sábado, dezembro 29, 2007

Ano Novo...

Este texto nada tem a ver com o ano novo.
Porém, como este se aproxima, fica sempre bem colocar um título assim, como chamariz para os curiosos que pensam que vêm ler as resoluções para 2008 do (grande) autor e depois levam com esta merda.
Enfim, este texto é mais precisamente sobre a "prova de vida".
A prova de vida não é um exame nacional para os recém-nascidos.
Não é provar a vida de um copo, saborear e deitar fora.
Também não é correr a vida 100 metros barreiras.
A prova de vida é, tão simplesmente, ir até à segurança social provar que ainda se está vivo, para poder continuar a receber a pensão, reforma ou afins.
Haverá algo mais deprimente do que isto?
Ser de idade avançada e, ainda por cima, ter de se deslocar anualmente até à segurança social (que de si já é deveras agradável) comunicar que se está vivo.
E qual é o contrário de estar vivo?
É estar morto, ao que parece.
Adianta-se assim um diálogo fictício (ou não) entre velhote e funcionário público:

- Boa tarde, vinha fazer a prova de vida, se fizer o favor.
- Tir' a senha.
- Qual é a senha?
- Oh home, a senha verde, claro! Verde, de vida, phone-ix!
- Mas eu estou nos correios?
- Não...
- Então porque é que o senhor fez essa graçola sem piada nenhuma, se nem sequer estamos nos correios?
- Aaah...
- Bom, senha verde então, obrigado, até já.

(chega a vez do velhote, 56 números, 2h47m e três quase-AVC's depois)

- Boa tarde, vinha fazer a prova de vida.
- Sim senhô, chegue-se lá pa trás, pa olhar bem pa si.
- Assim?
- Oh home, não fuja, venha cá qu' eu não mordo.
- Assim?
- Sim, sim, tá bom. Diga lá qualqué coisa.
- O Sporting vai ser campeão.
- Bom, você parece memo que tá vivo, mas tamém tá louco, pronts.
- Hein?
- Pronts home, você tá vivo, pode seguir, até pó ano.

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Comunicado de NataU

A direcção do blog, ou seja, o (grande) autor, vem por este meio desejar a todos os leitores, leitoras e analfabetos que simplesmente olham para a página do blog porque a consideram bonita, umas festas felizes.
Festas transe, festas de passagem de ano, festas de aniversário (entre as quais a do miúdo que dormia em palha e rapava um frio p...-que-pariu), festas na praia, festas nos animais de estimação e por aí fora.

Queria a mesma direcção (porque das linhas anteriores para estas, não houve nenhum golpe revolucionário bloguista) agradecer a todos pelos melhores presentes da internétxi.
Obrigado às pessoas que nem conhecem O membro da direcção mas continuam a vir ver a "merda-a-metro" que por aqui se divulga e aos maravilhosos que, quando encontram O membro, lhe dizem coisas bonitas ao ouvido que não serão aqui divulgadas pois tal seria uma atitude pouco modesta.

Feliz NataU e boa bebedeira de 31 para dia 1, naquela coisa do ano que muda ou lá o que é isso.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Da Barcilónia Para a Lisbónia

Assim que este texto se der como finalizado (porque se escreve sozinho) irá o vosso Barcilónico começar a fazer a mala para ir passar o nataU à terrinha.
A 4 horas de ter de acordar para apanhar um autocarro até ao aerobus, a noite promete.
Dado que o (grande) autor é uma autêntica rapariga no que concerne a fazer malas de viagem, vai ser giro.
Sim, um gajo decide em dois minutos se vai um ano para a Barcilónia, mas quando é preciso decidir se se deixam as ceroulas, as pantufas ou as revistas pornográficas de adolescente, é um ver-se-te-avias.
Hoje a questão prender-se-á com aquele par de calças e aqueles ténis, porque nunca se sabe se vão ser desejados na Lisbónia.
E o rímel? Vai ou fica?
Mais importante, será que aquela frigideira-das-tortillas-maravilha também devia ir?

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Sexo na Barcilónia

Quem esteja à espera que este texto seja um relato de um (grande) episódio do foro sexual, tire o cavalinho da chuva, que a vida privada não é para divulgar.
Apenas a vida privada alheia se pode divulgar.
Assim, há poucos minutos (estas linhas são escritas ainda em estado de choque), presenciou auditivamente o (grande) autor um momento com direito a bolinha no canto superior direito do ecrã.
Chave na porta, começa a ouvir um ruído estranho, um animal a ser torturado.
Pensando que finalmente alguém decidira assassinar o cão da vizinha de cima, entrou o vosso amigo despreocupada e alegremente na mansão.
Assim que fechou a porta notou que o animal estava a ser torturado no interior da sua casa.
Como no "Alien, o 8º Passageiro", em que a Sigourney Weaver via no detector-de-aliens que estes se aproximavam, mas sem se perceber de onde, o (grande) autor percebia que o cão em sofrimento estava perto, mas sem conseguir precisar o local.
Passados uns 7,3 segundos, pensou quem vos escreve que se estava a rodar um filme pornográfico na sala.
Não, não era na sala...
Ah! A rodagem estava a ser no quarto do casal!
Mas seria um filme de ficção ou um documentário?
Fosse o que fosse, a banda sonora fez com que o (grande) autor voltasse a ter 13 anos, altura em que surgiu o saudoso canal 18, janela para a realidade de todos os adolescentes que não tinham educação sexual na escola.
As vozes eram em español, tal como no casal 18, daí o retroceder temporal tão preciso.
De "Oh si, cariño!" para cima, uma preciosidade.
De facto, viver numa casa velha em que se ouve tudo tem as suas vantagens e as suas desvantagens.
Resta saber se ouvir tudo tão bem ao ponto de conseguir perceber se daquele momento vai sair menino ou menina será uma vantagem ou uma desvantagem.

domingo, dezembro 16, 2007

Fiesta na Barcilónia

Ontem foi o (grande) autor a mais uma festinha da praxe.
Gente bonita, música, chão de azulejo (mais fácil de limpar), alguns trinaranjus laranja e umas coca-colas.
Não é falso. No meio do alguidarzorro com gelo destinado a albergar os líquidos acondicionados em diversas formas surgiram uma lata de trinaranjus laranja, algumas coca-colas e... pasmem-se...
uma lata de cerveja sem álcool!
Quem terá sido o m-a-r-i-c-o-n-ç-o que levou uma lata de cerveja sem álcool para uma festa meio-erasmus e, ainda por cima, a deixou à vista??
Ao menos que a guardasse no casaquinho cor-de-rosa e a bebesse na casa-de-banho, para não lhe chamarem "garagem de camiões TIR".
Esta expressão acabou de ser inventada, ainda vem quentinha e tudo.
O (grande) autor é grande.
Enfim, emoções à parte, a festa terminou mais tarde que o que se pensaria, dado que os senhores de azul não apareceram.
Quem apareceu foi uma vizinha do andar de cima que, armada com um alguidar cheio de água com lixívia, se entreteve durante umas horas a molhar e desinfectar quem ia saindo da festa, a partir da sua varanda.
Ah, a festa era numa espécie de loja, a porta dava directamente para a rua, por isso, qualquer pessoa que viesse cá fora falar ao telemóvel, fazer O amor numa esquina ou regurgitar um bocadinho, voltava para dentro da festa com um cheirinho a casa-de-banho de escola primária, depois de por lá ter passado a shôra contínua, a dona Fernanda.
Que é feito do azeite a ferver?
Agora, pelos vistos, a moda nas guerrilhas urbanas é a água com lixívia.
Que, há que frisar, quando salpica para os olhos, não é agradável nem dá muito jeito.
No final da festa o chão de azulejo parecia o chão de uma estrebaria e no ar pairava um cheirinho a lixívia e a suor francês que, já se sabe, é um povo que quase nunca toma banho.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Cerveza, Beer... Mudanzas?

O (grande) autor tem um amigo aqui na Barcilónia.
Bom, em realidade tem mais que um, tem dois ou três.
Mas esse amigo foi ao IKEA em busca, curiosamente, de uma mesa, tal como vinha fazendo o (grande) autor até há uns dias, pelas ruas da Barcilónia.
Esse amigo é betinho, foi ao IKEA.
Sim, porque entre estudantes, ser betinho é ir ao IKEA e ser pobre é apanhar os móveis da rua.
Ser pobre não, ser cool.
Yeah, very fine thanks.
Enfim, esse amigo riquinho foi ao IKEA (será que se recebe pela publicidade?) comprar uma mesa.
Quando estava cá fora, a preparar-se para apanhar o autocarro e o metro com os 20kg de mesa, lembrou-se que seria uma bela chatice para as suas costas carregar a dita até casa.
Sim, porque na Barcilónia vai-se de tranportes públicos ao IKEA, não é como em Alfragide.
Nisto, irrompe um paquistanês sabe-se lá de onde (por acaso sabe-se, irrompeu da esquina), disposto a ajudá-lo, com mais um colega paqui.
Bons samaritanos?
Mais depressa entra o Liedson para o Actors Studio.
Estavam dispostos a ajudá-lo pela quantia de 20€.
Mas ajudá-lo como? À mão?
Óbvio que não, porque o paquistanês é um gajo que não brinca em serviço.
Tinham uma carrinha preparada para carregar móveis estacionada na esquina!
A mesma esquina de onde irrompeu o homem, lembram-se?
Com o transporte de móveis a casa do IKEA a 50€, achou por bem o amigo do vosso amigo oferecer os 10€ que tinha no bolso como última proposta.
Os paquistaneses, que não brincam em serviço, mas também não se fazem caros, de pronto aceitaram.
E assim, lá foi o jovem riquinho com a sua mesa nova, a cantarolar músicas paquistanesas com os seus dois novos amigos até casa.
Boa esquina, aquela de onde irrompem paquistaneses.

domingo, dezembro 09, 2007

Nova Mesa Barcilónica

Os estimados leitores estarão lembrados da obra de engenharia duvidosa que sustentava todo um conjunto de aparelhos de alta tecnologia, no interior do (grande) quarto?
Era esta instalação aqui em baixo, recordam-se?

Pois a mesma instalação, que durante um mês foi fiel ao (grande) autor, foi despejada pelo mesmo, esse grandessíssimo mal-agradecido.
Como se pode verificar pela seguinte fotografia tirada (grandemente) a partir da janela do quarto, a obra foi deitada à rua, como se de uma filha ilegítima se tratasse.


Na próxima fotografia pode ver-se o bom samaritano que decidiu albergar a peça de arte na sua mansão, feliz por ter de graça tão valiosa obra de arquitectura e engenharia modernas.

