terça-feira, agosto 28, 2012

Truta Trauteia

Uma coisa de que o (grande) autor se apercebeu há uns tempos foi que mesmo que um gajo não ouça uma música há 15 anos, se alguma vez no tempo soube a letra dessa música de cor, um gajo vai-se lembrar da letra e vai conseguir ir acompanhando o vocalista com a sua voz esganiçada.
Experimentem.
Claro que este acontecimento sucedeu ao (grande) autor com um CD de Body Count.
Mas isso não quer dizer que vocês não possam ter esperança.

quinta-feira, agosto 23, 2012

Back in Black

Uma das grande vantagens de viver com uma rapariga é a de haver sempre acetona em casa.
Isto porque um gajo às vezes levanta-se às 6h28 por causa do barulho que os cab... dos pombos fazem com as suas unhinhas nojentas na caixa do estore aquele clac clac clac clac clac porra podem parar com o sapateado ao menos podiam aterrar e ficar quietos em vez de convidarem o Joaquín Cortés para se juntar à festa e então vai um gajo furioso e cheio de ramelas na fronha e decide que finalmente hoje é que é o dia ideal para um gajo montar ou instalar ou colar ou lá o que é que aconteceu ali aqueles picos de plástico que um gajo comprou ali na Tevel tipo espanta-pombos-mas-não-os-mates-porque-depois-remover-o-cadáver-ainda-é-pior só que um gajo só tinha em casa cola PVC mas que raio é cola PVC não faço ideia mas cumpriu a sua função só que como um gajo não se quer pôr em cima de um escadote na varanda porque a queda até à calçada portuguesa é capaz de magoar então põe-se em biquinhos dos pés todo torto a tentar que aquela fileira de picos se cole à parte de cima da caixa do estore sem ver nada do que está a fazer e claro que para aquilo assentar bem um gajo dá umas palmadas e fica com as mãos todas cheias de cola PVC mas ao menos nunca mais há-de aterrar ali um pombo com as suas unhinhas nojentas a menos que o filho duma granda p... do pombo queira brincar aos faquires e então aí é que um gajo se ri e se calhar até filma e põe o vídeo no youtube para os odiadores-de-pombos rejubilarem.
E é precisamente por isso que uma das grandes vantagens de viver com uma rapariga é a de haver sempre acetona em casa.

sábado, junho 16, 2012

Portugal Dobradinho

No outro dia viu o (grande) autor uma bandeira de Portugal numa janela.
Ah grande Scolari, que lhes meteu este bicho no exterior das janelas e no interior do coração.
A bandeira estava aberta, mas cheia de vincos, notava-se que tinha estado dobradinha durante bastante tempo, possivelmente desde 2004.
(devia surgir agora uma fotografia, é certo, mas um gajo ia a conduzir)
Pois Portugal e os Portugueses estão assim mesmo como a bandeira.
Dobradinhos, arrumados, no fundo do baú, debaixo dos panos de cozinha, à mercê das traças.
Está na hora de sacudir o pó, arejar a casa, vir cá para fora esticar os panos e deixar que os vincos desapareçam ao Sol.
Mas, claro, assim que acabarem os jogos, lá voltam as bandeiras para dentro do armário, à mercê dos vincos e das traças.
Ou não?
Força Portugal!

domingo, junho 10, 2012

Pizza Boy

Tem o (grande) autor a nítida sensação de que um dos requisitos para se poder ser motorista de transporte de pizzas, vulgo "motorista telepizza", é o de não ter qualquer tipo de amor pela Vida.
A Vida, no geral, seja a vida do próprio, de outros humanos ou as vidas de quaisquer pombos e gatos que ousem atravessar-se no caminho.

sexta-feira, maio 11, 2012

Hotmail

Pensa o (grande) autor que se deveria rezar um minuto de silêncio por todas aquelas contas hotmail que foram ficando para trás, abandonadas aos ataques spam, a engordar como um cão a quem não param de dar restos de entremeada e coirato.
Com as caixas de entrada com 45326 novos e-mails, todos vindos da Nigéria, do Brasil, ou do Bangladesh.
Quem nunca teve uma conta hotmail que atire o primeiro e-mail.
Quem nunca deixou uma conta hotmail ao abandono?
Quem nunca deixou uma conta hotmail à mercê de mensagens sucessivas sobre o levantamento e comprimento do pénis ou o emagrecimento supersónico?
Quem não trocou a sua conta hotmail pela nova conta gmail?
Pobres contas hotmail, descansem em paz, na eternidade da internétchi.

