quinta-feira, abril 30, 2009

Mal Por Mal

- Andreia! - gritou o homem. Sabia que estava mal, sabia que precisava de ajuda. Sabia que deitar sangue assim quando tossia não era bom sinal.
- Chama-me o Domingos. Liga-lhe do meu telemóvel, tenho lá o número, procura na letra "D".
Claro, procurar na letra "D" por alguém chamado Domingos era evidente. Mas para ele não era, porque era ele que estava mal e era ele que precisava do Domingos.
- Mas oh Fred, ligo para o Domingos para quê? Tu precisas é que eu ligue para o INEM.
- Liga-me para o Domingos, se me fizeres o favor, ok??
O Domingos era um antigo colega de escola, daquele tipo de escola que agora é uma fábrica, daquele tipo de amigos que aparece aos 10 e 11 anos e se mantém até hoje. Daqueles com quem se vai falando cada vez menos, mas daqueles que parece que é de sangue, tal é o nível de confiança.
- Oh Fred, tu sabes lá se o Domingos é bom médico ou sabes lá se ele copiou todas as cadeiras, homem...
- Liga-me já para o Domingos, caraças!!
E a Andreia ligou. E o Domingos mandou-se ao caminho, tal como o Fred esperava. Esperava agora saber por experiência própria se o Domingos era assim tão bom médico como o Fred esperava.
- Se tivesse vindo o INEM, já estavas em Santa Maria... és tão teimoso, Fred.
- Andreia... importas-te que eu decida o que é que é melhor para mim?
E tossia. E o sangue voava. E o sangue manchava mais um guardanapo de pano que a Andreia lhe passava.
- Oh Andreia, não me dês guardanapos de pano, que estas nódoas não saem... dá-me os panos de limpar o chão ou papel de cozinha, caraças.
- Mas o papel de cozinha ensopa logo...
- Então - e o sangue voava - dá-me os panos de limpar o chão.
E o Domingos a caminho, sem saber bem ao que ia. Tinha recomendado ao Fred que fosse para Santa Maria, como sugeria também a Andreia, mas o Fred parecia que tinha feito uma aposta com o diabo em como o Domingos o safava, mesmo sem o Domingos saber ao que é que o Fred o chamava.
- Ele deve estar quase aí, onde é que ele mora, Fred?
- Mora ali para Benfica.
- Oh Fred... com o trânsito que está a esta hora... não é melhor chamar mesmo o INEM?
- Confia Andreia, que a coisa está feia, mas o Domingos remedeia.
- Não deves estar assim tão mal, se te pões com rimas dessas...
- Isto rimou? - e o sangue de repente, em vez de voar, jorrou.
- Fred!! Oh Fred, porra, que teimoso, vou chamar o INEM.
Mas o Domingos tocou à porta. E subiu a voar. E o Fred sabia que o Domingos o ia safar. Sempre se deram bem, o Domingos sempre foi aluno exemplar, sempre foi uma pessoa cheia de princípios, desde pequenino e desde pepino, de certeza que não tinha mudado muito, com o passar dos anos. E de certeza que tinha terminado o curso com distinção e que nunca tinha deixado morrer um irmão.
- Então Fred, que se passa contigo? Este sangue todo é teu?
- Olá Domingos, como é que vai isso? Pá, é meu, era meu... Esta merda parece um rio cada vez que tusso.
- Porque é que não chamaste o INEM, Fred? Vamos já descer, vamos no meu carro, tens de ir já para Santa Maria.
- Era o que eu lhe dizia!
- Andreia, agarra-o desse lado que eu agarro deste lado.
- Fred! Mantém-te acordado - e ele já de rosto meio fechado.
- Fred!! - gritava a Andreia.
- Domingos, meu amigo, vais-me safar, não vais? - gemeu o Fred, como a dor manda.
- Claro, Fred, vamos, aguenta-te mais um bocado, anda.
Mas o Fred não se aguentou e deixou-se cair. E o Domingos incrédulo e a Andreia a carpir. Ambos a olhar para o chão, para o corpo morto do Fred, teimoso como um burro, já de olhos fechados, mas ainda assim casmurro.
- Porra, Fred... - chorava a Andreia com os pulmões a rebentar, sem saber como remediar.
- Porra, Fred... no estado em que estavas, nunca te conseguiria safar.

segunda-feira, abril 27, 2009

Em DesAcordo

meus caros

o acordo ortográfico está a chegar, mas das mais variadas formas, nas entrelinhas, ou, em bom português de Portugal, mesmo "de surra".

veja-se o site para a promoção do Concurso Doc TV

http://doctv.cplp.ica-ip.pt/Regulamento.aspx

nesta página, tudo vem escrito em português, de Portugal, não havendo hipótese de alteração para a língua inglesa ou brasileira ou crioulo ou chinesa.

porém, quando começamos a ler o regulamento do concurso, deparamo-nos com pérolas como:

na 1ª página:

com o objetivo específico de sistematizar ações de capacitação,


PROJETO INÉDITO: o Concurso Internacional de Seleção de Projetos de Documentário do I Programa DOCTV CPLP entende por PROJETO INÉDITO
aquele que ainda não tenha sido objeto


na 3ª página:

A Teledifusão da Reprise do Documentário em sinal aberto, em faixas de programação a serem definidas pelas emissoras de

na 7ª página:

O documentarista se relacionará com o que/quem para levar a cabo sua Proposta de Documentário? Exemplos: personagens reais; produtos materiais e
imateriais da ação humana;



E os atentados continuam, em forma de "estréias", "objetos", "eletrónicas", "operadora pública de televisão", "fotos", "fitas betacam", "ELETRÔNICO" - na penúltima linha da página 13., etc etc...


Que raio é um documentarista?
E porque é que ele SE RELACIONARÁ em vez de relacionar-se-á?

E já agora, perdoem a expressão, bem portuguesa, mas que caralho significa "REPRISE" ????
Após uma busca pela internétxi, concluiu o (grande) autor tratar-se de um sinónimo, numa nova língua, do que em português se entende por REPOSIÇÃO.

O acordo está a chegar... mesmo debaixo das nossas barbas... e, se nada fizermos, ele SE INSTALARÁ.

sábado, abril 25, 2009
























Hoje celebra-se uma data muito especial, o dia em que Portugal foi salvo de uma ditadura.
E é preciso que nunca morra, esta celebração.
Daqui a muitos anos já terão morrido todas as pessoas que viveram a revolução e os que cá ficam têm de passar a palavra sobre o que se passou, como se passou e, mais importante, porque é que se passou.
Porque quando se tem uma coisa, muitas vezes não se lhe dá o valor que merece.
Porém, a liberdade é mesmo a mãe de todas essas coisas.
É o princípio de tudo.
Falta-nos um namorado, falta-nos um braço, falta-nos um pulmão, falta-nos a saúde, falta-nos dinheiro, falta-nos o telemóvel, falta-nos tudo e mais alguma coisa.
Mas de que é que serve ter tudo isso, se não se tem a liberdade para poder disso desfrutar?

25 de Abril Sempre. No passado, no futuro e no presente.

sexta-feira, abril 24, 2009

Xau

Viu o (grande) autor um anúncio em que um jovem de aproximadamente 12 anos atirava ao ar uma pizza já confeccionada, querendo provar ao amigo contemporâneo que conseguia fazer girar a pizza como fazem os pizzaiolos.
A pizza acaba nas calças e camisa do jovem, ao que chega a mãe e diz:

- E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas?

E aparece uma amiga da mãe com um detergente testado em alcatrão na Roménia e sorriem todos muito felizes, mãe, amiga conselheira, filho sem educação e amigo do filho que é gay-mas-ainda-não-sabe.

O (grande) autor acha que o anúncio serve os própositos à empresa que comercializa a marca, está certo.
Mas, sendo na vida real, após o derrame do molho de tomate pelo vestuário infantil, o filme seria mais ou menos este, sendo de frisar o início semelhante:

- E agora? Como é que eu vou tirar essas nódoas... negras que te vão encher a cara toda depois de eu te assentar 2 ou 3 bem dadas e depois de o teu pai chegar e ver a merda que fizeste e te assentar mais 3 ou 4 e depois chegas à escola amanhã e a directora de turma vai-te perguntar o que aconteceu e tu vais dizer que caiste das escadas com medo de ainda apanhares mais e tens razão porque era mesmo isso que te ia acontecer mas a directora de turma tem a mania que é esperta e sabe que tu vives num rés-do-chão e que não tens de subir escadas para ir para casa mas até podia ter sido em casa dum amigo teu mas ela acha que é mãe de toda a gente só porque não pode ter filhos e o marido a deixou por aquela morena que vivia aqui ao lado antes que por acaso até deve dar bem de mamar e se eu tivesse dinheiro pagava a um doutor para me deixar assim e então vai ligar para a assistente social e ela vai vir cá a casa e o teu pai vai ter de tomar banho e não beber até ela se ir embora para parecer que a gente é gente fina e mesmo assim a directora vai ligar para a TVI a dizer que tem uma história do caraças para vender sobre pais que maltratam criancinhas mas eles não vão querer porque estamos na altura dos incêndios e eles querem é velhinhas sem casa e sem nada lá no meio de Portugal porque ardeu tudo e porque isso é que vende e então a directora vai desistir de ser tua mãezinha porque para isso tou cá eu para isso e para te meter na linha e tu vais voltar para casa depois dos tempos livres e se ela não te mandar nenhum recado para casa a dizer que quer falar connosco porque pegaste fogo a mais um caixote de lixo e se o Benfica tiver ganho pode ser que tu até te safes.

quinta-feira, abril 23, 2009

Reset Humano II

Por aqui continua a ser pedido o reset à raça humana.
O pedido não é concedido e as provas de que é preciso não cessam.
Se um gajo carrega no link para a máquina, que sucederá?

quarta-feira, abril 22, 2009

Mira (la) Técnica Blogger


retirado do blogaria pegada, o penúltimo dos "outros blogs" apresentados na parte direita deste estaminé.

na opinião do (grande) autor, este é o post que todos os bloggers, blogueiros, bloguistas e donos de um blog deviam colocar uma vez por ano, ao mesmo tempo.
assim uma espécie de mira técnica geral durante 24 horas.
para se fazer uma desfragmentação de disco humana.

a começar por aqui, claro.

terça-feira, abril 21, 2009

Lam Echa

Uma das melhores coisas que se obtém pelo simples facto de se ter amigos com quem um gajo se dá bem é aquela coisa de haver frases que apenas são entendidas entre os amigos, mas que aos ouvidos do comum mortal, constituem frases perfeitamente normais.
São as chamadas "privates".
Não confundir com os privados, que geralmente envolvem um espaço de um metro quadrado, um vidro e bailarinas com sotaque.
Pelo menos é o que dizem.

Voltando ao tema, naqueles momentos em que se ouve a frase chave, a private, a ser proferida por um comum mortal, o sorriso (ou até mesmo a gargalhada) não se contém e escapa boca fora.

E é isso, essa coisa simples, uma das melhores coisas que se pode adquirir através da aquisição de amigos.
No supermercado mais próximo, junto aos cereais.

sexta-feira, abril 17, 2009

Subscrevendo Clara Ferreira Alves

"Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao
topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros
públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face
a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de
Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção
económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes
últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras
notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a
troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a
gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O
VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres
forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o
VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha
os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e
embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia
(que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao
ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de
recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.


Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral
muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se
preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do
secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os
portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo
"normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal
alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se
fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,
nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao
caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas
histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os
criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços
de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de
apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da
história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as
coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em
ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e
esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às
escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao
caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport
Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de
Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos
arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem
por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado
num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja
cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a
condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,
alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que
aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,
milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu
e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios
escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que
isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para
a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
esquecimento.

Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem
eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e
abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto
que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da
verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"


in Única_ Expresso

quinta-feira, abril 16, 2009

2º Mandamento da Googlização

Seja qual for a questão que coloques ao Senhor Google, estejas em que país estiveres, Ele responder-te-á sempre com 3.287 links para sites brasileiros, demorando entre 0,15 e 0,38 segundos.

1º Mandamento da Googlização

Qualquer questão que colocares ao Senhor Google, já alguém antes de ti a colocou.

segunda-feira, abril 13, 2009

Reset Humano

Será possível haver um "Reset" na vida Humana?
Um começar de novo, do zero.
Bem se sabe que já atingimos muito, houve uma evolução tremenda... mas há novas provas de que precisamos de um reset, precisamos de voltar à estaca zero e eliminar alguns passos mal dados no caminho.

Dantes existia o spam via e-mail.
Agora existe o spam via telemóvel.
Mas do inexplicável.
Atentem à mensagem recebida:

"Não vá o diabo tecer as coisas... :)
Desculpa, mas também me enviaram, e não kero arriscar!
Nunca deixes akilo k amas por akilo k desejas, pois akilo k desejas te deixará pelo k ama!
Hoje às 00:00h, o teu amor verdadeiro dará conta de k te ama!
Algo acontecerá entre a 1 e as 4.
Amanhã prepara-te para a maior sorte da tua vida.
Se romperes esta corrente terás azar no amor nos próximos 10 anos!
Passa a 15 pessoas.
Kem te enviar de volta é pk gosta mt de ti"

Daqui se concluem 4 coisas:

1 - As empresas de telemóveis andam cada vez mais espertas e os utilizadores de telemóveis cada vez mais... aaaahh... no mínimo... supersticiosos.

2 - Esta mensagem de amor profundo baseado na sorte da madrugada tem 458 caracteres (incluindo espaços), segundo o contador de caracteres do Word. Uma mensagem de telemóvel comporta 160 caracteres e custa, geralmente, 10 cêntimos. Por muitas pessoas que digam que têm mensagens grátis, haverá sempre 2 ou 3 que não as têm e que vão enviar a mensagem na mesma, preferindo pagar 1,50€ do que não ter amor nos próximos dez anos e não saber o que acontecerá entre a 1 e as 4 da matina, enquanto se estiverem a babar na almofada.
É fazer as contas ao dinheiro que os utilizadores supersticiosos andam a dar às empresas de telemóveis.

3 - A pessoa que reencaminhar esta mensagem perderá a credibilidade de, no mínimo, 8 das 15 pessoas para quem a enviou.

4 - Duas dessas 8 destruirão o telemóvel ao ler a mensagem, por irritação, tendo de adquirir um aparelho novo, dando assim mais dinheiro à indústria do telemóvel.


Conclui-se desta forma que a Humanidade precisa de um reset, voltando a fazer fogo com pauzinhos e a mandar mensagens... de fumo.

sábado, abril 11, 2009

Big Bang - O Regresso

Um gajo sabe que o Mundo não vai na direccção certa quando liga a televisão e se depara com o seguinte excerto da programação:

10h15 - As Raparigas da Mansão Playboy

12h - Snoop Dogg Fatherhood - A Linhagem de Snoop Dogg

19h - Brazil's next Top Model

quarta-feira, abril 08, 2009

Jeopardy

"O primeiro-ministro italiano voltou às declarações polémicas. Referindo-se às vítimas do sismo que na passada segunda-feira abalou a região centro de Itália e aos milhares de desalojados que estão provisoriamente acomodados em tendas, Silvio Berlusconi disse para encararem a situação como "um fim-de-semana no parque de campismo".

“Não lhes falta nada. Têm cuidados médicos, comida quente... Claro que o actual lugar de abrigo é provisório, mas há que encarar a situação como um fim-de-semana no parque de campismo”, respondeu Berlusconi à cadeia de televisão alemã N-TV.

O sismo já provocou pelo menos 250 mortos, segundo o mais recente balanço divulgado hoje pela Protecção Civil, citada pela agência Ansa.

O número de feridos (cerca de mil) e de sem-abrigo (17.000) mantém-se inalterado desde o mais recente balanço fornecido pelo centro de coordenação de socorro de L'Aquila e pela Protecção Civil."

in Público online

Pergunta: O que é uma besta quadrada?

segunda-feira, abril 06, 2009

Crtl+Z



sábado, abril 04, 2009

Maravilha

Uma das maiores maravilhas da informática é a desfragmentação de disco.
É um processo belo, na verdadeira acepção da palavra.
Aquelas barrinhas todas coloridas a agruparem-se e a formarem uma só, azul escura, ladeada por umas verdes e uns espaços brancos.
Assim, merece a pena.

quarta-feira, abril 01, 2009

Mas Porque Raio É Que

Surgem sempre, mas sempre... sempre, sempre , sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre sites brasileiros quando se faz uma procura no google português?


A palavra "sempre" perdeu agora todo o sentido, comprovando o famoso dito popular se repetes uma palavra muitas vezes seguidas, ela perde todo o sentido.

domingo, março 29, 2009

Gumes

Dizer mal é fácil.
Fazer melhor é mais difícil.
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Mas o Rui Santos podia não aparecer mais na televisão a falar sobre futebol.
Se for possível.

sábado, março 28, 2009

Se

Para o Liedson não vir para a selecção, Portugal tiver de perder hoje por 5-0 com os suecos, venha de lá essa mão cheia, por favor, enquanto no estádio se ouve Zeca Afonso.

Porque para ter jogadores de vários países, existem os clubes.

E assim, se Portugal não for ao Mundial, pode ser que no telejornal deixem de existir "directos a partir da entrada do hotel onde está a selecção" para comunicarem que os jogadores foram fazer um treino às 11h da manhã e que vão comer goiaba à sobremesa do almoço.

E pode ser que a TVI deixe de fazer "emissões especiais" que duram as 4 horas anteriores ao jogo.

E pode ser que também acabe a fome e a guerra no Mundo.

E que apareça o elixir da juventude.

Da Colgate.

quinta-feira, março 26, 2009

E Já Agora

Seria possível transformar a vida como a vemos e vivemos em vida wireless?
Se fizer o favor, senhora Natureza que inventou o Mundo.

quarta-feira, março 25, 2009

Nova Definição de "Pessoa Querida"

Nos tempos que correm, por vezes não se consegue definir bem quem são aqueles que nos são queridos ou não.
Por isso, adequando-se às novas tecnologias e à sociedade actual, vem o (grande) autor contribuir com mais uma pérola de antropologia:

Sabemos que uma pessoa nos é querida quando lhe enviamos aqueles e-mails sobre como sobreviver a um ataque cardíaco fulminante, como tratar uma queimadura de lava ou como reagir em caso de tentativa de assalto por parte de cidadãos de países do Leste da Europa, mesmo sabendo que a pessoa nos vai chamar qualquer coisa mais grave que "chato do caraças" quando os receber.

terça-feira, março 24, 2009

Palavra d' Honra

Já sabia que ia morrer.
Já sabia.
Porra.
Pelo cenário, pelos intervenientes, pela conjuntura, conjectura e pela sua cabeça dura.
Viu a vida toda a passar-lhe à frente dos olhos.
Como nos filmes, como no que lhe contou o Arnaldo Beto sobre o que viu enquanto teve aquele AVC e depois esteve três dias deitado de boca aberta em Santa Maria.
Tudo apontava para a sua morte.
Viu a escola onde andou, o jardim onde brincou, as ruas onde passou a maior parte da sua vida.
Tudo desfilava à sua frente, um filme pessoal, onde ele era protagonista e o resto do Mundo o cenário.
E tudo isso pela janelinha arredondada.
"Palavra d'honra, que maneira de avisar um gajo."
Ali estava tudo, a copa das árvores às quais subiu em miúdo, os bancos que faziam de balizas, o telhado da padaria onde trabalhou toda a sua vida, a cruz da Igreja onde ia à missa, o estádio onde viu o seu neto fazer reviengas aos adversários, o lago para onde atirou o Martins depois de o ter pontapeado nos tomates.
Tudo.
Já sabia que ia morrer, já sabia.
E mais certezas teve quando o comandante proferiu o discurso final:
"cabin crew, 2 minutes for landing".
Não sabia o que queria dizer exactamente essa frase, mas claramente era um aviso.
Era "o" aviso.
E vindo ele do céu, mais vinculativo e coerente não poderia ser.
"Vamos cair."
Pronto, esperava que fosse rápido e pouco doloroso.
Ou rápido e muito doloroso, lembrando-se dos berlindes que roubou ao Tóni no 1º ciclo.
Fechou os olhos, lembrou-se dos últimas imagens da sua vida que viu pela janelinha arredondada e amaldiçoou o momento em que se deixou convencer pela mulher a entrar naquele maldito aparelho pela primeira vez.
Primeira e última, estava-se mesmo a ver.
Flaps, rodas, cabrum, breaks.
"E há 3 semanas que não me confesso, caraças. Vamos lá ver se vou lá para cima ou lá para baixo. Palavra d' honra..."

quarta-feira, março 18, 2009

It's Just Another Manic Monday

Um dos (grandes) objectivos de qualquer trabalhador que se preze é o de que chegue a Sexta-feira.
Dia a dia, durante a semana, cada vez se vai estando mais próximo da Sexta-feira.
Por isso, o (grande) autor queria viver no Japão.
Porque lá a Sexta-feira chega sempre mais depressa do que chega em Portugal.
E deve ser por isso que a malta do Oriente tem toda os olhos em bico.
Deve ser de estarem sempre a franzir os olhos, a ver se vêem a sexta-feira a chegar lá ao fundo da rua.

quinta-feira, março 12, 2009

Na Cara Tem Mais Graça

O que é mais giro nos telejornais é que 99,99999999% das notícias sobre economia nacional ou mundial são sobre a crise, as pessoas que estão mais pobres com a crise, a crise da morte, a crise da vida, a crise no emprego, a crise na habitação, a crise na compra do pão, a crise do cidadão, a crise do pobre, a crise do gigante e a crise do anão.
Porém, pelo meio, uma das notícias, de extensão (e existência) claramente duvidável, vem contar ao pobre, ao remediado e ao desesperado que a lista dos mais ricos do Mundo mudou, que o Bill Gates já é outra vez o mais rico do Mundo, que o Belmiro isto e o Amorim aquilo.
Sim senhor, quando se goza com as pessoas na cara, tem mais graça ainda.

domingo, março 08, 2009

Ah Fadista!

Ontem foi o (grande) autor medir a sua febre de sábado à noite numa casa de fados, localizada num local escondido, longe das Canon e notas de cem aéreos dos turistas.
Lá pelo meio, um velhote fadista destacava-se, não pela qualidade do fado (que não era nada mau), mas pelo facto de ser cicioso (ccxxiccxxioso), não conseguir dizer os "érres", trocando-os pelos "éles" e estar com a fala um pouco arrastada, derivado à cerveja sem álcool.
Sinceramente, é como ser cirurgião e não ter 3 dedos.
Como ser piloto de fórmula 1 e não ter um braço.
É como ser psicólogo e ser esquizofrénico.
Este conjunto de factos deu pano para umas longas mangas de sugestões que se poderiam ter dado ao homem, mas que, claro, ficaram entre a pandilha de maldizentes invejosos.