E de seguida podem ver-se os famigerados "pés-de-mesa", referenciados em anteriores reportagens Barcilónicas.
Há que frisar que, dado que o (grande) autor não se chama José e, como tal, não deve muito à arte da carpintaria, os vizinhos do prédio ficaram a achar que o mesmo iria desabar, tal o barulho feito com um martelo e parafusos (sim, martelo e parafusos) aquando da fusão entre o tampo e os pés.


Veremos se esta estrutura aguenta mais que a anterior e se já se podem fazer concursos de braço-de-ferro sem o receio de que tudo colapse.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Sobrancelha Barcilónica


Em contacto com o público, com a massa, com o povo, todos os dias, tem o (grande) autor a oportunidade única de se aproximar das pessoas e molestá-las um pouco, tentando fazer com que se filiem na Cruz Vermelha.
Este (horrível) trabalho tem as suas vantagens.
Convenhamos que, não fosse o uniforme vermelho e o propósito de querer angariar mais um sócio, nunca poderia o vosso amigo sequer deitar uma vista de olhos a raparigas tão belas como as que se negam (sempre) a mais do que um simples "Tenho pressa, obrigada".
Porém, a vantagem de poder dirigir-se a sósias da Heidi Klum tem a sua parte má.
Pois, de quando em quando, em vez de sósias da Heidi, surgem sósias de um Opel Corsa envolvido num acidente de viação em que houve capotamento.
Não que se tenha algo contra esse género de mulher, simplesmente não se sente o (grande) autor atraído por esse tipo.
E muitas das vezes, essas senhoras têm as sobrancelhas totalmente depiladas e substituídas por um risco.
Um risco a preto, castanho ou amarelo torrado.
A pergunta que se impõe é simples:
Mas porquê, pelamordedeus?
Qual seria a sobrancelha que ficaria pior numa testa do que um risco a lápis?
Qual??
Por favor, não façam isso, pela vossa saúde.

domingo, dezembro 02, 2007

Uma Quase-Mesa

Hoje, a caminho do "jantar de domingo" no sítio do costume, passou o grupo por uma mesa abandonada num canto de uma rua mal iluminada, praticamente nova.
Com um tampo de 1,2m por 0,80m, uma madeira bem polida, uma cor castanho-lindo-de-morrer, era a companheira ideal para o quarto do (grande) autor.
Amor à primeira vista, pensou o mestre que não a poderia deixar escapar.
Ao lado da mesa estavam os seus 4 companheiros de uma vida, os pés, desaparafusados.
Apenas os parafusos tinham desaparecido para sempre, incapazes de aguentar relações tão profundas.
Cobardes.
Porém, como ia o grupo de caminho para o local-de-encher-o-bandulho, a nova paixão teria de esperar mais um pouco até conhecer a sua nova casa.
Sem modo de a acorrentar (e porque numa relação saudável não se acorrenta ninguém, sem ser em circunstâncias específicas) decidiu o vosso amigo escrever com a sua paper mate preta no tampo da mesa "no mover, por favor!".
Fiando-se na virgem e na honestidade dos habitantes daquele bairro, seguiram o ingénuo-mor e seus amigos em direcção ao mata-bicho.
Já de pança cheia, voltou o (grande) autor cheio de expectativas, para encontrar, claro, apenas os pés da mesa no local onde tínhamos combinado que esperariam, junto à mesa.
Explicaram aqueles que a mesa tinha decidido mudar de vida e partir em busca de alguém que a transformasse em tábua de skate.
Alguém que é um grandessíssimo filho duma grande p... e que, ou não sabe ler, ou não sabe respeitar ordens escritas em tampos de mesas.
Esperam agora os pés que o (grande) autor arranje uns parafusos menos cobardes que os anteriores, na loja dos chineses da esquina, para começarem uma nova relação agarradinho a outro tampo.
Esperemos que se dêem bem, senão quem sofre é o computador, que vem parar ao chão, numa discussão mais acesa do seu casal amigo.

sexta-feira, novembro 30, 2007

"A" Resposta

Ontem recebeu o (grande) autor a melhor resposta de sempre, no ranking das melhores respostas dadas a um captador de sócios da Cruz Vermelha.
Está claro que esse ranking foi inventando agorinha.

P: Boa tarde, tem um minuto que me dispense, para a Cruz Vermelha?
R: Sim, tenho um minuto, mas não tenho um duro. Serve?


Em segundo lugar ficou, também no dia de ontem, a seguinte resposta:
"Olha filho, não te quero dar o meu sangue, está bem?"
.

quarta-feira, novembro 28, 2007

Cruz Vermelha Barcilónica

O (grande) autor lá continua a sua saga, em busca do maior número de sócios por hora.
Há dias melhores, outros piores (hoje foi a zeros), mas o que mais espanta são as respostas que as pessoas dão, para fugirem à solidariedade para com os mais pobres e para com a (grande) carteira, claro.
Traduzindo:

"Tenho pressa, não tenho tempo, desculpa." - A pressa é a maior inimiga de qualquer angariador de sócios, a menos que este tenha um bom par de seios.

"Já sou sócio, obrigado, ligaram-me para a casa e fiz-me sócio." - No entanto, não há captação de sócios via telefone... que estranho.

"Não dou sangue, obrigado." - ????!!!!

"Já sou reformada, não tenho tempo para essas coisas." - Há prioridades, como ler a TV Guia, jogar dominó e dizer mal das vizinhas.

Grunhem qualquer coisa imperceptível. - Há pessoas que julgo terem sido criadas por ursos.

"Não sou sócio de nada, nem tenho contas no banco, sou anti-sistema." - Isto é verídico!

"Esses chulos, querem o nosso dinheiro para as festas demoníacas deles!" - Isto também!

"Agora não, vais ficar aqui? Vou só ali buscar uma coisa e já volto, já falamos..." - Típico... nessa altura claro que puxo logo da cadeirinha de campismo e não me mexo mais.

"Hoje é mau dia, que não tenho nada na carteira." - Houve uma senhora que disse esta frase à saída de um multibanco!!

"Oh filho... não arranjas outro trabalho?" - Com a senhora a olhar para mim, saquei de um lenço que tinha no bolso do casaco e fingi que começava a chorar enquanto me afastava.

terça-feira, novembro 27, 2007

Rir na Barcilónia

O (grande) autor gosta de ler os jornais portugueses na internétxi, para se manter informado sobre o que se passa na Babilónia, a partir da Barcilónia.
Há uns segundos atrás reparou numa manchete dum jornal desportivo.
Rezava assim:

Futebol

«O resultado é de todo injusto» (Cajuda)
O técnico do V. Guimarães considerou que a derrota sofrida pela sua equipa diante do Boavista foi de todo injusta. Para Manuel Cajuda, os seus jogadores não mereciam perder, mas também salienta que nada se alterou com a derrota.

Ora, a expressão "de todo", que está tão na moda por essas latitudes, quer dizer que alguma coisa não é como a estão a descrever.
Assim, se "o resultado é de todo injusto" é porque Cajuda não o considera injusto, mas sim, justo.
Logo, a frase seguinte não deveria ser (de todo) que os seus jogadores não mereciam perder, mas sim que mereciam ter levado ainda mais sete no bucho.
É por isso que o (grande) adora ler as manchetes pela manhã, porque se instala logo um sorriso na sua face e caminha até à escolinha a rir-se sozinho.
E a achar que os treinadores de futebol são um exemplo a seguir.
De todo.

segunda-feira, novembro 26, 2007

Jantar de NataU da Empresa

Hoje é o jantar de nataU da empresa que angaria sócios para a Cruz Vermelha, para a qual o (grande) autor trabalha.
Sempre pensou o mesmo que, no dia em que chegasse a hora de ir a um jantar de nataU de uma empresa, cortaria os pulsos, para ter uma desculpa minimamente válida para faltar.
Mas não, hoje todas as facas estão rombas e um gajo tem mesmo de ir.
A trabalhar há somente uma semana para esses chul...aahh...para essa empresa, não se pode dar ao luxo de faltar a tão importante evento, com uma dinâmica de grupo tão apurada.
Não sabe ainda sequer onde é, mas espera-se que seja à pala, ou terá o vosso amigo de furtar guardanapos, garrafas de vinho e talheres no valor do que lhe tocar pagar, para compensar a despesa.
Porém, se houver que comprar presentinhos para fazer aquele jogo da troca de presentes, fica aqui a promessa de que, a caminho do jantar, passa o (grande) autor no talho, a pedir um favorzinho pequenino ao señor Paco.

domingo, novembro 25, 2007

Barcilónia Wash & Dry

Justamente como nas películas transatlânticas, o (grande) autor foi até à lavandaria self-service cá da zona.
Jornal diário debaixo do braço (alguém cá de casa assina), lá foi o tipo com a sua mala de viagem cheinha de roupa, ténis, lençóis e toalhas.
Chegado ao local, mesmo como nas películas transantlânticas, três ou quatro jovens e um velhote esperavam nos banquinhos enquanto a sua roupa dava umas voltas no tambor.
Nenhum dos leitores, aposto, sabia que o local onde se enfia a roupa dentro da máquina se chama "tambor"!!
Bom.
Previamente trocada uma nota de 10€ por moedas de 1€, nota o (grande) que a sofisticada máquina aceita notas, tal como as do metro.
Maravilha.
Escolhida a maior máquina, 18kg de tecido lá para dentro e "start" no bicho.
Roupa branca e roupa de cor, toda junta, que não há cá racismos e o Benfica joga daqui a bocado.
Quarenta minutos volvidos, já a roupa havia vomitado as nódoas para a canalização barcilónica, era hora de transladar tudo para a máquina de secar.
Para (grande) espanto dos presentes esbugalhados, não houve fusão de cores e cada roupa saiu como veio ao Mundo.
Porém, a máquina de secar adequada para os 18kg estava escangalhada.
O tuga, claro, conseguiu enfiar os 18kg dentro de uma máquina preparada para aceitar apenas 12kg, a contra-indicação de um senhor que por ali andava, que, claramente, nunca tinha contactado com um verdadeiro lusitano.
Vale tudo menos pagar duas secagens!
Terminado o ciclo, com metade da roupa meio encharcada, lá tratou o mestre de dobrar tudo bem dobradinho e arrumar na mala de viagem, para grande espanto dos colegas lavantes, que coçavam a cabeça ao verem a destreza na dobragem das t-shirts, bem como do enrolar dos pares de meias.
A única coisa que faltou, contrastando com as películas transatlânticas, é que não havia nenhuma rapariga incrivelmente bonita disposta a emprestar o seu amaciador.
Ficou-se-me a roupa desamaciada.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Assédio na Barcilónia

O (grande) autor todos os dias se põe a caminho do seu trabalho, de metro, claro, como bom ambientalista.
E todos os dias vai com o seu uniforme, um colete vermelhão com umas cruzes brancas gigantes e uns dizeres da cruz vermelha, onde vem agarrado um crachá com a sua identificação.
Ora, hoje, ao subir as escadas do metro em vez da escada rolante, para fazer exercício e poupar a mensalidade (e principalmente a canseira) do ginásio, foi mandado parar.
Mandado parar, ou mais especificamente, barrado, no cimo das escadas.
Ia com os seus phones enfiados nas orelhas, com música a brotar do seu mp3 [ antiquado :) ], como tal, não ouviu o que lhe diziam e teve efectivamente de parar para ver que se passava.
Deparou-se então com duas moçoilas de etnia cigana, com dentaduras que lhes davam um aspecto pré-primário, mas com umas rugas, umas jóias e maquilhagem que as atiravam para a casa dos 50.
Meio zonzo pelo hálito de ambas (as duas, claro), conseguiu perceber que proposta se lhe era colocada em cima da mesa.
Pelo facto de ir fardado como um paramédico, era proposto ao (grande) autor fazer respiração boca a boca à menos horrível das duas, a troco de um pacote cheio de gomas.
Amanhã o colete vai dentro de um saco de plástico preto.

terça-feira, novembro 20, 2007

E Pronto...

