sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Aposta Feita Em 25 de Abril de 2007

Lembram-se os estimados leitores da aposta feita pelo (grande) autor em Abril do ano passado?

Se não, clickem aqui.

A senhora já ganhou o Cesar, o Bafta e o Globo de Ouro e, confirmando a (grande) aposta, deverá ganhar o Oscar no próximo domingo.

Porém, como o (grande) autor domina, e já que a Marion já ganhou os outros prémios todos, o Oscar irá para Ellen Page, a espectacular actriz de 20 aninhos (e muitos palminhos de cara) que protagoniza "Juno", um filme altamente recomendável.

Porque (grande) aposta, é aposta ganha.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Esta-Merda-É-Para-Ler-Toda Que-Não-Custa-Assim-Tanto E-Ainda-Deu-Algum-Trabalho Embora-Não-Pareça. Alíás-O-Título-É-Que-Custou-Mais.

Recebeu o (grande) autor um desafio, pelas mãos de um colega bloguista, o lfm, dono do
  • Sítio dos Euro Cús
  • Para que o fio não se perca na meada, um gajo aceita o desafio.
    Fio, meada, desafio.
    Jogo de palavras deveras espectacular, quase tão bom como aquele passe do Beto para os pés dos jogadores do Barcelona (e que nos fez perder a eliminatória), quando tentou fintar-se a si próprio.
    Bom, sigamos o fio pela meada dentro, então.

    Deverá o (grande) autor escolher 12 palavras que sejam da sua preferência e, ao mesmo tempo, indicar 12 links para outros blogs, para que prossiga o combate.
    Ora então.

    Benfica Sem o Benfica, que seria de nós? E dos tripeiros e dos lagartos, que não teriam ninguém para odiar. Era uma seca, não podíamos ir para as tascas dizer mal do Nuno Gomes nem podíamos escrever em blogs que o Beto é uma merda e nos faz perder eliminatórias.

    Dicionário Sem os dicionários não conseguia este parvo escrever metade das frases que escreve. Era só erros e palavras utilizadas em sentidos que não faziam sentido e faziam as pessoas sentir-se sentidas. E jogos de palavras estupidificantes.

    Sexo Ouve-se tanto falar sobre isso e há tantas coisas na internétxi sobre esse evento que um dia a ver se o (grande) autor lá dá um saltinho. Será que há autocarros directos para o Sexo ou ter-se-á que mudar na Praça de Espanha?

    Benficacampeão Esta aglutinação é fundamental para que o país saia da miséria. Afinal de contas, queremos pessoas a trabalhar com um sorriso na cara ou com a cara enfiada num copo numa tasca e a dizer mal do Nuno Gomes?

    Política Pronto, estão a ver? Se não fosse o dicionário, a palavra política estaria aqui porque o vosso amigo pensava que política significava aldrabice. Aldrabice, engano, dissimulação, patranha. Tudo coisas feias. E não é isso que se quer aqui expressar.

    Internétxi Este estrangeirismo (vem do Brasileiro, não está claro?) é o futuro. E o passado e o presente. Aprende-se muito sobre esse local, o Sexo, vêem-se os videos dos golos da semana, fala-se com pessoas que estão no outro lado do mundo (ou no outro lado da casa), e ainda se pode ouvir música ou escrever estupidaria para outras pessoas lerem. Uma maravilha.

    Amor O amor é fod!do, já dizia aquele senhor que é um génio, mas que precisa de parar de escrever "crónicas" para a Maxmen, porque a está perder faculdades. Aliás, está prestes a perder uma universidade inteira.

    Mar O mar é o melhor sítio do mundo. Não há como estar nas praias da linha a engolir pirulitos enquanto um gajo faz carreirinhas apoiado em dois ou três pensos higiénicos e um saco de aspirador.

    Lua A Lua é linda. Serve para uivarmos em sua honra, agarradinhos ao nosso cão. E com 3 ou 4 litrinhos de uma substância alcoólica no bucho.

    RuiCosta Mais uma aglutinação, mas esta porque faz chorar de alegria. E porque mesmo com 72 anos há-de jogar pelo Benfica e continuará a correr mais que o (grande) autor corre nos dias de hoje. E porque não é um pesetero, como aquele que marcou aquele golo à Inglaterra, do meio do campo, só para chatear.

