segunda-feira, maio 21, 2007

Esta Letra É Simplesmente Espectacular

A música é cantada pelo Camané, a melodia é do José Mário Branco e a letra da Manuela de Freitas.
Se eu percebesse alguma coisa destas lides, punha-vos a música disponível para ouvirem aqui.
Como não sou... É uma espécie de jogo, irem ouvi-la a outro lado.

«Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que era quem me atendia quando eu telefonava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia para dizer que não estava

E quando eu insistia, e não desligava
Era sempre a Maria
Que me mentia
e me consolava
E perguntava o que é que eu lhe queria

Ela tinha uma amiga chamada Maria
Que nunca sabia por onde ela andava
Ela tinha uma amiga chamada Maria
De quem se servia quando me enganava

E quando eu lá ia, e não a encontrava
Era sempre a Maria
Que me dizia
que ela não tardava
Que me jurava que ela voltaria

Quando eu ia buscá-la, e a gente saía
Era sempre a Maria que nos animava
Quando eu a convidava, e ela não queria
Era com a Maria que eu sempre dançava

E quando eu inventava uma melodia
Era sempre a Maria
Que me aplaudia,
e ela não ligava
E eu ficava a cantar prá Maria

No cinema, no escuro, quando eu a beijava
Ela empalidecia, a Maria corava
Ela não me ligava e adormecia
E era com a Maria
Que eu conversava
E que eu ficava quase até ser dia

Ela tinha uma amiga chamada Maria
A quem ela dizia p'ra dizer que não estava
Até que outro dia ela me telefonou
E eu disse: Maria...
E eu disse: Maria!
E eu disse: "Maria, vai dizer que eu não estou!"»


(Grandes) leitores/as, têm reparado nas Marias das vossas vidas?
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sábado, maio 19, 2007

Se Amanhã O Benfica For Campeão

É o fim-do-mundo-em-cuecas-da-Zara.
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quinta-feira, maio 17, 2007

Por Ti, Estremeço

Não deve haver nada melhor do que uma pessoa vir ter connosco e dizer que estremece, na nossa presença.
Tal não aconteceu com o (grande) autor, calma.
A razão de ser destas linhas é a de que a pessoa que estremece pela outra, nunca lho dirá, em princípio, a menos que tenha a confiança dum Schumacher a conduzir um carrinho de supermercado.
No entanto, tenho a certeza absoluta de que a pessoa por quem se estremece, também estremece de volta.
Como?
É assim: na Natureza, o maior fenómeno de "estremecimento" são os tremores de terra.
Os tremores de terra são produzidos a partir do choque entre duas placas tectónicas.
Ora, é trigolimpofarinhamparo que, quando uma placa se mexe, choca com a outra e obriga a outra a mexer-se, provocando o "estremecimento" de que depois temos notícia no telejornal.
Assim, se uma placa se mexe e a outra também, provocando o estremecer geral, também uma pessoa, ao estremecer por alguém, irá obrigar a outra pessoa a estremecer, dando origem, não a um tremor de terra, mas a um amor correspondido.
Ou então não.

quarta-feira, maio 16, 2007

Momento Cultural do Dia

Hoje, tal foi a quantidade de trabalho e a quantidade de tempo livre, o momento cultural do dia do (grande) autor foi partilhar uma fila de trânsito com o Ruy de Carvalho.
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terça-feira, maio 15, 2007

Nem Tudo O Que Reluz É...

Foi o (grande) autor visitar uma familiar sua já antiga a um desses centros onde algumas pessoas de idade vão confraternizar com os as outras pessoas com os mesmos interesses etários.
Uma espécie de infantário diurno para os séniores.
Já lá dentro, sendo a sensação de todos os presentes e o orgulho da sua parente, deu ao (grande) bisneto uma vontade de ir fazer uma chichoca, como diriam os sábios membros do clube.
Dirigiu-se a um dos WC indicados pela funcionária e vamos a eles, que a bexiga é pequena.
Enquanto soltava uma parte dos 3 litros de água diários impostos pela dieta, contemplava o (grande) autor a enorme quantidade de rolos de papel higiénico que proliferavam pelas prateleiras das paredes do WC.
Nisto, com olhos de lince, notou que um dos rolos havia resvalado para junto do colega piaçaba.
Acabado o serviço, puxado o autoclismo na versão poupança de água, tratou o mister de se agachar para recolocar o rolo junto de seus semelhantes.
Ao pousar o rolo, notou que este não tinha aquele aro oco de cartão, como os seus irmãos.
Analisou o bicho mais de perto e chegou a uma conclusão deveras agradável.
O rolo, não era um rolo.
Quer dizer, era um rolo, mas não somente de papel higiénico.
O interior do rolo estava, de facto, envolto numa quantidade tal de papel higiénico que parecia um rolo da scottex.
Mas não, era só fachada.
E o que estava no interior dos 2,5km de papel higiénico?
Uma bela fraldinha com brinde.

segunda-feira, maio 14, 2007

Um Conselho Sui Generis

Conselho dado por uma pessoa cuja profissão é "emprestar dinheiro às pessoas":

Se algum dia precisares de esfaquear alguém, lembra-te de o esfaquear no rabo.
Os músculos das nádegas são muito sensíveis e, assim, de cada vez que ele se sentar, vai-se lembrar de ti.
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domingo, maio 13, 2007

WaNNa Go For A Ride?

A tradição ainda é o que era.
Uma amiga do (grande) autor veio à boleia com um amigo desde Amsterdão, na Holanda, até Lisboa.
Fizeram 2244 km em 3 dias, sem pagar um tusto furado.
Entraram em Lisboa na carrinha do correio.
É preciso ter tomates, sorte e um pouco mais de tomates.

Topem o percurso .

quinta-feira, maio 10, 2007

Hoje

Continua a saga da dieta neste corpo esculpido a escopo e martelo.
Jantou o (grande) autor meio bife grelhado, sopa e salada.
As outras pessoas que vivem na mesma casa do (grande) jantaram raviolis recheados com queijo embebidos em molho de tomate.
O (grande) autor esteve perto da desidratação, tal a quantidade de baba largada a olhar para os raviolis.

quarta-feira, maio 09, 2007

Alguém me explica

Porque é que as pessoas são crentes e fazem promessas, mas depois são atropeladas enquanto vão a pé até Fátima, para as cumprirem?

Eu acho que tudo se explica neste (grande) testemunho:

"Pois é, fui atropelada nesta curva e vim parar ao hospital, porque Nossa Senhora me salvou! Salvou-me a mim e a todos os que me acompanharam ao hospital!! Porquê? Porque de certeza que na próxima curva vinha um camião que nos ceifava a todos!"

terça-feira, maio 08, 2007

No Bar ou no Andaime, a Conversa é a Mesma

Hoje o (grande) autor esteve uma parte da tarde a destilar no bar da sua faculdade, no meio de um grupo de amigos.
Às tantas, um deles, oriundo do Norte, visto que as raparigas se vestem mais à vontade nestes dias, diz:

"Estou farto que me digam que é chato olhar assim para elas! Que quereis? Andais despidas!!"

Já de lágrimas nos olhos, a coisa não ficou por aqui.
Aquando da passagem de mais uma bela rapariga, esta com um peito digno de choque em cadeia, é lançada para a mesa a seguinte frase:

"Já viste bem as mamas daquela gaja?"

Ao que responde o verdadeiro Gabriel Alves dos comentários machistas [sendo que o (grande) autor é um mero Paulo Sousa]:

"Não é isso! É mais... tu já viste bem a gaja daquelas mamas?"
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segunda-feira, maio 07, 2007

Eu Alerto-te

Contou um amigo do (grande) autor que o seu novo Mac tem um sistema de alarme anti-roubo.
A pessoa abandona o Mac e acciona através de um comando à distância um alarme, tipo automóvel.
Tit-tit.
(não é maminha maminha, é o som de activação do alarme, caraças!)
Então, assim que alguém mexer no Mac, este, com um sistema de detecção de vibração do disco rígido, desata numa frinchineira inacreditável.
Quem diz mexer, diz mexer no rato, tirá-lo da corrente ou espirrar ao lado dele.
De nada adianta ao meliante fechar o ecrãn do Mac, ou pedir-lhe ao ouvido que se cale.
Ah, se o gatuno for incauto, dado que o Mac tem uma câmera no topo da tampa, ainda lhe tira uma foto, para mais tarde recordar.
O melhor de tudo?
Este sistema está disponível na internetxi, a custo zero.
Será que também é preciso levar o Mac à rua a fazer chichi?

domingo, maio 06, 2007

Last Ride

Sábado, 5 de Maio de 2007, 8h30m da manhã, junto à Av. de Roma.
Do alto dos seus 48 anos e do alto de um 8º andar, decidiu pôr termo à vida.
Saltou de pés, não morreu na aterragem, morreu no Hospital.
A médica diz que, se sobrevivesse, ficaria um vegetal e as pernas teriam de ser amputadas.

Trabalhava numa agência de viagens e, quando eu tinha 17 anos, levou-me à República Dominicana, de borla, durante 10 dias.
Nesses dias, tal a espectacularidade da cena, engordei 5 kg, que nunca mais perdi.

Há pessoas que choram por tudo e por nada sem razão para chorar.
Há pessoas que riem por tudo e por nada sem razão para rir.
Ela era destas últimas, só que não se percebia.
Antes fosse das primeiras.

RIP M.J.G.

sexta-feira, maio 04, 2007

Geração Rasca?


Outro dia, entre uma ou outra cerveja, um amigo do (grande) autor arrasou com a expressão "geração rasca", definindo a nossa geração de uma forma muito melhor.
De facto, entre telemóveis, playstations, comandos de televisão, de vídeo e aparelhagens, playstations portáteis, computadores portáteis, telefones de 3ª geração, comandos nos volantes dos carros...

somos a Geração Polegar.

segunda-feira, abril 30, 2007

Nem Hetero, Nem Homosexual

Com a garrafa de plástico em cima da mesa, o professor começa a aula.
Também com o portátil em cima da mesma mesa, a mesma aula começa.
Todos sabemos que água e aparelhos electrónicos não são aconselháveis parceiros.
Nem hetero, nem homosexuais.
De início, a garrafa estava fechada, não causando transtorno ao aparelho rectangular negro.
Porém, dado o calor dentro da sala, o professor rompe as barreiras, salta as fronteiras e, sem passaporte, abre a garrafa, bebendo um pouco e pousando-a de seguida, aberta, ao lado do computador.
De imediato se sente uma tensão a pairar.
O professor gesticula, fala alto, emociona-se com o seu discurso, sentado na cadeira, à mesa, fazendo movimentos bruscos junto do casal mencionado.
Casal, nem hetero, nem homosexual.
Com um gesto menos preparado e mais inadvertido, acerta com as costas da mão direita na garrafa de água.
O computador, ao ver a sua amiga ser brutalmente empurrada, em vias de tombar desamparadamente na mesa, toma uma brava atitude.
Qual Martim Moniz, pretere o seu corpo e prefere o salvamento, lançando-se para amortecer a queda da sua amiga.
A garrafa aterra nas teclas macias do portátil, derramando parte do seu interior, mas não o suficiente para ser enviada para o caixote amarelo do ecoponto.
Chorosa, observa o seu companheiro, que tinha acabado de dar o soft e o hardware ao manifesto.
Ele partia agora, sem que ela pudesse demonstrar o carinho que por ele nutria.
Carinho, nem hetero, nem homosexual.

sexta-feira, abril 27, 2007

Coisas que se podem fazer mas que nunca vi alguém realmente a fazê-las

Ficar 3 horas sem ir à água depois de comer.

