quinta-feira, outubro 28, 2010

Na Baixa de Lisboa

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Quem será?
O que teria?
Melhor estará?
Ou mentira seria?

quinta-feira, outubro 14, 2010

Delbert Grady

E para a sobremesa?
À sobremesa como sempre uma bolacha maria.
Uma bolacha?
Sim, à sobremesa como sempre uma bolacha, Maria.
Não sabia?
Pois se vamos passar a interagir mais, é melhor que fique a saber.
Café sem açúcar.
Galão com leite frio no Verão.
Galão com leite morno no Inverno.
Galão com leite quente nos dias de Inverno mais frios.
Dias como o leite no galão no Verão?
Isso.
E não se levam tachos para a mesa.
Não se acendem velas, que me encandeiam.
A sopa morna em malga.
O guardanapo, de pano.
E sirva pela direita.
Como se tivesse eu a prioridade?
Sim, mas neste caso fazemos como se estivéssemos em Inglaterra.
Por isso perco a prioridade?
Sim.
Mas sirvo à mesma pela direita.
Sim.
Se é peixe, talheres de peixe.
Se é carne, talheres de carne.
E se for arroz de polvo?
Polvo é peixe.
E se for vegetariano?
Não como, por isso não será.
E no final, palitos?
Nunca.
Então que vem no final?
Vem a bolacha, Maria.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Luchino (cont.)

Na sequência da posta anterior, um dos (grandes) leitores enviou para o émaile do (grande) autor a seguinte imagem:



Está tudo dito.

Luchino

O dilúvio abate-se sobre Lisboa, fazendo a capital portuguesa parecer Veneza.
O dilúvio está de ordem tal que algumas pessoas o designam por "chuva da morte".
Outros dizem, ah, se ainda cá andasse o Visconti...

quinta-feira, setembro 30, 2010

Aprender A Governar I


Quando tiver boas notícias para dar aos cidadãos (ou pelo menos quando for do seu interesse que todos ouçam o que tem para dizer) espere pelas 20h, para poder abrir todos os telejornais.


Quando tiver más notícias para dar, especialmente as relativas ao injusto aperto dos cintos dos cidadãos, faça o comunicado durante o decorrer de um jogo da equipa com mais adeptos do país.

quarta-feira, setembro 22, 2010

George

Naquela loja onde se vende café em cápsulas e máquinas de café caras, sempre que um gajo vai lá beber um café à borla, porque finge que é cliente e tira uma senha e salta de fila para fila a jogar ao "se calhar ainda vou comprar qualquer coisa", as funcionárias dizem sempre, quando um gajo vai a botar a beiça na chávena:

Espero que aprecie.

E um gajo pensa sempre:
Oh minha amiga, eu sei que é pr' mim.

terça-feira, setembro 21, 2010

19_22

Atalhando caminho, o (grande) autor conheceu ontem uma jovem que, tendo 25 anos, se quer divorciar do marido.
Fica a história.


quando casaram, namorado e namorada

estava ele em prisão preventiva
mas ela, inocente o pensava
e da felicidade ia ela ser cativa

foi a boda na cadeia, 19 anos, uma cria
foi a julgamento tinha 20, da adolescência à boleia
quando foi condenado, 21 anos de rebeldia
e condenado foi a 22 anos de cadeia

agora, como explicar a uma mãe zelosa
e como explicar a uma mulher querida
que pode alguém libertar-se de si mesmo
e condenar-se a mais anos de cadeia do que os que tem de vida

terça-feira, setembro 14, 2010

Por Falar Em Relações Contratuais

Disse uma jovem actriz portuguesa no seu discurso de agradecimento, ao receber o globo de ouro:

"(...) quero agradecer à Louis Vuitton... e aos meus pais."

Prioridades são prioridades.

segunda-feira, setembro 13, 2010

6 Gladiadores 6

Hoje em dia, um gajo vê filmes como o "Gladiador" e, nas cenas das lutas, em que os gladiadores se matam uns aos outros para deleite do olho humano, pensamos "como é que isto era permitido?"
Daqui a uns anos, felizmente, outros gajos verão filmes sobre touradas e, nas cenas em que o touro é espetado e gozado e cansado e morto para deleite do olho humano, pensarão "como é que isto era permitido?"
Ai ai ai ai, que exagero, o ser humano não é comparável com o animal, dirão os amantes da tourada.
Mas o que não é comparável é o mal que os animais não fazem ao ser humano com o mal que o ser humano lhes faz.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Os Carlos Desta Vida

Há uma nova forma de devolver a bola para o Campus da Justiça.
Cala-te, Montesquieu, separação de poderes o caraças.
Quanto muito, com boa-vontade, temos no nosso tempo uma aglutinação de poderes.
Porque a televisão é a parte II do terceiro poder.
Legislativo, Executivo, Judicial-televisivo.
Hoje em dia, que interessa ser condenado?
No dia seguinte estamos na Televisão a dizer que somos inocentes e que é tudo uma cabala.
E a malta acredita.

Mas será que alguém entende o americanismo (e movimentação de influências) que é juntar no Prós e Contras condenados, juízes, jornalistas, advogados, vítimas e juristas para falar sobre um processo e tentar ... ?


Muito mais haveria para dizer sobre isto, mas um gajo fica cansado de ouvir e debater sobre tanta mentira.
E pensa cada vez mais que compreende a malta que se muda para um país nórdico qualquer porque porventura lá é que se está bem.
Porque a vida são dois dias e o carnaval são três e não vale a pena tentar mudar um país que só com um reset geral é que ia lá.
Não é desertar nem desistir, é encarar e medir.

segunda-feira, agosto 23, 2010

Abuerto

A única vantagem que existe no aborto ortográfico é a de que nunca havemos de ser multados por não o respeitar.
No máximo, daqui a uns 50 anos, chamar-nos-ão "saudosistas da escrita" ou outra estupidez qualquer, por nunca termos adoptado a nova moda.

Já agora, quando a Iberia se formar (não tenham dúvidas de que acontecerá), pimbas, toma lá mais uma reformazinha e mais um aborto ortográfico.
Mas nessa altura, os (grandes) autores da época, em vez de "aborto", usarão o termo "abuerto" ortográfico.

segunda-feira, agosto 16, 2010

Ação/Reacção

Hoje em dia é cada vez mais complicado ler artigos em que o aborto ortográfico não é utilizado.
E ao (grande) autor sucede o seguinte.
Vai-se a meio de um texto, a um ritmo emocionante, está-se a gostar do que se lê, mas, de repente, sem aviso, lá vem a merda da ação, da adoção, da eletricidade, do diretor, do ótimo e do objeto.
A linha de pensamento é interrompida, o fio perde-se, há uma travagem brusca no cérebro, o texto passa para segundo plano, a falta de um "p" ou de um "c" torna-se o centro das atenções.
Automaticamente pensamos que está ali um erro, apenas para, no nanosegundo seguinte, nos lembrarmos que aquele erro agora não é defeito, é feitio.
E que feitio de merda.
Desculpem, de porcaria.


terça-feira, julho 27, 2010

Indo No Passeio (ou Como Ser Agredido Por Uma Batata)

Este seria um texto sobre o facto de hoje de manhã o (grande) autor ir a caminho do serviço e, de repente, lhe ter aterrado uma batata em cima.
Uma batata.
Sim, o tubérculo caulinar subterrâneo da batateira, comestível e de largo emprego na alimentação.
E sobre o facto de o (grande) autor ter olhado para cima e de ter visto outras batatas a voar, disparadas de dentro de uma casa, com a janela aberta.
E sobre o facto de essa casa ser um jardim de infância, daqueles em propriedade horizontal.
E sobre o possível facto de as educadoras de infância daquele jardim deverem estar mais ocupadas a plantar erva na varanda das traseiras da casa do que a tomar conta das crianças que se divertem a jogar batatas pela janela aberta, enquanto não se lembram de se jogarem a elas próprias, com os lençóis do ó-ó amarrados ao pescoço, como viram no filme que as educadoras as puseram a ver enquanto iam tratar da erva.
Porém, este é um tema que pouco ou nada interessa sequer ao Menino Jesus, quanto mais ao leitor.