    Família Porque só mesmo a família é que aguenta este tipo de merdas que se vêm desenrolando há alguns parágrafos. E porque é o nosso pilar. E porque mesmo só com uma perna um gajo aguenta-se de pé. Mas nesse caso não joga à bola. Bom, só com uma perna ainda dá para fazer uma finta ao Luís Filipe e fazer com que o Nuno Gomes se atire para o chão com os braços no ar.

    Esperança Porque é o que é preciso ter quando vemos o rumo que o planeta está a tomar. E porque sem esperança não haveria betandwin nem ninguém acreditaria que o pessoal das Tertúlias Cor-de-Rosa que há pelo Mundo um dia há-de sair do horário nobre.


    E passa-se a bola a:


    quarta-feira, fevereiro 13, 2008

    Cobrador do Fraque Barcilónico

    Com a Cruz Vermelha a quase um mês de distância, estava na hora de o (grande) autor deixar de assaltar velhotas (e por elas ser espancado) e arranjar um novo meio de sustento.
    Farto de arrumar carros e ir de cabine em cabine em busca de moedas perdidas, algo novo foi encontrado.
    A partir da próxima segunda, o vosso amigo vai juntar-se ao grupo das pessoas mais odiadas no planeta (depois dos gajos da EMEL).
    Irá então desempenhar as funções de cobrador telefónico.
    Conhecem a GE Money?
    Bom, a Cofidis de certeza que conhecem.
    Pelo menos o Fernando Mendes conhece, perguntem-lhe.
    A GE é uma empresa de créditos bancários.
    Deve fazer um sucesso em Portugal, aliás.
    E o trabalho do vosso amigo será o de telefonar para as pessoas que devem dinheiro, a "pedir" que paguem.
    Imagina-se a quantidade de novas asneiras que irá aprender.
    Até porque o horário inclui trabalhar aos sábados das 9h às 16h.
    E que fazem geralmente os devedores ao sábado de manhã?
    Dormem.
    E que irá o cobrador fazer às 9h10m da manhã de sábado?
    Dormir não será.
    Assim, a partir de agora, a noite de sexta-feira será de noite-de-DVD.
    Ou então não.
    Ou então um gajo vai directo.
    Uma vez tuga, sempre tuga.

    quarta-feira, fevereiro 06, 2008

    Barcilónia Amachucada

    Pelo título poder-se-á pensar que o (grande) autor esteve envolvido num atropelamento e fuga. Porém, tal não é o caso.
    Mesmo que fosse, seria sempre o (grande) autor a atropelar, nunca a ser atropelado.
    Sim, mesmo sem carro na Barcilónia, o mestre daria um jeito de atropelar alguém, nem que fosse de bicicleta ou a correr, simplesmente.
    Bom, estupidezes à parte, a razão deste texto prende-se com um diálogo que o vosso herói manteve com uma pessoa amiga, no dia de ontem.
    Pessoa amiga cuja identidade será protegida para que não se torne alvo de chacota internacional.
    Sorte a dela ser pessoa amiga, aliás.

    (grande) autor - (...) porque às vezes acordo atrasado para ir para as aulas, não tomo banho e vou com a mesma roupa com que dormi. Só tomo banho depois, quando volto.

    pessoa amiga - Mas vais com a mesma roupa com que dormiste?

    (g.) a. - Sim, sabes que vida de artista e autor é assim, à maluca.

    p. a. - Oh pá, mas assim, se vais com a mesma roupa, vais todo amachucado!!

    terça-feira, fevereiro 05, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 2