sábado, maio 05, 2012

First World Problems

Haverá algo pior do que ouvir anúncios na rádio sem conseguir alcançar o botão para mudar de estação?

sexta-feira, maio 04, 2012

Estrelicado

Na rua, ouviu o (grande) autor a seguinte conversa entre avô e neto, enquanto passeavam o bóbi:

- Ovistes filho, aquela velha ali queria que ele (o bóbi) fosse estrelicado...
- Ohvô, o que é estrelicado?
- Atão, estrelicado é para ele não f... aaahh, é para não ligar às cadelas.

sexta-feira, abril 20, 2012

This is the


sexta-feira, março 09, 2012

Além-Fronteiras

Eles partem e saem e fogem e vão.
Não é bem fugir, é mais ter de ser, a procura do pão.
Deixam-nos para trás, olhos tristes, mas olhar em frente,
Ali aterram, aqui levantam, o futuro não mente.
Saem do ninho, saem da árvore, saem da floresta,
Adeus mãe, adeus pai também, mas que solução é esta?
É a solução que há, que haverá, e que se há-de fazer?
Gostam muito de cá estar, que bom é junto ao mar, mas têm de comer.
Justo não é, simpático tão-pouco, mas não vão para novos,
Procuram novos locais, ninhos seguros, para deixar os ovos.
Restaremos poucos, estaremos loucos, que será de nós?
E a saudade mói, e a distância dói, que vai ser de vós?



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(Só no grupo de amigos/conhecidos-quase-amigos do (grande) autor, são 21, os que partiram com futuro indefinido. E outros se preparam para o mesmo.)

sábado, fevereiro 04, 2012

Os Egoístas

Os gajos ouvem os tiros, mas nunca sentem as balas.

terça-feira, outubro 04, 2011

Todas na Barriga

- Martins, isso é uma doença interna.
- Uma doença eterna?
- Não, uma doença in-ter-na.
- Ah.
Ele nunca pensou que aquilo também desse nos homens.
Sempre ouviu, desde pequeno, desde adolescente, desde homenzinho, desde crescido, que aquilo só dava nas mulheres.
Nas senhoras, dizia a Avó, mulheres são as vacas, as cabras, as ovelhas.
Que as mulheres são senhoras.
E com que então uma doença interna.
Estava bem tramado.
- Como é que se pode curar uma doença interna?
- Tens de olhar para dentro, conhecer bem o terreno.
Porra.
Olhar para dentro, conhecer bem o terreno, mas estavam a preparar um ataque terrestre, ou a tentar arranjar uma cura?
- Sim, a cura procura-se no mal.
- É no mal que está a cura?
Não fazia sentido algum.
- Martins, quando olhas para ela, que sentes?
- Sinto-me mal.
- Sentes o coração acelerado, suores frios, a boca seca?
- Sim!
- Desnorteado, sem saber o que fazer?
- Completamente desnorteado.
- E quando ela olha para ti?
- Fraquejam-me as pernas.
- E as borboletas?
- Todas na barriga!
- Ora aí está a tua doença.
- A minha doença interna?
- Sim, a tua doença eterna.

