domingo, maio 31, 2009
Apenas Uma Morte Separa Um Almoço Dum Funeral
Este domingo havia um almoço daqueles de várias horas e calorias.
Mas de sexta para sábado houve um convidado que decidiu não comparecer, avisando com a antecipação de uma infecção hospitalar.
O homem já estava para partir há uns tempos, porque a diabetes consome o corpo e a alma, quando a alma deixa de lutar pelo corpo.
Então, na noite de sexta para sábado, o almoço de domingo transformou-se num funeral.
Para se perceber que a vida não tem refeições marcadas.
Porque a morte pode querer sentar-se à mesa.
sábado, maio 30, 2009
Euromilliones
Se um gajo viver mais 50 anos, fazendo as contas assim por baixo.
Se um ano continuar a ter 52 semanas.
E se o Euromilhões continuar a ser semanal.
Um gajo vai gastar até ao final da vida, pelo menos, 5200€ em apostas.
É bom que pelo meio um gajo ganhe pelo menos um 3º prémio.
Ps - Isto agora é só Ps's. Uma chamada de atenção para a música "that's not my name" dos The Ting Tings. Granda som, como diria um jovem de 17 anos.
sexta-feira, maio 29, 2009
4º Mandamento da Googlização
quinta-feira, maio 28, 2009
Love Me Love Me Not
Para contrapor, leu já muitas vezes o (grande) autor nos olhares de várias pessoas, à primeira vista, que "uma coisa que nos faz perder muito tempo é uma deslocação a qualquer tipo de serviço público."
Ps - Sem ter nada a ver, que excelente nome para uma banda de covers daquelas que actuam nos arraiais das faculdades: love me love me not
segunda-feira, maio 25, 2009
domingo, maio 24, 2009
Clap Clap
O público, por variadas vezes, era encorajado a acompanhar o artista com umas batidas vocais e uns agudos porreiros.
Porém, noutros momentos, sem solicitação vinda do palco, o público insistia em acompanhar a música com palmas, ao ritmo da canção.
O que levou a alguns "sshhh" por parte de alguns espectadores.
E é essa a questão.
Deverá o público interferir com o desempenho do artista, batendo palmas, participando no espectáculo?
Porque, sem dúvida, tal atitude deixa o artista confortável, sente que a assistência está a gostar, a apoiar e a participar.
No entanto, as palmas prejudicam por vezes, de facto, a musicalidade e o momento musical.
Morte às palmas intramusicais?
Enfim, uma questão sem resposta, como tantas outras.
quinta-feira, maio 21, 2009
segunda-feira, maio 18, 2009
Nota Mental (como no Parker Lewis) I
Correcção.
Não comer 1 kg de pimentos seja de que cor forem e ponto final.
quarta-feira, maio 13, 2009
Gostou do Filme "Juno" ?
E gostou da banda sonora?
Mais certeza que sim.
Pois queira saber que a responsável pela maioria das músicas integrantes dessa banda sonora, a shôdona Kimya Dawnson (kiki, para os amigos) irá actuar em Portugal, mais concretamente em Lisboa, mais concretamente em Carnide, mais concretamente no Teatro da Luz, no próximo dia 24 de Maio.
Tentou-se que a jovem actuasse no Estádio da Luz, mas dsqu' há jogo, nesse dia.
Já agora, o Benfica-Belenenses é às 16h e o concerto da Kiki é às 21h.
Ou seja, dá perfeitamente para ir depois da jogatana comer uma bucha às roullotes e ver umas lojas no Colombo, antes do 2º espectáculo.
Mais informações no blog da produtora:
sexta-feira, maio 08, 2009
Analytics
Agora, das duas uma.
1 - Um gajo começa aqui a relatar a sua vida sexual e a colocar fotografias com nudez explícita,
ou
2- Um gajo resigna-se e diz, como agora se diz sempre a propósito de tudo e de nada, relativamente a qualquer assunto que tenha sofrido uma descida/quebra/falta de levantamento:
"hmm... pois é... é a crise".
3º Mandamento da Googlização
Não viverás sem o Senhor Google.
Ou viverás, mas na penumbra.
quarta-feira, maio 06, 2009
quinta-feira, abril 30, 2009
Mal Por Mal
- Ele deve estar quase aí, onde é que ele mora, Fred?
- Oh Fred... com o trânsito que está a esta hora... não é melhor chamar mesmo o INEM?
