quinta-feira, setembro 29, 2005

festforward





já está à venda a festforward, a primeira revista dedicada em exclusivo a festivais.
festivais de música, dança, teatro, cinema, marionetas, BD, berlindes e bolas de berlim...
como redactor da mesma, uma das minhas funções é passar a palavra sobre a miúda.
uma miúda porque vai apenas no seu número 1, tendo o número zero saído para as ruas em agosto, a custo homónimo, ou seja, zero.
a futura senhora custa menos que uma caixa de pregos pró caixão (vulgo maço de cigarros): 2€
está à venda em lojas de música, livrarias, bibliotecas, no CCB, entre outros sítios, indo futuramente chegar a lojas como a fnac.
jota assis é o pseudónimo do (grande) autor do blog, tendo assinado um texto sobre o London Film Festival e um sobre o Festival de Marionetas de Alcobaça.
tenho também imensas revistas comigo, por isso se quiserem comprá-la sem se dirigirem às lojecas, digam qualquer coisa.
obrigadinho ó chefe.
o festivaleiro, mas (grande) autor.

erasmus

vocês já fizeram erasmus? eu já, no ano passado.
cheguei a lisboa há precisamente 2 meses e 17 dias, depois de exactamente 9 meses e 27 dias lá fora. foi o ano da minha vida, até ao momento.
hoje de manhã, em frente a esta máquina que não compreendo mas que me ajuda a contactar com as pessoas mais distantes, aconteceu-me uma cena gira.
gira não. foi uma cena-de-lágrima-ao-canto-do-olho-que-depois-escorre-pela-face-acompanhada-pelo-muco-nasal (para não dizer ra...).
estava a falar com um amigo francês, no messenger, esse bicho estranho.
eis senão quando, chega uma amiga japonesa, que se adiciona à conversa.
então, assim de repente, estão um português, um francês e uma japonesa a falar via cibernáutica.
parece o início de uma anedota, mas não.
enquanto tal sucedia e conversávamos animadamente, cada um no seu país, eu ia ouvindo um cd que marcou o meu erasmus e que me foi dado por um amigo que morreu no decorrer do "ano da minha vida".
era um amigo italiano, que conheci em espanha e que morreu três dias depois de ter estado aqui na nossa linda cidade de lisboa.
concluindo...
um computador ligado à internet, um amigo francês, uma amiga japonesa, a memória de um grande amigo italiano e um cd de uma banda catalã, tudo somadinho, dá um grande aperto no coração...

quarta-feira, setembro 28, 2005

vai uma associaçãozinha?

ja repararam, caros leitores/as, que hoje em dia, há associações de tudo e para tudo?

a associação de moradores do bairro da pedreira dos húngaros, que reivindica novas lâmpadas para os candeeiros públicos, para substituir as que foram roubadas apesar de estarem a 11 metros de altura.

a associação de condutores do IP5, que reivindica uma faixa extra, só para os carros acidentados, bem como um heliporto de 500 em 500 metros, para os helicópteros irem buscar os feridos graves (não há feridos ligeiros em acidentes no IP5).

a associação de utentes da fonte da alameda D. Afonso Henriques, que reivindica gel de banho, champô com amaciador, uma esponja, e uma toalha, tudo grátis, para poderem tomar o seu banho diário em condições e não terem de se limpar aos pombos.

a associação de malfeitores do bairro alto, que reivindica menos policiamento nas ruas, ou então uma vantagem de 1 minuto antes de começar qualquer perseguição.

a associação de arrumadores da loja do cidadão das laranjeiras, que reivindica jornais novos, pois os jornais habituais deitam muita tinta e sujam-lhes as mãos.

a associação dos caixas do pingo doce de alfornelos, que reivindica que a empregada de limpeza possa ter livre acesso à zona dos desodorizantes e que os possa usar a todos ao mesmo tempo.

a associação dos professores da EB 2+3 Alexandre Frota, que reivindica a mudança do nome da escola, visto que as crianças em vez dos tradicionais jogos de berlinde ou pião, insistem em jogar ao "mete-tira", ao "oh si cariño" e ao "desentope-me a palhinha, querida".

a associação dos educadores do jardim de infância da zona H de chelas, que reivindica os seus telemóveis, carteiras e casacos de volta, bem como um pelotão da polícia de choque à porta da escola na hora da saída.

enfim, acho que vou formar a associação dos jovens bloguistas que não têm mais nada que fazer na vida do que escrever textos para os outros lerem na internet, que reivindica que sejam pagos para escrever estes textos.

alinham?

terça-feira, setembro 27, 2005

isto é serviço que se apresente?

oh diabo, isto tá aqui um berbicachozinho que não se explica...

