para-Ler-Toda Que-Não-Custa-Assim-Tanto E-Ainda-Deu-Algum-Trabalho Embora-Não-Pareça. Alíás-O-Título-É-Que-Custou-Mais.

Recebeu o (grande) autor um desafio, pelas mãos de um colega bloguista, o lfm, dono do
  • Sítio dos Euro Cús
  • Para que o fio não se perca na meada, um gajo aceita o desafio.
    Fio, meada, desafio.
    Jogo de palavras deveras espectacular, quase tão bom como aquele passe do Beto para os pés dos jogadores do Barcelona (e que nos fez perder a eliminatória), quando tentou fintar-se a si próprio.
    Bom, sigamos o fio pela meada dentro, então.

    Deverá o (grande) autor escolher 12 palavras que sejam da sua preferência e, ao mesmo tempo, indicar 12 links para outros blogs, para que prossiga o combate.
    Ora então.

    Benfica Sem o Benfica, que seria de nós? E dos tripeiros e dos lagartos, que não teriam ninguém para odiar. Era uma seca, não podíamos ir para as tascas dizer mal do Nuno Gomes nem podíamos escrever em blogs que o Beto é uma merda e nos faz perder eliminatórias.

    Dicionário Sem os dicionários não conseguia este parvo escrever metade das frases que escreve. Era só erros e palavras utilizadas em sentidos que não faziam sentido e faziam as pessoas sentir-se sentidas. E jogos de palavras estupidificantes.

    Sexo Ouve-se tanto falar sobre isso e há tantas coisas na internétxi sobre esse evento que um dia a ver se o (grande) autor lá dá um saltinho. Será que há autocarros directos para o Sexo ou ter-se-á que mudar na Praça de Espanha?

    Benficacampeão Esta aglutinação é fundamental para que o país saia da miséria. Afinal de contas, queremos pessoas a trabalhar com um sorriso na cara ou com a cara enfiada num copo numa tasca e a dizer mal do Nuno Gomes?

    Política Pronto, estão a ver? Se não fosse o dicionário, a palavra política estaria aqui porque o vosso amigo pensava que política significava aldrabice. Aldrabice, engano, dissimulação, patranha. Tudo coisas feias. E não é isso que se quer aqui expressar.

    Internétxi Este estrangeirismo (vem do Brasileiro, não está claro?) é o futuro. E o passado e o presente. Aprende-se muito sobre esse local, o Sexo, vêem-se os videos dos golos da semana, fala-se com pessoas que estão no outro lado do mundo (ou no outro lado da casa), e ainda se pode ouvir música ou escrever estupidaria para outras pessoas lerem. Uma maravilha.

    Amor O amor é fod!do, já dizia aquele senhor que é um génio, mas que precisa de parar de escrever "crónicas" para a Maxmen, porque a está perder faculdades. Aliás, está prestes a perder uma universidade inteira.

    Mar O mar é o melhor sítio do mundo. Não há como estar nas praias da linha a engolir pirulitos enquanto um gajo faz carreirinhas apoiado em dois ou três pensos higiénicos e um saco de aspirador.

    Lua A Lua é linda. Serve para uivarmos em sua honra, agarradinhos ao nosso cão. E com 3 ou 4 litrinhos de uma substância alcoólica no bucho.

    RuiCosta Mais uma aglutinação, mas esta porque faz chorar de alegria. E porque mesmo com 72 anos há-de jogar pelo Benfica e continuará a correr mais que o (grande) autor corre nos dias de hoje. E porque não é um pesetero, como aquele que marcou aquele golo à Inglaterra, do meio do campo, só para chatear.

    Família Porque só mesmo a família é que aguenta este tipo de merdas que se vêm desenrolando há alguns parágrafos. E porque é o nosso pilar. E porque mesmo só com uma perna um gajo aguenta-se de pé. Mas nesse caso não joga à bola. Bom, só com uma perna ainda dá para fazer uma finta ao Luís Filipe e fazer com que o Nuno Gomes se atire para o chão com os braços no ar.

    Esperança Porque é o que é preciso ter quando vemos o rumo que o planeta está a tomar. E porque sem esperança não haveria betandwin nem ninguém acreditaria que o pessoal das Tertúlias Cor-de-Rosa que há pelo Mundo um dia há-de sair do horário nobre.


    E passa-se a bola a:


    quarta-feira, fevereiro 13, 2008

    Cobrador do Fraque Barcilónico

    Com a Cruz Vermelha a quase um mês de distância, estava na hora de o (grande) autor deixar de assaltar velhotas (e por elas ser espancado) e arranjar um novo meio de sustento.
    Farto de arrumar carros e ir de cabine em cabine em busca de moedas perdidas, algo novo foi encontrado.
    A partir da próxima segunda, o vosso amigo vai juntar-se ao grupo das pessoas mais odiadas no planeta (depois dos gajos da EMEL).
    Irá então desempenhar as funções de cobrador telefónico.
    Conhecem a GE Money?
    Bom, a Cofidis de certeza que conhecem.
    Pelo menos o Fernando Mendes conhece, perguntem-lhe.
    A GE é uma empresa de créditos bancários.
    Deve fazer um sucesso em Portugal, aliás.
    E o trabalho do vosso amigo será o de telefonar para as pessoas que devem dinheiro, a "pedir" que paguem.
    Imagina-se a quantidade de novas asneiras que irá aprender.
    Até porque o horário inclui trabalhar aos sábados das 9h às 16h.
    E que fazem geralmente os devedores ao sábado de manhã?
    Dormem.
    E que irá o cobrador fazer às 9h10m da manhã de sábado?
    Dormir não será.
    Assim, a partir de agora, a noite de sexta-feira será de noite-de-DVD.
    Ou então não.
    Ou então um gajo vai directo.
    Uma vez tuga, sempre tuga.

    quarta-feira, fevereiro 06, 2008

    Barcilónia Amachucada

    Pelo título poder-se-á pensar que o (grande) autor esteve envolvido num atropelamento e fuga. Porém, tal não é o caso.
    Mesmo que fosse, seria sempre o (grande) autor a atropelar, nunca a ser atropelado.
    Sim, mesmo sem carro na Barcilónia, o mestre daria um jeito de atropelar alguém, nem que fosse de bicicleta ou a correr, simplesmente.
    Bom, estupidezes à parte, a razão deste texto prende-se com um diálogo que o vosso herói manteve com uma pessoa amiga, no dia de ontem.
    Pessoa amiga cuja identidade será protegida para que não se torne alvo de chacota internacional.
    Sorte a dela ser pessoa amiga, aliás.

    (grande) autor - (...) porque às vezes acordo atrasado para ir para as aulas, não tomo banho e vou com a mesma roupa com que dormi. Só tomo banho depois, quando volto.

    pessoa amiga - Mas vais com a mesma roupa com que dormiste?

