quarta-feira, agosto 12, 2009

My Name Is Tubro. Ou Tubro.

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My Political Views
I am a left moderate social authoritarian
Left: 5.24, Authoritarian: 1.67


My Foreign Policy Views
Score: -1.79



My Culture War Stance
Score: -1.61



Political Spectrum Quiz

terça-feira, agosto 04, 2009

Extra! Extra!

Deu-se uma revolução no sistema judicial português.
Pela primeira vez, um cidadão é condenado sem que qualquer prova tenha sido feita contra ele.
Espectacular!

Seu nome: Isaltino, o mártir.

Aguardamos desenvolvimentos e esperamos que se esteja a assistir ao ponto de viragem na sociedade.




Da mesma colecção:

- as novas omeletes sem ovos porque as galinhas não põem ovos

- o futebol jogado sem bola capta mais espectadores

- o ser humano vive sem coração e mesmo assim corre 100 metros em 10 segundos

- a água do mar é doce e dá para fazer limonada
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sexta-feira, julho 31, 2009

S.L.B.

O Benfica foi campeão pela última vez na mesma altura em que Santana Lopes andava a brincar às minas de Salomão em Lisboa.

Agora, se por causa de o Benfica ir ganhar outra vez o campeonato, Santana Lopes voltar a enterrar Lisboa, que se prepare a cidade para o S.L.B. (Santana Lopes' Back)

quarta-feira, julho 29, 2009

Sondeihm

Sondagens da Universidade Católica para a RTP e Antena 1 indicaram ao opiniões sobre isso que as pessoas que em criança brincaram nas poças da maré vazia nas praias da Costa da Caparica, são os maiores adeptos da chuva dourada na vida adulta.

sexta-feira, julho 24, 2009

Hoje no Público

"Há muito mais gente a abandonar Portugal"

Bom, Portugal também já abandonou muita gente.

quarta-feira, julho 22, 2009

E o Amante Dela

A haver um filme sobre a vida do (grande) autor, terá de ter obrigatoriamente banda sonora do Michael.
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Nyman.

terça-feira, julho 21, 2009

R.E.M.

Pergunta de Trivial, edição Aero-Espacial:

Que diziam em coro os irmãos de Buzz Aldrin quando este entrava no quarto da mais velha e a apanhava com o mai novo naquela relação incestuosa que tanto os caracterizava e ele não entendia porque é que era com o caçula e não com ele?

- Buzz, Aldrin!!

sexta-feira, julho 17, 2009

Festalizar

Há uma nova moda nos assaltos a residências particulares.
Os ladrões, de há uns tempos para cá e sobretudo na época de Verão, assaltam as casas, mas com um intuito distinto do de levar o que não é seu.
Chama-se a esta nova moda "festalizar".
Os assaltantes, geralmente organizados em grupos de 4 ou 5 jovens, vigiam uma casa (de preferência vivendas) e tentam obter o máximo de informações sobre quando é que os donos vão para férias.
Quando os donos abalam para o Allgarve ou para Curitibiquitidibilicalionópolis, os assaltantes sabem que os donos estarão fora, pelo menos uns 5 ou 6 dias.
É aí que assaltam a casa.
No segundo dia em que a casa está sozinha (no primeiro é muito arriscado, os donos podem voltar porque se esqueceram de desligar a luz da casa-de-banho) os assaltantes entram na casa e organizam tudo.
Para quê?
Para festalizar.
Durante o dia seguinte ao do assalto preparam a casa para uma mega-festa, avisam os amigos, conhecidos, inimigos e desconhecidos, espalham panfletos, enviam e-mails, divulgam a festa ao máximo.
E ao terceiro dia...
Festaliza-se.
No final da festa (que em alguns casos chega a durar dois ou três dias, se os assaltantes souberem que os donos da casa foram de férias para, por exemplo, a Austrália), os assaltantes e convidados abandonam a casa, deixando tudo desarrumado.
Não levam nada que não seja seu, deixam as jóias e as pratas, mas abusam dos sistemas de som do dono da casa, põem música muito alto, assaltam os frigoríficos e adegas e deixam um monte de lixo espalhado pela casa.
Geralmente as casas-de-banho e os quartos ficam em mau estado, devido à sua indevida utilização como unidade hospitalar para comas alcoólicos ou motel improvisado, sendo o chão da sala e cozinha sempre as partes mais sujas.
E uma coisa é certa, os assaltantes deixam sempre a sua imagem de marca:
um preservativo cheio de ar, como um balão, pendurado no candeeiro do tecto da sala.
Já sabe, se for de férias, seja para fora cá dentro ou não, cuidado com a festalização que por aí anda.

quinta-feira, julho 16, 2009

Ferrari Amarelo

Há duas certezas na Vida.
A primeira é a morte.
A segunda é a de que se na estrada ultrapassares um Fiat Punto amarelo rebaixado, há uma grande probabilidade de teres divertimento para o resto da viagem.

Ps - Se esta última se verificar entre a meia-noite e as seis da madrugada, deve substituir-se "grande probabilidade" por "certeza absoluta".

quarta-feira, julho 15, 2009

XX

Se a casa de um homem é o seu castelo, o José Castelo Branco vive fora das muralhas.

terça-feira, julho 14, 2009

6º Mandamento da Googlização

Estarás sempre próximo, acima ou abaixo, dos teus inimigos e daqueles que menos gostas.
Quanto mais não seja, na listinha do google chat que existe do lado esquerdo, no gmail.

sexta-feira, julho 10, 2009

Elevador A Quentin Obrigas

Nunca devemos dizer a um velhote reformado, em conversa de elevador, que lhe desejamos um bom fim-de-semana.
Porque os velhotes reformados vivem num fim-de-semana vitalício.

Qual É

O santo padroeiro dos freaks?

É o Bartolo, meu.

quinta-feira, julho 09, 2009

Perpétua

A pena mais pesada à qual se pode condenar alguém devia passar de 25 anos de prisão para "ouvir a voz do Eduardo Sá a discursar sobre crianças de colo durante 3 anos seguidos, sem interrupções, através de uns phones impossíveis de remover".

Isso é que era provocar arrependimento no criminoso.

quarta-feira, julho 08, 2009

O homem Não Merece Letra Maiúscula

A Natureza cria o homem.
O homem cria a sociedade.
A sociedade cria a moeda.
A moeda cria as divergências.
As divergências criam as desigualdades.
As desigualdades criam a violência.
A violência cria a falta de princípios.
A falta de princípios cria a destruição massiva.
A destruição massiva cria o princípio do fim.
O princípio do fim cria o abismo entre o homem e a Natureza.
O homem tenta empurrar a Natureza para o abismo.
A Natureza empurra o homem para o abismo.

sexta-feira, julho 03, 2009

ode (a guarda)

lá dentro, no Parlamento
gritam cada um do seu palco
enquanto o desespero, o sofrimento
da galeria, os olha cá do alto

na cabeça têm o poder
o dinheiro e a impunidade
no corpo a vontade de comer
a cara podre e a alarvidade

dia a dia da semana
semana a semana do mês
a culpa morre sozinha na cama
e mais uns se juntam à lista dos porquês

porque é que não há trabalho
porque é que não há dinheiro
porque é que ninguém baralha o baralho
e sai sempre tudo ao mesmo empreiteiro?

aqui se vive do futebol
do fado e glórias passadas
eles lançam mais um e outro anzol
e a malta agarra-os às dentadas

nunca mudarão, esses senhores
que de quatro em quatro se viram
uns dias de frio outros de calores
mas os bolsos vazios nunca sentiram

porque somos e vivemos numas torres gigantes
construídas pelos cá de baixo
para que lá em cima vivam os importantes
e no rés-do-chão se viva cabisbaixo

eles gritam nomes e gesticulam
e o povo sempre calado, como deve ser
eles de si próprios e da sua sombra se orgulham
e a malta cega, sem nada perceber

vamos lá malta, pôr ordem nesta casa
aproveitemos os Erasmus e os INOV
vamos mostrar que os podres aqui não batem asa
e revivamos mil setecentos e oitenta e nove

quinta-feira, julho 02, 2009

O Tal Canal

"Foram projectados três filmes na apresentação da candidatura da coligação “Lisboa com sentido”, liderada por Santana Lopes, à câmara de Lisboa. Mas só no último vídeo é que foi revelada a “ideia”: a construção de um novo túnel, desta vez uma artéria que fará a ligação da Avenida Fontes Pereira de Melo aos túneis do Campo Pequeno e do Campo Grande."
in Público online

Se isto não é gozar com as pessoas, é o quê?
É um desporto radical onde se ultrapassam novos limites?

quarta-feira, julho 01, 2009

?

Com tanto que se fala agora sobre a morte do rei da po...lástica, porque é que ainda não foi desvendada a razão pela qual o senhor queria tanto deixar de ser preto para passar a ser branco?
Sinceramente, é uma curiosidade que deveria ser satisfeita.
Tal como a de se saber de que cor são geralmente as cuecas (sim, porque jogador profissional de futebol que se preze não usa boxers) do Cris.

sábado, junho 27, 2009

Pick Me

O Presidente da República acabou de decretar a orgia eleitoral.
Muito bom.
Do que Portugal precisa mesmo é de mais campanhas eleitorais, mais comícios, mais telejornais cheios de berros, mais confusão no José.
Povo.
E com dois domingos-de-voto/não-vou-à-praia-para-ir-votar?-deus-me-livre! separados por 3 semanas, muito mais abstenção, claro.
Para a frente é que é caminho.
Para trás mija a burra.
E assim pode ser que se faça um túnel no rossio, ou uma ponte que ligue a costa do castelo e o bairro alto.

sexta-feira, junho 26, 2009

Jackson 4. 4 Jackson

Era tão fácil vir aqui escrever uma piadola sobre a morte do Michael Jackson.
Mas o (grande) autor não é desses.
Neste tasco é tudo preto no branco, não há cá entrelinhas.

terça-feira, junho 23, 2009

5º Mandamento da Googlização

Em vez de te encontrares com os teus amigos nos parques, jardins, praias e afins, passarás a encontrar-te com eles no Google Talk.
E falarás com desconhecidos que te aparecem na lista de contactos porque um dia alguém te enviou um e-mail que não estava em Bcc.
E farás novos amigos.
E perderás os amigos antigos.
Mas só aqueles que não têm internétxi.

segunda-feira, junho 22, 2009

Fado

Hoje, ao beber o café, com este vinham aqueles pacotes de açúcar com frases começadas por "um dia", que os consumidores enviam para o Sr. Nicola.

"Um dia faço-te uma serenata."
"Um dia dou a volta ao Mundo."
"Um dia deixo de fumar."

Etc... essas merdas, estão a ver o género.
Pois, qual foi o pacote que calhou ao (grande) autor?
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Claro.

"Um dia perco a barriga."

domingo, junho 21, 2009

Fundo-do-Ão

Um gajo sabe que os telejornais bateram no fundo quando uma das notícias de abertura, com direito a directo a partir do Alllllllllllgarve, é sobre o facto de Cristiano Ronaldo ter chegado a Portugal para umas férias, depois de quase apanhar uma doença venérea nos E.U.A..