Depois de provar o vinho naquela degustação inicial antes de ser servido, dizer ao empregado que não quer o vinho, que venha outro, porque aquele não sabe bem, rematando com um "Você não sabe que o cliente tem sempre razão??".

Dizer ao chefe, às 17h20m, que tem um pedaço de espinafres entre os dois dentes da frente desde a hora de almoço.

Dizer a um polícia que não o vai subornar e que prefere apanhar a multa do que ir na conversa dele.

Respeitar os traços contínuos, sejam singulares ou duplos.

Perder aqueles 5kg a mais porque vem aí o Verão.

Ir à baliza porque é o que está mesmo mesmo a apetecer.

Fazer fio dental todas as noites.

Ir ao casino, ganhar e não voltar lá.

Deixar passar um táxi numa mudança de faixa ou num cruzamento.

Pedir um autógrafo ao Nuno Gomes.

Dizer à tia-avó que não gosta de receber meias pelo natal e que também aqueles pares vão ser vendidos a 0,50€ cada na feira da ladra.

quinta-feira, abril 26, 2007

O Colarinho Branco

O colarinho branco é um colarinho muito bom, parte de camisas muito boas, que raramente se suja.
Poupa-se no Tide (o que lava mais branco) e ganha-se no pescoço, que vai engordando, engordando.
Geralmente, os colarinhos brancos vêm com um sistema de lavagem automática, que lava de dentro para fora, sem recorrer a grandes esfreganços.
Poupa-se no amaciador, ganha a pança que vai crescendo dentro da camisa, a juntar-se ao papo, que começa a transbordar do colarinho.
O colarinho branco, embora branco, não se vê bem nem de noite nem de dia, passando limpinho nos testes de sujidade.
Há muitos por aí, mas só alguns se fazem notar, reparando-se no branco, porque à passagem do colarinho fica um cheiro valentemente az[ev]edo e que geralmente provoca uma caldeirada das antigas.
É, de facto, um espectáculo, o colarinho branco.
Mas é só para alguns e não se vende em todas as lojas.
Principalmente, não se vende no Jumbo nem no Feira Nova.
Só se vende nas lojas gourmet.

quarta-feira, abril 25, 2007

Muita Atenção


Atentem na Senhora da direita.
Aposta o (grande) autor o que quiserem em como ganhará esta Senhora um Urso, uma Palma, um Leão, um Globo, um César ou até um Oscar pela sua interpretação em "La Vie en Rose", filme sobre a vida da Senhora da esquerda.

terça-feira, abril 24, 2007

(grande) Bacorada

Hoje foi um dia pleno de bacoradas para o (grande) autor.
Cada vez que abria a boca saía uma asneirada, não se sabe se do calor, se simplesmente dos dias estarem mais longos.
Uma das (grandes) bacoradas foi a seguinte:

Dirigiu-se o mister ao Gabinete da Direcção da sua faculdade, a fim de refilar sobre qualquer coisa relacionada com o seu curso.
Dentro do hall de entrada do mesmo estava um Professor, Inglês, à conversa com a secretária.
Professor esse que, por azar ou por acaso, tinha acabado de dar uma aula ao (grande) autor, havia cerca de 10 minutos.
O (grande) autor envergava uma bela t-shirt com uma pistola de água estampada, apoiada na frase:
"watch out! water gun sniper at work!"

Frise-se que a t-shirt, ao contrário do que possam pensar, é excelente.
Ora, o Professor Inglês, do alto dos seus 60 e tal anos, armou-se em engraçado e, fazendo olhinhos à secretária-neta, lançou:
"He's very kind, he doesn't bring the water gun full...eheheh."

O (grande) autor, apanhado desprevenido e reportando-se ao calor abusivo que fazia hoje, lembrou-se de ripostar:
"It would be better... due to the weather..."

Reparando no sorriso amarelado do professor e da secretária, o (grande) autor montou-se na sua bacorada e partiu, cavalgando na sua estupidez, pensando se teria mesmo acabado de empregar a expressão "due to" numa frase sobre pistolas de água.

segunda-feira, abril 23, 2007

Aviso à Navegação

Nestum Mel não é melhor que Nestum Arroz.
Mas é bem melhor que Kellog's Special K.

Há 5 dias a fazer uma dieta intitulada "A Dieta da Sopa", o (grande) autor já perdeu 2kg com o método cujo nome parece saído de um êxito cinematográfico do mítico Tallon Seagal, o assassino vingativo dos quilos-a-mais.
Os quilos-a-mais mataram a família dele.
Agora ele irá atrás dos quilos-a-mais... sem piedade!!

Numa barriga perto de si.

sexta-feira, abril 20, 2007

Trabalhador-Estudante

Um gajo chega ao trabalho e os primeiros 10 minutos são passados a acordar, ver mails, encher a garrafa de água com que nos vamos empanturrar enquanto trabalhamos nas próximas horas, em vez de comermos pastéis de bacalhau ou croquetes trazidos de casa.

Um gajo chega à Universidade (dependente) e pode passar o tempo todo a dormir que depois estuda em casa, enquanto no intervalo das aulas vai ao bar comer qualquer coisa e até falta a uma aula ou outra para jogar um king com os gazeteiros.

Moral da história:
Quem ainda está a estudar que o aproveite.
Quem já está a trabalhar... Puff.

O (grande) autor... está com um pé no céu e outro no inferno.

quinta-feira, abril 19, 2007

SIC vs TVI - 1º round

Depois de uma pivôt da TVI ter atirado para o público telespectador mais uma daquelas bacoradas sem precedentes, desta vez foi Rodrigo Guedes de Carvalho, da SIC, que tentou dar um ar da sua graça sem, no entanto, ter conseguido bater a sua colega.

Atirou então, sobre as declarações proferidas pelos responsáveis da UNIndependente acerca da licenciatura de Sócrates, esperadas bombásticas, que afinal roçaram o banal:

"É caso para dizer que a montanha pariu um rato... E dos pequeninos!!"

Sempre achei que o verbo "parir" é um bom verbo para se utilizar em televisão sem ser absolutamente essencial.
Como "mamas", também é um bom termo.
O que foi? São termos científicos!!

quarta-feira, abril 18, 2007

Opinião Política do Momento

Graças a Alá que o assassino do massacre da Universidade de Virgínia não era árabe.
Nem preto.
Nem de tez mais escura que o branco-americano.
Nem usava barba.

Next Blog

Já experimentaram carregar em "Next Blog", ícone que existe no cimo, ao centro, de cada página de um blog?
Aparentemente, pelo que percebo com a minha diminuta capacidade de análise, vai passando de blog em blog, aleatoriamente, pela comunidade blogger.
Disse-me isto um amigo meu e eu transmito-vos como se da invenção da pólvora se tratasse.
Encontra-se com cada merda e com cada genialidade!!
Só em Portugal criam-se, em média, 400 blogs por dia...
Enfim.

terça-feira, abril 17, 2007

O Marcelo

Para todos os que pensam que este escrito é sobre o Professor Marcelo, enganam-se.
Este post é sobre um miúdo espectacular.
O Marcelo.
Só.
Então, foi ontem o (grande) autor ao palco dos sonhos assistir a mais uma exibição algo estranha da sua equipa vermelha.
Sentado numa cadeirinha atrás de si estava o Marcelo, vestido a rigor, gritando palavrões a torto e a direito, do alto dos seus 4 anos (aproximadamente).
Mal começou o jogo, o Marcelo começou logo a demonstrar que também tinha jeitinho para o chuto na bola.
Porém, à falta de um esférico, o bravo Marcelo optou por demonstrar a habilidade na cadeira da frente.
A cadeira do (grande) autor, claro.
Após 12 pénaltis convertidos pelo grande Marcelo - que até é nome de jogador comprado ao Fluminense pelo SLB -, já o (grande) autor estava desesperado, visto que a partida ia apenas no 4º minuto da 1ª parte.
Educadamente, virou-se o visado para trás, pedindo encarecidamente ao Marcelo que não batesse mais com os seus pézinhos de lã na p... da cadeira.
De pronto a mãe do Marcelo avisou o mesmo para não se armar em Ronaldo de bancada.
A coisa acalmou de facto durante uns segundos.
No entanto, 49 segundos depois, o Marcelo, aproveitando o facto de todo o estádio estar distraído com mais um falhanço do Nuno Gomes, arremessou o pontapé mais forte da sua vida na cadeira de plástico do (grande) autor.
Mais uma vez o mesmo procedimento, mais um cartão amarelo dado ao Marcelo por sua mãe.
Com a impressionante marca de 22 cartões amarelos mostrados pela mãe e pela avó, que estava do outro lado do catraio, o granda Marcelo não parava com aquilo, visto que já tinha percebido que, por muita porrada que desse, nunca iria ser expulso.
Já o (grande) autor estava sentado na ponta da cadeira, para não sofrer tanto com os impactos, quando o pai do Marcelo, que afinal servia para mais do que gritar nomes ao árbitro, se insurgiu.
Disse então, mostrando o cartão vermelho ao cabr#o do Marcelinho:

- Marcelo, voltas a mandar mais algum pontapé na cadeira do senhor e levas uma lambada como a que mandei ontem à tua irmã!! Lembras-te??

Coitado do Marcelo, parece que não se lembrava.
Saiu lesionado 17 segundos depois.

sábado, abril 14, 2007

A Manta Pariu Uma Inércia

A culpa da inércia humana é das mantas.
Correndo o risco de passar por um velhinho fofinho de 83 anos, cheio de pêlos nas orelhas, o (grande) autor descobriu que as mantas são as grandes culpadas da inércia.
Uma espécie de ponto sem retorno no mundo dos sofás, as mantas traçam uma linha virtual que nos impede de nos mexer após a sua colocação.
Uma pessoa deita a mantinha no colo, nas perninhas ou até mesmo só nos pézinhos e está condenada.
Já não se consegue levantar mais do sofá.
Nem as necessidades fisiológicas nos movem.
Uma mente sã, quando se prepara para se deitar no sofá debaixo da mantinha, tem de ir preparada, tal como um louco se prepara para uma travessia no deserto.
Telefone de casa, telemóvel, garrafa de água, um snack pronto-a-comer, uma almofada, maço de cigarros (para os agarrados) e uma algália.
Porque sabemos que a manta nos vai reter durante um largo período, até que acordemos com a mancha de baba na almofada e a face fria, por estar encostada ao laguinho.

Está claro que o texto acima vale apenas para o período de Inverno.
Ou para os friorentos todo o ano.

sexta-feira, abril 13, 2007

Alguém me sabe dizer se

1 - O Nuno Gomes é filho do Fernando Santos e por isso é que joga sempre?

2- O Nuno Gomes tem uma relação especial com o Fernando Santos e por isso é que joga sempre?

3 - Eu também posso jogar no Benfica? Penso que se o Nuno Gomes joga, até a porteira do meu prédio devia poder jogar.

4 - Os restantes jogadores do Benfica ainda falam com o Nuno Gomes?

5 - O Nuno Gomes faz tenções de deixar de jogar futebol a nível profissional ainda a tempo de eu ver o Benfica ganhar mais alguma competição?