    Depois de aterrar em Luton (uma espécie de Santo António dos Cavaleiros lá do sítio) e depois de uma aterragem a fazer lembrar a São Gabriel ao passar pelo cabo das tormentas, despediu-se o (grande) autor das suas amigas galinhas de axilas peludas e correu para apanhar um comboio até Londres propriamente dita.
    Os dias seguintes foram de turista, máquina em punho, disparando em todas as direcções, já que a tecnologia digital permite disparar para cima de 900 balas, tendo o tiro sido certeiro em 253 delas.
    Este último parágrafo mais parece um relato do Gabriel Alves.
    Bom, inserido num fim-de-semana, em 4 palavras, espec-ta-cu-lar, é de salientar um jantar num restaurante tuga, em Camden Town (o bairro mais fixe de Londres), chamado "Don Teodoro", pertencente a uns madeirenses.
    Como sempre, o tuga dá um ar da sua graça de mafioso, provando as suas raízes latinas através do nome.
    Don Teodoro.
    Don Corleone.
    Don... us aí a tua carteira e telemóvel antes que fiques com mais um buraco no corpo.
    Confere.
    Reputações à parte, nesse local comeu-se o melhor bitoque de sempre.
    Um bife de um dedo de altura e um palmo de comprimento, acompanhado de batata frita, arroz basmati (alguma influência indiana da zona) e ovo a cavalo.
    Mas sem salada, que salada é para maricas.
    Com umas quantas sagres, um café português à frente e um plasma a passar o Benfica-Nacional na TVI, o serão só teria sido perfeito se o Nuno Gomes (mais uma vez) soubesse o que é um esférico e para que serve, naquele jogo chamado "futebol".

    A casa portuguesa, com certeza.

    Nesta casa não se vê apenas futebol, também se dá um pézinho de dança.

    segunda-feira, fevereiro 04, 2008

    Deslocação Barcilónia_London - Strike 1

    Aproveitando os bilhetes de uma companhia de baixo custo (mas de alto risco), atravessou o (grande) autor a terra de Pauleta, pela via aérea, aterrando no país da UE onde a moeda não muda e os carros andam sempre em contra-mão.
    À partida, ainda na Barcilónia, queria o vosso amigo levar uma garrafa de água consigo no avião, para o que desse e viesse.
    Tentando engendrar uma "tuguice" que contornasse os senhores do controlo das malas e afins, uma lâmpada pairou sobre a (grande) cabeça, enquanto se ouvia a palavra "eureka".
    Deixou então que passassem à sua frente duas raparigas jeitosas, para abrirem caminho entre os meninos da Guardia Civil.
    Claro está que os profissionais fardados, enquanto deixavam escorrer um Nilo de baba pelo queixo abaixo e tentavam captar a atenção das moçoilas, não revistaram nem notaram que o (grande) autor levava na sua mochila uma garrafa de 50cl de água-del-cano (ou de um explosivo líquido qualquer).
    Já está.
    Dentro do avião, perdão, da lata de sardinhas almofadada, sentou-se o vosso menino à janela, para tentar vislumbrar uma nuvem em forma de gelado ou de ovelha.
    A seu lado sentaram-se duas galinhas francesas, que não fecharam o bico até que o contentor alado levantou os pézinhos do chão.
    Aí, dado que a estabilidade dos pedaços de zinco que voam não é a melhor, a galinácea do meio começou a respirar para dentro de um saco de plástico do El Corte Inglés, ameaçando ora um desmaio, ora um ligeiro bolsar do lanche.
    Bem feita, para ver se aprendes que falares tanto e tão alto te faz parar a digestão.
    Como retaliação e a ver até que ponto aguentava a galinha, foi o (grande) autor dois terços da viagem a arrotar as duas sandocas de salpicão e brie que tinha emborcado uns 20 minutos antes, só para dar um cheirinho (literalmente) da sua graça, e mostrar quem era realmente o galo naquela espécie de galinheiro voador.

    (continua...)

    segunda-feira, janeiro 28, 2008

    Truques Barcilónicos

    O (grande) autor pôs o seu neurónio e meio a funcionar e descobriu alguns truques para o dia-a-dia na Barcilónia:

    Numa casa sem aquecimento (nem central, nem regional, nem autónomo nem o camandro), lava-se toda a louça possível, para aquecer as mãozinhas. Lavar a louça passou a ser desporto olímpico e tarefa cobiçada por todos.
    As pantufas também passam a ser as meias.
    E as meias (de lã) passam a ser a pele dos pézinhos.
    O cheiro é que afugenta os elementos femininos do (grande) quarto.
    Porém, só em estado pré-funerário derivado a coma alcoólico é que elas se aproximam do leito do amor, por isso, nessa altura, o cheiro passa bem por "sandes de queijo roquefort que ficou esquecida debaixo do estrado da cama".