E um gajo sabe que o país bateu no fundo quando num sábado em que fazem mais de 35ºC tem lugar um mega-evento organizado por uma cadeia de hipermercados que tem como "objectivo" o de bater o recorde mundial de pessoas num piquenique.

sexta-feira, junho 19, 2009

Vs

"A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Lisboa proibiu a participação de uma criança de 11 anos numa “bezerrada” marcada para esta noite na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa.

A principal figura do cartaz era o “toureiro-criança” franco-mexicano Michelito Lagravére, de apenas 11 anos de idade, que já terá morto vários animais em actuações por todo o mundo. A sua entrada em cena estava marcada para as 23h45."

in Público Online


Toureiro-criança?
É de pequenino que se torce... pelo assassino?
Ao menos aqui, foi proibida a sua participação.
Olé! (em dó menor).

quarta-feira, junho 17, 2009

Troca de Essemesses Entre Doix Jovenx

- Que viajem fizes-te?
- Não cei, axo que foi ao irace. Ou a jibraltar.
- Ha, naum foi tão lonje, foi çó fransa
- Ha entaum está beim. Naum gastastes muinta gazulina. Se foces de aviaum éra maix fudidu.
- Acim sempre pacei pur ejpanha
- Passastes pru barsselona? A quatalunha é meijmo bunita.
- Sara goza
- Vou ter de parare coum iste. Vai cumessar a comferemcia a que viim acistire.
- Es mejmo importante
- Max comum istamos em prutugal, quelaru que xta atrazado...

domingo, junho 07, 2009

Fériados

Hoje estava o (grande) autor a falar com a Nônô,
A dizer que na próxima semana Portugal já parou
Por causa da vontade dos feriados e das pontes
São férias adicionais para gente aos montes
E ela diz que vai tudo parar, a cena é mesmo essa
Mas que Portugal também já não ia muito depressa

sábado, junho 06, 2009

Aviso À Navegação



Qual Professor Karamba, o (grande) autor deixa aqui uma predição.
Ainda vão ouvir falar muito deste homem.

sexta-feira, junho 05, 2009

Aparências Que Não Iludem

O povo diz que as aparências iludem, que nem tudo o que reluz é ouro e que cão que ladra não morde.
Mas há certas coisas que são como são, como aparentam ser e que não têm uma segunda camada.
Uma dessas coisas é o "ar de quem não sabe jogar à bola".
É a mais pura verdade.
Um gajo pode ter um ar de bom jogador, um ar de que não se sabe como é que joga, mas quando se tem ar de quem não sabe jogar futebol, é porque não se sabe mesmo.
É algo intuitivo, no olhar alheio.
Um gajo olha para a pessoa e vê logo que não sabe jogar, não há nada a fazer.
E ontem essa teoria ficou, mais uma vez, provada.
Este texto não faz sentido algum, para 99,99% das pessoas que o lerem.
Mas os restantes estão a acenar com a cabeça um "fod%-se este gajo tem toda a razão".

domingo, maio 31, 2009

Apenas Uma Morte Separa Um Almoço Dum Funeral

As refeições são frágeis, tão frágeis como a vida.
Este domingo havia um almoço daqueles de várias horas e calorias.
Mas de sexta para sábado houve um convidado que decidiu não comparecer, avisando com a antecipação de uma infecção hospitalar.
O homem já estava para partir há uns tempos, porque a diabetes consome o corpo e a alma, quando a alma deixa de lutar pelo corpo.
Então, na noite de sexta para sábado, o almoço de domingo transformou-se num funeral.
Para se perceber que a vida não tem refeições marcadas.
Porque a morte pode querer sentar-se à mesa.

sábado, maio 30, 2009

Euromilliones

Se um gajo apostar pelo menos 2 € todas as semanas no Euromilhões.
Se um gajo viver mais 50 anos, fazendo as contas assim por baixo.
Se um ano continuar a ter 52 semanas.
E se o Euromilhões continuar a ser semanal.
Um gajo vai gastar até ao final da vida, pelo menos, 5200€ em apostas.
É bom que pelo meio um gajo ganhe pelo menos um 3º prémio.

Ps - Isto agora é só Ps's. Uma chamada de atenção para a música "that's not my name" dos The Ting Tings. Granda som, como diria um jovem de 17 anos.

sexta-feira, maio 29, 2009

4º Mandamento da Googlização

Haverá uma altura em que ficarás tempo suficiente no mesmo sítio público para que apareças no Google Earth.

quinta-feira, maio 28, 2009

Love Me Love Me Not

Leu uma vez o (grande) autor na capa de um caderno de notas daqueles que estão nas prateleiras das livrarias como a Barata, que geralmente não têm gracinha nenhuma, mas olhe senhor doutor que este até era bem bonito, que "uma coisa que poupa muito tempo é um amor à primeira vista."
Para contrapor, leu já muitas vezes o (grande) autor nos olhares de várias pessoas, à primeira vista, que "uma coisa que nos faz perder muito tempo é uma deslocação a qualquer tipo de serviço público."

Ps - Sem ter nada a ver, que excelente nome para uma banda de covers daquelas que actuam nos arraiais das faculdades: love me love me not

segunda-feira, maio 25, 2009

The Aftes

.Uma afta é a coisa mais pequena, que maior transtorno causa.
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domingo, maio 24, 2009

Clap Clap

Vindo o (grande) autor do homónimo concerto da Kimya Dawnson, Carl Blau e Angelo Spencer, uma questão se levanta.
O público, por variadas vezes, era encorajado a acompanhar o artista com umas batidas vocais e uns agudos porreiros.
Porém, noutros momentos, sem solicitação vinda do palco, o público insistia em acompanhar a música com palmas, ao ritmo da canção.
O que levou a alguns "sshhh" por parte de alguns espectadores.
E é essa a questão.
Deverá o público interferir com o desempenho do artista, batendo palmas, participando no espectáculo?
Porque, sem dúvida, tal atitude deixa o artista confortável, sente que a assistência está a gostar, a apoiar e a participar.
No entanto, as palmas prejudicam por vezes, de facto, a musicalidade e o momento musical.
Morte às palmas intramusicais?
Enfim, uma questão sem resposta, como tantas outras.

Kimya Dawson

quinta-feira, maio 21, 2009

É Já Este Domingo



Curiosamente, o (grande) conselheiro aconselhou o filme há um ano e tal, na sala de consultas.

segunda-feira, maio 18, 2009

Nota Mental (como no Parker Lewis) I

Não comer 1 kg de pimentos verdes e vermelhos ao almoço, quando se tem de ir trabalhar à tarde.
Correcção.
Não comer 1 kg de pimentos seja de que cor forem e ponto final.

quarta-feira, maio 13, 2009

Gostou do Filme "Juno" ?

Com certeza que sim.
E gostou da banda sonora?
Mais certeza que sim.

Pois queira saber que a responsável pela maioria das músicas integrantes dessa banda sonora, a shôdona Kimya Dawnson (kiki, para os amigos) irá actuar em Portugal, mais concretamente em Lisboa, mais concretamente em Carnide, mais concretamente no Teatro da Luz, no próximo dia 24 de Maio.

Tentou-se que a jovem actuasse no Estádio da Luz, mas dsqu' há jogo, nesse dia.
Já agora, o Benfica-Belenenses é às 16h e o concerto da Kiki é às 21h.
Ou seja, dá perfeitamente para ir depois da jogatana comer uma bucha às roullotes e ver umas lojas no Colombo, antes do 2º espectáculo.

Mais informações no blog da produtora:

  • O Nariz Entupido
  • sexta-feira, maio 08, 2009

    Analytics

    Segundo o Google Analytics (ver 3º mandamento da googlização abaixo) este tasco sofreu uma descida de 10,19% em termos de visitas, no último mês.
    Agora, das duas uma.

    1 - Um gajo começa aqui a relatar a sua vida sexual e a colocar fotografias com nudez explícita,

    ou

    2- Um gajo resigna-se e diz, como agora se diz sempre a propósito de tudo e de nada, relativamente a qualquer assunto que tenha sofrido uma descida/quebra/falta de levantamento:
    "hmm... pois é... é a crise".

    3º Mandamento da Googlização

    No dia em que o Google morrer, morrerás também, por falta de acesso ao e-mail e ao blog e ao youtube e ao motor de pesquisa em si.
    Não viverás sem o Senhor Google.
    Ou viverás, mas na penumbra.

    quarta-feira, maio 06, 2009

    A Verdadeira Dupla Personalidade


    Fotografia tirada pelo (grande) autor em Vila Viçosa.

    quinta-feira, abril 30, 2009

    Mal Por Mal

    - Andreia! - gritou o homem. Sabia que estava mal, sabia que precisava de ajuda. Sabia que deitar sangue assim quando tossia não era bom sinal.
    - Chama-me o Domingos. Liga-lhe do meu telemóvel, tenho lá o número, procura na letra "D".
    Claro, procurar na letra "D" por alguém chamado Domingos era evidente. Mas para ele não era, porque era ele que estava mal e era ele que precisava do Domingos.
    - Mas oh Fred, ligo para o Domingos para quê? Tu precisas é que eu ligue para o INEM.
    - Liga-me para o Domingos, se me fizeres o favor, ok??
    O Domingos era um antigo colega de escola, daquele tipo de escola que agora é uma fábrica, daquele tipo de amigos que aparece aos 10 e 11 anos e se mantém até hoje. Daqueles com quem se vai falando cada vez menos, mas daqueles que parece que é de sangue, tal é o nível de confiança.
    - Oh Fred, tu sabes lá se o Domingos é bom médico ou sabes lá se ele copiou todas as cadeiras, homem...
    - Liga-me já para o Domingos, caraças!!
    E a Andreia ligou. E o Domingos mandou-se ao caminho, tal como o Fred esperava. Esperava agora saber por experiência própria se o Domingos era assim tão bom médico como o Fred esperava.
    - Se tivesse vindo o INEM, já estavas em Santa Maria... és tão teimoso, Fred.
    - Andreia... importas-te que eu decida o que é que é melhor para mim?
    E tossia. E o sangue voava. E o sangue manchava mais um guardanapo de pano que a Andreia lhe passava.
    - Oh Andreia, não me dês guardanapos de pano, que estas nódoas não saem... dá-me os panos de limpar o chão ou papel de cozinha, caraças.
    - Mas o papel de cozinha ensopa logo...
    - Então - e o sangue voava - dá-me os panos de limpar o chão.
    E o Domingos a caminho, sem saber bem ao que ia. Tinha recomendado ao Fred que fosse para Santa Maria, como sugeria também a Andreia, mas o Fred parecia que tinha feito uma aposta com o diabo em como o Domingos o safava, mesmo sem o Domingos saber ao que é que o Fred o chamava.
    - Ele deve estar quase aí, onde é que ele mora, Fred?
    - Mora ali para Benfica.
    - Oh Fred... com o trânsito que está a esta hora... não é melhor chamar mesmo o INEM?
    - Confia Andreia, que a coisa está feia, mas o Domingos remedeia.
    - Não deves estar assim tão mal, se te pões com rimas dessas...
    - Isto rimou? - e o sangue de repente, em vez de voar, jorrou.
    - Fred!! Oh Fred, porra, que teimoso, vou chamar o INEM.
    Mas o Domingos tocou à porta. E subiu a voar. E o Fred sabia que o Domingos o ia safar. Sempre se deram bem, o Domingos sempre foi aluno exemplar, sempre foi uma pessoa cheia de princípios, desde pequenino e desde pepino, de certeza que não tinha mudado muito, com o passar dos anos. E de certeza que tinha terminado o curso com distinção e que nunca tinha deixado morrer um irmão.
    - Então Fred, que se passa contigo? Este sangue todo é teu?
    - Olá Domingos, como é que vai isso? Pá, é meu, era meu... Esta merda parece um rio cada vez que tusso.
    - Porque é que não chamaste o INEM, Fred? Vamos já descer, vamos no meu carro, tens de ir já para Santa Maria.
    - Era o que eu lhe dizia!
    - Andreia, agarra-o desse lado que eu agarro deste lado.
    - Fred! Mantém-te acordado - e ele já de rosto meio fechado.
    - Fred!! - gritava a Andreia.
    - Domingos, meu amigo, vais-me safar, não vais? - gemeu o Fred, como a dor manda.
    - Claro, Fred, vamos, aguenta-te mais um bocado, anda.
    Mas o Fred não se aguentou e deixou-se cair. E o Domingos incrédulo e a Andreia a carpir. Ambos a olhar para o chão, para o corpo morto do Fred, teimoso como um burro, já de olhos fechados, mas ainda assim casmurro.
    - Porra, Fred... - chorava a Andreia com os pulmões a rebentar, sem saber como remediar.
    - Porra, Fred... no estado em que estavas, nunca te conseguiria safar.