6 - O Nuno Gomes ontem, depois de ter falhado aquele golo a 24cm da baliza e de o ter roubado ao Simão, que não falharia, chegou ao balneário e disse "Bom jogo, rapazes, mas tivemos azar" ?

7 - O facto de pagarmos quotas ao Benfica não dá para ter algum tipo de influência na transferência grátis do Nuno Gomes para o Porto ou para o Sporting?


Enfim, por agora, era o que gostaria de saber.

terça-feira, abril 10, 2007

A pobre da Igreja

No sábado foi o (grande) autor penar um pouco na Missa Pascal.
Não de livre vontade, mas por ocasião do baptismo de sua irmã mais nova.
Para quem não saiba, quando a pessoa que se vai baptizar tem mais de x anos, o evento tem de ocorrer na noite de sábado para domingo de Páscoa, aglutinando-se à celebração da missa.
Neste caso decorreu das 22h às 01h.
3 horas em que o (grande) se sentiu como se estivesse pregado a uma cruz.
No final da coisa, teve toda a paróquia a oportunidade de assistir a uma situação, no mínimo, interessante, se não altamente incoerente.
Então não é que o Padre (Feitor Pinto) tinha o seu Audi topo de gama estacionado em cima do passeio, literalmente, em frente à entrada da Igreja?
O (grande) autor não é doutorado em princípios religiosos, mas não é suposto os padres viverem sem grandes bens materiais?
E não é suposto serem o exemplo para o resto da população?
Há alguma contradição no facto de o Padre andar de Audi e estacionar em cima do passeio à porta da Igreja, enquanto os fiéis largam notas de 20€ para dentro dos sacos de esmolas e caminham metros e metros a pé, apoiados nas muletas e nos parentes.
Sócrates (parece que) tirou o curso na Independente.
A Igreja... tê-lo-á tirado na Univesal do Reino de Deus?

sexta-feira, abril 06, 2007

Procura-se

Atirador furtivo profissional para trabalhinho fácil.
(Seguro contra tímpanos danificados incluído)

quinta-feira, abril 05, 2007

Comunicado

Vem o (grande) autor por este meio esclarecer e pedir desculpas a quem de direito acerca das "entrelinhas" lidas por algumas pessoas no post "F..... com a vida".
O (grande) autor está de facto com algumas reservas e dúvidas acerca do futuro, não acreditando muito na felicidade eterna, quer profissional, quer pessoal.
Porém, tudo isso é uma questão interna, que não tem como base qualquer pessoa ou instituição em concreto.
Algumas pessoas ficaram com a impressão de que o texto tinha sido escrito por causa da sua (grande) namorada e que os (grandes) teriam terminado a relação, sendo o texto fruto da árvore do desalento amoroso.
A todos os que se sintam enganados, as minhas desculpas.
A todos os que ficam felizes por afinal tudo estar bem, os meus obrigados.

Afinal de contas, como cantam os (grandes) Peste & Sida, "a vida são dois dias e o carnaval são três", por isso não há lugar a grandes depressões ou expectativas.
Prego a fundo, Michel.

quarta-feira, abril 04, 2007

Vieira, dame mas gasolina.

O (grande) autor foi ver o clássico entre Benfica e Porto.
Custa-me escrever a palavra Porto correctamente.
Geralmente escrevo Porco. Aliás, porco.
Mas, este espaço respeita tudo e todos, mesmo essa... instituição?
Enfim.
Estava o (grande) na bancada, graças ao cartão de sócio do hoth VI, quando mais uma vez um dos funcionários da instituição referida jazia no relvado, qual Ruy de Carvalho, a imitar um ferido da cena inicial d' "O Resgate do Soldado Ryan".
Era a 4ª ou 5ª vez que fazia a mesma cena, dramática.
E sempre que o actor entrava em cena, saía no carrinho da maca do SLB.
Nessa cena, o actor azul, mesmo depois do carrinho da maca ter entrado, saiu pelo seu próprio pé, começando a correr mal se encontrava fora do campo, pronto para entrar outra vez na peça de teatro que decorria no palco mais bonito da sua vida.
Essa atitude soltou a ira dos espectadores que, das fileiras mais atrás ou mais à frente, berravam nomes à mãe do actor brasileiro, homónimo do símio do Big Show Sic.
O (grande) autor, com uma calma e sentido de humor notáveis, gritou a plenos pulmões:

"LADRÕES! ANDAM A GASTAR-NOS A GASOLINA!!"

Risada na Broadway, espectadores mais calmos, cartazes a pedir a camisola do (grande) autor.

segunda-feira, abril 02, 2007

Mais um cheirinho TVI

No outro dia, estava o (grande) autor a fazer o zapping final pelos telejornais quando apanha uma notícia na TVI sobre mais um tornado nos E.U.A..
Não se percebe porque é que os tornados nunca entram na Casa Branca e apanham sempre os desgraçados dos americanos das províncias.
Enfim, mais umas imagens e relatos de destruição, milhares de pessoas com as vidas e habitações arrasadas, uma tristeza gigante...
E a pivôt da TVI sai-se com esta, para fechar com chavinha de ouro o telejornal, enquanto sorria como se fosse o RAP a fazer de Professor Martelo:

-É caso para dizer que os americanos estão transtornados...
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quinta-feira, março 29, 2007

F..... com a vida

O (grande) autor está f..... com a vida.
Chateado.
Com poucas perspectivas.
É claro que tais perspectivas escassas, são imensamente imensas (reforçando a redundância) para muito boa gente por esse mundo fora.
Mas, um dia alguém disse que "os nossos problemas são os nossos problemas e os nossos problemas às vezes são os maiores do mundo".
Há de facto algum negativismo e pessimismo neste texto, pelo que aconselho os mais deprimidos e depressivos a afastarem os objectos cortantes de ao pé de si e a fecharem as janelas.
Acabando neste momento o seu curso, o (grande) autor não sabe bem a quantas anda nem o que irá fazer.
Mal menor, pois poder-se-á sempre dedicar à escrita e ganhar uns valentes dois (ou até mesmo três) Euros por mês.
Tranquilamente.

O pior prende-se com a perspectiva das relações pessoais.
Todos estamos rodeados de relações que não funcionam, amores que se juraram eternos e que se perderam por umas mamas (termo clínico) de uma secretária mais nova ou pelos abdominais de um professor de ténis, amores vividos em contra-mão ou amores de sentido único.
Porque é que alguém acredita que irá viver feliz ao lado de outra pessoa até ao resto das suas vidas, se está mais do que provado que as pessoas só querem o que não têm.
Se a galinha é sempre melhor do outro lado do quintal e tem umas pernas mais magras?
O ser humano foi feito para estar em modo "coelho", no que respeita às relações.
E é uma perfeita tanga dizerem que os homens têm mais tendência para o apetite que as mulheres.
Ambos os sexos querem o mesmo.
Sexo.
Novas relações.
Explorar o mundo.
Experimentar novos parceiros.
E quem diga que não está a mentir.
Então porque raio há-de o (grande) autor perspectivar uma relação duradoura e feliz?
Se 99% dos casais que conhece se separaram, mais cedo ou mais tarde, com mais merda ou menos merda.
Diz-se que o amor é para se viver como a vida.
Sabe-se que vai acabar, por isso que se viva ao máximo e da melhor maneira possível.
Mas porque é que o amor há-de de certeza acabar?
Salvando todas as hipocrisias, pois de más tentações está o céu cheio, será o (grande) autor assim tão antiquado por querer um amor eterno, cheio de filhos, netos e bisnetos até que a morte os separe?

quarta-feira, março 28, 2007

Atenção qu' isté berídico

Tenho dois amigos meus que trabalham no SEF, no departamento de informática.
Contaram-me os gajos que há uns tempos foi para lá trabalhar um brasileiro, que estava em Portugal com um visto de estudante.
Ora, o brazuca não podia trabalhar com contrato nem nada parecido, era estudante, ponto.
Mas claro que, como se trata de Portugal, o "rapaiz" conseguiu ser contratado e está a trabalhar com contrato e sem visto, dado que o visto de estudante expirou...
E onde está ele a trabalhar?
No departamento de informática do SEF.
E o que é o SEF?
É o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Bem-vindo a Portugal, terra das oportunidades.
E do Allgarve.

terça-feira, março 27, 2007

A facada peniana

Hoje, foi o (grande autor) dar umas braçadas a uma piscina de Lisboa, a ver se começa a caminhar na rua, em vez de rebolar.
Para se chegar ao complexo ("complexo" é uma das melhores palavras que existe) das piscinas, teve o quase-desportista de passar pelos balneários exteriores, destinados aos praticantes da arte (por tantas vezes marcial) do futebol.
Foi ao passar em frente a tais vestuários (outro vocábulo óptimo) que o (grande) nadador ouviu a frase que o deixaria traumatizado para o resto do dia e que o levaria a vestir-se e equipar-se dentro de um daqueles cubículos individuais.
Berrou assim um dos Cristianos Ronaldo:

"Oh fo*a-se!! Mostra lá então essa circuncisão, car*lho..."
.

segunda-feira, março 26, 2007

uma opinião sobre isso

Pega na lancheira e vai dar o almoço ao pai, mas não penses nisso porque senão ainda ficas todo descontrolado alto deleite, como a aprendiz.
Mas descansa, que "há mar e mar, há ir e voltar", já diziam conversando a miss butterfly e a miss Londres.
Aliás, não te preocupes, pois também o pequeno Fred tinha umas perspectivas bizzaras sobre a sua vida, que era uma blogaria pegada, assim mais ou menos como a do blog do Nando, que vivia com a Sofia na Suécia.
Uma vez apareceu-lhe o poeta popular, sempre a escrever naquele caderno preto e a comer pudim royal, empurrado por uns sopros de improviso (e por uns LSDees, comprados na Dinamarca).
Sempre a queixarem-se que têm uma vida de cão, como a do Pepe, encontraram um dos seus amigos ductos (indiscretos, esses gajos) que lhes perguntou:
"Vamo tomá um chopy em honra da Joaninha na Holanda?".
Antes disso debateram alguns enfoques sobre questões irrelevantes, enquanto se abriam uns com os outros, dado que se encontravam fechados hermeneuticamente, pois co-existem num descartável mundo novo, praticamente como num tapete rolante.
Como são piores que os putos, mudaram logo de ideias e foram ao cinema ver o nome filme da Patricia Sound Image, o "hoth VI", com o sylvester stalosses e o arnold stendenavengen.
No final do filme, cagaram uns nos outros e no Hi5 e foram fazer novos amiguinhos.

domingo, março 25, 2007

Um pormenor fedorento

Só para dar realce a um pormenor que muito agradou ao (grande) autor no programa dos Gato Fedorento "Diz Que É Uma Espécie De Magazine" de há pouco.
Quando entregaram as folhas com as letras da canção de Sam The Kid ao vocalista da Ala dos Namorados, podia ver-se algo claramente que eram folhas de rascunho.
Ou seja, foram aproveitados ambos os lados das folhas.
Pelo menos assim pareceu, ao (grande) autor.
Numa altura em que finalmente se começa a ter alguma consciência do problema ecológico em que estamos enterrados, aqui fica um aplauso merecido à produção do pugrama.
E aos gatos, claro.

