segunda-feira, outubro 15, 2007

O Início do Documentário "Barcilónia"

Começou hoje o master.
Quer-se dizer, começava.
Porque, talvez para que o (grande) autor não sinta falta de Portugal, o professor que iria dar a primeira aula - realização - faltou.
Apareceu o director da escola a pedir desculpas e a explicar que o pai do prof de realização teve um ataque cardíaco ontem.
Pela primeira vez na sua (grande) vida, quem vos escreve não ficou contente por não ter aulas.
Um gajo vai envelhecendo e dá nisto.

Bom, quanto aos coleguinhas de classe, são 18.
Os que apareceram hoje distribuem-se da seguinte forma, pelo globo terrestre, tal como se distribuíam pela mesa do café onde fomos passar o tempo de furo:
1 Brasileiro - vive em São Paulo, mas é do Rio, cheio de tatuagens.
1 Colombiano - de Bogotá (Nônô, não estás bem a ver, é um sósia do Gerardo).
1 Chileno - Não me lembro do nome da sua cidade, parece um lutador de wrestling.
1 Catalão - De Barcelona (Catalunya no e España), igual ao Jack, do Lost.
1 Espanhol - De Murcia, igual a um amigo meu de San Sebastián, tenho de lhe perguntar se tem irmãos.
1 Inglês - Não me lembro de que cidade, mas não era Londres, senão lembrava-me, com um ar mesmo british.
1 Italiano - Do Norte, mas não especificou cidade, com um piercing na sobrancelha.
1 Espanhola - De Huesca, com o cabelo laranja.
1 Espanhola - Não percebi de onde era, com uma argola no nariz.
1 Francês - De Paris, com gel no cabelo e as golas do polo para cima.
1 Holandês - Não disse de onde, quase não fala castellano.

Os restantes coleguinhas, corre o rumor de que são todos Sul-Americanos e que estão ainda do outro lado do oceano, presos a complicações burocráticas relativas a vistos de permanência.
Como podem comprovar, o master é, de facto, internacional.

Só uma achega, o cartão do DIA%Minipreço português também serve para aqui e o (grande) autor já benficiou de descontos no Chocapic e nos iogurtes.

domingo, outubro 14, 2007

Casas e Praças na Barcilónia

O (grande) autor tem andado em busca de casota.
Pelo meio busca um trabalho, enquanto se passeia pela ruas planas de Barcelona, de praça em praça.
Desde um argentino bodybuilder motard gay - "que tamo bucando un tío tranquilo"-, uma mexicana advogada com um cão a pilhas - "que puedes utilizar todo el piso, excepto el salón, que es solo para mi"- e uma quarentona maníaco-depressiva - "que yo salgo por las 6h de la mañana y nadie me ve hasta las 9h de la noche" -, já estes (grandes) olhos viram tudo.
De noite as praças e os bares albergam os milhares de jovens, até que a polícia aparece a escoltar os cantoneiros que tratam de pôr a ordem e a limpeza na cidade, respectivamente.
Amanhã começam as aulas e já o papel, a caneta e a imaginação documental estão preparados para entrar num (grande) ano.
La Gaviota é o sítio em que nos sentimos em casa e se grita pelo Barça, mas não tanto como pelo Benfica, e onde o dono, Alberto, já nos cumprimenta com apertos de mão.
A coisa promete, na cidade onde se passa pela fila para a La Pedrera, se pára, se entrega um currículo e se segue.
Porque não precisamos de visitar a La Pedrera já.
Porque vivemos e sonhamos acordados aqui.

quinta-feira, outubro 11, 2007

O (grande) Autor Em Barcelona

Caros leitores, amigos, inimigos e pessoas que se enganaram na página e vieram aqui parar enquanto procuravam "opiniões do professor Marcelo sobre isso tudo sobre o qual nunca ninguém opinou nem ninguém quer saber".
O (grande) autor efectuou - que belo verbo, "efectuar" - uma (grande) mudança na sua vida.
Pois é, o estaminé opinador cambiou-se para o outro lado da península, para a bela Barcelona.
Começa na próxima segunda-feira o mestrado em cinema documental que irá o (grande) frequentar até Julho de 2008.
Como de blogs de merda está a internétxi cheia, o vosso amigo decidiu não criar mais um do tipo "O jota em barcelona" ou "Mais um tuga na Cataluña" e mantém este agradável pousio como quartel-general das estupidezes a comunicar, seja em português, castellano ou catalá.
Bueno, vai o (grande) sair para a rua em busca da sua escola (ainda apenas vislumbrada via net e com grandes possibilidades de ser fictícia), em busca de trabalho e de um cartão de uma rede de teleCHULOS espanhola, que o rómingue (como diz um gajo que eu cá sei) está carote.