sexta-feira, julho 08, 2011

Open Space

Os open space estão na moda.
É cool viver num loft, as praças públicas estão cada vez mais abertas e cheias de nada, um gajo consegue ver uma drogaria-das-novas duma ponta à outra se for suficientemente alto para espreitar por cima dos mostradores dos tachos em inox, até os cérebros de algumas pessoas adoptaram esta moda.
Mas quem ganhou mais com esta inovação foram os empregadores.
O empregador não hesita e derruba paredes.
Derruba paredes como se derrubasse obstáculos, barreiras, entraves e outros sinónimos de dificuldades.
Mas, de surra, de fininho, como o xico, levanta alfândegas, operações stop, controlos, vigilâncias e outros sinónimos de fiscalização.
Quem melhor para vigiar os seus trabalhadores do que os seus trabalhadores?
Porquê ter de pagar mais a alguém que vigie o trabalho de outros dez, quando podem ser os dez a vigiar-se uns aos outros?
No tempo das paredes, o superior entrava nos gabinetes e certificava-se que um gajo não estava no farmville ou a falar com a Jessica da linha de valor acrescentado ou na sala das fotocópias a tirar fotocópias (a cores) do rabo.
Hoje em dia, no tempo do tudo-ao-molho, a máquina fotocopiadora fica no meio dos open space e os dez trabalhadores vigiam-se mutuamente para poderem ir dizer ao chefão que, por exemplo, em vez de estar a dar no duro, o Zé estava ao telefone com o filho a explicar-lhe como é que se põe betadine na ferida e que a Maria estava ao telefone com a mãe a perguntar-lhe em que hospital estava o avô, para ir lá ter assim que conseguisse despachar o serviço.
Dividir para reinar.
Ou, derrubar paredes, para reinar.
Somos tão modernos, tão fashion, não precisamos de paredes nem de barreiras físicas.
Pois claro.
Sendo o homem o lobo do Homem, vai ser o Rui a denunciar o hábito que o Manel tem de ler o Calvin no Público online.
E um gajo nunca quer ser o primeiro a sair, porque, ao sair, toda a gente sabe que surge do tecto falso uma espécie de holofote dos recursos humanos, que fica ligado, a apontar para a cadeira vazia, até que o chefe também saia.

segunda-feira, julho 04, 2011

\_/

Together we can - print

roubado daqui

sexta-feira, julho 01, 2011

8 e 80

Se repararem bem, notarão os ilustres leitores que os jornalistas, quando confrontados com uma entrevista a um menor de 8 anos ou a um maior de 80, falam da mesma maneira, que, não desfazendo, é mais ou menos com a mesma descrença com que um gajo fala com aquelas gravações que percebem Amadora quando um gajo grita Lisboa, dos serviços de informações via telefone.

quarta-feira, junho 29, 2011

WPP

http://www.whitepeopleproblems.com/images/content/1501.jpg

ideia roubada daqui, que por sua vez roubou daqui.

segunda-feira, junho 27, 2011

Aviso à Navegação MCMVXXXII

Não confundir amizade eterna com amizade efémera.
A primeira um gajo não sabe, mas é para sempre.
A segunda um gajo acha que sabe, mas desaparece logo da frente.

Extra:
Além do acima referido, "eterna" e "efémera" só quase-que-rimam se um gajo estiver mesmo muito constipado e e trocar os érres pelos guês.

quinta-feira, junho 23, 2011

Não perca!

Caro telespectador, não perca a emissão de "How I Met Your Mother" na TVI e de "Quem Será o Pai da Criança" num arraial perto de si.

quarta-feira, junho 15, 2011

Situações Irritantes III

Irritantes são as pessoas que não dizem o que pensam e pensam que ninguém percebe que o que elas estão a dizer não tem um cu a ver com o que elas estão a pensar.
O que faz delas irritantes e estúpidas.
E burras, ainda por cima.

quinta-feira, junho 09, 2011

Situações Irritantes II

Irritantes são as pessoas que tentam passar à frente na fila do supermercado porque só têm uma lata de leite condensado e meio quilo de pêra-rocha e se vão chegando, chegando, chegando, sempre a fingir que estão a olhar para a montra das revistas cor-de-rosa com ar de quem só as lê quando está na fila do supermercado mas depois sabe que a prima da tia do Rogério Samora foi para as Berlengas com o primo do sobrinho do Marco do Big Brother, mas ficaram numa pensão em vez de ficarem num hotel porque mesmo de 2 estrelas ainda era carote e o pequeno-almoço não devia valer nada e vai nisto e vão-se chegando, chegando, chegando, até um gajo estar praticamente a brincar aos médicos com elas.
Mas claro que quando um gajo se farta daquela espécie de assédio manda-lhes com um movimento de anca mais elástico que o melhor move do John Travolta no Febre de Sábado À Noite e os tarados vão parar ao fim da fila meio despenteados.

quarta-feira, junho 08, 2011

Situações Irritantes I

Irritantes são as pessoas que não sabem o que é o acelerador quando vão em zonas onde não dá para ultrapassar, mas que, numa recta onde é possível um gajo deixá-los a comer pó, aceleram como se estivessem a fugir de uma avalanche.
 
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