Ps- Hoje, na (grande) opinião, foi razoável. Mas também, depois da imitação do Prof. Marcelo, a fasquia ficou demasiado alta.

quinta-feira, março 22, 2007

Uma coisa que eu gostava de ver

Era um gajo chegar ao casino, dirigir-se à roleta e apostar todo o seu ordenado acabado de receber em como saía vermelho, por causa de o Benfica ter ganho na noite anterior.
Se não saísse o gajo desatava a gritar "Isto é um roubo!!!!", enquanto cantava aos berros a música dos Táxi:
"Chamem a polícia...bau au au...chamem a polícia..."
Isso sim, era d'homem.
Isso e sair com os dedos das mãos intactos e as duas rótulas a funcionar.

terça-feira, março 20, 2007

Nicole "Summer" Eggert


Quem nunca viu as "Marés Vivas"?
O mestre Hasselhoff a tomar conta das nadadoras-salvadoras e dos outros gajos que para lá andavam a estorvar.
Na primeira série, pelo menos na primeira série que passou em Portugal, havia uma personagem chamada Summer, interpretada pela Nicole Eggert.
A Summer era linda.
A Summer ia ser a mulher dos filhos do (grande) autor, na altura com 11 ou 12 aninhos, mas com (grande) vontade de constituir família.
Ou pelo menos de tentar procriar com a Summer.
A Summer era de facto o vento que fazia a bandeira despregar-se do mastro.
Era tudo, caraças.
Um primeiro amor, uma pessoa impecável, bonita e inteligente, era ela a "tal".
E um dia todo o sonho se desfez.
O (grande) autor entrou numa papelaria para comprar cromos da caderneta do mundial e viu uma capa que o fez quase vomitar o almoço.
A sua Summer estava despida de roupas e pudores, na capa de uma revista, juntamente com aquela vaca da C.J., a que levara a perfeita Summer por esses maus caminhos, com toda a certeza.
Não podia ser a sua Summer.
Porquê a Summer?
Caíram os cromos juntamente com o coração e o nó na garganta, tudo espalhado no chão da papelaria.
Apanhados os cacos, nunca mais o amor foi o mesmo para o (grande) autor.
Pelo menos o amor televisivo.

sexta-feira, março 16, 2007

Choca aqui

Odeio as pessoas que dão apertos de mão frouxos.
Não há coisa mais irritante do que estender a mão para cumprimentar alguém e darem-nos um pedaço de carne com dedos, meio morta.
Apertam a mãozinha como se a tivessem dormente, como se tivessem estado a dormir 14 horas com a mão debaixo do corpo.
Dá vontade de lhes mandar uma chapada e dizer para acordarem e apertarem a mão como deve ser!
Dá vontade de lhes espetar um pau pelo canal traseiro a ver se arrebitam.
Ou então fazer-lhes um "mão morta, mão morta, vai bater aquela porta!" enquanto lhes damos com a própria mão na face e um dedo se espeta involuntariamente no olho esquerdo.
Sejam firmes, caraças!
Não é preciso arrancarem as mãos alheias, mas por favor não dêem apertos de mão como se estivessem a apalpar urtigas.

quinta-feira, março 15, 2007

voa, verdinha!

Há uns tempos, ia uma amiga do (grande) autor tranquilamente a caminhar na rua, a comer uma sandoca.
Porém, cometeu o erro de passar em frente a uma tasca das antigas.
No preciso momento em que ia a passar, ouviu um som.
Um som profundo, alguém que tentava salvar das profundezas da sua garganta uma amiguinha verde.
A luta deu-se durante uns milésimos de segundo.
Vitória, a amiguinha estava salva!
Já na boca, o salvador tratou de a largar para o mundo, para que esta pudesse prosseguir alegremente a sua vida e aquele pudesse voltar para o copo de vinho no balcão.
Só que, azar dos azares, qual Cristiano Ronaldo dos lançamentos de escarras, o herói de bigode conseguiu fazer com que a sua amiga verde fosse aterrar em cima da sandes da amiga do (grande) autor.
Sem hipóteses de defesa, diria o mestre Gabriel Alves.

terça-feira, março 13, 2007

ILGA

No outro dia, foi o (grande) autor e uma pandilha de amigalhaços a uma festança.
Motivados por uma amiga portuguesa que sempre os leva a festas fixarolas, lá foram todos mais uma vez, imbuídos num espírito de diversão, alegria e cerveja.
Chegádos ao local, paga a entrada, o (grande) autor começa a notar uma forte presença no ar.
Naquele oceano de boas ondas flutuava uma camada de um produto que se impunha fortemente, embora sem incomodar qualquer pessoa.
Passados uns momentos o (grande) vai até à casa-de-banho e à entrada desta vê um placard de cortiça, onde se encontravam vários anúncios de cariz sexual.
"Homem de 40 anos procura rapaz de 20 para convívio agradável".
"Rapariga de 30 e poucos procura outras raparigas de mente aberta e vontade de se divertir".
Algo parecido com estes exemplos.
A pensar que era uma coincidência, entra o dito no wc, faz as suas coisinhas e sai.
Ora, à saída, repara num cartaz que denominava o local da festa.
ILGA - Instituição de Lésbicas e Gays Assumidos.
E aí uma luz acendeu-se ao fundo do túnel confuso do (grande) autor.
Estava tudo explicado.
"Mais uma cervejola e siga para a pista continuar o bailarico", pensou.
Chegado ao bar, juntou-se a teoria à prática.
Os dois barmen estavam a pesquisar o interior bucal um do outro.
O (grande) autor segurou a velinha uns momentos, a ver se a sua presença era notada.
Qual quê, teve de pousar a velinha e soltar um "olhe desculpe..." para pedir a cerveja.
Voltou a pegar na vela, na cerveja e foi então para a pista.

sábado, março 10, 2007

Body Swap

Esta história é um bocado mórbida.
Há uns dias, houve uma troca de cadáveres num hospital do nosso Portugal.
Uma família levou a enterrar um dos seus membros, quando na realidade o seu parente iria ser enterrado por outra família que, por acaso, reparou que o corpo não era o do seu ente querido.
Ambos os senhores tinham morrido no mesmo dia, indo para a morgue com as fichas de óbito trocadas.
Agora, porque raio é que a 1ª família não reparou que o corpo que ia a enterrar não era o "seu"?
será que se queriam ver assim tanto livre do velhote que enterravam qualquer um?

- Oh mãezinha, mas este não é o pai...
- Deixa estar filha! O teu pai, com tantas que já fez, de certeza que conseguiu também fazer uma operação plástica antes de morrer, o sacana.
- Mas o pai era muito baixo e este senhor parece que joga na NBA...
- O teu pai era um gajo manhoso...deve estar de saltos altos, o boi!
(nisto levanta a parte do lençol que cobre os pés do corpo)
-Olha, realmente não está. Deve ter feito outra operação para ficar mais alto também. Devia era ter pensado numa para aumentar o zéquinha dele, isso é que era dinheiro bem gasto, que aquilo até nas tomadas ficava à larga...
- Oh mãe, mas o pai era branco e este senhor é negro...
- Oh filha, já sabes que isto hoje em dia uma pessoa vai aqueles sumários e fica bronzeada em três tempos.
- Oh mãe, mas acho mesmo que o pai era careca e este senhor tem carapi...
- Oh filha, cala-te! (manda um chapadão na filha) O teu pai morreu, vai a enterrar mesmo que não se pareça com o teu pai! Morreu, morreu, não há nada a fazer. Olha, ali está o Sr. António-da-padaria! Ai... está cada vez mais novo, vamos lá falar-lhe...

sexta-feira, março 09, 2007

make way for the S.O.V.

Lady Sovereign
O (grande) autor não é nada de escrever coisas do género ai-esta-banda-é-tão-gira ou falar das suas experiências auditivas.
Mas esta rapariga, têm de ouvir.
Lady Sovereign, a.k.a. S.O.V., 22 anos, Londrina, uma verdadeira Eminem no feminino, até melhor, penso.
Ok, quem não gosta de Eminem ou música do género só leu até à última linha.
Agora para vocês, que possam gostar de todos os tipos de música, como o (grande) autor, decerto irão apreciar esta lad.
As letras das músicas são excelentes, apesar de quase imperceptíveis ao ouvido portuga, pouco treinado no campo do "cockney", o calão usado pelos londrinos.
Até o (grande) teve de ir ler as letras na internet.
Sempre de rabo-de-cavalo ao lado, SOV vai atingindo tudo e todos, palavra a palavra.
Na (grande) opinião, as melhores são "gatheration" e "blah, blah".
Muito bom, mesmo.

mais em: http://www.ladysovereign.com/flash.php
ou: http://www.myspace.com/ladysovereign

quinta-feira, março 08, 2007

China ali ao lado

Hoje esteve o (grande) autor na palheta com um grande amigo italiano, via skype.
Uma maravilha, esse skype.
E o amigo também, claro.
A grande novidade desse amigo italiano é a de que vai trabalhar para a China, num atelier (ou ateliê) italiano de arquitectura, em Tianjin, que é assim como quem vai ali do campo grande, a 120km de Pequim.
Mas a coca-cola no topo do cheeseburguer é que a namorada dele também vai!
E porquê?
Porque ela tirou uma licenciatura em chinês (mandarim) e línguas orientais e, que chatice, no atelier para onde ele vai precisam de um intérprete/tradutor de italiano para mandarim e vice-versa.
Pagam-lhes a viagem, a casa e mais umas largas centenas de € por mês.
Já diziam os irmãos mais velhos da TVI:
"Que cena, meu!"

quarta-feira, março 07, 2007

senhoras vs homens

Ouvi outro dia este dito popular, que considero ter um fundo de verdade:

"Se fecharem 10 senhoras numa sala, matam-se umas às outras.
Se fecharem 10 homens numa sala, jogam futebol 5 contra 5."

Agora, sinceramente, não sei o que será melhor.

terça-feira, março 06, 2007

isto tem andado calmo

coisas chatas que não matam mas moem:

- beber água aquecida pelo Sol, na praia, quando se está mesmo com aquela sede

- vestir as calças na praia, ficando cheio de areia no interior daquelas

- sair dum banho quentinho e limparmo-nos a uma toalha molhada

- ao sair do banho, encostarmo-nos à cortina, gelada

- pisar uma poça de água, de meias calçadas

- sair da cama quente e pisar o chão gelado

- molhar as mangas ao lavar a louça

- cair-nos um pingo pelo meio das costas, vindo de uma goteira duvidosa

- pisar merda de cão mesmo antes de entrar em casa

- sair a chave do euromilhões que jogamos sempre, justamente na semana em que não jogámos porque nunca-me-sai-nem-vale-a-pena-gastar-estes-dois-euros-vou-mas-é-comprar-droga

terça-feira, fevereiro 27, 2007

a tua camisola

no jogo do Glorioso de ontem, havia um cartaz nas bancadas, segurado por um senhor com ar sério em que se podia ler:

"KIM DÁ-ME A TUA CAMISOLA"

KIM?
será o guarda-redes do Benfica de origem norte-americana?
ou será que o pessoal anda a ver muita televisão?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Vão dar os Oscars!! Mas ai é na TVI? Oh f...