    (g.) a. - Sim, sabes que vida de artista e autor é assim, à maluca.

    p. a. - Oh pá, mas assim, se vais com a mesma roupa, vais todo amachucado!!

    terça-feira, fevereiro 05, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 2

    Depois de aterrar em Luton (uma espécie de Santo António dos Cavaleiros lá do sítio) e depois de uma aterragem a fazer lembrar a São Gabriel ao passar pelo cabo das tormentas, despediu-se o (grande) autor das suas amigas galinhas de axilas peludas e correu para apanhar um comboio até Londres propriamente dita.
    Os dias seguintes foram de turista, máquina em punho, disparando em todas as direcções, já que a tecnologia digital permite disparar para cima de 900 balas, tendo o tiro sido certeiro em 253 delas.
    Este último parágrafo mais parece um relato do Gabriel Alves.
    Bom, inserido num fim-de-semana, em 4 palavras, espec-ta-cu-lar, é de salientar um jantar num restaurante tuga, em Camden Town (o bairro mais fixe de Londres), chamado "Don Teodoro", pertencente a uns madeirenses.
    Como sempre, o tuga dá um ar da sua graça de mafioso, provando as suas raízes latinas através do nome.
    Don Teodoro.
    Don Corleone.
    Don... us aí a tua carteira e telemóvel antes que fiques com mais um buraco no corpo.
    Confere.
    Reputações à parte, nesse local comeu-se o melhor bitoque de sempre.
    Um bife de um dedo de altura e um palmo de comprimento, acompanhado de batata frita, arroz basmati (alguma influência indiana da zona) e ovo a cavalo.
    Mas sem salada, que salada é para maricas.
    Com umas quantas sagres, um café português à frente e um plasma a passar o Benfica-Nacional na TVI, o serão só teria sido perfeito se o Nuno Gomes (mais uma vez) soubesse o que é um esférico e para que serve, naquele jogo chamado "futebol".

    A casa portuguesa, com certeza.

    Nesta casa não se vê apenas futebol, também se dá um pézinho de dança.

    segunda-feira, fevereiro 04, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 1

    Aproveitando os bilhetes de uma companhia de baixo custo (mas de alto risco), atravessou o (grande) autor a terra de Pauleta, pela via aérea, aterrando no país da UE onde a moeda não muda e os carros andam sempre em contra-mão.
    À partida, ainda na Barcilónia, queria o vosso amigo levar uma garrafa de água consigo no avião, para o que desse e viesse.
    Tentando engendrar uma "tuguice" que contornasse os senhores do controlo das malas e afins, uma lâmpada pairou sobre a (grande) cabeça, enquanto se ouvia a palavra "eureka".
    Deixou então que passassem à sua frente duas raparigas jeitosas, para abrirem caminho entre os meninos da Guardia Civil.
    Claro está que os profissionais fardados, enquanto deixavam escorrer um Nilo de baba pelo queixo abaixo e tentavam captar a atenção das moçoilas, não revistaram nem notaram que o (grande) autor levava na sua mochila uma garrafa de 50cl de água-del-cano (ou de um explosivo líquido qualquer).
    Já está.
    Dentro do avião, perdão, da lata de sardinhas almofadada, sentou-se o vosso menino à janela, para tentar vislumbrar uma nuvem em forma de gelado ou de ovelha.
    A seu lado sentaram-se duas galinhas francesas, que não fecharam o bico até que o contentor alado levantou os pézinhos do chão.
    Aí, dado que a estabilidade dos pedaços de zinco que voam não é a melhor, a galinácea do meio começou a respirar para dentro de um saco de plástico do El Corte Inglés, ameaçando ora um desmaio, ora um ligeiro bolsar do lanche.
    Bem feita, para ver se aprendes que falares tanto e tão alto te faz parar a digestão.
    Como retaliação e a ver até que ponto aguentava a galinha, foi o (grande) autor dois terços da viagem a arrotar as duas sandocas de salpicão e brie que tinha emborcado uns 20 minutos antes, só para dar um cheirinho (literalmente) da sua graça, e mostrar quem era realmente o galo naquela espécie de galinheiro voador.

    (continua...)

    segunda-feira, janeiro 28, 2008

    Truques Barcilónicos

    O (grande) autor pôs o seu neurónio e meio a funcionar e descobriu alguns truques para o dia-a-dia na Barcilónia:

    Numa casa sem aquecimento (nem central, nem regional, nem autónomo nem o camandro), lava-se toda a louça possível, para aquecer as mãozinhas. Lavar a louça passou a ser desporto olímpico e tarefa cobiçada por todos.
    As pantufas também passam a ser as meias.
    E as meias (de lã) passam a ser a pele dos pézinhos.
    O cheiro é que afugenta os elementos femininos do (grande) quarto.
    Porém, só em estado pré-funerário derivado a coma alcoólico é que elas se aproximam do leito do amor, por isso, nessa altura, o cheiro passa bem por "sandes de queijo roquefort que ficou esquecida debaixo do estrado da cama".

    Numa casa com uma casa-de-banho munida de janela (com um dos vidros partidos) a dar para o saguão, o gás sarin é facilmente escoado do cubículo, salvaguardando a saúde do próprio terrorista.
    No entanto, a corrente de ar que entra pelas costas do utente sanitário parece vinda do Árctico.
    Ideal para pneumonias e afins.
    Assim, há que ir com um casaco grande que... e com as calças de fato-de-treino-tipo-pijama puxadas... aaa... bom, visualizem a situação.
    Nunca mais inventam calças com fechos-pastel-de-nata para o traseiro.

    Num bar onde a cerveja mais barata custa 2,50€, há que levar cervejas de lata de casa e pedir apenas uma no bar, reciclando o mesmo copo vezes sem conta.
    Tudo em prol do ambiente, claro.
    Estranhamente, para os barmen, uma só cerveja dura todo um jogo do Benfica e às vezes está mais cheia do que nos 5 minutos anteriores.