- oh amigo, então mas isto é serviço que se apresente?
- chefe, tenha lá calma que estamos aqui a trabalhar todos...
- pois, mas você não tem nada que deixar o seu carro a bloquear o meu!!
- amigo, o pão na mesa também eu o quero pôr, por isso achandre-se lá...
- oxalá fosse você respeitador como deve de ser, não é?
- olhe, doravante serei mais respeitador. mas hoje foi uma excepção.
- não, pudera! você tem mesmo cara de quem se está a borrifar para os outros!!
- olhe lá, não é preciso ficar com o semblante sério...
- alto lá com ela, que tenho todo o direito de estar assim, hein?
- se você tivesse mais golpe de vista percebia que até conseguia tirar o carro daí...
- pois, mas não consegui!!
- deve-lhe ter saído a carta no chocapic, não é?
- você está porventura a gozar com a minha cara??
- oh amigo, passe lá uma esponja no assunto que eu tenho de ir. peguei às 7, largo às 5 e ainda nem são meio-dia...
- você é mesmo um trombudo pá...vá-se lá embora então!!para a próxima chamo o reboque!!
- chame à vontade seu lambão! e já agora diga à sua mulher para ir lá a casa buscar a cueca que deixou lá no outro dia!!
- então??qué isto??

(começa mais uma cena de pancadaria numa avenida de lisboa. e eu sem uma câmera para gravar tudo...)

quarta-feira, setembro 21, 2005

a culpa é do sistema

já repararam que a culpa é sempre de algo ou alguém? nunca das pessoas, mas sim do sistema.

nos correios:
oh amigo, não lhe posso enviar essa encomenda urgente. sim, compreendo que seja a chave de casa da sua tetravó porque ela perdeu a dela e agora está à chuva, mas não dá mesmo, o sistema parou e não sabemos como enviar encomendas...

no hospital
pois, o doutor não pode atendê-lo agora, vai ter de esperar enquanto se esvai em sangue. sabe, é que o sistema parou e não sabemos quem estava primeiro na lista de espera...

na mercearia
nã, hoje nã há alfaces nê bollicaos p'ra ninguém. o sistema parô e nã conseguims saber o preç dzartigos...

na ponte 25 de Abril
sim caro utente, terá de esperar até que o sistema volte a funcionar e as cancelas abram automaticamente. olhe, vá ali tomar um cafézinho à JAE, que hoje é oferta para os condutores.

no dentista
olhe, se o efeito da anestesia passar morda aqui este pauzinho. o sistema foi abaixo e não funcionam nem as anestesias nem as brocas. desculpe lá o buraco no molar...

no teleférico para o everest a 6789m de altitude
caros passageiros, espero que tenham trazido cobertores e mantimentos. o sistema parou e parece-me que vamos passar aqui a noite...

no acto sexual
desculpa querida, mas não consigo mais. o sistema foi abaixo. talvez se pusermos na função manual isto pegue...

"este sistema até dá pena!!"

