terça-feira, setembro 30, 2008

Back To Barcilónia

O (grande) autor está de volta à terrinha, depois das férias na terra.
E veio de avião.
Bom, hoje em dia já toda a gente anda de avião.
Aliás, por vezes, é mais caro vir de comboio do que de avião.
Até os bebés andam de avião.
Ui, os bebés.
Por falar nesses seres do demónio que não têm botão de "off".
Se vierem num avião com um bebé, tomem um calmante.
Se vierem num avião com 4 bebés (como sucedeu ao vosso amigo), tomem quatro calmantes.
E assim sucessivamente.
Porque um bebé fora de um avião pode ser muito fofo e tal, mas dentro dum avião não há como atirá-lo de um penhasco e eles não cabem nas sanitas das casas-de-banho dos aviões.
Ou se couberem, é a muito custo e entopem o sistema todo.
Porque é a vontade que se tem, perdoem-me as mães e pais babados de raiva que estão a ler este texto.
Levar um bebé num avião (assim como uma criança malcriada e mimada) é pior que levar um terrorista.
Porque o terrorista ainda tenta que o avião caia e que a malta morra e despacha o assunto a modos que rapidamente.
Mas o choro e os gritos de um bebé ou de uma criança malcriada e mimada não matam e não acabam e quando o avião começa a descer ainda pioram e levam até a Angelina Jolie a não querer adoptar aquele puto birmanês que faltava e fazem com que o (grande) autor ache que afinal não quer filhos e que se os tiver nunca os levará num avião até eles saberem tomar calmantes também.

quinta-feira, setembro 25, 2008

O País 'tá Fechado

Há uns dias conversava o (grande) autor com umas pessoas queridas sobre o fenómeno fronteiriço Europeu e a falta dele actualmente.
Que hoje em dia se entra e se sai de qualquer Itália ou Alemanha sem qualquer problema ou controlo reiterado.
Mas que no tempo em que os animais falavam, as fronteiras, e aqui surge o exemplo de Portugal, fechavam.
Não sabiam os intervenientes se sucedia noutros países, mas alguns dos presentes sabiam que as de Portugal fechavam entre a meia-noite e as-não-sei-quantas, dado terem sido confrontados com a situação, na época.
Assim, imagina o (grande) autor um diálogo entre um passageiro e um guarda fronteiriço.

- Boa noite Sr. Guarda.
- B'nôte.
- Então... era para passar a fronteira se faz favor.
- Oh amigo, iss é que nã pode ser.
- Não pode ser? Mas como? Eu sou português, quero entrar no meu país...
- Uuuui... iss tamém eu queria que o Sporte fosse campiaum, mas iss tamém nã há maneira...
- Então mas não posso entrar no país porquê??
- Pôs... O país tá fechad, caro amigo. Abre às 10h.
- Então mas são uma e meia da manhã... vou ter de esperar até às 10h??
- Pôs...
- Mas isso não tem jeito nenhum, a minha mulher está à minha espera para eu a levar ao hospital para ter a criança...
- Então mas puquéque você me foi sair do país quando tinha dir levar a sua mulher a parir?
- É que ela estava com apetites de caramelos e já se sabe que caramelos é em Espanha...
- Pôs... olhe, tivesse tido os apetites antes da meia-noite. Agora o país tá fechado.
- Mas até às 10h é imenso tempo... o que é que eu hei-de fazer estas horas todas??
- Olhe, faça-me companhia... sabe jogar crapô?
- ???!!! Oh Sr. Guarda, deixe-me lá entrar no país... a minha mulher vai dar à luz a nossa primeira criança...
- Pôs... mas nã pod ser. O país tá fechado e se eu o abrir vou pó olh'da rua, tá a pecever?
- Mas até às 10h? Tão tarde? Não abre mais cedo?
- Nos outros dia abre, mas amanhã abre mais tarde porque é dia de limpezas do posto, temos tido problemas com as sanitas, entopem e fica um cheir' a merda que nã se pode. E é a imagem do país que tá em causa, tá a pecever? Nã querems a estrangeirada a entrar aqui assim, nã é? Dá má impressão do país, tá a pecever?
- Ai a minha vida...
- Olh' amigo, você tente entrar ali mais acima, qu' hoje tá de serviço o Morais... o gajo às vezes dá umas abébias, se você lhe der assim... digams... uns caramelos, tá a pecever?

quarta-feira, setembro 24, 2008

Regresso Das Férias

Como o (grande) autor também é humano, merece umas férias como todos os seus semelhantes.
Assim, está o gajo de volta à civilização, bem como à diarreia literária.
Na viagem de regresso lá da Penha Longa, foi fornecido ao vosso amigo um jornal para entretenimento durante o aborrecimento da viagem.
E nele vinha esta notícia.



E é tudo, por hoje, que só isto já chega para fazer pensar.

quinta-feira, setembro 11, 2008

O Novo Gabriel

Temos sucessor para o Gabriel Alves.
O homem que devia fazer anúncios para marcas de champô, Rui Santos, conseguiu proferir a seguinte pérola, referindo-se às diferenças de alturas dos jogadores presentes no jogo de ontem de Portugal contra a Dinamarca.

"(...) nós, perante os armários de pinho escandinavo, respondemos com uma mesinha de cabeceira, que é o João Moutinho."


quarta-feira, setembro 10, 2008

Mais do Mesmo (alterado geneticamente)

Pedindo as devidas desculpas pela insistência no tema, quer o (grande) autor deixar aqui uma continha de multiplicar.

Parque da Bela Vista - Leva na boa 75.000 pessoas.
Bilhete para La Madonne - 150€ o mais barato.

75.000 x 150 = 11.250.000

11 Milhões e 250 Mil Euros.
Onze Milhões e Duzentos e Cinquenta Mil Euros.
Pelo menos.
Por duas horas de trabalho.

E agora, como diziam na Rua Sésamo há uns anos:
O que é que está mal aqui?

(e agora vem a parte alterada geneticamente)

Bom, como frisaram alguns leitores, há que descontar os ordenados dos outros músicos, dos trabalhadores, etc...
Sim, só isto, porque viagens, hotéis e aluguer do espaço são oferecidos, claro.
A Madonna move montanhas e as montanhas vão atrás dela.

O que quer o (grande) autor salientar é que não pagaria 150€ para ver qualquer espectáculo.
Porque é um insulto.
Porque se o preço fosse 300€ ou 400€, o recinto continuaria a estar cheio, porque as pessoas pagam.
E mesmo que o espectáculo seja uma merda, como foi a Britney e a Amy, as pessoas continuam a dizer que foi lindo.
Quando os Police foram tocar ao Estádio Nacional, não sei quantos milhares de pessoas que pagaram essa alarvidade nem viram o espectáculo porque estavam no trânsito, tal era o congestionamento nas entradas para o Estádio.
Isto é para rir ou para chorar?
Ri-se quem não lá estava, chora quem ficou no drive-in mais caro do mundo a curtir o som levado pelo vento.

E, mais importante, enquanto houver gente a pagar esses preços, quem vai engordando não quer emagrecer.
Bruxo...

segunda-feira, setembro 08, 2008

It's the Madonne, baby.

"Abrir restaurante ou montar quiosque é menos rentável que vender bilhetes para o concerto daquela nossa senhora virgem, a Madonna." in 22horas

Pois é, este é um novo negócio, uma espécie de trabalho em part-time, para ganhar uns trocos para o Verão de São Martinho, que está quase aí.
De um universo de 3 amigos, 7 já tentaram vender um bilhete para o espectáculo ao (grande) autor.
Mas sempre de 150€ para cima.
Ora, o (grande) autor até simpatiza com a senhora e até jantaria com ela, mas não paga o preço de um bilhete de época do Glorioso para ver uma ícone da Pop a falar para um microfone durante um par de horas.
Se ainda se tratasse de um concerto só para a elite, na academia de Linda-a-Velha ou na Incrível Almadense, agora um concerto para o povão...
Até porque se formos considerar os espectáculos (??) proporcionados anteriormente no mesmo espaço, que envolveram o mesmo tipo de ícones da Pop, pode ser que a senhora Madonna venha para o palco fazer de mimo, alcoolizada e de cabelo rapado, enquanto canta em playback e snifa umas linhas laterais do estádio do dragaum.
Mas, desde que venha, um gajo aplaude e diz que adorou e que foi maravilhoso e que valeu os 150 marmelos atravessados no bucho e que ela 'tá novíssima e que inveja.
Porque se é da Pop não é flop.
São poetas de karaoke. *







*in Sam the Kid - Poetas de karaoke.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Homem Nao Sexual

Um gajo (gajo mesmo, homem, pessoa do sexo masculino) tem de assumir as suas preferências.
Se muito mau é responder "nao tenho preferência clubística", pior será cuspir um "nao tenho preferência sexual".
Porque se nao ter clube é de gajo que passa horas no balneário da piscina do Inatel a ver os pêndulos a marcar as horas, nao ter preferência sexual é de Cláudio Castelo Branco, uma espécie de fusao dragonball de dois super-heróis de collants.
Assim, o (grande) autor vem contar um episódio que define bem a sua sexualidade, já que a tatuagem da águia no peito define a sua preferência clubística.
Há uns anos, de férias numa terra costeira portuguesa, houve que partilhar quarto com um amigo, igualmente benfiquista, está claro.
Porque, nao o sendo, teria o "amigo" de falecer um bocadinho durante a noite, com um ataque de penas pela garganta dentro.
Porém, para além de partilhar quarto, houve que partilhar cama também, já que só havia uma cama de casal.
Conformados e de tomates na mao, lá foram os homenzarroes para o leito, cada um no seu saco-cama, está claro.
A meio da noite, sente o (grande) autor tombar um braço por cima do seu corpo.
Com um sono mais leve que os testículos do Zézé Camarinha, o (grande) autor de pronto acorda e agarra o membro alheio.
O membro, leia-se, o braço.
O outro benfiquista acorda e vê-se na duvidosa situaçao de ter sido apanhado a colocar um bracinho por cima do seu semelhante.
Nisto, com toda a frontalidade, admite:

- Fo$%-se meu... desculpa lá, tava a sonhar com a minha namorada.

Perante tal sinceridade, voltaram os dois costas um para o outro e continuaram o seu sono de beleza.
Isto sim, é d' homem.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Só Mesmo Este Homem

O (grande) autor tem um amigo, de um universo de dois e três quartos, que é, no mínimo, sui generis.
Entao nao é que o homem perdeu o PIN do cartao do telemóvel?
Bom, isso até pode ser considerado normal, já que despistados há muitos.
Porém, como nao sabe o PIN, nao pode deixar o telemóvel desligar-se, senao a coisa fica preta.
E apagada.
Entao, sempre que o nokia de -4ª geraçao se lhe começa a ficar sem bateria, vai a correr pô-lo a carregar.
Porém, há uns dias surgiu um problema.
O homem, vivendo na Barcilónia, ia de férias a Lisboa, umas três semanas.
E ia de aviao.
E nos avioes nao se pode ir com os telemóveis ligados, nao é?
Entao o que é que este pobre fez?
Tomou uma atitude.
De valor.

Qual foi?
Deixou o telemóvel na Barcilónia, ligado.
E a carregar.

...
Palmas para este homem.

Duas Piquenas Questoes

"(...) Na madrugada anterior, a PSP de Lisboa procedeu também à detenção de dois indivíduos, em flagrante delito, que seguiam num veículo pesado de mercadorias furtado minutos antes. Na viatura seguiam seis indivíduos que apresentaram resistência, quatro dos quais acabaram por fugir. (...)" in Público 22/08/08

1 - Para além de Portugal estar a virar o Texas, agora até se roubam camioes??!!
2 - Os meliantes iam lá dentro ao monte ou iam 2 ou 3 do lado de fora, pendurados?

quinta-feira, agosto 21, 2008

Porque

Nem só de dizer mal vive um gajo, muitos parabéns à Vanessa e ao Nelson.
Mereceram, sem desculpas e sem mariquices.