    segunda-feira, abril 27, 2009

    Em DesAcordo

    meus caros

    o acordo ortográfico está a chegar, mas das mais variadas formas, nas entrelinhas, ou, em bom português de Portugal, mesmo "de surra".

    veja-se o site para a promoção do Concurso Doc TV

    http://doctv.cplp.ica-ip.pt/Regulamento.aspx

    nesta página, tudo vem escrito em português, de Portugal, não havendo hipótese de alteração para a língua inglesa ou brasileira ou crioulo ou chinesa.

    porém, quando começamos a ler o regulamento do concurso, deparamo-nos com pérolas como:

    na 1ª página:

    com o objetivo específico de sistematizar ações de capacitação,


    PROJETO INÉDITO: o Concurso Internacional de Seleção de Projetos de Documentário do I Programa DOCTV CPLP entende por PROJETO INÉDITO
    aquele que ainda não tenha sido objeto


    na 3ª página:

    A Teledifusão da Reprise do Documentário em sinal aberto, em faixas de programação a serem definidas pelas emissoras de

    na 7ª página:

    O documentarista se relacionará com o que/quem para levar a cabo sua Proposta de Documentário? Exemplos: personagens reais; produtos materiais e
    imateriais da ação humana;



    E os atentados continuam, em forma de "estréias", "objetos", "eletrónicas", "operadora pública de televisão", "fotos", "fitas betacam", "ELETRÔNICO" - na penúltima linha da página 13., etc etc...


    Que raio é um documentarista?
    E porque é que ele SE RELACIONARÁ em vez de relacionar-se-á?

    E já agora, perdoem a expressão, bem portuguesa, mas que caralho significa "REPRISE" ????
    Após uma busca pela internétxi, concluiu o (grande) autor tratar-se de um sinónimo, numa nova língua, do que em português se entende por REPOSIÇÃO.

    O acordo está a chegar... mesmo debaixo das nossas barbas... e, se nada fizermos, ele SE INSTALARÁ.

    sábado, abril 25, 2009
























    Hoje celebra-se uma data muito especial, o dia em que Portugal foi salvo de uma ditadura.
    E é preciso que nunca morra, esta celebração.
    Daqui a muitos anos já terão morrido todas as pessoas que viveram a revolução e os que cá ficam têm de passar a palavra sobre o que se passou, como se passou e, mais importante, porque é que se passou.
    Porque quando se tem uma coisa, muitas vezes não se lhe dá o valor que merece.
    Porém, a liberdade é mesmo a mãe de todas essas coisas.
    É o princípio de tudo.
    Falta-nos um namorado, falta-nos um braço, falta-nos um pulmão, falta-nos a saúde, falta-nos dinheiro, falta-nos o telemóvel, falta-nos tudo e mais alguma coisa.
    Mas de que é que serve ter tudo isso, se não se tem a liberdade para poder disso desfrutar?

    25 de Abril Sempre. No passado, no futuro e no presente.

    sexta-feira, abril 24, 2009

    Xau

    Viu o (grande) autor um anúncio em que um jovem de aproximadamente 12 anos atirava ao ar uma pizza já confeccionada, querendo provar ao amigo contemporâneo que conseguia fazer girar a pizza como fazem os pizzaiolos.
    A pizza acaba nas calças e camisa do jovem, ao que chega a mãe e diz:

    - E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas?

    E aparece uma amiga da mãe com um detergente testado em alcatrão na Roménia e sorriem todos muito felizes, mãe, amiga conselheira, filho sem educação e amigo do filho que é gay-mas-ainda-não-sabe.

    O (grande) autor acha que o anúncio serve os própositos à empresa que comercializa a marca, está certo.
    Mas, sendo na vida real, após o derrame do molho de tomate pelo vestuário infantil, o filme seria mais ou menos este, sendo de frisar o início semelhante:

    - E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas... negras que te vão encher a cara toda depois de eu te assentar 2 ou 3 bem dadas e depois de o teu pai chegar e ver a merda que fizeste e te assentar mais 3 ou 4 e depois chegas à escola amanhã e a directora de turma vai-te perguntar o que aconteceu e tu vais dizer que caiste das escadas com medo de ainda apanhares mais e tens razão porque era mesmo isso que te ia acontecer mas a directora de turma tem a mania que é esperta e sabe que tu vives num rés-do-chão e que não tens de subir escadas para ir para casa mas até podia ter sido em casa dum amigo teu mas ela acha que é mãe de toda a gente só porque não pode ter filhos e o marido a deixou por aquela morena que vivia aqui ao lado antes que por acaso até deve dar bem de mamar e se eu tivesse dinheiro pagava a um doutor para me deixar assim e então vai ligar para a assistente social e ela vai vir cá a casa e o teu pai vai ter de tomar banho e não beber até ela se ir embora para parecer que a gente é gente fina e mesmo assim a directora vai ligar para a TVI a dizer que tem uma história do caraças para vender sobre pais que maltratam criancinhas mas eles não vão querer porque estamos na altura dos incêndios e eles querem é velhinhas sem casa e sem nada lá no meio de Portugal porque ardeu tudo e porque isso é que vende e então a directora vai desistir de ser tua mãezinha porque para isso tou cá eu para isso e para te meter na linha e tu vais voltar para casa depois dos tempos livres e se ela não te mandar nenhum recado para casa a dizer que quer falar connosco porque pegaste fogo a mais um caixote de lixo e se o Benfica tiver ganho pode ser que tu até te safes.

    quinta-feira, abril 23, 2009

    Reset Humano II

    Por aqui continua a ser pedido o reset à raça humana.
    O pedido não é concedido e as provas de que é preciso não cessam.
    Se um gajo carrega no link para a máquina, que sucederá?

    quarta-feira, abril 22, 2009

    Mira (la) Técnica Blogger


    retirado do blogaria pegada, o penúltimo dos "outros blogs" apresentados na parte direita deste estaminé.

    na opinião do (grande) autor, este é o post que todos os bloggers, blogueiros, bloguistas e donos de um blog deviam colocar uma vez por ano, ao mesmo tempo.
    assim uma espécie de mira técnica geral durante 24 horas.
    para se fazer uma desfragmentação de disco humana.

    a começar por aqui, claro.

    terça-feira, abril 21, 2009

    Lam Echa

    Uma das melhores coisas que se obtém pelo simples facto de se ter amigos com quem um gajo se dá bem é aquela coisa de haver frases que apenas são entendidas entre os amigos, mas que aos ouvidos do comum mortal, constituem frases perfeitamente normais.
    São as chamadas "privates".
    Não confundir com os privados, que geralmente envolvem um espaço de um metro quadrado, um vidro e bailarinas com sotaque.
    Pelo menos é o que dizem.

    Voltando ao tema, naqueles momentos em que se ouve a frase chave, a private, a ser proferida por um comum mortal, o sorriso (ou até mesmo a gargalhada) não se contém e escapa boca fora.

    E é isso, essa coisa simples, uma das melhores coisas que se pode adquirir através da aquisição de amigos.
    No supermercado mais próximo, junto aos cereais.

    sexta-feira, abril 17, 2009

    Subscrevendo Clara Ferreira Alves

    "Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao
    topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros
    públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face
    a um público acrítico, burro e embrutecido.

    Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de
    Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção
    económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes
    últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras
    notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a
    troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a
    gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

    Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O
    VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres
    forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o
    VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha
    os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e
    embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia
    (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao
    ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

    Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de
    recreio dos mafiosos.

    A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.


    Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral
    muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se
    preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do
    secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os
    portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo
    "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal
    alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se
    fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
    permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

    Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,
    nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
    definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

    Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
    foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao
    caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas
    histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os
    criminosos ou quantos crimes houve.

    Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços
    de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de
    apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da
    história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as
    coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em
    ditadura.

    E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
    estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
    computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
    maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e
    esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

    Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às
    escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao
    caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport
    Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de
    Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
    empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
    Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos
    arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem
    por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

    Vale e Azevedo pagou por todos?

    Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
    Leonor Beleza com o vírus da sida?

    Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado
    num parque aquático?

    Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
    crimes imputados ao padre Frederico?

    Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
    Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

    Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja
    cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

    Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
    enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

    No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
    alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a
    condenar alguém?

    As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
    criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
    Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

    E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
    crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

    E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,
    alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que
    aconteceu?

    Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

    E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
    reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,
    milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu
    e porquê?

    E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios
    escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que
    isso pára?

    O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
    apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para
    a sua filha.

    E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
    assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

    E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
    colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
    surda, muda, coxa e marreca.

    Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
    arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
    esquecimento.

    Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

    Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem
    eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e
    abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto
    que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

    Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
    de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
    reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da
    verdade.

    Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"


    in Única_ Expresso

    quinta-feira, abril 16, 2009

    2º Mandamento da Googlização

    Seja qual for a questão que coloques ao Senhor Google, estejas em que país estiveres, Ele responder-te-á sempre com 3.287 links para sites brasileiros, demorando entre 0,15 e 0,38 segundos.