- Oh homem, para cantar tem de tirar a meia da boca.
- Oh amigo, mastigue e engula primeiro e depois cante!
- Oh chefe, desenrole a língua que ainda se afoga!
- Oh amigo, tire o bife da vazia da boca!
- Oh homem, saia de dentro do poço!

Mas que foram uns bons momentos à antiga portuguesa, lá isso foram.

quinta-feira, março 05, 2009

Fakin El

Hora de entrada na loja do cidadão para pedir certificado de registo criminal - 16h26

Número de senha atribuído pela maquininha - 488

Número em que vai, olhando para aquele ecrã com números vermelhos - 367

Hora de atendimento, finalmente - 18h32

Número de segundos que demorou a emissão do certificado - 57

Hora de saída daquele "serviço" estatal - 18h33

Novo nome para a loja do cidadão - Loja do cidadão-suicida

terça-feira, março 03, 2009

Acerca dos Aeroportos de Barcelona

Um amigo do (grande) autor colocou-lhe uma questão sobre os referidos acima.
A resposta, para os possíveis interessados em para lá viajar, foi a reproduzida em seguida.

man.
reza assim:

GIRONA é o aeroporto mais longe, fica a 110km de Barcelona e a uma hora e tal de autocarro, no qual se paga 12euros ida ou volta ou 22 ida e volta.
é de onde voam companhias lowcostasfodido como a ryanair (sempre) e easyjet (geralmente), entre outras.
é de evitar, se puder ser, porque se poupa no bilhete baratucho ryanair mas gasta-se nesse autocarro e nos cabelos brancos derivado ao stress e de ires sempre parar a aeroportos equivalentes ao de GIRONA, mas em Paris ou Roma ou caralhos ta fodam.
foi o que me aconteceu quando fui para Londres (não que te interesse minimamente, claro), fui parar a Lutton e jurei para nunca mais.
um verdadeiro nico d'obra, perdes um dia nessa merda e uns 42 anos de vida, para além de te começar a cair a pele entre as sobrancelhas, por causa do ar seco dentro do aeroporto e do avião.
leva o creme nivea, claro.

já
EL PRAT, é o aeroporto de Barcelona por excelência (devem existir aeroportos por excelência, já que existem hotéis de charme e pousadas da juventude) como se o da Portela fosse o de Lisboa e o da Ota ou Alcochete ou Vila Franca ou Vila Viçosa ou Barrancos fosse o de Girona, entendes?
é o mesmo onde aterraste dessa vez, fica a 30min do centro (centro mesmo, praça da catalunya, cuidado com as romenas que andam lá a pedir esmola e a levar as tuas malas para longe) se fores no aerobus (4,05 euros cada viagem, não há ida e volta) e é de onde voam as companhias ditas normais, e também algumas lowcostasassimassimdefodido, como a vueling, a clickair, etc.
de frisar que agora abriu um terminal novo e convém, à volta para Lisboa, ver bem em que terminal apanhas a lata de atum de regresso à terrinha, senão há o risco de fazeres uma maratonazinha dentro do aeroporto, por teres saído na paragem errada do aerobus e, claro, perderes mais uns 20 anos de vida e teres de pôr um pacemaker em Santa Maria.
daí a uns 11 anos, claro.

satisfeito?

bejoTas

sábado, fevereiro 28, 2009

Parabéns, meu Amor.



105 anos.
Que contes muitos, sempre comigo ao teu lado.
Que eu conte muitos, sempre contigo ao meu lado.
Que contemos muitos, sempre na baliza do outro lado.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Hoje No Tribunal

Advogado da parte contrária - Sim, o nº do acórdão é o (...) Tomo I, página 145.
Funcionário - Tomo I? Como se escreve?
Advogado da parte contrária - t, o, m, o... e depois um i grego.


????!!!???

i grego?
i romano?
espera lá...
ah!
querias dizer 1 em numeração romana!


E depois... e depois dizem que a justiça em Portugal é lenta.
É complicado que seja rápida, quando há advogados que estão em morte cerebral.

quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Linguarudices

Hoje é o dia em que se celebra o nascimento do (grande) autor.
O que não interessa nada, como é óbvio, mas que serviu de pretexto para o desenrolar duma dúvida, essa sim, muito pertinente.
Do outro lado do mundo (que só tem dois lados, como se sabe) está uma (grande) amiga, cada vez mais nipónica.
Ora, a referida jovem, em jeito de felicitação pelo virar de mais uma página num livro cada vez mais pesado e longo, enviou os ditos "parabéns" em japonês.
Reza assim:
"Omoreto tanjoubi gozaimashita"

A questão que se coloca é a seguinte.
Se para se dizer "parabéns" se tem de pronunciar todo este conjunto de sons, que se terá de dizer numa repartição de finanças para explicar que:

"Oh meu amigo, eu até compreendo a sua raiva, mas não pode ser atendido, porque você tem a senha 4352K do balcão J e esse balcão, além de ficar no andar 7 e 1/2 do edifício AzulBebé e isto aqui ser o andar 4 do edifício Azul-Amarelo-Torrado, já vai na senha 4354K e aqui na repartição a gente só damos três númaros de tolerância..."

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

E Agora...

A melhor crítica à sociedade portuguesa dos últimos tempos, por Deolinda, com o "Movimento Perpétuo Associativo".
Perceberam?

Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!

-Agora não, que é hora do almoço...
-Agora não, que é hora do jantar...
-Agora não, que eu acho que não posso...
-Amanhã vou trabalhar...

Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

-Agora não, que me dói a barriga...
-Agora não, dizem que vai chover...
-Agora não, que joga o Benfica...
e eu tenho mais que fazer...

Agora sim, cantamos com vontade!
Agora sim, eu sinto a união!
Agora sim, já ouço a liberdade!
Vamos em frente, e é esta a direcção!

-Agora não, que falta um impresso...
-Agora não, que o meu pai não quer...
-Agora não, que há engarrafamentos...
-Vão sem mim, que eu vou lá ter...

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

O Que Mata Não Engorda - por D. Deolinda - Heterónima do (grande) Autor

Poizé, diz qu' o câncaro mata mesmo.
Eu cá semp achei qu'aquilo era manobras das farmácias, prós dôtores aviarem receitas e irem passar férias às brasileiras do pará e praqui e pracolá.
Mas o meu Goucha no outo dia meteu lá uma menina no pugrama dele que tava toda careca e eu ainda pensei qu'ela saía ao pai, mas diz que é mesmo do tratamento pó câncaro, da quinquilharia.
Agarrei-me log todárrepiada à manta que me deu a minha Sónia, quando foi ao AKIE e diz que tinham númâros a mais e atão trouxe-muma.
Por acasos até é arrochada, a minha cor peferida.
É um amor, essa Sónia, espero que o meu Ruben s'agarre bem à moça.
Eu diss-le log "Oh Ruben, vê lá se metes esta de balão mais rápido qu'às otras, senão ela tamém dá à sola. E tens lavado a boca? Já ta diss que a tua boca parece a sanita do café da Micas, tens de lavar essa porcaria senão ela pira-se. Pel mens de três em três dias, caraças."
Mas o Ruben nã ligou e meteu mais um pã-d'alh na boca.
Bom, deixa-me cá ligar prá Zélia, a ver se ela tamém viu a careca no Goucha.
É tã bnito, ele, seu tivess mens 50 ans, a ver se ele não vinha cá à dona.

sábado, fevereiro 14, 2009

Dia dos Namorados

Hoje é dia dos namorados.
Mas não é só dia dos namorados.
É dia dos encalhados.
É dia dos viúvos.
É dia dos abandonados.
É dia dos perdidos.
É dia dos desesperados.
É dia dos celibatários.
É dia dos enganados.
É dia dos deprimidos.
É dia dos maltratados.
É dia dos solteiros.
E também, vagamente, é dia dos apaixonados.

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Gymmy Boy

Os senhores que inventaram os balneários dos ginásios fizeram um esterco de trabalho.
Quando tiver oportunidade, repare que a distância entre os banquinhos e os cacifos é sempre insuficiente para que passe uma pessoa sem incomodar a que está sentada a colocar a peúga.
Um gajo está debruçado a atar os atacadores e zumbas, um rabo peludo ou uma glande passam-lhe a escassos milímetros do nariz.
Se tiver bigode farfalhudo, há mesmo o perigo de os pêlos da bigodaça se entrelaçarem com uns primos do Sul alheio.
Um verdadeiro nojo.
Outra certeza que se pode ter ao entrar num balneário é a de há sempre pelo menos dois homens a conversar como se estivessem a 3km de distância sobre um de quatro temas.
Ou sobre senhoras (ou seja, rabos e mamas), ou sobre futebol, ou sobre um programa "do Malato" ou sobre um vídeo que esteja no youtube.
Este último tema, antes da existência da internétchi, era substituído pelo tema sempre universal "veículos motorizados e seus componentes".
Mas porquê, senhores?
Porquê obrigar os ouvidos alheios a captar essa verborreia?
Para terminar, um dos fenómenos balneares mais estranhos.
O assobio.
Porque será que existem tantas pessoas que adoram assobiar enquanto se lavam?
E enquanto se passeiam nus pelo balneário e coçam o testículo esquerdo.
E porquê assobiar, ponto final?
É para demonstrar que estão felicíssimos por estarem num balneário cheio de homens nus?
Nem homosexualmente falando faz sentido.

Enfim, são questões verdadeiramente importantes, para as quais é necessário encontrar uma resposta.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Guia do Trabalhador - parte I

Dado que a maioria da malta agora até trabalha, se bem que uns mais que outros e outros menos que nada, aqui fica uma lista de dicas para os difíceis diálogos com os colegas com quem não se tem confiança e que passam a vida a mandar-nos passar sempre que se dá um afunilamento corporal num local de passagem.
Assim, reza assado:

"E este tempo, hein?"
Perfeito, serve para qualquer situação, para qualquer interveniente. Com o chefe ou com a senhora da limpeza, de manhã ou à noite, faça chuva ou faça Sol, literalmente.
Tem a vantagem de ter as seguintes variantes:
"Esta chuva nunca mais vai embora, hein? O São Pedro anda a deixar a torneira aberta... eheheh"
ou
"Finalmente chegou o Sol, não tarda nada já podemos ir apanhar um bronze a Carcavelos, não é?"

Atenção, as interjeições "hein?" ou "não é?" são obrigatórias no final de qualquer frase, para poder passar devidamente a bola ao adversário e poder você rematar com o clássico:
"Enfim, vou trabalhar mais um bocadinho, mas não muito... eheheh."

De salientar que aquele sorriso cor-de-diarreia-canina tem de se instalar na sua cara sempre e quando mantiver qualquer tipo de conversa com um/a colega.
Exceptuando, claro, se o diálogo se mantiver com aquele/a colega que (outra expressão clássica) "fazem parar o trânsito e por isso é que a calçada da carris (sim, carris) está sempre parada".
Nesse caso, o seu sorriso é claramente verdadeiro e, cuidado, é provável que você esteja a sentir o colarinho molhado, derivado à baba que escorre pelo queixo.

