quarta-feira, dezembro 24, 2008

É Natau, É Natau

O (grande) autor vem por este meio desejar felizes e-mails a todos.
Sim, porque o e-mail, felizmente, substituiu a mensagem escrita (vulgo SMS) na árdua tarefa de desejar boas festas a tudo quanto é gente.
E gente que é gente, já se sabe, tem de ter telemóvel.
Para receber as SMS no natau e ano novo, claro.
Porém, este ano, gente que é gente, tem é de ter e-mail.
Quem não está muito de acordo são as operadoras de telemóvel, que ficam, injustamente, sem o seu subsídio de natau, porque já não serão enviadas 300 milhões de SMS nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.
O que está mal.
Ainda por cima agora com a crise, retirar assim os subsídios às pessoas... não se faz.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A Roupa É Que Se Dobra

Não dobrar é autenticar e ensinar.
Se é para estragar, então mais vale deixar estar.
Ver um filme no original, é normal como ler um jornal matinal no quintal.
Deixem as dobragens nas margens, não se pasmem e vejam as sondagens.
Todos aprendemos bem o inglês, através de dois ou três porquês, sendo que muito provavelmente e talvez, as legendas nos filmes transmitam essa solidez.
Ao dobrar está-se a falsificar, aldrabar, enganar, ao respeito a faltar, um despeito milenar.
Quem actua merece manter a voz, a língua dos seus avós, e porque é que havemos de vir nós, com uma lata atroz, alterar a coisa e mantê-la a sós?
Não, não, não, manter o original é que é são, é alimentar a boca com pão e a alma com razão.
Os miúdos aprendem, que no original entendem, que as legendas não surpreendem, que o dobrado é errado, que é vomitado, que vai contra o fado, um verdadeiro tiro ao lado.
Imaginem a Amália a cantar em inglês, o Tom Waits em português, o Di Caprio a falar italiano e a Beatriz Batarda em jamaicano.
É insano, desumano, cum catano, assim não vamos lá, manter o original por cá, ora isso é que é à maneira, conta-se a história verdadeira, sem cair na ratoeira, a dobragem é rafeira, juntos impediremos a epidemia traiçoeira.
O original é que está certo, o caminho está aberto.
Dobragem, vai dar uma volta ao bilhar grande, Portugal não é a tua land.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Nowadays

Hoje em dia é fashion ser fashion.
A fashion move as nossas vidas, move o World, num sentido em que somos uns outlaw, se não nos reconhecermos num move.
Emo, classic, trendy.
Parecem nomes de super-heróis da Marvel.
Mas não.
Que isso é vintage.
São tendências, estilos, formas de pensar, espaços, calendários, piercings nos genitais.
É cool ser hip, estar na scene, não ser fake, no sentido indie da coisa.
Então ser gay, é style total.
Entar no hall, seguir o lobbie, é uma cena in.
Os yuppies dominam, os lames são lames, não há nada a fazer.
O Myspace é o my space, se não curtes da wave, move on, não entras no meu facebook.
Contigo não quero Hi5, quero goodbye, muthafucker.
Quero ser um metrosexual hipster, com a minha pose stylish, poder caminhar no hood de cabeça alta, sem ser stupid, um kid como os outros, mas trendy.
Assim uma cena new wave, new sound, old school punk habit.
E posso?
Ipod.

sábado, novembro 29, 2008

Eu Estou Mais Forte Do Que Nunca

Chegou-se a uma idade em que os nossos amigos e amigas começam a ser alguém na vida, a ter um papel no Mundo para além de ser um colega de carteira, a rapariga com quem vamos ao cinema às duas da tarde, o guarda-redes da nossa baliza, a menina que beijamos no corredor, aquele que nos ganha ao berlinde, aquela com quem jogamos às cartas no autocarro na excursão à capela dos ossos...
Hoje em dia o (grande) autor pode orgulhar-se de ter amigos engenheiros, médicos, psicólogos, arquitectos, paisagistas, químicos, empresários, advogados, professores, jornalistas, gente com mais um sem fim de funções e gente que faz nada.
Porém, ter uma função não é o mesmo que ter uma profissão.
Há profissões que são meras funções e funções que são plenas profissões.
A diferença reside no detalhe de se fazemos aquilo que queremos ou se fazemos só por fazer aquilo que fazemos.
Por exemplo, neste momento, está este gajo a ouvir uma música de um (grande) amigo seu.
Alguém que continua a lutar por aquilo que quer fazer, apesar do percurso académico e laboral o levar para longe da luz.
Aqui está a diferença, o que separa o preto do branco, o carneiro do lobo.
E escrevendo a frase mais foleira de sempre, há que dar cor a uma vida a preto ou branco numa sociedade cinzenta.