E, mesmo que nao tivessem conseguido, estavam sempre de parabéns, porque lutaram e nao se atiraram para o chao antes de sequer tentarem rematar, como faz o Nuno Gomes.

Ah, por falar em Benfica... que clube representam a Vanessa e o Nelson?

Excuse Me, Please.

Como há desculpas que começam a ficar gastas, aqui se deixa uma lista que poderá servir de cábula para os nossos (e outros) atletas olímpicos.

Maratona:
"Olhe... eu bem que me esforcei, mas havia um senhor que corria junto a mim que nao usava desodorizante... tá a ver o cheiro, nao é? É que eu, cheiros... é só o do perfume da minha esposa ou dum bom bacalhau com grao. Como lhe digo, estive o tempo todo a tentar ganhar distância daquele homem, mas ele insistia em correr junto a mim... nao dava, tive de desisitir, que aquele cheiro a cavalariça já me estava a dar dores de cabeça."

Tiro:
"Olhe... eu, de facto, nao consigo lidar bem com armas quando estou de ressaca. Está a ver, nao é? A prova era às 9h30... pfff... às 7h estava eu a chegar do "Bikinis-Ping-Pong"... era bar aberto ontem... um homem nao pode desperdiçar a oportunidade de beber uns bons Limpópós de borla, nao é?"

Lançamento do Peso:
"Olhe... eu, de manha, é só sentadinho na sanitinha. Você sabe como é... o cócó matinal nao pode ficar cá dentro... e como a prova era tao cedo, nao consegui enviar o fax e atirei o peso com o esfíncter todo contraído... o que nao dá jeito nenhum, nao é?"

Salto à Vara:
"Olhe... eu sempre tive vertigens. Já na casa da minha avó, os meus irmaos me penduravam de cabeça pra baixo na janela do 7º andar e eu nao gostava nada. Você veja... a fasquia está aí a uns 3 ou 4 metros de altura... nao é um 7º andar, mas dá-me cá uns arrepios... Por isso sempre que vou a caminho, a subir, só penso em aterrar no colchao. Por isso é que às vezes passo por baixo da fasquia..."

200 Metros Barreiras:
"Olhe... eu nao percebi uma coisa, eu acho que isto aqui na China está tudo mal. Entao nao é que puseram uns paus no meio da pista?? Uma pessoa treina aí umas duas semanas da sua vida para esta prova e depois metem-lhe uns paus no meio da pista?? Nao pode ser... dá um trabalho desgraçado passar à volta ou por baixo dos paus. Em Portugal nunca foi assim. As barreiras sao todas psicológicas. O atleta vai a correr e a imaginar que está a saltar. Mas nao é preciso mesmo saltar. Estes chineses sao mesmo estranhos. E já agora, desculpe lá... você também já reparou que eles têm os olhos sempre meio fechados? Nao devem pregar olho durante a noite..."

quarta-feira, agosto 20, 2008

Quase Nunca Quase Sempre

A prestaçao dos atletas olímpicos portugueses está a ser uma lástima.
A Telma queixa-se do árbitro, o Marco diz que de manha é para estar com "as perninhas esticadinhas na caminha"(????????!!!!!), o Arnaldo diz que as pernas nao correspondiam porque estava demasiado deslumbrado com o estádio(se calhar devia ter ido dar umas voltinhas para se habituar, ou entao podia só ir ao estádio do Glorioso em dia de jogo), a Jessica diz que nao vale a pena porque as concorrentes sao mais fortes (a sério?) mas depois já vale e, claro, quase que fica em último (ou quase que fica em primeiro, na opiniao dela), o Francis perde uma e desiste da outra...blablabla.
Assim nao dá.
Só a Vanessa é que, até agora, com todo o mérito e sem se queixar de nada, nos representou dignamente.
Porque, de resto, Portugal é mesmo o país do "quase nunca quase sempre", expressao brilhante, inventada pelo (grande) autor, que nao é atleta olímpico, mas também nao tenta voar sem asas.
E que significa "quase nunca quase sempre"?
Significa que quase nunca ganhamos.
Que é sempre quase quase quase.
Que poucas vezes ("quase nunca") deixamos de parte o "quase sempre" e ganhamos mesmo.
A selecçao, os atletas, o PIB, o défice, o ordenamento territorial, a Justiça, a corrupçao...
O país quase fora do poço.

domingo, agosto 10, 2008

Largar Aqui, Agarrar Ali

Quando se perde alguém, há muita coisa que com a pessoa se perde também.
Mas as imagens ficam, as histórias contam-se vezes sem conta, as cartas lêem-se uma e outra vez, os sítios permanecem.
Porém, há uma coisa que, inevitavelmente, se vai perdendo e não há maneira de "recarregar".
Essa coisa é a memória do toque.
Uns cabelos lisos ou encaracolados, umas mãos ásperas ou suaves, uma pele macia, um abraço forte, ou uma festa na cabeça.
A memória do toque desaparece com o tempo, mais cedo ou mais tarde, e não há como guardá-la numa gaveta, como se faz com um objecto.

Por isso, deixem de ser tão agarrados.
Deixem de se agarrar tanto às coisas e agarrem-se mais às pessoas.
Literalmente.
Toquem mais, abracem mais, beijem mais.
Dizer que se gosta de alguém é bom, mas dar um abraço é melhor.

Porque as coisas ficam.
As pessoas não.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Reciclo, Logo, Os Meus Filhos Existirao

De salientar e fazer notar, bem como sobressair e evidenciar, que o (grande) autor é o único nesta empresa a trazer um saco de plástico para fazer reciclagem de embalagens.
Em duas palavras, é im_pressionante como é que, nesta pocilga anti-ambiental, nao exista um saco, um caixote ou um canto no fundo da sala onde se possam depositar as embalagens vazias.
Assim, para espanto de todos, o (grande) autor, a trabalhar nesse posto há apenas duas semanas, já designou uma zona de reciclagem de embalagens para todos.
Agora é só esperar para ver se a insubordinaçao pro-ambiental lhe custará ou nao uma deslocaçao pro-olho-da-rua.

Que espectáculo de pessoa, este gajo.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Prós e Contras Barcilónicos II

O bom (ou mau) de se trabalhar num local todos os dias com as mesmas pessoas, é que se nota quando uma delas vem um dia com um soutien normal e no outro dia com um Wonderbra.

Prós e Contras Barcilónicos

O bom (ou mau) de se trabalhar num sítio com refeitório para o proletariado é que se podem ouvir frases como a seguinte, na mesa ao lado.
(rimou)
Rezava uma rapariga que luta Sumo aos fins-de-semana:

- Porque essa é a única maneira de me por em cima dele. Se nao for dentro de água, ainda lhe parto os joelhos.

E agora, a questao principal.
Estaria a rapariga a falar de fazer el amor, ou de ir às cavalitas?

terça-feira, agosto 05, 2008

Se Algum Dia

Lhe perguntarem porque é que tem formigas em casa, faça como o (grande) autor e diga que dão muito mais estilo do que ter um cão ou um gato.
Além de que não é preciso levá-las à rua, são asseadinhas e saem muito mais em conta.
Só não correm é atrás de uma bola.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Ode Ao Acento

Neste teclado laboral
Nao ha os acentos do "nosso" teclado
Um gajo começa-se a sentir mal
Por escrever como um iletrado

Analfabeto crónico
Acto nao voluntário
Imposiçao tecnológica
Do patrao ao proletário

Outra língua, outro país
Outros acentos, outra cultura
Restriçao à liberdade
De escritura pura e dura

Nada ha a fazer
Senao aceitar a situaçao
Porque adaptar-se ao que se tem
É a chave para ganhar o pao

Cá vao mais umas linhas
De pura merda em forma de poesia
Ah, um teclado com acentos "bons"
Era matar a fome no dia-a-dia

Ah, e nao se esqueçam
Que daqui a uns tempos chega o ortográfico
Que gira vai ser a coisa
Caos literário de nível pornográfico

sexta-feira, agosto 01, 2008

E Pronto

Hoje aqui no trabalho do (grande) autor houve uma sujeita que foi tao burra ao ponto de enviar uma mensagem pelo sistema interno de mensagens a dizer mal da chefe/coordenadora.
O único senao da brincadeira é que se enganou e, em vez de mandar para uma pessoa específica, enviou para TODA A GENTE.
Incluídos os chefes, claro.

Aqui se transcreve (devidamente traduzida) a missiva:
"Essa gaja? Tens de fazer ao contrário. A essa gaja só tens de lhe dizer o que NAO queres fazer. Porque se tu lhe dizes que queres fazer uma coisa, ela manda-te fazer outra. Porque? Porque é uma vaca."

Como é que é possível ser-se tao incompetente?
"Enviar para: Todos" ?
Nao é perceptível?

Já foi para a rua.

Record mundial, demoraram aí uns 15 minutos a despedi-la.

Longa vida aos trabalhadores sem contrato!

quinta-feira, julho 31, 2008

TOP 7 (este nao tem a Isabel Figueira)

Epá, o (grande) autor nem é nada de colocar aqui o porque das pessoas irem parar ao seu contentor, mas há que divulgar o top 7 das palavras-chave que levaram algumas pessoas a este sítio.

Palavra-chave:
1.
tou nua
2.
conceito de regatear
3.
diálogo de regatear preço
4.
diálogo sobre regatear um preço
5.
nuas por acaso
6.
nus ao acaso
7.
sou boa e tou nua

Bom, quatro em sete sao sobre nus.
Nada mau.
A sétima entao, é espectacular, "sou boa e tou nua", diz muito sobre uma pessoa.
O (grande) autor escreveria "tou nu, fujam todos", mas alguém que escreve "sou boa e tou nua" tem bem definido o que quer e como o conseguirá.
Um aplauso.
Já a quinta e a sexta, "nuas por acaso/nus ao acaso", nao faz muito sentido.
Nao se consegue imaginar que alguém fique nu por acaso.
A nudez é sempre uma coisa propositada, a menos que se esteja com pouco sangue no álcool e a falta de discernimento possa ser considerada factor casual que leva à desnudez.
Enfim.
A segunda, terceira e quarta palavras-chave devem ter sido escritas por alguém que estava a preparar-se para um sábado de manha na feira da ladra.
Sim, é uma actividade que requer treino diante do espelho, sendo um diálogo bem preparado meio caminho andado para conseguir levar para casa um prato com a cara do Eusébio por 1,50€, umas cuecas fio dental com marca de derrapagem (aimeudeus) por 0,30€ ou um escorredor por 0,10€.
Concluindo, dadas as palavras-chave apresentadas no top 7, este bunker deve ser um antro de textos sobre pessoas nuas e boas, que às vezes ficam nuas por acaso, que sao umas forretas e adoram regatear.

Ps - para verificar, basta colocar "tou nua" no google e ver os resultados.

quarta-feira, julho 30, 2008

Exercício Barcilónico

O novo exercício abdominal efectuado no trabalho pelo (grande) autor consiste em chegar-se para a frente na cadeira com rodas, quando a colega de 150kg tem de passar entre a cadeira do (grande) autor e a parede.

terça-feira, julho 29, 2008

La Lavadora De La Muerte

Vem o (grande) autor por este meio agradecer publicamente (por ordem alfabética e não de musculatura) aos seguintes:

+ Barbudo
+ Mike
+ Serginho

De dizer que, não fossem estes homens com "O" grande, aquele bicho de 7549 kg não tinha subido 4 andares sem elevador.
De salientar ainda que, dado o calor que se faz sentir na Barcilónia, o cheiro a morto fez-se sentir desde o 1º degrau até ao final da brincadeira.
Mas valeu a pena.
Porque se um gajo não vai ao ginásio ao menos que carregue uns electrodomésticos de quando em quando.