Em breve mais notícias sobre a Barcilónia.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Segurança da Segurança Social


Alguém me pode explicar porque raio tem o segurança na Segurança Social um tapete para os pés debaixo da sua secretária?
Ser segurança na Segurança Social deve ser dos trabalhos mais chatos e monótonos do mundo.
Vigiar velhotas que vão reclamar por causa da pensão de 100€ mensais (o que de si já é triste) estar atrasada?
O homem não anda propriamente de cinco em cinco minutos a tirar pessoas da lama, ou a chapinhar em poças de água de esgoto.
Na generalidade, estes seguranças estão tão desesperados por fazer alguma coisa que (e sei por experiência própria), mal o cidadão entra no seu perímetro de acção, o segurança rapidamente se nos dirige e indica o dispositivo das senhas, explicando em 3,2 segundos o significado de cada senha, por cores e denominações.
Não contente, mal a pessoa acena que sim sem ter percebido nada, indicam-nos o placard onde os números das senhas vão (lentamente) progredindo.
Mas porquê um tapete debaixo da sua secretária?
Para limpar os pés de cada vez que pisa um fio de baba oriundo da boca de um cidadão que adormeceu na fila de espera?

Nesta fotografia, o segurança choraminga perante uma cliente que diz não ter percebido as suas indicações.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Segurança Social

Hoje foi o (grande) autor tratar de seus assuntos à Segurança Social.
Claro que hoje não bastou e há uma segunda volta amanhã.
Aliás, está implícito que um gajo nunca consegue tratar do que quer à primeira, seja nas finanças, na segurança social, na paróquia, na junta de freguesia ou no centro de emprego.
Porém, relativamente à segurança social, como frisou um (grande) amigo, o acontecimento é especial:

"Ir à segurança social não é uma coisa qualquer... é um compromisso para toda a vida."

segunda-feira, setembro 24, 2007

O MSN

O messenger, apesar de tudo, é bom.
É fixe, um gajo estar a trabalhar no seu canto e ter acesso aos cantos dos amigos, além fronteiras.
Hoje falei com pessoal que está em Barcelona, no Porto, em Lisboa, em Shangai, em Florença, em Faro, em Edimburgo e no Brasil.
Low-cost mais low-cost que este não há.
Não há nada como ir e tocar, mas à falta de melhor, é muito bom falar.

domingo, setembro 23, 2007

Agora Que Não Tem Nada A Ver

Acreditem no que vos escreve o (grande) autor, em jeito de professor karamba:

A vida é como um computador.
Se um gajo não vai fazendo uns back-ups de vez em quando, arrisca-se a perder tudo um dia.
E não deixem para amanhã o back-up que podem fazer hoje!
.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Urinar - Do Nível Sóbrio ao Nível Ébrio

Caros leitores, o (grande) autor tem hoje para vós a tabela que indica a taxa de alcoolémia no sangue, partindo apenas da forma como o indivíduo urina.
(Urinar - que verbo deveras fantástico.)

Nível Sóbrio - O ser humano entra no WC e, sendo homem, não consegue urinar entre duas pessoas, nos mictórios (que palavra brilhante) verticais. Sendo senhora, não há problemas porque os mictórios se chamam sanitas e geralmente estão inseridos em cubículos com portas e fechaduras, a menos que se encontrem na EB 2+3 de Chelas ou no Colombo.

Nível já-bebi-umas-imperiais - O homem consegue urinar entre duas pessoas e até mantém uma conversa sobre futebol com uma delas enquanto sacode o bicharoco como se de um shaker se tratasse. A senhora, do fim da fila, começa a berrar com as senhoras que ocupam as sanitas no momento a dizer-lhes que aquilo não é uma sala de parto.

Nível já-não-vejo-nada-à-minha-frente - O homem, além de conversar com o colega do mictório ao lado, ainda lhe pede um cigarro, diz mal do seu clube e urina-lhe para cima quando se vira para tentar chegar ao isqueiro que caiu ao chão. A senhora, irrompe pelo cubículo e arranca de lá a outra senhora, oferecendo-se para se sentar ao lado dela e urinar ao mesmo tempo, se ela não sair.