    1º Mandamento da Googlização

    Qualquer questão que colocares ao Senhor Google, já alguém antes de ti a colocou.

    segunda-feira, abril 13, 2009

    Reset Humano

    Será possível haver um "Reset" na vida Humana?
    Um começar de novo, do zero.
    Bem se sabe que já atingimos muito, houve uma evolução tremenda... mas há novas provas de que precisamos de um reset, precisamos de voltar à estaca zero e eliminar alguns passos mal dados no caminho.

    Dantes existia o spam via e-mail.
    Agora existe o spam via telemóvel.
    Mas do inexplicável.
    Atentem à mensagem recebida:

    "Não vá o diabo tecer as coisas... :)
    Desculpa, mas também me enviaram, e não kero arriscar!
    Nunca deixes akilo k amas por akilo k desejas, pois akilo k desejas te deixará pelo k ama!
    Hoje às 00:00h, o teu amor verdadeiro dará conta de k te ama!
    Algo acontecerá entre a 1 e as 4.
    Amanhã prepara-te para a maior sorte da tua vida.
    Se romperes esta corrente terás azar no amor nos próximos 10 anos!
    Passa a 15 pessoas.
    Kem te enviar de volta é pk gosta mt de ti"

    Daqui se concluem 4 coisas:

    1 - As empresas de telemóveis andam cada vez mais espertas e os utilizadores de telemóveis cada vez mais... aaaahh... no mínimo... supersticiosos.

    2 - Esta mensagem de amor profundo baseado na sorte da madrugada tem 458 caracteres (incluindo espaços), segundo o contador de caracteres do Word. Uma mensagem de telemóvel comporta 160 caracteres e custa, geralmente, 10 cêntimos. Por muitas pessoas que digam que têm mensagens grátis, haverá sempre 2 ou 3 que não as têm e que vão enviar a mensagem na mesma, preferindo pagar 1,50€ do que não ter amor nos próximos dez anos e não saber o que acontecerá entre a 1 e as 4 da matina, enquanto se estiverem a babar na almofada.
    É fazer as contas ao dinheiro que os utilizadores supersticiosos andam a dar às empresas de telemóveis.

    3 - A pessoa que reencaminhar esta mensagem perderá a credibilidade de, no mínimo, 8 das 15 pessoas para quem a enviou.

    4 - Duas dessas 8 destruirão o telemóvel ao ler a mensagem, por irritação, tendo de adquirir um aparelho novo, dando assim mais dinheiro à indústria do telemóvel.


    Conclui-se desta forma que a Humanidade precisa de um reset, voltando a fazer fogo com pauzinhos e a mandar mensagens... de fumo.

    sábado, abril 11, 2009

    Big Bang - O Regresso

    Um gajo sabe que o Mundo não vai na direccção certa quando liga a televisão e se depara com o seguinte excerto da programação:

    10h15 - As Raparigas da Mansão Playboy

    12h - Snoop Dogg Fatherhood - A Linhagem de Snoop Dogg

    19h - Brazil's next Top Model

    quarta-feira, abril 08, 2009

    Jeopardy

    "O primeiro-ministro italiano voltou às declarações polémicas. Referindo-se às vítimas do sismo que na passada segunda-feira abalou a região centro de Itália e aos milhares de desalojados que estão provisoriamente acomodados em tendas, Silvio Berlusconi disse para encararem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo".

    “Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente... Claro que o actual lugar de abrigo é provisório, mas há que encarar a situação como um fim-de-semana no parque de campismo”, respondeu Berlusconi à cadeia de televisão alemã N-TV.

    O sismo já provocou pelo menos 250 mortos, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pela Protecção Civil, citada pela agência Ansa.

    O número de feridos (cerca de mil) e de sem-abrigo (17.000) mantém-se inalterado desde o mais recente balanço fornecido pelo centro de coordenação de socorro de L'Aquila e pela Protecção Civil."

    in Público online

    Pergunta: O que é uma besta quadrada?

    segunda-feira, abril 06, 2009

    Crtl+Z



    sábado, abril 04, 2009

    Maravilha

    Uma das maiores maravilhas da informática é a desfragmentação de disco.
    É um processo belo, na verdadeira acepção da palavra.
    Aquelas barrinhas todas coloridas a agruparem-se e a formarem uma só, azul escura, ladeada por umas verdes e uns espaços brancos.
    Assim, merece a pena.

    quarta-feira, abril 01, 2009

    Mas Porque Raio É Que

    Surgem sempre, mas sempre... sempre, sempre , sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre sites brasileiros quando se faz uma procura no google português?


    A palavra "sempre" perdeu agora todo o sentido, comprovando o famoso dito popular se repetes uma palavra muitas vezes seguidas, ela perde todo o sentido.

    domingo, março 29, 2009

    Gumes

    Dizer mal é fácil.
    Fazer melhor é mais difícil.
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    Mas o Rui Santos podia não aparecer mais na televisão a falar sobre futebol.
    Se for possível.

    sábado, março 28, 2009

    Se

    Para o Liedson não vir para a selecção, Portugal tiver de perder hoje por 5-0 com os suecos, venha de lá essa mão cheia, por favor, enquanto no estádio se ouve Zeca Afonso.

    Porque para ter jogadores de vários países, existem os clubes.

    E assim, se Portugal não for ao Mundial, pode ser que no telejornal deixem de existir "directos a partir da entrada do hotel onde está a selecção" para comunicarem que os jogadores foram fazer um treino às 11h da manhã e que vão comer goiaba à sobremesa do almoço.

    E pode ser que a TVI deixe de fazer "emissões especiais" que duram as 4 horas anteriores ao jogo.

    E pode ser que também acabe a fome e a guerra no Mundo.

    E que apareça o elixir da juventude.

    Da Colgate.

    quinta-feira, março 26, 2009

    E Já Agora

    Seria possível transformar a vida como a vemos e vivemos em vida wireless?
    Se fizer o favor, senhora Natureza que inventou o Mundo.

    quarta-feira, março 25, 2009

    Nova Definição de "Pessoa Querida"

    Nos tempos que correm, por vezes não se consegue definir bem quem são aqueles que nos são queridos ou não.
    Por isso, adequando-se às novas tecnologias e à sociedade actual, vem o (grande) autor contribuir com mais uma pérola de antropologia:

    Sabemos que uma pessoa nos é querida quando lhe enviamos aqueles e-mails sobre como sobreviver a um ataque cardíaco fulminante, como tratar uma queimadura de lava ou como reagir em caso de tentativa de assalto por parte de cidadãos de países do Leste da Europa, mesmo sabendo que a pessoa nos vai chamar qualquer coisa mais grave que "chato do caraças" quando os receber.

    terça-feira, março 24, 2009

    Palavra d' Honra

    Já sabia que ia morrer.
    Já sabia.
    Porra.
    Pelo cenário, pelos intervenientes, pela conjuntura, conjectura e pela sua cabeça dura.
    Viu a vida toda a passar-lhe à frente dos olhos.
    Como nos filmes, como no que lhe contou o Arnaldo Beto sobre o que viu enquanto teve aquele AVC e depois esteve três dias deitado de boca aberta em Santa Maria.
    Tudo apontava para a sua morte.
    Viu a escola onde andou, o jardim onde brincou, as ruas onde passou a maior parte da sua vida.
    Tudo desfilava à sua frente, um filme pessoal, onde ele era protagonista e o resto do Mundo o cenário.
    E tudo isso pela janelinha arredondada.
    "Palavra d'honra, que maneira de avisar um gajo."
    Ali estava tudo, a copa das árvores às quais subiu em miúdo, os bancos que faziam de balizas, o telhado da padaria onde trabalhou toda a sua vida, a cruz da Igreja onde ia à missa, o estádio onde viu o seu neto fazer reviengas aos adversários, o lago para onde atirou o Martins depois de o ter pontapeado nos tomates.
    Tudo.
    Já sabia que ia morrer, já sabia.
    E mais certezas teve quando o comandante proferiu o discurso final:
    "cabin crew, 2 minutes for landing".
    Não sabia o que queria dizer exactamente essa frase, mas claramente era um aviso.
    Era "o" aviso.
    E vindo ele do céu, mais vinculativo e coerente não poderia ser.
    "Vamos cair."
    Pronto, esperava que fosse rápido e pouco doloroso.
    Ou rápido e muito doloroso, lembrando-se dos berlindes que roubou ao Tóni no 1º ciclo.
    Fechou os olhos, lembrou-se dos últimas imagens da sua vida que viu pela janelinha arredondada e amaldiçoou o momento em que se deixou convencer pela mulher a entrar naquele maldito aparelho pela primeira vez.
    Primeira e última, estava-se mesmo a ver.
    Flaps, rodas, cabrum, breaks.
    "E há 3 semanas que não me confesso, caraças. Vamos lá ver se vou lá para cima ou lá para baixo. Palavra d' honra..."

    quarta-feira, março 18, 2009

    It's Just Another Manic Monday

    Um dos (grandes) objectivos de qualquer trabalhador que se preze é o de que chegue a Sexta-feira.
    Dia a dia, durante a semana, cada vez se vai estando mais próximo da Sexta-feira.
    Por isso, o (grande) autor queria viver no Japão.
    Porque lá a Sexta-feira chega sempre mais depressa do que chega em Portugal.
    E deve ser por isso que a malta do Oriente tem toda os olhos em bico.
    Deve ser de estarem sempre a franzir os olhos, a ver se vêem a sexta-feira a chegar lá ao fundo da rua.

    quinta-feira, março 12, 2009

    Na Cara Tem Mais Graça

    O que é mais giro nos telejornais é que 99,99999999% das notícias sobre economia nacional ou mundial são sobre a crise, as pessoas que estão mais pobres com a crise, a crise da morte, a crise da vida, a crise no emprego, a crise na habitação, a crise na compra do pão, a crise do cidadão, a crise do pobre, a crise do gigante e a crise do anão.
    Porém, pelo meio, uma das notícias, de extensão (e existência) claramente duvidável, vem contar ao pobre, ao remediado e ao desesperado que a lista dos mais ricos do Mundo mudou, que o Bill Gates já é outra vez o mais rico do Mundo, que o Belmiro isto e o Amorim aquilo.
    Sim senhor, quando se goza com as pessoas na cara, tem mais graça ainda.

    domingo, março 08, 2009

    Ah Fadista!

    Ontem foi o (grande) autor medir a sua febre de sábado à noite numa casa de fados, localizada num local escondido, longe das Canon e notas de cem aéreos dos turistas.
    Lá pelo meio, um velhote fadista destacava-se, não pela qualidade do fado (que não era nada mau), mas pelo facto de ser cicioso (ccxxiccxxioso), não conseguir dizer os "érres", trocando-os pelos "éles" e estar com a fala um pouco arrastada, derivado à cerveja sem álcool.
    Sinceramente, é como ser cirurgião e não ter 3 dedos.
    Como ser piloto de fórmula 1 e não ter um braço.
    É como ser psicólogo e ser esquizofrénico.
    Este conjunto de factos deu pano para umas longas mangas de sugestões que se poderiam ter dado ao homem, mas que, claro, ficaram entre a pandilha de maldizentes invejosos.