Eu gosto de ver os Oscars.
Mas, infelizmente, dos 11,5 canais que tenho, ontem só a TVI é que estava a transmitir em directo.
A TVI, aquele exemplo de televisão, ícone da telenovela portuguesa, da informação interessante e dos cenários inspirados nas batalhas medievais.
Mas, mesmo na TVI, os Oscars têm piada.
Gosto de ver as estrelas, comentar vestidos, nomeações, vencedores e penteados.
Porém, estar a tentar ouvir o que dizia a Ellen Degeneres e estar a levar com os comentários dos que percebem tanto daquilo como eu de engenharia nuclear, ou o Nuno Gomes de golos, é que não tem tanta piada.
E ela estava a ter imensa piada!
Que irritante, balhamesantaquitéria!!
Sempre a tentarem traduzir tudo, e mal, a cada 10 segundos!
Será que não dá para entender que quem não percebe inglês vê hoje à noite o compacto legendado??
E, já agora, alguém podia fazer um donativo à TVI, ou uma chamadinha para o José Eduardo, para eles comprarem daqueles microfones em que se tem de carregar para falar, tipo walkie-talkie, para o telespectador não estar a ouvir a merda da respiração dos comentadores, tal como os seus "hhmmrrrmm" desentupidores de gargantas.
hhhhmmmrrrmmmmmrrrmmmm...
HHHRRRRRMMMMMMMRRRRRRRRMMMMM....
HHHHHRRRRRRRRRRRRRRRRRRRMMMM....
Não é normal estar-se a ouvir as pessoas a mexerem-se na cadeira, a suspirar e a falar em surdina.
Não é normal uma televisão permitir que isso aconteça, pelo menos uma estação de TV profissional.
Mas só a TVI é que estava a passar a entrega dos calços de porta.
E fui-me deitar passada uma hora daquele tormento.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

consigo, logo, faço.

Em Portugal, automobilisticamente falando (e não só), ainda se vive de uma forma ligeiramente selvagem.
A maior parte das pessoas tem certas atitudes porque consegue, não porque as possa ou deva ter.
Por exemplo, há pessoas que estacionam em cima do passeio, impossibilitando a passagem até dos cães.
Não porque devam ou possam fazê-lo, mas porque conseguem.
Se não houver um pino, um obstáculo (frise-se, irremovível), as pessoas acham logo que podem estacionar, mesmo que seja à porta de um hospital.
O mesmo se passa com a condução.
Há sinais e semáforos, mas se não vem lá ninguém, passa-se o vermelho ou ignoram-se as regras de trânsito.
É a mentalidade mais prática que existe, disso não haja dúvidas.
Mas temos as prioridades invertidas.
Onde devemos ser mais despachados, somos os mais lentos.
Quando devemos ter mais calma e ponderação, somos os mais acelerados.
Enfim, se consigo fazê-lo, posso fazê-lo.
Se não posso, então impeçam-me.
Mas se conseguir na mesma, faço-o.

domingo, fevereiro 18, 2007

teletexto

Se há coisa que me irrita na televisão, no aparelho em si, é o teletexto.
É que é impressionante.
Um gajo quer ver os números do euromilhões ou a programação da TVI, para ver que filme do Stallone é que vai dar hoje e mais vale ir para a janela perguntar aos berros se alguém sabe, do que ir ao teletexto.
Imaginem que a página que querem procurar é a 222.
Pois o teletexto começa a busca a partir da 999, em descrescendo.
Passados 2 minutos, lá chega à 222.
Não é a p... da página que queriam, claro.
Tentam a 220.
Recomeça a contagem descrescente a partir da página 999.
Por esta altura já estão a apertar o comando como se de uma bolinha anti-stress se tratasse.
Lá chega à página 220.
A 220 indica que a página que querem é afinal a 132.
Seleccionam 132, está ali ao lado da 220, rezam para que salte imediatamente para lá.
Recomeça a contagem desde a 999.
Um "CUM FILHA DA P..." ecoa pelas escadas do vosso prédio.
Aterram na página 132, depois de terem ido dar uma voltinha à sala para se acalmarem.
Ok, é a página certa, pro-gra-ma-ção-da-T-V-I.
Mas a p... da página divide-se em quatro sub-páginas.
A primeira com a programação das 07h às 12h, a segunda das 12h às 17h, a terceira das 17h às 22h e a quarta das 22h às 04h.
É óbvio que a página em que calharam é a das 12h às 17h e vocês querem saber se o filme dá à noite.
Seleccionam outra vez a mesma 132, porque é impossível navegar pelas sub-páginas, rezando para que o cab... do teletexto seleccione sozinho a p... da sub-página que desejam.
E não é que o filho duma granda p... pára na sub-página das 07h às 12h.
Neste momento atiram com o comando à televisão, partindo-se este em três pedaços.
Desgastados pelos últimos 35 minutos e enfrentando o desespero de saberem que terão de se levantar para mudar de canal e subir ou baixar o volume da TV o resto da noite, vão até ao vizinho do lado perguntar se, para além de gelo para o whisky, tem a TVguia.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

homicídio inocente

era uma vez...a irmã do (grande) autor, há muitos anos atrás, quando aquela tinha apenas 4 ou 5 aninhos.
num belo dia de Sol, estacionado o carro dos papás ao pé de casa, os dois irmãos viram um passarinho caído no chão, meio zonzo e piu piu piu.
não voava, estava magoado.
levaram-no então para casa, para dele cuidar até que pudesse voltar a voar.
durante uma semana cagou o chão da cozinha, bebeu água e comeu cerelac através de uma seringa sem agulha, saltitou pela casa toda e piu piu piu.
após esses dias felizes, aparentava já estar quase pronto para o voo a partir do 4º andar.
assim, puseram-no na varanda, dentro de um caixote, para que, se quisesse, pudesse partir e piu piu piu.
por lá andou um par de dias, até que a irmã do (grande) autor, amante da higiene pessoal e alheia, decidiu que o passarinho precisava de uma banhoca.
independente desde muito precoce, lá foi lavar as penas ao passarinho, ao fim da tarde, depois da escola.
a seguir, claro, deixou-o na varanda para que o passarinho pudesse então zarpar, já lavadinho, de noite.
pois na manhã seguinte, foi a mãe do (grande) autor fazer o ponto da situação do passarinho.
este lá continuava, só que desta feita deitado.
durinho que nem um taco de golfe.
"estará com uma cãibra?" pensou a senhora.
parece que o frio não lhe fez bem, apesar de a irmã do (grande) autor ter jurado a pés juntos que o secou muito bem com uma toalhinha.
de agora em diante lembrem-se:
se gostarem dos vossos passarinhos, não os lavem, nem à mão nem na máquina.
e piu.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

dia dos namorados?

perguntaram-me porque é que hoje eu ia ver o jogo do Benfica, quando é dia dos namorados.
perguntaram-me se eu não ia passar o dia com a minha namorada, se não ia jantar com ela.
eu respondi que, se o amor existe, demonstra-se quando uma pessoa quiser.
e que, claro, a minha namorada também quer ver o Benfica.

domingo, fevereiro 11, 2007

sim ou não? abstenção.

Mais uma vez os Portugueses mostram que refilar é com eles, mas actuar é com os outros.
O nosso povo é um povo passivo, liderado por poucos activos.
Atenção, não defendo os políticos.
Nem rosas, nem vermelhos, nem verdes, nem laranjas.
Defendo que devemos actuar.
E actuar não é ficar em casa sem ir votar porque está de chuva ou faz um Sol do caraças.
A partir do momento em que as pessoas têm uma (ainda que pouca) influência colectiva, ganha a tanto custo à ditadura, mas não a usam...não se podem queixar.
Podem-se queixar de que quem elegeram não cumpre.
Mas não se podem queixar de que quem foi eleito não cumpre, se não contribuíram para a sua eleição.
56% de abstenção?
Pffff.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

alguém disse

a frase mais ridícula dos últimos tempos, futebolisticamente falando:

"Desculpem, mas eu sou pianista, não posso ir à baliza."
.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

mosh

concerto de Ratos de Porão na Incrível Almadense em 1994
(fotografia do Cameraman Metalico)

por muitos considerado uma prática violenta, o mosh é um desporto saudável.
o que se passa na imagem não faz parte do mosh, mas sim da arte do stage-diving ou, neste caso, "balcão-diving".
também o (grande) autor é adepto destas duas formas de expressão corporal.
no mosh diverte-se com os amigos e desconhecidos, bailando um tango-tipo-rugby muito bonito e de elevada graciosidade.
mas é no stage-diving que o (grande) autor encontra a maior satisfação.
não há como saltar de um sítio (de preferência um pouco alto) e ser agarrado pelos amigos.
é aliás um exercício praticado em muitas escolas de teatro, como forma de os actores confiarem plenamente uns nos outros.
porém, como o nosso herói não é um super-herói, numa noite de Verão, animado pela música pimba tocada na aldeola predilecta do seu grupo de amigos para as festas dessa índole, o (grande) autor resolveu mais uma vez saltar do palco onde a banda tocava, perplexa.
tal foi o entusiasmo com que o nosso projéctil humano saltou, que saltou demasiado, indo aterrar apenas com a parte de baixo da cintura nos braços que o esperavam.
resultado, o seu corpo fez um ângulo perfeito de 90º e o (grande) autor foi dar com a bonita face no chão.
não fossem os robustos braços que levava à frente e a queda no chão de terra teria resultado em mais do que um punhado de cabelos empoeirados e uma ligeira tontura.
nessa noite muitos mais saltaram, mas todos aterraram benzinho.
é uma arte que se recomenda, mas de preferência com o balanço certo.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

glossário para a actualidade

numa altura de grande controvérsia, em que se fala de abortos, adopções, apitos e câmaras municipais, entende o (grande) autor ser absolutamente necessária a disponibilização de um glossário, para que todos possam compreender as notícias sobre o que se passa no nosso país.

despenalização - retirar a pena; isentar de pena.
ex: um gajo rouba uma velhota, mas não vai preso, porque já não é crime roubar pessoas com mais de 65 anos.

panóplia - armadura completa de um cavaleiro da Idade Média; escudo em que se colocam as armas, artisticamente dispostas, para adorno das paredes; porém, na maior parte das frases em que é usada, panóplia significa "grande variedade de alguma coisa".
ex: o Benfica tem no seu plantel uma panóplia de grandes jogadores e outra de atrasados mentais.

maniqueísmo - doutrina do persa Manes (215-275), segundo a qual o Universo foi criado e é dominado por dois princípios opostos e inconciliáveis, o do bem e o do mal.
ex: o Simão Sabrosa e o Quaresma, o homem-aranha e o dr.octopus, a Sónia Araújo e a Manuela Moura Guedes.

arguido - aquele a quem acusam de algum delito; sujeito submetido a um processo penal.
ex: Carlos Cruz, Herman José, Vale e Azevedo, Beto-mãozinhas, Zé-dedos-leves.

biológico - relativo à Biologia, a ciência dos fenómenos da vida nas suas leis gerais.
ex: estar vivo, é o contrário de estar morto.

do coração - relativo ao coração - órgão muscular, agente principal da circulação do sangue; a parte externa esquerda do peito, onde se sentem as pancadas do coração; afeição, amor, complexo de faculdades afectivas; generosidade; ânimo, coragem.
ex: gostas de mim? por amizade ou por amor?

corrupção - acto ou efeito de corromper; podridão; decomposição; putrefacção; devassidão; adulteração; suborno; prevaricação.
ex: passar dinheiro debaixo da mesa, meter notinhas no bolso do árbitro, aprovar projectos em zonas protegidas porque vai ser o primo a construir.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

será mesmo?


na capa do Metro, há umas semanas.
relativo a outra pessoa que não o (grande) autor, claro.
mas podia ser.
chiça.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

deixar o planeta respirar

amanhã, dia 1 de Fevereiro, terá lugar uma iniciativa (infelizmente) fora do vulgar e muito ecológica.
das 18h55m às 19h00m, devemos desligar o quadro de nossa casa, deixando assim de consumir qualquer tipo de energia durante 5 minutos.
a iniciativa começou em França (afinal aqueles gajos sempre têm dois dedos de testa de quando em quando) e pretende-se que chegue a todo o mundo.
assim numa escala mundial.
planetária.
do mundo inteiro.
e arredores.

assim, apela o (grande) autor para que amanhã às 18h55m (hora tuga) se desligue o quadro de cada casa e só se volte a ligar às 19h00m.

pode parecer uma estupidez, mas eu acredito mesmo que se todos os chineses do mundo saltassem exactamente ao mesmo tempo a Terra abanava.
considerem isto um salto de todas as raças pelo Planeta.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Santos du non

Fernando Santos, treinador do Benfica, defendeu ontem o NÃO em debate sobre o tema mais quente do momento, no "prós e contras".
Fernando Santos chegou até a dizer que a interrupção voluntária da gravidez não deveria ser permitida nem às mulheres vítimas de violação.
(!!!)