"Numa altura em que esta arte põe de parte o secretismo
Eu sublinho a importância de apelar ao revivalismo
Para falar e responder não é preciso uma pergunta
Sabes como eu sei, eu estou mais forte do que nunca"
.........................................LSB

sexta-feira, novembro 14, 2008

Rebeldes Sem Cérebro

Em conversa com um primo sem nome do (grande) autor, o referido parente saiu-se com esta, a respeito dos óptimos concertos que havia dantes e a porcaria de hoje em dia.

"Agora os putos querem la saber de concertos desses. Só se for em festivais e afins ou bandas comerciais.
The Exploited era € 22 num bar em Cacilhas... Sabem q não enche nem esgota e têm q pôr os bilhetes tão caros para pagar as despesas. The Hives no coliseu nem meia casa.
Agora os putos querem é fumar ganzas, playstation, net, hi5, MODALIDADES RADICAIS, beber red bull e rapar os pêlos do peito."

E não é verdade?

Aquando da sua estadia em Portugal, o (grande) autor conseguiu finalmente ver "Rebelde Way", o actual fenómeno televisivo da put... criançada.
Passados 12 minutos, teve o mestre de desligar a televisão e ir fazer vapores, enquanto esfregava Vicks Vapospray entre as maminhas.
Citando a náusea televisiva:

(conversa entre casal)
Ele, cabelo ridículo - O filme é secundário, quero é estar contigo. Se quiseres, podemos ir ver uma comédia romântica, na minha terra as raparigas é que escolhem os filmes (olhar matador).
Ela, grandas mamas - (carneiro mal morto a tentar fazer um olhar de ternura)

(jovem de tronco nu sozinho em casa)
ouve-se a campainha.
Jovem de tronco nu em casa- Pira-te!! (espera dois segundos) Já se pirou, o parvalhão.

(diz um jovem maluco para outro)
- Pá, és mesmo avariado da cabeça!


Será preciso escrever algo mais?

terça-feira, novembro 11, 2008

Caríssimos

Fiquem a saber que na Barcilónia a polícia nao perdoa.

Há uns minutos apanhou o (grande) autor uma multa de 100€ por nao parar num sinal vermelho quando ia na sua bina cor-de-rosa.
Se a pagar no prazo de 20 dias, sao APENAS 50€.

Se nao estivesse empadronado, tinha de a pagar no momento.

Pim pam, já estás.

E quando o bófia lhe estava a devolver os documentos, mandou logo parar mais um desrespeitador das regras da sociedade.

Fiquem também a saber que se pode andar de bina no passeio, desde que a uma velocidade nao muito superior á dos peoes.
(que bonito, o critério relativo e subjectivo)

E que se houver carril de bicicletas na rua onde estao a circular, tem de o usar.

Surgiu agora no pensamento do (grande) que, se calhar, se nao tivesse feito 54 perguntas aos bófias, eles ter-se-iam ido embora e o outro rapazola nao teria sido apanhado.
Mas o gajo era frances, por isso que se loda.

Bom, que o triste exemplo do (grande) autor vos sirva de licao,
nao facam aos outros o que nao querem que vos facam a voces
em abril águas mil,
e a vida sao dois dias e o carnaval sao tres.

ps - a falta de acentos e tal é derivado ao facto de se estar a escrever num teclado sueco, derivado ao facto de o (grande) computador ter morrido de virus há dois dias.

ps2 - sorte nao, xampa.

segunda-feira, novembro 03, 2008

O Texas Lisboeta

Este seria um texto sobre o ridículo dos bares do bairro alto agora terem de fechar às duas.
E sobre o ridículo de as autoridades (?) andarem a verificar se os mesmos fecharam de facto as portas a essa hora, em vez de prenderem os vários criminosos que em frente dessas portas se depositam.