    - Oh homem, para cantar tem de tirar a meia da boca.
    - Oh amigo, mastigue e engula primeiro e depois cante!
    - Oh chefe, desenrole a língua que ainda se afoga!
    - Oh amigo, tire o bife da vazia da boca!
    - Oh homem, saia de dentro do poço!

    Mas que foram uns bons momentos à antiga portuguesa, lá isso foram.

    quinta-feira, março 05, 2009

    Fakin El

    Hora de entrada na loja do cidadão para pedir certificado de registo criminal - 16h26

    Número de senha atribuído pela maquininha - 488

    Número em que vai, olhando para aquele ecrã com números vermelhos - 367

    Hora de atendimento, finalmente - 18h32

    Número de segundos que demorou a emissão do certificado - 57

    Hora de saída daquele "serviço" estatal - 18h33

    Novo nome para a loja do cidadão - Loja do cidadão-suicida

    terça-feira, março 03, 2009

    Acerca dos Aeroportos de Barcelona

    Um amigo do (grande) autor colocou-lhe uma questão sobre os referidos acima.
    A resposta, para os possíveis interessados em para lá viajar, foi a reproduzida em seguida.

    man.
    reza assim:

    GIRONA é o aeroporto mais longe, fica a 110km de Barcelona e a uma hora e tal de autocarro, no qual se paga 12euros ida ou volta ou 22 ida e volta.
    é de onde voam companhias lowcostasfodido como a ryanair (sempre) e easyjet (geralmente), entre outras.
    é de evitar, se puder ser, porque se poupa no bilhete baratucho ryanair mas gasta-se nesse autocarro e nos cabelos brancos derivado ao stress e de ires sempre parar a aeroportos equivalentes ao de GIRONA, mas em Paris ou Roma ou caralhos ta fodam.
    foi o que me aconteceu quando fui para Londres (não que te interesse minimamente, claro), fui parar a Lutton e jurei para nunca mais.
    um verdadeiro nico d'obra, perdes um dia nessa merda e uns 42 anos de vida, para além de te começar a cair a pele entre as sobrancelhas, por causa do ar seco dentro do aeroporto e do avião.
    leva o creme nivea, claro.


    EL PRAT, é o aeroporto de Barcelona por excelência (devem existir aeroportos por excelência, já que existem hotéis de charme e pousadas da juventude) como se o da Portela fosse o de Lisboa e o da Ota ou Alcochete ou Vila Franca ou Vila Viçosa ou Barrancos fosse o de Girona, entendes?
    é o mesmo onde aterraste dessa vez, fica a 30min do centro (centro mesmo, praça da catalunya, cuidado com as romenas que andam lá a pedir esmola e a levar as tuas malas para longe) se fores no aerobus (4,05 euros cada viagem, não há ida e volta) e é de onde voam as companhias ditas normais, e também algumas lowcostasassimassimdefodido, como a vueling, a clickair, etc.
    de frisar que agora abriu um terminal novo e convém, à volta para Lisboa, ver bem em que terminal apanhas a lata de atum de regresso à terrinha, senão há o risco de fazeres uma maratonazinha dentro do aeroporto, por teres saído na paragem errada do aerobus e, claro, perderes mais uns 20 anos de vida e teres de pôr um pacemaker em Santa Maria.
    daí a uns 11 anos, claro.

    satisfeito?

    bejoTas

    sábado, fevereiro 28, 2009

    Parabéns, meu Amor.



    105 anos.
    Que contes muitos, sempre comigo ao teu lado.
    Que eu conte muitos, sempre contigo ao meu lado.
    Que contemos muitos, sempre na baliza do outro lado.

    sexta-feira, fevereiro 27, 2009

    Hoje No Tribunal

    Advogado da parte contrária - Sim, o nº do acórdão é o (...) Tomo I, página 145.
    Funcionário - Tomo I? Como se escreve?
    Advogado da parte contrária - t, o, m, o... e depois um i grego.


    ????!!!???

    i grego?
    i romano?
    espera lá...
    ah!
    querias dizer 1 em numeração romana!


    E depois... e depois dizem que a justiça em Portugal é lenta.
    É complicado que seja rápida, quando há advogados que estão em morte cerebral.

    quarta-feira, fevereiro 25, 2009

    Linguarudices

    Hoje é o dia em que se celebra o nascimento do (grande) autor.
    O que não interessa nada, como é óbvio, mas que serviu de pretexto para o desenrolar duma dúvida, essa sim, muito pertinente.
    Do outro lado do mundo (que só tem dois lados, como se sabe) está uma (grande) amiga, cada vez mais nipónica.
    Ora, a referida jovem, em jeito de felicitação pelo virar de mais uma página num livro cada vez mais pesado e longo, enviou os ditos "parabéns" em japonês.
    Reza assim:
    "Omoreto tanjoubi gozaimashita"

    A questão que se coloca é a seguinte.
    Se para se dizer "parabéns" se tem de pronunciar todo este conjunto de sons, que se terá de dizer numa repartição de finanças para explicar que:

    "Oh meu amigo, eu até compreendo a sua raiva, mas não pode ser atendido, porque você tem a senha 4352K do balcão J e esse balcão, além de ficar no andar 7 e 1/2 do edifício AzulBebé e isto aqui ser o andar 4 do edifício Azul-Amarelo-Torrado, já vai na senha 4354K e aqui na repartição a gente só damos três númaros de tolerância..."

    segunda-feira, fevereiro 23, 2009

    E Agora...

    A melhor crítica à sociedade portuguesa dos últimos tempos, por Deolinda, com o "Movimento Perpétuo Associativo".
    Perceberam?

    Agora sim, damos a volta a isto!
    Agora sim, há pernas para andar!
    Agora sim, eu sinto o optimismo!
    Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

    -Agora não, que é hora do almoço...
    -Agora não, que é hora do jantar...
    -Agora não, que eu acho que não posso...
    -Amanhã vou trabalhar...

    Agora sim, temos a força toda!
    Agora sim, há fé neste querer!
    Agora sim, só vejo gente boa!
    Vamos em frente e havemos de vencer!

    -Agora não, que me dói a barriga...
    -Agora não, dizem que vai chover...
    -Agora não, que joga o Benfica...
    e eu tenho mais que fazer...

    Agora sim, cantamos com vontade!
    Agora sim, eu sinto a união!
    Agora sim, já ouço a liberdade!
    Vamos em frente, e é esta a direcção!

    -Agora não, que falta um impresso...
    -Agora não, que o meu pai não quer...
    -Agora não, que há engarrafamentos...
    -Vão sem mim, que eu vou lá ter...

    segunda-feira, fevereiro 16, 2009

    O Que Mata Não Engorda - por D. Deolinda - Heterónima do (grande) Autor

    Poizé, diz qu' o câncaro mata mesmo.
    Eu cá semp achei qu'aquilo era manobras das farmácias, prós dôtores aviarem receitas e irem passar férias às brasileiras do pará e praqui e pracolá.
    Mas o meu Goucha no outo dia meteu lá uma menina no pugrama dele que tava toda careca e eu ainda pensei qu'ela saía ao pai, mas diz que é mesmo do tratamento pó câncaro, da quinquilharia.
    Agarrei-me log todárrepiada à manta que me deu a minha Sónia, quando foi ao AKIE e diz que tinham númâros a mais e atão trouxe-muma.
    Por acasos até é arrochada, a minha cor peferida.
    É um amor, essa Sónia, espero que o meu Ruben s'agarre bem à moça.
    Eu diss-le log "Oh Ruben, vê lá se metes esta de balão mais rápido qu'às otras, senão ela tamém dá à sola. E tens lavado a boca? Já ta diss que a tua boca parece a sanita do café da Micas, tens de lavar essa porcaria senão ela pira-se. Pel mens de três em três dias, caraças."
    Mas o Ruben nã ligou e meteu mais um pã-d'alh na boca.
    Bom, deixa-me cá ligar prá Zélia, a ver se ela tamém viu a careca no Goucha.
    É tã bnito, ele, seu tivess mens 50 ans, a ver se ele não vinha cá à dona.

    sábado, fevereiro 14, 2009

    Dia dos Namorados

    Hoje é dia dos namorados.
    Mas não é só dia dos namorados.
    É dia dos encalhados.
    É dia dos viúvos.
    É dia dos abandonados.
    É dia dos perdidos.
    É dia dos desesperados.
    É dia dos celibatários.
    É dia dos enganados.
    É dia dos deprimidos.
    É dia dos maltratados.
    É dia dos solteiros.
    E também, vagamente, é dia dos apaixonados.

    sexta-feira, fevereiro 13, 2009

    Gymmy Boy

    Os senhores que inventaram os balneários dos ginásios fizeram um esterco de trabalho.
    Quando tiver oportunidade, repare que a distância entre os banquinhos e os cacifos é sempre insuficiente para que passe uma pessoa sem incomodar a que está sentada a colocar a peúga.
    Um gajo está debruçado a atar os atacadores e zumbas, um rabo peludo ou uma glande passam-lhe a escassos milímetros do nariz.
    Se tiver bigode farfalhudo, há mesmo o perigo de os pêlos da bigodaça se entrelaçarem com uns primos do Sul alheio.
    Um verdadeiro nojo.
    Outra certeza que se pode ter ao entrar num balneário é a de há sempre pelo menos dois homens a conversar como se estivessem a 3km de distância sobre um de quatro temas.
    Ou sobre senhoras (ou seja, rabos e mamas), ou sobre futebol, ou sobre um programa "do Malato" ou sobre um vídeo que esteja no youtube.
    Este último tema, antes da existência da internétchi, era substituído pelo tema sempre universal "veículos motorizados e seus componentes".
    Mas porquê, senhores?
    Porquê obrigar os ouvidos alheios a captar essa verborreia?
    Para terminar, um dos fenómenos balneares mais estranhos.
    O assobio.
    Porque será que existem tantas pessoas que adoram assobiar enquanto se lavam?
    E enquanto se passeiam nus pelo balneário e coçam o testículo esquerdo.
    E porquê assobiar, ponto final?
    É para demonstrar que estão felicíssimos por estarem num balneário cheio de homens nus?
    Nem homosexualmente falando faz sentido.

    Enfim, são questões verdadeiramente importantes, para as quais é necessário encontrar uma resposta.

    quinta-feira, fevereiro 12, 2009

    Guia do Trabalhador - parte I

    Dado que a maioria da malta agora até trabalha, se bem que uns mais que outros e outros menos que nada, aqui fica uma lista de dicas para os difíceis diálogos com os colegas com quem não se tem confiança e que passam a vida a mandar-nos passar sempre que se dá um afunilamento corporal num local de passagem.
    Assim, reza assado:

    "E este tempo, hein?"
    Perfeito, serve para qualquer situação, para qualquer interveniente. Com o chefe ou com a senhora da limpeza, de manhã ou à noite, faça chuva ou faça Sol, literalmente.
    Tem a vantagem de ter as seguintes variantes:
    "Esta chuva nunca mais vai embora, hein? O São Pedro anda a deixar a torneira aberta... eheheh"
    ou
    "Finalmente chegou o Sol, não tarda nada já podemos ir apanhar um bronze a Carcavelos, não é?"