terça-feira, setembro 20, 2005

carta papal

Ao cuidado de vossa senhoria, o papa do mundo mundial,

venho por este meio pedir a sua santidade, que por sua vez, se não se importar muito, peça ao seu superior um favor muito especial.
bem sei que sou um mero mortal terráqueo e que devo cumprir com as ordens que me dão, tanto espiritualmente, como quando vou àquele clube de sado-maso ali no intendente, mas hoje resolvi insurgir-me.
até porque estou um bocado farto que a minha mulher me faça limpar a retrete todos os dias, percebe? eu já lhe disse que consigo fazer sem deitar por fora, mas ela insiste para que eu faça sempre sentado. quer dizer, isso ofende-me um bocado, mas eu lá obedeço, porque a minha mulher mete respeito.
assim, com o devido respeito pelas entidades a que me dirijo, tanto o senhor como o outro "senhor" que manda nisto tudo, queria pedir-lhe que fizesse uns quantos milagres. assim coisa pouca, pode ser?
olhe, espere lá que agora está a entrar um possível cliente. é que eu estou a escrever isto no trabalho, já que em casa não tenho esta modernice da internet.
o meu chefe já me está a dar aquele olhar tipo vais-para-casa-com-o-agrafador-enfiado-pelo-rabo-acima-se-não-atendes-este-gajo, por isso bem vê, tenho de ir.
amanhã continuo a carta, mas pelo sim pelo não vou-lhe enviar já esta, para ir adiantando trabalho, ok, sr. papa do mundo?
vá avisando o seu superior (mas não lhe dê a notícia assim de chofre que ele pode cair da nuvem e aí é que estamos todos tramados)

obrigados

Arnaldo Andrade

segunda-feira, setembro 19, 2005

vai para que andar?

já repararam nos avisos que lemos nos elevadores, os que nos ajudam a ultrapassar o "silêncio incómodo" (termo tão bem inventado por Quentin Tarantino em "Pulp Fiction") quando vai um desconhecido connosco lá dentro?

"máximo - 4 pessoas"
há sempre aquele gajo que sai se forem 5 pessoas, mesmo que 4 delas sejam crianças de colo. mas também, quem é que tem braços para segurar ao colo quatro catraios??

"máximo - 400kg"
a situação clássica de risota, quando vamos com aquele nosso amigo que está de dieta - "ó zé, se calhar é melhor saires, não??hehehe..." - que anormais...

"as crianças devem ser acompanhadas por adultos"
claro, nunca viram aqueles miúdos a descer e subir os 9 andares a pé só porque a avó não pode ir com eles lá abaixo para comprarem os cromos da caderneta da playboy??

"nunca ande de elevador em caso de incêndio"
esta é muito boa, porque o que as pessoas fazem, quando estão a fugir do andar inteiro a arder, já com o rabiosque chamuscado, é ler os avisos na parede do elevador e depois seguirem as regras, indo imolar-se alegremente escada abaixo.

e agora esta nova, no caso de elevadores sem porta
"cuidado com os objectos transportados no elevador, podem provocar acidentes"
este aviso vem acompanhado pela imagem de um sr. juvenal, bem arranjado, por sinal, a levar alegremente o lixo para baixo, no caixote.
o pobre coitado, contente da vida a ler o aviso, não repara que o caixote se aproxima da porta, que fica enganchado na chamada "porta de patamar" entre dois andares e pimba!!, lá vai disto, separa o trigo do joio ao corpo do sr. juvenal.
chato é para a dona fernanda, a porteira, que vai ter de limpar aquela porcaria toda.
"e olhe que as manchas de sangue não saem nada bem, não senhora!! acho que isto nem com carpex lá vai..."

sexta-feira, setembro 16, 2005

ontem

ontem, tudo corria bem.
tudo dentro das 4 linhas, sem cantos nem golos contra a minha equipa quando, estupidamente, aceitei um convite feito pela minha mãe (cheia de boas intenções, claro está) para ir com ela a uma inauguração de uma galeria de arte ali no nº65 da praça dos restauradores.
os quadros eram muito interessantes, mesmo, o espaço giríssimo, estava era um calor digno de vulcão etna.
porém, e como sempre acontece nestes eventos do jet7 nacional, 97% dos presentes estava ali para encher o bandulho.
na base do não-almoço-nem-janto-hoje-porque-às-21h-há-aquela-inauguração-e-assim-encho-me-de-croquetes-tostinhas-e-chapagne-e-não-preciso-de-comer-mais-até-amanhã.
no meio desses parasitas sociais, enquanto me dirigia para outra sala, choco contra uma pessoa, entrando mesmo em grande contacto físico com o indivíduo.
bem educado como sou, peço desculpa, olhando nos olhos da pessoa.
antes fosse o maior taberneiro do mundo!!
quando os meus olhos cruzam os seus, reparo que a cara do sujeito parecia um anúncio a uma marca de cosméticos. olho para a testa do mesmo e noto uma grande fita num material a imitar pele de leopardo que lhe apanhava o cabelo num penteado digno de pós-atropelamento em via férrea.
quem era, perguntam vocês??
o gajo. a gaja. a mistura asquerosa de sexos. o ser.
sim, esse que estão a pensar.
enfim, ele ou ela...bem, ambos, pedem-me desculpa de volta, olhando para mim de forma bem atenta ao meu porte atlético e escultural, quase de divindade grega.
escusado será dizer que fui à casa-de-banho à procura de um garrafão de 5L de desinfectante!
como não havia, não tive outra hipótese senão vir para casa enfiar-me na banheira quase a chorar...