sexta-feira, julho 23, 2010

Mel

Há muita gente por aí que ainda confunde aguardente com mel com verosímel.
A primeira é doce e alcoólica.
A segunda é a forma adocicadamente errada de se dizer verosímil.

quinta-feira, julho 22, 2010

O Texto Que Se Segue Contém Asneiras. (Mas Como É Sobre A emel Não Faz Mal)

Um gajo paga balúrdios para estacionar o carro fora da sua zona emel.
A emel não é capaz de manter em condições a merda dos parquímetros nem de fazer a manutenção das zonas para estacionar, estando muitas delas cheias de buracos e mal assinaladas.
A emel, coitadinha, não tem competência para multar quem estaciona alarvemente em cima do passeio.
Mas tem competência para multar qualquer cagalhão de cão que aterre num lugar emel.
Um gajo paga balúrdios para ter um dístico que lhe permita estacionar na sua zona de residência emel.
Não contente com esta merda, a emel descobriu uma forma de chular ainda mais o utente, lembrando-se de que o dístico podia ter uma validade.
Então, implementou a validade de um ano.
O dístico, desde que tem validade, expira.
Mas como um gajo tem mais que fazer do que controlar a validade do cabrão do dístico, um gajo deixou que o dístico expirasse, sem querer.
O cabrão do dístico expirou há nove dias.
E, ao nono dia, enquanto um gajo ia trabalhar de metro, poupando o ambiente como pode, julgando que o veículo estava devidamente estacionado na sua zona emel, um gajo volta ao veículo à hora de almoço para se deslocar em serviço e dá de caras com uma puta duma multa.
Multa ainda por cima digna de um "agente" com parkinson, tal era a ilegibilidade da puta da letra que por lá dançava.
Aproveitando o bom humor, um gajo decide deslocar-se àquele rés-do-chão que é a pseudo-loja da emel na Pinheiro Chagas.
Note-se, para renovar o cabrão do dístico, não para pagar a puta da multa.
Chegando lá, um gajo tirou uma senha.
E um gajo constatou que o seu nº era o 110.
Seguidamente, um gajo constatou que a coisa ia no 55.
Bonito.
Não desesperando, mas com vontade de assassinar alguém, um gajo começa a reparar no som ambiente.
Era o som de um daqueles cd's ZEN, com sons da floresta e do mato, com passarinhos e quedas de água e minhocas e macaquinhos a copular pendurados nas árvores.
Só podem estar a brincar com um gajo, pensavam as caras dos outros 54 pobres utentes que por lá espumavam, a ver as horas a passar e o patrão a descontar.
Resultado, um gajo iria perder umas 3 horinhas do seu dia de trabalho, para poder ficar na fila a ouvir uma música da floresta enquanto espera para pagar para poder revalidar o cabrão do seu dístico e poder estacionar na merda da sua zona emel?
Claro que não.
Muito melhor.
Um gajo vai ter perder horas de sono, acordar mais cedo e ir à pseudo-loja à hora de abertura, para tratar do cabrão do dístico, antes de entrar ao serviço, de forma a minimizar o prejuízo.
Porque ninguém sabe o que é a Internet e o pagamento por multibanco e o envio dos cabrões dos dísticos pelo correio.
Viva!

quinta-feira, julho 15, 2010

Ouvido Em Circunstâcias Que Tais

Querem dinheiro?
Vão pedir ao Sócrates.
Não foi nele que votaram?

terça-feira, julho 13, 2010

sábado, julho 10, 2010

A Mala Dos Sonhos

Rolam as rodas escadas acima, em direcção ao primeiro andar da Ordem dos Advogados.
Malas e malas cheias de sonhos e esperança.
Parece um aeroporto.
Mas em hora de vulcão, com toda a gente em terra, à espera que assentem as cinzas.
Não se faz o check-in, mas faz-se o checking dos códigos, decretos e regulamentos, milhares e milhões de páginas em quilos de papel dentro das Samsonite ou loja-do-chinês.
Ir à Ordem dos Advogados na altura dos exames, mesmo sem se fazer ainda o exame, dá dor de ouvidos.
Dor de cabeça e de barriga.
Tanta gente com tantas malas de viagem.
Uns prontos para partir, embarque feito.
Outros ficam e têm de voltar a passar pela alfândega.

quarta-feira, junho 30, 2010

vinte e nove do seis de dois mil e dez

08h - Portugal é a melhor equipa do Mundo, vamos cilindrar a Espanha.
10h - Portugal treina. Como cilindrar a Espanha.
12h - Demos 7-0 à Coreia. Do Sul? Ou do Norte? Demos 7-0, somos os maiores, melhor defesa e melhor ataque. Sete golos marcados, zero sofridos, somos os maiores. Vamos cilindrar a Espanha.
15 - Faz frio na Cidade do Cabo. Chove. Passámos o cabo das Tormentas, vamos cilindrar a Espanha.
17h - Temos o melhor guarda-redes, temos o jogados mais caro do Mundo, temos um treinador que foi campeão mundial com a rapaziada há 19 anos. Temos um jogador que não joga há 6 meses mas mesmo assim foi convocado para o Mundial. Vamos cilindrar quem nos aparecer à frente nos quartos-de-final, depois de cilindrarmos a Espanha.
19h - Está quase a começar o espancamento nos espanhóis.
19h15 - Epá, coitados dos espanhóis.
19h30 - Começou a tareia.
19h45 - Parece que a tareia se virou contra o feiticeiro.
20h00 - Portugal conseguiu ainda não sofrer golos, estamos a nivelar com a Espanha.
20h15 - Porreiro, 45 minutos já passaram, vamos aos penáltis.
20h30 - Agora é que começa mesmo o espancamento. Agora é que é.
20h45 - O jogo está equilibrado, está mesmo a pedir um AVC.
20h46 - Carlos Queiroz tem um AVC.
20h47 - Carlos Queiroz decide tirar o grandalhão para pôr o das tranças.
20h48 - Está tudo f#dido.
20h49 - Começa a tourada.
23h50 - Charisteas telefona a David Villa a reclamar direitos de autor sobre a utilização da sua técnica de "como despejar um balde de água fria em cima de dez milhões de pessoas"

sexta-feira, junho 25, 2010

amiguinhos.com

Há muitas formas de conhecer pessoas novas, seja pela internétchi, seja na selva urbana.
Nesta última modalidade, ir para o IKEA vestido com uma t-shirt amarela é garantir que as amizades com pessoas de idades acima dos 60 aumentará nessa tarde.

sábado, junho 19, 2010

Resto Fora Nada

Murió José Saramago.
España está de luto.
Saramago era muy importante para los Españoles, uno de los mejores escritores que tenían.
Joder, tío.

quarta-feira, junho 16, 2010

King

No trânsito, a pessoa vai no seu Mundo, no seu canto, no seu banco, com os seus pensamentos.
E, a avaliar pelo que se vê no pára-arranca das estradas portuguesas, procura ir sempre acompanhada de um macaquinho do nariz.
Porque devem ser boa companhia, os macaquinhos.
E, ao contrário do que se vê nos filmes do Indiana Jones, nem sempre os macaquinhos têm de ir ao ombro da pessoa.
A maior parte das vezes vão pousados no volante ou na manete das mudanças.
Isto quando não vão de ranhoca ao vento, pendurados no vidro entreaberto.

sexta-feira, junho 11, 2010

Eu Também Te Amo

Quase todo o utilizador/possuidor de aparelho de telecomunicação único (de ora em diante UPATU) sabe que existe uma sub-pasta na pasta das mensagens escritas denominada "modelos".
Estes modelos servem para que o UPATU possa escrever mais rapidamente aquela mensagenzinha ao volate, sem capotar o carro na próxima curva ou enfiar o mesmo na traseira do 726 para Sapadores.
Agora, geralmente, os modelos existentes não vão muito além do "Estou atrasado, chego às ... ", o sempre actual "Estou em reunião, telefone às ... " ou o clássico "Agora estou ocupado, telefono mais tarde".
Porém deu-se conta o (grande) autor que, pelo menos num modelo daquela marca que vai conectando as pessoas, existe um modelo muito peculiar.
Reza assim: "Eu também te amo."

Na mesma onda, o (grande) autor sugere aqui outro tipo de mensagens que poderão servir também como modelos:

"Estou no WC do 2ºpiso, o papel acabou, por favor peça à D.Gina que traga cá um rolo. Melhores cumprimentos."