    Numa casa com uma casa-de-banho munida de janela (com um dos vidros partidos) a dar para o saguão, o gás sarin é facilmente escoado do cubículo, salvaguardando a saúde do próprio terrorista.
    No entanto, a corrente de ar que entra pelas costas do utente sanitário parece vinda do Árctico.
    Ideal para pneumonias e afins.
    Assim, há que ir com um casaco grande que... e com as calças de fato-de-treino-tipo-pijama puxadas... aaa... bom, visualizem a situação.
    Nunca mais inventam calças com fechos-pastel-de-nata para o traseiro.

    Num bar onde a cerveja mais barata custa 2,50€, há que levar cervejas de lata de casa e pedir apenas uma no bar, reciclando o mesmo copo vezes sem conta.
    Tudo em prol do ambiente, claro.
    Estranhamente, para os barmen, uma só cerveja dura todo um jogo do Benfica e às vezes está mais cheia do que nos 5 minutos anteriores.

    Numa cidade onde comer fora de casa só é suportável financeiramente a comer kebabs, há locais de kebabs mais baratos que outros.
    Há que ir até ao "pita inn" (não, não é um hotel para indianos) e comer a pita fallafel a 1,95€.
    Parece pouca comida, mas o grande erro destes senhores foi definir que o cliente pode encher a pita com aquilo que conseguir.
    Aliás, o grande erro para qualquer comerciante foi o de definir que os portugueses poderiam entrar no seu estaminé.
    Assim, o (grande) autor consegue montar (sim, montar, como se de um lego de um arranha-céus se tratasse) um brinquedo com mais de 4 variedades de vegetais, 10 andares e coberto por um molho de iogurte que se entranha nas fundações do edifício, até começar a pingar pelas mãos e mangas, em direcção ao solo do restaurante.
    Duplo erro, portanto.
    Não só vão à falência pela comida que gastam, mas também pelos litros de água e detergente necessários para limpar a esterqueira deixada por uma alcateia de lusos.

    quarta-feira, janeiro 23, 2008

    Barcilónia News

    Com o seu projecto pessoal a caminhar sozinho em direcção a bom porto, paralelamente, o (grande) autor já está inserido no projecto mais promissor dos três que "ganharam" a produção pela escola.
    E de que trata, perguntam vocês.
    Trata de nus.
    Exactamente.
    Na Barcilónia existe uma lei que permite que as pessoas caminhem pela rua, onde quer que seja, nuas.
    Nuinhas da silva.
    Tudo ali a balançar ao vento.
    E o projecto é sobre os naturistas, o porquê de as pessoas andarem vestidas ou não, o carácter social que a roupa (ou a falta dela) impõe na sociedade.
    Por exemplo, há um senhor (bom, um louco) que anda pelas ruas da Barcilónia, todo nu, com umas cuecas tatuadas na zona das partes baixas.
    Que expressão espectacular, "partes baixas".
    O (grande) autor vai ter como funções a de técnico de som e de assistente de realização (com a qual aproveitará para usurpar o lugar de realizador, astuta e subtilmente).
    O grupo irá filmar na Barcilónia e numa povoação que fica a 100km, onde todos os que se querem ir "desnudar" podem ir, traquilamente, dado que foi comprada por um grupo de gente arejada, para esse fim.
    O movimento naturista na sociedade urbana (e o seu porquê), é o tema do documentário.
    Resta saber se, para filmar nessa povoação, o grupo terá de se despir.
    Prevenindo a situação, já todos se inscreveram em ginásios e andam a malhar no ferro.
    Outra bela expressão, "malhar no ferro".
    Aqui fica uma fotografia d' O louco, para abrir (ou tirar) o apetite.
    Chamam-lhe o homem-elefante.
    Será do Guaraná?


    (para verem a magueirinha mais de perto, cliquem na imagem)

    quarta-feira, janeiro 16, 2008

    Job Barcilónico

    Acham que ainda há racismo no Mundo?
    O (grande) autor inscreveu-se num daqueles sites de emprego e de quando em quando recebe propostas de emprego, supostamente, adequadas ao seu perfil.
    Vejam esta aqui em baixo e reparem para que posto é e que requisitos exigem...

    terça-feira, janeiro 15, 2008

    Desilusão Barcilónica

    Direito ao assunto, o (grande) projecto não foi escolhido para ser produzido pela escola.
    Este facto deve-se ao surto de BSE (vulgo, doença das vacas loucas) que atacou os bovinos que faziam parte do júri de selecção.
    Não está o (grande) perdedor a querer dizer que deveria ter sido o seu projecto a ser escolhido.
    O que se pretende aqui afirmar é que os que foram escolhidos eram bem piores que muitos dos outros apresentados.
    A (grande) apresentação correu optimamente, o que já de si é uma vitória pessoal.
    Porém, pelos vistos, em conjunto com todo o trabalho realizado desde finais de Outubro, tal não chegou para convencer a manada.