Mas não, será sobre uma história contada na primeira pessoa ao (grande) autor, numa dessas noites.
O Ruben, chamemos-lhe assim, foi com uns amigos sair ao bairro.
Lá pelo meio, para não variar, algum criminoso se meteu com um amigo do Ruben, que lhe fez frente e iniciou uma altercação.
O Ruben ajudou a separar a coisa e a mesma não se alongou.
Porém, no final da noite, passadas umas horas, no Largo do Martim Moniz, os mesmos criminosos de antes apareceram do nada, para agredir o Ruben com um soco na boca (usando uma soqueira e rasgando-lhe o lábio superior até ao nariz) e abrir a cabeça ao amigo do Ruben com uma pedra de calçada, não atirada, mas sim martelada.
De pronto os criminosos se puseram em fuga, sendo seguidos pelo Ruben e o amigo, que procuravam, agora, vingança.
Conseguem apanhar os criminosos e começam a limpar-lhes a poeira das costas.
Nisto, surgem 15 amigos dos criminosos de uma rua estreita, para virarem a situação.
O Ruben e o amigo, felizmente, conseguem fugir.

Conclusão:
Os criminosos andaram a noite toda atrás deles, a ver quando é que os apanhariam sozinhos.
Combinaram com os 15 amigos que os iriam agredir e logo fugir.
Para quê?
Para os atrairem até à rua estreita onde os esperavam os 15 amigos, e aí, fazer sabe-se lá o quê.

Mas que país é este onde já há emboscadas urbanas?
E soqueiras nas bocas de inocentes?
E tácticas de guerrilha?
E esperas de três horas?
E onde se seguem as vítimas pela savana, até à emboscada perfeita?

Isto virou o Texas, ou quê?

domingo, novembro 02, 2008

Proverbyou

Se quem dá o que tem, a mais não é obrigado,
quem não aproveita o que tem, tal lhe deveria ser retirado.

o (grande) autor

sábado, novembro 01, 2008

O Dia de Halogéneo [por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor ]

Ai que estou tão feliz.
Hoje é dia de Halogéneo.
Ou foi onte, ou lá que foi.
Só sei que andam praí os catraios todos de porta em porta a pedir doces às pessoas da sociedade.
Diz que as pessoas boas dão doces e as pessoas más dão corneto, um veneno que diz que mata muito e era aquilo que a minha amiga Ermelinda punha na sopa do homem dela todos os dias e ó depois ele morreu de dores no estôgamo.
Mas ainda andou uns anos com as dores, até que finou.
O médico diz que nem a viu chegar.
Ele também não, coitado.
No enterro dele a Ermelinda surrou-me ao óvido assim uma coisa que eu não precevi bem, mas parecia-me que ela me tava a surrar "finalmente", mas não podia ser, ela gostava tanto dele.
Enfim, o meu aparelho às vezes não funciona muito bem, diz que é preciso mudar-lhe as alcanenas, mas acho que só se vendem no continência e isso fica-me fora de caminho.
O Halogéneo é que é mesmo uma festa bonita.
Não é como os enterros da gente, que eu não gosto nada.
Tou sempre a pensar que ainda me amandam a mim lá pra dentro e vou eu e vai o morto e acaba a coisa comigo a perder o final da novela da TVI, e nunca sei se a gémea encontra a outra gémea com o gémeo daquele gémeo na palhaçada na cama.
O que não é bonito.
Porque a palhaçada é para se fazer é depois do casório, na viagem ao mel.
O meu mai novo, lembro-me tão bem, um dia apanhei-o com 13 anos na cama de cima do boliche com uma galdéria lá da C+S.
E o irmão na cama de baixo, a desmembrar-se.
O sacana mandou um salto tal que caiu cá abaixo e aquilo ainda são uns dois metros de altitura.
Resulta que fez uma luxepção na perna e tive de lhe dar anti-difamatórios e tudo.
Hoje é um home casado com a sua esposa, uma menina docente.
E pronto, lá vêm os meus netos todos alambados de chiclate nas beiças.

- Oh Rúben André, anda cá qu'avó lava-te essa bocarra. Ainda apanhas diabretes e têm de te cortar as pernas e assim é que nunca mais jogas como o Cristóvão Donaldo.

A Quem Possa Interessar

A ver se é desta que a coisa toma mais regularidade.

  • conselheiro CINEmental
  • sexta-feira, outubro 31, 2008

    Casar Sem Obrar

    O título desta posta (de pescada) tem exactamente as mesmas características que a história que se segue.
    É curto e pouco agradável.
    Era uma rapariga que se ia casar mas que, derivados ao nervoso, ficou quase um mês sem fazer cócó. Nuts, mesmo.
    Há gente que enche o saco, enche o papo, enche o bandulho, esta menina foi enchendo o intestino.
    E um dia... que estranho, desmaiou.
    Foi ao dôtôr e, felizmente, mencionou que há quase um mês que não sujava o rio Tejo.
    O shô dôtôr aplaudiu o gesto em prol do ambiente, mas enviou-a para o raio-x.
    Resultado?
    Sim, entupimento de canos quase até ao estômago.
    Oito metros e meio de merda, mais coisa menos coisa.
    A situação exigia uma operação imediata, a rapariga estava literalmente prestes a explodir.
    Resolvida a coisa, a rapariga decidiu não se casar, já que o nervoso era derivados ao facto de ela não se querer casar e estar a ser pressionada.