"Agora não posso atender, estou a ver o canal Panda. Sim, o meu mai novo viciou-me nesta merda."

"Também gosto muito de ti, por favor compra leite."

"Sim, quero casar contigo. Mas tenho depilação às 15h nesse dia."

"Entrou-me um cisco no olho, não vejo nada, não consigo escrever mensagens."

"Não sei ler, por favor ligue-me."

quarta-feira, junho 09, 2010

Erro

Quem é que precisa do
http://www.kerodicas.com/wp-content/uploads/2010/02/GoogleBuzz.png
quando existem os e-mails com os contactos em to: e a função reply to all?

terça-feira, junho 08, 2010

Os Primeiros 11 Minutos Deste Filme

http://www.disneydreaming.com/wp-content/uploads/2009/10/Up-Movie-Poster.jpg

Contam a história de vida da maioria da população mundial.
Há que deixar a maioria para poder viver o resto do filme.
.

segunda-feira, junho 07, 2010

Back In Black

(não aconteceu mas podia ter acontecido)

- Mas o teu avô está assim muito velhinho?
- Ya.
- Mas está doente?
- Não, mas está assim quase a ir-se.
- Quase a ir-se em que sentido?
- Quase a ir-se no sentido de que a pasta de dentes dele é especial, só ele é que a usa, e é muito mais cara que as normais.
- E o que é que isso tem a ver?
- Tem a ver porque a pasta de dentes dele está quase a acabar e não lhe vamos comprar uma pasta de dentes nova.

segunda-feira, maio 31, 2010

Eu Sei Que Você Sabe Que Eu Não Sei

No serviço, onde pega a umas horas da manhã e larga a outras da tarde, tem o (grande) autor a oportunidade de ler pérolas como:

"(...) é falso e destituído de total ausência de verdade que (...)"

Em que ficamos?
O ovo ou a galinha?
Subimos para cima ou descemos para baixo?
Entramos para dentro ou saímos para fora?

Vamos desmantelar a bomba.

"é falso" = não é verdadeiro
"e destituído" = não tem, não está provido de
"de total ausência" = não tem, completamente desprovido, caraças
"de verdade" = confere, está certo, é assim sim senhores

Simplificando, o que o artista disse foi:
É falso, e não tem ausência de verdade.
Ora, se não tem ausência de verdade, é porque tem presença de verdade.
Se tem presença de verdade, então é porque tem verdade.
E se tem verdade, é porque é verdadeiro.
E se é verdadeiro, não é falso.



(paragem de digestão)

quinta-feira, maio 27, 2010

Vuvu Da Mãe Dela

Aquela companhia petrolífera laranjinha teve a brilhante ideia de vender por 1 Euro (duzentos paus) umas cornetas de plástico, para os portugueses terem com que se entreter durante o Verão, só para o caso de não desaparecer uma rapariga inglesa ou de haver pouca pedofilia estival.
Sinceramente, queria o (grande) autor apertar a mão (e o pescoço) ao David Helfgott que teve a ideia de botar essa merda no mercado.
Quer-se lá saber se é uma corneta tipicamente Africana.
O que se quer saber é o número de embalagens de Aspirina que vão ser vendidas durante o mundial.
Sim, a Bayer vai ter lucros semelhantes aos das empresas de telecomunicações móveis no período natalício.
Volte o Scolari e as bandeiras ao vento, que ao menos não faziam barulho.

terça-feira, maio 25, 2010

O (grande) Autor Está Muito Feliz

Por não ter sido uma daquelas pessoas que passou 2 (duas) noites ao relento para ser um dos primeiros a entrar no IKEA de Loures e receber um vale-ikea de 100 (cem) euros.

quinta-feira, maio 20, 2010

EMEL + Parques Tejo = 4ever love infinitos milhões

O (grande) autor desempenha funções diurnas que o levam a poder estacionar na zona de advogados num parque de estacionamento de um Tribunal.
Para tal, é usual que o sujeito coloque a sua cédula profissional no tablier interior do veículo, para se identificar e ser identificável.
No caso ora relatado, chegado ao dito parque, a zona para advogados estava cheia de veículos não identificados.
O resto do parque, claro, estava ocupado por formigas e ervas daninhas.
Dada a hora da matina e a diligência começar daí a dez minutos, aparcou o (grande) autor no lugar para cidadãos "normais" imediatamente ao lado do último lugar para os cidadãos "anormais", os tais, colocando a sua cédula, bem visível, no tablier.
A visita ao santuário da Justiça tardou 50 minutos.
Quando o vosso "anormal" regressou para junto da sua viatura, é óbvio que a mesma se encontrava multada e bloqueada.
Talvez até violada, mas como não falava, nada informou.
Junto dela, os primos dos Emeis, os Tejos.
Emel, Parques Tejo, farinha do mesmo saco, mas confeitaria que já enjoa um gajo.
Claro que informaram o (grande) autor numa linguagem técnica irrepreensível, que a viatura-ligeira-de-quatro-rodados estava bem estacionada, mas que não tinha efectuado o pagamento, que se efectua através da introdução de moedas no interior da parte de dentro da máquina ali ao longe toda cheia de gatafunhos porque os miúdos da escola aqui em frente não têm EVT e então vão brincar aos artistas para a rua e que se não tinha lugar disponível onde tinha direito a estacionar sem pagar por causa de uns quaisquer portugueses, devia ter chamado a polícia, para rebocar os invasores, que aquela zona especial de corrida era da competência da polícia.
Claro que depois de tentar argumentar com os jovens e apelar à compreensão deles, que um gajo pôs a cédula e estacionou meio metro ao lado da zona onde era suposto para não ter de pagar e que o parque estava vazio, depois de ouvir frases como "mas nós fomos compreensíveis consigo, esperámos meia-hora", chega um gajo à conclusão que a cédula profissional vale tanto ali como um cartão do Continente na caixa do Pingo Doce.
E que um cérebro naquelas cabeças seriam pérolas a porcos.
Pague-se então 60€.
A máquina para o cartão não funciona, tem de ir ao multibanco mais próximo.
Que fica a? 2Km, está claro.
Como começou a chover, um dos jovens lá criou no local um serviço de transporte ad hoc, levando os donos dos veículos bloqueados a levantar dinheiro.
Isto é verídico.
O (grande) autor foi à frente, lugar do morto, enquanto o funcionário levou os infractores
a levantar dinheiro.
Só faltou a lancheira e o "Sr. Condutor, ponha o pé no acelerador".
Já com 60€ no bolso, de volta e junto do veículo, desbloqueado o mesmo, "pode seguir, obrigado".
Mas o (grande) autor não tinha pago.
E podia ir-se embora sem o fazer, porque com a ida ao multibanco e a chuva e tantos bloqueados para tão pouco cérebro, os jovens já não sabiam a quantas andavam.
- Posso-me ir embora?
- Sim, sim, obrigado.
- Então e não querem que pague?
E de repente 60€ passaram a valer bem mais e transformaram-se no preço a pagar pelo bilhete na primeira fila para assistir à expressão facial dos três jovens e aos agradecimentos por tanta e tão (grande) honestidade.
- Trouxa sou eu, não é?
- Não, você é sério... obrigado.
Ser "sério" é não permitir que os 60€ fossem sair do bolso deles ao fim do dia, quando as contas fossem bater mal.
Um gajo sente-se um bocado otário, mas um gajo dorme bem à noite e dá o exemplo.
Alguém que o faça.
Porra.

quarta-feira, maio 19, 2010

Correio Dos Leitores

Enviado por uma (grande) leitora, ouvido ali para os lados do Martim Moniz, parede meias com o Campo Santana:

neta de 3 anos para a avó: C A L A - T E

avó (a rir): Ai Ai! Parto-te os dentes todos! Parto-te a boca toda, oh lá se parto!

segunda-feira, maio 17, 2010

Verdade The La Police

Depois de Sábado e Domingo a comer bem ao almoço e ao jantar, à Segunda-feira a fome para o almoço chega à hora da merenda.

sexta-feira, maio 14, 2010

Gatinho Roubeiro

na Amadora, em 1900 e tais
havia um grupo de orelhas moucas
que tinham por apanágio nos estendais
fazerem suas, as alheias roupas

usavam um gatinho, belo animal
para o atirarem ao ar, do rés-do-chão
agarrava-se o gatinho à roupa no estendal
e cá em baixo, esperava o espertalhão

o gatinho, força da gravidade
voltava para baixo agarrado às camisolas
unhas cravadas, produto de qualidade
e cá em baixo, os apanha-bolas

roupa nova, como se quer bem
pelo preço mais baixo, sem gastar dinheiro
uns pares de calças, camisolas e camisas também
graças às unhas do gatinho roubeiro

quinta-feira, maio 13, 2010

Tolerância De Ponto

.
FOI O QUE O PAI ME ENSINOU.