    Atenção, as interjeições "hein?" ou "não é?" são obrigatórias no final de qualquer frase, para poder passar devidamente a bola ao adversário e poder você rematar com o clássico:
    "Enfim, vou trabalhar mais um bocadinho, mas não muito... eheheh."

    De salientar que aquele sorriso cor-de-diarreia-canina tem de se instalar na sua cara sempre e quando mantiver qualquer tipo de conversa com um/a colega.
    Exceptuando, claro, se o diálogo se mantiver com aquele/a colega que (outra expressão clássica) "fazem parar o trânsito e por isso é que a calçada da carris (sim, carris) está sempre parada".
    Nesse caso, o seu sorriso é claramente verdadeiro e, cuidado, é provável que você esteja a sentir o colarinho molhado, derivado à baba que escorre pelo queixo.

    (continua)

    segunda-feira, fevereiro 09, 2009

    Merdeketing

    A Sic Notícias agora tem um novo slogan.

    "Se os olhos não vêem, o coração não sente."

    Coitadinhos dos ceguinhos, realmente.
    A coisa está mesmo mal parada.
    Ou mal vista, melhor dizendo.

    sexta-feira, janeiro 16, 2009

    O (grande) Autor Informa

    Que nao se importava nada de ter piolhos, lêndeas, pulgas e outros bichos estranhos no cabelo, desde que pudesse ter o chamado "macaquinho-national-geographic-do-género-do-que-entra-no-Indiana-Jones-e-come-as-tâmaras-envenenadas-e-coitadinho-falece-mais-depressa-que-o-Bush-demora-a-dizer-desarmamento" para lhe catar a mioleira a toda a hora.

    quinta-feira, janeiro 15, 2009

    Dobra-me As Peúgas

    O (grande) autor sempre disse que nunca iria colocar um video do youtube no seu estábulo.
    Porém, como por vezes uma imagem vale mais que mil palavras, um excerto de um filme vale mais que milhares de palavras.
    Aqui está a prova de porque é que as dobragens deveriam ir morrer bem longe, de preferência com cancro na língua.
    Aqui fica um excerto do filme "Moulin Rouge", que tem uma das melhores bandas sonoras de sempre.
    Neste caso, arruinada pela dobragem em espanhol.
    É, no mínimo, desconcertante.

    Aos 19 segundos tem início a comédia.


    quarta-feira, janeiro 14, 2009

    Salgueiro

    O Salgueiro.
    Nao é o Salgueiro Maia, mas teve também um papel importante no dia-a-dia português, ainda que no dia-a-dia de uma família apenas.
    Entao nao é que o (grande) autor ia de visitas pelo Alentejo com sua estirpe, quando foi efectuada uma paragem nas bombas do meio-do-nada, para enfiar euros pela goela do automóvel adentro.
    Nisto, já na auto-estrada rumo a sei-lá-onde, uma das viajantes lembra-se que deixou a sua mala, com todos os seus pertences, na sala-do-chichi da bomba.
    Jesus Maria e outras blasfémias.
    Por sorte, a factura de pagamento dos euros estava dentro do veículo.
    E na factura o número da bomba.
    Para onde se ligou, tendo atendido o granda Salgueiro.

    - Daqui Salgueiro, boa noite.
    - Olhe boa noite, a mala, na sala-do-chichi, valhamedeus-e-mais-blasfémias e ai isto agora, que chatice.

    Bom, o Salgueiro é a prova de que ainda existem pessoas de bem no Mundo ou, pelo menos, no Baixo Alentejo.
    O homem pergunta onde está a pandilha.
    Abre a mala e verifica tudo o que está lá dentro enquanto ao telefone com a pandilha, para depois esta nao o acusar de subtrair bens alheios e de o destronar do "trono de pessoa mais gentil da sua rua".
    Verifica até ao último penso higiénico.

    - E este pacote de chicles, já só tinha duas, nao era? 
    - Sim, Sr. Salgueiro, duas, de morango-abacaxi-banana-frutos-silvestres.

    Entao, o bom do Salgueiro, verificados os artigos, diz que se encontra com a malta na mesma saída da auto-estrada onde a malta está, porque fica em caminho de sua casa e assim a malta poupa a chatice de voltar para trás.
    Assim o disse, assim o fez.
    De maneiras que levou uns bons euros de agradecimento para ir beber um copo com a esposa.
    "Mas eu nao bebo..." 
    Deixe estar, Salgueiro, que vocemessê hoje merece um copinho.
    Vocemessê e todos os outros como vocemessê.

    Ah granda Salgueiro, pá!

    sábado, janeiro 10, 2009

    Cem comemtários

    quarta-feira, dezembro 24, 2008

    É Natau, É Natau

    O (grande) autor vem por este meio desejar felizes e-mails a todos.
    Sim, porque o e-mail, felizmente, substituiu a mensagem escrita (vulgo SMS) na árdua tarefa de desejar boas festas a tudo quanto é gente.
    E gente que é gente, já se sabe, tem de ter telemóvel.
    Para receber as SMS no natau e ano novo, claro.
    Porém, este ano, gente que é gente, tem é de ter e-mail.
    Quem não está muito de acordo são as operadoras de telemóvel, que ficam, injustamente, sem o seu subsídio de natau, porque já não serão enviadas 300 milhões de SMS nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.
    O que está mal.
    Ainda por cima agora com a crise, retirar assim os subsídios às pessoas... não se faz.

    quarta-feira, dezembro 17, 2008

    A Roupa É Que Se Dobra

    Não dobrar é autenticar e ensinar.
    Se é para estragar, então mais vale deixar estar.
    Ver um filme no original, é normal como ler um jornal matinal no quintal.
    Deixem as dobragens nas margens, não se pasmem e vejam as sondagens.
    Todos aprendemos bem o inglês, através de dois ou três porquês, sendo que muito provavelmente e talvez, as legendas nos filmes transmitam essa solidez.
    Ao dobrar está-se a falsificar, aldrabar, enganar, ao respeito a faltar, um despeito milenar.
    Quem actua merece manter a voz, a língua dos seus avós, e porque é que havemos de vir nós, com uma lata atroz, alterar a coisa e mantê-la a sós?
    Não, não, não, manter o original é que é são, é alimentar a boca com pão e a alma com razão.
    Os miúdos aprendem, que no original entendem, que as legendas não surpreendem, que o dobrado é errado, que é vomitado, que vai contra o fado, um verdadeiro tiro ao lado.
    Imaginem a Amália a cantar em inglês, o Tom Waits em português, o Di Caprio a falar italiano e a Beatriz Batarda em jamaicano.
    É insano, desumano, cum catano, assim não vamos lá, manter o original por cá, ora isso é que é à maneira, conta-se a história verdadeira, sem cair na ratoeira, a dobragem é rafeira, juntos impediremos a epidemia traiçoeira.
    O original é que está certo, o caminho está aberto.
    Dobragem, vai dar uma volta ao bilhar grande, Portugal não é a tua land.

    quinta-feira, dezembro 11, 2008

    Nowadays

    Hoje em dia é fashion ser fashion.
    A fashion move as nossas vidas, move o World, num sentido em que somos uns outlaw, se não nos reconhecermos num move.
    Emo, classic, trendy.
    Parecem nomes de super-heróis da Marvel.
    Mas não.
    Que isso é vintage.
    São tendências, estilos, formas de pensar, espaços, calendários, piercings nos genitais.
    É cool ser hip, estar na scene, não ser fake, no sentido indie da coisa.
    Então ser gay, é style total.
    Entar no hall, seguir o lobbie, é uma cena in.
    Os yuppies dominam, os lames são lames, não há nada a fazer.
    O Myspace é o my space, se não curtes da wave, move on, não entras no meu facebook.
    Contigo não quero Hi5, quero goodbye, muthafucker.
    Quero ser um metrosexual hipster, com a minha pose stylish, poder caminhar no hood de cabeça alta, sem ser stupid, um kid como os outros, mas trendy.
    Assim uma cena new wave, new sound, old school punk habit.
    E posso?
    Ipod.

    sábado, novembro 29, 2008

    Eu Estou Mais Forte Do Que Nunca

    Chegou-se a uma idade em que os nossos amigos e amigas começam a ser alguém na vida, a ter um papel no Mundo para além de ser um colega de carteira, a rapariga com quem vamos ao cinema às duas da tarde, o guarda-redes da nossa baliza, a menina que beijamos no corredor, aquele que nos ganha ao berlinde, aquela com quem jogamos às cartas no autocarro na excursão à capela dos ossos...
    Hoje em dia o (grande) autor pode orgulhar-se de ter amigos engenheiros, médicos, psicólogos, arquitectos, paisagistas, químicos, empresários, advogados, professores, jornalistas, gente com mais um sem fim de funções e gente que faz nada.
    Porém, ter uma função não é o mesmo que ter uma profissão.
    Há profissões que são meras funções e funções que são plenas profissões.
    A diferença reside no detalhe de se fazemos aquilo que queremos ou se fazemos só por fazer aquilo que fazemos.
    Por exemplo, neste momento, está este gajo a ouvir uma música de um (grande) amigo seu.
    Alguém que continua a lutar por aquilo que quer fazer, apesar do percurso académico e laboral o levar para longe da luz.
    Aqui está a diferença, o que separa o preto do branco, o carneiro do lobo.
    E escrevendo a frase mais foleira de sempre, há que dar cor a uma vida a preto ou branco numa sociedade cinzenta.

    "Numa altura em que esta arte põe de parte o secretismo
    Eu sublinho a importância de apelar ao revivalismo
    Para falar e responder não é preciso uma pergunta
    Sabes como eu sei, eu estou mais forte do que nunca"
    .........................................LSB

    sexta-feira, novembro 14, 2008

    Rebeldes Sem Cérebro

    Em conversa com um primo sem nome do (grande) autor, o referido parente saiu-se com esta, a respeito dos óptimos concertos que havia dantes e a porcaria de hoje em dia.

    "Agora os putos querem la saber de concertos desses. Só se for em festivais e afins ou bandas comerciais.
    The Exploited era € 22 num bar em Cacilhas... Sabem q não enche nem esgota e têm q pôr os bilhetes tão caros para pagar as despesas. The Hives no coliseu nem meia casa.
    Agora os putos querem é fumar ganzas, playstation, net, hi5, MODALIDADES RADICAIS, beber red bull e rapar os pêlos do peito."

    E não é verdade?

    Aquando da sua estadia em Portugal, o (grande) autor conseguiu finalmente ver "Rebelde Way", o actual fenómeno televisivo da put... criançada.
    Passados 12 minutos, teve o mestre de desligar a televisão e ir fazer vapores, enquanto esfregava Vicks Vapospray entre as maminhas.
    Citando a náusea televisiva:

    (conversa entre casal)
    Ele, cabelo ridículo - O filme é secundário, quero é estar contigo. Se quiseres, podemos ir ver uma comédia romântica, na minha terra as raparigas é que escolhem os filmes (olhar matador).
    Ela, grandas mamas - (carneiro mal morto a tentar fazer um olhar de ternura)

    (jovem de tronco nu sozinho em casa)
    ouve-se a campainha.
    Jovem de tronco nu em casa- Pira-te!! (espera dois segundos) Já se pirou, o parvalhão.