  • Fecharam mesmo o Quarteto...
  • Portugal é mesmo um país de interesses.
    Vivendo agora em Barcelona e assistindo à recuperação do que melhor tem esta cidade, em vez do fecho para novos empreendimentos junto à Av.Roma, como se faz em Portugal, percebo que o país (outrora) à beira-mar plantado esteja mesmo na cauda da Europa.
    Outrora porque, agora, estamos à beira das construções ilegais plantados.
    Claro que há sempre o futebol... claro que sim.
    Iupi.

    segunda-feira, novembro 19, 2007

    11º - Nunca Duvides da (grande) Palavra

    Hoje na escolinha de cinema ocorreu um episódio que pode servir de lei universal, para os mais atentos.
    Aos alunos era mostrado um documentário passado num país de Leste, no interior provinciano, em que os homens da aldeia faziam canoagem com as suas ovelhas, rio abaixo.
    Porém, sem canoas e num rio bastante bravo.
    A professora demandou então aos pupilos, que pensavam eles deste novo desporto radical.
    Uns encolheram os ombros, outros semi-cerraram os olhos.
    O (grande) autor, que nunca se cala e deve ser odiado por meia turma, disse que achava que os homens desciam pelo rio com as ovelhas porque, vivendo numa região tão montanhosa, era a única forma de as levar de um pasto para outro, para que comessem.
    Toda a aula se riu, uns concordaram, mas houve uma sujeitinha que implicou especificamente com tal interpretação, insinuando que o (grande) era mas era um grande parvo, por achar que correriam os homens o risco de afogar as ovelhinhas na descida.
    Chegado o fim do documentário, mostrava-se o porquê de tal manobra, tão arriscada para a comunidade ovelhã e, consequentemente, para a comunidade humana, que da ovelhã depende para sobreviver.
    Está claro que não é preciso dizer mais nada.
    A não ser... embrulha e leva para casa, que já estás embuchada.

    quinta-feira, novembro 15, 2007

    Barcilónia Alcatifada

    Todo o ilustre leitor sabe o que é uma passadeira vermelha, certo?
    Já todos vimos os Oscars, na TVI, às 3h e pouco da matina de any given sunday.
    (Com aqueles anormais a tentarem traduzir em simultâneo e, para além de não conseguirem, a não deixarem a malta ouvir o que dizem as estrelas em inglês.)
    Bom, pelo menos já todo o singelo sabe o que é uma merda dum tapete vermelho, não é?
    E agora, o mais importante.
    Já se perguntou o magnífico leitor, o que sucederá com os tapetes vermelhos após a sua efémera utilização na via pública?
    Pois aqui na Barcilónia, descobriu o (grande) autor que fazem os reis da hotelaria e afins com os tapetes deles.




    Ps - O primeiro a descobrir onde está o trocadilho do texto que antecede as fotografias do chão do talho, ganha um prémio.

    quarta-feira, novembro 14, 2007

    O (grande) Autor Na Cruz Vermelha

    Não se preocupe o leitor, que o título não precede a descrição de um episódio envolvendo álcool a mais com desfecho na tenda da cruz vermelha de um qualquer festival na Barcilónia.
    O título abre sim, as portas do novo emprego em part-time do (grande) voluntário.
    Bom, não é propriamente voluntariado, dado que as contas não se pagam a roubar carteiras.
    É um part-time, todos os dias (úteis) da semana, de quatro horas.
    E em que consiste?
    Angariar sócios para a Cruz Vermelha, na rua.
    Sim, para alguém que já estava disposto a tirar macacos do nariz de elefantes ou limpar o rabo a idosos num lar, não está mal, não senhor.
    Durante as quatro horas em que estiver ao serviço da "Cruz Roja", o (grande) autor terá de recorrer a todas as suas qualidades de persuasão, para arranjar o maior número de sócios possível.
    E como é remunerada, a tarefa?
    Sem salário-base nos primeiros dois meses, o angariador recebe pelo número de sócios que conseguir, bem como uma percentagem do que cada sócio estiver disposto a pagar.
    Por exemplo, conseguindo angariar 35 sócios num mês, pagando cada um destes 50€ de quota anual, o (grande) autor receberá...
    Neste blog não se fala de dinheiro, caramba.
    E é assim que, depois da Ajuda de Berço em Lisboa, o (grande) autor vai saltitando de ONG em ONG, cantarolando feliz por ajudar os mais necessitados.
    E por, sendo um detalhe sem importância, finalmente ter uma fonte de rendimento que não o conteúdo das carteiras dos utentes dos tranportes públicos da Barcilónia.
    Aqui fica uma foto de uma coleguinha de trabalho.

    terça-feira, novembro 13, 2007

    A (Grande) Vida Dava Um Teenage Movie

    O (grande) autor conseguiu reunir algumas das várias características que permitem a inserção da sua pessoa num grupo de personagens de um típico filme americano de adolescentes.

    - Vive sozinho numa cidade que não a sua
    - Foi para aí estudar cinema
    - Anda louco à procura de trabalho
    - Para pagar a casa, as noites e os estudos
    - Anda sempre de mochila às costas
    - Vai de skate para a escola
    - A ouvir música no mp3 (mas só num ouvido, que não é assim tão parvo)
    - Utiliza o calão nativo como se de ar para os pulmões se tratasse
    - Tem as calças rotas no rabo
    - Anda com uns ténis que cheiram a cavalariça/queijaria
    - Vive com um artista/pintor/grafitter
    - Frequenta festas onde estão pessoas que falam idiomas imperceptíveis para um tradutor do Conselho Europeu
    - É expulso das festas pela polícia, chamada pelos vizinhos
    - Tem o quarto forrado de posters e postais
    - Acende o lume no fogão com um pauzinho de madeira que tem a ponta em chama, acesa esta na chama do esquentador
    - Nunca se deita antes das 2h/3h da matina

    segunda-feira, novembro 12, 2007

    Kebab?

    Todo o residente em Lisboa que se preze já ouviu pelo menos 327 vezes a pergunta tão indiana "Qué frô?".
    Pois aqui, na Barcilónia, o que mais se ouve em estabelecimentos paquistaneses/indianos é a frase "Dame un kebab, por favor."
    Porém, quem a profere com mais frequência são os ocidentais, nomeadamente, os tugas.
    O kebab, na (grande) opinião, é a invenção do século.
    Composto por um crepe de 30cm de diâmetro recheado com carne de vaca ou frango, beterraba, cebola, tomate, alface, algo mais que não me lembro e um molho de ervas à base de iogurte, o kebab é a refeição ideal para o jovem estudante, que não tem dinheiro para jantar fora, mas também nada tem para cozinhar em casa.
    Acompanhado pela amiga caña ou pela mítica coca-cola, o kebab encosta o mcdonald's ou as pitas shawarma a um canto, todos esmurradinhos e sem orelhas.
    É uma refeição completa enrolada em papel de prata e preparada com carinho pelos dedos habilidosos de unhacas compridas do senhor conhecido por vós como "senhor quéfrô", denominado por estas bandas, "señor kekab".
    O kebab é o gelado da avenida de roma.
    É o bife da Portugália.
    É o café da Nespresso.
    E é a pizza do Zucchero.
    E custa apenas 3,50€!
    Bom, 4,50€, se acompanhado pela amiga bebida.
    No entanto, o estudante não é parvo e compra a bebida no supermercado por 0,45€ e disfruta do kebab sentado no banquinho da praça mais próxima.
    Qué...bab?

    domingo, novembro 11, 2007

    Eu Sou dos de Cesto

    Hoje jogava, jogou e arrasou, o Benfica.
    O (grande) autor e os suspeitos do costume deslocaram-se até ao sports bar que tem várias televisões, cada uma a passar um jogo, de diferentes campeonatos.
    Porém, dado que as verdinhas (ou vermelhas e azuis) não abundam na (grande) carteira, um gajo tem de se conter na altura de pedir ao balcão.
    Pede-se um refresco na primeira parte e outro na segunda, para que o direito de estar sentado a ver Rui Costa a espalhar magia não se desvaneça.
    Quanto a alimentos sólidos, a coisa toma contornos de escola primária.
    O (grande) autor, munido da sua mochila, nela traz o tupperware e o garfinho da praxe, saindo do bar ao intervalo, para jantar num banco improvisado, numa zona de obras ao pé do local.
    Terminado o repasto, dois tragos na garrafa de água e passos rápidos até ao bar.
    É assim, a vida de um estudante de cinema desempregado na Barcilónia.
    Mas sempre a par do glorioso, claro.

    quinta-feira, novembro 08, 2007

    Há Mais Silicone Para Além Dos Implantes Mamários

    O porquê de escrever uma linha que seja sobre silicone traduz-se numa só palavra:
    Silêncio.
    Não se equivoque o leitor, pois não está o (grande) autor a pedir que faça pouco ruído.
    Silêncio, neste caso, significa "descanso".
    Dado que o (grande) quarto se encontra num primeiro andar com janela para a rua, o barulho dos veículos movidos a compostos baseados em petróleo é algo enorme.
    Situado aquele na esquina de um entroncamento com 3 semáforos de cada lado, as aceleradelas das motoretas antes de arrancarem, as sirenes das ambulâncias e o simples passar dos camiões de 18 rodas tornam qualquer descanso entre as 06h45m e a hora de levantar o cu da cama praticamente impossível, a menos que haja uma quantidade considerável de estupefacientes a correr no sangue.
    Assim, uma alminha inteligente conhecida por "nô" lembrou-se de, para sua própria sanidade mental enquanto fazia uma (grande) visita, comprar algo que viria a revolucionar o sono de ambos.
    Ambos os dois.
    Em conjunto.
    O par de ambos, em conjunto, digamos.
    Assim, num local a cheirar a éter denominado "farmácia", juntaram-se 2,5€ depois de uns carros arrumados e comprou-se uma caixinha com tampões para ouvidos, de silicone.
    Os tampões é que são de silicone, os ouvidos, esses, são de cera.
    Como a do Madame Tussauds.
    Enfim, a partir desse investimento, a varandinha do (grande) autor deixou de ser bancada central com vista para a recta final de uma corrida de Formula1, para passar a ser simplesmente um local por onde se atiram balões de água e bombinhas de mau cheiro para dentro dos capuzes dos transeuntes.
    Se tivéssemos 9 anos, claro.

    sábado, novembro 03, 2007

    Mais Fotografias Lindas

    Como é de imenso interesse para vós (ou absolutamente o contrário), aqui ficam mais uns registos fotográficos da (grande) toca.