O Beijo Na Boca

Hoje beijou o (grande) autor uma anciã.
Beijou-a na boca, sim.
Com vontade, com garra, com determinação, com sono.
Porquê?
Não que haja qualquer mal em beijar velhotas na boca.
Mas desta vez foi um beijo indirecto.
Porque a chávena onde tentou beber o café matinal no café habitual estava mal lavada e o cheiro e o sabor do batom da avozinha ainda lá estavam.
Que bom começo de dia.

segunda-feira, maio 10, 2010

Sabem Quem É


O Senhor a preto e branco?
É o responsável por isto tudo.
Oh, Sport Lisboa e Benfica, o campeão.

terça-feira, maio 04, 2010

Ole


Daqui, sugerido por alguém, etc.

sábado, maio 01, 2010

Dona Lurdes

Um dos grandes problemas de hoje em dia no interior das casas de habitação, ao contrário do que indica a estatística, não é a violência doméstica resultado de maus resultados futebolísticos.
É sim a violência auto-infligida derivada da tentativa de colocação de capas de edredon nos mesmos, depois de se atirar tudo pela janela ao fim de 15 minutos de luta com pontas mal esticadas e enruganços irritantes.

sexta-feira, abril 30, 2010

Pergunta O Ilustre Leitor: Que Tem A Ver A Indonésia Com O António Sala?

Começando uma conversa tendo como tema "destinos de férias longínquos", facilmente se lá chega.
Se lá chega, mas não literalmente.


INDONÉSIA,


LAOS,


CROÁCIA,


SURINAMI,


ORIGAMI,


MONOPÓLIO,


SCRABBLE,


PALAVRA PUXA PALAVRA...


ANTÓNIO SALA.


quinta-feira, abril 29, 2010

="= (ou bigodes de gato)

fala-se de escrutínio, nível mundial
de escolhas, páginas de amor e dor
não interessará ao comum mortal
viver a dimensão de um (grande) autor?
o que sai nestas linhas é criticável
igual positiva e negativamente
mas o mais terrível e louvável
é sentir a pena a deslizar levemente
como que incrível e possível fosse
escrever ou dizer para que fique tapado
mas confessando, "enganou-se"
ao deixar escapar para um céu estrelado
o publicável tem um buraco de audiência
o íntimo tem uma fechadura sem chave
nem com a maior chinesa paciência
se abre tal cabeça dura, tão suave.

quarta-feira, abril 28, 2010

Há Coisas Piores, Mas...


Não deixa de ser chato chegar ao carro de manhã para ir pegar ao serviço e ter o bicho neste estado.
Obrigado, pessoa que bateu e fugiu sem deixar contactos.
Espero que não fique sem travões a descer para o parque de estacionamento do El Corte Inglés.

segunda-feira, abril 26, 2010

Eutanásia

“O meu papel aqui é dizer-lhe se fez o que estava certo ou não, e você fez o que estava certo. O seu cão estava em sofrimento e os próximos dias seriam apenas um prolongar desse sofrimento…”

Talvez esta seja a única situação em que os animais têm mais direitos do que o Homem.
Susana Lourenço.

sexta-feira, abril 23, 2010

Uma Imagem Vale Onze Palavras


If you're happy and you know it clap your hands.


Não é uma frase do filme.
Mas podia ser.
Quem viu, entende.
Quem não viu, vá ver.

segunda-feira, abril 19, 2010

YYYYYYYYYYY (ou casinhas geminadas)

como os antigos querias escrever
letra a letra querias fazer rir e chorar
nas tuas linhas querias que deslizassem
por páginas tuas se perdessem
e teus contos nunca terminassem

querias não falar sozinho
olhando-te ao espelho e não entendendo
que quem te responde és tu outro
que nunca ouvirás outro eco
que o teu pensar está oco

querias um sentido ao dia-a-noite
que as horas não passassem de horas
querias sentir essa dor e esse amor
essa bifurcação que converge
querias ser um (grande) autor

sexta-feira, abril 16, 2010

Isto Não Tem Graça Nenhuma

Hoje o (grande) autor e alguns amigos viram uma senhora a ser assaltada.
E o que lhe levaram?
O carro.
Parecia uma discussão, lá ao longe.
Quando um gajo se apercebeu da cena, já o criminoso lhe tinha tirado as chaves do carro e ia a acelerar rua fora, com a senhora no passeio, impotente, a gritar.
E o episódio aconteceu ao pé da Av. da Igreja e da Av. Roma.
Numa zona "bem".
Enfim, esta merda está-se a tornar no Texas.

Pergunta:
E que vamos nós fazer?

quinta-feira, abril 15, 2010

Anedota Verídica

Em conversa entre (grandes) amigos:

- Então, vamos ver o Benfica ser campeão no Dragão?
- Epá, eu queria, mas o não-sei-quantos é um menino, diz que é muito perigoso, não quer ir...
- Então e se fôssemos antes ver o Papa Bento a Fátima, achas que o não-sei-quantos já viria?
- Epá, da forma como andam as coisas, sendo que o não-sei-quantos é um menino, também é melhor não se chegar muito ao pé do Papa...

quarta-feira, abril 14, 2010

Defeito Perfeito

Ser perfeito?
Ninguém é perfeito.
Perfeito é alguém que nos aponta um defeito.
E é perfeito, por saber que não o é e por nos fazer ver que tão pouco o somos.
Ter um defeito é perfeito.
Defeito a defeito, cada vez mais perfeito.
Ser perfeito?
Nunca ser.
E se o for?
Sê-lo contrafeito.
E lutar por deixar de o ser.
E arranjar algum defeito.
Isso sim, é perfeito.

terça-feira, abril 13, 2010

Lá Vão Eles

(grandes) primos, fotografados pelo (grande) autor

Lá vão eles, montar a tarde, montar a vida.
Lá vão eles, com tudo pela frente e um par de fraldas na algibeira.
Vão conquistar tudo, primeiro a relva, depois as árvores.
Um dia chegarão à mais alta e lá plantarão a sua casa.
A casa na árvore.
Não querem saber dos doces que ficam para trás, dos cérelacs com colher de plástico.
Eles vão mais longe, eles vão fabricar as suas camas de grades.
Mas sem as grades.
Para poderem fazer o que eles querem, não o que os outros querem que eles façam.
Sabem pouco, mas sabem que querem saber mais e saber que sabiam tão pouco e agora sabem tanto.
Não há finais felizes, ou terríveis desfechos.
Não há amanhã, nem ontem.
Há o Sol de agora, que os obriga a ter os chapéus na cabeça.
E há todo o quintal, todo o Mundo para desbravar.
Antes que a noite caia e com ela o medo do escuro se levante.
Ou antes que os sacanas dos adultos os apanhem.

segunda-feira, abril 12, 2010

Ovo De

Assistiu o (grande) autor ao seguinte episódio.
Viu com os seus olhos, ouviu com o seus ouvidos, aqueles que o crematório àdes cremar.
Estão duas jovens bem parecidas, bem tratadas, bem postinhas, junto à praça do Campo Pequeno.
E, contemplando a câmara da morte, dizem:

- Então isto é o quê?
- Não sei, isto é que é o Colombo?
.

sábado, abril 10, 2010

Prostitulavrar

De manhã, tomando o café com leite e comendo a papa de aveia, costuma o (grande) autor sintonizar na Sic Notícias.
Ora, uma das rubricas matinais da estação consiste em colocarem uma senhora a comentar artigos/acontecimentos/merdas-que-não-interessam-ao-menino-jesus que viu na internétchi.
Olhem que trabalho tão interessante, importante e desgastante.
A coisa consiste mesmo em navegar na internétchi, ler umas merdas e ver uns vídeos e depois, em directo, falar sobre isso, mostrando o conteúdo do que andou a "pesquisar", que geralmente anda entre o nascimento de um panda com 5 patas num jardim zoológico do fim-do-mundo e a senhora que bateu o record de maior nº de cigarros fumados dentro de um túnel de vento.
Sim senhores, assim vale a pena.