(continua)

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Merdeketing

A Sic Notícias agora tem um novo slogan.

"Se os olhos não vêem, o coração não sente."

Coitadinhos dos ceguinhos, realmente.
A coisa está mesmo mal parada.
Ou mal vista, melhor dizendo.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

O (grande) Autor Informa

Que nao se importava nada de ter piolhos, lêndeas, pulgas e outros bichos estranhos no cabelo, desde que pudesse ter o chamado "macaquinho-national-geographic-do-género-do-que-entra-no-Indiana-Jones-e-come-as-tâmaras-envenenadas-e-coitadinho-falece-mais-depressa-que-o-Bush-demora-a-dizer-desarmamento" para lhe catar a mioleira a toda a hora.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Dobra-me As Peúgas

O (grande) autor sempre disse que nunca iria colocar um video do youtube no seu estábulo.
Porém, como por vezes uma imagem vale mais que mil palavras, um excerto de um filme vale mais que milhares de palavras.
Aqui está a prova de porque é que as dobragens deveriam ir morrer bem longe, de preferência com cancro na língua.
Aqui fica um excerto do filme "Moulin Rouge", que tem uma das melhores bandas sonoras de sempre.
Neste caso, arruinada pela dobragem em espanhol.
É, no mínimo, desconcertante.

Aos 19 segundos tem início a comédia.


quarta-feira, janeiro 14, 2009

Salgueiro

O Salgueiro.
Nao é o Salgueiro Maia, mas teve também um papel importante no dia-a-dia português, ainda que no dia-a-dia de uma família apenas.
Entao nao é que o (grande) autor ia de visitas pelo Alentejo com sua estirpe, quando foi efectuada uma paragem nas bombas do meio-do-nada, para enfiar euros pela goela do automóvel adentro.
Nisto, já na auto-estrada rumo a sei-lá-onde, uma das viajantes lembra-se que deixou a sua mala, com todos os seus pertences, na sala-do-chichi da bomba.
Jesus Maria e outras blasfémias.
Por sorte, a factura de pagamento dos euros estava dentro do veículo.
E na factura o número da bomba.
Para onde se ligou, tendo atendido o granda Salgueiro.

- Daqui Salgueiro, boa noite.
- Olhe boa noite, a mala, na sala-do-chichi, valhamedeus-e-mais-blasfémias e ai isto agora, que chatice.

Bom, o Salgueiro é a prova de que ainda existem pessoas de bem no Mundo ou, pelo menos, no Baixo Alentejo.
O homem pergunta onde está a pandilha.
Abre a mala e verifica tudo o que está lá dentro enquanto ao telefone com a pandilha, para depois esta nao o acusar de subtrair bens alheios e de o destronar do "trono de pessoa mais gentil da sua rua".
Verifica até ao último penso higiénico.

- E este pacote de chicles, já só tinha duas, nao era? 
- Sim, Sr. Salgueiro, duas, de morango-abacaxi-banana-frutos-silvestres.

Entao, o bom do Salgueiro, verificados os artigos, diz que se encontra com a malta na mesma saída da auto-estrada onde a malta está, porque fica em caminho de sua casa e assim a malta poupa a chatice de voltar para trás.
Assim o disse, assim o fez.
De maneiras que levou uns bons euros de agradecimento para ir beber um copo com a esposa.
"Mas eu nao bebo..." 
Deixe estar, Salgueiro, que vocemessê hoje merece um copinho.
Vocemessê e todos os outros como vocemessê.

Ah granda Salgueiro, pá!

sábado, janeiro 10, 2009

Cem comemtários

quarta-feira, dezembro 24, 2008

É Natau, É Natau

O (grande) autor vem por este meio desejar felizes e-mails a todos.
Sim, porque o e-mail, felizmente, substituiu a mensagem escrita (vulgo SMS) na árdua tarefa de desejar boas festas a tudo quanto é gente.
E gente que é gente, já se sabe, tem de ter telemóvel.
Para receber as SMS no natau e ano novo, claro.
Porém, este ano, gente que é gente, tem é de ter e-mail.
Quem não está muito de acordo são as operadoras de telemóvel, que ficam, injustamente, sem o seu subsídio de natau, porque já não serão enviadas 300 milhões de SMS nos dias 25 de Dezembro e 1 de Janeiro.
O que está mal.
Ainda por cima agora com a crise, retirar assim os subsídios às pessoas... não se faz.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

A Roupa É Que Se Dobra

Não dobrar é autenticar e ensinar.
Se é para estragar, então mais vale deixar estar.
Ver um filme no original, é normal como ler um jornal matinal no quintal.
Deixem as dobragens nas margens, não se pasmem e vejam as sondagens.
Todos aprendemos bem o inglês, através de dois ou três porquês, sendo que muito provavelmente e talvez, as legendas nos filmes transmitam essa solidez.
Ao dobrar está-se a falsificar, aldrabar, enganar, ao respeito a faltar, um despeito milenar.
Quem actua merece manter a voz, a língua dos seus avós, e porque é que havemos de vir nós, com uma lata atroz, alterar a coisa e mantê-la a sós?
Não, não, não, manter o original é que é são, é alimentar a boca com pão e a alma com razão.
Os miúdos aprendem, que no original entendem, que as legendas não surpreendem, que o dobrado é errado, que é vomitado, que vai contra o fado, um verdadeiro tiro ao lado.
Imaginem a Amália a cantar em inglês, o Tom Waits em português, o Di Caprio a falar italiano e a Beatriz Batarda em jamaicano.
É insano, desumano, cum catano, assim não vamos lá, manter o original por cá, ora isso é que é à maneira, conta-se a história verdadeira, sem cair na ratoeira, a dobragem é rafeira, juntos impediremos a epidemia traiçoeira.
O original é que está certo, o caminho está aberto.
Dobragem, vai dar uma volta ao bilhar grande, Portugal não é a tua land.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Nowadays

Hoje em dia é fashion ser fashion.
A fashion move as nossas vidas, move o World, num sentido em que somos uns outlaw, se não nos reconhecermos num move.
Emo, classic, trendy.
Parecem nomes de super-heróis da Marvel.
Mas não.
Que isso é vintage.
São tendências, estilos, formas de pensar, espaços, calendários, piercings nos genitais.
É cool ser hip, estar na scene, não ser fake, no sentido indie da coisa.
Então ser gay, é style total.
Entar no hall, seguir o lobbie, é uma cena in.
Os yuppies dominam, os lames são lames, não há nada a fazer.
O Myspace é o my space, se não curtes da wave, move on, não entras no meu facebook.
Contigo não quero Hi5, quero goodbye, muthafucker.
Quero ser um metrosexual hipster, com a minha pose stylish, poder caminhar no hood de cabeça alta, sem ser stupid, um kid como os outros, mas trendy.
Assim uma cena new wave, new sound, old school punk habit.
E posso?
Ipod.

sábado, novembro 29, 2008

Eu Estou Mais Forte Do Que Nunca

Chegou-se a uma idade em que os nossos amigos e amigas começam a ser alguém na vida, a ter um papel no Mundo para além de ser um colega de carteira, a rapariga com quem vamos ao cinema às duas da tarde, o guarda-redes da nossa baliza, a menina que beijamos no corredor, aquele que nos ganha ao berlinde, aquela com quem jogamos às cartas no autocarro na excursão à capela dos ossos...
Hoje em dia o (grande) autor pode orgulhar-se de ter amigos engenheiros, médicos, psicólogos, arquitectos, paisagistas, químicos, empresários, advogados, professores, jornalistas, gente com mais um sem fim de funções e gente que faz nada.
Porém, ter uma função não é o mesmo que ter uma profissão.
Há profissões que são meras funções e funções que são plenas profissões.
A diferença reside no detalhe de se fazemos aquilo que queremos ou se fazemos só por fazer aquilo que fazemos.
Por exemplo, neste momento, está este gajo a ouvir uma música de um (grande) amigo seu.
Alguém que continua a lutar por aquilo que quer fazer, apesar do percurso académico e laboral o levar para longe da luz.
Aqui está a diferença, o que separa o preto do branco, o carneiro do lobo.
E escrevendo a frase mais foleira de sempre, há que dar cor a uma vida a preto ou branco numa sociedade cinzenta.

"Numa altura em que esta arte põe de parte o secretismo
Eu sublinho a importância de apelar ao revivalismo
Para falar e responder não é preciso uma pergunta
Sabes como eu sei, eu estou mais forte do que nunca"
.........................................LSB

sexta-feira, novembro 14, 2008

Rebeldes Sem Cérebro

Em conversa com um primo sem nome do (grande) autor, o referido parente saiu-se com esta, a respeito dos óptimos concertos que havia dantes e a porcaria de hoje em dia.

"Agora os putos querem la saber de concertos desses. Só se for em festivais e afins ou bandas comerciais.
The Exploited era € 22 num bar em Cacilhas... Sabem q não enche nem esgota e têm q pôr os bilhetes tão caros para pagar as despesas. The Hives no coliseu nem meia casa.
Agora os putos querem é fumar ganzas, playstation, net, hi5, MODALIDADES RADICAIS, beber red bull e rapar os pêlos do peito."

E não é verdade?

Aquando da sua estadia em Portugal, o (grande) autor conseguiu finalmente ver "Rebelde Way", o actual fenómeno televisivo da put... criançada.
Passados 12 minutos, teve o mestre de desligar a televisão e ir fazer vapores, enquanto esfregava Vicks Vapospray entre as maminhas.
Citando a náusea televisiva:

(conversa entre casal)
Ele, cabelo ridículo - O filme é secundário, quero é estar contigo. Se quiseres, podemos ir ver uma comédia romântica, na minha terra as raparigas é que escolhem os filmes (olhar matador).
Ela, grandas mamas - (carneiro mal morto a tentar fazer um olhar de ternura)

(jovem de tronco nu sozinho em casa)
ouve-se a campainha.
Jovem de tronco nu em casa- Pira-te!! (espera dois segundos) Já se pirou, o parvalhão.

(diz um jovem maluco para outro)
- Pá, és mesmo avariado da cabeça!


Será preciso escrever algo mais?

terça-feira, novembro 11, 2008

Caríssimos

Fiquem a saber que na Barcilónia a polícia nao perdoa.

Há uns minutos apanhou o (grande) autor uma multa de 100€ por nao parar num sinal vermelho quando ia na sua bina cor-de-rosa.
Se a pagar no prazo de 20 dias, sao APENAS 50€.

Se nao estivesse empadronado, tinha de a pagar no momento.

Pim pam, já estás.

E quando o bófia lhe estava a devolver os documentos, mandou logo parar mais um desrespeitador das regras da sociedade.

Fiquem também a saber que se pode andar de bina no passeio, desde que a uma velocidade nao muito superior á dos peoes.
(que bonito, o critério relativo e subjectivo)

E que se houver carril de bicicletas na rua onde estao a circular, tem de o usar.

Surgiu agora no pensamento do (grande) que, se calhar, se nao tivesse feito 54 perguntas aos bófias, eles ter-se-iam ido embora e o outro rapazola nao teria sido apanhado.
Mas o gajo era frances, por isso que se loda.