    Heiinn???
    (som acompanhado de expressão facial estilo-final-de-sketch-dos-malucos-do-riso)

    quarta-feira, outubro 22, 2008

    Como Fintar Um Sistema Legal

    O (grande) autor tem uma amiga venezuelana cujo visto de estudante para permanência NA Espanha termina amanhã.
    Assim, a moçoila delineou um plano:

    1 - viajou ontem para Marrocos, para aí passar uns agradáveis 10 dias, de férias
    2 - apanhar um avião em Marraquexe até Bruxelas para aí voltar a entrar na UE, agora com visto de turista, de 3 meses. Ela diz que como nunca foi à Bélgica, é uma turista como qualquer outra
    3 - em Bruxelas apanhar um avião para Itália e passar mais uns dias de férias, agora já bem dentro da UE
    4 - entrar NA Espanha de carro, dado não existirem fronteiras e os controlos serem escassos e aleatórios
    5 - chegar a Barcelona e casar com uma rapariga espanhola que vive com ela há 6 meses, já que o casamento mulher-sexual é permitido NA Espanha.

    Cenas dos próximos capítulos...

    domingo, outubro 19, 2008

    Ukelele Ulele

    Ontem à noite, no equivalente ao jardim do fórum Lisboa Barcilónico, ocorreu um momento deveras único.
    Um amigo tinha um Ukelele (uma espécie de mini-guitarra) e, entretido, tocava a melodia da música que tem como refrão "somewhere... over the rainbow...".
    Nisto, passa uma Amy Winehouse irlandesa, com uma amiga brasileira que já não distinguia o chão do céu e param, a ouvir a melodia.
    A cantora começa a trautear, para de seguida começar a cantar a plenos pulmões, entre bafos na cigarrada.
    A Amália começa a dar voltas na cova, a tentar sair para vir fazer um dueto.
    Junta-se a plateia, alguém faz da lata de cerveja uma bateria, outros marcam o ritmo com as palmas.
    Do nada forma-se um concerto melhor que muitos em pavilhões atlânticos e estádios de Alvalade.
    No final, o amigo do Ukelele fala com a cantora, diz-lhe que reconhecia a voz dela e pergunta-lhe se ela não tinha cantado há dois meses num bar no centro.
    Indeed, uma voz daquelas não se esquece.
    Trocam números e mails, ele está a formar uma banda, ela à procura de uma onde cantar.
    Alguém remata quase de lágrima no canto do olho com um "a vida vale por estas coisas".
    Ao que o (grande) autor replica:
    "vale por estas coisas e pelo 3º golo do João Pinto contra o Sporting em 94".
    Ukelele.

    sexta-feira, outubro 17, 2008

    "Calcinadas" por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor

    Eu cá gosto mesmo muito é de caligrafias.
    A última de que mais gostei foi uma da Silva Vieira.
    Que se pensa ser prima do Luís Filipe.
    O presidente, não o lateral.
    Também há uma actora que faz óperas de sopa muito boas na TVI, gosto muito dela.
    Agora até fez um planning há pouco tempo e tem o sorriso todo esticadinho, que parece o tampo duma mesa de sala-de-jantar.
    Parece muito mais nova.
    E no outro dia houve aquele assalto dos brasileiros no banco do milénio.
    Ou foi no outro, no BesNet?
    Podia ler-se sobre isso tudo no jornal da bola.
    Parece que um dos brasileiros desfaleceu porque levou um tiro no câmbio.
    E o outro ficou muito mal, em colma.
    É como se estivesse deitadinho numa cama de colmo, segundo dizem os da média.
    Os mesmos que falam muito sobre a madalena, mas que nunca mais a encontram.
    Diz que está por aí raptada numa rede de pé-de-filia ou lá o que é.
    Uma rede construída com uma planta que vem do Brasil.
    Da mesma espéss da MariaJoana ou lá como diz o meu mai novo, o Arnaldinho.
    Coitadinho do Arnaldinho, tem um amigo lá na escola que tem ataques eléctricos, fica todo a espumar-se da boca que parece um barril de imperial que acabou e tenta comer os cintos dos outros meninos.
    É um bocado im-pressionante, para o meu Arnaldinho.
    No outro dia lá lhe expliquei que ele tem de pôr um anafiláctico na pilinha quando for brincar aos médicos com a chavala dele, para ela não ficar de pontapé nas costas.
    Mas ele nada, diz que ela não tem micróvios e que não tem mal porque fez uma ladeação das trombas de farófia e já não tem o priúdo.
    Ele lá saberá, já tem 12 anos, já é um indulgente.
    Bom, vou dar uma volta e apanhar ar, que isto das intranets diz que faz câncaro no cérevro.
    À tarde ainda tenho de ir ao doutor rino e passar pelo Líder a comprar ciboilas para fazer o revogado da carne.
    A ver é se não me esquece os moldes do autocarro senão tenho de pagar uma rifa única e sai muito mais caro.