    A sala, com o (grande) quarto ao fundo à direita.

    A sala, a partir da saída do (grande) quarto.

    A vista da janelonga do quarto.

    O (granda) correrdozão.

    A cozinha, pelo flanco esquerdo.

    A cozinha, pelo flanco direito/eixo da defesa.

    A zona esfrega-maqui-as-costas.

    A zona do chichi e cócó, independente da esfrega-maqui-as-costas.


    A mesa-de-cabeceira, a partir de duas colunas encontradas na rua.

    sexta-feira, novembro 02, 2007

    Fotos da Barcilónia - Quarto

    Aqui ficam algumas imagens que ilustram o (grande) quarto.
    De frisar que à chegada, todas as paredes eram da cor branco-muito-sujo-com-alguns-buracos.

    início de 360º de quarto










    E aqui está o que me denuncia como português, o mais engenhoso de todos os povos.

    quinta-feira, novembro 01, 2007

    Em Memória de Sua Excelência Meu Pai

    Que me faz tanta falta e a quem nunca mais posso telefonar a contar como estão a correr as coisas por aqui, mas que seguramente se põe a par, pois de certeza que há internétxi, lá no sítio onde estará:

    Se me amas
    Se me queres
    Não procures aquilo que
    Não há em mim

    Se me amas
    Se me queres
    Não me prendas
    Sempre sempre ao pé de ti
    (...)
    Se me amas
    Se me queres
    Não me faças nunca nunca
    Dizer que não
    (...)
    Se me se me se se
    se me
    se me amas!

    in "se me amas" dos xutos & pontapés

    quarta-feira, outubro 31, 2007

    Trabalho na Barcilónia (?)

    O (grande) autor tem andado como louco em busca de algo que o sustente para além da doacção de esperma e da prostituição de luxo direccionada a senhoras burguesas entre os 27 e os 45 anos.
    Entre restaurantes, escritórios, lojas de roupa, lojas de ferragens, cafés, bares, departamentos governamentais e casas de chuto, já quase em todo o lado foi deixado o (grande) currículo.
    Ontem, em mais um local como os anteriores, houve um mínimo de conversa entre o senhor que atendeu o vosso amigo e este mesmo.
    O senhor era gay, nitidamente.
    Nada contra.
    Até porque os gays geralmente são super-simpáticos com o (grande) autor, vá-se lá saber porquê, deviam partilhar esse sentimento com o povo feminino, para contra-balançar.
    Bom, tudo isto para escrever que, em conversa, desabafou o chavalo que já tinha deixado cerca de 30 currículos e até agora nada.
    Ao que o simpático senhor contestou, traduzindo-vos:

    -Meu caro, isso são sementes plantadas, prestes a florescer.

    Esperemos que sim, ou só as dívidas florescerão.
    Já agora, se alguém souber de algum trabalho na Barcilónia, não deixem de avisar.
    Brigadinhos.

    domingo, outubro 28, 2007

    Cocina da Barcilónia

    Há uns minutos atrás, estava o (grande) autor em frente ao fogão, protegido pelo avental de tons verde e armado de colher de pau, quando entra no campo de batalha com chão pegajoso a colega de casa, Anna.
    Prontamente, depois de um oi-tudo-bem versão catalã, deita as cartas na mesa:

    - Joder, que eres el rey de la carne picada, hein? Siempre que te veo cocinando, te veo haciendolo con carne picada...

    Tá certo, shô dôtôra, tá certo.
    De facto, a carne picada do LIDL, a polpa de tomate e a massa têm mantido uma (grande) relação com uma regularidade quase diária.
    Só por vezes derrotados pela equipa bróculos-azeite-massa, a formação carne picada-polpa de tomate-massa tem ganho a maioria dos prélios que têm lugar na mítica arena de barcelona.
    E em equipa que ganha, não se mexe.
    Correcto, Fernado Santos?

    sábado, outubro 27, 2007

    Celtic Cross... ificado

    Pois é, na última 4ª deslocou-se o núcleo BCN da claque sem nome até ao único bar que tinha uma p... duma televisão na qual fosse dar o Glorioso contra o Celtic de Glasgow.
    E em que bar tinha de estar a televisão?
    Num bar chamado Celtic Cross que, como o nome indica, estava cheio que nem um ovo de adeptos escoceses, vestidos a rigor e regados ainda melhor.
    Num jogo com o Benfica a demonstrar uma qualidade soberba e com o Cardozo a manter uma relação com os postes da baliza adversária, os tugas gritavam cada vez mais alto.
    E os escoceses ficavam cada vez mais, digamos, aborrecidos.
    Com alguns já a soro.
    A 4 minutos do fim, o Cardozo decidiu divorciar-se dos postes, já que uma relação a 4 tem as suas complicações, e iniciou um caso com as redes do fundo da baliza, depois de acolher no seu peito uma bola enviada ruicostamente pelo Dí Maria.
    GOLO!
    A histeria total, com a banda sonora adequada, todo o tipo de asneiras em português.
    Dois minutos volvidos, passados os abraços, os socos na mesa, os vai-buscá-la-oh-careca e os a-tua-mãe-não-sei-o-quê, aprochega-se o dono do bar (careca), com cara e bebedeira de poucos amigos.
    Começou logo a perguntar em tom ameaçador (e em inglês, o que dá provas da sua inteligência, vistos estarmos na Catalunya e a torcer por um clube português) se estava tudo bem.
    Se queríamos alguma coisa, se tínhamos de estar assim a gritar por alguma razão.
    Ora, os tugas, dada a escumalha verde que se apresentava por detrás do dono-do-bar-careca e o baixo teor de sangue que lhes corria nas veias, tiraram ligeiramente o pé do acelarador e disseram calmamente que estava tudo bem (estávamos a ganhar a um minuto do fim, não podíamos estar melhor) e que a gritaria já tinha passado.
    Ele continuou a perguntar se havia algum problema, tendo os seres com cérebro acenado que sim com a caixa onde está o mesmo e desviado os olhos para os últimos segundos da vitória benfiquista.
    Resultado, ganhámos uns inimigos símios e o Benfica venceu, tendo o episódio com os deficientes apenas aumentado o gozo em termos visto a conquista vermelha no meio da boca do lobo.
    Carrega Cardozo!

    sexta-feira, outubro 26, 2007

    Barcilónia Latest

    Começará o (grande) autor por deixar uns "saludos" já devidos há algum tempo a algumas pessoas, sem qualquer intenção de os fazer sobressair dos demais leitores.
    Sem qualquer tipo de ordem de importância, aqui fica:

    Pedro Torres - Se o que me contaram é uma desculpa para não levares uma ripada em Dezembro, tira o cavalinho da chuva, tens muito tempo para recuperar. :) Abraços e as melhoras!

    Mãe, mANA e Shô Mig - Obrigado por tudo, sem vocês era psicológica, física e mais coisas acabadas em "mente" impossível estar aqui.

    Nônô - Um BONGo um BONGo, o bom sabor da selva, em cada pacotinho, uma festa de oito frutos. :)

    Gaspar - Para que um dia, quando souberes ler, percebas o quão importante é para mim que sejas do Benfica. Um abraço do teu amigo mais velho.

    Cardozo - Obrigado pelo golo. Finalmente, chaval, continua a praticar e rapa o cabelo ao Nuno Gomes que ele nunca mais aparece em público.


    Era intenção do palhaço escrever mais um pouco, mas terá o gajo de sair, por motivos inesperados.
    Na próxima contar-se-á, para além de como são os companheiros de casa, como foi a trasferta até ao bar "Celtic Cross" para ver o Benfica humilhar o Celtic, com o dono do bar a proferir impropérios ao povo lusitano presente.

    segunda-feira, outubro 22, 2007

    Mais da Barcilónia

    Bom, finalmente numa casa sua, com uma internet de todos e sentado num puff de uma colega de casa, o vosso (grande) autor segue com os seus relatos.
    Nesta semana, que mais pareceu um mês, houve algumas evoluções na Barcilónia.
    Na terça passada começou (de facto) o curso.
    Arrebentou a cena com uma aula de três horinhas de pitching.
    Traduzido para tuga, pitching significa apresentar-o-teu-filme-no-qual-pensaste-com-tanto-carinho-a-
    alguém-que-esteja-disposto-a-produzi-lo-e-que-o-
    mais-provável-é-querer-que-mudes-a-história-toda-menos
    -aquela-parte-que-mete-mamas
    .
    Na noite do mesmo dia ocorreu a primeira participação do (grande) jogador no mundo do futebol universitário catalão.
    Gloriosa vitória da (grande) equipa por uns estrondosos 5-4, com o golo decisivo a ser, claro, marcado por esse gajo em quem estão a pensar.
    Na quarta houve guião documental e uma boa notícia:
    havia uma casa à sua espera.
    No dia anterior tinha o vosso amigo ido a uma "entrevista" para ver se finalmente adquiria um pousio seu, mas a coisa havia deixado algo a desejar, em termos de desempenho para convencer os catalães a deixarem o tuga viver com eles sem terem tomado os comprimidos.
    Como só a morte e o Benfica campeão são coisas certas, o vosso (esperto) amigo mandou uma mensagem aos possíveis futuros companheiros, dando-lhes alguma graxa portuguesa, para porem os seus egos a brilhar.
    E resultou. No dia seguinte, após ter sido gozado por alguns dos seus conterrâneos por causa do seu graxismo digno de professora-eu-já-fiz-os-tpc's-que-tinha-mandado-para-amanhã-
    porque-fiquei-na-sala-no-intervalo-em-vez-ir-jogar-ao-bate-pé, o mensageiro telemóvel apareceu com a notícia tão desejada.
    Nessa mesma tarde, tratou o chavalo de levar as suas coisinhas para o novo quarto, o qual teve de limpar até tirar todas as beatas que havia debaixo da cama, dado que a rapariga que aí anteriormente vivia era, traduzindo as palavras de quem o acolheu, "um bocado porca".
    Bueno, amanhã há a segunda aula de pitching e mais notícias da Barcilónia, com a descrição dos companheiros de casa, um casal (amigo) catalão e um pintor/graffiter da mesma zona.