Bom, que o triste exemplo do (grande) autor vos sirva de licao,
nao facam aos outros o que nao querem que vos facam a voces
em abril águas mil,
e a vida sao dois dias e o carnaval sao tres.

ps - a falta de acentos e tal é derivado ao facto de se estar a escrever num teclado sueco, derivado ao facto de o (grande) computador ter morrido de virus há dois dias.

ps2 - sorte nao, xampa.

segunda-feira, novembro 03, 2008

O Texas Lisboeta

Este seria um texto sobre o ridículo dos bares do bairro alto agora terem de fechar às duas.
E sobre o ridículo de as autoridades (?) andarem a verificar se os mesmos fecharam de facto as portas a essa hora, em vez de prenderem os vários criminosos que em frente dessas portas se depositam.

Mas não, será sobre uma história contada na primeira pessoa ao (grande) autor, numa dessas noites.
O Ruben, chamemos-lhe assim, foi com uns amigos sair ao bairro.
Lá pelo meio, para não variar, algum criminoso se meteu com um amigo do Ruben, que lhe fez frente e iniciou uma altercação.
O Ruben ajudou a separar a coisa e a mesma não se alongou.
Porém, no final da noite, passadas umas horas, no Largo do Martim Moniz, os mesmos criminosos de antes apareceram do nada, para agredir o Ruben com um soco na boca (usando uma soqueira e rasgando-lhe o lábio superior até ao nariz) e abrir a cabeça ao amigo do Ruben com uma pedra de calçada, não atirada, mas sim martelada.
De pronto os criminosos se puseram em fuga, sendo seguidos pelo Ruben e o amigo, que procuravam, agora, vingança.
Conseguem apanhar os criminosos e começam a limpar-lhes a poeira das costas.
Nisto, surgem 15 amigos dos criminosos de uma rua estreita, para virarem a situação.
O Ruben e o amigo, felizmente, conseguem fugir.

Conclusão:
Os criminosos andaram a noite toda atrás deles, a ver quando é que os apanhariam sozinhos.
Combinaram com os 15 amigos que os iriam agredir e logo fugir.
Para quê?
Para os atrairem até à rua estreita onde os esperavam os 15 amigos, e aí, fazer sabe-se lá o quê.

Mas que país é este onde já há emboscadas urbanas?
E soqueiras nas bocas de inocentes?
E tácticas de guerrilha?
E esperas de três horas?
E onde se seguem as vítimas pela savana, até à emboscada perfeita?

Isto virou o Texas, ou quê?

domingo, novembro 02, 2008

Proverbyou

Se quem dá o que tem, a mais não é obrigado,
quem não aproveita o que tem, tal lhe deveria ser retirado.

o (grande) autor

sábado, novembro 01, 2008

O Dia de Halogéneo [por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor ]

Ai que estou tão feliz.
Hoje é dia de Halogéneo.
Ou foi onte, ou lá que foi.
Só sei que andam praí os catraios todos de porta em porta a pedir doces às pessoas da sociedade.
Diz que as pessoas boas dão doces e as pessoas más dão corneto, um veneno que diz que mata muito e era aquilo que a minha amiga Ermelinda punha na sopa do homem dela todos os dias e ó depois ele morreu de dores no estôgamo.
Mas ainda andou uns anos com as dores, até que finou.
O médico diz que nem a viu chegar.
Ele também não, coitado.
No enterro dele a Ermelinda surrou-me ao óvido assim uma coisa que eu não precevi bem, mas parecia-me que ela me tava a surrar "finalmente", mas não podia ser, ela gostava tanto dele.
Enfim, o meu aparelho às vezes não funciona muito bem, diz que é preciso mudar-lhe as alcanenas, mas acho que só se vendem no continência e isso fica-me fora de caminho.
O Halogéneo é que é mesmo uma festa bonita.
Não é como os enterros da gente, que eu não gosto nada.
Tou sempre a pensar que ainda me amandam a mim lá pra dentro e vou eu e vai o morto e acaba a coisa comigo a perder o final da novela da TVI, e nunca sei se a gémea encontra a outra gémea com o gémeo daquele gémeo na palhaçada na cama.
O que não é bonito.
Porque a palhaçada é para se fazer é depois do casório, na viagem ao mel.
O meu mai novo, lembro-me tão bem, um dia apanhei-o com 13 anos na cama de cima do boliche com uma galdéria lá da C+S.
E o irmão na cama de baixo, a desmembrar-se.
O sacana mandou um salto tal que caiu cá abaixo e aquilo ainda são uns dois metros de altitura.
Resulta que fez uma luxepção na perna e tive de lhe dar anti-difamatórios e tudo.
Hoje é um home casado com a sua esposa, uma menina docente.
E pronto, lá vêm os meus netos todos alambados de chiclate nas beiças.

- Oh Rúben André, anda cá qu'avó lava-te essa bocarra. Ainda apanhas diabretes e têm de te cortar as pernas e assim é que nunca mais jogas como o Cristóvão Donaldo.

A Quem Possa Interessar

A ver se é desta que a coisa toma mais regularidade.

  • conselheiro CINEmental
  • sexta-feira, outubro 31, 2008

    Casar Sem Obrar

    O título desta posta (de pescada) tem exactamente as mesmas características que a história que se segue.
    É curto e pouco agradável.
    Era uma rapariga que se ia casar mas que, derivados ao nervoso, ficou quase um mês sem fazer cócó. Nuts, mesmo.
    Há gente que enche o saco, enche o papo, enche o bandulho, esta menina foi enchendo o intestino.
    E um dia... que estranho, desmaiou.
    Foi ao dôtôr e, felizmente, mencionou que há quase um mês que não sujava o rio Tejo.
    O shô dôtôr aplaudiu o gesto em prol do ambiente, mas enviou-a para o raio-x.
    Resultado?
    Sim, entupimento de canos quase até ao estômago.
    Oito metros e meio de merda, mais coisa menos coisa.
    A situação exigia uma operação imediata, a rapariga estava literalmente prestes a explodir.
    Resolvida a coisa, a rapariga decidiu não se casar, já que o nervoso era derivados ao facto de ela não se querer casar e estar a ser pressionada.

    Heiinn???
    (som acompanhado de expressão facial estilo-final-de-sketch-dos-malucos-do-riso)

    quarta-feira, outubro 22, 2008

    Como Fintar Um Sistema Legal

    O (grande) autor tem uma amiga venezuelana cujo visto de estudante para permanência NA Espanha termina amanhã.
    Assim, a moçoila delineou um plano:

    1 - viajou ontem para Marrocos, para aí passar uns agradáveis 10 dias, de férias
    2 - apanhar um avião em Marraquexe até Bruxelas para aí voltar a entrar na UE, agora com visto de turista, de 3 meses. Ela diz que como nunca foi à Bélgica, é uma turista como qualquer outra
    3 - em Bruxelas apanhar um avião para Itália e passar mais uns dias de férias, agora já bem dentro da UE
    4 - entrar NA Espanha de carro, dado não existirem fronteiras e os controlos serem escassos e aleatórios
    5 - chegar a Barcelona e casar com uma rapariga espanhola que vive com ela há 6 meses, já que o casamento mulher-sexual é permitido NA Espanha.

    Cenas dos próximos capítulos...

    domingo, outubro 19, 2008

    Ukelele Ulele

    Ontem à noite, no equivalente ao jardim do fórum Lisboa Barcilónico, ocorreu um momento deveras único.
    Um amigo tinha um Ukelele (uma espécie de mini-guitarra) e, entretido, tocava a melodia da música que tem como refrão "somewhere... over the rainbow...".
    Nisto, passa uma Amy Winehouse irlandesa, com uma amiga brasileira que já não distinguia o chão do céu e param, a ouvir a melodia.
    A cantora começa a trautear, para de seguida começar a cantar a plenos pulmões, entre bafos na cigarrada.
    A Amália começa a dar voltas na cova, a tentar sair para vir fazer um dueto.
    Junta-se a plateia, alguém faz da lata de cerveja uma bateria, outros marcam o ritmo com as palmas.
    Do nada forma-se um concerto melhor que muitos em pavilhões atlânticos e estádios de Alvalade.
    No final, o amigo do Ukelele fala com a cantora, diz-lhe que reconhecia a voz dela e pergunta-lhe se ela não tinha cantado há dois meses num bar no centro.
    Indeed, uma voz daquelas não se esquece.
    Trocam números e mails, ele está a formar uma banda, ela à procura de uma onde cantar.
    Alguém remata quase de lágrima no canto do olho com um "a vida vale por estas coisas".
    Ao que o (grande) autor replica:
    "vale por estas coisas e pelo 3º golo do João Pinto contra o Sporting em 94".
    Ukelele.

    sexta-feira, outubro 17, 2008

    "Calcinadas" por Dona Deolinda, Heterónima do (grande) Autor

    Eu cá gosto mesmo muito é de caligrafias.
    A última de que mais gostei foi uma da Silva Vieira.
    Que se pensa ser prima do Luís Filipe.
    O presidente, não o lateral.
    Também há uma actora que faz óperas de sopa muito boas na TVI, gosto muito dela.
    Agora até fez um planning há pouco tempo e tem o sorriso todo esticadinho, que parece o tampo duma mesa de sala-de-jantar.
    Parece muito mais nova.
    E no outro dia houve aquele assalto dos brasileiros no banco do milénio.
    Ou foi no outro, no BesNet?
    Podia ler-se sobre isso tudo no jornal da bola.
    Parece que um dos brasileiros desfaleceu porque levou um tiro no câmbio.
    E o outro ficou muito mal, em colma.
    É como se estivesse deitadinho numa cama de colmo, segundo dizem os da média.
    Os mesmos que falam muito sobre a madalena, mas que nunca mais a encontram.
    Diz que está por aí raptada numa rede de pé-de-filia ou lá o que é.
    Uma rede construída com uma planta que vem do Brasil.
    Da mesma espéss da MariaJoana ou lá como diz o meu mai novo, o Arnaldinho.
    Coitadinho do Arnaldinho, tem um amigo lá na escola que tem ataques eléctricos, fica todo a espumar-se da boca que parece um barril de imperial que acabou e tenta comer os cintos dos outros meninos.
    É um bocado im-pressionante, para o meu Arnaldinho.
    No outro dia lá lhe expliquei que ele tem de pôr um anafiláctico na pilinha quando for brincar aos médicos com a chavala dele, para ela não ficar de pontapé nas costas.
    Mas ele nada, diz que ela não tem micróvios e que não tem mal porque fez uma ladeação das trombas de farófia e já não tem o priúdo.
    Ele lá saberá, já tem 12 anos, já é um indulgente.
    Bom, vou dar uma volta e apanhar ar, que isto das intranets diz que faz câncaro no cérevro.
    À tarde ainda tenho de ir ao doutor rino e passar pelo Líder a comprar ciboilas para fazer o revogado da carne.
    A ver é se não me esquece os moldes do autocarro senão tenho de pagar uma rifa única e sai muito mais caro.

    sexta-feira, outubro 03, 2008

    Meo Anormal

    Não, não falta uma letra neste título.
    Não, não é um equívoco.
    Não, não deveria ser "meio anormal" ou "meu anormal".
    É mesmo MEO ANORMAL.
    E porquê?
    Porque foi graças ao senhor MEO e ao senhor canal do Benfica que ontem o (grande) autor e seus semelhantes tiveram que ouvir o relato do Benfica-Nápoles na internétxi, no sítio do picapau amarelo... aaah... da TSF, porque o jogo não passava em nenhum local.
    Muito obrigado senhor MEO, já não basta um gajo estar longe e ter de ver os jogos em bares onde a cerveja mais barata custa 3,50€, agora nem isso.
    Sim senhor.