Aliás, hoje em dia o termo "pesquisar" é a prostitulavra mais cara do dicionário.
Mas isso são outros quinhentos, material para outras núpcias.

quinta-feira, abril 01, 2010

G

O melhor de se trocar e-mails com o departamento de sócios do Sport Lisboa e Benfica é que os textos podem terminar sempre com "Saudações Benfiquistas".

quarta-feira, março 31, 2010

Numa Ruela Em Évora

sábado, março 27, 2010

Miopia Cerebral

Com o chegar da Primavera devem estar quase quase quase a sair aquelas reportagens naquelas revistas visionárias sobre aquelas praias paradisíacas que ainda ninguém descobriu, sem ser o francisco-esperto do jornalista.
É mesmo bom, saber que se existe um cantinho-só-nosso qualquer no meio desta selva que a todo o momento poderá ser revelado numa edição com mais de 100.000 exemplares.

Já agora, era de agradecer que os mesmos jornalistas fizessem uma reportagem sobre:

- os números do euromilhões, do totoloto, do joker, da lotaria e do totobola de todos os países que vão sair na próxima semana;
- onde comer bem, barato e sem confusão, dentro de Lisboa, com boa vista, lugar à porta e empregados que não façam piadas sobre o que se "queria, já não quer?" por 5,50€;
- uma garagem onde os mecânicos não nos assaltem e não inventem problemas no nosso carro em locais onde o Sol não bate;
- um bar onde a música seja boa, o ambiente tranquilo, para fumadores, com cerveja barata e uma sala à parte insonorizada cheia de ecrãs gigantes a dar futebol;
- uma loja do cidadão que esteja sempre a cheirar bem, com um máximo de duas pessoas à nossa frente, com lugar para estacionar à porta, em que quando se tira uma senha nos oferecem uma coca-cola com gelo e sem limão e uma senhora robusta nos faz uma massagem enquanto esperamos pela nossa vez.

E quem se lembrar de mais ideias para reportagens, deixe-as aqui nos comentários, para os senhores jornalistas as aproveitarem e praticarem um serviço púbico.

sexta-feira, março 26, 2010

Sem Bagagem, Mas Com Bagagem

Quando o (grande) autor apanha um taxi conduzido por um taxista estrangeiro e lhe diz que vai para a Avenida Gago Coutinho, o (grande) autor gosta que o taxista lhe pergunte quem era esse senhor.

FMI

Diz Portugal para a Comissão:

- Oh mããããeee, também queroooo.
- Oh filho, mas a tua irmã Grécia é que precisa, tu não precisas.
- Ai não preciso? Vais ver se não preciso.

(cenas do próximo episódio: Portugal entra em birra económica até chegar à bancarrota)

quinta-feira, março 25, 2010

O (grande) autor Também Sabe Inventar Provérbios

Porquê gozar com as derrotas dos nossos adversários, quando podemos regozijar com as nossas vitórias?

terça-feira, março 23, 2010

quinta-feira, março 18, 2010

Na Terra e No Mar

Conteúdo de mensagem escrita enviada ao (grande) autor por uma (grande) amiga, que nem é assim muito adepta de futebol, em geral, exceptuando uns gritos pela antiga selecção Portuguesa:

"Está uma mãe com um filho. Num banco do metro... Ouço alguém cantar... É a mãe. Canta uma canção de embalar ao filho, que pisca os olhinhos de sono... Presto mais atenção. Concentro-me na canção... Ouço:
- Força... força, Benfica... Clube do meu coração..."


Mais alguma pergunta?

No Metro

Homens que matam cabras só com o hálito.

quarta-feira, março 17, 2010

Hoje Abriste Tu A Loja

Hoje abriste tu a loja, sim senhores.
Abriste o toldo, com aquela manivela mágica e comprida que se encaixa no manípulo e te permite, a metro e meio de distância, fazer descer aquela lona tão bonita e de cor laranja que berra "É Frutóóó Chclaaaaate".
Sim, é o que vem lá escrito, apesar de te ter tentado demover, era o nome que tu querias.
É o meu negócio, eu é que sei!, gritaste-me naquele dia, com a certeza de que eu tinha razão.
Ligaste o rádio na rádio Cidade e compuseste as caixas de Milupa e os chocolates que se mexeram e saíram um bocadinho da formatura por causa daquele terramoto que ninguém sentiu durante a noite.
Puseste as caixas da fruta cá fora, varreste um bocadinho da entrada, enquanto falavas à dona Palmira, a da loja de roupa para criança que há aí ao lado.
Conversaram sobre a operação à próstata do marido dela, sobre os joanetes dela e sobre a ida para Erasmus da filha dela.
Tudo ela, tudo ela.
E tu nada.
Farta da conversa e com o primeiro cliente a entrar, entraste para dentro, como tu costumas dizer e, por fim, ligaste a máquina registadora (catchiiiin), completamente vazia de notas, apenas com algumas moedas, mas cheia de esperanças e sonhos, pronta para mais um dia de trabalho.
Aquele catchiiiin foi o som do tiro de partida para mais uma parte da tua vida.
Hoje abriste a tua loja, sim senhores.

terça-feira, março 16, 2010

Parafraseando

"Eu tenho uma bexiga tão grande, que é uma bexiga olímpica."
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segunda-feira, março 15, 2010

Questões Que Não Nos Deixam Dormir I

Será que Sobral de Monte Agraço tem mesmo um parque infantil?

domingo, março 14, 2010

Birralhos

Tal como os cães ouvem a voz do dono como a de ninguém, tal como apenas alguns animais ouvem certos sons e tal como algumas pessoas só ouvem aquilo que lhes apetece...
Também as criancinhas deviam chorar e berrar numa frequência em que apenas os seus paizinhos ouvissem.
Botaram o menino no Mundo, não foi?
Foi giro, fazer o menino, não foi?
Acham que fizeram um bom trabalho, não é?
Pois agora tenham exclusividade auditiva durante a birra do menino.

domingo, março 07, 2010

h

De facto, a prova do egocentrismo [ou geocentrismo, como alguém disse e bem(humoradamente)] da raça humana faz-se com imagens como esta.

sábado, março 06, 2010

Digam Lá Se Não Vos Apetece Uma Noite À Lareira

A quem é que poderá não apetecer uma noite à lareira??

sexta-feira, março 05, 2010

Aviso À Navegação

Mastigar pastilha elástica de boca aberta não confere à pessoa um ar de quem está à vontade e seguro de si mesmo.
Confere sim um ar de quem é um labrego e não sabe mastigar de boca fechada para os seus semelhantes não terem de ouvir aquele som de quem está a marchar de botas de biqueira de aço em cima de alcatrão derretido.

quinta-feira, março 04, 2010

Face Off

Caso o leitor não saiba, há uns programas de remodelar pessoas e casas na cadeia SIC, à semelhança de programas existentes noutras estações televisivas, noutras línguas.
Dois desses programas chamam-se "Querido, Mudei A Casa", geralmente relativo a remodelações em fracções autónomas em prédios urbanos e "Cara Nova", este relacionado com remodelações em exemplares da raça humana.
Ora, ontem, já em estado avançado de cansaço físico e psicológico, um (grande) amigo, claramente equivocado em relação a nomes de pugramas, à passagem de um exemplar da raça humana assim a modos que com dívidas inexistentes para com os factores "beleza" e "sentido de vestuário", proferiu a seguinte frase:

- Olha, aquele é que podia ir ao "Mudei A Cara".

C.R.C.

Se há carro que nunca se quer ultrapassar numa estrada secundária é o do cobrador do fraque.

quarta-feira, março 03, 2010

Pontaria

Será que o (grande) autor ganhará o euromilhões esta semana?
Já era altura, dado que cada vez que entra num site diferente do habitual, tem a sorte de ser o mil milionésimo visitante e de lhe oferecerem imensos prémios.
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terça-feira, março 02, 2010

Vocemessês

Têm os Pennywise uma música sobre a amizade que reza parcialmente assim:

"when you're feeling too close to the bottom
you know who it is you can count on
someone will pick you up again...
we can conquer anything together
all of us are bonded forever
if you die I die that's the way it is."