    A vida é assim e, como disse uma (grande) amiga, "Deixa estar, fica na tua biografia que os primeiros não te quiseram...".
    Agora o grupo divide-se em três grupos de cinco alunos e cada mini-grupo vai trabalhar num dos três projectos vencedores.
    Porém, o (grande) autor continuará a trabalhar no seu projecto, indo produzi-lo pelos seus próprios meios.
    E, desta vez, vai ser Sem Barreiras a travá-lo.
    Porque o que não nos mata torna-nos mais fortes.

    quarta-feira, janeiro 09, 2008

    Barcilónia 2008

    De volta à Barcilónia, o (grande) autor tem na próxima terça-feira, pelas 10h da matina, a maior prova, a razão pela qual veio até aqui.
    O concurso de cervejas.
    Aaaahh, não é esse.
    É sim a apresentação do seu projecto para um documentário perante um júri composto por professores, membros de cadeias de televisão e produtoras.
    Para alegrar a situação, estarão presentes todos os alunos da Escola.
    Serão algumas dezenas de pessoas a aquecer a sala.
    O cheiro será interessante, com certeza.
    Se suficientemente bom, o (grande) projecto será produzido pela Escola, por uma televisão ou por uma produtora durante 2008.
    Daí a falta de actualização bloguista de ultimamente.
    E já agora, alguém tem aí um xanax?

    sábado, dezembro 29, 2007

    Ano Novo...

    Este texto nada tem a ver com o ano novo.
    Porém, como este se aproxima, fica sempre bem colocar um título assim, como chamariz para os curiosos que pensam que vêm ler as resoluções para 2008 do (grande) autor e depois levam com esta merda.
    Enfim, este texto é mais precisamente sobre a "prova de vida".
    A prova de vida não é um exame nacional para os recém-nascidos.
    Não é provar a vida de um copo, saborear e deitar fora.
    Também não é correr a vida 100 metros barreiras.
    A prova de vida é, tão simplesmente, ir até à segurança social provar que ainda se está vivo, para poder continuar a receber a pensão, reforma ou afins.
    Haverá algo mais deprimente do que isto?
    Ser de idade avançada e, ainda por cima, ter de se deslocar anualmente até à segurança social (que de si já é deveras agradável) comunicar que se está vivo.
    E qual é o contrário de estar vivo?
    É estar morto, ao que parece.
    Adianta-se assim um diálogo fictício (ou não) entre velhote e funcionário público:

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida, se fizer o favor.
    - Tir' a senha.
    - Qual é a senha?
    - Oh home, a senha verde, claro! Verde, de vida, phone-ix!
    - Mas eu estou nos correios?
    - Não...
    - Então porque é que o senhor fez essa graçola sem piada nenhuma, se nem sequer estamos nos correios?
    - Aaah...
    - Bom, senha verde então, obrigado, até já.

    (chega a vez do velhote, 56 números, 2h47m e três quase-AVC's depois)

    - Boa tarde, vinha fazer a prova de vida.
    - Sim senhô, chegue-se lá pa trás, pa olhar bem pa si.
    - Assim?
    - Oh home, não fuja, venha cá qu' eu não mordo.
    - Assim?
    - Sim, sim, tá bom. Diga lá qualqué coisa.
    - O Sporting vai ser campeão.
    - Bom, você parece memo que tá vivo, mas tamém tá louco, pronts.
    - Hein?
    - Pronts home, você tá vivo, pode seguir, até pó ano.

    segunda-feira, dezembro 24, 2007

    Comunicado de NataU

    A direcção do blog, ou seja, o (grande) autor, vem por este meio desejar a todos os leitores, leitoras e analfabetos que simplesmente olham para a página do blog porque a consideram bonita, umas festas felizes.
    Festas transe, festas de passagem de ano, festas de aniversário (entre as quais a do miúdo que dormia em palha e rapava um frio p...-que-pariu), festas na praia, festas nos animais de estimação e por aí fora.