    segunda-feira, outubro 15, 2007

    O Início do Documentário "Barcilónia"

    Começou hoje o master.
    Quer-se dizer, começava.
    Porque, talvez para que o (grande) autor não sinta falta de Portugal, o professor que iria dar a primeira aula - realização - faltou.
    Apareceu o director da escola a pedir desculpas e a explicar que o pai do prof de realização teve um ataque cardíaco ontem.
    Pela primeira vez na sua (grande) vida, quem vos escreve não ficou contente por não ter aulas.
    Um gajo vai envelhecendo e dá nisto.

    Bom, quanto aos coleguinhas de classe, são 18.
    Os que apareceram hoje distribuem-se da seguinte forma, pelo globo terrestre, tal como se distribuíam pela mesa do café onde fomos passar o tempo de furo:
    1 Brasileiro - vive em São Paulo, mas é do Rio, cheio de tatuagens.
    1 Colombiano - de Bogotá (Nônô, não estás bem a ver, é um sósia do Gerardo).
    1 Chileno - Não me lembro do nome da sua cidade, parece um lutador de wrestling.
    1 Catalão - De Barcelona (Catalunya no e España), igual ao Jack, do Lost.
    1 Espanhol - De Murcia, igual a um amigo meu de San Sebastián, tenho de lhe perguntar se tem irmãos.
    1 Inglês - Não me lembro de que cidade, mas não era Londres, senão lembrava-me, com um ar mesmo british.
    1 Italiano - Do Norte, mas não especificou cidade, com um piercing na sobrancelha.
    1 Espanhola - De Huesca, com o cabelo laranja.
    1 Espanhola - Não percebi de onde era, com uma argola no nariz.
    1 Francês - De Paris, com gel no cabelo e as golas do polo para cima.
    1 Holandês - Não disse de onde, quase não fala castellano.

    Os restantes coleguinhas, corre o rumor de que são todos Sul-Americanos e que estão ainda do outro lado do oceano, presos a complicações burocráticas relativas a vistos de permanência.
    Como podem comprovar, o master é, de facto, internacional.

    Só uma achega, o cartão do DIA%Minipreço português também serve para aqui e o (grande) autor já benficiou de descontos no Chocapic e nos iogurtes.

    domingo, outubro 14, 2007

    Casas e Praças na Barcilónia

    O (grande) autor tem andado em busca de casota.
    Pelo meio busca um trabalho, enquanto se passeia pela ruas planas de Barcelona, de praça em praça.
    Desde um argentino bodybuilder motard gay - "que tamo bucando un tío tranquilo"-, uma mexicana advogada com um cão a pilhas - "que puedes utilizar todo el piso, excepto el salón, que es solo para mi"- e uma quarentona maníaco-depressiva - "que yo salgo por las 6h de la mañana y nadie me ve hasta las 9h de la noche" -, já estes (grandes) olhos viram tudo.
    De noite as praças e os bares albergam os milhares de jovens, até que a polícia aparece a escoltar os cantoneiros que tratam de pôr a ordem e a limpeza na cidade, respectivamente.
    Amanhã começam as aulas e já o papel, a caneta e a imaginação documental estão preparados para entrar num (grande) ano.
    La Gaviota é o sítio em que nos sentimos em casa e se grita pelo Barça, mas não tanto como pelo Benfica, e onde o dono, Alberto, já nos cumprimenta com apertos de mão.
    A coisa promete, na cidade onde se passa pela fila para a La Pedrera, se pára, se entrega um currículo e se segue.
    Porque não precisamos de visitar a La Pedrera já.
    Porque vivemos e sonhamos acordados aqui.

    quinta-feira, outubro 11, 2007

    O (grande) Autor Em Barcelona

    Caros leitores, amigos, inimigos e pessoas que se enganaram na página e vieram aqui parar enquanto procuravam "opiniões do professor Marcelo sobre isso tudo sobre o qual nunca ninguém opinou nem ninguém quer saber".
    O (grande) autor efectuou - que belo verbo, "efectuar" - uma (grande) mudança na sua vida.
    Pois é, o estaminé opinador cambiou-se para o outro lado da península, para a bela Barcelona.
    Começa na próxima segunda-feira o mestrado em cinema documental que irá o (grande) frequentar até Julho de 2008.
    Como de blogs de merda está a internétxi cheia, o vosso amigo decidiu não criar mais um do tipo "O jota em barcelona" ou "Mais um tuga na Cataluña" e mantém este agradável pousio como quartel-general das estupidezes a comunicar, seja em português, castellano ou catalá.
    Bueno, vai o (grande) sair para a rua em busca da sua escola (ainda apenas vislumbrada via net e com grandes possibilidades de ser fictícia), em busca de trabalho e de um cartão de uma rede de teleCHULOS espanhola, que o rómingue (como diz um gajo que eu cá sei) está carote.

    Em breve mais notícias sobre a Barcilónia.

    quinta-feira, outubro 04, 2007

    Segurança da Segurança Social


    Alguém me pode explicar porque raio tem o segurança na Segurança Social um tapete para os pés debaixo da sua secretária?
    Ser segurança na Segurança Social deve ser dos trabalhos mais chatos e monótonos do mundo.
    Vigiar velhotas que vão reclamar por causa da pensão de 100€ mensais (o que de si já é triste) estar atrasada?
    O homem não anda propriamente de cinco em cinco minutos a tirar pessoas da lama, ou a chapinhar em poças de água de esgoto.
    Na generalidade, estes seguranças estão tão desesperados por fazer alguma coisa que (e sei por experiência própria), mal o cidadão entra no seu perímetro de acção, o segurança rapidamente se nos dirige e indica o dispositivo das senhas, explicando em 3,2 segundos o significado de cada senha, por cores e denominações.
    Não contente, mal a pessoa acena que sim sem ter percebido nada, indicam-nos o placard onde os números das senhas vão (lentamente) progredindo.
    Mas porquê um tapete debaixo da sua secretária?
    Para limpar os pés de cada vez que pisa um fio de baba oriundo da boca de um cidadão que adormeceu na fila de espera?

    Nesta fotografia, o segurança choraminga perante uma cliente que diz não ter percebido as suas indicações.

    segunda-feira, outubro 01, 2007

    Segurança Social

    Hoje foi o (grande) autor tratar de seus assuntos à Segurança Social.
    Claro que hoje não bastou e há uma segunda volta amanhã.
    Aliás, está implícito que um gajo nunca consegue tratar do que quer à primeira, seja nas finanças, na segurança social, na paróquia, na junta de freguesia ou no centro de emprego.
    Porém, relativamente à segurança social, como frisou um (grande) amigo, o acontecimento é especial:

    "Ir à segurança social não é uma coisa qualquer... é um compromisso para toda a vida."

    segunda-feira, setembro 24, 2007

    O MSN

    O messenger, apesar de tudo, é bom.
    É fixe, um gajo estar a trabalhar no seu canto e ter acesso aos cantos dos amigos, além fronteiras.
    Hoje falei com pessoal que está em Barcelona, no Porto, em Lisboa, em Shangai, em Florença, em Faro, em Edimburgo e no Brasil.
    Low-cost mais low-cost que este não há.
    Não há nada como ir e tocar, mas à falta de melhor, é muito bom falar.

    domingo, setembro 23, 2007

    Agora Que Não Tem Nada A Ver

    Acreditem no que vos escreve o (grande) autor, em jeito de professor karamba:

    A vida é como um computador.
    Se um gajo não vai fazendo uns back-ups de vez em quando, arrisca-se a perder tudo um dia.
    E não deixem para amanhã o back-up que podem fazer hoje!
    .

    sexta-feira, setembro 21, 2007

    Urinar - Do Nível Sóbrio ao Nível Ébrio

    Caros leitores, o (grande) autor tem hoje para vós a tabela que indica a taxa de alcoolémia no sangue, partindo apenas da forma como o indivíduo urina.
    (Urinar - que verbo deveras fantástico.)

    Nível Sóbrio - O ser humano entra no WC e, sendo homem, não consegue urinar entre duas pessoas, nos mictórios (que palavra brilhante) verticais. Sendo senhora, não há problemas porque os mictórios se chamam sanitas e geralmente estão inseridos em cubículos com portas e fechaduras, a menos que se encontrem na EB 2+3 de Chelas ou no Colombo.

    Nível já-bebi-umas-imperiais - O homem consegue urinar entre duas pessoas e até mantém uma conversa sobre futebol com uma delas enquanto sacode o bicharoco como se de um shaker se tratasse. A senhora, do fim da fila, começa a berrar com as senhoras que ocupam as sanitas no momento a dizer-lhes que aquilo não é uma sala de parto.

    Nível já-não-vejo-nada-à-minha-frente - O homem, além de conversar com o colega do mictório ao lado, ainda lhe pede um cigarro, diz mal do seu clube e urina-lhe para cima quando se vira para tentar chegar ao isqueiro que caiu ao chão. A senhora, irrompe pelo cubículo e arranca de lá a outra senhora, oferecendo-se para se sentar ao lado dela e urinar ao mesmo tempo, se ela não sair.

    Nível chamem-o-INEM-por-favor - O homem urina em qualquer lado, interiores ou exteriores, na presença de senhoras, polícias ou sogros. A senhora urina geralmente na rua, sempre entre dois carros, a rir a bandeiras despregadas com as amigas e a cair para trás no final.

    quarta-feira, setembro 19, 2007

    Mas Eu Tou Nua, Por Acaso?