quinta-feira, setembro 15, 2005

sondagem de opinião

o (grande) autor do opiniões sobre isso achou que chegou a altura de fazer uma sondagem de opinião entre os leitores/as.
a sério, falei há bocado com o gajo e ele disse-me. até foi um bocado bruto a falar e tudo. "caraças, bora lá fazer uma sondagem, ó palhaço".
não gostei, mas como ele é o (grande) autor, um gajo acanha-se e faz o que ele manda senão não há pão na mesa nem coca no nariz.
assim, digam o que acham deste espaço.
se é um espaço fechado, sem espaço para respirar.
se é um espaço aberto, com muita luz e harmonia nas palavras.
se é um espaço d'arcos.
(tenho muito jeito com trocadilhos que, por sua vez, têm muita piada)
enfim, já perceberam...deixem os vossos comentários e sugestões.
não ganham nada com isso, mas podem sempre chamar-me nomes, o que é giro, do ponto de vista do "larganço de raiva".

muito obrigado,
eu (em nome do (grande) autor)

arrastão no cidadão

tanto se falou do arrastão, que era e depois não foi.
500 gandulos, afinal não eram tantos. não foi arrastão!!que vergonha!! foi uma coisa horrível provocada pela comunicação social! é incrível o que os media fazem às pessoas, deturpam tudo!!
pois é meus amigos, mas então não foi arrastão porquê? porque não eram 500, mas sim 30 ou 40?? sim, porque confirmado ficou que pelo menos uns 30 lá andavam pelo meio a roubar.
coitados dos outros, que nada tinham a ver e foram somados aos 500, é certo.
mas e os assaltos e os verdadeiros arrastões que todos os dias e noites acontecem?
na praia de carcavelos durante o dia, no bairro alto durante a noite, são apenas dois dos muitos exemplos mais evidentes.
ah, mas vossas excelências anti-jornalistas acham que um assalto levado a cabo por 6 pessoas contra 1, não é arrastão?
é porque tal nunca vos aconteceu.
eu e um amigo meu, aos nossos 17 anos e sem corpo para nos defendermos, fomos assaltados e espancados (sim, espancados) por um grupo de 20 jovens amigos do alheio, no bairro alto! eram tantos que comigo ficaram 6, com ele outros 6 e de fora ainda estavam outros a rir!! e podem crer que me senti bastante arrastado!! e humilhado e dorido...
por isso, em vez de as pessoas se revoltarem contra a comunicação social, abram os olhos e vejam que dentro do arrastão de 500 que não existiu, estavam uns dois ou três arrastões de 20 ou 30, que um dia destes podem apanhar os vossos filhos, amigos, namorados, por aí na rua ou à porta de um bar...
e não me venham cá falar de pretos e brancos, porque o arrastão não tem cor. tem armas, punhos e pernas, como eu as senti no meu próprio corpo um dia...