Obrigadinho, ó chefes.

domingo, julho 27, 2008

Um Tiro Na Cabeça Se Faz Favor

Perguntou uma rapariga chilena ao (grande) autor, antes de apanhar o avião para Lisboa:
"Olha, quando chegar lá, onde é que eu posso ir trocar Euros pela vossa moeda?"

A resposta dada foi:
"Aaaa... nós também somos da União Euopeia..."

A resposta pensada foi:
"Aaaa.... espero que o teu avião caia, mas antes de entrar em território aéreo português."

sábado, julho 26, 2008

Ontem Numa Festa

O (grande) autor - Olha-me para aquele gajo, já nem dança nem nada.
O amigo - Porquê? Já tá muito bêbedo?
O (grande) autor - Não, tá é numa cadeira de rodas.

quinta-feira, julho 24, 2008

Epá (não é o gelado)

Acabou o (grande) autor de ler na internetxi que:

"O ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve sustenta que a criança inglesa morreu no apartamento onde passava férias com os pais, que diz serem suspeitos de ocultar o cadáver depois de um "trágico acidente". A conclusão está no livro "Maddie - a verdade da mentira" escrito pelo antigo inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, que vai ser lançado amanhã em Lisboa."

Perante esta barbaridade sem explicações... há que questionar:

Pontnumarum - Epá, o que é esta merda?

Pontnumarudois - E quando sair o filme, o Stendanavenjen fará de Gonçalo Amaral?

Pontnumarutrês - Para quando um livro da (grande) autoria?

quarta-feira, julho 16, 2008

Um Trolha Barcilónico

Há uns dias pediu o (grande) autor ao senhor que manda cá no prédio que viesse um trolha consertar o autoclismo, que insiste em perder água, o que provoca câncâro no meio ambiente e uma leve irritação às pessoas não-surdas.
Hoje chegou o homem, sem pré-aviso.
De manhã, pelas 10h30, tocaram à porta com aquele badalo de vacas que existe no centro da porta e já não era usado desde 1913.
PAM PAM PAM PAM!
Não se está a chamar a Pamela Anderson, é apenas uma tentativa de explicar por palavras o som que o homem conseguiu produzir.
Bom, aberta a porta ao homem, entrou o cheiro a bagaço.
Em duas palavras, im pressionante.
"Como é que é possível este sujeito estar na vertical", pensou o (grande) autor.
E mais, além de se aguentar de pé, o homem ainda por cima conseguia andar e tudo.
Lá examinou o bicho ferido, dizendo que era só 39384'0002u3nfkfmdjsia9u29ehpiqu923##%jisdcjis"nih4n4.
Não percebeu o vosso amigo uma palavra do que o homem expeliu pelo traga-bagaço.
No final, para rematar para golo, prometeu voltar para arranjar a cena.
Reproduz-se agora o diálogo final:

- Então, venho cá mais ou menos na segunda ou na terça para arranjar isso.
- Ok, mas então como é que eu sei quando vem o senhor? Tem o meu número?
- Naaaa, eu sou dos antigos, não tenho nem número de casa nem telemóvel.
- Então mas como é que eu sei quando é que o senhor cá vem??
- Então...esteja cá em casa.
- Então mas e quando é que acha que vem mesmo?
- Oh jovem, já lhe disse, ou venho na segunda, ou na terça.

E prontos, derivados a esta situação, estará o (grande) autor em casa entre as 00h01m de segunda e as 23h59m de terça.

segunda-feira, julho 14, 2008

As Bonecas Insufláveis Pagam Bilhete No Metro?

Aqui fica uma (grande) questão.
Provocada por uma situação vivida há uns dias, no interior de uma carruagem do metro barcilónico, por volta das 5h da matina.
Estava o (grande) autor bem acompanhado, quando entram no "vagão" (segundo o acuerdo ortiogriáfico) três senhores acompanhados por uma boneca insuflável negra.
Toda inchada, a boneca não descansava, saltando de colo em colo, sempre com uma expressão de espanto, como se nunca tivesse andado de metro.
Ainda por cima ia nua, arriscando uma pneumonia das valentes.
Os três senhores, todos à volta dos 45 anos de parvoíce e frustração pessoal, estavam a adorar a brincadeira.
Sem uma pinga de álcool no sangue, vibravam com os seus 15 segundos de fama.
A boneca, lá ia saltando de braço em braço, agarrando-se aos postes e deslizando.
Sempre com aquela expressão de espanto, de boca aberta e olhos esbugalhados.

Nota mental: começar a andar com alfinetes nos bolsos.

sábado, julho 12, 2008

Fazojum-ano

Pode parecer o nome dum prato brasileiro ou cabo-verdiano, mas não.
Fazojum-ano significa, em grandautorês, que o pai do gajo morreu há um ano.
Um ano.
Parece que foi ontem, caramba.
Sempre que toca o telefone, a primeira reacção é a de pensar que lá no quinto-do-caraças para onde os mortos vão, finalmente a PPT (P...-da-PT) instalou uma linha de telefone decente.
Mas não, nunca é ele.
Porque os mortos não têm moeda de troca e, como tal, não conseguem pagar à PPT que lá instale uma linha.
Filhos duma PPT.
Bueno, tudo isto para dizer mal da PT e, já que vem ao caso, dizer que as saudades corroem as pessoas por dentro.
A droga, ao pé das saudades, é benuron 250.
Por isso, mais vale aproveitar enquanto por cá se anda porque, depois de bater as botas, um gajo não sabe em quem é que tem de bater para conseguir falar com as outras pessoas.
E isso custa.
Muito.
Muito mais que uma assinatura da PT.

quinta-feira, julho 10, 2008

Novidades Barcilónicas

"BOM", já dizia o professor martelo, há novidades na costa mediterrânica.
O (grande) autor arrendou um casebre, conjuntamente com sua pareja, em plena Barcilónia.
Há umas duas semanas em mudanças e instalações, limpanças e desinfestações, finalmente veio hoje o "cable guy" instalar a conexão à internétxi.
Finalmente, pelmordjideuz, que um gajo sem a porra da internétxi já nem sabe mijar de pé como manda a lei.
Porra.
Porra.
Puorra.
Assim, já com as águas mais calmas, com o documentário feito e estreado (com o maior sucesso, claro) e um tecto sobre o (grande) cérebro, a coisa está-se a compor.
Assado, a partir de agora espera-se alguma regularidade nos escritos (para desespero dos leitores), com mais historinhas da carochinha de como vai a vidinha na Barcilónia.
Para terminar, de frisar que o mestre já largou aquela história das camisas, que a função de engomar e dobrar, pendurar e apanhar do chão, era demasiado stressante.
A ver se agora se arranja um trabalho num circo romeno, a pôr a cabeça dentro da boca de um leão, que é capaz de ser mais interessante, pese embora o cheiro a carne de gnu crua.

sábado, junho 28, 2008

Furto na Barcilónia

Entre câmbios e mudanças
Trocas e baldrocas
De casa em casa andando
Em busca de outras tocas

O (grande) autor foi deixando
Pertences em casas alheias
Desde máquinas fotográficas
A ceroulas e algumas meias

Ora ontem na mudança final
Foi o mestre em busca de seus objectos
Para chegar ao local do crime
E notar a falta de alguns patecos

Não se sabe o autor do tal
Mas já se viu que grande coisa não é
Porque quem leva coisas que não são suas
Merece que lhe cortem um pé(nis)

Faltam umas Birkenstock
E um telemóvel com 3 cartões
Mais uma máquina fotográfica
Um banho de materiais lesões

Por isso vem ele por este meio
Dirigir-se a todos os seus conhecidos
Comunicar que deixou de ter contactos
E que perdeu alguns amigos

Assim, pelamordjideus
Enviem os vossos números ao (grande)
Porque senão o gajo está só no Mundo
E talvez da ponte ainda s'amande

Para concluir esta historinha
Gostava de saudar quem cometeu o acto
E dizer-lhe que um dia pagará
E que pelo rabo lhe subirá um cacto.

quarta-feira, junho 18, 2008

O (grande) Apreciado

O (grande) autor é, sem dúvida, um jovem muito apreciado pela comunidade homosexual masculina mundial.
Depois de vários assédios em Lisboa, chegou o momento da internacionalizaçao dos mesmos.
Há umas semanas, ao entrar num espaço de diversao nocturna, o (grande) autor foi apalpado por um senhor com os seus 50 anos.
Para nao obrigar o tal senhor a entrar nos cuidados intensivos do hospital mais próximo, o vosso amigo nada fez, limitando-se a afastar-se do homem.
Homem que, de qualquer das formas, tem bom gosto, claro.

Ontem pela tardinha, decorreu mais um assédio, desta feita, verbal.
Num estabelecimento da funçao pública, um dos empregados perguntou quem é que ali estava para qualquer-coisa-que-para-o-caso-nao-interessa-nada.
O vosso amigo respondeu que estava.
O funcionário, entao, com um fiozinho de baba a escorrer pelo canto direito da boca, contesta:
- Olhe, ainda está esta senhora à sua frente e estamos quase a fechar, por isso nao sei se o consigo atender. Mas se me levar a jantar, posso responder-lhe às perguntas que quiser.

Enfim.

quinta-feira, maio 29, 2008

El Acuerdo Ortiogriáfico

Hola, carus leitôres.
El (grande) auctor, numa haltura en que tanto se habla du acuerdo ortiogriáfico, quer deichar aqui uma ssujestão.
E pruque não haumentar ainda más a habrangessia do acuerdo i aglutinar tamém houtras línguas y até maneiras de hablar?
Podiaçe juntar ao acuerdo o castellano, o parolo y o saloio.
Açim podiasse escrever como çe quizeçe, que nunca íría estár erradu.
E todos ficávamus muitu más com temtes.
Os portugueses, us brasileiros, os espanhóis, us parolos, os saloios, os que naum sabem escrever cem errus i aimda muitu más jente, de certesa.
É çó uma sujerenssia, mas póde ser que péguê.
Vamus lá pessual, a poi ar a noça nóva mega-língua, póde çer que até se paçe â aplicar au Allgarve e tudo.
Mazaí tinha-mos dia a-daptar aos ingleses tamém, o que era mais com-plicadu.

Ah, mas mais imprutante:
Forssa Portugau!
Vivó Êuro dôis mili ôito, vamus gañar!

quarta-feira, maio 28, 2008

Camisas Barcilónicas

O (grande) autor descobriu a sua vocaçao.
Bom, se nao a sua vocaçao, pelo menos algo que serve para ganhar uns trocos sem fazer muito e, mais importante, sem se cansar.
Porque isso do cansaço faz mal à gente, já se sabe.
E o trabalho, ui, nem se fala.
Entao, dado trabalhar numa loja de roupa que tem muitas camisas, e dado que as camisas tem de estar sempre engomadinhas, o (grande) autor dedica-se agora a engomar as ditas.
E sentado.
Ah pois é, que de pé dá dor nas costas e cansa.
E o cansaço?
Faz mal à gente, claro.
Assim, das 16 horas que o vosso engomador trabalha por semana, 10 sao passadas sentadinho, confortável, a engomar.
Porém, alguém replicou que era um trabalho triste.
Replica o engomas que triste é, já de avanço, trabalhar numa loja de roupa.
Assim, há que atenuar o nível de tristeza e fazer com que as horas passem mais depressa.
E, já agora, o leitor ouviu falar daquele trabalho que alguns homens executam, que é o de aparafusar parafusos (podiam ser pregos, mas sao mesmo parafusos) na ponte 25 de Abril, por causa da vibraçao?
Chegam ao fim da ponte e tem de recomeçar no sentido contrário, porque com a vibraçao provocada pelos pópós e pelo pouca-terra, já os parafusos se recomeçaram a soltar.
Engomar camisas nesta loja é o mesmo.
Chegar ao fim e recomeçar, porque em 10 minutos um cliente consegue mexer em pelo menos 57 das 170 camisas expostas.

segunda-feira, maio 26, 2008

Uma Questao Sem Importancia Alguma

Adverte-se que o nível de interesse do texto que se segue roça a pedra da calçada.