    Numa cidade onde comer fora de casa só é suportável financeiramente a comer kebabs, há locais de kebabs mais baratos que outros.
    Há que ir até ao "pita inn" (não, não é um hotel para indianos) e comer a pita fallafel a 1,95€.
    Parece pouca comida, mas o grande erro destes senhores foi definir que o cliente pode encher a pita com aquilo que conseguir.
    Aliás, o grande erro para qualquer comerciante foi o de definir que os portugueses poderiam entrar no seu estaminé.
    Assim, o (grande) autor consegue montar (sim, montar, como se de um lego de um arranha-céus se tratasse) um brinquedo com mais de 4 variedades de vegetais, 10 andares e coberto por um molho de iogurte que se entranha nas fundações do edifício, até começar a pingar pelas mãos e mangas, em direcção ao solo do restaurante.
    Duplo erro, portanto.
    Não só vão à falência pela comida que gastam, mas também pelos litros de água e detergente necessários para limpar a esterqueira deixada por uma alcateia de lusos.

    quarta-feira, janeiro 23, 2008

    Barcilónia News

    Com o seu projecto pessoal a caminhar sozinho em direcção a bom porto, paralelamente, o (grande) autor já está inserido no projecto mais promissor dos três que "ganharam" a produção pela escola.
    E de que trata, perguntam vocês.
    Trata de nus.
    Exactamente.
    Na Barcilónia existe uma lei que permite que as pessoas caminhem pela rua, onde quer que seja, nuas.
    Nuinhas da silva.
    Tudo ali a balançar ao vento.
    E o projecto é sobre os naturistas, o porquê de as pessoas andarem vestidas ou não, o carácter social que a roupa (ou a falta dela) impõe na sociedade.
    Por exemplo, há um senhor (bom, um louco) que anda pelas ruas da Barcilónia, todo nu, com umas cuecas tatuadas na zona das partes baixas.
    Que expressão espectacular, "partes baixas".
    O (grande) autor vai ter como funções a de técnico de som e de assistente de realização (com a qual aproveitará para usurpar o lugar de realizador, astuta e subtilmente).
    O grupo irá filmar na Barcilónia e numa povoação que fica a 100km, onde todos os que se querem ir "desnudar" podem ir, traquilamente, dado que foi comprada por um grupo de gente arejada, para esse fim.
    O movimento naturista na sociedade urbana (e o seu porquê), é o tema do documentário.
    Resta saber se, para filmar nessa povoação, o grupo terá de se despir.
    Prevenindo a situação, já todos se inscreveram em ginásios e andam a malhar no ferro.
    Outra bela expressão, "malhar no ferro".
    Aqui fica uma fotografia d' O louco, para abrir (ou tirar) o apetite.
    Chamam-lhe o homem-elefante.
    Será do Guaraná?


    (para verem a magueirinha mais de perto, cliquem na imagem)

    quarta-feira, janeiro 16, 2008

    Job Barcilónico

    Acham que ainda há racismo no Mundo?
    O (grande) autor inscreveu-se num daqueles sites de emprego e de quando em quando recebe propostas de emprego, supostamente, adequadas ao seu perfil.
    Vejam esta aqui em baixo e reparem para que posto é e que requisitos exigem...

    terça-feira, janeiro 15, 2008

    Desilusão Barcilónica

    Direito ao assunto, o (grande) projecto não foi escolhido para ser produzido pela escola.
    Este facto deve-se ao surto de BSE (vulgo, doença das vacas loucas) que atacou os bovinos que faziam parte do júri de selecção.
    Não está o (grande) perdedor a querer dizer que deveria ter sido o seu projecto a ser escolhido.
    O que se pretende aqui afirmar é que os que foram escolhidos eram bem piores que muitos dos outros apresentados.
    A (grande) apresentação correu optimamente, o que já de si é uma vitória pessoal.
    Porém, pelos vistos, em conjunto com todo o trabalho realizado desde finais de Outubro, tal não chegou para convencer a manada.

    A vida é assim e, como disse uma (grande) amiga, "Deixa estar, fica na tua biografia que os primeiros não te quiseram...".
    Agora o grupo divide-se em três grupos de cinco alunos e cada mini-grupo vai trabalhar num dos três projectos vencedores.
    Porém, o (grande) autor continuará a trabalhar no seu projecto, indo produzi-lo pelos seus próprios meios.
    E, desta vez, vai ser Sem Barreiras a travá-lo.
    Porque o que não nos mata torna-nos mais fortes.

    quarta-feira, janeiro 09, 2008

    Barcilónia 2008

    De volta à Barcilónia, o (grande) autor tem na próxima terça-feira, pelas 10h da matina, a maior prova, a razão pela qual veio até aqui.
    O concurso de cervejas.
    Aaaahh, não é esse.
    É sim a apresentação do seu projecto para um documentário perante um júri composto por professores, membros de cadeias de televisão e produtoras.
    Para alegrar a situação, estarão presentes todos os alunos da Escola.
    Serão algumas dezenas de pessoas a aquecer a sala.
    O cheiro será interessante, com certeza.
    Se suficientemente bom, o (grande) projecto será produzido pela Escola, por uma televisão ou por uma produtora durante 2008.
    Daí a falta de actualização bloguista de ultimamente.
    E já agora, alguém tem aí um xanax?

    sábado, dezembro 29, 2007

    Ano Novo...

    Este texto nada tem a ver com o ano novo.
    Porém, como este se aproxima, fica sempre bem colocar um título assim, como chamariz para os curiosos que pensam que vêm ler as resoluções para 2008 do (grande) autor e depois levam com esta merda.
    Enfim, este texto é mais precisamente sobre a "prova de vida".
    A prova de vida não é um exame nacional para os recém-nascidos.
    Não é provar a vida de um copo, saborear e deitar fora.
    Também não é correr a vida 100 metros barreiras.
    A prova de vida é, tão simplesmente, ir até à segurança social provar que ainda se está vivo, para poder continuar a receber a pensão, reforma ou afins.
    Haverá algo mais deprimente do que isto?
    Ser de idade avançada e, ainda por cima, ter de se deslocar anualmente até à segurança social (que de si já é deveras agradável) comunicar que se está vivo.
    E qual é o contrário de estar vivo?
    É estar morto, ao que parece.
    Adianta-se assim um diálogo fictício (ou não) entre velhote e funcionário público:

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida, se fizer o favor.
    - Tir' a senha.
    - Qual é a senha?
    - Oh home, a senha verde, claro! Verde, de vida, phone-ix!
    - Mas eu estou nos correios?
    - Não...
    - Então porque é que o senhor fez essa graçola sem piada nenhuma, se nem sequer estamos nos correios?
    - Aaah...
    - Bom, senha verde então, obrigado, até já.

    (chega a vez do velhote, 56 números, 2h47m e três quase-AVC's depois)

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida.
    - Sim senhô, chegue-se lá pa trás, pa olhar bem pa si.
    - Assim?
    - Oh home, não fuja, venha cá qu' eu não mordo.
    - Assim?
    - Sim, sim, tá bom. Diga lá qualqué coisa.
    - O Sporting vai ser campeão.
    - Bom, você parece memo que tá vivo, mas tamém tá louco, pronts.
    - Hein?
    - Pronts home, você tá vivo, pode seguir, até pó ano.

    segunda-feira, dezembro 24, 2007

    Comunicado de NataU

    A direcção do blog, ou seja, o (grande) autor, vem por este meio desejar a todos os leitores, leitoras e analfabetos que simplesmente olham para a página do blog porque a consideram bonita, umas festas felizes.
    Festas transe, festas de passagem de ano, festas de aniversário (entre as quais a do miúdo que dormia em palha e rapava um frio p...-que-pariu), festas na praia, festas nos animais de estimação e por aí fora.