    sexta-feira, outubro 03, 2008

    Meo Anormal

    Não, não falta uma letra neste título.
    Não, não é um equívoco.
    Não, não deveria ser "meio anormal" ou "meu anormal".
    É mesmo MEO ANORMAL.
    E porquê?
    Porque foi graças ao senhor MEO e ao senhor canal do Benfica que ontem o (grande) autor e seus semelhantes tiveram que ouvir o relato do Benfica-Nápoles na internétxi, no sítio do picapau amarelo... aaah... da TSF, porque o jogo não passava em nenhum local.
    Muito obrigado senhor MEO, já não basta um gajo estar longe e ter de ver os jogos em bares onde a cerveja mais barata custa 3,50€, agora nem isso.
    Sim senhor.

    terça-feira, setembro 30, 2008

    Back To Barcilónia

    O (grande) autor está de volta à terrinha, depois das férias na terra.
    E veio de avião.
    Bom, hoje em dia já toda a gente anda de avião.
    Aliás, por vezes, é mais caro vir de comboio do que de avião.
    Até os bebés andam de avião.
    Ui, os bebés.
    Por falar nesses seres do demónio que não têm botão de "off".
    Se vierem num avião com um bebé, tomem um calmante.
    Se vierem num avião com 4 bebés (como sucedeu ao vosso amigo), tomem quatro calmantes.
    E assim sucessivamente.
    Porque um bebé fora de um avião pode ser muito fofo e tal, mas dentro dum avião não há como atirá-lo de um penhasco e eles não cabem nas sanitas das casas-de-banho dos aviões.
    Ou se couberem, é a muito custo e entopem o sistema todo.
    Porque é a vontade que se tem, perdoem-me as mães e pais babados de raiva que estão a ler este texto.
    Levar um bebé num avião (assim como uma criança malcriada e mimada) é pior que levar um terrorista.
    Porque o terrorista ainda tenta que o avião caia e que a malta morra e despacha o assunto a modos que rapidamente.
    Mas o choro e os gritos de um bebé ou de uma criança malcriada e mimada não matam e não acabam e quando o avião começa a descer ainda pioram e levam até a Angelina Jolie a não querer adoptar aquele puto birmanês que faltava e fazem com que o (grande) autor ache que afinal não quer filhos e que se os tiver nunca os levará num avião até eles saberem tomar calmantes também.

    quinta-feira, setembro 25, 2008

    O País 'tá Fechado

    Há uns dias conversava o (grande) autor com umas pessoas queridas sobre o fenómeno fronteiriço Europeu e a falta dele actualmente.
    Que hoje em dia se entra e se sai de qualquer Itália ou Alemanha sem qualquer problema ou controlo reiterado.
    Mas que no tempo em que os animais falavam, as fronteiras, e aqui surge o exemplo de Portugal, fechavam.
    Não sabiam os intervenientes se sucedia noutros países, mas alguns dos presentes sabiam que as de Portugal fechavam entre a meia-noite e as-não-sei-quantas, dado terem sido confrontados com a situação, na época.
    Assim, imagina o (grande) autor um diálogo entre um passageiro e um guarda fronteiriço.