    Queria a mesma direcção (porque das linhas anteriores para estas, não houve nenhum golpe revolucionário bloguista) agradecer a todos pelos melhores presentes da internétxi.
    Obrigado às pessoas que nem conhecem O membro da direcção mas continuam a vir ver a "merda-a-metro" que por aqui se divulga e aos maravilhosos que, quando encontram O membro, lhe dizem coisas bonitas ao ouvido que não serão aqui divulgadas pois tal seria uma atitude pouco modesta.

    Feliz NataU e boa bebedeira de 31 para dia 1, naquela coisa do ano que muda ou lá o que é isso.

    terça-feira, dezembro 18, 2007

    Da Barcilónia Para a Lisbónia

    Assim que este texto se der como finalizado (porque se escreve sozinho) irá o vosso Barcilónico começar a fazer a mala para ir passar o nataU à terrinha.
    A 4 horas de ter de acordar para apanhar um autocarro até ao aerobus, a noite promete.
    Dado que o (grande) autor é uma autêntica rapariga no que concerne a fazer malas de viagem, vai ser giro.
    Sim, um gajo decide em dois minutos se vai um ano para a Barcilónia, mas quando é preciso decidir se se deixam as ceroulas, as pantufas ou as revistas pornográficas de adolescente, é um ver-se-te-avias.
    Hoje a questão prender-se-á com aquele par de calças e aqueles ténis, porque nunca se sabe se vão ser desejados na Lisbónia.
    E o rímel? Vai ou fica?
    Mais importante, será que aquela frigideira-das-tortillas-maravilha também devia ir?

    segunda-feira, dezembro 17, 2007

    Sexo na Barcilónia

    Quem esteja à espera que este texto seja um relato de um (grande) episódio do foro sexual, tire o cavalinho da chuva, que a vida privada não é para divulgar.
    Apenas a vida privada alheia se pode divulgar.
    Assim, há poucos minutos (estas linhas são escritas ainda em estado de choque), presenciou auditivamente o (grande) autor um momento com direito a bolinha no canto superior direito do ecrã.
    Chave na porta, começa a ouvir um ruído estranho, um animal a ser torturado.
    Pensando que finalmente alguém decidira assassinar o cão da vizinha de cima, entrou o vosso amigo despreocupada e alegremente na mansão.
    Assim que fechou a porta notou que o animal estava a ser torturado no interior da sua casa.
    Como no "Alien, o 8º Passageiro", em que a Sigourney Weaver via no detector-de-aliens que estes se aproximavam, mas sem se perceber de onde, o (grande) autor percebia que o cão em sofrimento estava perto, mas sem conseguir precisar o local.
    Passados uns 7,3 segundos, pensou quem vos escreve que se estava a rodar um filme pornográfico na sala.
    Não, não era na sala...
    Ah! A rodagem estava a ser no quarto do casal!
    Mas seria um filme de ficção ou um documentário?
    Fosse o que fosse, a banda sonora fez com que o (grande) autor voltasse a ter 13 anos, altura em que surgiu o saudoso canal 18, janela para a realidade de todos os adolescentes que não tinham educação sexual na escola.
    As vozes eram em español, tal como no casal 18, daí o retroceder temporal tão preciso.
    De "Oh si, cariño!" para cima, uma preciosidade.
    De facto, viver numa casa velha em que se ouve tudo tem as suas vantagens e as suas desvantagens.
    Resta saber se ouvir tudo tão bem ao ponto de conseguir perceber se daquele momento vai sair menino ou menina será uma vantagem ou uma desvantagem.