    Queria a mesma direcção (porque das linhas anteriores para estas, não houve nenhum golpe revolucionário bloguista) agradecer a todos pelos melhores presentes da internétxi.
    Obrigado às pessoas que nem conhecem O membro da direcção mas continuam a vir ver a "merda-a-metro" que por aqui se divulga e aos maravilhosos que, quando encontram O membro, lhe dizem coisas bonitas ao ouvido que não serão aqui divulgadas pois tal seria uma atitude pouco modesta.

    Feliz NataU e boa bebedeira de 31 para dia 1, naquela coisa do ano que muda ou lá o que é isso.

    terça-feira, dezembro 18, 2007

    Da Barcilónia Para a Lisbónia

    Assim que este texto se der como finalizado (porque se escreve sozinho) irá o vosso Barcilónico começar a fazer a mala para ir passar o nataU à terrinha.
    A 4 horas de ter de acordar para apanhar um autocarro até ao aerobus, a noite promete.
    Dado que o (grande) autor é uma autêntica rapariga no que concerne a fazer malas de viagem, vai ser giro.
    Sim, um gajo decide em dois minutos se vai um ano para a Barcilónia, mas quando é preciso decidir se se deixam as ceroulas, as pantufas ou as revistas pornográficas de adolescente, é um ver-se-te-avias.
    Hoje a questão prender-se-á com aquele par de calças e aqueles ténis, porque nunca se sabe se vão ser desejados na Lisbónia.
    E o rímel? Vai ou fica?
    Mais importante, será que aquela frigideira-das-tortillas-maravilha também devia ir?

    segunda-feira, dezembro 17, 2007

    Sexo na Barcilónia

    Quem esteja à espera que este texto seja um relato de um (grande) episódio do foro sexual, tire o cavalinho da chuva, que a vida privada não é para divulgar.
    Apenas a vida privada alheia se pode divulgar.
    Assim, há poucos minutos (estas linhas são escritas ainda em estado de choque), presenciou auditivamente o (grande) autor um momento com direito a bolinha no canto superior direito do ecrã.
    Chave na porta, começa a ouvir um ruído estranho, um animal a ser torturado.
    Pensando que finalmente alguém decidira assassinar o cão da vizinha de cima, entrou o vosso amigo despreocupada e alegremente na mansão.
    Assim que fechou a porta notou que o animal estava a ser torturado no interior da sua casa.
    Como no "Alien, o 8º Passageiro", em que a Sigourney Weaver via no detector-de-aliens que estes se aproximavam, mas sem se perceber de onde, o (grande) autor percebia que o cão em sofrimento estava perto, mas sem conseguir precisar o local.
    Passados uns 7,3 segundos, pensou quem vos escreve que se estava a rodar um filme pornográfico na sala.
    Não, não era na sala...
    Ah! A rodagem estava a ser no quarto do casal!
    Mas seria um filme de ficção ou um documentário?
    Fosse o que fosse, a banda sonora fez com que o (grande) autor voltasse a ter 13 anos, altura em que surgiu o saudoso canal 18, janela para a realidade de todos os adolescentes que não tinham educação sexual na escola.
    As vozes eram em español, tal como no casal 18, daí o retroceder temporal tão preciso.
    De "Oh si, cariño!" para cima, uma preciosidade.
    De facto, viver numa casa velha em que se ouve tudo tem as suas vantagens e as suas desvantagens.
    Resta saber se ouvir tudo tão bem ao ponto de conseguir perceber se daquele momento vai sair menino ou menina será uma vantagem ou uma desvantagem.

    domingo, dezembro 16, 2007

    Fiesta na Barcilónia

    Ontem foi o (grande) autor a mais uma festinha da praxe.
    Gente bonita, música, chão de azulejo (mais fácil de limpar), alguns trinaranjus laranja e umas coca-colas.
    Não é falso. No meio do alguidarzorro com gelo destinado a albergar os líquidos acondicionados em diversas formas surgiram uma lata de trinaranjus laranja, algumas coca-colas e... pasmem-se...
    uma lata de cerveja sem álcool!
    Quem terá sido o m-a-r-i-c-o-n-ç-o que levou uma lata de cerveja sem álcool para uma festa meio-erasmus e, ainda por cima, a deixou à vista??
    Ao menos que a guardasse no casaquinho cor-de-rosa e a bebesse na casa-de-banho, para não lhe chamarem "garagem de camiões TIR".
    Esta expressão acabou de ser inventada, ainda vem quentinha e tudo.
    O (grande) autor é grande.
    Enfim, emoções à parte, a festa terminou mais tarde que o que se pensaria, dado que os senhores de azul não apareceram.
    Quem apareceu foi uma vizinha do andar de cima que, armada com um alguidar cheio de água com lixívia, se entreteve durante umas horas a molhar e desinfectar quem ia saindo da festa, a partir da sua varanda.
    Ah, a festa era numa espécie de loja, a porta dava directamente para a rua, por isso, qualquer pessoa que viesse cá fora falar ao telemóvel, fazer O amor numa esquina ou regurgitar um bocadinho, voltava para dentro da festa com um cheirinho a casa-de-banho de escola primária, depois de por lá ter passado a shôra contínua, a dona Fernanda.
    Que é feito do azeite a ferver?
    Agora, pelos vistos, a moda nas guerrilhas urbanas é a água com lixívia.
    Que, há que frisar, quando salpica para os olhos, não é agradável nem dá muito jeito.
    No final da festa o chão de azulejo parecia o chão de uma estrebaria e no ar pairava um cheirinho a lixívia e a suor francês que, já se sabe, é um povo que quase nunca toma banho.

    quinta-feira, dezembro 13, 2007

    Cerveza, Beer... Mudanzas?