    - Boa noite Sr. Guarda.
    - B'nôte.
    - Então... era para passar a fronteira se faz favor.
    - Oh amigo, iss é que nã pode ser.
    - Não pode ser? Mas como? Eu sou português, quero entrar no meu país...
    - Uuuui... iss tamém eu queria que o Sporte fosse campiaum, mas iss tamém nã há maneira...
    - Então mas não posso entrar no país porquê??
    - Pôs... O país tá fechad, caro amigo. Abre às 10h.
    - Então mas são uma e meia da manhã... vou ter de esperar até às 10h??
    - Pôs...
    - Mas isso não tem jeito nenhum, a minha mulher está à minha espera para eu a levar ao hospital para ter a criança...
    - Então mas puquéque você me foi sair do país quando tinha dir levar a sua mulher a parir?
    - É que ela estava com apetites de caramelos e já se sabe que caramelos é em Espanha...
    - Pôs... olhe, tivesse tido os apetites antes da meia-noite. Agora o país tá fechado.
    - Mas até às 10h é imenso tempo... o que é que eu hei-de fazer estas horas todas??
    - Olhe, faça-me companhia... sabe jogar crapô?
    - ???!!! Oh Sr. Guarda, deixe-me lá entrar no país... a minha mulher vai dar à luz a nossa primeira criança...
    - Pôs... mas nã pod ser. O país tá fechado e se eu o abrir vou pó olh'da rua, tá a pecever?
    - Mas até às 10h? Tão tarde? Não abre mais cedo?
    - Nos outros dia abre, mas amanhã abre mais tarde porque é dia de limpezas do posto, temos tido problemas com as sanitas, entopem e fica um cheir' a merda que nã se pode. E é a imagem do país que tá em causa, tá a pecever? Nã querems a estrangeirada a entrar aqui assim, nã é? Dá má impressão do país, tá a pecever?
    - Ai a minha vida...
    - Olh' amigo, você tente entrar ali mais acima, qu' hoje tá de serviço o Morais... o gajo às vezes dá umas abébias, se você lhe der assim... digams... uns caramelos, tá a pecever?

    quarta-feira, setembro 24, 2008

    Regresso Das Férias

    Como o (grande) autor também é humano, merece umas férias como todos os seus semelhantes.
    Assim, está o gajo de volta à civilização, bem como à diarreia literária.
    Na viagem de regresso lá da Penha Longa, foi fornecido ao vosso amigo um jornal para entretenimento durante o aborrecimento da viagem.
    E nele vinha esta notícia.



    E é tudo, por hoje, que só isto já chega para fazer pensar.

    quinta-feira, setembro 11, 2008

    O Novo Gabriel

    Temos sucessor para o Gabriel Alves.
    O homem que devia fazer anúncios para marcas de champô, Rui Santos, conseguiu proferir a seguinte pérola, referindo-se às diferenças de alturas dos jogadores presentes no jogo de ontem de Portugal contra a Dinamarca.

    "(...) nós, perante os armários de pinho escandinavo, respondemos com uma mesinha de cabeceira, que é o João Moutinho."


    quarta-feira, setembro 10, 2008

    Mais do Mesmo (alterado geneticamente)

    Pedindo as devidas desculpas pela insistência no tema, quer o (grande) autor deixar aqui uma continha de multiplicar.

    Parque da Bela Vista - Leva na boa 75.000 pessoas.
    Bilhete para La Madonne - 150€ o mais barato.

    75.000 x 150 = 11.250.000

    11 Milhões e 250 Mil Euros.
    Onze Milhões e Duzentos e Cinquenta Mil Euros.
    Pelo menos.
    Por duas horas de trabalho.

    E agora, como diziam na Rua Sésamo há uns anos:
    O que é que está mal aqui?

    (e agora vem a parte alterada geneticamente)

    Bom, como frisaram alguns leitores, há que descontar os ordenados dos outros músicos, dos trabalhadores, etc...
    Sim, só isto, porque viagens, hotéis e aluguer do espaço são oferecidos, claro.
    A Madonna move montanhas e as montanhas vão atrás dela.

    O que quer o (grande) autor salientar é que não pagaria 150€ para ver qualquer espectáculo.
    Porque é um insulto.
    Porque se o preço fosse 300€ ou 400€, o recinto continuaria a estar cheio, porque as pessoas pagam.
    E mesmo que o espectáculo seja uma merda, como foi a Britney e a Amy, as pessoas continuam a dizer que foi lindo.
    Quando os Police foram tocar ao Estádio Nacional, não sei quantos milhares de pessoas que pagaram essa alarvidade nem viram o espectáculo porque estavam no trânsito, tal era o congestionamento nas entradas para o Estádio.
    Isto é para rir ou para chorar?
    Ri-se quem não lá estava, chora quem ficou no drive-in mais caro do mundo a curtir o som levado pelo vento.

    E, mais importante, enquanto houver gente a pagar esses preços, quem vai engordando não quer emagrecer.
    Bruxo...

     
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