Isto é uma mariquice exagerada.
Mas só para quem não tem amigos como os do (grande) autor.
.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

10º Mandamento da Googlização


Desviarás muitos dos teus amigos do caminho do trabalho através do google chat, sempre que estiveres aborrecido no teu próprio trabalho.
E chamar-lhes-ás nomes se não te responderem.
E ficarás a sentir-te culpado por não trabalhares, se não te responderem.
E continuarás a falar com eles até que te respondam.
Ou até que o teu chefe entre na sala.
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quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Esclarece-se

Comer bolachas Maria molhadas numa chávena de café não é o mesmo que comer um bolo de bolacha, mas também é bom e causa menos confusão no serviço.

Não é falta de educação rasgar uma folha de papel. Não é preciso pedir "com licença" para o fazer. E quando alguém o faz, é irritante.

A expressão usada em salas de chat "ahahahah" não significa o mesmo que "muahahahah". A primeira significa um riso normal, a segunda significa um riso maléfico.

Imitar sotaques como faz o Ricardo Araújo Pereira não é para todos. É para pessoas como ele. Tentar imitar um sotaque das Beiras de cada vez que se fala em tom de brincadeira é irritante.

Um chapéu-de-chuva não tapa os pés. Não é essa a sua função e esperar que o chapéu-de-chuva impeça os pés de ficarem encharcados é uma criancice comparável à de esperar que a torrada caia no chão com o lado da manteiga para cima.

Número diz-se da mesma forma que se escreve. Não é númaro, é número.

Uma pessoa consegue bocejar sem abrir a boca. O que não quer dizer que consiga fazer com que essa expressão facial não pareça o início de um AVC.

"Literalmente" não é uma expressão que se possa utilizar em qualquer frase. Por exemplo, a frase "Hoje mandei uma corrida para apanhar o autocarro que me ia saltando um pulmão, literalmente..." não está correcta. Nem se mandam corridas, nem os pulmões saltam do peito como coelhos de cartolas. Aliás, no geral, um coelho nunca salta de uma cartola, a menos que o Luís queira. E esse caso é uma excepção à regra.

Não é preciso correr no local de trabalho. O local de trabalho não é um espaço criado para se dar passos de preparação para um salto em comprimento. Correr no local de trabalho pode incomodar os colegas. E incomoda mesmo. E o corredor arrisca-se a que lhe preguem uma rasteira, levando-o a cravar os dentinhos na esquina da secretária.

Este texto não é uma válvula de escape. As válvulas de escape existem nas panelas de pressão e nos automóveis.
E nem o (grande) autor é uma panela, nem é parecido com um veículo automóvel.
Se bem que, se fosse, seria sempre uma Tefal ou um Bugatti.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Jam

Quando um gajo vai no carro a ouvir a Antena 1, é obrigado por forças ocultas a ouvir o estado do trânsito.
Não há hipótese.
Uma pessoa quer mudar de estação, pensa que vai mudar de estação, faz o movimento braçal de quem vai mexer no botão, mas ali fica, de volta à posição dez para as duas no volante, a olhar o infinito e a ouvir como vai o amigo trânsito.
Há um magnetismo latente nas informações sobre o estado das coisas na 2ª circular.
Pina Manique complicado.
Eixo Norte-Sul a rolar bem.
Ponte 25 de Abril sentido Sul Norte está com trânsito lento devido a avaria de pesado na faixa central.
Recta dos comandos com trânsito parado derivado a capotamento de uma carrinha de caixa aberta que transportava 19 trabalhadores ilegais na parte traseira.
A5 com marcha lenta devido a obras.
A1 sentido Norte-Sul com fila de 12 Km.
Um gajo papa tudo.
Até ao fim.

Porém...sabemos que a coisa está mesmo negra e precisamos de tratamento quando ouvimos também o estado do trânsito no Porto.
Porque raio fica um gajo a ouvir como está o trânsito a 300km de distância??
A VCI.
A Ponte do Freixo.
O Campo Alegre.
A Bessa Leite.

E quando um gajo já sabe de cor o número da linha-verde-serviço-nacional-de-trânsito-800-21-01-01...
Aí sim, está tudo perdido.

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Lufa Lufa

Em conversa entre indivíduos, um dos mais velhos, a atirar-se já para os sessentas, estava a contar quão ocupados são todos os seus dias.
Segunda-feira um bailado, terça um concerto, quarta um jantar, quinta cinema, sexta jantar, sábado passeio, domingo futebol e mais um jantar.
Alguns dos presentes estranharam e indagaram se o senhor e sua mulher não ficavam estafados com todo este lufa-lufa, se não precisavam de tempo para descansar.
Ao que o homem responde:

- Descansar? Vou ter muito tempo para descansar. Depois de se morrer não há aquela coisa do descanso eterno? Descanso nessa altura.


Pa-ra mais tar-de re-cor-dar, púrú.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

No Comments

domingo, janeiro 31, 2010

Cheira-me A Ladra

A Ladra não ladra, mas cheira.
Cheira a ócio e negócio, cheira a pessoas, cheira a fado, cheira a alcatrão ao Sol e panos ao vento, como bandeiras de mil países, mil nações que se encontram, mil estilos e mil manias que formam a Ladra.
A Ladra não ladra, mas vive.
Vive para ela e vive para os outros, vive por ela e pelos outros.
E o Sol acompanha-a, do nascer ao deitar.
Tem a Amália junto a si e a casa portuguesa, com certeza.
Não há cantinho da Ladra onde não se ouça a Amália, não há cantinho da Ladra onde não se sinta a descendência.
O pregão, o ladrão, o oportunista e o teimoso.
A maluca, o turista, a vigarista e o seboso.
E eu, e tu, e eles e nós.
E a Ladra não se mexe, mas a Ladra remexe-se.
E nós mexemos na Ladra, tal como a Ladra mexe connosco.
A Ladra não morreu.
Viva a Ladra.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

9º Mandamento da Googlização

O teu estado de produção laboral será definido e mostrado publicamente através das cores das bolinhas individuais no google chat.
Quando em verde, estarás danado para a brincadeira.
A vermelho, estarás ocupado e a trabalhar que nem um mouro.
A laranja, terás ido à casa-de-banho fazer uma necessidade, ter-te-ás ausentado para almoçar ou ter-te-ás deslocado à secretária do colega para ir comentar o novo vídeo do youtube onde surge mais uma escuta do Pinto da Costa.
Atenção, para leres este texto, deverás activar a bolinha verde.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Ora Finalmente Uma Coisa Com Sentido


Neste cantinho, claro.

Tanta Bala Perdida Por Aí

"Factos Provados:
O arguido e a ofendida B eram casados entre si, desde há 6 anos, com referência à data em que foi deduzida a acusação (17/12/2001), tendo nascido dessa relação uma filha, então com 3 anos de idade. Actualmente estão divorciados.
O arguido sempre teve para com a ofendida comportamentos agressivos, mesmo antes de contraírem casamento, sendo conflituosa a relação conjugal, e ainda mais deteriorada no último ano de vida em comum entre ambos.
Desde essa altura que o arguido originou episódios de violência no seio familiar, molestando física e psicologicamente a ofendida sua mulher, contra quem proferia ameaças de morte na presença da filha de ambos.
Na sequência dessas agressões, e por várias vezes, a ofendida careceu de tratamento hospitalar, ocultando sempre, por vergonha, ter sido vítima de agressões.
No dia 28 de Janeiro de 2000, cerca das 23 horas, o arguido e a ofendida discutiram por questões relacionadas com o comportamento violento do arguido, tendo a ofendida dito que não aguentava mais a vida que levava.
Na sequência dessa discussão o arguido empurrou a ofendida, com violência, contra a cama do casal, vindo a ofendida a bater com o abdómen na esquina dessa cama, o que lhe causou dor.
A ofendida encontrava-se no segundo mês de gravidez, o que era do perfeito conhecimento do arguido. Cerca das 4,30 horas da manhã a ofendida começou a sentir fortes dores, verificou estar com uma grande hemorragia, e sentiu a saída de substância fetal, que caiu no chão do quarto do casal.
Transportada ao Hospital de S. João, verificou-se ter abortado, sendo então alvo do tratamento médico adequado.
Apesar de ver a ofendida esvair-se em sangue, com fortes dores e com dificuldades de se movimentar, e não estando mais ninguém que pudesse socorrer a ofendida, o arguido nada fez para a socorrer, sendo certo que estava em condições de o fazer, designadamente dispunha de automóvel para a conduzir ao Hospital.
Não ignorava o arguido que àquela hora da madrugada a ofendida não tinha quem a socorresse, o que dificultaria ou inviabilizaria a prestação imediata do adequado auxílio médico.
Depois de pedir por várias vezes ao marido que a ajudasse, de lhe dizer que estava cheia de dores e com forte hemorragia, o que o arguido também viu, nomeadamente por ter caído substância fetal no quarto do casal, pedidos a que o arguido respondia com ordens para que se calasse para o deixar descansar, a ofendida telefonou ao número nacional de urgência 112, e foi conduzida por uma ambulância ao mencionado Hospital, ambulância que em cerca de 15 minutos acorreu à residência. A ofendida deu entrada no Hospital pelas 6,22 horas do dia 29/01/2000.
Também mais uma vez por vergonha, a ofendida não revelou no Hospital ter sido vítima de agressões do marido.
O arguido agiu voluntária, livre e conscientemente com o propósito de não socorrer a vitima na altura oportuna o que lhe era possível e exigível, e sabendo que a sua conduta é reprovada e punida por lei."