PS- mas Portugal funciona por modas, não é? a do arrastão já passou, depois foram os incêndios, agora as autárquicas....se tivermos sorte pode ser que amanhã estejam mais uma vez na mó de cima as cheias que infelizmente atingem todos os anos as zonas menos altas do nosso país...
e para se mexer? alguém põe o dedo no ar?

quarta-feira, setembro 14, 2005

intermission

quando não se tem nada para contar
mais vale por-mo-nos a rimar
porque assim mesmo que não digamos nada
parece que sai daqui uma coisa elaborada

os leitores ficam satisfeitos
e os posts vão ficando feitos
as pessoas apreciam este tipo de escrita
pois umas rimas são coisa sempre bonita

olá tudo bem, posso escrever tudo aqui
versos de mim para você, versos de mim para ti
sim, tu que olhas para este ecrã
enquanto se calhar vais lanchando uma maçã

estas linhas são para distrair a tua pessoa
se calhar estás mas é a lanchar uma meloa
se não fumas fazes bem, lê estas linhas
mas se deres na coca, aproveita para ires meter umas linhas
(ups, agora repetiu...piu piu)

isto já está a ficar forçado
não te vou demorar nem mais um bocado
vou parar agora de rimar
e tu podes voltar a trabalhar

espero que com um sorriso nessa carinha laroca
se fumares charros vai lá apanhar a tua moca
também posso parar de falar em drogas
e olha, se não sabes nadar ainda te afogas...

terça-feira, setembro 13, 2005

se se passar com vocês

advirto-vos para que, se um dia vos ocorrer semelhante situação à que passarei a descrever, abandonem rapidamente o local.
estava eu muito bem a dirigir-me para a papelaria do "mô bairro", a fim de verificar via tecnológica se era desta que podia desistir do curso e ir comprar uma ilha na polinésia francesa, quando sou literalmente ultrapassado por uma velhinha, esbaforida, de papéis na mão.
a senhora entra na papelaria antes da minha pessoa, dirigindo-se ao dono/funcionário/contador-de-cusquices-do-bairro da mesma.
eu, reconhecendo a minha fraca passada, visto ter sido dobrado por umas ancas e pernas com mais 54 anos que as minhas, renego-me para segundo lugar na fila, ficando a ler os títulos sempre motivantes do "tal&qual" e d' "o crime".
já agora, sabiam que uma senhora no interior tuga esfolou o próprio gato para fazer um lencinho de pôr à volta do pescoço que afinal resultou apenas numa capa de telemóvel porque o gato era magrinho?? ficam a saber...
enfim, enquanto me instruía e me punha a par das novidades nacionais, eu, um gajo que está sempre com um olho no burro e outro no cigano, ouvi a seguinte frase, disparada da bocarra da senhora:
"sr.joão, então o que é que acha que eu faça? deixaram-me este aviso lá na porta..."
constatou aqui o lince que o sr. joão ajeitou os óculos, passou a mão pelo cabelo e sacou dum cigarro, enquanto pegava no papel, que era um aviso de corte de electricidade.
nisto, fez o gesto que deitou por terra as minhas esperanças de ser atendido nos 25 minutos seguintes.
debruçou-se sobre o balcão!!!
ora, perante tal denúncia de incompetência pensei para comigo mesmo:
"alto lá com ela ó jotinha, que não vai tardar o que esperavas. o melhor é mas é voltar cá num dia em que esteja vazio e despacho isto enquanto o diabo esfrega um olho..."
e assim foi. ainda hoje não sei se ganhei o euromilhões ou não...

domingo, setembro 11, 2005

quem pode pode

eu podia escrever sobre as minhas aulas começarem amanhã, antes das da minha irmã, que tem menos 8 anos que eu. e que me sinto como se fosse para a 1ªclasse outra vez, pois há um ano que não faço nada de jeito (academicamente).
eu podia falar na derrota, ou melhor, na não-vitória do benfica ontem.
podia escrever sobre o facto de uma grande amiga minha, a cláudia, ir para a Bélgica daqui a 15 dias e andarmos todos (pelo menos eu) meio apatetados com isso.
podia contar-vos sobre a minha namorada e todas as inerências ligadas à relação.
podia até criticar a política nacional, o cabelo do quaresma ou a programação (de merda, mesmo) da nossa televisão.
mas não, como a maior parte de vós deve estar a ler isto no início de mais uma semana, e como o (grande) autor se preocupa com os seus leitores, deixo-vos aqui uma anedota girinha.
eu ri-me muito, mas eu sou um bocado parvo.
allora...
"estava o pai na borda da cama, com uma bela duma erecção digna de cristo-rei, a tentar pôr um preservativo na cena, quando entra o filho de 7 anos no quarto. o pai, atrapalhado e para disfarçar o sempre-em-pé, "agacha-se" e começa a espreitar para debaixo do leito do amor.
- meu pai, que estás tu a fazer?
- ó diacho, tou a ver se vejo um ratinho que se escondeu aqui para debaixo da cama...
- então e quê? vais enrabá-lo??"