    O (grande) autor tem um amigo aqui na Barcilónia.
    Bom, em realidade tem mais que um, tem dois ou três.
    Mas esse amigo foi ao IKEA em busca, curiosamente, de uma mesa, tal como vinha fazendo o (grande) autor até há uns dias, pelas ruas da Barcilónia.
    Esse amigo é betinho, foi ao IKEA.
    Sim, porque entre estudantes, ser betinho é ir ao IKEA e ser pobre é apanhar os móveis da rua.
    Ser pobre não, ser cool.
    Yeah, very fine thanks.
    Enfim, esse amigo riquinho foi ao IKEA (será que se recebe pela publicidade?) comprar uma mesa.
    Quando estava cá fora, a preparar-se para apanhar o autocarro e o metro com os 20kg de mesa, lembrou-se que seria uma bela chatice para as suas costas carregar a dita até casa.
    Sim, porque na Barcilónia vai-se de tranportes públicos ao IKEA, não é como em Alfragide.
    Nisto, irrompe um paquistanês sabe-se lá de onde (por acaso sabe-se, irrompeu da esquina), disposto a ajudá-lo, com mais um colega paqui.
    Bons samaritanos?
    Mais depressa entra o Liedson para o Actors Studio.
    Estavam dispostos a ajudá-lo pela quantia de 20€.
    Mas ajudá-lo como? À mão?
    Óbvio que não, porque o paquistanês é um gajo que não brinca em serviço.
    Tinham uma carrinha preparada para carregar móveis estacionada na esquina!
    A mesma esquina de onde irrompeu o homem, lembram-se?
    Com o transporte de móveis a casa do IKEA a 50€, achou por bem o amigo do vosso amigo oferecer os 10€ que tinha no bolso como última proposta.
    Os paquistaneses, que não brincam em serviço, mas também não se fazem caros, de pronto aceitaram.
    E assim, lá foi o jovem riquinho com a sua mesa nova, a cantarolar músicas paquistanesas com os seus dois novos amigos até casa.
    Boa esquina, aquela de onde irrompem paquistaneses.

    domingo, dezembro 09, 2007

    Nova Mesa Barcilónica

    Os estimados leitores estarão lembrados da obra de engenharia duvidosa que sustentava todo um conjunto de aparelhos de alta tecnologia, no interior do (grande) quarto?
    Era esta instalação aqui em baixo, recordam-se?

    Pois a mesma instalação, que durante um mês foi fiel ao (grande) autor, foi despejada pelo mesmo, esse grandessíssimo mal-agradecido.
    Como se pode verificar pela seguinte fotografia tirada (grandemente) a partir da janela do quarto, a obra foi deitada à rua, como se de uma filha ilegítima se tratasse.


    Na próxima fotografia pode ver-se o bom samaritano que decidiu albergar a peça de arte na sua mansão, feliz por ter de graça tão valiosa obra de arquitectura e engenharia modernas.

    E de seguida podem ver-se os famigerados "pés-de-mesa", referenciados em anteriores reportagens Barcilónicas.
    Há que frisar que, dado que o (grande) autor não se chama José e, como tal, não deve muito à arte da carpintaria, os vizinhos do prédio ficaram a achar que o mesmo iria desabar, tal o barulho feito com um martelo e parafusos (sim, martelo e parafusos) aquando da fusão entre o tampo e os pés.


    Veremos se esta estrutura aguenta mais que a anterior e se já se podem fazer concursos de braço-de-ferro sem o receio de que tudo colapse.

    sexta-feira, dezembro 07, 2007

    Sobrancelha Barcilónica


    Em contacto com o público, com a massa, com o povo, todos os dias, tem o (grande) autor a oportunidade única de se aproximar das pessoas e molestá-las um pouco, tentando fazer com que se filiem na Cruz Vermelha.
    Este (horrível) trabalho tem as suas vantagens.
    Convenhamos que, não fosse o uniforme vermelho e o propósito de querer angariar mais um sócio, nunca poderia o vosso amigo sequer deitar uma vista de olhos a raparigas tão belas como as que se negam (sempre) a mais do que um simples "Tenho pressa, obrigada".
    Porém, a vantagem de poder dirigir-se a sósias da Heidi Klum tem a sua parte má.
    Pois, de quando em quando, em vez de sósias da Heidi, surgem sósias de um Opel Corsa envolvido num acidente de viação em que houve capotamento.
    Não que se tenha algo contra esse género de mulher, simplesmente não se sente o (grande) autor atraído por esse tipo.
    E muitas das vezes, essas senhoras têm as sobrancelhas totalmente depiladas e substituídas por um risco.
    Um risco a preto, castanho ou amarelo torrado.
    A pergunta que se impõe é simples:
    Mas porquê, pelamordedeus?
    Qual seria a sobrancelha que ficaria pior numa testa do que um risco a lápis?
    Qual??
    Por favor, não façam isso, pela vossa saúde.

    domingo, dezembro 02, 2007

    Uma Quase-Mesa

    Hoje, a caminho do "jantar de domingo" no sítio do costume, passou o grupo por uma mesa abandonada num canto de uma rua mal iluminada, praticamente nova.
    Com um tampo de 1,2m por 0,80m, uma madeira bem polida, uma cor castanho-lindo-de-morrer, era a companheira ideal para o quarto do (grande) autor.
    Amor à primeira vista, pensou o mestre que não a poderia deixar escapar.
    Ao lado da mesa estavam os seus 4 companheiros de uma vida, os pés, desaparafusados.
    Apenas os parafusos tinham desaparecido para sempre, incapazes de aguentar relações tão profundas.
    Cobardes.
    Porém, como ia o grupo de caminho para o local-de-encher-o-bandulho, a nova paixão teria de esperar mais um pouco até conhecer a sua nova casa.
    Sem modo de a acorrentar (e porque numa relação saudável não se acorrenta ninguém, sem ser em circunstâncias específicas) decidiu o vosso amigo escrever com a sua paper mate preta no tampo da mesa "no mover, por favor!".
    Fiando-se na virgem e na honestidade dos habitantes daquele bairro, seguiram o ingénuo-mor e seus amigos em direcção ao mata-bicho.
    Já de pança cheia, voltou o (grande) autor cheio de expectativas, para encontrar, claro, apenas os pés da mesa no local onde tínhamos combinado que esperariam, junto à mesa.
    Explicaram aqueles que a mesa tinha decidido mudar de vida e partir em busca de alguém que a transformasse em tábua de skate.
    Alguém que é um grandessíssimo filho duma grande p... e que, ou não sabe ler, ou não sabe respeitar ordens escritas em tampos de mesas.
    Esperam agora os pés que o (grande) autor arranje uns parafusos menos cobardes que os anteriores, na loja dos chineses da esquina, para começarem uma nova relação agarradinho a outro tampo.
    Esperemos que se dêem bem, senão quem sofre é o computador, que vem parar ao chão, numa discussão mais acesa do seu casal amigo.

    sexta-feira, novembro 30, 2007

    "A" Resposta

    Ontem recebeu o (grande) autor a melhor resposta de sempre, no ranking das melhores respostas dadas a um captador de sócios da Cruz Vermelha.
    Está claro que esse ranking foi inventando agorinha.

    P: Boa tarde, tem um minuto que me dispense, para a Cruz Vermelha?
    R: Sim, tenho um minuto, mas não tenho um duro. Serve?