- Confia Andreia, que a coisa está feia, mas o Domingos remedeia.
- Não deves estar assim tão mal, se te pões com rimas dessas...
- Isto rimou? - e o sangue de repente, em vez de voar, jorrou.
- Fred!! Oh Fred, porra, que teimoso, vou chamar o INEM.
Mas o Domingos tocou à porta. E subiu a voar. E o Fred sabia que o Domingos o ia safar. Sempre se deram bem, o Domingos sempre foi aluno exemplar, sempre foi uma pessoa cheia de princípios, desde pequenino e desde pepino, de certeza que não tinha mudado muito, com o passar dos anos. E de certeza que tinha terminado o curso com distinção e que nunca tinha deixado morrer um irmão.
- Então Fred, que se passa contigo? Este sangue todo é teu?
- Olá Domingos, como é que vai isso? Pá, é meu, era meu... Esta merda parece um rio cada vez que tusso.
- Porque é que não chamaste o INEM, Fred? Vamos já descer, vamos no meu carro, tens de ir já para Santa Maria.
- Era o que eu lhe dizia!
- Andreia, agarra-o desse lado que eu agarro deste lado.
- Fred! Mantém-te acordado - e ele já de rosto meio fechado.
- Fred!! - gritava a Andreia.
- Domingos, meu amigo, vais-me safar, não vais? - gemeu o Fred, como a dor manda.
- Claro, Fred, vamos, aguenta-te mais um bocado, anda.
Mas o Fred não se aguentou e deixou-se cair. E o Domingos incrédulo e a Andreia a carpir. Ambos a olhar para o chão, para o corpo morto do Fred, teimoso como um burro, já de olhos fechados, mas ainda assim casmurro.
- Porra, Fred... - chorava a Andreia com os pulmões a rebentar, sem saber como remediar.
- Porra, Fred... no estado em que estavas, nunca te conseguiria safar.
segunda-feira, abril 27, 2009
Em DesAcordo
o acordo ortográfico está a chegar, mas das mais variadas formas, nas entrelinhas, ou, em bom português de Portugal, mesmo "de surra".
veja-se o site para a promoção do Concurso Doc TV
http://doctv.cplp.ica-ip.pt/
nesta página, tudo vem escrito em português, de Portugal, não havendo hipótese de alteração para a língua inglesa ou brasileira ou crioulo ou chinesa.
porém, quando começamos a ler o regulamento do concurso, deparamo-nos com pérolas como:
na 1ª página:
com o objetivo específico de sistematizar ações de capacitação,
PROJETO INÉDITO: o Concurso Internacional de Seleção de Projetos de Documentário do I Programa DOCTV CPLP entende por PROJETO INÉDITO
aquele que ainda não tenha sido objeto
na 3ª página:
A Teledifusão da Reprise do Documentário em sinal aberto, em faixas de programação a serem definidas pelas emissoras de
na 7ª página:
O documentarista se relacionará com o que/quem para levar a cabo sua Proposta de Documentário? Exemplos: personagens reais; produtos materiais e
imateriais da ação humana;
E os atentados continuam, em forma de "estréias", "objetos", "eletrónicas", "operadora pública de televisão", "fotos", "fitas betacam", "ELETRÔNICO" - na penúltima linha da página 13., etc etc...
Que raio é um documentarista?
E porque é que ele SE RELACIONARÁ em vez de relacionar-se-á?
E já agora, perdoem a expressão, bem portuguesa, mas que caralho significa "REPRISE" ????
Após uma busca pela internétxi, concluiu o (grande) autor tratar-se de um sinónimo, numa nova língua, do que em português se entende por REPOSIÇÃO.
O acordo está a chegar... mesmo debaixo das nossas barbas... e, se nada fizermos, ele SE INSTALARÁ.
sábado, abril 25, 2009
Hoje celebra-se uma data muito especial, o dia em que Portugal foi salvo de uma ditadura.
E é preciso que nunca morra, esta celebração.
Daqui a muitos anos já terão morrido todas as pessoas que viveram a revolução e os que cá ficam têm de passar a palavra sobre o que se passou, como se passou e, mais importante, porque é que se passou.
Porque quando se tem uma coisa, muitas vezes não se lhe dá o valor que merece.
Porém, a liberdade é mesmo a mãe de todas essas coisas.
É o princípio de tudo.
Falta-nos um namorado, falta-nos um braço, falta-nos um pulmão, falta-nos a saúde, falta-nos dinheiro, falta-nos o telemóvel, falta-nos tudo e mais alguma coisa.