tenha uma boa semana.

quinta-feira, setembro 08, 2005

o meu dia

realmente há dias que não correm muito bem.
não direi que me correu mal, porque não correu. só não correu muito bem.
ok. correu um bocado mal.
o dia ainda não acabou, ainda podem acontecer muitas coisas, boas ou más, mas as que aconteceram até agora não foram muito boas, tirando as que foram.
e "god damn it!!", como foram!
porém, é nestes dias que me lembro, passada a fúria, a chatice, engolido o que não correu bem, das coisas muito piores que me poderiam ter acontecido para além disto.
furacões e tsunamis são um exagero, mas doenças, tristezas irreversíveis, mortes, bancarrotas, pernas partidas...essas são mais plausíveis.
e isto foi uma das coisas que a morte do marco me ensinou...que resulta em mais uma frase, de tão alta qualidade, inventada por mim "as we speak".
"upa upa, lambe a ferida, que com três patas também se corre."

terça-feira, setembro 06, 2005

na biblioteca

o ar estava parado, apenas movido pela ventoinha que o fazia girar.
se se movia, então não estava parado. pois é!! é gralha. mas disfarça e dá-lhe o bigode que ninguém nota.
continuando, o ar parado lá se movia na sala da biblioteca, enquanto os estudantes estudavam concentrados.
eu entre eles. (não é gralha, não!!)
de repente, um sujeito de idade entra na sala. dirige-se à prateleira dos livros de direito.
"um colega sénior", penso eu.
pega o indivíduo (não sei se de empurrão ou não, mas para o caso não interessa) num código civil, folheia-o atentamente e olha em redor, cruzando o seu olhar com o meu.
eu giro rapidamente a linha dos meus lindos olhos para os meus apontamentos.
(sim, "meus" e "apontamentos" na mesma frase! não é gralha, porra!!)
fingindo estar a ler, acompanho o senhor com a visão periférica (não lhe estava a ver o rabo) até à entrada do wc.
com o desaparecer porta dentro do indivíduo, volto a dar mais uns longos 4 minutos de atenção aos apontamentos de teoria geral do direito civil.
passada a eternidade, entretenho-me a desenhar garatujas nos mesmos mais um bocado.
nisto, o senhor sai do wc!!
olho para o relógio do telemóvel e constato que tinham passado uns 27 minutos, aproximadamente.
o senhor dirige-se à prateleira de onde provinha o código, deixa-o lá e sai pela porta da sala.
(pela janela também dava, visto ser um rés-do-chão)
que penso eu para com os meus botões?
" apre!! mais um código civil vítima de abuso!!"
teria eu razão? ninguém sabe...

conselho

tenho a dar-vos um conselho, muito útil para a vossa boa-disposição.
enquanto preparam o jantar, por volta das 19h30m/19h45m, vejam o "preço certo em euros", em directo, na rtp1.
ontem foi a primeira edição em directo, e eu tive a sorte de apanhar os últimos 20 minutos, enquanto preparava a salada de tomate e alface.
ver o fernando mendes a suar em bica e a despachar os concorrentes porque faltavam 9 minutos para o telejornal, a sério, é de chorar a rir...
- então minha senhora, é verdadeiro ou falso?
- aaahh, não sei, deixe cá ver...
- vá lá, acha que é falso não é?
- aaahh...eu cá....bem....
- é falso sim senhor!!! muito bem! vamos ao próximo artigo...