O (grande) autor acalma os seus leitores, relembrando que esta é a mesma pessoa que insiste em manter o Beto e o Paulo Jorge no plantel dos encarnados e ainda, imagine-se, pôr o Nuno Gomes a jogar em todos os jogos.
Obviamente que Fernando Santos não está bom da cabeça nem sabe o que faz ou diz.
Assim, tenham calma e dêem o devido desconto à posição do homem.

domingo, janeiro 28, 2007

xim ou não, manel?

aviso: o texto seguinte é de algum mau gosto. porém, dada a parvoíce dita por tanta gente sobre este tema, reserva-se o (grande) autor no direito de dizer mais alguma merda.

numa altura em que se fala tanto do aborto, urge relembrar aqui uma expressão muito utilizada nos tempos de escola c+s do (grande) autor, para apaziguar um pouco a luta entre o SIM e o NÃO.

a expressão era: TAF - tentativa de aborto falhado

E daí, frases como:
...."O ambrósio é um TAF."
...."Oh Ambrósio, és um TAF!"
...."E quem não saltaaaa... é TAAAAAFF! Ambrósio, não saltaste, és um TAF!!"

eram das frases mais ditas depois de:
...."últimos a ir à baliza!!"
...."já deu o 2º toque?"
...."vamos jogar ao roda-bota-fora?"
...."oh stôra, não me marque falta de material..."

o aborto, infelizmente, tema de todas classes sociais e faixas etárias.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

por dentro

dentro da cama, o corpo inteiro tentava adormecer ignorando o frio.
os pés roçavam-se um no outro para aquecer, assim como as pernas, que se agitavam incessantemente.
o estômago, ainda cheio da refeição anterior, refilava com os dois pares, gritando-lhe barulhos digestivos para que ficassem quietos.
toda a gente sabe que é o estômago que manda no corpo humano.
se bem que nos homens, na presença de senhoras, quem assume por instantes o comando é o pénis.
só que este, após breve diálogo com a mão direita, dormia já a sono solto.
os olhos, fechadinhos, tentavam ignorar os berros do estômago que, não percebiam porquê, continuava muito irritado.
"está com azia" esclarecia a boca.
os pés, finalmente mais calmos, juntavam-se, prontos a dormir também.
só as pernas batiam ainda com os joelhos uma na outra, não conseguindo escapar ao frio.
então, as mãos, num acto heróico e com vista a calar o estômago e garantir o sossego, foram colocar-se em cima dos joelhos, aquecendo-os e abrandando a tremideira.
por fim todos estavam em condições de adormecer tranquilamente.
apenas o cérebro e o coração não fazem tenções de dormir, dialogando a noite toda em silêncio.
"toma lá, dá cá, toma lá, dá cá...", cantam afonicamente em uníssono.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

geração rasca?

devo optar por ganhar muito dinheiro,
fazendo aquilo de que não gosto, mas que até aguento?

ou optar por ganhar menos dinheiro,
fazendo o que gosto, mas não ganhando para o sustento?
.

terça-feira, janeiro 23, 2007

manual de encher chouriço

aviso: o texto que se segue encontra-se desprovido de qualquer tipo de interesse.
.
no outro dia queixava-se o (grande) autor à sua (grande) namorada, de que não fazia ideia de quanta gente, concretamente, lia o seu blog.
de frisar que a própria não lê o blog do seu (grande) namorado/autor.
não lê, mas disse-lhe que o seu público seria certamente como o público que vai ver e gosta dos filmes do (grande) Woody Allen.
"poucos, mas fiéis".
primeiro que tudo, se o (grande) autor é grande, então o Woody tem de ser infinito.
em segundo lugar, será que existe mesmo um público fiel a este espaço?
e será que o facto de a nossa própria namorada não ler o que escrevemos quer dizer que somos demasiadamente maus?
ou demasiadamente bons?
ou será que, simplesmente, não lhe suscitamos interesse?
a única certeza é a de que a vida lá fora é uma selva e neste mundo cão não se consegue agradar a gregos e troianos.
seja como for, gostei da comparação (ainda que com a devida distância milenar) com o Woody.
Woo, para os amigos.

domingo, janeiro 21, 2007

é uma questão de

Mostrava o canal de TV que transmitia o jogo Benfica-Leiria, uma senhora de idade no estádio, de terço na mão e a rezar, enquanto o Benfica fazia por ganhar o jogo.
Ora, ver o Benfica jogar é isso mesmo.
É ter uma fé, seja no céu, seja na terra, de que os encarnados irão vencer.
Os adeptos dos outros clubes devem ter uma pequena convicção, alguma esperança, de que o seu clube irá ganhar, mas ninguém espera da sua equipa como o adepto vermelho.
Ser do Benfica é sofrer, por vezes, mas sorrir na maioria delas.
É acreditar sempre no meio táctico para se chegar ao fim glorioso.
É sorrir, gritar, abraçar até a parede quando é golo.
Ninguém deixa um jantar queimar por causa do Sporting.
Nem se manda um soco na mulher porque o Porto sofreu golo.
Ser do Benfica é atirar com o crucifixo ao chão e mudar para outra religião se o Benfica perde.
É bater no marido e deixar queimar o jantar.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Já dizia João das Regras, jurisconsulto de D.João I

.
"Senhor, prometei o que não tendes e dai o que não é vosso."
.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

o universitário

quando o dia lá fora é noite
quando a noite lá fora é dia
sabemos que o universitário vive
porque a sua cadeira chia

quando o pequeno-almoço é o lanche
bem como o almoço o jantar
a ceia é sempre a ceia
mas o universitário não mastiga devagar

queimadas as pestanas
a almofada cheira a pó
o cobertor está frio
mas o universitário não está só

consigo tem os livros
os que o acompanham jornada fora
amigos leais, dos melhores
os que estão lá a qualquer hora

como se nota bem claramente
o universitário está a ficar meio louco
se já era um tudo nada demente
agora será mais, mas só um pouco.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

situação horrível

não há explicação para a impressão que faz saber que estas coisas se passam.
leiam com atenção o que a Sofia escreveu.

http://eteceterasentretempos.blogspot.com/2007/01/caem-me-lgrimas-s-catadupas.html

domingo, janeiro 14, 2007

uma opinião sem interesse mas

para onde foi Rui Costa terminar a sua carreira?
para o Benfica, onde sempre disse que terminaria.

para onde foi Luís Figo terminar (quase de certezinha) a sua carreira?
para a Arábia Saudita, quando sempre disse que terminaria a sua carreira no Sporting.

afinal parece que os catalães sempre têm razão quando chamam "pesetero" ao nº7.

ps - sabia que o Barcelona, quando Figo se passou para o inimigo madrileno, permitia que qualquer adepto que tivesse comprado uma camisola daquele enquanto este jogava na Cataluña, a trocasse por uma de qualquer outro jogador do Barça?

sexta-feira, janeiro 12, 2007

aconselho cardoso



Em exposição no Museu Gulbenkian até domingo.
A não perder.
Ponto.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

CDs piratas: a verdadeira história

Hoje, o facto de o (grande) autor estudar direito servirá para alguma coisa.
(que o sirva pelo menos uma vez na vida!)

Anda por aí um mail a circular, com o boato de que não podemos ter cd's gravados no carro, porque numa operação-stop a polícia pode revistar-nos o carro e autuar-nos por cópia ilícita.
Ora, isto é a mais pura mentira.

"E porque é que é mentira, [grande (e sábio)] autor?", perguntam vocês.
Porque, quando a reprodução de um cd se enquadra no conceito de "cópia privada" e, conforme é referido no art.º 81º, b) do Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, não atinja a exploração normal da obra, esse tipo de cópia é consentido.

Ou seja, se vocês copiarem o cd para vocês próprios ou para um amigo e só tiverem uma ou duas cópias, seja no carro ou no bolso de trás, não há infracção.
Agora, se tiverem 40.000 cópias, enfiadas num saco preto, com respectivas caixas e capas sacadas da net, como fazem as pessoas duvidosas...aí talvez já haja um ligeiro problema de "exploração anormal da obra".

Esse mail é pura treta, talvez até tenha sido lançado por alguma editora, que se lembrou que se calhar assim as pessoas copiavam menos CDs e compravam os originais.

Para completar, atentem na Lei:

Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos
Artigo 81º - Outras utilizações

É consentida a reprodução:
a) Em exemplar único, para fins de interesses exclusivamente científico ou humanitário, de obras ainda não disponíveis no comércio ou de obtenção impossível, pelo tempo necessário à sua utilização;
b) Para uso exclusivamente privado, desde que não atinja a exploração normal da obra e não cause prejuízo injustificado dos interesses legítimos do autor, não podendo ser utilizada para quaisquer fins de comunicação pública ou comercialização.


É o milagre da multiplicação dos CDs.

quarta-feira, janeiro 10, 2007

auxiliares verbais

Portanto, assim começa este texto.
Quer dizer, começa este texto...aaaa, assim a modos que, no início, prontos.
Fundamentalmente, o texto tem um começo que ocorre, quer dizer, agora.
Por exemplo, o texto agora já vai a meio, pronto.
Essencialmente é isto, digamos que não há muito mais, quer dizer, está a chegar ao fim.
Aaaa, de maneiras que...pronto.

(e foi mais um telejornal da TVI)

a culpa

não morre solteira.
então a sacana, escolheu-me como marido e agora não me deixa dormir!!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

actividades que se tornam de repente super interessantes

ora aqui vai uma listinha das actividades que de repente se tornam muito interessantes, quando se tem de estar a fazer alguma coisa que não essas mesmas actividades, tais como estudar direito fiscal:

- limpar o lava-louças - incrível. naqueles momentos de maior aperto e responsabilidade, o lava-louças adquire uma peliculazinha de gordura que tem de ser lavada. não dá para adiar. só se pára quando se passa com o dedo e não escorrega.

- lavar a roupa - sim, há certos momentos em que todos os boxers, cuecas, truces, peúgas, slips, collants, cintos-de-ligas, facas-na-liga, meias, meias-elásticas, etc, etc, têm de ser lavadas e passadas a ferro de seguida.