Mas de que é que serve ter tudo isso, se não se tem a liberdade para poder disso desfrutar?
25 de Abril Sempre. No passado, no futuro e no presente.
sexta-feira, abril 24, 2009
Xau
A pizza acaba nas calças e camisa do jovem, ao que chega a mãe e diz:
- E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas?
E aparece uma amiga da mãe com um detergente testado em alcatrão na Roménia e sorriem todos muito felizes, mãe, amiga conselheira, filho sem educação e amigo do filho que é gay-mas-ainda-não-sabe.
O (grande) autor acha que o anúncio serve os própositos à empresa que comercializa a marca, está certo.
Mas, sendo na vida real, após o derrame do molho de tomate pelo vestuário infantil, o filme seria mais ou menos este, sendo de frisar o início semelhante:
- E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas... negras que te vão encher a cara toda depois de eu te assentar 2 ou 3 bem dadas e depois de o teu pai chegar e ver a merda que fizeste e te assentar mais 3 ou 4 e depois chegas à escola amanhã e a directora de turma vai-te perguntar o que aconteceu e tu vais dizer que caiste das escadas com medo de ainda apanhares mais e tens razão porque era mesmo isso que te ia acontecer mas a directora de turma tem a mania que é esperta e sabe que tu vives num rés-do-chão e que não tens de subir escadas para ir para casa mas até podia ter sido em casa dum amigo teu mas ela acha que é mãe de toda a gente só porque não pode ter filhos e o marido a deixou por aquela morena que vivia aqui ao lado antes que por acaso até deve dar bem de mamar e se eu tivesse dinheiro pagava a um doutor para me deixar assim e então vai ligar para a assistente social e ela vai vir cá a casa e o teu pai vai ter de tomar banho e não beber até ela se ir embora para parecer que a gente é gente fina e mesmo assim a directora vai ligar para a TVI a dizer que tem uma história do caraças para vender sobre pais que maltratam criancinhas mas eles não vão querer porque estamos na altura dos incêndios e eles querem é velhinhas sem casa e sem nada lá no meio de Portugal porque ardeu tudo e porque isso é que vende e então a directora vai desistir de ser tua mãezinha porque para isso tou cá eu para isso e para te meter na linha e tu vais voltar para casa depois dos tempos livres e se ela não te mandar nenhum recado para casa a dizer que quer falar connosco porque pegaste fogo a mais um caixote de lixo e se o Benfica tiver ganho pode ser que tu até te safes.
quinta-feira, abril 23, 2009
Reset Humano II
O pedido não é concedido e as provas de que é preciso não cessam.
Se um gajo carrega no link para a máquina, que sucederá?
quarta-feira, abril 22, 2009
Mira (la) Técnica Blogger

na opinião do (grande) autor, este é o post que todos os bloggers, blogueiros, bloguistas e donos de um blog deviam colocar uma vez por ano, ao mesmo tempo.
assim uma espécie de mira técnica geral durante 24 horas.
para se fazer uma desfragmentação de disco humana.
a começar por aqui, claro.
terça-feira, abril 21, 2009
Lam Echa
São as chamadas "privates".
Não confundir com os privados, que geralmente envolvem um espaço de um metro quadrado, um vidro e bailarinas com sotaque.
Pelo menos é o que dizem.
Voltando ao tema, naqueles momentos em que se ouve a frase chave, a private, a ser proferida por um comum mortal, o sorriso (ou até mesmo a gargalhada) não se contém e escapa boca fora.
E é isso, essa coisa simples, uma das melhores coisas que se pode adquirir através da aquisição de amigos.
No supermercado mais próximo, junto aos cereais.
sexta-feira, abril 17, 2009
Subscrevendo Clara Ferreira Alves
topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros
públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face
a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de
Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção
económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes
últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras
notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a
troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a
gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O
VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres
forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o
VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha
os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e
embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia
(que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao
ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de
recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral
muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se
preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do
secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os
portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo
"normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal
alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se
fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,
nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao
caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas
histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os
criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços
de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de
apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da
história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as
coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em
ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e
esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às
escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao
caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport
Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de
Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos
arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem
por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado
num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja
cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a
condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,
alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que
aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,
milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu
e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios
escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que
isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para
a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem
eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e
abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto
que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da
verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"