    Mais uma vez deslocou-se o (grande) autor até ao local de maior diversidade humana de Lisboa a seguir à praça do Martim Moniz:
    a feira da ladra.
    Acompanhado pelos suspeitos do costume, lá montaram os heróis as suas bancas, prontos a vender toda a merda que levavam.
    A hora de chegada foi mais tarde que o costume, 7h da matina.
    Por volta das 11h30, com poucos Euros no bolso, a malta divertia-se em regateios com os clientes, trincas em sandocas e previsões para o Glorioso-Milão.
    Até que lá apareceu aquela senhora velhota, colega feirante, que sempre por ali anda, em busca de pechinchas para comprar e posteriormente vender mais caro na sua banca.
    A senhora tem um, ou talvez mesmo dois, parafusos a menos, mas é super-divertida e boa-onda.
    "Nice-wave", como agora a morangada diz.
    Entrou, como seria de esperar, em diálogo com o (grande) autor.

    - Blablabla, deixa lá ver que champôs é qu'tens aqui. - referindo-se às amostras de champô e gel-de-banho que o vosso amigo se diverte a coleccionar nos hotéis internacionais e extra-terrestres por onde passa, 597 vezes por ano.
    - Estas são champô e estas gel-de-banho. - atalhou e indicou o (grande) feirante.
    - Oh pá, mas tu vê lá se me vendes um champô bom, vê lá se não me cai o pintelho...aaa...o cabelo.
    - !!!! (engasganço com a sande de pasta de atum e polpa de tomate)
    - Ai, esta cabeça já não é o que era.
    - Bom, e não quer levar também aqui uma roupinha? - apontando para a caixa de cartão atafulhada de roupinha da moda.
    - Olha lá pá, mas eu tou nua, por acaso?
    - (riso descontrolado com pedaços da sande a voarem em todas as direcções)
    - Deixa tar que se eu andasse aqui nua, não havia clientes, pá! - rematou a senhora, sempre com o sorriso tri-dental que a caracteriza.

    terça-feira, setembro 18, 2007

    Uma Pessoa Sem Nome Acrescentou

    Os seguintes pontos ao post "Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer":

    - começa a fazer a barba na noite anterior para dormir mais um bocadinho de manhã e além disso não se cortar todo derivado a sono
    - começa a encarar a ida ao ecoponto como “exercício”
    - começa a pensar em ir sempre à baliza em jogos de futebol
    - prefere dormir a fazer o amor
    - passa a ter muito cuidado com o que come
    - começa a importar-se mais com a textura/qualidade do papel higiénico do que com o preço
    - a garrafa de vodka que está no congelador dura mais de um mês
    - a palavra “caminhada” começa a não parecer tao absurda
    - and so on

    segunda-feira, setembro 17, 2007

    Lolada :b :D :% :& :/ :( := :? :'( :@ :# :» :«

    O (grand) autor, kd andou na escol, aprndeu a escrvr cas letrs tods e s/ ícns xpressivs.
    LOL.
    K estpidz.
    Pkraio ék algém s lmbro dnsinar axim?
    S popams tnt ns calos ds deds e teclas enviand 1simpls :), 1:( ou 1:b .
    LOLADA.
    Tassmem a ver ku futur tá ns resums pah.
    Abaix as palvrs inteiras, dalh monossílabs!
    Já agor, ké 1monossílab?
    Dass...

    domingo, setembro 16, 2007

    Vi o Delorean do "Regresso Ao Futuro"

    E tirei-lhe uma fotografia mesmo antes de desaparecer.

    quinta-feira, setembro 13, 2007

    Geração Playstation

    A geração do (grande) autor foi apelidada de "geração rasca", por causa de não se sabe bem o quê.
    Na altura houve muitas manifestações, muita revolta estudantil, muitos cartazes a dizer "quem foi a p... da vaca que nos deu este leite?" e coisital, deve ter sido por isso.
    Hoje em dia, a geração dos mais novos, na (grande) opinião, é a Geração Playstation.
    90% dos miúdos de hoje em dia têm peso a mais, falam numa linguagem indecifrável ao ouvido menos treinado, têm calos nos dedos derivados à força com que carregam nas teclas dos comandos, acham que "ir lá para fora brincar" significa ir fazer Erasmus para Itália e discutem sobre quem matou mais pessoas e assaltou mais velhinhas na noite virtual anterior.

    Já se imagina o slogan de promoção da Playstation 7, wireless, está claro:
    "Playstation Wireless - A tua geração nunca estará presa por um fio."
    .

    terça-feira, setembro 11, 2007

    Cliente Seguinte

    Já repararam que a placa que existe nas passadeiras rolantes das caixas de supermercado "Cliente Seguinte" é a peça mais importante para quem quer que se encontre na fila?
    Sempre que os nossos produtos ultrapassam a margem de separação de 28,7 centímetros estipulada pelo I.M.S.P.C.D.P.R.S. - Instituto para a Margem de Separação de Produtos de Clientes Distintos em Passadeiras Rolantes de Supermercados - o cliente, muito afoito, pega logo na plaquinha e coloca-a entre as nossas cervejas e a RC Cola dele.
    E se não são os clientes, são os caixas que imediatamente separam as águas, não vá haver uma confusão entre o nosso gel-de-banho e a lixívia da senhora.
    Depois ainda tinham de anular algum produto, que trabalheira!
    Sim, porque calhamos sempre na caixa do funcionário que não tem sequer competência para dar um peido sem que o gerente venha com uma chavezinha e lha introduza no ânus, para lhe relaxar os músculos glúteos, quanto mais anular a nossa cachaça da conta da D.Felismina.

    sábado, setembro 08, 2007

    Acabei De Me Aperceber De Duas (2) Coisas

    A primeira é a de que este espaço é mantido desde o dia 3 de Agosto de 2005, ou seja, há dois anos e picos.
    Impressionante, nunca pensei que conseguisse arranjar tanta estupidez para escrever durante tanto tempo.

    A segunda (e que me ajuda a manter a primeira) é a de que ouvi, de facto, uma jornalista no local a dizer a seguinte frase, a propósito da novela Maddie:

    - (...) houve muitos turistas aqui em Portimão que não foram à praia e preferiram ficar aqui junto à PJ, numa tentativa de vislumbrar Kate ou Gerry a entrar nas instalações..."

    Mas porquê?
    Porquê?!

    terça-feira, setembro 04, 2007

    Um Gajo Está Mesmo A Envelhecer

    Chegou o (grande) autor à conclusão de que um gajo nota que está a envelhecer quando:

    - começa a ponderar assinar a Sportv
    - os amigos começam a emigrar
    - já não há Sras. Contínuas no local onde passa o dia quase todo
    - não aguenta cinco noites seguidas ao mesmo ritmo
    - começa a preferir pagar 4€ de táxi do que andar uma hora a pé para ir para casa às 6h da manhã
    - os amigos começam a assumir que são gays
    - começa a jogar squash
    - os amigos começam a ter filhos
    - vai assistir a concertos sentados
    - leva cachecol para os jogos do Glorioso
    - já não aceita fazer campismo selvagem porque não há WC

    segunda-feira, setembro 03, 2007

    Where Everybody Knows My Name

    Não faz muito o estilo do (grande) autor deixar aqui letras de músicas que ilustram o seu estado de espírito.
    Porém, nunca uma letra fez tanto sentido.
    Neste momento que se desvanece entre o final das férias de 25 anos e o início da vida adulta...
    Lembram-se do genérico do "Cheers - Aquele Bar" ?

    Making your way in the world today takes everything you've got.
    Taking a break from all your worries, sure would help a lot.

    Wouldn't you like to get away?

    Sometimes you want to go...
    Where everybody knows your name, and they're always glad you came.

    You wanna be where you can see, our troubles are all the same
    You wanna be where everybody knows your name.
    You wanna go where people know, people are all the same,
    You wanna go where everybody knows your name.

    .

    terça-feira, agosto 14, 2007

    Mi! Mi! Micaela!

    Como prova da presença do (grande) autor em concertos de renome, aqui fica esta fotografia tirada com uma máquina fotográfica com a qual se pode efectuar chamadinhas telefónicas.
    A Micaela anda mais gordinha, mas a voz continua potente.
    Arrasa a Lena d'Água e a Ana Malhoa.
    Só não bate a Mónica Sintra, mas isso são outras lides...

    sexta-feira, agosto 10, 2007

    Aqui Fica

    Mais uma recordação fotográfica dos Açores, mais concretamente de São Jorge.
    Depois do Sudoeste Alentejano, o (grande) autor move-se agora para terras mais a Norte, para disfrutar de tudo o que um concerto de Micaela tem para oferecer.

    quinta-feira, agosto 02, 2007

    Este Espaço Maravilhoso

    Encontra-se de porta entreaberta para umas (merecidas) férias.
    Porém, dada a imprevisibilidade do (grande) autor, pode ser que já amanhã haja actividade por aqui.
    A ver vamos, como dizia o cego.

    Uma imagem açoreana vos deixo, como prova derradeira da omnipresença d' O Clube.

    quinta-feira, julho 26, 2007

    Açores - O Assalto Insular

    Escreve-vos o (grande) autor directamente da ilha do Faial, utilizando a internétxi do mestre Peter.
    Como aqui ainda são 10h28m da matina, ainda é o rato que está na mão direita, em vez do famoso gin tónico.
    Lá para as 10h50m a conversa será outra, mais entaramelada, claro.
    Aterrado na segunda de manhã na Terceira e vista esta pela primeira vez, ao fim do dia a SATA não perdeu qualquer mala e largou o vosso amigo no Faial, onde se situa o quartel-general deste assalto insular.
    Até agora há três aspectos a destacar, para além de toda esta beleza natural e da simpatia das pessoas.

    1º - A quantidade de vacas que por aqui pastam. Uma autêntica Índia, estas ilhas. As vacas pastam onde querem, como querem e quando querem, sendo o humano a desviar-se delas em vida, mas deglutindo-as (saborosamente) em morte.

    2º - A falta de pessoas bonitas. Dizeram-me por aqui que está tudo nos genes. Derivado à insularidade, as pessoas vão acasalando com primos e afins e a coisa acaba por resultar em taxas de pessoas bonitas abaixo dos 10%. Claro que toda a regra tem a sua excepção, como comprova aquela moçoila avistada no porto da Horta. Pelo menos ao longe parecia uma moçoila.