O (grande) autor tem uma questao, muito provavelmente derivados de estar a utilizar a internétxi de uma biblioteca púbica. Pública, perdao.
Porque é que nos filmes sobre assassinos em série (geralmente norte-americanos) os assassinos (serial, para os amigos) sao quase sempre apanhados porque usaram a internétxi de uma biblioteca pública para pesquisar livros sobre satanás, jornais góticos ou ver pornografia de baixa qualidade?
Nao é sempre, mas há uma tendenciazinha para que sejam identificados, localizados e mais coisas acabas em "ados" por causa de terem ido pesquisar no google como "matar; silenciosamente; biblioteca; universidade; mamas grandes" num computador de uma biblioteca pública.
Depois vem o Tommy Lee Jones, o Morgan Freeman ou quem quer que tenha entrado ao serviço naquele dia e apanha o serial porque ele se lembrou de comprar um bisturi no e-bay com o próprio cartao de crédito.
Será que um gajo nao tem dinheiro para um ADSLzinho, uma netcabo, uma coisa em condiçoes?

quinta-feira, maio 22, 2008

Porteira Barcilónica

Hoje, pela primeira vez na sua (pequena) vida, o (grande) autor deu o devido valor ao conceito "porteira".
Nunca mais digam que as porteiras sao cuscuvilheiras, que se metem na vida dos condóminos, que andam sempre de bata azul e roxa e de chaves na mao.
Bom, a parte da bata e das chaves podem dizer, que faz parte da sua profissao.
Sim, porque ser porteira é uma profissao, e de orgulho.
Quem dera ao (grande) autor poder responder que "porteiro" é a sua profissao.
E a razao de tanta admiraçao por um dos seres mais desprezados pela sociedade condominense?
Bom, o (grande) autor saiu hoje de casa, atrasado, claro está, quando já ninguém estava em casa, estando 80% dos seus roomies "de fim-de-semana".
Fechou a porta apenas para, no milésimo de segundo seguinte, notar que nao tinha as chaves, derivados ao facto de as ter deixado dentro de casa.
De uma inteligencia superior, como se pode constatar.
Assim, desesperado e sem o telefone da única companheira de casa que nao foi "de fim-de-semana", já ponderava o (grande) parvo arrombar a porta.
Nisto, lembra-se o gajo que aquele prédio tem porteira.
Tentar é como pedir e como ganhar o euromilhoes, nao custa nada.
Entonces, lá foi o bacano falar com a porteira, perguntar-lhe se por acaso nao lhe poderia dispensar meio conto...aaahhh...uma chavezinha extra.
E nao é que a porteira, cumprindo todos os requisitos de porteira menos a bata (hoje deveria ser casual-thursday) diz ao um quase-choroso que tem uma chave extra.
Extase, júbilo, alegria, Benfica-campeao.
Uff, porta nao arrombada, chave própria no bolso e de novo de saída, mais atrasado ainda, claro.
Concluindo, a partir de hoje, o leitor há-de olhar para a sua porteira com outros olhos e, inclusive, passar a fazer-lhe olhinhos.
Porque as Donas Palmiras, as Donas Fernandas e as Donas Joaquinas merecem.

quarta-feira, maio 21, 2008

Parabienes


Hoje, se o pai do (grande) autor fosse vivo, faria 51 anos.
Parabienes, cámané.

terça-feira, maio 20, 2008

Questionário da Moda

O (grande) autor geralmente nao gosta deste tipo de questionários, mas este até é algo interessante, sem ser muito revelador da própria pessoa.
Como dizia o (grande) pai, "é uma teoria, como qualquer outra."

Um mês seria: Agosto, por Pinheiro de Lafoes e a praia.
Um dia da semana: Sexta, pelas jantaradas.
Um número: 10, como o Maestro.
Um planeta: Terra, aquele que andamos a ver se cai num buraco negro.
Uma morada: Estádio do Sport Lisboa e Benfica, Av. General Norton de Matos, 1500, Lisboa, Portugal.
Um móvel: uma escrivaninha, onde se escrevia antes de haver estas coisas da internétxi.
Um líquido: água, quando se tem sede; coca-cola, quando nao se tem.
Um pecado: gula, por todos os buffets que há no mundo. Ainda ontem o (grande) jantou num.
Uma pedra: mármore, porque é pesado como tudo, apesar de nao parecer.
Um metal: ferro enferrujado, pelo risco do tétano.
Uma árvore: Pinus Pinea L, mais precisamente um que está em frente ao Museu da Marinha de Lisboa.
Uma fruta: a laranja, pelos sumos de laranja ao pequeno-almoço, a melhor cena que existe.
Uma flor: malmequer, bem-me-quer.
Um clima: um que permita andar de chinelos o ano todo.
Um instrumento musical: a bateria, o instrumento mais fixe que há.
Um elemento: a água, como a água salgada da praia do M. .
Uma cor: vermelho pelo Benfica, amarelo pelo geral.
Um animal: o cao, o melhor amigo do seu pior inimigo.
Um som: 3000 vozes no estádio da Luz a cantar em uníssono o mesmo cantico.
Uma canção: entre muitas diferentes, uma mais recente, "I Am a Vampire" da banda sonora do Juno, um dos melhores filmes do ano.
Um perfume: Elements Aqua, Boss.
Um sentimento: Esperança, para o ano é que é.
Um livro: "Diário da Pampilónia", porque é simplesmente espectacular.
Uma comida: rolo de carne em casa dos (grandes) tios, num domingo.
Um lugar: praia do M., sem pessoas, com muito Sol e muitas ondas.
Um gosto: o que fica na boca depois de lá passarem gambas al ajillo.
Um cheiro: o que sai de um padaria qualquer.
Uma palavra: "Olá", porque é o início de tudo, bom ou mau.
Uma expressao: "foda-se", porque é uma expressao, literalmente, libertadora.
Um verbo: falar, porque a falar é que a gente se entende.
Um objecto: o caderninho preto que vai sempre no (grande) bolso, para anotar as parvoeiras de que se lembra.
Uma peça de roupa: o fato-de-banho, pela sua polivalencia.
Uma parte do corpo: uns bonitos seios, sejam de homem ou mulher, para nao haver discriminaçoes.
Um filme: Indiana Jones e os Salteadores da Arca Perdida.
Uma forma: redonda, como a barriga de um verdadeiro homem.
Uma estação: Verao, pela praia e pelo Sol e pelos chinelos e pelo fato-de-banho e pelos seios alheios.
Uma frase: "A vida sao 2 dias e o carnaval sao 3".

E pronts, agora quem quiser faça-o também, tra la la.

segunda-feira, maio 19, 2008

Novidades Barcilónicas

Isto anda complicado, a modos que a no último mes se passaram vários episódios (todos agradáveis ou quase, balha-nos isso) que nao permitem a regularidade dos relatos por parte do (grande) autor.
Primeiro, a quase mudança de casa.
Encontrar um poiso onde viver estabilizadamente está-se a revelar um processo mais complicado que o que inicialmente se pensava.
Muitos buracos escuros, muitas mansoes milionárias, mas nenhum meio-termo que se coadune com o (grande) bolso.
Em segundo lugar, o documentário.
Finalmente acabado, terá a sua estreia em breve em alguma sala da Barcilónia.
Um resultado final muito positivo, tendo o (grande) autor sido responsável por qualquer tipo de som que se ouça no dito.
Em terceiro, a falta de internetxi disponível a qualquer hora.
Num quarto alugado numa casa de amigos de amigos, a internet chega, ou nao, dependendo do vizinho e sua própria ligaçao.
Assim, há umas duas semanas que o vizinho está armado em mete-nojo e nao nos proporciona sequer um fiozinho de sem fios.
Por isso neste momento está o vosso na escola, a escrever num teclado espanhiolé, sem acentos e mais que tais.
Promentendo notícias em curto espaço, este gajo vai continuar a usar a internetxi, mas agora para ver casas para arrendar, no www.loquo.com , a salvaçao de muita gente nesta cidade.
Inté.

domingo, abril 27, 2008

O Colega Egípcio

Como dito anteriormente, lá na loja onde agora trabalha sextas e sábados das 14h às 22h, o (grande) autor tem um coleguinha egípcio.
Este coleguinha, muito simpático, prima pela diversão.
Pela diversão própria e alheia, entenda-se.
Própria, pois está constantemente a rir, por tudo e por nada e deve-se divertir imenso sozinho.
O homem ri, sorri, ri, sorri, parece que tem um freezbee enfiado na boca.
Alheia, porque faz tanta merda dentro da loja que só dá para rir.
Assim, numa passada jornada, o (grande) autor tentou fazer uma piadola ao melhor estilo malucos do riso.
Dizia assim o egípcio:
- Este espaço vai ter de ficar vazio, porque daqui a umas semanas vem para aqui um costureiro fazer arranjos na hora.

Há que explicar que, na língua utilizada na Barcilónia, costureiro diz-se (foneticamente) "cusstutêru".
Assim, o vosso lojista preferido agarra e solta a seguinte pérola, em castellano:
- Eheheh, um cussturêru?... queres ver que é o Kusturica?

E pela primeira vez na egípcia vida, saltou-lhe o freezbee da boca.
O chavalo fechou a boca, olhou para o herman de serviço e "hein?".
Oh pá, caga nisso, passa-me aí essa camisa.

quarta-feira, abril 23, 2008

Últimas da Barcilónia

Primeiro que tudo, há que salientar que o (grande) autor não cometeu o acto de falecer.
Tal o provam estas linhas.
Bom, nada provam, dado que alguém se poderia ter apoderado da senha-passe (que granda palavra) do mestre e escrito isto.
O que não sucedeu.
Felizmente, dado que aí a incógnita sobre se o (grande) tinha cometido tal acto todavia manter-se-ia.
Bom, façamos um resumo dos últimos dias antes que o leitor adormeça.
Vamos por tópicos, que mais adiante serão desenvolvidos.
Para infortúnio do leitor, claro.

Pontnumarum (que significa primeiro que tudo, em latim)
Daqui a 3 dias está um documentário pronto a sair do forno.
Do forno porque a sala de montagem é um forno.
E cheira bem, cheira a homem.

Pontnumarudois (já perceberam, não já?)
O vosso mais-que-tudo começou a trabalhar numa loja de roupa.
Ui, isto vai dar pano para mangas. Literalmente.
Começa com o facto de ter um coleguinha egípcio que mal fala castellano.
Aguardem.

Pontumarutrês
Vai haver uma alteração de residência forçada.
Os colegas de casa vão para Berlim fazer "sabdeuzuquê" (uma espécie de malabarismo mas com vidros partidos).
A ideia do chefe era ficar com a casa para si.
Porém, a especulação imobiliária da Barcilónia não permitiu porque o recurso à prostituição para pagar renda ainda não é uma opção.
A especu, para os amigos, é muito odiada por aqui.
Uma espécie de ASAE da Catalunya, mas sem andar de máscaras na feira do relógio a prender ciganos nem a fechar tasquinhas que nunca mataram ninguém e querem cromos pokemon para as suas filhas.

Pontumarucatre
As aulas de Português continuam a correr bem, mas o stock de asneiras está a acabar, se alguém tiver sugestões não hesite.

Pontunumarucinque
Agora, todas as semanas há um joguinho de FUT7 entre a malta.
Mas isso não interessa nada, de facto.