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Picket Fences

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Está cientificamente provado que um ser humano não consegue aproximar-se de uma rede sem nesta se apoiar, colocando as mãos entre os buracos.


Está também cientificamente provado que, se a rede em questão estiver electrificada, a coisa não corre muito bem.
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domingo, janeiro 24, 2010

deznoveoitosete

A noite de passagem de ano é uma noite como as outras, a única diferença é que tem uma contagem decrescente pelo meio.
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quinta-feira, janeiro 21, 2010

Vai Subir?

Diz o (grande) autor, em chat com alguém assim a modos que mais em baixo de ânimo:

"epá... não sei se ajuda, mas posso dizer-te que:

eu também estava chateado, hoje de manhã.
depois, à hora de almoço, fui com o bacano que agora não interessa quem é comer uma cena que agora não interessa para o caso ao sítio onde costumamos ir às quintas-feiras, que tem um mega-plasma sempre ligado na sic notícias.

e então estive o almoço todo a gramar com as imagens e relatos do pessoal no Haiti.

fo%4-se, é que estou tão bem-disposto, agora!

:) "

sexta-feira, janeiro 15, 2010

8º Mandamento da Googlização

Entrarás na tua conta gmail e encontrarás todos os teus amigos e amigos dos teus amigos que ficaram teus amigos porque um dia fizeste um reply to all a um e-mail que te enviaram, no qual vinham todos os contactos em To:, em vez de Bcc:.
E chamarás a esse espaço "o recreio", e brincarás n' o recreio durante a tua pausa no emprego, ou até mesmo na hora de expediente.
Isto se tiveres um emprego que envolva um computador e uma ligação à internétchi, porque se fores coveiro ou carteiro ou podre-de-rico, é pouco provável que tal suceda.

quarta-feira, janeiro 13, 2010

Si Sinhôra

Ao telefone com a Sra. do Instituto de Gestão Finaceira.
Diz a Sra.:

- Olhe, eu vou-lhe transferir a chamada, mas se a chamada cair, porque às vezes o meu tufone não dá, tem de ligar novamente, ok?

Passemos a analisar a frase:

"Olhe, eu vou-lhe tranferir a chamada"
Significa que a Sra. tem o poder.
Tem a faca e o queijo na mão e pode fazer daquela chamada o que ela quiser.
Aquele "Olhe" seguido de pausa, quer dizer que a Sra. está a fazer um favor a um gajo.
Ela até podia borrifar e desligar, mas "Olhe", vou-lhe fazer o jeito porque hoje até estou bem-disposta e não pisei uma poça de água na casa-de-banho enquanto estava de meias à procura do fio dental que o cabr#o do meu marido insiste em mudar de sítio todos os dias, depois de cagar e deixar um cheiro na casa-de-banho que parece que temos um rato morto naquele espaço atrás da retrete que ninguém sabe muito bem porque é que existe, se bem que às vezes até daria jeito para lá pôr o papel higiénico, se o cabr#o do meu marido alguma vez se lembrasse de o comprar antes de acabar com o último rolo.

"mas se a chamada cair"
Significa que é sempre uma aventura, ligar para qualquer instituto deste género.
Nunca se sabe se a chamada se aguenta até ao fim e se um gajo consegue resolver o problema que, em 99% dos casos, foi criado pelos próprios serviços do instituto.
É viver na corda bamba.

"porque às vezes o meu tufone não dá"
Significa que o aparelho através do qual a Sra. magicamente ouve pessoas a falarem com ela, às vezes não funciona.
Talvez seja porque a Sra. não sabe como trabalhar com o aparelho, ou por ter chumbado no exame de magia na Escola Superior Luís de Matos.

"tem de ligar novamente, ok?"
Significa que um gajo tem de ter uma paciência de santo e voltar a fazer a chamada, voltando a pagar o 1º minuto, que é sempre mais caro que os seguintes, voltar a carregar nas 39 teclas que o atendedor automático nos indica e voltar a pedir a mesma coisa que já tinha pedido.
Isto tudo enquanto se tenta não partir o telefone, controlando os ataques de raiva consecutivos.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Celso

O granizo é a neve dos pobres.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Olhó Gajo!!

O (grande) autor tem mais uma certeza universal.
Quando um gajo encontra alguém na rua que não conhece bem, mas a quem tem de falar porque se o não fizer parece mal, inevitavelmente, o tema de conversa vai ser a pessoa que conhecem em comum.
Sempre.

Example.
O Manecas encontra o Zecas na rua.
Conheceram-se através do Lecas, na semana anterior, numa festa onde até conversaram uns 20 minutos sobre a merda da prestação do Sporting dentro de campo.
E zumbas, na semana seguinte encontram-se na fila da bilheteira para ir ver o "Harry Potter - A Vassoura Marota Escondeu-se Outra Vez No Recto" no Fonte Nova.
Ou seja, numa situação em que ambos se vêem, fingem que não se vêem, mas pensam que quando cruzarem o olhar outra vez vão ter de se falar.
E "Fo...-se", pensam ambos, quando se olham de novo.
Mas das bocas sai-lhes algo parecido com isto:
-Então pá, tudo bem?
-Eh lá... então? Que é que tás aqui a fazer?
-Epá, vim ver o Harry Potter, adoro.
-Epa, pois... porreiro...o gajo é um granda maluco.
-Então e tens estado com o Lecas?
-Epá não...desde a semana passada, lá na festa...
-Epá a festa foi porreira, o Lecas dá umas grandas festas...
-Ya, grande casa que o gajo tem.
-Ya, o Lecas... e tem sempre o frigorífico cheio não é?
-Pois! O gajo é um porreiro.
-E a casa é muita bem situada, cheia de lugares para estacionar...
-Sim, aquela zona é óptima, tem o LIDL mesmo ao pé e tudo.
-Ya, o Lecas sempre se soube tratar bem, eheh.
-Ya, o Lecas, granda bacano.
-Bom, vou ali comprar umas pipocas pá...
-Ya, força, olha se vires o Lecas manda-lhe um abraço pá!
-Claro! Bom filme!
-Ya, bom filme!

E "Foooooooooo....-se", pensam ambos, quando se afastam.

sábado, janeiro 02, 2010

Bom Ano



E que seja tão divertido como o momento em que se tirou esta fotografia.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Jet Lag

Na vida há certezas inabaláveis.
Uma delas é a de que há pessoas que até para levantar o jackpot do euromilhões chegariam atrasadas.

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Ora Então

Bom Carnaval.
E lembrem-se:
A vida são dois dias e o Carnaval são três.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Tripas À Moda da Luz

Ontem deslocou-se o (grande) autor ao estádio da Luz, para ver El Conejo y sus muchachos em acção.
À sua volta, na bancada destinada aos adeptos do Benfica, dezenas de adeptos com sotaque do Porto gritavam e praguejavam ao ritmo dos pontapés na bola.
Bamos, carago!
Filhu da pôuta!
Lebanta-te carago!
Naum é falta cousa nanhuma!
Filhu duma graunda pôuta!!
Ai agoura já naum dás amarelo éi?