    domingo, dezembro 16, 2007

    Fiesta na Barcilónia

    Ontem foi o (grande) autor a mais uma festinha da praxe.
    Gente bonita, música, chão de azulejo (mais fácil de limpar), alguns trinaranjus laranja e umas coca-colas.
    Não é falso. No meio do alguidarzorro com gelo destinado a albergar os líquidos acondicionados em diversas formas surgiram uma lata de trinaranjus laranja, algumas coca-colas e... pasmem-se...
    uma lata de cerveja sem álcool!
    Quem terá sido o m-a-r-i-c-o-n-ç-o que levou uma lata de cerveja sem álcool para uma festa meio-erasmus e, ainda por cima, a deixou à vista??
    Ao menos que a guardasse no casaquinho cor-de-rosa e a bebesse na casa-de-banho, para não lhe chamarem "garagem de camiões TIR".
    Esta expressão acabou de ser inventada, ainda vem quentinha e tudo.
    O (grande) autor é grande.
    Enfim, emoções à parte, a festa terminou mais tarde que o que se pensaria, dado que os senhores de azul não apareceram.
    Quem apareceu foi uma vizinha do andar de cima que, armada com um alguidar cheio de água com lixívia, se entreteve durante umas horas a molhar e desinfectar quem ia saindo da festa, a partir da sua varanda.
    Ah, a festa era numa espécie de loja, a porta dava directamente para a rua, por isso, qualquer pessoa que viesse cá fora falar ao telemóvel, fazer O amor numa esquina ou regurgitar um bocadinho, voltava para dentro da festa com um cheirinho a casa-de-banho de escola primária, depois de por lá ter passado a shôra contínua, a dona Fernanda.
    Que é feito do azeite a ferver?
    Agora, pelos vistos, a moda nas guerrilhas urbanas é a água com lixívia.
    Que, há que frisar, quando salpica para os olhos, não é agradável nem dá muito jeito.
    No final da festa o chão de azulejo parecia o chão de uma estrebaria e no ar pairava um cheirinho a lixívia e a suor francês que, já se sabe, é um povo que quase nunca toma banho.

    quinta-feira, dezembro 13, 2007

    Cerveza, Beer... Mudanzas?

    O (grande) autor tem um amigo aqui na Barcilónia.
    Bom, em realidade tem mais que um, tem dois ou três.
    Mas esse amigo foi ao IKEA em busca, curiosamente, de uma mesa, tal como vinha fazendo o (grande) autor até há uns dias, pelas ruas da Barcilónia.
    Esse amigo é betinho, foi ao IKEA.
    Sim, porque entre estudantes, ser betinho é ir ao IKEA e ser pobre é apanhar os móveis da rua.
    Ser pobre não, ser cool.
    Yeah, very fine thanks.
    Enfim, esse amigo riquinho foi ao IKEA (será que se recebe pela publicidade?) comprar uma mesa.
    Quando estava cá fora, a preparar-se para apanhar o autocarro e o metro com os 20kg de mesa, lembrou-se que seria uma bela chatice para as suas costas carregar a dita até casa.
    Sim, porque na Barcilónia vai-se de tranportes públicos ao IKEA, não é como em Alfragide.
    Nisto, irrompe um paquistanês sabe-se lá de onde (por acaso sabe-se, irrompeu da esquina), disposto a ajudá-lo, com mais um colega paqui.
    Bons samaritanos?
    Mais depressa entra o Liedson para o Actors Studio.
    Estavam dispostos a ajudá-lo pela quantia de 20€.
    Mas ajudá-lo como? À mão?
    Óbvio que não, porque o paquistanês é um gajo que não brinca em serviço.
    Tinham uma carrinha preparada para carregar móveis estacionada na esquina!
    A mesma esquina de onde irrompeu o homem, lembram-se?
    Com o transporte de móveis a casa do IKEA a 50€, achou por bem o amigo do vosso amigo oferecer os 10€ que tinha no bolso como última proposta.
    Os paquistaneses, que não brincam em serviço, mas também não se fazem caros, de pronto aceitaram.
    E assim, lá foi o jovem riquinho com a sua mesa nova, a cantarolar músicas paquistanesas com os seus dois novos amigos até casa.
    Boa esquina, aquela de onde irrompem paquistaneses.

    domingo, dezembro 09, 2007

    Nova Mesa Barcilónica

    Os estimados leitores estarão lembrados da obra de engenharia duvidosa que sustentava todo um conjunto de aparelhos de alta tecnologia, no interior do (grande) quarto?
    Era esta instalação aqui em baixo, recordam-se?

    Pois a mesma instalação, que durante um mês foi fiel ao (grande) autor, foi despejada pelo mesmo, esse grandessíssimo mal-agradecido.
    Como se pode verificar pela seguinte fotografia tirada (grandemente) a partir da janela do quarto, a obra foi deitada à rua, como se de uma filha ilegítima se tratasse.