    terça-feira, setembro 30, 2008

    Back To Barcilónia

    O (grande) autor está de volta à terrinha, depois das férias na terra.
    E veio de avião.
    Bom, hoje em dia já toda a gente anda de avião.
    Aliás, por vezes, é mais caro vir de comboio do que de avião.
    Até os bebés andam de avião.
    Ui, os bebés.
    Por falar nesses seres do demónio que não têm botão de "off".
    Se vierem num avião com um bebé, tomem um calmante.
    Se vierem num avião com 4 bebés (como sucedeu ao vosso amigo), tomem quatro calmantes.
    E assim sucessivamente.
    Porque um bebé fora de um avião pode ser muito fofo e tal, mas dentro dum avião não há como atirá-lo de um penhasco e eles não cabem nas sanitas das casas-de-banho dos aviões.
    Ou se couberem, é a muito custo e entopem o sistema todo.
    Porque é a vontade que se tem, perdoem-me as mães e pais babados de raiva que estão a ler este texto.
    Levar um bebé num avião (assim como uma criança malcriada e mimada) é pior que levar um terrorista.
    Porque o terrorista ainda tenta que o avião caia e que a malta morra e despacha o assunto a modos que rapidamente.
    Mas o choro e os gritos de um bebé ou de uma criança malcriada e mimada não matam e não acabam e quando o avião começa a descer ainda pioram e levam até a Angelina Jolie a não querer adoptar aquele puto birmanês que faltava e fazem com que o (grande) autor ache que afinal não quer filhos e que se os tiver nunca os levará num avião até eles saberem tomar calmantes também.

    quinta-feira, setembro 25, 2008

    O País 'tá Fechado

    Há uns dias conversava o (grande) autor com umas pessoas queridas sobre o fenómeno fronteiriço Europeu e a falta dele actualmente.
    Que hoje em dia se entra e se sai de qualquer Itália ou Alemanha sem qualquer problema ou controlo reiterado.
    Mas que no tempo em que os animais falavam, as fronteiras, e aqui surge o exemplo de Portugal, fechavam.
    Não sabiam os intervenientes se sucedia noutros países, mas alguns dos presentes sabiam que as de Portugal fechavam entre a meia-noite e as-não-sei-quantas, dado terem sido confrontados com a situação, na época.
    Assim, imagina o (grande) autor um diálogo entre um passageiro e um guarda fronteiriço.

    - Boa noite Sr. Guarda.
    - B'nôte.
    - Então... era para passar a fronteira se faz favor.
    - Oh amigo, iss é que nã pode ser.
    - Não pode ser? Mas como? Eu sou português, quero entrar no meu país...
    - Uuuui... iss tamém eu queria que o Sporte fosse campiaum, mas iss tamém nã há maneira...
    - Então mas não posso entrar no país porquê??
    - Pôs... O país tá fechad, caro amigo. Abre às 10h.
    - Então mas são uma e meia da manhã... vou ter de esperar até às 10h??
    - Pôs...
    - Mas isso não tem jeito nenhum, a minha mulher está à minha espera para eu a levar ao hospital para ter a criança...
    - Então mas puquéque você me foi sair do país quando tinha dir levar a sua mulher a parir?
    - É que ela estava com apetites de caramelos e já se sabe que caramelos é em Espanha...
    - Pôs... olhe, tivesse tido os apetites antes da meia-noite. Agora o país tá fechado.
    - Mas até às 10h é imenso tempo... o que é que eu hei-de fazer estas horas todas??
    - Olhe, faça-me companhia... sabe jogar crapô?
    - ???!!! Oh Sr. Guarda, deixe-me lá entrar no país... a minha mulher vai dar à luz a nossa primeira criança...
    - Pôs... mas nã pod ser. O país tá fechado e se eu o abrir vou pó olh'da rua, tá a pecever?
    - Mas até às 10h? Tão tarde? Não abre mais cedo?
    - Nos outros dia abre, mas amanhã abre mais tarde porque é dia de limpezas do posto, temos tido problemas com as sanitas, entopem e fica um cheir' a merda que nã se pode. E é a imagem do país que tá em causa, tá a pecever? Nã querems a estrangeirada a entrar aqui assim, nã é? Dá má impressão do país, tá a pecever?
    - Ai a minha vida...
    - Olh' amigo, você tente entrar ali mais acima, qu' hoje tá de serviço o Morais... o gajo às vezes dá umas abébias, se você lhe der assim... digams... uns caramelos, tá a pecever?

    quarta-feira, setembro 24, 2008

    Regresso Das Férias

    Como o (grande) autor também é humano, merece umas férias como todos os seus semelhantes.
    Assim, está o gajo de volta à civilização, bem como à diarreia literária.
    Na viagem de regresso lá da Penha Longa, foi fornecido ao vosso amigo um jornal para entretenimento durante o aborrecimento da viagem.
    E nele vinha esta notícia.



    E é tudo, por hoje, que só isto já chega para fazer pensar.

    quinta-feira, setembro 11, 2008

    O Novo Gabriel

    Temos sucessor para o Gabriel Alves.
    O homem que devia fazer anúncios para marcas de champô, Rui Santos, conseguiu proferir a seguinte pérola, referindo-se às diferenças de alturas dos jogadores presentes no jogo de ontem de Portugal contra a Dinamarca.

    "(...) nós, perante os armários de pinho escandinavo, respondemos com uma mesinha de cabeceira, que é o João Moutinho."


    quarta-feira, setembro 10, 2008

    Mais do Mesmo (alterado geneticamente)

    Pedindo as devidas desculpas pela insistência no tema, quer o (grande) autor deixar aqui uma continha de multiplicar.

    Parque da Bela Vista - Leva na boa 75.000 pessoas.
    Bilhete para La Madonne - 150€ o mais barato.

    75.000 x 150 = 11.250.000

    11 Milhões e 250 Mil Euros.
    Onze Milhões e Duzentos e Cinquenta Mil Euros.
    Pelo menos.
    Por duas horas de trabalho.

    E agora, como diziam na Rua Sésamo há uns anos:
    O que é que está mal aqui?

    (e agora vem a parte alterada geneticamente)

    Bom, como frisaram alguns leitores, há que descontar os ordenados dos outros músicos, dos trabalhadores, etc...
    Sim, só isto, porque viagens, hotéis e aluguer do espaço são oferecidos, claro.
    A Madonna move montanhas e as montanhas vão atrás dela.

    O que quer o (grande) autor salientar é que não pagaria 150€ para ver qualquer espectáculo.
    Porque é um insulto.
    Porque se o preço fosse 300€ ou 400€, o recinto continuaria a estar cheio, porque as pessoas pagam.
    E mesmo que o espectáculo seja uma merda, como foi a Britney e a Amy, as pessoas continuam a dizer que foi lindo.
    Quando os Police foram tocar ao Estádio Nacional, não sei quantos milhares de pessoas que pagaram essa alarvidade nem viram o espectáculo porque estavam no trânsito, tal era o congestionamento nas entradas para o Estádio.
    Isto é para rir ou para chorar?
    Ri-se quem não lá estava, chora quem ficou no drive-in mais caro do mundo a curtir o som levado pelo vento.

    E, mais importante, enquanto houver gente a pagar esses preços, quem vai engordando não quer emagrecer.
    Bruxo...

    segunda-feira, setembro 08, 2008

    It's the Madonne, baby.

    "Abrir restaurante ou montar quiosque é menos rentável que vender bilhetes para o concerto daquela nossa senhora virgem, a Madonna." in 22horas

    Pois é, este é um novo negócio, uma espécie de trabalho em part-time, para ganhar uns trocos para o Verão de São Martinho, que está quase aí.
    De um universo de 3 amigos, 7 já tentaram vender um bilhete para o espectáculo ao (grande) autor.
    Mas sempre de 150€ para cima.
    Ora, o (grande) autor até simpatiza com a senhora e até jantaria com ela, mas não paga o preço de um bilhete de época do Glorioso para ver uma ícone da Pop a falar para um microfone durante um par de horas.
    Se ainda se tratasse de um concerto só para a elite, na academia de Linda-a-Velha ou na Incrível Almadense, agora um concerto para o povão...
    Até porque se formos considerar os espectáculos (??) proporcionados anteriormente no mesmo espaço, que envolveram o mesmo tipo de ícones da Pop, pode ser que a senhora Madonna venha para o palco fazer de mimo, alcoolizada e de cabelo rapado, enquanto canta em playback e snifa umas linhas laterais do estádio do dragaum.
    Mas, desde que venha, um gajo aplaude e diz que adorou e que foi maravilhoso e que valeu os 150 marmelos atravessados no bucho e que ela 'tá novíssima e que inveja.
    Porque se é da Pop não é flop.
    São poetas de karaoke. *







    *in Sam the Kid - Poetas de karaoke.

    quarta-feira, agosto 27, 2008

    Homem Nao Sexual

    Um gajo (gajo mesmo, homem, pessoa do sexo masculino) tem de assumir as suas preferências.
    Se muito mau é responder "nao tenho preferência clubística", pior será cuspir um "nao tenho preferência sexual".
    Porque se nao ter clube é de gajo que passa horas no balneário da piscina do Inatel a ver os pêndulos a marcar as horas, nao ter preferência sexual é de Cláudio Castelo Branco, uma espécie de fusao dragonball de dois super-heróis de collants.
    Assim, o (grande) autor vem contar um episódio que define bem a sua sexualidade, já que a tatuagem da águia no peito define a sua preferência clubística.
    Há uns anos, de férias numa terra costeira portuguesa, houve que partilhar quarto com um amigo, igualmente benfiquista, está claro.
    Porque, nao o sendo, teria o "amigo" de falecer um bocadinho durante a noite, com um ataque de penas pela garganta dentro.
    Porém, para além de partilhar quarto, houve que partilhar cama também, já que só havia uma cama de casal.
    Conformados e de tomates na mao, lá foram os homenzarroes para o leito, cada um no seu saco-cama, está claro.
    A meio da noite, sente o (grande) autor tombar um braço por cima do seu corpo.
    Com um sono mais leve que os testículos do Zézé Camarinha, o (grande) autor de pronto acorda e agarra o membro alheio.
    O membro, leia-se, o braço.
    O outro benfiquista acorda e vê-se na duvidosa situaçao de ter sido apanhado a colocar um bracinho por cima do seu semelhante.
    Nisto, com toda a frontalidade, admite:

    - Fo$%-se meu... desculpa lá, tava a sonhar com a minha namorada.

    Perante tal sinceridade, voltaram os dois costas um para o outro e continuaram o seu sono de beleza.
    Isto sim, é d' homem.

    sexta-feira, agosto 22, 2008

    Só Mesmo Este Homem

    O (grande) autor tem um amigo, de um universo de dois e três quartos, que é, no mínimo, sui generis.
    Entao nao é que o homem perdeu o PIN do cartao do telemóvel?
    Bom, isso até pode ser considerado normal, já que despistados há muitos.
    Porém, como nao sabe o PIN, nao pode deixar o telemóvel desligar-se, senao a coisa fica preta.
    E apagada.
    Entao, sempre que o nokia de -4ª geraçao se lhe começa a ficar sem bateria, vai a correr pô-lo a carregar.
    Porém, há uns dias surgiu um problema.
    O homem, vivendo na Barcilónia, ia de férias a Lisboa, umas três semanas.
    E ia de aviao.
    E nos avioes nao se pode ir com os telemóveis ligados, nao é?
    Entao o que é que este pobre fez?
    Tomou uma atitude.
    De valor.