    Em segundo lugar ficou, também no dia de ontem, a seguinte resposta:
    "Olha filho, não te quero dar o meu sangue, está bem?"
    .

    quarta-feira, novembro 28, 2007

    Cruz Vermelha Barcilónica

    O (grande) autor lá continua a sua saga, em busca do maior número de sócios por hora.
    Há dias melhores, outros piores (hoje foi a zeros), mas o que mais espanta são as respostas que as pessoas dão, para fugirem à solidariedade para com os mais pobres e para com a (grande) carteira, claro.
    Traduzindo:

    "Tenho pressa, não tenho tempo, desculpa." - A pressa é a maior inimiga de qualquer angariador de sócios, a menos que este tenha um bom par de seios.

    "Já sou sócio, obrigado, ligaram-me para a casa e fiz-me sócio." - No entanto, não há captação de sócios via telefone... que estranho.

    "Não dou sangue, obrigado." - ????!!!!

    "Já sou reformada, não tenho tempo para essas coisas." - Há prioridades, como ler a TV Guia, jogar dominó e dizer mal das vizinhas.

    Grunhem qualquer coisa imperceptível. - Há pessoas que julgo terem sido criadas por ursos.

    "Não sou sócio de nada, nem tenho contas no banco, sou anti-sistema." - Isto é verídico!

    "Esses chulos, querem o nosso dinheiro para as festas demoníacas deles!" - Isto também!

    "Agora não, vais ficar aqui? Vou só ali buscar uma coisa e já volto, já falamos..." - Típico... nessa altura claro que puxo logo da cadeirinha de campismo e não me mexo mais.

    "Hoje é mau dia, que não tenho nada na carteira." - Houve uma senhora que disse esta frase à saída de um multibanco!!

    "Oh filho... não arranjas outro trabalho?" - Com a senhora a olhar para mim, saquei de um lenço que tinha no bolso do casaco e fingi que começava a chorar enquanto me afastava.

    terça-feira, novembro 27, 2007

    Rir na Barcilónia

    O (grande) autor gosta de ler os jornais portugueses na internétxi, para se manter informado sobre o que se passa na Babilónia, a partir da Barcilónia.
    Há uns segundos atrás reparou numa manchete dum jornal desportivo.
    Rezava assim:

    Futebol

    «O resultado é de todo injusto» (Cajuda)
    O técnico do V. Guimarães considerou que a derrota sofrida pela sua equipa diante do Boavista foi de todo injusta. Para Manuel Cajuda, os seus jogadores não mereciam perder, mas também salienta que nada se alterou com a derrota.

    Ora, a expressão "de todo", que está tão na moda por essas latitudes, quer dizer que alguma coisa não é como a estão a descrever.
    Assim, se "o resultado é de todo injusto" é porque Cajuda não o considera injusto, mas sim, justo.
    Logo, a frase seguinte não deveria ser (de todo) que os seus jogadores não mereciam perder, mas sim que mereciam ter levado ainda mais sete no bucho.
    É por isso que o (grande) adora ler as manchetes pela manhã, porque se instala logo um sorriso na sua face e caminha até à escolinha a rir-se sozinho.
    E a achar que os treinadores de futebol são um exemplo a seguir.
    De todo.

    segunda-feira, novembro 26, 2007

    Jantar de NataU da Empresa

    Hoje é o jantar de nataU da empresa que angaria sócios para a Cruz Vermelha, para a qual o (grande) autor trabalha.
    Sempre pensou o mesmo que, no dia em que chegasse a hora de ir a um jantar de nataU de uma empresa, cortaria os pulsos, para ter uma desculpa minimamente válida para faltar.
    Mas não, hoje todas as facas estão rombas e um gajo tem mesmo de ir.
    A trabalhar há somente uma semana para esses chul...aahh...para essa empresa, não se pode dar ao luxo de faltar a tão importante evento, com uma dinâmica de grupo tão apurada.
    Não sabe ainda sequer onde é, mas espera-se que seja à pala, ou terá o vosso amigo de furtar guardanapos, garrafas de vinho e talheres no valor do que lhe tocar pagar, para compensar a despesa.
    Porém, se houver que comprar presentinhos para fazer aquele jogo da troca de presentes, fica aqui a promessa de que, a caminho do jantar, passa o (grande) autor no talho, a pedir um favorzinho pequenino ao señor Paco.

    domingo, novembro 25, 2007

    Barcilónia Wash & Dry

    Justamente como nas películas transatlânticas, o (grande) autor foi até à lavandaria self-service cá da zona.
    Jornal diário debaixo do braço (alguém cá de casa assina), lá foi o tipo com a sua mala de viagem cheinha de roupa, ténis, lençóis e toalhas.
    Chegado ao local, mesmo como nas películas transantlânticas, três ou quatro jovens e um velhote esperavam nos banquinhos enquanto a sua roupa dava umas voltas no tambor.
    Nenhum dos leitores, aposto, sabia que o local onde se enfia a roupa dentro da máquina se chama "tambor"!!
    Bom.
    Previamente trocada uma nota de 10€ por moedas de 1€, nota o (grande) que a sofisticada máquina aceita notas, tal como as do metro.
    Maravilha.
    Escolhida a maior máquina, 18kg de tecido lá para dentro e "start" no bicho.
    Roupa branca e roupa de cor, toda junta, que não há cá racismos e o Benfica joga daqui a bocado.
    Quarenta minutos volvidos, já a roupa havia vomitado as nódoas para a canalização barcilónica, era hora de transladar tudo para a máquina de secar.
    Para (grande) espanto dos presentes esbugalhados, não houve fusão de cores e cada roupa saiu como veio ao Mundo.
    Porém, a máquina de secar adequada para os 18kg estava escangalhada.
    O tuga, claro, conseguiu enfiar os 18kg dentro de uma máquina preparada para aceitar apenas 12kg, a contra-indicação de um senhor que por ali andava, que, claramente, nunca tinha contactado com um verdadeiro lusitano.
    Vale tudo menos pagar duas secagens!
    Terminado o ciclo, com metade da roupa meio encharcada, lá tratou o mestre de dobrar tudo bem dobradinho e arrumar na mala de viagem, para grande espanto dos colegas lavantes, que coçavam a cabeça ao verem a destreza na dobragem das t-shirts, bem como do enrolar dos pares de meias.
    A única coisa que faltou, contrastando com as películas transatlânticas, é que não havia nenhuma rapariga incrivelmente bonita disposta a emprestar o seu amaciador.
    Ficou-se-me a roupa desamaciada.