    Na próxima fotografia pode ver-se o bom samaritano que decidiu albergar a peça de arte na sua mansão, feliz por ter de graça tão valiosa obra de arquitectura e engenharia modernas.

    E de seguida podem ver-se os famigerados "pés-de-mesa", referenciados em anteriores reportagens Barcilónicas.
    Há que frisar que, dado que o (grande) autor não se chama José e, como tal, não deve muito à arte da carpintaria, os vizinhos do prédio ficaram a achar que o mesmo iria desabar, tal o barulho feito com um martelo e parafusos (sim, martelo e parafusos) aquando da fusão entre o tampo e os pés.


    Veremos se esta estrutura aguenta mais que a anterior e se já se podem fazer concursos de braço-de-ferro sem o receio de que tudo colapse.

    sexta-feira, dezembro 07, 2007

    Sobrancelha Barcilónica


    Em contacto com o público, com a massa, com o povo, todos os dias, tem o (grande) autor a oportunidade única de se aproximar das pessoas e molestá-las um pouco, tentando fazer com que se filiem na Cruz Vermelha.
    Este (horrível) trabalho tem as suas vantagens.
    Convenhamos que, não fosse o uniforme vermelho e o propósito de querer angariar mais um sócio, nunca poderia o vosso amigo sequer deitar uma vista de olhos a raparigas tão belas como as que se negam (sempre) a mais do que um simples "Tenho pressa, obrigada".
    Porém, a vantagem de poder dirigir-se a sósias da Heidi Klum tem a sua parte má.
    Pois, de quando em quando, em vez de sósias da Heidi, surgem sósias de um Opel Corsa envolvido num acidente de viação em que houve capotamento.
    Não que se tenha algo contra esse género de mulher, simplesmente não se sente o (grande) autor atraído por esse tipo.
    E muitas das vezes, essas senhoras têm as sobrancelhas totalmente depiladas e substituídas por um risco.
    Um risco a preto, castanho ou amarelo torrado.
    A pergunta que se impõe é simples:
    Mas porquê, pelamordedeus?
    Qual seria a sobrancelha que ficaria pior numa testa do que um risco a lápis?
    Qual??
    Por favor, não façam isso, pela vossa saúde.

    domingo, dezembro 02, 2007

    Uma Quase-Mesa

    Hoje, a caminho do "jantar de domingo" no sítio do costume, passou o grupo por uma mesa abandonada num canto de uma rua mal iluminada, praticamente nova.
    Com um tampo de 1,2m por 0,80m, uma madeira bem polida, uma cor castanho-lindo-de-morrer, era a companheira ideal para o quarto do (grande) autor.
    Amor à primeira vista, pensou o mestre que não a poderia deixar escapar.
    Ao lado da mesa estavam os seus 4 companheiros de uma vida, os pés, desaparafusados.
    Apenas os parafusos tinham desaparecido para sempre, incapazes de aguentar relações tão profundas.
    Cobardes.
    Porém, como ia o grupo de caminho para o local-de-encher-o-bandulho, a nova paixão teria de esperar mais um pouco até conhecer a sua nova casa.
    Sem modo de a acorrentar (e porque numa relação saudável não se acorrenta ninguém, sem ser em circunstâncias específicas) decidiu o vosso amigo escrever com a sua paper mate preta no tampo da mesa "no mover, por favor!".
    Fiando-se na virgem e na honestidade dos habitantes daquele bairro, seguiram o ingénuo-mor e seus amigos em direcção ao mata-bicho.
    Já de pança cheia, voltou o (grande) autor cheio de expectativas, para encontrar, claro, apenas os pés da mesa no local onde tínhamos combinado que esperariam, junto à mesa.
    Explicaram aqueles que a mesa tinha decidido mudar de vida e partir em busca de alguém que a transformasse em tábua de skate.
    Alguém que é um grandessíssimo filho duma grande p... e que, ou não sabe ler, ou não sabe respeitar ordens escritas em tampos de mesas.
    Esperam agora os pés que o (grande) autor arranje uns parafusos menos cobardes que os anteriores, na loja dos chineses da esquina, para começarem uma nova relação agarradinho a outro tampo.
    Esperemos que se dêem bem, senão quem sofre é o computador, que vem parar ao chão, numa discussão mais acesa do seu casal amigo.
     
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