Bueno, mais adiante desenvolver-se-ão os tópicos, quando o vento lhe der de Sueste.
Para infortúnio do leitor, claro.

quinta-feira, abril 10, 2008

Aulas na Barcilónia

Outro impensável sucede, enquanto falamos (péssima tradução de "as we speak").
Depois de andar por aí nu a filmar outros nus, o (grande) autor enveredou agora por um caminho temido por muitos e detestado por alguns.
O (grande) autor está a ... leccionar.
A dar aulas, a espalhar a sua magia instrutiva.
Pois é, numa empresa onde os empregados podem escolher que outras línguas querem aprender, houve 4 pessoas que escolheram o Português.
Uma peruana, um mexicano, uma polaca e um espanhol.
Como tal, desde há uns dias que os coitados têm aprendido os números, os dias da semana, os meses do ano, como se pede uma cerveja num bar, como se pede lume, como se pergunta o preço de um serviço prestado por uma senhora da vida, etc...
O básico, portanto.
Resumindo, dentro em breve chegarão ao nosso país uns indivíduos que falarão apenas por intermédio de palavrões e confundirão água com vodka, óleo fula com detergente para a louça, canetas com cigarros, notas de 5€ com talões de supermercado, etc...
Por favor ajudem-nos, pois foram vítimas do (grande) professor.

E escusado será dizer que o primeiro a tocar sequer no telemóvel no meio da aula, viu o mesmo a voar pela sala, indo de encontro à sua própria cabeça.
Porque isto não é o da Joana.
Nem o da Carolina Michaëlis.

domingo, abril 06, 2008

Barcilónia Beach

Ontem foi o (grande) autor pela primeira vez molhar os pés no Mediterrâneo.
Com um Sol convidativo e um vento tipo-guincho, a praia foi o local escolhido para a proeza.
Já na mesma, comprovou-se que a qualidade dos serviços prestados no local são bem melhores e mais diversificados do que em Portugal.
Na nossa terra temos os senhores Olá ou as senhoras que vendem bolinhos, bolas-de-berlim e diarreias, por vezes.
(Supondo-se que agora terão sido exterminados pelo monstro-ASAE.)
Por estas bandas, dado que o monstro-ASAE ainda não cruza fronteiras, esse tipo de repressão não existe, dando possibilidades a todo o tipo de comércio.
E do bom, com montes de creme por cima.
Assim, naquela praia, de 10 em 10 segundos aparecia um paki (nome dado aos paquistaneses que vendem cervejas pelas ruas, durante a noite) formulando a sua célebre questão, para o ar:
- Cervezabeer, amigo?
Perfeito, não?
Para juntar à festa, com menos frequência surgia um outro tipo de paki, este do género vendedor-de-coco.
Sim, aparecia com um coador de cozinha, segurando-o através de um cordel que lhe dava aspecto de balança, cheio de coco já partidinho e pronto a manjar.
Para finalizar em beleza, de tempos a tempos emergia uma senhora a perguntar se alguém estaria interessado numa massagem.
De origem não tailandesa, a miss universo faz uma massagem no local, em cima da própria toalha do veraneante.

Yo no creo en brujas, pelo que l'ASAE, l'ASAE.

terça-feira, abril 01, 2008

Tou-te a ver Barcilónico

Em Outubro, quando começou o master, nunca pensava o (grande) autor que as coisas se desenrolassem desta forma.
No último sábado o impensável aconteceu.
A equipa de filmagens esteve como veio ao mundo (mas com os previdentes chanatos) enquanto filmava um grupo de naturistas numa piscina.
Os membros desse grupo concentram-se todos os sábados das 21h às 23h nas piscinas olímpicas da Barcilónia para praticarem nudismo enquanto nadam, brincam, fazem sauna, banho turco, etc.
E o (grande) autor e seus muchachos, como não podia deixar de ser, lá tiraram a roupinha toda para trabalharem mais à larga.
Pode utilizar-se aqui a expressão "uma história para contar aos netos", sim senhor.
Aqui fica um comprovativo, sem identificar rabos.

segunda-feira, março 24, 2008

Paradoxos Barcilónicos

Porque nem só de alegrias e risos vive um gajo, há que salientar um aspecto tenebroso da Barcilónia.
Por estas bandas, as caixas multibanco têm trancas.
Ou seja, pode qualquer pessoa entrar na caixa multibanco e, para sua segurança, trancar-se lá dentro, até concluída a operação.
Porém, os sem-abrigo aproveitam-se deste facto para, dado que lá dentro é bem mais quentinho que cá fora, trancar-se e dormir até que venha a polícia ou que o banco abra.
Há uns que não se trancam, apenas entram, deitam os seus cartões no chão e dormem.
Outros há que até constroem as suas próprias casinhas de cartão, com os seus pacotinhos de vinho tipo Casal da Eira e os seus jornais.
Outros até têm telemóvel e falam sabe-se lá com quem, deitados no chão, como já presenciou o (grande) autor.
Mas haverá maior paradoxo?
Um gajo entrar todo contente para levantar aqueles 10 eurinhos para ir sair à noite com os amigos e deparar-se com alguém literalmente deitado ao lado da máquina (aquela que cospe dinheiro), sem sequer ter uns trocos para um colchão ou coisa que o valha?
Se não for isto que nos faz dar valor ao que temos, seja muito ou pouco, o que será?

sexta-feira, março 21, 2008

Balanço Balancete

Destas mini-férias em Lisboa, o (grande) autor realça o seguinte facto, em jeito puramente de "coitadinho".

Tal facto responde pelo nome de costela-fracturada-ou-partida-não-se-percebe-muito-bem e deu-se derivado a choque contra jogador adversário em jogo amigável de futebol de 8.
Jogo ganho pela (grande) equipa, obviamente.

Porém, há que parar para pensar no que sucederia se o dito jogo fosse a sério.
E, já agora, estaria o mestre vivo, se o adversário fosse o Fernando Aguiar?

Já entediados, perguntam ainda vocês, "mas o que é que se sente, com uma costela-fracturada-ou-partida-não-se-percebe-muito-bem?"

Que boa pergunta, sim senhor.
Bom, digamos que espirrar e rir às gargalhadas deixam de ser situações bem recebidas.
Espirrar, principalmente.
Um simples santinho já não chega, a coisa só lá vai com o spray milagroso, junto à linha lateral.

segunda-feira, março 17, 2008

Informação

O (grande) autor informa que, derivado a ter os dedos e as mãos cheias de chocolate, não consegue escrever.
Tal facto é derivado aos ovinhos e aos coelhinhos, que proliferam.
Derivadamente derivado.

quinta-feira, março 06, 2008

Para Dissipar

As dúvidas relativamente ao que seria aquele homem meio desnudo que aparece no canto inferior direito na fotografia do caixote do lixo Macgyveriano, aqui fica bem claro o que era.

O shô Burt Lancaster e a Shôdona Deborah Kerr, em "From Here To Eternity", na capa do guia de Fevereiro do British Film Institute.

Macgyver da Barcilónia

Tan tan taaan
tan tan taan

tan tan tan ta ra ra ran tán taaan


Tan tan taaan

tan tan taan
tan tan tan ta ra ra ran tán taaan


Quem não se lembra da espectacular música do genérico do Macgyver?
Só quem é surdo.
O Macgyver, aquele acerca de quem se dizia, na escola primária do (grande) autor, que sabia todos aqueles truques porque "ele já esteve na prisão!!!!".
Bom, inspirado nesse grande homem, o (grande) autor pegou num canivete (não suíço, mas do chinês) e fez um caixote do lixo a partir de um garrafão de 8(oito) litros.
Agora só lhe falta o cabelo à cavalão.


Ikea- o-caraças

quarta-feira, março 05, 2008

Fellini

Muitos de vós poderão estar a pensar que as linhas que se seguem serão sobre o realizador italiano.
Até porque o (grande) autor é todo do cinema e tal.
Mas não, por isso tirem o cavalinho da chuva.
Tanta coisa, só para poder usar esta expressão, que muito apraz o (grande) autor.

Continuando.

Um amigo do (grande) autor, brasuca, boa gente, vivia com um rapaz.
Notem o tempo verbal utilizado na frase anterior.
E porque razão mudou o brasuca de casa?
Porque o seu companheiro, além de porteiro de discoteca (ou seja, uma besta de dois por dois) tinha umas manias estranhas.
Tais como?
Bom, uma delas era a de acender os 4 bicos (desculpa) do fogão no máximo, para aquecer a casa.
E depois deixava o brinquedo ligado e ia dormir.
Porém, o quarto dele fica na outra ponta da casa e, se o fogão não aquecia nem a cozinha, muito menos o espaço do senhor.
Interessante, não acham?
Outra mania era a de encomendar muitas pizzas.
Pelo menos era o que o brasuca ouvia a partir do seu quarto.
Ouvia o sIgurança a falar com os senhores das pizzas, a pedir anchovas e afins, a executar as diligências próprias para a vinda das ditas.
No entanto, elas nunca chegavam.
Até que um dia o brasuca passou à porta do quarto do sIgurança e o viu a pedir as pizzas sem telefone e a falar sozinho com a parede.
Hhmmmm... que bom.

E porque se chama este texto "Fellini"?
Porque a discoteca onde o homem trabalha se chama Fellini.
A evitar, portanto.

terça-feira, março 04, 2008

Handyman Barcilónico

Vejam o que se pode fazer com 4 pregos e uma mesa construída a partir de pedaços apanhados da rua.
Esta é a vantagem de ter mobília grátis, podemos fazer com ela o que queremos.
Ou alguém ia espetar 4 preguinhos num móvel comprado em Paços de Ferreira?

Da esquerda para a direita:

- cabo telemóvel/computador
- cabo máquina digital/computador
- carregador mp3 e cabo mp3/computador
- carregador telemóvel

Qual Querido Mudei A Barraca qual quê.

segunda-feira, março 03, 2008

Derby Na Barcilónia

Foi o (grande) autor ver aquela merda ao bar do costume, onde um pint de Guiness custa 4,75€, 1/2 pint custa 3€, um pint de Carslberg custa 4€ e 1/2 pint custa 2,5€.
A Cruzcampo é mais barata, mas é tão má que não compensa.

Ora, com preços destes, é como se um gajo fosse ao estádio, porque o que não gasta no bilhete gasta no combustível.

E para ver aquilo, para a próxima vez fica-se em casa a jogar umas damas.

domingo, março 02, 2008

Boa Acção Barcilónica

No sábado passado, em vésperas do pior jogo alguma vez proporcionado por duas SAD's portuguesas, foi o (grande) autor dar uma voltinha noite dentro.
Numa estação de metro (onde há mesmo placards que anunciam quanto tempo falta para o próximo metro chegar) foi encontrada uma carteira de homem no chão.
Sem dinheiro, claro, tinha lá dentro algo que todos deveríamos ter, para eventualidades destas:
uma lista num papel, passada a computador, com números de telefone.
Segundo o BI, carta de condução, cartões de débito e crédito, a coisa pertencia ao Ciriaco Sanchez.
Seria Sul-Americano?
Co'a breca.
O (grande) autor, recheado de bom samaritanismo e altruísmo, decidiu ligar para um dos números existentes na lista.
Ligou então para "pepito-primo".
Sendo da família, o pepito lá deveria saber por onde andava o Ciriaco.
Passados uns telefonemas, o pepito lá ligou a dizer que o Ciriaco ligaria.
Entretanto, o grupo lá se ia deslocando pelas ruas da Barcilónia, em direcção a uma festinha em casa de uns alemães.
Já em terras alemãs, ligou o Ciriaco a dizer que queria ter um filho do (grande) autor, tal era o agradecimento pela atitude.
Indicou-se o bunker ao Ciriaco e chegou o bacano passados uns 15 minutos, a voar sabe-se lá de onde, todo sorridente.