- ordenar os cd's por ordem alfabética e pô-los dentro das caixas certas - não há quem aguente ir buscar um cd de Marante, abrir a caixa e estar lá dentro o cd do Fernando Correia Marques. que fazer? arrumar essa trapalhada toda!

- ver o "sozinho em casa II" em VHS, cheio de poltergeist, gravado no natal de 1994 - não há como um bom filme com a dupla Macaulay Culkin/Joe Pesci para acalmar o stress.

- arrumar tudo o que sejam armários, despensas ou coisas com prateleiras - tem de ser, para se poder encontrar sempre o que se procura. um gajo tem de ser organizado. além disso esta conduta atrai quase sempre a presença feminina. com sorte talvez atraia também a presença feminina bisexual.

- ver o Benfica-Belenenses da época 86/87 que está a passar na RTP memória - para tentarmos antecipar jogadas que vimos aos 4 anos de idade, a ver se a memória funciona mesmo ou se paramos com os 3kg de queijo diários.

- escrever listinhas destas - isto é um ciclo vicioso, caraças.

terça-feira, janeiro 02, 2007

clube de vídeo

o (grande) autor aluga muitos filmes, para além de ir ao cinema, para os preços praticados pelos donos das salas escuras não aumentarem muito o buraco negro da sua carteira.
ora, no clube de vídeo onde costuma ir os empregados perguntam sempre em voz alta, na altura do pagamento, se é aquele o filme que a pessoa quer levar.
abrem a caixa e confirmam, o que até não é mau, dado que já aconteceu os filmes estarem trocados.
não é simpático um gajo chegar a casa a pensar que vai ver o "aeroplano", abrir a caixa e dar de caras com o "rocky XXIV".

enfim, tudo isto para dizer que as pessoas que alugam filmes pornográficos é que não devem achar muita piada às confirmações dos empregados.
imagino a cara daqueles senhores que vão ao clube de vídeo alugar um bom serão com umas pipocas, estão a pagar, à frente de umas jovens simpáticas, já a fazer olhinhos e a trocar dois dedos de conversa, quando de repente ouvem uma voz na sua direcção:

- então o senhor quer levar o "Eduardo Mãos de Pénis", "A Senhora dos Anais" e o "Apollo 69 - O Buraco Negro" ?

domingo, dezembro 31, 2006

primeiros números natalícios

entre 22 e 25 de Dezembro, os portugueses enviaram cerca de 427 milhões de mensagens escritas.
ora, a (pelo menos) 0,o9€ a mensagem, dá um total de ....
38.430.000 €
(trinta e oito milhões, quatrocentos e trinta mil Euros)
pelo menos, porque nem todos pagam 0,09€ a mensagem, há quem pague 0,12€ ou 0,15€.

adiante.
e para quem vai esse dinheiro?
instituições de caridade?
associações promotoras de bem-estar social?
para a conta do (grande) autor?
para a conta do (grande) leitor?
nem para o governo???
(bem, uma parte ínfima irá, indirectamente, através dos impostos)

acertaram.
tchan tchan tchan tchaaaan!!
vão sim para os cofres das empresas de telecomunicações.

aquelas mesmas que acusamos de serem manipuladoras, controladoras e de praticarem preços excessivos.
e depois circulam aqueles mails a incentivar ao "dia-sem-telemóvel", para criar rombos nos lucros das empresas e forçá-las a baixar os preços.

deixem-me rir.
e continuar a pagar.

sábado, dezembro 30, 2006

E.R.evolta

os médicos estão em luta.
mais concretamente, 19 directores hospitalares do hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, que se demitiram, por causa de um sistema de controlo de entradas e saídas via impressão digital, que ainda nem sequer foi implementado.
"Depois da Inspecção-Geral de Saúde ter concluído que mais de 70 hospitais não estavam a controlar faltas e atrasos dos médicos, o sistema de controlo de assiduidade está a ser implementado em vários hospitais."
(fonte TSF online)

ora bem, vamos à luta!
porquê?

"José Pedro Silva, presidente da secção regional do Norte da Ordem dos Médicos, diz que o sistema só prejudica o exercício da actividade médica, acrescentando que os médicos não podem estar sujeitos a horários rígidos. (...) O responsável acrescenta, ainda, que se for implementado este sistema de controlo rígido de horários, «o mais provável e que os médicos comecem a trabalhar menos, porque perante este tipo de sistema vão passar também a sair à hora que está estipulada no horário, independentemente dos doentes que estiverem à espera»."
(fonte TSF online)

sim senhor!!
qual querer-se perceber quais são os médicos que chegam tarde qual quê!
o que interessa é que os médicos tenham a liberdade de entrar e sair como e quando quiserem, sem se sentirem pressionados.
não interessa quem falta, quem trabalha para tapar a falta de outro, quem trabalha pouco ou muito, quem pica o seu ponto ou o do colega.
interessa sim que o médico não se sinta algemado ao estetoscópio.

até porque, já pusémos homens na Lua, mas não conseguimos, através de um sistema de controlo eficaz, perceber quem é que fica até mais tarde para operar ou quem é que não veio porque foi de férias antecipadas??

já agora, se um médico falta, passa um atestado médico a si próprio?
"Olhe que não, Sr. Doutor, olhe que não..."

sexta-feira, dezembro 29, 2006

mais uma pérolazinha

o (grande) autor divulga aqui mais um cheirinho de bom português, emanado de alguém que não me consigo recordar, após uma pergunta de uma jornalista.
alguém esse que até deve agradecer este excesso de consumo de queijo por parte do (big) author.
senão atentem:

"pois minha senhora...isso, muito possivelmente...vai ser impossível."

domingo, dezembro 24, 2006

a todos os opinadores

uma páscoa feliz com muitos ovinhos e coelhos de chocolate.
no entanto, cautela com as dores de barriga.
e se tiverem problemas intestinais, tomem aquele medicamento cujo slogan publicitário reza assim:

"não-sei-quê...para parar a diarreia, antes que ela nos pare a nós."

HO, HO, HO.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

os meus presentes

quero para o natal:

- um concerto de nirvana no coliseu de lisboa
- o magnusson de novo no Benfica
- o aeroporto para sempre na portela
- o herman com o cabelo castanho
- Lisboa sem parquímetros
- um loft em Nova Iorque

mainada.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

uma ceia de natal (parte II)

Efectivamente, lá vinha o Tiago, de 24 anos, mas o único ainda com paciência para se mascarar e fazer os três sobrinhos mais novos felizes.

O Ricardinho, de 3 anos, que nem sequer repara no esforço inglório do tio, entretendo-se antes a rabiscar o chão de mármore da sala, com umas canetas de acetato que a sua prima mais velha, Teresa, 8 anos, lhe tinha dado especialmente para o efeito.
A Margarida, de 6 meses, dormia no sofá da sala, enquanto dois primos lhe queimavam as pontas dos cabelos com o isqueiro do pai, e a já referida Joana, que em vez de apreciar o trabalho do seu tio, preferia estar a comer os restos das bolachas que se encontravam num pires, no chão que, supostamente, pertenciam ao gato.

O gato é o "capado", nome que vem, é claro, do facto do gato ter sido capado aos 4 meses, após ter estabelecido o recorde do quarteirão na categoria de procriação, visto ter engravidado as 7 gatas da vizinha de cima, tendo , para se deslocar de casa em casa, utilizado as escadas de emergência do prédio.

Enfim, lá vinha o valente Tiago, que já dava graças a Deus por ter corrido tudo bem na entrega das prendas, quando, ao sair da varanda, sofreu uma rasteira dada pelos seus sobrinhos gémeos, um de cada lado, numa mistura de Jorge Costa e Paulinho Santos, indo embater com a cabeça no corrimão da varanda, abrindo-a de par em par, criando um pequeno ribeiro de sangue, o que despoletou uma berraria geral.

Uns pelo facto de a varanda estar a ficar suja, outros pelo simples facto do pobre rapaz ter rasgado as calças novas na queda e ainda outros pelo facto de a coca-cola ter acabado e não haver nenhum supermercado aberto onde comprar.

Os únicos que prestavam atenção ao rapaz inanimado no chão eram os dois gémeos, que apenas se aproveitavam da posição ridícula do tio para se rirem às gargalhadas e lhe darem uns quantos pontapés nas costas e nas pernas, terminando a actuação com um glorioso atirar da água que se encontrava no jarro mais próximo para cima do corpo do tio, que já estava coberto por dezenas de papéis de prendas, atirados para lá à toa, após o "ataque" aos sacos destas.

A avó, ao reparar que as suas hortenses tinham acabado de ficar sem a sua preciosa água e a sua varanda estava atulhada de papel de natal, decide:

-Vá lá meninos, tudo na rua, já é meia-noite e doze e eu quero-me ir deitar! Apanhem os papéis, lavem a louça, acordem o Tiago e digam-lhe para limpar a porcaria toda que fez na varanda, dêem de comer ao gato e ponham os meus presentes em cima da minha cama. Os presentes de que não gostarem, ponham-nos em cima da mesa que eu dou-os como prendas ao pessoal lá da repartição.

E assim foi. O Tiago passou mais uma noite de natal no hospital, todos tiveram as prendas que não queriam, exceptuando o Pedrinho, que recebeu o cócó falso que já ambicionava há tanto tempo, os tios foram levar as avós a casa, em cascos de rolha, e o “capado”, para variar, ficou esquecido na varanda, pensando se não seria melhor atirar-se lá para baixo, pondo assim fim a uma vida de agonia.

Escusado será dizer que o avô teve de pedir outro empréstimo ao banco para pagar os múltiplos estragos causados pelos seus netos por toda a casa, ao longo da noite.

Enfim, mais uma noite de Natal como tantas outras…

terça-feira, dezembro 19, 2006

uma ceia de natal (parte I)

o (grande) autor, há muito tempo que tem a mania que escreve.
assim, deixo aqui uma descrição de uma ceia de natal, escrita por esse moço no dia 16/10/99.
qualquer semelhança com a família do (grande) autor é mais do que uma coincidência.

O som vindo da sala de estar da casa era assustador.
Cerca de 24 pessoas falavam, gritavam, expunham ideias todas ao mesmo tempo…todas na esperança de que as outras as ouvissem e não prestassem atenção à conversa vinda de apenas um meio metro dos seus tímpanos.

Era noite de natal, mas mesmo assim não eram dadas quaisquer tréguas e todos queriam falar mais alto que os outros, resultando num som que chegava aos ouvidos das pessoas que habitavam nos três andares inferiores.

A avó reclamava que a sua pensão ainda não tinha chegado e que já ia com duas semanas de atraso, a tia falava na sua operação bem sucedida ao rim esquerdo, o tio contava todos os detalhes, bastante importantes para a ceia de natal, deixando os provadores do bacalhau de mau aspecto, em agonia, agravada esta pela excelente descrição de como o bisturi cortava partes do interior da tia, fazendo espirrar algum sangue para a bata do doutor…enfim, o normal.

Numa divisão mais distante da sala, um dos primos mais pequenos pegava fogo a uns quantos papéis da secretária do avô, papéis parecidos com os do banco, relativos ao empréstimo contraído para o finalizar das obras da cozinha, onde nesta, uns miúdos, supostamente primos, se despachavam a acabar com todas as sobremesas, que também não tinham um aspecto muito saudável.