    3º - O Tuning - É um fenómeno de escape social, está claro. Derivado à insularidade e à falta de cinemas, o pessoal mais jovem, em vez de ir fazer amor para o mato (porque aqui ainda não há o subsídio por maternidade) vai antes fo$#r os ouvidos aos habitantes e turistas que inocentemente se passeiam pelas avenidas marginais. No mínimo, bizarro.

    De partida para o encontro com as baleias, máquina a tiracolo e meio quilo de creme no nariz, como manda a lei.

    at'jâ

    sábado, julho 21, 2007

    Cinema

    Ontem foi o (grande) autor ao cinema, convencido de que iria ver um bom filme - Alpha Dog - estando, porém, redondamente enganado.
    Depois de meia-hora de filme, arrependidos de não terem ido cortar os pulsos em vez de entrarem no cinema, o (grande) autor e sua companhia começaram a ouvir um telemóvel que soava demasiado alto.
    De facto, não era um télélé, mas sim o alarme de incêndio.
    Os 3 jovens mauzões que na última fila não tinham parado de sussurrar em voz alta desde o início do filme, deixaram atrás de si uma nuvem de poeira, tal foi a velocidade com que atravessaram a porta de saída.
    Chegados cá fora, o empregado do cinema acalmou as hostes, dizendo que o alarme tinha disparado não se sabia porquê, mas que devia ser um problema técnico.
    Pelo ar dele, bem poderia estar uma das salas a arder, que ele ia continuar a pensar que tinha sido um problema técnico.
    Bom, voltados às salas, começou a desenhar-se na (grande) mente uma escapadela digna de Rambo III.
    Conferenciou com a sua companhia e dirigiram-se às bilheteiras, pedindo o dinheiro dos bilhetes de volta, dada à interrupção do filme, que até aí ainda não tinha recomeçado.
    Assim, graças ao problema técnico (ou à sala a arder) os 4,5€ voltaram aos bolsos dos inventores da modalidade "veja-o-filme-se-não-ficar-totalmente-satisfeito-devolvemos-lhe-o-seu-dinheiro".

    terça-feira, julho 17, 2007

    Cinco Oradores E Um Funeral

    No domingo foi o funeral.
    Foi o funeral mais bonito a que já fui.
    Em pleno centro funerário (porque o meu Pai era tão religioso como o Pinto da Costa inocente) montámos um projector, um portátil e um ecrã.
    Enquanto eu, a minha irmã e três amigos líamos, à vez, uns textos e dois poemas em sua memória, iam passando fotografias recentes e antigas, todas de criar-lágrima-no-canto-do-olho.
    Depois seguiu para o crematório (porque o meu Pai queria as cinzas espalhadas numa das nossas muitas praias), terminando com uma valente salva de palmas.

    O meu Pai, sempre que íamos a um funeral, dizia-me, em susurro:
    - Mas porque é que as pessoas querem ser enterradas? Já viste o desperdício de espaço? Já viste quantos campos de futebol é que se faziam nas zonas dos cemitérios??

    Pedimos ainda às pessoas para, além de não virem de preto, em vez de trazerem flores (que apodrecem dois dias depois e vão para o lixo) trazerem um cheque à ordem da União Zoófila, para ajudarmos os cães e os gatos, que tanto precisam.
    Até agora já conseguimos 430€, o que com toda a certeza deixa o meu Pai contentíssimo.

    Foi mesmo bonito (para um funeral).

    Até já, Pai.
    Vai lá andando que um gajo já lá vai ter.

    quinta-feira, julho 12, 2007

    O Meu Pai Foi Andando

    (suspiro)
    O meu pai não resistiu e decidiu partir.
    Como eu costumo dizer, foi andando e depois um gajo vai lá ter, mais tarde.
    É o dia mais triste da minha vida.

    Mas, para completar o rodopio de emoções, recebi hoje também a última nota que faltava.
    Passei e acabei o curso.
    Que vitória com sabor amargo.

    Queria agradecer a todos os que durante estes dias difíceis ajudaram, transmitindo palavras de apoio, escritas ou faladas.

    Enfim, como diz um amigo meu quando já tem pouco sangue no álcool:
    "Oh amigo, iss' pa um gajo morrer, só basta é tar bibo."

    É continuar, com o humor de um lado e a memória do outro.

    quinta-feira, julho 05, 2007

    O Que Faz Mais Confusão

    Em ir a um hospital todos os dias é que, para chegar aos cuidados intensivos, onde está o meu pai, tenho de passar pela entrada das urgências.
    E faz imensa confusão, porque todos os dias estão lá pessoas diferentes, agarradas umas às outras, a fumar e a chorar.
    Todos os dias vou lá e todos os dias vejo pessoas diferentes em desespero.
    Ouço frases das histórias de alguns quando passo, vejo lágrimas a cair pela cara, piso lenços no chão.
    Romenos, brasileiros, portugueses, ingleses, espanhóis, já ouvi todas as línguas, à porta daquelas urgências.
    E ali, todos os idiomas são iguais.

    O Meu Pai - II

    Infelizmente, o meu pai continua na mesma.
    Coma profundo, sem reacções.
    Ele está adormecido e eu, uns dias estou triste-standart, outros dias estou arrasado.

    Porém, como a vida tem de continuar, mais vale um gajo encarar isto com algum humor do que andar aí a chorar pelos cantos agarrado às saias das senhoras que passam no metro.
    E eu tenho um humor da cor da maioria dos habitantes da Cova da Moura.

    Assim, passo a enunciar algo que me revolta.
    Como muitos poderão saber, fiz ontem o último (espero) exame do meu curso.
    Correu bem, dadas as circunstâncias.
    Odeio ser avaliado, como a maioria das pessoas.

    Mas o que me chateia é que, mesmo em coma, um gajo está a ser avaliado.
    Ontem falei com um médico que me disse que o "score" do meu pai é muito baixo.
    O score mede-se consoante o nível de reacções que o comatoso tem, como resposta a dados estímulos.
    O score vai desde zero (meio-morto) até 15 (quase-a-acordar-do-coma)
    Esses estímulos vão desde pequenos beliscões até dores que fazem o Stephen Hawking fazer os 100 metros em 7,4 segundos, bem como reacções ao som e à luz, entre outros.

    E o meu pai é um calão!!
    Tem um score de 3 ou 4.
    Não há direito!
    Mesmo em coma um gajo é avaliado (à revelia do próprio) e fica com fama de calão, porque tem más notas.
    O que eu disse ao médico é que ele não devia estar à espera do exame e então não se preparou devidamente.
    A ver se o chavalo estuda, para no próximo rebentar a escala.
    .

    terça-feira, julho 03, 2007

    O Meu Pai

    Como custa escrever isto.
    O meu pai está em coma profundo.

    Na sexta dia 29 ia a passar na Ponte 25 de Abril e, sem sabermos ainda como, chocou com um carro, caiu da mota e aterrou num coma.
    Os paramédicos do INEM (os que vão naquele carro de dois lugares, um verdadeiro mini-hospital) tiveram de o reanimar 5 vezes, pois ele insistia em entrar em paragem cardíaca.

    O meu pai é rijo, há-de acordar e voltar ao normal.
    Porém, agora não há nada a fazer, apenas esperar que a rigidez o leve a acordar.
    Tem a perna esquerda partida em dois sítios, o esterno partido, o pulmão esquerdo perfurado, a clavícula esquerda partida e um traumatismo craniano muito grave, por causa de ter partido a cabeça na nuca, apesar de levar capacete.
    Imagino a queda e o embate.

    Não sou muito de contar assim a minha vida pessoal na internet.
    Mas que isto sirva de exemplo de que realmente não acontece só aos outros.
    Aproveitem quem têm, pois de um segundo para o outro podem perdê-los.

    Não sei quanto tempo estarei sem escrever aqui, mas agora não ando com muita vontade.
    Se houver notícias aviso.

    Caraças, ele tem de acordar e ficar bom.
    Só pode.

    sexta-feira, junho 29, 2007

    A Corrida do (grande) Autor

    Está o nosso piloto em (grande) velocidade a sair da última curva e a entrar na recta final, lançado para cruzar a linha da meta.
    Nesta, segurando a bandeira axadrezada, estão duas professoras.
    Será que vão dar a bandeirada final, permitindo a ida do (grande) autor ao pódio académico?
    Será que rebentará um pneu a alguns metros da meta, causando o espetanço do ano?
    Ou será que o (grande) autor passa a linha da meta, mas alguma das professoras o manda dar mais uma volta à pista?

    Aguardem sentados na bancada central...
    O que acontecerá na recta final?

    quarta-feira, junho 27, 2007

    Vem Aí O Verão

    Vem aí o Verão
    E com ele as secas e os incêndios
    Os bikinis, as tangas, o futebol na areia
    O protector, os escaldões
    As marcas de bikini, as marcas das tangas
    (neles - blargh- e nelas).
    No Verão comem-se gelados
    No Verão há romances no ar
    Os gelados esfriam a cabeça
    Os romances esquentam o coração.
    Vem aí o Verão
    E com ele as ondas pequenas
    Para os surfistas de Verão
    Que não vão lá no Inverno.
    No Verão há cães na praia
    E com eles os cócós na toalha.
    Gosto do Verão
    Mas não gosto das piscinas de chichi
    Que se formam nas praias da Costa
    Vem aí o Verão
    E eu só penso em ir à neve
    Mas antes vou à praia
    E adoro ir à praia
    Mas porque vem aí o Verão.
    Quando vier o Inverno
    Não sou surfista de Inverno
    Por isso vou à neve
    Mas vou estar a pensar na praia
    Porque virá aí o Verão.
    E sim, eu sei que o Verão já chegou
    Mas eu gosto de pensar nas coisas que aí vêm
    E às vezes penso mais no que aí vem
    Do que naquilo que cá está
    E um dia arrependo-me.

    E se houver um ente superior, impedir-me-á de escrever mais barbaridades destas.

    domingo, junho 24, 2007

    Coisas Que Me Arrepiam Só de Pensar

    Partir uma perna com fractura exposta no tempo das cavernas.
    O que é um gajo fazia nessa altura? Pedia aos lobos para lamberem a ferida e empurrarem o ossinho para dentro sem o roerem?

    Ter de arrancar um dente há 200 anos.
    Acho que só deixava que mo tirassem quando tivesse desmaiado de bêbedo.
    Podia ser que a dor de cabeça da ressaca no dia seguinte fosse maior que a dor na boca.

    A cena n' O Silêncio dos Inocentes em que a Jodie fica presa no poço do travesti assassino e vê as unhas das anteriores prisioneiras cravadas nas paredes do poço, de tentarem trepar "à unhada".
    Quimpesssssão...