De frisar que em España um gajo, com um cartão de débito, pode ir às compras seja onde for, que não é preciso pôr código, só mostrar o BI.
E dado que o BI estava junto aos cartões, não havia de ser difícil convencer quem quer que fosse que o Ciriaco era o padrinho do (grande) autor e que lhe tinha pedido para ir às compras por ele.
Já para não falar que há muita gente que nem sequer pede o BI...

Esse lugar lá no céu, já está aquecido?

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

O Presente de Anos Barcilónico

Primeiro que tudo, dizer "presente" é mais fino que dizer "prenda".
Porque este é um espaço selecto e de "bom gosto", que é a nova expressão que os betos usam, para não dizer "na moda".

Bom, esta foi a PRENDA que a Joana Costa e o André Fidalgo regalaram ao (grande) autor, para que as manhãs sejam (grandes) e despertas.


De frisar que está assinada pelo Maestro.
E de notar que é de extrema beleza.
Carrega Cardozo.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Oscares 2008

Finalmente os senhores da TVI mancaram-se e proibiram os senhores "comentadores" dos Oscares de falarem enquanto o Jon Stewart e seus amigos apresentavam a cena.
E finalmente perceberam que os microfones dos "comentadores" são para estar desligados enquanto os "comentadores" não estão a falar, para que não se ouça o roçar das suas camisas nos aparelhos, os barulhos intestinais e os macacos a serem tirados do nariz.
Porque o (grande) autor existe para criticar negativa e positivamente.
Porque isto não é uma rua de sentido único, caramba.

sábado, fevereiro 23, 2008

Conselheiro Cinemental - O Regresso.

E o Conselheiro Cinemental voltou... um ano depois.
Qual Stallone, qual quê.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Aposta Feita Em 25 de Abril de 2007

Lembram-se os estimados leitores da aposta feita pelo (grande) autor em Abril do ano passado?

Se não, clickem aqui.

A senhora já ganhou o Cesar, o Bafta e o Globo de Ouro e, confirmando a (grande) aposta, deverá ganhar o Oscar no próximo domingo.

Porém, como o (grande) autor domina, e já que a Marion já ganhou os outros prémios todos, o Oscar irá para Ellen Page, a espectacular actriz de 20 aninhos (e muitos palminhos de cara) que protagoniza "Juno", um filme altamente recomendável.

Porque (grande) aposta, é aposta ganha.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Esta-Merda-É-Para-Ler-Toda Que-Não-Custa-Assim-Tanto E-Ainda-Deu-Algum-Trabalho Embora-Não-Pareça. Alíás-O-Título-É-Que-Custou-Mais.

Recebeu o (grande) autor um desafio, pelas mãos de um colega bloguista, o lfm, dono do
  • Sítio dos Euro Cús
  • Para que o fio não se perca na meada, um gajo aceita o desafio.
    Fio, meada, desafio.
    Jogo de palavras deveras espectacular, quase tão bom como aquele passe do Beto para os pés dos jogadores do Barcelona (e que nos fez perder a eliminatória), quando tentou fintar-se a si próprio.
    Bom, sigamos o fio pela meada dentro, então.

    Deverá o (grande) autor escolher 12 palavras que sejam da sua preferência e, ao mesmo tempo, indicar 12 links para outros blogs, para que prossiga o combate.
    Ora então.

    Benfica Sem o Benfica, que seria de nós? E dos tripeiros e dos lagartos, que não teriam ninguém para odiar. Era uma seca, não podíamos ir para as tascas dizer mal do Nuno Gomes nem podíamos escrever em blogs que o Beto é uma merda e nos faz perder eliminatórias.

    Dicionário Sem os dicionários não conseguia este parvo escrever metade das frases que escreve. Era só erros e palavras utilizadas em sentidos que não faziam sentido e faziam as pessoas sentir-se sentidas. E jogos de palavras estupidificantes.

    Sexo Ouve-se tanto falar sobre isso e há tantas coisas na internétxi sobre esse evento que um dia a ver se o (grande) autor lá dá um saltinho. Será que há autocarros directos para o Sexo ou ter-se-á que mudar na Praça de Espanha?

    Benficacampeão Esta aglutinação é fundamental para que o país saia da miséria. Afinal de contas, queremos pessoas a trabalhar com um sorriso na cara ou com a cara enfiada num copo numa tasca e a dizer mal do Nuno Gomes?

    Política Pronto, estão a ver? Se não fosse o dicionário, a palavra política estaria aqui porque o vosso amigo pensava que política significava aldrabice. Aldrabice, engano, dissimulação, patranha. Tudo coisas feias. E não é isso que se quer aqui expressar.

    Internétxi Este estrangeirismo (vem do Brasileiro, não está claro?) é o futuro. E o passado e o presente. Aprende-se muito sobre esse local, o Sexo, vêem-se os videos dos golos da semana, fala-se com pessoas que estão no outro lado do mundo (ou no outro lado da casa), e ainda se pode ouvir música ou escrever estupidaria para outras pessoas lerem. Uma maravilha.

    Amor O amor é fod!do, já dizia aquele senhor que é um génio, mas que precisa de parar de escrever "crónicas" para a Maxmen, porque a está perder faculdades. Aliás, está prestes a perder uma universidade inteira.

    Mar O mar é o melhor sítio do mundo. Não há como estar nas praias da linha a engolir pirulitos enquanto um gajo faz carreirinhas apoiado em dois ou três pensos higiénicos e um saco de aspirador.

    Lua A Lua é linda. Serve para uivarmos em sua honra, agarradinhos ao nosso cão. E com 3 ou 4 litrinhos de uma substância alcoólica no bucho.

    RuiCosta Mais uma aglutinação, mas esta porque faz chorar de alegria. E porque mesmo com 72 anos há-de jogar pelo Benfica e continuará a correr mais que o (grande) autor corre nos dias de hoje. E porque não é um pesetero, como aquele que marcou aquele golo à Inglaterra, do meio do campo, só para chatear.

    Família Porque só mesmo a família é que aguenta este tipo de merdas que se vêm desenrolando há alguns parágrafos. E porque é o nosso pilar. E porque mesmo só com uma perna um gajo aguenta-se de pé. Mas nesse caso não joga à bola. Bom, só com uma perna ainda dá para fazer uma finta ao Luís Filipe e fazer com que o Nuno Gomes se atire para o chão com os braços no ar.

    Esperança Porque é o que é preciso ter quando vemos o rumo que o planeta está a tomar. E porque sem esperança não haveria betandwin nem ninguém acreditaria que o pessoal das Tertúlias Cor-de-Rosa que há pelo Mundo um dia há-de sair do horário nobre.


    E passa-se a bola a:


    quarta-feira, fevereiro 13, 2008

    Cobrador do Fraque Barcilónico

    Com a Cruz Vermelha a quase um mês de distância, estava na hora de o (grande) autor deixar de assaltar velhotas (e por elas ser espancado) e arranjar um novo meio de sustento.
    Farto de arrumar carros e ir de cabine em cabine em busca de moedas perdidas, algo novo foi encontrado.
    A partir da próxima segunda, o vosso amigo vai juntar-se ao grupo das pessoas mais odiadas no planeta (depois dos gajos da EMEL).
    Irá então desempenhar as funções de cobrador telefónico.
    Conhecem a GE Money?
    Bom, a Cofidis de certeza que conhecem.
    Pelo menos o Fernando Mendes conhece, perguntem-lhe.
    A GE é uma empresa de créditos bancários.
    Deve fazer um sucesso em Portugal, aliás.
    E o trabalho do vosso amigo será o de telefonar para as pessoas que devem dinheiro, a "pedir" que paguem.
    Imagina-se a quantidade de novas asneiras que irá aprender.
    Até porque o horário inclui trabalhar aos sábados das 9h às 16h.
    E que fazem geralmente os devedores ao sábado de manhã?
    Dormem.
    E que irá o cobrador fazer às 9h10m da manhã de sábado?
    Dormir não será.
    Assim, a partir de agora, a noite de sexta-feira será de noite-de-DVD.
    Ou então não.
    Ou então um gajo vai directo.
    Uma vez tuga, sempre tuga.

    quarta-feira, fevereiro 06, 2008

    Barcilónia Amachucada

    Pelo título poder-se-á pensar que o (grande) autor esteve envolvido num atropelamento e fuga. Porém, tal não é o caso.
    Mesmo que fosse, seria sempre o (grande) autor a atropelar, nunca a ser atropelado.
    Sim, mesmo sem carro na Barcilónia, o mestre daria um jeito de atropelar alguém, nem que fosse de bicicleta ou a correr, simplesmente.
    Bom, estupidezes à parte, a razão deste texto prende-se com um diálogo que o vosso herói manteve com uma pessoa amiga, no dia de ontem.
    Pessoa amiga cuja identidade será protegida para que não se torne alvo de chacota internacional.
    Sorte a dela ser pessoa amiga, aliás.

    (grande) autor - (...) porque às vezes acordo atrasado para ir para as aulas, não tomo banho e vou com a mesma roupa com que dormi. Só tomo banho depois, quando volto.

    pessoa amiga - Mas vais com a mesma roupa com que dormiste?

    (g.) a. - Sim, sabes que vida de artista e autor é assim, à maluca.

    p. a. - Oh pá, mas assim, se vais com a mesma roupa, vais todo amachucado!!

    terça-feira, fevereiro 05, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 2

    Depois de aterrar em Luton (uma espécie de Santo António dos Cavaleiros lá do sítio) e depois de uma aterragem a fazer lembrar a São Gabriel ao passar pelo cabo das tormentas, despediu-se o (grande) autor das suas amigas galinhas de axilas peludas e correu para apanhar um comboio até Londres propriamente dita.
    Os dias seguintes foram de turista, máquina em punho, disparando em todas as direcções, já que a tecnologia digital permite disparar para cima de 900 balas, tendo o tiro sido certeiro em 253 delas.
    Este último parágrafo mais parece um relato do Gabriel Alves.
    Bom, inserido num fim-de-semana, em 4 palavras, espec-ta-cu-lar, é de salientar um jantar num restaurante tuga, em Camden Town (o bairro mais fixe de Londres), chamado "Don Teodoro", pertencente a uns madeirenses.
    Como sempre, o tuga dá um ar da sua graça de mafioso, provando as suas raízes latinas através do nome.
    Don Teodoro.
    Don Corleone.
    Don... us aí a tua carteira e telemóvel antes que fiques com mais um buraco no corpo.
    Confere.
    Reputações à parte, nesse local comeu-se o melhor bitoque de sempre.
    Um bife de um dedo de altura e um palmo de comprimento, acompanhado de batata frita, arroz basmati (alguma influência indiana da zona) e ovo a cavalo.
    Mas sem salada, que salada é para maricas.
    Com umas quantas sagres, um café português à frente e um plasma a passar o Benfica-Nacional na TVI, o serão só teria sido perfeito se o Nuno Gomes (mais uma vez) soubesse o que é um esférico e para que serve, naquele jogo chamado "futebol".

    A casa portuguesa, com certeza.