    quarta-feira, novembro 21, 2007

    Assédio na Barcilónia

    O (grande) autor todos os dias se põe a caminho do seu trabalho, de metro, claro, como bom ambientalista.
    E todos os dias vai com o seu uniforme, um colete vermelhão com umas cruzes brancas gigantes e uns dizeres da cruz vermelha, onde vem agarrado um crachá com a sua identificação.
    Ora, hoje, ao subir as escadas do metro em vez da escada rolante, para fazer exercício e poupar a mensalidade (e principalmente a canseira) do ginásio, foi mandado parar.
    Mandado parar, ou mais especificamente, barrado, no cimo das escadas.
    Ia com os seus phones enfiados nas orelhas, com música a brotar do seu mp3 [ antiquado :) ], como tal, não ouviu o que lhe diziam e teve efectivamente de parar para ver que se passava.
    Deparou-se então com duas moçoilas de etnia cigana, com dentaduras que lhes davam um aspecto pré-primário, mas com umas rugas, umas jóias e maquilhagem que as atiravam para a casa dos 50.
    Meio zonzo pelo hálito de ambas (as duas, claro), conseguiu perceber que proposta se lhe era colocada em cima da mesa.
    Pelo facto de ir fardado como um paramédico, era proposto ao (grande) autor fazer respiração boca a boca à menos horrível das duas, a troco de um pacote cheio de gomas.
    Amanhã o colete vai dentro de um saco de plástico preto.

    terça-feira, novembro 20, 2007

    E Pronto...

  • Fecharam mesmo o Quarteto...
  • Portugal é mesmo um país de interesses.
    Vivendo agora em Barcelona e assistindo à recuperação do que melhor tem esta cidade, em vez do fecho para novos empreendimentos junto à Av.Roma, como se faz em Portugal, percebo que o país (outrora) à beira-mar plantado esteja mesmo na cauda da Europa.
    Outrora porque, agora, estamos à beira das construções ilegais plantados.
    Claro que há sempre o futebol... claro que sim.
    Iupi.

    segunda-feira, novembro 19, 2007

    11º - Nunca Duvides da (grande) Palavra

    Hoje na escolinha de cinema ocorreu um episódio que pode servir de lei universal, para os mais atentos.
    Aos alunos era mostrado um documentário passado num país de Leste, no interior provinciano, em que os homens da aldeia faziam canoagem com as suas ovelhas, rio abaixo.
    Porém, sem canoas e num rio bastante bravo.
    A professora demandou então aos pupilos, que pensavam eles deste novo desporto radical.
    Uns encolheram os ombros, outros semi-cerraram os olhos.
    O (grande) autor, que nunca se cala e deve ser odiado por meia turma, disse que achava que os homens desciam pelo rio com as ovelhas porque, vivendo numa região tão montanhosa, era a única forma de as levar de um pasto para outro, para que comessem.
    Toda a aula se riu, uns concordaram, mas houve uma sujeitinha que implicou especificamente com tal interpretação, insinuando que o (grande) era mas era um grande parvo, por achar que correriam os homens o risco de afogar as ovelhinhas na descida.
    Chegado o fim do documentário, mostrava-se o porquê de tal manobra, tão arriscada para a comunidade ovelhã e, consequentemente, para a comunidade humana, que da ovelhã depende para sobreviver.
    Está claro que não é preciso dizer mais nada.
    A não ser... embrulha e leva para casa, que já estás embuchada.

    quinta-feira, novembro 15, 2007

    Barcilónia Alcatifada

    Todo o ilustre leitor sabe o que é uma passadeira vermelha, certo?
    Já todos vimos os Oscars, na TVI, às 3h e pouco da matina de any given sunday.
    (Com aqueles anormais a tentarem traduzir em simultâneo e, para além de não conseguirem, a não deixarem a malta ouvir o que dizem as estrelas em inglês.)
    Bom, pelo menos já todo o singelo sabe o que é uma merda dum tapete vermelho, não é?
    E agora, o mais importante.
    Já se perguntou o magnífico leitor, o que sucederá com os tapetes vermelhos após a sua efémera utilização na via pública?
    Pois aqui na Barcilónia, descobriu o (grande) autor que fazem os reis da hotelaria e afins com os tapetes deles.




    Ps - O primeiro a descobrir onde está o trocadilho do texto que antecede as fotografias do chão do talho, ganha um prémio.

    quarta-feira, novembro 14, 2007

    O (grande) Autor Na Cruz Vermelha

    Não se preocupe o leitor, que o título não precede a descrição de um episódio envolvendo álcool a mais com desfecho na tenda da cruz vermelha de um qualquer festival na Barcilónia.
    O título abre sim, as portas do novo emprego em part-time do (grande) voluntário.
    Bom, não é propriamente voluntariado, dado que as contas não se pagam a roubar carteiras.
    É um part-time, todos os dias (úteis) da semana, de quatro horas.
    E em que consiste?
    Angariar sócios para a Cruz Vermelha, na rua.
    Sim, para alguém que já estava disposto a tirar macacos do nariz de elefantes ou limpar o rabo a idosos num lar, não está mal, não senhor.
    Durante as quatro horas em que estiver ao serviço da "Cruz Roja", o (grande) autor terá de recorrer a todas as suas qualidades de persuasão, para arranjar o maior número de sócios possível.
    E como é remunerada, a tarefa?
    Sem salário-base nos primeiros dois meses, o angariador recebe pelo número de sócios que conseguir, bem como uma percentagem do que cada sócio estiver disposto a pagar.
    Por exemplo, conseguindo angariar 35 sócios num mês, pagando cada um destes 50€ de quota anual, o (grande) autor receberá...
    Neste blog não se fala de dinheiro, caramba.
    E é assim que, depois da Ajuda de Berço em Lisboa, o (grande) autor vai saltitando de ONG em ONG, cantarolando feliz por ajudar os mais necessitados.
    E por, sendo um detalhe sem importância, finalmente ter uma fonte de rendimento que não o conteúdo das carteiras dos utentes dos tranportes públicos da Barcilónia.
    Aqui fica uma foto de uma coleguinha de trabalho.

    terça-feira, novembro 13, 2007

    A (Grande) Vida Dava Um Teenage Movie

    O (grande) autor conseguiu reunir algumas das várias características que permitem a inserção da sua pessoa num grupo de personagens de um típico filme americano de adolescentes.

    - Vive sozinho numa cidade que não a sua
    - Foi para aí estudar cinema
    - Anda louco à procura de trabalho
    - Para pagar a casa, as noites e os estudos
    - Anda sempre de mochila às costas
    - Vai de skate para a escola
    - A ouvir música no mp3 (mas só num ouvido, que não é assim tão parvo)
    - Utiliza o calão nativo como se de ar para os pulmões se tratasse
    - Tem as calças rotas no rabo
    - Anda com uns ténis que cheiram a cavalariça/queijaria
    - Vive com um artista/pintor/grafitter
    - Frequenta festas onde estão pessoas que falam idiomas imperceptíveis para um tradutor do Conselho Europeu
    - É expulso das festas pela polícia, chamada pelos vizinhos
    - Tem o quarto forrado de posters e postais
    - Acende o lume no fogão com um pauzinho de madeira que tem a ponta em chama, acesa esta na chama do esquentador
    - Nunca se deita antes das 2h/3h da matina

    segunda-feira, novembro 12, 2007

    Kebab?