Após toda esta maravilhosa ceia, todos se reuniram na sala-de-estar, esperando um suposto Pai Natal, que se vestia num dos quartos do fundo, rezando para que, ao aparecer na varanda, carregando quarenta e três quilos de prendas, nenhum dos primos mais pequenos o fizesse tropeçar num fio de nylon, previamente esticado à entrada da varanda e o fizesse cair, partindo o queixo, tendo de levar doze pontos, como sucedera no ano anterior.

Assim, enquanto todos estavam na expectativa de receberem mais um par de meias, ou uma sempre útil cassete de vídeo, ou ainda então um ainda mais surpreendente after-shave, com 79% de álcool , a tia-avó Zulmira discutia com a avó Etelvina o facto de ter gasto uns incríveis 1,55€ num pisa-papéis comprado numa loja recondita da Av. Das Forças Armadas para dar à sua sobrinha-neta mais nova, a Joaninha, de 1 ano e meio, tendo sido esta a sua prenda mais cara:
- E então não é que os sacanas dos monhés lá da loja me queriam vender a porcaria do pisa-papéis por 2,50€, só porque parecia que tinha pepitas de ouro lá dentro…e eles até diziam que eram pepitas verdadeiras, parece impossível, não é ?

Ao que a avó ripostava:
-Pois é, esta gente agora está tudo doida, veja lá que a mim me pediam 3€ por dois pares de meias ali nos ciganos do Saldanha, é claro que acabaram por baixar para os 2 euricos, que eu até achei caro, mesmo assim…
-Pois é, pois é, agora não se pode confiar em ninguém, e então já soube que a nossa querida amiga Gertrudes, no dia em que fez 79 anos, quando ia a atravessar a rua, reparou que o sinal estava vermelho, e então parou, só que parou já no meio da passadeira e levou com um rapazinho que lá vinha numa daquelas máquinas da morte, as bestas…
-Ah! As vespas!
-Sim, sim, isso, bem, como eu ia a dizer, a nossa pobre amiga ficou tipo aqueles desenhos-animados, toda espalmadinha no chão e o rapaz da mota só partiu a cabeça, a perna esquerda, o braço direito e o pé esquerdo, esse assassino! Mas diz que a Gertrudes não tinha tomado os comprimidos nessa manhã, e por isso é que achou que o melhor era parar a meio da passadeira. Estava baralhada, a pobrezita...
-Pois é, naturalmente esqueceu-se. Olhe, eu também acho é que ela já estava com os pés para a cova há muito tempo e só estava cá a estorvar…Deus me perdoe, mas é assim que eu penso.
-Pois, mas é assim…olhe, já lá vem o Tiaguinho a fingir de Pai Natal… eu nem sei como é que os miúdos ainda acreditam nele, o rapaz nem sequer trouxe a barba de Pai Natal !!!!

(continua)

domingo, dezembro 17, 2006

para os que compreendem

eu vejo-te, mas não te posso tocar.
eu ouço-te, mas não te posso falar.
eu cheiro-te, mas não me posso aproximar.
num relance, quando passas por mim, sinto-me a levitar.

o que em mim provocas
é digno de mil e um poemas
de longe, em todo o meu corpo tocas
contigo por perto esqueço todos os problemas

toda tu caminhas serena e confiante
pela certeza de saberes que todos te desejam
sê a minha princesa, serei o teu cavaleiro andante
esquece todos os outros, que com os olhos te beijam

fazes-me desfalecer de vontade
contigo a metade do meu corpo sente-se completa
tu... uma pizza quatro queijos
eu... um estúpido de dieta.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

pérolas

o (grande) autor tem andado a tomar nota de pérolazinhas proferidas por pessoas que têm o privilégio (ou não) de aparecer na caixa mágica.

Mr.-dou-pontapés-nas-coisas-porque-fui-eu-que-as-paguei-Avelino-Ferreira-Torres:

"(...) porque quando se mexe com coisas de sensibilidade, como são os cemitérios de mortos e coisas do género…o sr. Presidente da câmara tem de se pôr à tabela, não vá ser preciso puxar-lhe o bigode!!"

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Anderson, jogador de 19 anos do FCPorcaria, que não pode jogar, depois de se ter lesionado numa entrada limpa do (grande) katsouranis:

Jornalista - O que achas do porto sem si?
Anderson - Aaahh... O porto sem si, sem eu…está a jogar bem.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

as minhas amígdalas

antes de começar o relato do episódio, no mínimo, desinteressante para todos vós, tenho a dizer-vos que é, na sua totalidade, absolutamente verdade (rimou).
então, o (grande) autor às vezes almoça na escola, quando o tempo não permite a vinda a casa.
sempre é uma boa oportunidade para desafiar o estofo do estômago e dos intestinos.
treiná-los para uma viagem a marrocos, o costume.
o almoço foi almondegas, com arroz e salada.
a salada, de tomate, alface e cenoura ralada.
acabou o almoço e ficou o mestre com uma sensação de que tinha ficado um bago de arroz escondido por debaixo da língua, naquele sítio impossível de chegar com a língua ou com os dedos, estão a ver?
aquele sítio em que irrira à brava, um gajo fica com a sensação de arranhão constante até o detrito sair dali, percebem?
(se não souberem como é acho incrível)
bem, o bago não saía nem por nada.
assim, o-que-vos-escreve foi à casa-de-banho chafurdar no interior da sua boca, a ver se o bago desopilava.
bochechou, gargarejou, tentou tirar com os dedos e nada.
bem, lá passou o nosso herói a tarde com a sensação de arranhão constante, muito irritante (rimou outra vez).
chegado a casa, foi ver o que se passava na sua bocarra.
lanterna em punho, em frente ao espelho, vislumbrou uma coisa na amígdala direita.
parecia estar espetado, ou coisa que lhe valesse.
foi buscar uma pinça e tratou de, bem iluminado pela luz da lanterna, averiguar a situação.
de respiração sustida, lá arrancou o pedaço de comida misterioso com a pinça dos pêlos das sobrancelhas de alguém-que-não-ele.
o que era?
um pedaço de cenoura ralada que se tinha espetado (literalmente) na amígdala.
não é gozo, o (grande) autor tem umas amígdalas com buracos, quem já as viu sabe como são.
mas daí a um pedaço de cenoura ir brincar ao túnel do marquês para lá...
enfim, muito interessante, como tinha advertido.

terça-feira, dezembro 12, 2006

10 dicas para pseudo-feirantes

o (grande) autor, como do ar não sobrevive, de quando em quando desloca-se até à feira da ladra para vender tudo o que lhe aparece à frente, desde cd's, meias, tupperwares ou o beto.
(o beto vendi-o logo, como saco de boxe)
assim, aqui deixo 10 conselhos (de uma lista infindável) para que possam tornar as vossas idas à feira da ladra o mais confortáveis possível.

10º- Levar agasalhos e botas no Inverno e sandálias e calções no Verão. A feira é como o deserto. No Inverno gela-nos e no Verão destila-nos.

9º - Não entrar em caso algum em conflito com os outros feirantes. Porque conflitos com pessoas que se levantam às 4 da manhã para ganhar a vida nunca são favoráveis a jovens de 20 e poucos anos. Além do mais eles conhecem-se todos, o que torna o ambiente bastante pesado, em todo o recinto.

8º - Levar bastante água e um bom farnel. Tal como no deserto, a água é um bem escasso. A comida, composta por chocolates (para dar energia) e sandes, ajudará a tapar buracos no estômago.

7º - Levar sacos de plástico em abundância. Porque o comprador quer sempre levar o artigo num saquinho, mesmo que seja um berlinde, um selo ou uma pulseira.

6º - Levar muitos trocos. Os clientes de manhã nunca têm dinheiro certo. Pagam sempre com notas de 10 ou 20. E muitos negócios não se fazem por não haver troco. Já para não falar no cenário de feirante experiente que se adquire, ao caminhar ao som de um irritante tlim-tlim.

5º - Levar uma cadeira ou um banco. É essencial, se não quiserem passar 7 ou 8 horas a sentar-se no chão ou mesmo de pé, se estiver a chover. Lembrem-se que não vale encostarem-se aos carros do vizinho, que estes não acham piada (ver conselho 9º).

4º - Levar um plástico gigante para o caso de chover, para não ficarem com a montra encharcada. Façam uns buracos no plástico para que este não voe com a montra atrás, levados pelo vento como as bancas dos vossos vizinhos incautos.

3º - Fazer sempre um preço acima daquilo pelo qual estão dispostos a vender. Porque as pessoas regateiam sempre, mesmo que o preço seja 0,20€. Assim, se querem vender por 1€, ponham o artigo a 1,5€.

2º - Levar um artigo que chame a atenção de todos os clientes, mas que ninguém vá comprar. Por exemplo, uma boneca insuflável. Se alguém a quiser comprar, podem sempre dizer que é a vossa mulher e que não está à venda por menos de 200 camelos. Se aparecer um árabe rico aí a coisa fica preta, mas raramente aparecem.

1º - Fazer saldos de final de dia. Se até a uma hora da altura de se irem embora não tiverem feito a maquia que esperavam, façam saldos loucos. Coloquem cartazes “tudo a um Euro” e berrem como as ciganas que vão ver que se livram da merda toda rapidamente.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

agradeço

porque escrever não tem preço
e porque o faço com apreço
pois se não escrevo ainda me esqueço
de que como (grande) autor reconheço
que a escrita é o meu gesso
nos dias partidos em que espaireço
e se não escrevo desapareço

(e que este poema é merda pura no seu começo)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

eu tenho-a

foi ontem o (grande) autor ao concerto de YO LA TENGO.
na aula magna, tudo sentadinho, como manda a coisa, o concerto foi bem giro e teve momentos a roçar o giríssimo, tiazocamente falando.
porém, destoando de todo o ambiente calmo, estavam os seguranças de uma empresa privada, contratados para assegurar da paz no recinto.
como se sabe, o público que assiste a um concerto deste género é conhecido pela tendência instável e geralmente violenta.
de costas para o concerto e bem de frente para o público, um dos seguranças parecia aguardar que alguém, exaltado numa melodia mais desafinada, saltasse para o palco para assassinar o baixista ou tentar violar a baterista.
no final do espectáculo o público pedia bis, claro está, que 22€ não se fazem valer apenas do alinhamento previsto.
esse segurança, cabelo rapado tipo-calçada-portuguesa, falava incessantemente através do seu auricular, assegurando a presença rápida, se necessária, da brigada anti-motim da PSP.
ele falava, olhava para a multidão e voltava a falar, com o dedinho encostado à gruta-de-cera.
no final, enquanto alguns saíam, outros conversavam ainda dentro da sala, esperando o escoar da primeira vaga, permancendo de pé, ou ainda sentados nos seus lugares.
o segurança, não satisfeito com a calmaria apresentada pelo público em geral, decidiu ir pôr ordem num rapaz que, claramente, ultrapassava a linha que separa o civismo do vandalismo.
chegou-se ao pé do anarka e disse-lhe:

"Olhe, não se pode apoiar em cima do braço da cadeira! Sente-se lá como deve ser, fachavor!"

domingo, dezembro 03, 2006

uma frase

dita por um primo meu, hoje:

"Quando me olho ao espelho desejava ser uma mulher...para poder conquistar o homem que vejo."

 
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