    (diz um jovem maluco para outro)
    - Pá, és mesmo avariado da cabeça!


    Será preciso escrever algo mais?

    terça-feira, novembro 11, 2008

    Caríssimos

    Fiquem a saber que na Barcilónia a polícia nao perdoa.

    Há uns minutos apanhou o (grande) autor uma multa de 100€ por nao parar num sinal vermelho quando ia na sua bina cor-de-rosa.
    Se a pagar no prazo de 20 dias, sao APENAS 50€.

    Se nao estivesse empadronado, tinha de a pagar no momento.

    Pim pam, já estás.

    E quando o bófia lhe estava a devolver os documentos, mandou logo parar mais um desrespeitador das regras da sociedade.

    Fiquem também a saber que se pode andar de bina no passeio, desde que a uma velocidade nao muito superior á dos peoes.
    (que bonito, o critério relativo e subjectivo)

    E que se houver carril de bicicletas na rua onde estao a circular, tem de o usar.

    Surgiu agora no pensamento do (grande) que, se calhar, se nao tivesse feito 54 perguntas aos bófias, eles ter-se-iam ido embora e o outro rapazola nao teria sido apanhado.
    Mas o gajo era frances, por isso que se loda.

    Bom, que o triste exemplo do (grande) autor vos sirva de licao,
    nao facam aos outros o que nao querem que vos facam a voces
    em abril águas mil,
    e a vida sao dois dias e o carnaval sao tres.

    ps - a falta de acentos e tal é derivado ao facto de se estar a escrever num teclado sueco, derivado ao facto de o (grande) computador ter morrido de virus há dois dias.

    ps2 - sorte nao, xampa.

    segunda-feira, novembro 03, 2008

    O Texas Lisboeta

    Este seria um texto sobre o ridículo dos bares do bairro alto agora terem de fechar às duas.
    E sobre o ridículo de as autoridades (?) andarem a verificar se os mesmos fecharam de facto as portas a essa hora, em vez de prenderem os vários criminosos que em frente dessas portas se depositam.

    Mas não, será sobre uma história contada na primeira pessoa ao (grande) autor, numa dessas noites.
    O Ruben, chamemos-lhe assim, foi com uns amigos sair ao bairro.
    Lá pelo meio, para não variar, algum criminoso se meteu com um amigo do Ruben, que lhe fez frente e iniciou uma altercação.
    O Ruben ajudou a separar a coisa e a mesma não se alongou.
    Porém, no final da noite, passadas umas horas, no Largo do Martim Moniz, os mesmos criminosos de antes apareceram do nada, para agredir o Ruben com um soco na boca (usando uma soqueira e rasgando-lhe o lábio superior até ao nariz) e abrir a cabeça ao amigo do Ruben com uma pedra de calçada, não atirada, mas sim martelada.
    De pronto os criminosos se puseram em fuga, sendo seguidos pelo Ruben e o amigo, que procuravam, agora, vingança.
    Conseguem apanhar os criminosos e começam a limpar-lhes a poeira das costas.
    Nisto, surgem 15 amigos dos criminosos de uma rua estreita, para virarem a situação.
    O Ruben e o amigo, felizmente, conseguem fugir.

    Conclusão:
    Os criminosos andaram a noite toda atrás deles, a ver quando é que os apanhariam sozinhos.
    Combinaram com os 15 amigos que os iriam agredir e logo fugir.
    Para quê?
    Para os atrairem até à rua estreita onde os esperavam os 15 amigos, e aí, fazer sabe-se lá o quê.

    Mas que país é este onde já há emboscadas urbanas?
    E soqueiras nas bocas de inocentes?
    E tácticas de guerrilha?
    E esperas de três horas?
    E onde se seguem as vítimas pela savana, até à emboscada perfeita?

    Isto virou o Texas, ou quê?

    domingo, novembro 02, 2008

    Proverbyou

    Se quem dá o que tem, a mais não é obrigado,
    quem não aproveita o que tem, tal lhe deveria ser retirado.

    o (grande) autor

    sábado, novembro 01, 2008

    O Dia de Halogéneo [por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor ]

    Ai que estou tão feliz.
    Hoje é dia de Halogéneo.
    Ou foi onte, ou lá que foi.
    Só sei que andam praí os catraios todos de porta em porta a pedir doces às pessoas da sociedade.
    Diz que as pessoas boas dão doces e as pessoas más dão corneto, um veneno que diz que mata muito e era aquilo que a minha amiga Ermelinda punha na sopa do homem dela todos os dias e ó depois ele morreu de dores no estôgamo.
    Mas ainda andou uns anos com as dores, até que finou.
    O médico diz que nem a viu chegar.
    Ele também não, coitado.
    No enterro dele a Ermelinda surrou-me ao óvido assim uma coisa que eu não precevi bem, mas parecia-me que ela me tava a surrar "finalmente", mas não podia ser, ela gostava tanto dele.
    Enfim, o meu aparelho às vezes não funciona muito bem, diz que é preciso mudar-lhe as alcanenas, mas acho que só se vendem no continência e isso fica-me fora de caminho.
    O Halogéneo é que é mesmo uma festa bonita.
    Não é como os enterros da gente, que eu não gosto nada.
    Tou sempre a pensar que ainda me amandam a mim lá pra dentro e vou eu e vai o morto e acaba a coisa comigo a perder o final da novela da TVI, e nunca sei se a gémea encontra a outra gémea com o gémeo daquele gémeo na palhaçada na cama.
    O que não é bonito.
    Porque a palhaçada é para se fazer é depois do casório, na viagem ao mel.
    O meu mai novo, lembro-me tão bem, um dia apanhei-o com 13 anos na cama de cima do boliche com uma galdéria lá da C+S.
    E o irmão na cama de baixo, a desmembrar-se.
    O sacana mandou um salto tal que caiu cá abaixo e aquilo ainda são uns dois metros de altitura.
    Resulta que fez uma luxepção na perna e tive de lhe dar anti-difamatórios e tudo.
    Hoje é um home casado com a sua esposa, uma menina docente.
    E pronto, lá vêm os meus netos todos alambados de chiclate nas beiças.

    - Oh Rúben André, anda cá qu'avó lava-te essa bocarra. Ainda apanhas diabretes e têm de te cortar as pernas e assim é que nunca mais jogas como o Cristóvão Donaldo.

    A Quem Possa Interessar

    A ver se é desta que a coisa toma mais regularidade.

  • conselheiro CINEmental
  • sexta-feira, outubro 31, 2008

    Casar Sem Obrar

    O título desta posta (de pescada) tem exactamente as mesmas características que a história que se segue.
    É curto e pouco agradável.
    Era uma rapariga que se ia casar mas que, derivados ao nervoso, ficou quase um mês sem fazer cócó. Nuts, mesmo.
    Há gente que enche o saco, enche o papo, enche o bandulho, esta menina foi enchendo o intestino.
    E um dia... que estranho, desmaiou.
    Foi ao dôtôr e, felizmente, mencionou que há quase um mês que não sujava o rio Tejo.
    O shô dôtôr aplaudiu o gesto em prol do ambiente, mas enviou-a para o raio-x.
    Resultado?
    Sim, entupimento de canos quase até ao estômago.
    Oito metros e meio de merda, mais coisa menos coisa.
    A situação exigia uma operação imediata, a rapariga estava literalmente prestes a explodir.
    Resolvida a coisa, a rapariga decidiu não se casar, já que o nervoso era derivados ao facto de ela não se querer casar e estar a ser pressionada.

    Heiinn???
    (som acompanhado de expressão facial estilo-final-de-sketch-dos-malucos-do-riso)

    quarta-feira, outubro 22, 2008

    Como Fintar Um Sistema Legal

    O (grande) autor tem uma amiga venezuelana cujo visto de estudante para permanência NA Espanha termina amanhã.
    Assim, a moçoila delineou um plano:

    1 - viajou ontem para Marrocos, para aí passar uns agradáveis 10 dias, de férias
    2 - apanhar um avião em Marraquexe até Bruxelas para aí voltar a entrar na UE, agora com visto de turista, de 3 meses. Ela diz que como nunca foi à Bélgica, é uma turista como qualquer outra
    3 - em Bruxelas apanhar um avião para Itália e passar mais uns dias de férias, agora já bem dentro da UE
    4 - entrar NA Espanha de carro, dado não existirem fronteiras e os controlos serem escassos e aleatórios
    5 - chegar a Barcelona e casar com uma rapariga espanhola que vive com ela há 6 meses, já que o casamento mulher-sexual é permitido NA Espanha.

    Cenas dos próximos capítulos...

    domingo, outubro 19, 2008

    Ukelele Ulele

    Ontem à noite, no equivalente ao jardim do fórum Lisboa Barcilónico, ocorreu um momento deveras único.
    Um amigo tinha um Ukelele (uma espécie de mini-guitarra) e, entretido, tocava a melodia da música que tem como refrão "somewhere... over the rainbow...".
    Nisto, passa uma Amy Winehouse irlandesa, com uma amiga brasileira que já não distinguia o chão do céu e param, a ouvir a melodia.
    A cantora começa a trautear, para de seguida começar a cantar a plenos pulmões, entre bafos na cigarrada.
    A Amália começa a dar voltas na cova, a tentar sair para vir fazer um dueto.
    Junta-se a plateia, alguém faz da lata de cerveja uma bateria, outros marcam o ritmo com as palmas.
    Do nada forma-se um concerto melhor que muitos em pavilhões atlânticos e estádios de Alvalade.
    No final, o amigo do Ukelele fala com a cantora, diz-lhe que reconhecia a voz dela e pergunta-lhe se ela não tinha cantado há dois meses num bar no centro.
    Indeed, uma voz daquelas não se esquece.
    Trocam números e mails, ele está a formar uma banda, ela à procura de uma onde cantar.
    Alguém remata quase de lágrima no canto do olho com um "a vida vale por estas coisas".
    Ao que o (grande) autor replica:
    "vale por estas coisas e pelo 3º golo do João Pinto contra o Sporting em 94".
    Ukelele.