juro-vos, vale a pena. ele ontem acabou o programa a dizer praticamente o resultado do prémio final à concorrente, tal era a pressa de acabar a coisa. quando a concorrente ganhou, depois de ter dito frases em directo como "ai, que já estou toda a transpirar" ou "eu já não quero saber, ponha lá isso", a avó da mesma veio a correr abraçá-la, partindo depois para cima de um tranpiradíssimo e nervoso fernando, enquanto este fazia as despedidas para a câmera.
terminou o programa a limpar a testa, camisa encharcada e "ensandwichado" pela mãe e avó da concorrente (ao melhor estilo jorge costa e paulinho santos), com os óculos da avó postos na cara, previamente colocados pela própria senhora.
"this is entertainment!"

segunda-feira, setembro 05, 2005

abre-cérebros

facto:
a seguinte frase foi formulada ontem à noite, sem qualquer pinga de álcool no sangue.
guarda-fato:
é da autoria e, consequentemente, da inteira responsabilidade do (grande) autor deste blog.

"vive rápido, mas não derrapes nas curvas."

sábado, setembro 03, 2005

em terra de cegos quem tem olho é rei

Portugal estava a ganhar 4-0 ao Luxemburgo, quando apaguei a TV para me dirigir ao teclado.
estava farto de ouvir os comentários dos jornalistas da RTP1.
pareciam dois miúdos de 6 anos, entusiasmadíssimos com a nova playstation ou com a perspectiva de virem a ter um pónei.
adoram fazer comentários do género "este jogador do luxemburgo não joga nada", "isto parece um jogo de andebol mas só com uma baliza", "o árbitro está a ter uma exibição muito má.quer dizer, não tão má como a da equipa do Luxemburgo".
como podem comprovar, só frases muito boas de se dizer em TV, e nada tendenciosas.
claro que é fácil dar espectáculo contra equipas em que os jogadores nem sabem o que é uma bola. até eu jogo à brava contra um miúdo de 7 anos, e mesmo assim...
espero é que continuemos a cantar de galo quando jogarmos contra o Brasil ou a Inglaterra.
também espero que sejamos campeões do mundo, e não há ninguém que o queira mais que eu.
mas claro, se perdermos, seja no primeiro jogo ou na final, a culpa será sempre da falta de sorte, do árbitro, da relva, dos alhos e bugalhos, das rezas, dos espectadores ou da bola, que, coitada, não tem culpa de ser esférica...

sexta-feira, setembro 02, 2005

conjunção popular

atentem, meus caros!
como há mar e mar, há ir e voltar, quem vai ao mar avia-se em terra porque homem prevenido vale por dois. assim, não vá a porca torcer o rabo e o gato ir mesmo às filhoses, pode ser que apesar de ir muitas vezes à fonte, o cântaro não se parta.
e já se sabe, gato escaladado de água fria tem medo, por isso, casa roubada, trancas à porta! não se esqueçam é que a sorte ajuda os audazes e que ao menino e ao borracho, põe deus a mão por baixo! Mas também que quem tem sorte ao jogo, tem azar aos amores.
Digo-vos ainda que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo e que e é tarde para economia quando a bolsa está vazia. Por isso, quando a miséria bate à porta, a honra sai pela janela, mas quem não tem dinheiro não tem vícios, logo, dinheiro emprestaste, inimigo criaste.
tenho dito.

quinta-feira, setembro 01, 2005

tu

tu, que és como ninguém. tu, que quando estás parado parece que pairas, que quando andas parece que corres e que quando corres parece que voas. tu, que todos adoram e querem ser como tu. tu, que levantas multidões à passagem. tu, que constróis, passas, dás e recebes sem pedir nada em troca. tu, que só queres ver as pessoas felizes. tu, que vais pela direita, centro ou esquerda e maravilhas de todas as formas. tu, que fazes milhões de crianças sonhar. tu, que sonhas com ser criança. tu, que cais e te levantas rapidamente. tu, que te empurram e te esmurram e tu perdoas e segues em frente, deixando os maus para trás. tu, que vês tudo do alto dos teus baixos olhos. tu, simão sabrosa...ainda bem que não vais para o liverpool, porque tu, és preciso no glorioso. eu..."quiero ser como tu".
 
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