Nível chamem-o-INEM-por-favor - O homem urina em qualquer lado, interiores ou exteriores, na presença de senhoras, polícias ou sogros. A senhora urina geralmente na rua, sempre entre dois carros, a rir a bandeiras despregadas com as amigas e a cair para trás no final.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Mas Eu Tou Nua, Por Acaso?

Mais uma vez deslocou-se o (grande) autor até ao local de maior diversidade humana de Lisboa a seguir à praça do Martim Moniz:
a feira da ladra.
Acompanhado pelos suspeitos do costume, lá montaram os heróis as suas bancas, prontos a vender toda a merda que levavam.
A hora de chegada foi mais tarde que o costume, 7h da matina.
Por volta das 11h30, com poucos Euros no bolso, a malta divertia-se em regateios com os clientes, trincas em sandocas e previsões para o Glorioso-Milão.
Até que lá apareceu aquela senhora velhota, colega feirante, que sempre por ali anda, em busca de pechinchas para comprar e posteriormente vender mais caro na sua banca.
A senhora tem um, ou talvez mesmo dois, parafusos a menos, mas é super-divertida e boa-onda.
"Nice-wave", como agora a morangada diz.
Entrou, como seria de esperar, em diálogo com o (grande) autor.

- Blablabla, deixa lá ver que champôs é qu'tens aqui. - referindo-se às amostras de champô e gel-de-banho que o vosso amigo se diverte a coleccionar nos hotéis internacionais e extra-terrestres por onde passa, 597 vezes por ano.
- Estas são champô e estas gel-de-banho. - atalhou e indicou o (grande) feirante.
- Oh pá, mas tu vê lá se me vendes um champô bom, vê lá se não me cai o pintelho...aaa...o cabelo.
- !!!! (engasganço com a sande de pasta de atum e polpa de tomate)
- Ai, esta cabeça já não é o que era.
- Bom, e não quer levar também aqui uma roupinha? - apontando para a caixa de cartão atafulhada de roupinha da moda.
- Olha lá pá, mas eu tou nua, por acaso?
- (riso descontrolado com pedaços da sande a voarem em todas as direcções)
- Deixa tar que se eu andasse aqui nua, não havia clientes, pá! - rematou a senhora, sempre com o sorriso tri-dental que a caracteriza.

terça-feira, setembro 18, 2007

Uma Pessoa Sem Nome Acrescentou

Os seguintes pontos ao post "Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer":

- começa a fazer a barba na noite anterior para dormir mais um bocadinho de manhã e além disso não se cortar todo derivado a sono
- começa a encarar a ida ao ecoponto como “exercício”
- começa a pensar em ir sempre à baliza em jogos de futebol
- prefere dormir a fazer o amor
- passa a ter muito cuidado com o que come
- começa a importar-se mais com a textura/qualidade do papel higiénico do que com o preço
- a garrafa de vodka que está no congelador dura mais de um mês
- a palavra “caminhada” começa a não parecer tao absurda
- and so on

segunda-feira, setembro 17, 2007

Lolada :b :D :% :& :/ :( := :? :'( :@ :# :» :«

O (grand) autor, kd andou na escol, aprndeu a escrvr cas letrs tods e s/ ícns xpressivs.
LOL.
K estpidz.
Pkraio ék algém s lmbro dnsinar axim?
S popams tnt ns calos ds deds e teclas enviand 1simpls :), 1:( ou 1:b .
LOLADA.
Tassmem a ver ku futur tá ns resums pah.
Abaix as palvrs inteiras, dalh monossílabs!
Já agor, ké 1monossílab?
Dass...

domingo, setembro 16, 2007

Vi o Delorean do "Regresso Ao Futuro"

E tirei-lhe uma fotografia mesmo antes de desaparecer.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Geração Playstation

A geração do (grande) autor foi apelidada de "geração rasca", por causa de não se sabe bem o quê.
Na altura houve muitas manifestações, muita revolta estudantil, muitos cartazes a dizer "quem foi a p... da vaca que nos deu este leite?" e coisital, deve ter sido por isso.
Hoje em dia, a geração dos mais novos, na (grande) opinião, é a Geração Playstation.
90% dos miúdos de hoje em dia têm peso a mais, falam numa linguagem indecifrável ao ouvido menos treinado, têm calos nos dedos derivados à força com que carregam nas teclas dos comandos, acham que "ir lá para fora brincar" significa ir fazer Erasmus para Itália e discutem sobre quem matou mais pessoas e assaltou mais velhinhas na noite virtual anterior.