    sexta-feira, outubro 17, 2008

    "Calcinadas" por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor

    Eu cá gosto mesmo muito é de caligrafias.
    A última de que mais gostei foi uma da Silva Vieira.
    Que se pensa ser prima do Luís Filipe.
    O presidente, não o lateral.
    Também há uma actora que faz óperas de sopa muito boas na TVI, gosto muito dela.
    Agora até fez um planning há pouco tempo e tem o sorriso todo esticadinho, que parece o tampo duma mesa de sala-de-jantar.
    Parece muito mais nova.
    E no outro dia houve aquele assalto dos brasileiros no banco do milénio.
    Ou foi no outro, no BesNet?
    Podia ler-se sobre isso tudo no jornal da bola.
    Parece que um dos brasileiros desfaleceu porque levou um tiro no câmbio.
    E o outro ficou muito mal, em colma.
    É como se estivesse deitadinho numa cama de colmo, segundo dizem os da média.
    Os mesmos que falam muito sobre a madalena, mas que nunca mais a encontram.
    Diz que está por aí raptada numa rede de pé-de-filia ou lá o que é.
    Uma rede construída com uma planta que vem do Brasil.
    Da mesma espéss da MariaJoana ou lá como diz o meu mai novo, o Arnaldinho.
    Coitadinho do Arnaldinho, tem um amigo lá na escola que tem ataques eléctricos, fica todo a espumar-se da boca que parece um barril de imperial que acabou e tenta comer os cintos dos outros meninos.
    É um bocado im-pressionante, para o meu Arnaldinho.
    No outro dia lá lhe expliquei que ele tem de pôr um anafiláctico na pilinha quando for brincar aos médicos com a chavala dele, para ela não ficar de pontapé nas costas.
    Mas ele nada, diz que ela não tem micróvios e que não tem mal porque fez uma ladeação das trombas de farófia e já não tem o priúdo.
    Ele lá saberá, já tem 12 anos, já é um indulgente.
    Bom, vou dar uma volta e apanhar ar, que isto das intranets diz que faz câncaro no cérevro.
    À tarde ainda tenho de ir ao doutor rino e passar pelo Líder a comprar ciboilas para fazer o revogado da carne.
    A ver é se não me esquece os moldes do autocarro senão tenho de pagar uma rifa única e sai muito mais caro.

    sexta-feira, outubro 03, 2008

    Meo Anormal

    Não, não falta uma letra neste título.
    Não, não é um equívoco.
    Não, não deveria ser "meio anormal" ou "meu anormal".
    É mesmo MEO ANORMAL.
    E porquê?
    Porque foi graças ao senhor MEO e ao senhor canal do Benfica que ontem o (grande) autor e seus semelhantes tiveram que ouvir o relato do Benfica-Nápoles na internétxi, no sítio do picapau amarelo... aaah... da TSF, porque o jogo não passava em nenhum local.
    Muito obrigado senhor MEO, já não basta um gajo estar longe e ter de ver os jogos em bares onde a cerveja mais barata custa 3,50€, agora nem isso.
    Sim senhor.

    terça-feira, setembro 30, 2008

    Back To Barcilónia

    O (grande) autor está de volta à terrinha, depois das férias na terra.
    E veio de avião.
    Bom, hoje em dia já toda a gente anda de avião.
    Aliás, por vezes, é mais caro vir de comboio do que de avião.
    Até os bebés andam de avião.
    Ui, os bebés.
    Por falar nesses seres do demónio que não têm botão de "off".
    Se vierem num avião com um bebé, tomem um calmante.
    Se vierem num avião com 4 bebés (como sucedeu ao vosso amigo), tomem quatro calmantes.
    E assim sucessivamente.
    Porque um bebé fora de um avião pode ser muito fofo e tal, mas dentro dum avião não há como atirá-lo de um penhasco e eles não cabem nas sanitas das casas-de-banho dos aviões.
    Ou se couberem, é a muito custo e entopem o sistema todo.
    Porque é a vontade que se tem, perdoem-me as mães e pais babados de raiva que estão a ler este texto.
    Levar um bebé num avião (assim como uma criança malcriada e mimada) é pior que levar um terrorista.
    Porque o terrorista ainda tenta que o avião caia e que a malta morra e despacha o assunto a modos que rapidamente.
    Mas o choro e os gritos de um bebé ou de uma criança malcriada e mimada não matam e não acabam e quando o avião começa a descer ainda pioram e levam até a Angelina Jolie a não querer adoptar aquele puto birmanês que faltava e fazem com que o (grande) autor ache que afinal não quer filhos e que se os tiver nunca os levará num avião até eles saberem tomar calmantes também.

    quinta-feira, setembro 25, 2008

    O País 'tá Fechado

    Há uns dias conversava o (grande) autor com umas pessoas queridas sobre o fenómeno fronteiriço Europeu e a falta dele actualmente.
    Que hoje em dia se entra e se sai de qualquer Itália ou Alemanha sem qualquer problema ou controlo reiterado.
    Mas que no tempo em que os animais falavam, as fronteiras, e aqui surge o exemplo de Portugal, fechavam.
    Não sabiam os intervenientes se sucedia noutros países, mas alguns dos presentes sabiam que as de Portugal fechavam entre a meia-noite e as-não-sei-quantas, dado terem sido confrontados com a situação, na época.
    Assim, imagina o (grande) autor um diálogo entre um passageiro e um guarda fronteiriço.

    - Boa noite Sr. Guarda.
    - B'nôte.
    - Então... era para passar a fronteira se faz favor.
    - Oh amigo, iss é que nã pode ser.
    - Não pode ser? Mas como? Eu sou português, quero entrar no meu país...
    - Uuuui... iss tamém eu queria que o Sporte fosse campiaum, mas iss tamém nã há maneira...
    - Então mas não posso entrar no país porquê??
    - Pôs... O país tá fechad, caro amigo. Abre às 10h.
    - Então mas são uma e meia da manhã... vou ter de esperar até às 10h??
    - Pôs...
    - Mas isso não tem jeito nenhum, a minha mulher está à minha espera para eu a levar ao hospital para ter a criança...
    - Então mas puquéque você me foi sair do país quando tinha dir levar a sua mulher a parir?
    - É que ela estava com apetites de caramelos e já se sabe que caramelos é em Espanha...
    - Pôs... olhe, tivesse tido os apetites antes da meia-noite. Agora o país tá fechado.
    - Mas até às 10h é imenso tempo... o que é que eu hei-de fazer estas horas todas??
    - Olhe, faça-me companhia... sabe jogar crapô?
    - ???!!! Oh Sr. Guarda, deixe-me lá entrar no país... a minha mulher vai dar à luz a nossa primeira criança...
    - Pôs... mas nã pod ser. O país tá fechado e se eu o abrir vou pó olh'da rua, tá a pecever?
    - Mas até às 10h? Tão tarde? Não abre mais cedo?
    - Nos outros dia abre, mas amanhã abre mais tarde porque é dia de limpezas do posto, temos tido problemas com as sanitas, entopem e fica um cheir' a merda que nã se pode. E é a imagem do país que tá em causa, tá a pecever? Nã querems a estrangeirada a entrar aqui assim, nã é? Dá má impressão do país, tá a pecever?
    - Ai a minha vida...
    - Olh' amigo, você tente entrar ali mais acima, qu' hoje tá de serviço o Morais... o gajo às vezes dá umas abébias, se você lhe der assim... digams... uns caramelos, tá a pecever?

    quarta-feira, setembro 24, 2008

    Regresso Das Férias

    Como o (grande) autor também é humano, merece umas férias como todos os seus semelhantes.
    Assim, está o gajo de volta à civilização, bem como à diarreia literária.
    Na viagem de regresso lá da Penha Longa, foi fornecido ao vosso amigo um jornal para entretenimento durante o aborrecimento da viagem.
    E nele vinha esta notícia.



    E é tudo, por hoje, que só isto já chega para fazer pensar.

    quinta-feira, setembro 11, 2008

    O Novo Gabriel

    Temos sucessor para o Gabriel Alves.
    O homem que devia fazer anúncios para marcas de champô, Rui Santos, conseguiu proferir a seguinte pérola, referindo-se às diferenças de alturas dos jogadores presentes no jogo de ontem de Portugal contra a Dinamarca.

    "(...) nós, perante os armários de pinho escandinavo, respondemos com uma mesinha de cabeceira, que é o João Moutinho."


    quarta-feira, setembro 10, 2008

    Mais do Mesmo (alterado geneticamente)

    Pedindo as devidas desculpas pela insistência no tema, quer o (grande) autor deixar aqui uma continha de multiplicar.

    Parque da Bela Vista - Leva na boa 75.000 pessoas.
    Bilhete para La Madonne - 150€ o mais barato.

    75.000 x 150 = 11.250.000

    11 Milhões e 250 Mil Euros.
    Onze Milhões e Duzentos e Cinquenta Mil Euros.
    Pelo menos.
    Por duas horas de trabalho.

    E agora, como diziam na Rua Sésamo há uns anos:
    O que é que está mal aqui?

    (e agora vem a parte alterada geneticamente)

    Bom, como frisaram alguns leitores, há que descontar os ordenados dos outros músicos, dos trabalhadores, etc...
    Sim, só isto, porque viagens, hotéis e aluguer do espaço são oferecidos, claro.
    A Madonna move montanhas e as montanhas vão atrás dela.

    O que quer o (grande) autor salientar é que não pagaria 150€ para ver qualquer espectáculo.
    Porque é um insulto.
    Porque se o preço fosse 300€ ou 400€, o recinto continuaria a estar cheio, porque as pessoas pagam.
    E mesmo que o espectáculo seja uma merda, como foi a Britney e a Amy, as pessoas continuam a dizer que foi lindo.
    Quando os Police foram tocar ao Estádio Nacional, não sei quantos milhares de pessoas que pagaram essa alarvidade nem viram o espectáculo porque estavam no trânsito, tal era o congestionamento nas entradas para o Estádio.
    Isto é para rir ou para chorar?
    Ri-se quem não lá estava, chora quem ficou no drive-in mais caro do mundo a curtir o som levado pelo vento.

    E, mais importante, enquanto houver gente a pagar esses preços, quem vai engordando não quer emagrecer.
    Bruxo...

    segunda-feira, setembro 08, 2008

    It's the Madonne, baby.

    "Abrir restaurante ou montar quiosque é menos rentável que vender bilhetes para o concerto daquela nossa senhora virgem, a Madonna." in 22horas

    Pois é, este é um novo negócio, uma espécie de trabalho em part-time, para ganhar uns trocos para o Verão de São Martinho, que está quase aí.
    De um universo de 3 amigos, 7 já tentaram vender um bilhete para o espectáculo ao (grande) autor.
    Mas sempre de 150€ para cima.
    Ora, o (grande) autor até simpatiza com a senhora e até jantaria com ela, mas não paga o preço de um bilhete de época do Glorioso para ver uma ícone da Pop a falar para um microfone durante um par de horas.
    Se ainda se tratasse de um concerto só para a elite, na academia de Linda-a-Velha ou na Incrível Almadense, agora um concerto para o povão...
    Até porque se formos considerar os espectáculos (??) proporcionados anteriormente no mesmo espaço, que envolveram o mesmo tipo de ícones da Pop, pode ser que a senhora Madonna venha para o palco fazer de mimo, alcoolizada e de cabelo rapado, enquanto canta em playback e snifa umas linhas laterais do estádio do dragaum.
    Mas, desde que venha, um gajo aplaude e diz que adorou e que foi maravilhoso e que valeu os 150 marmelos atravessados no bucho e que ela 'tá novíssima e que inveja.
    Porque se é da Pop não é flop.
    São poetas de karaoke. *







    *in Sam the Kid - Poetas de karaoke.
     
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