E no meio desta gritaria toda, havia uma coisa que os unia...
O cachecol do Benfica ao pescoço.

Mas que grandioso clube é este que transforma nativos de uma cidade em adeptos de um clube da cidade rival?

quinta-feira, dezembro 17, 2009

8.2 na Escala de Merca... do da Ribeira

.
Hoje pela hora de almoço, deslocou-se o (grande) autor a um dos tascos habituais, onde, a propósito do sismo que se sentiu esta noite, lhe colocaram a seguinte questão:

- Atão, o Sr. tamém sentiu o epicenter?
.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Oferta e Procura Pelas Ruas da Amargura

Por razões que a razão não desconhece, para evitar um linchamento em praça pública, o (grande) autor manterá no anonimato a pessoa que proferiu a frase que se transcreve.
É forte, mas é a opinião da pessoa, devendo ser respeitada.
(Hãn?!?)

Acerca da prostituição, disse a pessoa então:

"Não vejo qual é o mal. Uma pessoa quer comprar, a outra quer vender, não percebo que mal tem."
(Perceberam o Hãn?!?)

E de nada serviu tentar explicar que querer vender não é a mesma coisa que ter de vender.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Sim Senhores

Dois comentários na notícia do Público Online sobre a agressão à igrejada a Silvio Berlusconi.
Por favor, notar a linguagem técnica, o italiano perfeito e até o uso da nova técnica de escrita, o "efeito eco":

"Tinha a mania que era galo. Assim, levou nas fuças. Por causa das Regazas, Raparigas e da Boémia..."

"Murro no Focinho, pensava que era galo... Toma lá... pimba no focinho. Não tem nada aaahaver com politica. Toma lá no Focinho para aprenderes...deres..."

...

quinta-feira, dezembro 10, 2009

M.T.T.D.

Hoje morreu a bisavó do (grande) autor, aquela a quem o gajo queria arranjar um trisneto falso.
Para quem não sabe, a história foi contada neste tasco, mais precisamente aqui.
Enfim, hoje provou-se mais uma vez que o que contam são os actos e não as intenções.
As intenções podem ajudar, ou não, mas ao fim e ao cabo, ou se faz ou não se faz, ou se é ou não se é.
Pensar que ia fazer ou queria ter sido?
Balelas.
Se um gajo quer fazer alguma coisa não pode dizer "epá, tenho de fazer isto ou aquilo".
Só resulta quando um gajo diz "epá, vou fazer isto ou aquilo".
Porque se assim não for, em 99% dos casos...
O mais tarde transforma-se em tarde demais.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

No Alto do Palco

As chamadas artes de palco são muito mais complicadas do que as artes de bastidores.
Fazer um filme ou gravar um álbum é complicado e exige muita dedicação e criatividade, mas é feito no recanto do conforto.
Dar um concerto, representar uma peça de teatro, são outro tipo de coisa.
Não são melhores nem piores que as anteriores, não se lhes acrescenta ou retira mais ou menos mérito, mas são mais, como dizer, vivas.
São feitas no momento, são únicas por isso, só se fazem uma e uma só vez.
Os vídeos e as músicas rebobinam-se e carrega-se outra vez no play.
Os concertos e as peças de teatro são obras singulares, que no sábado são assim e no domingo são assado.
Há que dar o valor a quem sobe a um palco, mais do que a quem se senta a uma secretária e cria.
Mesmo sendo a mesma pessoa, aquele que sobe ao palco é mais artista que aquele que cria o que no palco é apresentado.
E tudo isto a propósito deste (também grande) autor.
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domingo, dezembro 06, 2009

Quem TeVê

Na sala, sozinho, a televisão ligada fazia-lhe companhia.
Nem olhava para ela, não lhe ligava peva, mas ela ligada ligava-o ao resto do Mundo.
E ele gostava disso, de estar ligado ao Mundo, de não estar sozinho.
Só que naquela sala estava apenas ele, enquanto do outro lado do ecrã se juntavam aqueles quatro homens bem vestidos, à volta de uma mesa, conversando sobre qualquer coisa que não ouvia.
Porque a televisão estava ligada, mas sem som.
Preferia o som vindo do gira-discos.
Porque a televisão enchia mais a sala, mas não era preciso ouvir o que tinha para dizer.
E assim sempre podia ir olhando para os homens, vendo outras pessoas que não ele próprio, sentado à secretária, reflectido nas molduras dos inúmeros quadros que tinha na sala.
Porque raio teria tantos quadros pendurados?
Ai, a televisão, pensava ele, que boa companhia lhe fazia.
Pena é que ela não lhe respondesse de volta.
Quer-se dizer, responder, respondia, mas só o que lhe apetecia.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Conteúdo Das Escutas

O (grande) autor teve finalmente acesso ao conteúdo das famosas escutas, em que estão gravadas conversas entre José Socas e Ar-mando-a-Vara-bem-longe

José Socas - Mas o meu tem a luzinha avariada, por isso às vezes deixo-o ligado e nem me apercebo, é uma chatice.
Ar-mando - Pois, mas olha que agora há uma promoção porreira naquela loja do Estádio da Luz, uns fornos bem bons, da Singer.
JS - Boa! Se o Major não me arranjar um forno porreiro que tenha sobrado da última campanha dou lá um salto.
AV - Olha, mas dá-me lá a receita do teu pão-de-ló de que tanto se fala...
JS - Epá ó Vara, mas tu não dês isto a ninguém, que eu só dou isto aos meus amigos.
AV - Está descansado.
JS - Epá é que depois aparece-me a receita aí em todo o lado e depois toda a gente sabe como é que eu cozinho estas merdas e perco a Estrela Michelin.
AV - Na boa, Zé.
JS - Ok, então... precisas de 6 ovos grandes, 200 gr de açúcar, 150 gr de farinha, raspa da casca de 1 laranja e 1 chávena de café de fermento em pó.
AV - Hmmm, os ovos têm de ser classe L ou podem ser classe M?
JS - Epá, é mais porreiro se for L, mas com M também te safas. Acho eu, que nunca experimentei com L. Mas olha, tenta, depois dizes-me como ficou.
AV - Ok.
JS - Bates as gemas com o açúcar até ficar assim um creme fofo e esbranquiçado, tipo a barriga do Jô Soares, tás a ver?
AV - Sim, mas sem os pêlos.
JS - Bates as claras em castelo, até que fiquem bem firmes e juntas 1 colher de sopa de açúcar.
AV - Firmes, sim.
JS - E depois juntas a raspa da laranja à massa, misturas as claras em castelo e a farinha peneirada juntamente com o fermento.
AV - Ai, que chatice, peneirar, não gosto nada.
JS - Pois, mas tem de ser. Depois deitas tudo numa forma grande forrada com papel vegetal e untado com margarina.
AV - Untar já gosto. Untar é comigo.
JS - Eheh. Bom, a seguir vai ao forno a 180 graus durante 30 a 40 minutos. Deitas o bolo em cima de uma grade e deixas arrefecer até o voltar para cima.
AV - E fica pronto?
JS - Epá, eu acho que fica mais porreiro se salpicares com açucar em pó. Fica mais docinho.
AV - Ok, obrigado pá.
JS - Ah, e podes servir com cházinho de camomila, que combina muito bem.
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quinta-feira, dezembro 03, 2009

Fumar Faz Mal

E a beleza mata.
Helena Coelho. Jacqueline Bisset.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

terça-feira, dezembro 01, 2009

Comunicado

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social decidiu retirar das grelhas de publicidade o chamado "anúncio-que-nunca-mais-acaba-porra" do Pingo Doce.
Ficou decidido que, por razões ainda a apurar, integrará o cartaz do programa "Onda Curta".
Por outro lado, a música do anúncio foi a escolhida para representar Portugal no próximo festival Eurovisão da Canção, sendo interpretada pela taróloga/apresentadora/entertainer Maya, na sua estreia no mundo da música.
Esta, quando confrontada com o convite, disse:
"É óbvio, meus queridos, que já estava à espera disto".
 
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