    Qual foi?
    Deixou o telemóvel na Barcilónia, ligado.
    E a carregar.

    ...
    Palmas para este homem.

    Duas Piquenas Questoes

    "(...) Na madrugada anterior, a PSP de Lisboa procedeu também à detenção de dois indivíduos, em flagrante delito, que seguiam num veículo pesado de mercadorias furtado minutos antes. Na viatura seguiam seis indivíduos que apresentaram resistência, quatro dos quais acabaram por fugir. (...)" in Público 22/08/08

    1 - Para além de Portugal estar a virar o Texas, agora até se roubam camioes??!!
    2 - Os meliantes iam lá dentro ao monte ou iam 2 ou 3 do lado de fora, pendurados?

    quinta-feira, agosto 21, 2008

    Porque

    Nem só de dizer mal vive um gajo, muitos parabéns à Vanessa e ao Nelson.
    Mereceram, sem desculpas e sem mariquices.

    E, mesmo que nao tivessem conseguido, estavam sempre de parabéns, porque lutaram e nao se atiraram para o chao antes de sequer tentarem rematar, como faz o Nuno Gomes.

    Ah, por falar em Benfica... que clube representam a Vanessa e o Nelson?

    Excuse Me, Please.

    Como há desculpas que começam a ficar gastas, aqui se deixa uma lista que poderá servir de cábula para os nossos (e outros) atletas olímpicos.

    Maratona:
    "Olhe... eu bem que me esforcei, mas havia um senhor que corria junto a mim que nao usava desodorizante... tá a ver o cheiro, nao é? É que eu, cheiros... é só o do perfume da minha esposa ou dum bom bacalhau com grao. Como lhe digo, estive o tempo todo a tentar ganhar distância daquele homem, mas ele insistia em correr junto a mim... nao dava, tive de desisitir, que aquele cheiro a cavalariça já me estava a dar dores de cabeça."

    Tiro:
    "Olhe... eu, de facto, nao consigo lidar bem com armas quando estou de ressaca. Está a ver, nao é? A prova era às 9h30... pfff... às 7h estava eu a chegar do "Bikinis-Ping-Pong"... era bar aberto ontem... um homem nao pode desperdiçar a oportunidade de beber uns bons Limpópós de borla, nao é?"

    Lançamento do Peso:
    "Olhe... eu, de manha, é só sentadinho na sanitinha. Você sabe como é... o cócó matinal nao pode ficar cá dentro... e como a prova era tao cedo, nao consegui enviar o fax e atirei o peso com o esfíncter todo contraído... o que nao dá jeito nenhum, nao é?"

    Salto à Vara:
    "Olhe... eu sempre tive vertigens. Já na casa da minha avó, os meus irmaos me penduravam de cabeça pra baixo na janela do 7º andar e eu nao gostava nada. Você veja... a fasquia está aí a uns 3 ou 4 metros de altura... nao é um 7º andar, mas dá-me cá uns arrepios... Por isso sempre que vou a caminho, a subir, só penso em aterrar no colchao. Por isso é que às vezes passo por baixo da fasquia..."

    200 Metros Barreiras:
    "Olhe... eu nao percebi uma coisa, eu acho que isto aqui na China está tudo mal. Entao nao é que puseram uns paus no meio da pista?? Uma pessoa treina aí umas duas semanas da sua vida para esta prova e depois metem-lhe uns paus no meio da pista?? Nao pode ser... dá um trabalho desgraçado passar à volta ou por baixo dos paus. Em Portugal nunca foi assim. As barreiras sao todas psicológicas. O atleta vai a correr e a imaginar que está a saltar. Mas nao é preciso mesmo saltar. Estes chineses sao mesmo estranhos. E já agora, desculpe lá... você também já reparou que eles têm os olhos sempre meio fechados? Nao devem pregar olho durante a noite..."

    quarta-feira, agosto 20, 2008

    Quase Nunca Quase Sempre

    A prestaçao dos atletas olímpicos portugueses está a ser uma lástima.
    A Telma queixa-se do árbitro, o Marco diz que de manha é para estar com "as perninhas esticadinhas na caminha"(????????!!!!!), o Arnaldo diz que as pernas nao correspondiam porque estava demasiado deslumbrado com o estádio(se calhar devia ter ido dar umas voltinhas para se habituar, ou entao podia só ir ao estádio do Glorioso em dia de jogo), a Jessica diz que nao vale a pena porque as concorrentes sao mais fortes (a sério?) mas depois já vale e, claro, quase que fica em último (ou quase que fica em primeiro, na opiniao dela), o Francis perde uma e desiste da outra...blablabla.
    Assim nao dá.
    Só a Vanessa é que, até agora, com todo o mérito e sem se queixar de nada, nos representou dignamente.
    Porque, de resto, Portugal é mesmo o país do "quase nunca quase sempre", expressao brilhante, inventada pelo (grande) autor, que nao é atleta olímpico, mas também nao tenta voar sem asas.
    E que significa "quase nunca quase sempre"?
    Significa que quase nunca ganhamos.
    Que é sempre quase quase quase.
    Que poucas vezes ("quase nunca") deixamos de parte o "quase sempre" e ganhamos mesmo.
    A selecçao, os atletas, o PIB, o défice, o ordenamento territorial, a Justiça, a corrupçao...
    O país quase fora do poço.

    domingo, agosto 10, 2008

    Largar Aqui, Agarrar Ali

    Quando se perde alguém, há muita coisa que com a pessoa se perde também.
    Mas as imagens ficam, as histórias contam-se vezes sem conta, as cartas lêem-se uma e outra vez, os sítios permanecem.
    Porém, há uma coisa que, inevitavelmente, se vai perdendo e não há maneira de "recarregar".
    Essa coisa é a memória do toque.
    Uns cabelos lisos ou encaracolados, umas mãos ásperas ou suaves, uma pele macia, um abraço forte, ou uma festa na cabeça.
    A memória do toque desaparece com o tempo, mais cedo ou mais tarde, e não há como guardá-la numa gaveta, como se faz com um objecto.

    Por isso, deixem de ser tão agarrados.
    Deixem de se agarrar tanto às coisas e agarrem-se mais às pessoas.
    Literalmente.
    Toquem mais, abracem mais, beijem mais.
    Dizer que se gosta de alguém é bom, mas dar um abraço é melhor.

    Porque as coisas ficam.
    As pessoas não.

    sexta-feira, agosto 08, 2008

    Reciclo, Logo, Os Meus Filhos Existirao

    De salientar e fazer notar, bem como sobressair e evidenciar, que o (grande) autor é o único nesta empresa a trazer um saco de plástico para fazer reciclagem de embalagens.
    Em duas palavras, é im_pressionante como é que, nesta pocilga anti-ambiental, nao exista um saco, um caixote ou um canto no fundo da sala onde se possam depositar as embalagens vazias.
    Assim, para espanto de todos, o (grande) autor, a trabalhar nesse posto há apenas duas semanas, já designou uma zona de reciclagem de embalagens para todos.
    Agora é só esperar para ver se a insubordinaçao pro-ambiental lhe custará ou nao uma deslocaçao pro-olho-da-rua.

    Que espectáculo de pessoa, este gajo.

    quarta-feira, agosto 06, 2008

    Prós e Contras Barcilónicos II

    O bom (ou mau) de se trabalhar num local todos os dias com as mesmas pessoas, é que se nota quando uma delas vem um dia com um soutien normal e no outro dia com um Wonderbra.

    Prós e Contras Barcilónicos

    O bom (ou mau) de se trabalhar num sítio com refeitório para o proletariado é que se podem ouvir frases como a seguinte, na mesa ao lado.
    (rimou)
    Rezava uma rapariga que luta Sumo aos fins-de-semana:

    - Porque essa é a única maneira de me por em cima dele. Se nao for dentro de água, ainda lhe parto os joelhos.

    E agora, a questao principal.
    Estaria a rapariga a falar de fazer el amor, ou de ir às cavalitas?

    terça-feira, agosto 05, 2008

    Se Algum Dia

    Lhe perguntarem porque é que tem formigas em casa, faça como o (grande) autor e diga que dão muito mais estilo do que ter um cão ou um gato.
    Além de que não é preciso levá-las à rua, são asseadinhas e saem muito mais em conta.
    Só não correm é atrás de uma bola.

    segunda-feira, agosto 04, 2008

    Ode Ao Acento

    Neste teclado laboral
    Nao ha os acentos do "nosso" teclado
    Um gajo começa-se a sentir mal
    Por escrever como um iletrado

    Analfabeto crónico
    Acto nao voluntário
    Imposiçao tecnológica
    Do patrao ao proletário

    Outra língua, outro país
    Outros acentos, outra cultura
    Restriçao à liberdade
    De escritura pura e dura

    Nada ha a fazer
    Senao aceitar a situaçao
    Porque adaptar-se ao que se tem
    É a chave para ganhar o pao

    Cá vao mais umas linhas
    De pura merda em forma de poesia
    Ah, um teclado com acentos "bons"
    Era matar a fome no dia-a-dia

    Ah, e nao se esqueçam
    Que daqui a uns tempos chega o ortográfico
    Que gira vai ser a coisa
    Caos literário de nível pornográfico

    sexta-feira, agosto 01, 2008

    E Pronto

    Hoje aqui no trabalho do (grande) autor houve uma sujeita que foi tao burra ao ponto de enviar uma mensagem pelo sistema interno de mensagens a dizer mal da chefe/coordenadora.
    O único senao da brincadeira é que se enganou e, em vez de mandar para uma pessoa específica, enviou para TODA A GENTE.
    Incluídos os chefes, claro.

    Aqui se transcreve (devidamente traduzida) a missiva:
    "Essa gaja? Tens de fazer ao contrário. A essa gaja só tens de lhe dizer o que NAO queres fazer. Porque se tu lhe dizes que queres fazer uma coisa, ela manda-te fazer outra. Porque? Porque é uma vaca."

    Como é que é possível ser-se tao incompetente?
    "Enviar para: Todos" ?
    Nao é perceptível?

    Já foi para a rua.

    Record mundial, demoraram aí uns 15 minutos a despedi-la.

    Longa vida aos trabalhadores sem contrato!

    quinta-feira, julho 31, 2008

    TOP 7 (este nao tem a Isabel Figueira)

    Epá, o (grande) autor nem é nada de colocar aqui o porque das pessoas irem parar ao seu contentor, mas há que divulgar o top 7 das palavras-chave que levaram algumas pessoas a este sítio.

    Palavra-chave:
    1.
    tou nua
    2.
    conceito de regatear
    3.
    diálogo de regatear preço
    4.
    diálogo sobre regatear um preço
    5.
    nuas por acaso
    6.
    nus ao acaso
    7.
    sou boa e tou nua

    Bom, quatro em sete sao sobre nus.
    Nada mau.
    A sétima entao, é espectacular, "sou boa e tou nua", diz muito sobre uma pessoa.
    O (grande) autor escreveria "tou nu, fujam todos", mas alguém que escreve "sou boa e tou nua" tem bem definido o que quer e como o conseguirá.
    Um aplauso.
    Já a quinta e a sexta, "nuas por acaso/nus ao acaso", nao faz muito sentido.
    Nao se consegue imaginar que alguém fique nu por acaso.
    A nudez é sempre uma coisa propositada, a menos que se esteja com pouco sangue no álcool e a falta de discernimento possa ser considerada factor casual que leva à desnudez.
    Enfim.
    A segunda, terceira e quarta palavras-chave devem ter sido escritas por alguém que estava a preparar-se para um sábado de manha na feira da ladra.
    Sim, é uma actividade que requer treino diante do espelho, sendo um diálogo bem preparado meio caminho andado para conseguir levar para casa um prato com a cara do Eusébio por 1,50€, umas cuecas fio dental com marca de derrapagem (aimeudeus) por 0,30€ ou um escorredor por 0,10€.
    Concluindo, dadas as palavras-chave apresentadas no top 7, este bunker deve ser um antro de textos sobre pessoas nuas e boas, que às vezes ficam nuas por acaso, que sao umas forretas e adoram regatear.