    O vídeo do Abel Xavier a meter a mão na bola contra a França em 2000 e a atirar-se para o chão com uma tabuleta nas costas onde se pode ler:
    "Desviei a bola com a mão propositadamente e não estou sob o efeito de drogas, apesar da cor do meu cabelo."

    quinta-feira, junho 21, 2007

    Ultimamente

    Não têm acontecido coisas dignas de exposição neste espaço lúdico.
    Depois da bonança vem sempre a tempestade, por isso aguardem...
    Ou é ao contrário?

    Ps- Por aí dizem que há homens que ficam bem de eyeliner, como o Jack Sparrow.
    Na (grande) opinião, é preciso ser muito Depp para usar eyeliner.

    quarta-feira, junho 20, 2007

    7 Maravilhas da Blogosfera

    Imaginado pelo 100 sentidos.


    "Regulamento
    1.
    Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
    2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
    3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail:
    7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.
    4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:
    - Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);
    - Os votos no blog 100 Sentidos (O Sentido das Coisas).
    No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.
    Apelo à divulgação desta iniciativa junto a todos os bloggers interessados em reconhecer publicamente o esforço, a dedicação e o talento para a arte de blogar de alguns dos seus congéneres."

    Aqui ficam as 7 escolhas do (grande) autor:
    (meramente exemplificativas, pois se pudesse escolhia todos os da minha lista de links, que por alguma razão lá estão)

    A Quatro
    Descontrolado Alto Deleite
    Não Penses Nisso
    Pega Na Lancheira e Vai Dar o Almoço Ao Pai
    Pudim Royal
    São Piores Que Os Putos
    Uma Blogaria Pegada
    .

    terça-feira, junho 19, 2007

    Como Descobrir Um Tuga

    Há uns dias atrás, mais concretamente na noite de 11 para 12, ou seja, véspera de Santos, passeava o (grande) autor por uma Alfama todavia em construção para arraiais.
    Bebendo umas imperiais ainda a preço normal e não a preço de petróleo, encontrava-se num largo em que circulavam mais turistas que portugueses.
    Geralmente, em qualquer país, os turistas distinguem-se bem dos nativos, mas nesta noite tal não sucedia com uma clareza cristalina.
    Porém, um sujeito passou que logo se denunciou.
    Como?
    Tinha bigode, vinha vermelhusco na zona do nariz, envergava uma manga-a-cava deveras b-o-n-i-t-a onde acondicionava uma pança de 8 meses e calçava um chinelo catita, deixando à mostra a unhaca do pé, que parecia podre.
    O fundamental?
    Trazia o maço de tabaco preso entre a pança e a manga-a-cava, na zona do umbigo.

    Uma fotografia seria espectacular, mas a vossa imaginação também vos deve levar a voar a rir pelos teclados fora.

    sábado, junho 16, 2007

    Humano Desumano

    Ainda há pouco esteve o (grande) autor a ver um documentário na 2, narrado pelo Jeremy Irons.
    Que voz, nossa senhora.
    Homosexualidades à parte, no documentário um leopardo matava um babuíno, seu inimigo natural.
    Porém, agarrado ao babuíno e sem que o leopardo notasse, vinha um mini-babuíno, com dias de idade.
    O leopardo, ao contrário do que se pudesse esperar, cuidou da pequena cria (embora lhe fosse comendo a mãe, é certo), até que os outros babuínos chegaram para o resgatar, tendo o leopardo abandonado a mãe-babuíno morta, mas a cria, vivinha da silva e a respirar saúde.

    Ora, o que o (grande) autor não compreende é porque é que a raça humana é a única "racional", mas também a única onde os seus membros se matam uns aos outros.
    Neste documentário, um membro de uma raça não mata uma cria de uma outra raça, sua inimiga natural.
    No entanto os humanos, diariamente, matam, violam, torturam, roubam e enganam propositadamente os seus semelhantes.
    Mas porque carga d'água?
    Devemos ser a única espécie que mantém as crias do seu semelhante fechadas numa sala escura para as violarmos durante anos até que estas morram de tristeza.
    Devemos ser os únicos a matar um semelhante porque este adora outro deus.
    Os únicos que enganam os membros mais velhos da espécie para lhes ficarmos com o dinheiro.
    Os únicos a matar as próprias mães porque queremos uma herança rapidamente.
    Os únicos que mantemos prisioneiros para os torturarmos até eles dizerem onde estão "as armas".
    Nunca vi um leão a amarrar uma impala a uma árvore e vê-la morrer, só pelo prazer e porque ela é de uma facção rival.
    Nunca vi uma hiena a guardar as crias de gnu numa covinha, para "brincar" com elas.
    E estes animais são todos de espécies diferentes!!
    Porque é que nós, humanos, fazemos tanta merda aos nossos iguais?
    Com tudo o que se passa intra-humanidade, não admira que as maldades que se fazem às outras espécies, como as touradas ou as lutas de galos possam ser consideradas "tradições".
    Os animais irracionais são animais.
    Mas alguns humanos é que são uns animais.

    sexta-feira, junho 15, 2007

    quinta-feira, junho 14, 2007

    Gosto Muito

    Daquele anúncio ao medicamento anti-diarreia.
    Acho espectacular, um anúncio que tenha como tema central a diarreia.
    Não passa despercebido, quanto mais não seja porque é diarreia, do que se trata.
    "Diarreia".
    Que palavra bonita.
    Caramba, um gajo vê aquele homem no anúncio a sentar-se na cadeira do teatro e a sorrir, porque tomou o comprimido e sabe que não se vai desfazer em merda líquida nas próximas duas horas.
    E o espectador em casa sorri, solidário, ou simplesmente porque sabe que tem uma retrete à mão (ou ao rabiosque), se precisar.
    "Para parar a diarreia, antes que a diarreia nos pare a nós".
    Divinal.
    Sabe tão bem ver esse anúncio entre a 3ª e a 4ª (e última) garfada do almoço.
    Só não bate os anúcios ao Tena Lady, mas isso já é outro campeonato.

    Aqui fica mais um exemplo de publicidade de qualidade(??):

    A diarreia é muito perigosa. Dê ao seu filho(a) Soro Oral.

    quarta-feira, junho 13, 2007

    Ricardo II - Director's Cut

    Foi o (grande) autor assistir a mais uma estreia na sua vida.
    Não uma estreia como aquela aos 13 anos, nem como a outra aos 16, nem aqueloutra aos 17.
    Esta foi uma de teatro, no sempre mui nobre Dona Maria Sigunda.
    Quem o acompanhava advertiu:
    - Para a peça começar às 21h, deve haver tramóia...
    E tramóia teve lugar, sim, uma autêntica emboscada num vale estreito, sem aviso.
    Porquê?
    Porque a peça teve intervalo.
    Mas duas horas após ter começado.
    Quando se assiste a alguma coisa que tem o intervalo decorridas duas horas, ou a cena está a ser muito interessante, ou a pessoa começa imediatamente a mostrar interesse pelo corte de pulsos ou pela auto-asfixia.
    Neste caso, a situação provou um bocadinho de ambas.
    Não foi o gato às filhoses pela duração de 3h35m, mas torceu a porca um nadinha o rabo à qualidade.
    No final, a dupla maravilha esperava, ansiosa, pelo beberete, como 99,9999999999997% dos presentes, enquanto tentava restabelecer a circulação sanguínea nas pernas.
    O beberete lá chegou, mas com pouco vigor.
    Umas empadinhas, uns folhadinhos, uns pastéis-de-nata em miniatura, uns canapés e uns presuntos, acompanhados de um espumante e uns suminhos aguados para empurrar.
    Porém, os brigadeiros, os queijos, os patês, o champagne e o vinho tinto ficaram na casota, de castigo.
    Tal como a fotografia do (grande) autor para a Caras, que não pagou o suficiente, desta vez.
    A cavalo dado não se olha o dente, mas este cavalo, numa corrida, ficaria em 3º.
    E chiça, que o (grande) autor é mesmo pobre e mal agradecido.

    domingo, junho 10, 2007

    Curioso e Engraçado (parece um título de uma crónica da "Maria")

    A páginas tantas, enquanto estava a dar a final do (desviador de estudo) Roland Garros, foi filmado um cartaz nas mãos de um espectador na bancada que dizia, em francês:

    Nico, vai estudar para os exames em vez de estares a ver a final!!

    É bom saber que ainda há algum sentido de humor em França.

    sábado, junho 09, 2007

    A Memória dos Cheiros

    Acha o (grande) autor fenomenal a memória dos cheiros.
    A capacidade que o nosso corpo tem de, ao cheirar qualquer coisa, nos transportar para um local, uma data, uma pessoa ou um momento de nível alcoólico exacerbado.
    Por exemplo, no (grande) caso:

    Cheiro a maresia - Porto de Sesimbra

    Cheiro a cócó, chichi, vomitado, animais mortos - Casas-de-banho do Sudoeste, em 2000

    Cheiro a rosas - Rosas (das que nunca me ofereceram!)

    Cheiro a pão no forno - Padaria da Estrela, às 06h42m de uma terça

    Cheiro a álcool - Hálito do Sr. Santos, porteiro da escola EB 2+3 Eugénio dos Santos, onde andei

    Cheiro a suor - Carruagem do metro, às 18h15m, Baixa-chiado

    Cheiro a bacalhau - A cozinha da minha avó, quando há bacalhau de molho (ca nuojo)

    Cheiro a cebola - Carruagem do metro, às 18h27m, Entrecampos

    Cheiro a fritos - As roullotes à volta do estádio da Luz, 2 horas antes de prélio

    Cheiro a alcatrão molhado - A minha rua, quando vêm as primeiras chuvas de Verão

    Cheiro a queimado - A minha mãe a fazer torradas para o pequeno-almoço

    Cheiro a tubo de escape - O parque de estacionamento das Amoreiras, em 1992

    Cheiro a éter - A sala de espera de Santa Maria, a ter o pior episódio sanguíneo da minha vida

    Cheiro a álcool etílico e acetona - As paredes da cozinha da minha casa de Erasmus, que tivémos de limpar no último dia, de lágrimas no canto do olho

    Cheiro a algas - A praia do Meco, desde 1982

    Cheiro a peixe frito - A feira popular, antes de o Santana decidir que seria fechada, porque lhe apeteceu

    Cheiro a cigarros - A minha roupa depois de ir sair à noite em sítios semi-fechados

    Cheiro a merda-que-não-se-estava-à-espera - A fralda de um bébé de 8 meses

    Cheiro a pessoa bonita - O (grande) autor

    and soi on, and soi on...
     
    origem