Já se imagina o slogan de promoção da Playstation 7, wireless, está claro:
"Playstation Wireless - A tua geração nunca estará presa por um fio."
.

terça-feira, setembro 11, 2007

Cliente Seguinte

Já repararam que a placa que existe nas passadeiras rolantes das caixas de supermercado "Cliente Seguinte" é a peça mais importante para quem quer que se encontre na fila?
Sempre que os nossos produtos ultrapassam a margem de separação de 28,7 centímetros estipulada pelo I.M.S.P.C.D.P.R.S. - Instituto para a Margem de Separação de Produtos de Clientes Distintos em Passadeiras Rolantes de Supermercados - o cliente, muito afoito, pega logo na plaquinha e coloca-a entre as nossas cervejas e a RC Cola dele.
E se não são os clientes, são os caixas que imediatamente separam as águas, não vá haver uma confusão entre o nosso gel-de-banho e a lixívia da senhora.
Depois ainda tinham de anular algum produto, que trabalheira!
Sim, porque calhamos sempre na caixa do funcionário que não tem sequer competência para dar um peido sem que o gerente venha com uma chavezinha e lha introduza no ânus, para lhe relaxar os músculos glúteos, quanto mais anular a nossa cachaça da conta da D.Felismina.

sábado, setembro 08, 2007

Acabei De Me Aperceber De Duas (2) Coisas

A primeira é a de que este espaço é mantido desde o dia 3 de Agosto de 2005, ou seja, há dois anos e picos.
Impressionante, nunca pensei que conseguisse arranjar tanta estupidez para escrever durante tanto tempo.

A segunda (e que me ajuda a manter a primeira) é a de que ouvi, de facto, uma jornalista no local a dizer a seguinte frase, a propósito da novela Maddie:

- (...) houve muitos turistas aqui em Portimão que não foram à praia e preferiram ficar aqui junto à PJ, numa tentativa de vislumbrar Kate ou Gerry a entrar nas instalações..."

Mas porquê?
Porquê?!

terça-feira, setembro 04, 2007

Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer

Chegou o (grande) autor à conclusão de que um gajo nota que está a envelhecer quando:

- começa a ponderar assinar a Sportv
- os amigos começam a emigrar
- já não há Sras. Contínuas no local onde passa o dia quase todo
- não aguenta cinco noites seguidas ao mesmo ritmo
- começa a preferir pagar 4€ de táxi do que andar uma hora a pé para ir para casa às 6h da manhã
- os amigos começam a assumir que são gays
- começa a jogar squash
- os amigos começam a ter filhos
- vai assistir a concertos sentados
- leva cachecol para os jogos do Glorioso
- já não aceita fazer campismo selvagem porque não há WC

segunda-feira, setembro 03, 2007

Where Everybody Knows My Name

Não faz muito o estilo do (grande) autor deixar aqui letras de músicas que ilustram o seu estado de espírito.
Porém, nunca uma letra fez tanto sentido.
Neste momento que se desvanece entre o final das férias de 25 anos e o início da vida adulta...
Lembram-se do genérico do "Cheers - Aquele Bar" ?

Making your way in the world today takes everything you've got.
Taking a break from all your worries, sure would help a lot.

Wouldn't you like to get away?

Sometimes you want to go...
Where everybody knows your name, and they're always glad you came.

You wanna be where you can see, our troubles are all the same
You wanna be where everybody knows your name.
You wanna go where people know, people are all the same,
You wanna go where everybody knows your name.

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terça-feira, agosto 14, 2007

Mi! Mi! Micaela!

Como prova da presença do (grande) autor em concertos de renome, aqui fica esta fotografia tirada com uma máquina fotográfica com a qual se pode efectuar chamadinhas telefónicas.
A Micaela anda mais gordinha, mas a voz continua potente.
Arrasa a Lena d'Água e a Ana Malhoa.
Só não bate a Mónica Sintra, mas isso são outras lides...

sexta-feira, agosto 10, 2007

Aqui Fica

Mais uma recordação fotográfica dos Açores, mais concretamente de São Jorge.
Depois do Sudoeste Alentejano, o (grande) autor move-se agora para terras mais a Norte, para disfrutar de tudo o que um concerto de Micaela tem para oferecer.

quinta-feira, agosto 02, 2007

Este Espaço Maravilhoso

Encontra-se de porta entreaberta para umas (merecidas) férias.
Porém, dada a imprevisibilidade do (grande) autor, pode ser que já amanhã haja actividade por aqui.
A ver vamos, como dizia o cego.

Uma imagem açoreana vos deixo, como prova derradeira da omnipresença d' O Clube.

 
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