    Todo o residente em Lisboa que se preze já ouviu pelo menos 327 vezes a pergunta tão indiana "Qué frô?".
    Pois aqui, na Barcilónia, o que mais se ouve em estabelecimentos paquistaneses/indianos é a frase "Dame un kebab, por favor."
    Porém, quem a profere com mais frequência são os ocidentais, nomeadamente, os tugas.
    O kebab, na (grande) opinião, é a invenção do século.
    Composto por um crepe de 30cm de diâmetro recheado com carne de vaca ou frango, beterraba, cebola, tomate, alface, algo mais que não me lembro e um molho de ervas à base de iogurte, o kebab é a refeição ideal para o jovem estudante, que não tem dinheiro para jantar fora, mas também nada tem para cozinhar em casa.
    Acompanhado pela amiga caña ou pela mítica coca-cola, o kebab encosta o mcdonald's ou as pitas shawarma a um canto, todos esmurradinhos e sem orelhas.
    É uma refeição completa enrolada em papel de prata e preparada com carinho pelos dedos habilidosos de unhacas compridas do senhor conhecido por vós como "senhor quéfrô", denominado por estas bandas, "señor kekab".
    O kebab é o gelado da avenida de roma.
    É o bife da Portugália.
    É o café da Nespresso.
    E é a pizza do Zucchero.
    E custa apenas 3,50€!
    Bom, 4,50€, se acompanhado pela amiga bebida.
    No entanto, o estudante não é parvo e compra a bebida no supermercado por 0,45€ e disfruta do kebab sentado no banquinho da praça mais próxima.
    Qué...bab?

    domingo, novembro 11, 2007

    Eu Sou dos de Cesto

    Hoje jogava, jogou e arrasou, o Benfica.
    O (grande) autor e os suspeitos do costume deslocaram-se até ao sports bar que tem várias televisões, cada uma a passar um jogo, de diferentes campeonatos.
    Porém, dado que as verdinhas (ou vermelhas e azuis) não abundam na (grande) carteira, um gajo tem de se conter na altura de pedir ao balcão.
    Pede-se um refresco na primeira parte e outro na segunda, para que o direito de estar sentado a ver Rui Costa a espalhar magia não se desvaneça.
    Quanto a alimentos sólidos, a coisa toma contornos de escola primária.
    O (grande) autor, munido da sua mochila, nela traz o tupperware e o garfinho da praxe, saindo do bar ao intervalo, para jantar num banco improvisado, numa zona de obras ao pé do local.
    Terminado o repasto, dois tragos na garrafa de água e passos rápidos até ao bar.
    É assim, a vida de um estudante de cinema desempregado na Barcilónia.
    Mas sempre a par do glorioso, claro.

    quinta-feira, novembro 08, 2007

    Há Mais Silicone Para Além Dos Implantes Mamários

    O porquê de escrever uma linha que seja sobre silicone traduz-se numa só palavra:
    Silêncio.
    Não se equivoque o leitor, pois não está o (grande) autor a pedir que faça pouco ruído.
    Silêncio, neste caso, significa "descanso".
    Dado que o (grande) quarto se encontra num primeiro andar com janela para a rua, o barulho dos veículos movidos a compostos baseados em petróleo é algo enorme.
    Situado aquele na esquina de um entroncamento com 3 semáforos de cada lado, as aceleradelas das motoretas antes de arrancarem, as sirenes das ambulâncias e o simples passar dos camiões de 18 rodas tornam qualquer descanso entre as 06h45m e a hora de levantar o cu da cama praticamente impossível, a menos que haja uma quantidade considerável de estupefacientes a correr no sangue.
    Assim, uma alminha inteligente conhecida por "nô" lembrou-se de, para sua própria sanidade mental enquanto fazia uma (grande) visita, comprar algo que viria a revolucionar o sono de ambos.
    Ambos os dois.
    Em conjunto.
    O par de ambos, em conjunto, digamos.
    Assim, num local a cheirar a éter denominado "farmácia", juntaram-se 2,5€ depois de uns carros arrumados e comprou-se uma caixinha com tampões para ouvidos, de silicone.
    Os tampões é que são de silicone, os ouvidos, esses, são de cera.
    Como a do Madame Tussauds.
    Enfim, a partir desse investimento, a varandinha do (grande) autor deixou de ser bancada central com vista para a recta final de uma corrida de Formula1, para passar a ser simplesmente um local por onde se atiram balões de água e bombinhas de mau cheiro para dentro dos capuzes dos transeuntes.
    Se tivéssemos 9 anos, claro.

    sábado, novembro 03, 2007

    Mais Fotografias Lindas

    Como é de imenso interesse para vós (ou absolutamente o contrário), aqui ficam mais uns registos fotográficos da (grande) toca.

    A sala, com o (grande) quarto ao fundo à direita.

    A sala, a partir da saída do (grande) quarto.

    A vista da janelonga do quarto.

    O (granda) correrdozão.

    A cozinha, pelo flanco esquerdo.

    A cozinha, pelo flanco direito/eixo da defesa.

    A zona esfrega-maqui-as-costas.

    A zona do chichi e cócó, independente da esfrega-maqui-as-costas.


    A mesa-de-cabeceira, a partir de duas colunas encontradas na rua.

    sexta-feira, novembro 02, 2007

    Fotos da Barcilónia - Quarto

    Aqui ficam algumas imagens que ilustram o (grande) quarto.
    De frisar que à chegada, todas as paredes eram da cor branco-muito-sujo-com-alguns-buracos.

    início de 360º de quarto










    E aqui está o que me denuncia como português, o mais engenhoso de todos os povos.

    quinta-feira, novembro 01, 2007

    Em Memória de Sua Excelência Meu Pai

    Que me faz tanta falta e a quem nunca mais posso telefonar a contar como estão a correr as coisas por aqui, mas que seguramente se põe a par, pois de certeza que há internétxi, lá no sítio onde estará:

    Se me amas
    Se me queres
    Não procures aquilo que
    Não há em mim

    Se me amas
    Se me queres
    Não me prendas
    Sempre sempre ao pé de ti
    (...)
    Se me amas
    Se me queres
    Não me faças nunca nunca
    Dizer que não
    (...)
    Se me se me se se
    se me
    se me amas!

    in "se me amas" dos xutos & pontapés
     
    origem