    Nesta casa não se vê apenas futebol, também se dá um pézinho de dança.

    segunda-feira, fevereiro 04, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 1

    Aproveitando os bilhetes de uma companhia de baixo custo (mas de alto risco), atravessou o (grande) autor a terra de Pauleta, pela via aérea, aterrando no país da UE onde a moeda não muda e os carros andam sempre em contra-mão.
    À partida, ainda na Barcilónia, queria o vosso amigo levar uma garrafa de água consigo no avião, para o que desse e viesse.
    Tentando engendrar uma "tuguice" que contornasse os senhores do controlo das malas e afins, uma lâmpada pairou sobre a (grande) cabeça, enquanto se ouvia a palavra "eureka".
    Deixou então que passassem à sua frente duas raparigas jeitosas, para abrirem caminho entre os meninos da Guardia Civil.
    Claro está que os profissionais fardados, enquanto deixavam escorrer um Nilo de baba pelo queixo abaixo e tentavam captar a atenção das moçoilas, não revistaram nem notaram que o (grande) autor levava na sua mochila uma garrafa de 50cl de água-del-cano (ou de um explosivo líquido qualquer).
    Já está.
    Dentro do avião, perdão, da lata de sardinhas almofadada, sentou-se o vosso menino à janela, para tentar vislumbrar uma nuvem em forma de gelado ou de ovelha.
    A seu lado sentaram-se duas galinhas francesas, que não fecharam o bico até que o contentor alado levantou os pézinhos do chão.
    Aí, dado que a estabilidade dos pedaços de zinco que voam não é a melhor, a galinácea do meio começou a respirar para dentro de um saco de plástico do El Corte Inglés, ameaçando ora um desmaio, ora um ligeiro bolsar do lanche.
    Bem feita, para ver se aprendes que falares tanto e tão alto te faz parar a digestão.
    Como retaliação e a ver até que ponto aguentava a galinha, foi o (grande) autor dois terços da viagem a arrotar as duas sandocas de salpicão e brie que tinha emborcado uns 20 minutos antes, só para dar um cheirinho (literalmente) da sua graça, e mostrar quem era realmente o galo naquela espécie de galinheiro voador.

    (continua...)

    segunda-feira, janeiro 28, 2008

    Truques Barcilónicos

    O (grande) autor pôs o seu neurónio e meio a funcionar e descobriu alguns truques para o dia-a-dia na Barcilónia:

    Numa casa sem aquecimento (nem central, nem regional, nem autónomo nem o camandro), lava-se toda a louça possível, para aquecer as mãozinhas. Lavar a louça passou a ser desporto olímpico e tarefa cobiçada por todos.
    As pantufas também passam a ser as meias.
    E as meias (de lã) passam a ser a pele dos pézinhos.
    O cheiro é que afugenta os elementos femininos do (grande) quarto.
    Porém, só em estado pré-funerário derivado a coma alcoólico é que elas se aproximam do leito do amor, por isso, nessa altura, o cheiro passa bem por "sandes de queijo roquefort que ficou esquecida debaixo do estrado da cama".

    Numa casa com uma casa-de-banho munida de janela (com um dos vidros partidos) a dar para o saguão, o gás sarin é facilmente escoado do cubículo, salvaguardando a saúde do próprio terrorista.
    No entanto, a corrente de ar que entra pelas costas do utente sanitário parece vinda do Árctico.
    Ideal para pneumonias e afins.
    Assim, há que ir com um casaco grande que... e com as calças de fato-de-treino-tipo-pijama puxadas... aaa... bom, visualizem a situação.
    Nunca mais inventam calças com fechos-pastel-de-nata para o traseiro.

    Num bar onde a cerveja mais barata custa 2,50€, há que levar cervejas de lata de casa e pedir apenas uma no bar, reciclando o mesmo copo vezes sem conta.
    Tudo em prol do ambiente, claro.
    Estranhamente, para os barmen, uma só cerveja dura todo um jogo do Benfica e às vezes está mais cheia do que nos 5 minutos anteriores.

    Numa cidade onde comer fora de casa só é suportável financeiramente a comer kebabs, há locais de kebabs mais baratos que outros.
    Há que ir até ao "pita inn" (não, não é um hotel para indianos) e comer a pita fallafel a 1,95€.
    Parece pouca comida, mas o grande erro destes senhores foi definir que o cliente pode encher a pita com aquilo que conseguir.
    Aliás, o grande erro para qualquer comerciante foi o de definir que os portugueses poderiam entrar no seu estaminé.
    Assim, o (grande) autor consegue montar (sim, montar, como se de um lego de um arranha-céus se tratasse) um brinquedo com mais de 4 variedades de vegetais, 10 andares e coberto por um molho de iogurte que se entranha nas fundações do edifício, até começar a pingar pelas mãos e mangas, em direcção ao solo do restaurante.
    Duplo erro, portanto.
    Não só vão à falência pela comida que gastam, mas também pelos litros de água e detergente necessários para limpar a esterqueira deixada por uma alcateia de lusos.

    quarta-feira, janeiro 23, 2008

    Barcilónia News

    Com o seu projecto pessoal a caminhar sozinho em direcção a bom porto, paralelamente, o (grande) autor já está inserido no projecto mais promissor dos três que "ganharam" a produção pela escola.
    E de que trata, perguntam vocês.
    Trata de nus.
    Exactamente.
    Na Barcilónia existe uma lei que permite que as pessoas caminhem pela rua, onde quer que seja, nuas.
    Nuinhas da silva.
    Tudo ali a balançar ao vento.
    E o projecto é sobre os naturistas, o porquê de as pessoas andarem vestidas ou não, o carácter social que a roupa (ou a falta dela) impõe na sociedade.
    Por exemplo, há um senhor (bom, um louco) que anda pelas ruas da Barcilónia, todo nu, com umas cuecas tatuadas na zona das partes baixas.
    Que expressão espectacular, "partes baixas".
    O (grande) autor vai ter como funções a de técnico de som e de assistente de realização (com a qual aproveitará para usurpar o lugar de realizador, astuta e subtilmente).
    O grupo irá filmar na Barcilónia e numa povoação que fica a 100km, onde todos os que se querem ir "desnudar" podem ir, traquilamente, dado que foi comprada por um grupo de gente arejada, para esse fim.
    O movimento naturista na sociedade urbana (e o seu porquê), é o tema do documentário.
    Resta saber se, para filmar nessa povoação, o grupo terá de se despir.
    Prevenindo a situação, já todos se inscreveram em ginásios e andam a malhar no ferro.
    Outra bela expressão, "malhar no ferro".
    Aqui fica uma fotografia d' O louco, para abrir (ou tirar) o apetite.
    Chamam-lhe o homem-elefante.
    Será do Guaraná?


    (para verem a magueirinha mais de perto, cliquem na imagem)

    quarta-feira, janeiro 16, 2008

    Job Barcilónico

    Acham que ainda há racismo no Mundo?
    O (grande) autor inscreveu-se num daqueles sites de emprego e de quando em quando recebe propostas de emprego, supostamente, adequadas ao seu perfil.
    Vejam esta aqui em baixo e reparem para que posto é e que requisitos exigem...

    terça-feira, janeiro 15, 2008

    Desilusão Barcilónica

    Direito ao assunto, o (grande) projecto não foi escolhido para ser produzido pela escola.
    Este facto deve-se ao surto de BSE (vulgo, doença das vacas loucas) que atacou os bovinos que faziam parte do júri de selecção.
    Não está o (grande) perdedor a querer dizer que deveria ter sido o seu projecto a ser escolhido.
    O que se pretende aqui afirmar é que os que foram escolhidos eram bem piores que muitos dos outros apresentados.
    A (grande) apresentação correu optimamente, o que já de si é uma vitória pessoal.
    Porém, pelos vistos, em conjunto com todo o trabalho realizado desde finais de Outubro, tal não chegou para convencer a manada.

    A vida é assim e, como disse uma (grande) amiga, "Deixa estar, fica na tua biografia que os primeiros não te quiseram...".
    Agora o grupo divide-se em três grupos de cinco alunos e cada mini-grupo vai trabalhar num dos três projectos vencedores.
    Porém, o (grande) autor continuará a trabalhar no seu projecto, indo produzi-lo pelos seus próprios meios.
    E, desta vez, vai ser Sem Barreiras a travá-lo.
    Porque o que não nos mata torna-nos mais fortes.

    quarta-feira, janeiro 09, 2008

    Barcilónia 2008

    De volta à Barcilónia, o (grande) autor tem na próxima terça-feira, pelas 10h da matina, a maior prova, a razão pela qual veio até aqui.
    O concurso de cervejas.
    Aaaahh, não é esse.
    É sim a apresentação do seu projecto para um documentário perante um júri composto por professores, membros de cadeias de televisão e produtoras.
    Para alegrar a situação, estarão presentes todos os alunos da Escola.
    Serão algumas dezenas de pessoas a aquecer a sala.
    O cheiro será interessante, com certeza.
    Se suficientemente bom, o (grande) projecto será produzido pela Escola, por uma televisão ou por uma produtora durante 2008.
    Daí a falta de actualização bloguista de ultimamente.
    E já agora, alguém tem aí um xanax?

    sábado, dezembro 29, 2007

    Ano Novo...

    Este texto nada tem a ver com o ano novo.
    Porém, como este se aproxima, fica sempre bem colocar um título assim, como chamariz para os curiosos que pensam que vêm ler as resoluções para 2008 do (grande) autor e depois levam com esta merda.
    Enfim, este texto é mais precisamente sobre a "prova de vida".
    A prova de vida não é um exame nacional para os recém-nascidos.
    Não é provar a vida de um copo, saborear e deitar fora.
    Também não é correr a vida 100 metros barreiras.
    A prova de vida é, tão simplesmente, ir até à segurança social provar que ainda se está vivo, para poder continuar a receber a pensão, reforma ou afins.
    Haverá algo mais deprimente do que isto?
    Ser de idade avançada e, ainda por cima, ter de se deslocar anualmente até à segurança social (que de si já é deveras agradável) comunicar que se está vivo.
    E qual é o contrário de estar vivo?
    É estar morto, ao que parece.
    Adianta-se assim um diálogo fictício (ou não) entre velhote e funcionário público:

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida, se fizer o favor.
    - Tir' a senha.
    - Qual é a senha?
    - Oh home, a senha verde, claro! Verde, de vida, phone-ix!
    - Mas eu estou nos correios?
    - Não...
    - Então porque é que o senhor fez essa graçola sem piada nenhuma, se nem sequer estamos nos correios?
    - Aaah...
    - Bom, senha verde então, obrigado, até já.

    (chega a vez do velhote, 56 números, 2h47m e três quase-AVC's depois)

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida.
    - Sim senhô, chegue-se lá pa trás, pa olhar bem pa si.
    - Assim?
    - Oh home, não fuja, venha cá qu' eu não mordo.
    - Assim?
    - Sim, sim, tá bom. Diga lá qualqué coisa.
    - O Sporting vai ser campeão.
    - Bom, você parece memo que tá vivo, mas tamém tá louco, pronts.
    - Hein?
    - Pronts home, você tá vivo, pode seguir, até pó ano.

    segunda-feira, dezembro 24, 2007

    Comunicado de NataU

    A direcção do blog, ou seja, o (grande) autor, vem por este meio desejar a todos os leitores, leitoras e analfabetos que simplesmente olham para a página do blog porque a consideram bonita, umas festas felizes.
    Festas transe, festas de passagem de ano, festas de aniversário (entre as quais a do miúdo que dormia em palha e rapava um frio p...-que-pariu), festas na praia, festas nos animais de estimação e por aí fora.

    Queria a mesma direcção (porque das linhas anteriores para estas, não houve nenhum golpe revolucionário bloguista) agradecer a todos pelos melhores presentes da internétxi.
    Obrigado às pessoas que nem conhecem O membro da direcção mas continuam a vir ver a "merda-a-metro" que por aqui se divulga e aos maravilhosos que, quando encontram O membro, lhe dizem coisas bonitas ao ouvido que não serão aqui divulgadas pois tal seria uma atitude pouco modesta.