    Ps - para verificar, basta colocar "tou nua" no google e ver os resultados.

    quarta-feira, julho 30, 2008

    Exercício Barcilónico

    O novo exercício abdominal efectuado no trabalho pelo (grande) autor consiste em chegar-se para a frente na cadeira com rodas, quando a colega de 150kg tem de passar entre a cadeira do (grande) autor e a parede.

    terça-feira, julho 29, 2008

    La Lavadora De La Muerte

    Vem o (grande) autor por este meio agradecer publicamente (por ordem alfabética e não de musculatura) aos seguintes:

    + Barbudo
    + Mike
    + Serginho

    De dizer que, não fossem estes homens com "O" grande, aquele bicho de 7549 kg não tinha subido 4 andares sem elevador.
    De salientar ainda que, dado o calor que se faz sentir na Barcilónia, o cheiro a morto fez-se sentir desde o 1º degrau até ao final da brincadeira.
    Mas valeu a pena.
    Porque se um gajo não vai ao ginásio ao menos que carregue uns electrodomésticos de quando em quando.

    Obrigadinho, ó chefes.

    domingo, julho 27, 2008

    Um Tiro Na Cabeça Se Faz Favor

    Perguntou uma rapariga chilena ao (grande) autor, antes de apanhar o avião para Lisboa:
    "Olha, quando chegar lá, onde é que eu posso ir trocar Euros pela vossa moeda?"

    A resposta dada foi:
    "Aaaa... nós também somos da União Euopeia..."

    A resposta pensada foi:
    "Aaaa.... espero que o teu avião caia, mas antes de entrar em território aéreo português."

    sábado, julho 26, 2008

    Ontem Numa Festa

    O (grande) autor - Olha-me para aquele gajo, já nem dança nem nada.
    O amigo - Porquê? Já tá muito bêbedo?
    O (grande) autor - Não, tá é numa cadeira de rodas.

    quinta-feira, julho 24, 2008

    Epá (não é o gelado)

    Acabou o (grande) autor de ler na internetxi que:

    "O ex-coordenador da investigação do desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve sustenta que a criança inglesa morreu no apartamento onde passava férias com os pais, que diz serem suspeitos de ocultar o cadáver depois de um "trágico acidente". A conclusão está no livro "Maddie - a verdade da mentira" escrito pelo antigo inspector da Polícia Judiciária (PJ) Gonçalo Amaral, que vai ser lançado amanhã em Lisboa."

    Perante esta barbaridade sem explicações... há que questionar:

    Pontnumarum - Epá, o que é esta merda?

    Pontnumarudois - E quando sair o filme, o Stendanavenjen fará de Gonçalo Amaral?

    Pontnumarutrês - Para quando um livro da (grande) autoria?

    quarta-feira, julho 16, 2008

    Um Trolha Barcilónico

    Há uns dias pediu o (grande) autor ao senhor que manda cá no prédio que viesse um trolha consertar o autoclismo, que insiste em perder água, o que provoca câncâro no meio ambiente e uma leve irritação às pessoas não-surdas.
    Hoje chegou o homem, sem pré-aviso.
    De manhã, pelas 10h30, tocaram à porta com aquele badalo de vacas que existe no centro da porta e já não era usado desde 1913.
    PAM PAM PAM PAM!
    Não se está a chamar a Pamela Anderson, é apenas uma tentativa de explicar por palavras o som que o homem conseguiu produzir.
    Bom, aberta a porta ao homem, entrou o cheiro a bagaço.
    Em duas palavras, im pressionante.
    "Como é que é possível este sujeito estar na vertical", pensou o (grande) autor.
    E mais, além de se aguentar de pé, o homem ainda por cima conseguia andar e tudo.
    Lá examinou o bicho ferido, dizendo que era só 39384'0002u3nfkfmdjsia9u29ehpiqu923##%jisdcjis"nih4n4.
    Não percebeu o vosso amigo uma palavra do que o homem expeliu pelo traga-bagaço.
    No final, para rematar para golo, prometeu voltar para arranjar a cena.
    Reproduz-se agora o diálogo final:

    - Então, venho cá mais ou menos na segunda ou na terça para arranjar isso.
    - Ok, mas então como é que eu sei quando vem o senhor? Tem o meu número?
    - Naaaa, eu sou dos antigos, não tenho nem número de casa nem telemóvel.
    - Então mas como é que eu sei quando é que o senhor cá vem??
    - Então...esteja cá em casa.
    - Então mas e quando é que acha que vem mesmo?
    - Oh jovem, já lhe disse, ou venho na segunda, ou na terça.

    E prontos, derivados a esta situação, estará o (grande) autor em casa entre as 00h01m de segunda e as 23h59m de terça.

    segunda-feira, julho 14, 2008

    As Bonecas Insufláveis Pagam Bilhete No Metro?

    Aqui fica uma (grande) questão.
    Provocada por uma situação vivida há uns dias, no interior de uma carruagem do metro barcilónico, por volta das 5h da matina.
    Estava o (grande) autor bem acompanhado, quando entram no "vagão" (segundo o acuerdo ortiogriáfico) três senhores acompanhados por uma boneca insuflável negra.
    Toda inchada, a boneca não descansava, saltando de colo em colo, sempre com uma expressão de espanto, como se nunca tivesse andado de metro.
    Ainda por cima ia nua, arriscando uma pneumonia das valentes.
    Os três senhores, todos à volta dos 45 anos de parvoíce e frustração pessoal, estavam a adorar a brincadeira.
    Sem uma pinga de álcool no sangue, vibravam com os seus 15 segundos de fama.
    A boneca, lá ia saltando de braço em braço, agarrando-se aos postes e deslizando.
    Sempre com aquela expressão de espanto, de boca aberta e olhos esbugalhados.

    Nota mental: começar a andar com alfinetes nos bolsos.

    sábado, julho 12, 2008

    Fazojum-ano

    Pode parecer o nome dum prato brasileiro ou cabo-verdiano, mas não.
    Fazojum-ano significa, em grandautorês, que o pai do gajo morreu há um ano.
    Um ano.
    Parece que foi ontem, caramba.
    Sempre que toca o telefone, a primeira reacção é a de pensar que lá no quinto-do-caraças para onde os mortos vão, finalmente a PPT (P...-da-PT) instalou uma linha de telefone decente.
    Mas não, nunca é ele.
    Porque os mortos não têm moeda de troca e, como tal, não conseguem pagar à PPT que lá instale uma linha.
    Filhos duma PPT.
    Bueno, tudo isto para dizer mal da PT e, já que vem ao caso, dizer que as saudades corroem as pessoas por dentro.
    A droga, ao pé das saudades, é benuron 250.
    Por isso, mais vale aproveitar enquanto por cá se anda porque, depois de bater as botas, um gajo não sabe em quem é que tem de bater para conseguir falar com as outras pessoas.
    E isso custa.
    Muito.
    Muito mais que uma assinatura da PT.

    quinta-feira, julho 10, 2008

    Novidades Barcilónicas

    "BOM", já dizia o professor martelo, há novidades na costa mediterrânica.
    O (grande) autor arrendou um casebre, conjuntamente com sua pareja, em plena Barcilónia.
    Há umas duas semanas em mudanças e instalações, limpanças e desinfestações, finalmente veio hoje o "cable guy" instalar a conexão à internétxi.
    Finalmente, pelmordjideuz, que um gajo sem a porra da internétxi já nem sabe mijar de pé como manda a lei.
    Porra.
    Porra.
    Puorra.
    Assim, já com as águas mais calmas, com o documentário feito e estreado (com o maior sucesso, claro) e um tecto sobre o (grande) cérebro, a coisa está-se a compor.
    Assado, a partir de agora espera-se alguma regularidade nos escritos (para desespero dos leitores), com mais historinhas da carochinha de como vai a vidinha na Barcilónia.
    Para terminar, de frisar que o mestre já largou aquela história das camisas, que a função de engomar e dobrar, pendurar e apanhar do chão, era demasiado stressante.
    A ver se agora se arranja um trabalho num circo romeno, a pôr a cabeça dentro da boca de um leão, que é capaz de ser mais interessante, pese embora o cheiro a carne de gnu crua.

    sábado, junho 28, 2008

    Furto na Barcilónia

    Entre câmbios e mudanças
    Trocas e baldrocas
    De casa em casa andando
    Em busca de outras tocas

    O (grande) autor foi deixando
    Pertences em casas alheias
    Desde máquinas fotográficas
    A ceroulas e algumas meias

    Ora ontem na mudança final
    Foi o mestre em busca de seus objectos
    Para chegar ao local do crime
    E notar a falta de alguns patecos

    Não se sabe o autor do tal
    Mas já se viu que grande coisa não é
    Porque quem leva coisas que não são suas
    Merece que lhe cortem um pé(nis)

    Faltam umas Birkenstock
    E um telemóvel com 3 cartões
    Mais uma máquina fotográfica
    Um banho de materiais lesões

    Por isso vem ele por este meio
    Dirigir-se a todos os seus conhecidos
    Comunicar que deixou de ter contactos
    E que perdeu alguns amigos

    Assim, pelamordjideus
    Enviem os vossos números ao (grande)
    Porque senão o gajo está só no Mundo
    E talvez da ponte ainda s'amande

    Para concluir esta historinha
    Gostava de saudar quem cometeu o acto
    E dizer-lhe que um dia pagará
    E que pelo rabo lhe subirá um cacto.

    quarta-feira, junho 18, 2008

    O (grande) Apreciado

    O (grande) autor é, sem dúvida, um jovem muito apreciado pela comunidade homosexual masculina mundial.
    Depois de vários assédios em Lisboa, chegou o momento da internacionalizaçao dos mesmos.
    Há umas semanas, ao entrar num espaço de diversao nocturna, o (grande) autor foi apalpado por um senhor com os seus 50 anos.
    Para nao obrigar o tal senhor a entrar nos cuidados intensivos do hospital mais próximo, o vosso amigo nada fez, limitando-se a afastar-se do homem.
    Homem que, de qualquer das formas, tem bom gosto, claro.

    Ontem pela tardinha, decorreu mais um assédio, desta feita, verbal.
    Num estabelecimento da funçao pública, um dos empregados perguntou quem é que ali estava para qualquer-coisa-que-para-o-caso-nao-interessa-nada.
    O vosso amigo respondeu que estava.
    O funcionário, entao, com um fiozinho de baba a escorrer pelo canto direito da boca, contesta:
    - Olhe, ainda está esta senhora à sua frente e estamos quase a fechar, por isso nao sei se o consigo atender. Mas se me levar a jantar, posso responder-lhe às perguntas que quiser.

    Enfim.
     
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