    Feliz NataU e boa bebedeira de 31 para dia 1, naquela coisa do ano que muda ou lá o que é isso.

    terça-feira, dezembro 18, 2007

    Da Barcilónia Para a Lisbónia

    Assim que este texto se der como finalizado (porque se escreve sozinho) irá o vosso Barcilónico começar a fazer a mala para ir passar o nataU à terrinha.
    A 4 horas de ter de acordar para apanhar um autocarro até ao aerobus, a noite promete.
    Dado que o (grande) autor é uma autêntica rapariga no que concerne a fazer malas de viagem, vai ser giro.
    Sim, um gajo decide em dois minutos se vai um ano para a Barcilónia, mas quando é preciso decidir se se deixam as ceroulas, as pantufas ou as revistas pornográficas de adolescente, é um ver-se-te-avias.
    Hoje a questão prender-se-á com aquele par de calças e aqueles ténis, porque nunca se sabe se vão ser desejados na Lisbónia.
    E o rímel? Vai ou fica?
    Mais importante, será que aquela frigideira-das-tortillas-maravilha também devia ir?

    segunda-feira, dezembro 17, 2007

    Sexo na Barcilónia

    Quem esteja à espera que este texto seja um relato de um (grande) episódio do foro sexual, tire o cavalinho da chuva, que a vida privada não é para divulgar.
    Apenas a vida privada alheia se pode divulgar.
    Assim, há poucos minutos (estas linhas são escritas ainda em estado de choque), presenciou auditivamente o (grande) autor um momento com direito a bolinha no canto superior direito do ecrã.
    Chave na porta, começa a ouvir um ruído estranho, um animal a ser torturado.
    Pensando que finalmente alguém decidira assassinar o cão da vizinha de cima, entrou o vosso amigo despreocupada e alegremente na mansão.
    Assim que fechou a porta notou que o animal estava a ser torturado no interior da sua casa.
    Como no "Alien, o 8º Passageiro", em que a Sigourney Weaver via no detector-de-aliens que estes se aproximavam, mas sem se perceber de onde, o (grande) autor percebia que o cão em sofrimento estava perto, mas sem conseguir precisar o local.
    Passados uns 7,3 segundos, pensou quem vos escreve que se estava a rodar um filme pornográfico na sala.
    Não, não era na sala...
    Ah! A rodagem estava a ser no quarto do casal!
    Mas seria um filme de ficção ou um documentário?
    Fosse o que fosse, a banda sonora fez com que o (grande) autor voltasse a ter 13 anos, altura em que surgiu o saudoso canal 18, janela para a realidade de todos os adolescentes que não tinham educação sexual na escola.
    As vozes eram em español, tal como no casal 18, daí o retroceder temporal tão preciso.
    De "Oh si, cariño!" para cima, uma preciosidade.
    De facto, viver numa casa velha em que se ouve tudo tem as suas vantagens e as suas desvantagens.
    Resta saber se ouvir tudo tão bem ao ponto de conseguir perceber se daquele momento vai sair menino ou menina será uma vantagem ou uma desvantagem.

    domingo, dezembro 16, 2007

    Fiesta na Barcilónia

    Ontem foi o (grande) autor a mais uma festinha da praxe.
    Gente bonita, música, chão de azulejo (mais fácil de limpar), alguns trinaranjus laranja e umas coca-colas.
    Não é falso. No meio do alguidarzorro com gelo destinado a albergar os líquidos acondicionados em diversas formas surgiram uma lata de trinaranjus laranja, algumas coca-colas e... pasmem-se...
    uma lata de cerveja sem álcool!
    Quem terá sido o m-a-r-i-c-o-n-ç-o que levou uma lata de cerveja sem álcool para uma festa meio-erasmus e, ainda por cima, a deixou à vista??
    Ao menos que a guardasse no casaquinho cor-de-rosa e a bebesse na casa-de-banho, para não lhe chamarem "garagem de camiões TIR".
    Esta expressão acabou de ser inventada, ainda vem quentinha e tudo.
    O (grande) autor é grande.
    Enfim, emoções à parte, a festa terminou mais tarde que o que se pensaria, dado que os senhores de azul não apareceram.
    Quem apareceu foi uma vizinha do andar de cima que, armada com um alguidar cheio de água com lixívia, se entreteve durante umas horas a molhar e desinfectar quem ia saindo da festa, a partir da sua varanda.
    Ah, a festa era numa espécie de loja, a porta dava directamente para a rua, por isso, qualquer pessoa que viesse cá fora falar ao telemóvel, fazer O amor numa esquina ou regurgitar um bocadinho, voltava para dentro da festa com um cheirinho a casa-de-banho de escola primária, depois de por lá ter passado a shôra contínua, a dona Fernanda.
    Que é feito do azeite a ferver?
    Agora, pelos vistos, a moda nas guerrilhas urbanas é a água com lixívia.
    Que, há que frisar, quando salpica para os olhos, não é agradável nem dá muito jeito.
    No final da festa o chão de azulejo parecia o chão de uma estrebaria e no ar pairava um cheirinho a lixívia e a suor francês que, já se sabe, é um povo que quase nunca toma banho.

    quinta-feira, dezembro 13, 2007

    Cerveza, Beer... Mudanzas?

    O (grande) autor tem um amigo aqui na Barcilónia.
    Bom, em realidade tem mais que um, tem dois ou três.
    Mas esse amigo foi ao IKEA em busca, curiosamente, de uma mesa, tal como vinha fazendo o (grande) autor até há uns dias, pelas ruas da Barcilónia.
    Esse amigo é betinho, foi ao IKEA.
    Sim, porque entre estudantes, ser betinho é ir ao IKEA e ser pobre é apanhar os móveis da rua.
    Ser pobre não, ser cool.
    Yeah, very fine thanks.
    Enfim, esse amigo riquinho foi ao IKEA (será que se recebe pela publicidade?) comprar uma mesa.
    Quando estava cá fora, a preparar-se para apanhar o autocarro e o metro com os 20kg de mesa, lembrou-se que seria uma bela chatice para as suas costas carregar a dita até casa.
    Sim, porque na Barcilónia vai-se de tranportes públicos ao IKEA, não é como em Alfragide.
    Nisto, irrompe um paquistanês sabe-se lá de onde (por acaso sabe-se, irrompeu da esquina), disposto a ajudá-lo, com mais um colega paqui.
    Bons samaritanos?
    Mais depressa entra o Liedson para o Actors Studio.
    Estavam dispostos a ajudá-lo pela quantia de 20€.
    Mas ajudá-lo como? À mão?
    Óbvio que não, porque o paquistanês é um gajo que não brinca em serviço.
    Tinham uma carrinha preparada para carregar móveis estacionada na esquina!
    A mesma esquina de onde irrompeu o homem, lembram-se?
    Com o transporte de móveis a casa do IKEA a 50€, achou por bem o amigo do vosso amigo oferecer os 10€ que tinha no bolso como última proposta.
    Os paquistaneses, que não brincam em serviço, mas também não se fazem caros, de pronto aceitaram.
    E assim, lá foi o jovem riquinho com a sua mesa nova, a cantarolar músicas paquistanesas com os seus dois novos amigos até casa.
    Boa esquina, aquela de onde irrompem paquistaneses.

    domingo, dezembro 09, 2007

    Nova Mesa Barcilónica

    Os estimados leitores estarão lembrados da obra de engenharia duvidosa que sustentava todo um conjunto de aparelhos de alta tecnologia, no interior do (grande) quarto?
    Era esta instalação aqui em baixo, recordam-se?

    Pois a mesma instalação, que durante um mês foi fiel ao (grande) autor, foi despejada pelo mesmo, esse grandessíssimo mal-agradecido.
    Como se pode verificar pela seguinte fotografia tirada (grandemente) a partir da janela do quarto, a obra foi deitada à rua, como se de uma filha ilegítima se tratasse.


    Na próxima fotografia pode ver-se o bom samaritano que decidiu albergar a peça de arte na sua mansão, feliz por ter de graça tão valiosa obra de arquitectura e engenharia modernas.

    E de seguida podem ver-se os famigerados "pés-de-mesa", referenciados em anteriores reportagens Barcilónicas.
    Há que frisar que, dado que o (grande) autor não se chama José e, como tal, não deve muito à arte da carpintaria, os vizinhos do prédio ficaram a achar que o mesmo iria desabar, tal o barulho feito com um martelo e parafusos (sim, martelo e parafusos) aquando da fusão entre o tampo e os pés.


    Veremos se esta estrutura aguenta mais que a anterior e se já se podem fazer concursos de braço-de-ferro sem o receio de que tudo colapse.

    sexta-feira, dezembro 07, 2007

    Sobrancelha Barcilónica


    Em contacto com o público, com a massa, com o povo, todos os dias, tem o (grande) autor a oportunidade única de se aproximar das pessoas e molestá-las um pouco, tentando fazer com que se filiem na Cruz Vermelha.
    Este (horrível) trabalho tem as suas vantagens.
    Convenhamos que, não fosse o uniforme vermelho e o propósito de querer angariar mais um sócio, nunca poderia o vosso amigo sequer deitar uma vista de olhos a raparigas tão belas como as que se negam (sempre) a mais do que um simples "Tenho pressa, obrigada".
    Porém, a vantagem de poder dirigir-se a sósias da Heidi Klum tem a sua parte má.
    Pois, de quando em quando, em vez de sósias da Heidi, surgem sósias de um Opel Corsa envolvido num acidente de viação em que houve capotamento.
    Não que se tenha algo contra esse género de mulher, simplesmente não se sente o (grande) autor atraído por esse tipo.
    E muitas das vezes, essas senhoras têm as sobrancelhas totalmente depiladas e substituídas por um risco.
    Um risco a preto, castanho ou amarelo torrado.
    A pergunta que se impõe é simples:
    Mas porquê, pelamordedeus?
    Qual seria a sobrancelha que ficaria pior numa testa do que um risco a lápis?
    Qual??
    Por favor, não façam isso, pela vossa saúde.

    domingo, dezembro 02, 2007

    Uma Quase-Mesa

    Hoje, a caminho do "jantar de domingo" no sítio do costume, passou o grupo por uma mesa abandonada num canto de uma rua mal iluminada, praticamente nova.
    Com um tampo de 1,2m por 0,80m, uma madeira bem polida, uma cor castanho-lindo-de-morrer, era a companheira ideal para o quarto do (grande) autor.
    Amor à primeira vista, pensou o mestre que não a poderia deixar escapar.
    Ao lado da mesa estavam os seus 4 companheiros de uma vida, os pés, desaparafusados.
    Apenas os parafusos tinham desaparecido para sempre, incapazes de aguentar relações tão profundas.
    Cobardes.
    Porém, como ia o grupo de caminho para o local-de-encher-o-bandulho, a nova paixão teria de esperar mais um pouco até conhecer a sua nova casa.
    Sem modo de a acorrentar (e porque numa relação saudável não se acorrenta ninguém, sem ser em circunstâncias específicas) decidiu o vosso amigo escrever com a sua paper mate preta no tampo da mesa "no mover, por favor!".
    Fiando-se na virgem e na honestidade dos habitantes daquele bairro, seguiram o ingénuo-mor e seus amigos em direcção ao mata-bicho.
    Já de pança cheia, voltou o (grande) autor cheio de expectativas, para encontrar, claro, apenas os pés da mesa no local onde tínhamos combinado que esperariam, junto à mesa.
    Explicaram aqueles que a mesa tinha decidido mudar de vida e partir em busca de alguém que a transformasse em tábua de skate.
    Alguém que é um grandessíssimo filho duma grande p... e que, ou não sabe ler, ou não sabe respeitar ordens escritas em tampos de mesas.
    Esperam agora os pés que o (grande) autor arranje uns parafusos menos cobardes que os anteriores, na loja dos chineses da esquina, para começarem uma nova relação agarradinho a outro tampo.
    Esperemos que se dêem bem, senão quem sofre é o computador, que vem parar ao chão, numa discussão mais acesa do seu casal amigo.
     
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